A sondagem SIC/Expresso revela que Marcelo Rebelo de Sousa deixa uma impressão positiva dos dez anos no Palácio de Belém. Mas agora os portugueses querem alguém mais interventivo. A pouco mais de três meses de deixar a Presidência da República, Marcelo Rebelo de Sousa deixa uma boa impressão dos seus dez anos em Belém. Dois terços dos inquiridos na sondagem do ICS (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa) e do ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa) para a SIC e Expresso consideram que os seus mandatos foram “positivos” ou mesmo “muito positivos”.
Em primeiro lugar, o que os inquiridos esperam é que o próximo Presidente tenha uma visão para o país e saiba representar Portugal. Ser próximo dos portugueses é uma qualidade mas nem por isso tão importante. As funções presidenciais que consideram como as mais importantes são: obrigar o Governo a agir e fiscalizar o Executivo.
Ficha Técnica
Este relatório baseia-se numa sondagem cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 7 e 17 de novembro de 2025. Foi coordenada por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa (Iscte-IUL), tendo o trabalho de campo sido realizado pela GfK Metris.
O universo da sondagem é constituído pelos indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa, residentes em Portugal Continental. Os respondentes foram selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis Sexo, Idade (4 grupos), Instrução (3 grupos), Região (7 Regiões NUTS II) e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais (5 grupos). A partir de uma matriz inicial de Região e Habitat, foram selecionados aleatoriamente 99 pontos de amostragem, onde foram realizadas as entrevistas de acordo com as quotas acima referidas.
A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, em sistema CAPI, e a intenção de voto em eleições legislativas recolhida através de simulação de voto em urna. Foram contactados 2980 lares elegíveis (com membros do agregado pertencentes ao universo) e obtidas 807 entrevistas válidas (taxa de resposta de 27%, taxa de cooperação de 41%). O trabalho de campo foi realizado por 36 entrevistadores, que receberam formação adequada às especificidades do estudo.
Todos os resultados foram sujeitos a ponderação por pós-estratificação de acordo com a frequência de prática religiosa e a pertença a sindicatos ou associações profissionais dos cidadãos portugueses com 18 ou mais anos residentes no Continente, a partir dos dados da vaga mais recente do European Social Survey (Ronda 11). A margem de erro máxima associada a uma amostra aleatória simples de 807 inquiridos é de +/- 3,5%, com um nível de confiança de 95% (Expresso, texto das jornalistas Cristina Figueiredo e Ana Lemos)




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