sábado, novembro 29, 2025

Curiosidades: de assassino a covarde, o último dia do médico de Dachau

Durante anos, o Dr. Klaus Schilling caminhava pelos barracões de Dachau como se fosse dono da vida e da morte. Aos 74 anos, com mãos trêmulas e olhar frio, ele escolhia vítimas como quem escolhe objetos: - Você. E você. E você também. Eram homens, mulheres, jovens e idosos. Todos usados como cobaias em seus experimentos de malária. Alguns duraram dias. Outros agonizaram durante semanas. Todos sabiam que, quando ele tocava no braço de alguém, era o começo do fim. Schilling anotava tudo com precisão clínica — febre, delírios, convulsões, falência de órgãos. A dor alheia se tornou o laboratório perfeito para sua ambição científica. Mas a guerra acabou.

E a sala de torturas deu lugar ao tribunal. No Dachau Trial, ouviram-se testemunhos de fazer o sangue gelar: prisioneiros amarrados, remédios negados, drogas mortais testadas como veneno em ratos. E então veio o dia 28 de maio de 1946. O carrasco o esperava. A forca já estava montada. Pela primeira vez, Schilling não tinha anotações, instrumentos, nem soldados ao redor. Era apenas um velho diante da própria história. Testemunhas contam que a arrogância desapareceu. Schilling, o homem que nunca mostrou piedade, chorou. Tremeu. Implorou. Mas não havia perdão. Quando a corda tocou seu pescoço, centenas de vozes silenciosas — aquelas que ele matou lentamente, prisioneiro por prisioneiro — pareciam preencher o ar. O médico que tratava seres humanos como cobaias terminou sua vida como tantos de suas vítimas: sem controle, sem glória, sem desculpas. A justiça não reviveu quem ele destruiu. Mas garantiu que, naquele dia, em Dachau… o carrasco não pediu perdão (fonte: Facebook, Universo Extremo)


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