A confirmarem-se os dados da sondagem do ISC e ISCTE para a SIC e Expresso, Portugal pode, 40 anos depois, voltar a decidir as eleições Presidenciais numa segunda volta. E neste cenário, quem escolheriam os portugueses Partindo do resultado da sondagem do ICS (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa) e do ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa) para a SIC e Expresso, a menos de dois meses das eleições, e que não dão uma vitória à primeira volta - André Ventura e Henrique Gouveia e Melo surgem empatados -, Portugal pode estar a caminho, 40 anos depois, de uma decisão à segunda volta. A concretizar-se esta possibilidade, há vários cenários possíveis de traçar.
Se se concretizasse o duelo entre André Ventura e Gouveia e Melo, seria este último a vencer, com 49% contra apenas 23% do adversário, o candidato apoiado pelo Chega. Aliás, Ventura não venceria fosse qual fosse o oponente: perderia para Marques Mendes - 24% contra 47%, e mesmo para António José Seguro - 25% contra 42% Seguro, por sua vez, também perderia, quer contra Gouveia e Melo - 24% contra 41% - , quer contra Marques Mendes - 36%. Mas se a escolha final for entre Gouveia e Melo e Marques Mendes, é o almirante que chega a bom porto, 35% contra 31%.
Ficha Técnica
Este relatório baseia-se numa sondagem cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 7 e 17 de novembro de 2025. Foi coordenada por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa (Iscte-IUL), tendo o trabalho de campo sido realizado pela GfK Metris.
O universo da sondagem é constituído pelos indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa, residentes em Portugal Continental. Os respondentes foram selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis Sexo, Idade (4 grupos), Instrução (3 grupos), Região (7 Regiões NUTS II) e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais (5 grupos). A partir de uma matriz inicial de Região e Habitat, foram selecionados aleatoriamente 99 pontos de amostragem, onde foram realizadas as entrevistas de acordo com as quotas acima referidas.
A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, em sistema CAPI, e a intenção de voto em eleições legislativas recolhida através de simulação de voto em urna. Foram contactados 2980 lares elegíveis (com membros do agregado pertencentes ao universo) e obtidas 807 entrevistas válidas (taxa de resposta de 27%, taxa de cooperação de 41%). O trabalho de campo foi realizado por 36 entrevistadores, que receberam formação adequada às especificidades do estudo.
Todos os resultados foram sujeitos a ponderação por pós-estratificação de acordo com a frequência de prática religiosa e a pertença a sindicatos ou associações profissionais dos cidadãos portugueses com 18 ou mais anos residentes no Continente, a partir dos dados da vaga mais recente do European Social Survey (Ronda 11). A margem de erro máxima associada a uma amostra aleatória simples de 807 inquiridos é de +/- 3,5%, com um nível de confiança de 95% (Expresso, texto dos jornalistas Cristina Figueiredo, Paulo Gamito e Ana Lemos)






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