Se as eleições Presidenciais fossem hoje, não haveria vencedor à primeira volta e seriam os candidatos André Ventura e Gouveia e Melo a passar à segunda volta. A menos de dois meses para as eleições presidenciais de 18 de janeiro, André Ventura e Henrique Gouveia e Melo surgem empatados, na sondagem do ICS (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa)e do ISCTE (Instituto Universitário de Lisboa)para a SIC e Expresso, ambos com 18% das intenções de voto.
Ambos são, ainda assim, seguidos de muito perto, e dentro da margem de erro, por Luís Marques Mendes. Há, portanto, um empate técnico a três. Em quarto lugar mas a larguíssima distância está António José Seguro, com apenas 10%. João Cotrim Figueiredo não vai além dos 3%, António Filipe dos 2% e Catarina Martins só obtém 1%. Jorge Pinto, candidato apoiado pelo Livre, não chega a 1%, razão por que não aparece discriminado. Neste estudo de opinião, 8% assumem a abstenção e 22% confessam-se indecisos.
Mas, se distribuirmos os indecisos e excluirmos os abstencionistas, a vitória (resvés) é de Gouveia e Melo, com 26%. Mas Ventura está imediatamente a seguir, com 25%, e Marques Mendes logo abaixo, com 23%. Seguro alcança os 14%, mais nove pontos percentuais do que Cotrim Figueiredo, com 5%. António Filipe e Catarina Martins ficam pelos 2%. Saliente-se que, o trabalho de campo desta sondagem do ICS e ISCTE para a SIC e Expresso terminou antes ainda de começarem os debates entre os candidatos, pelo que não reflete o impacto que estes possam ter na opinião dos inquiridos.
Ficha técnica
Este relatório baseia-se numa sondagem cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 7 e 17 de novembro de 2025. Foi coordenada por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa (Iscte-IUL), tendo o trabalho de campo sido realizado pela GfK Metris.
O universo da sondagem é constituído pelos indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa, residentes em Portugal Continental.
Os respondentes foram selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis Sexo, Idade (4 grupos), Instrução (3 grupos), Região (7 Regiões NUTS II) e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais (5 grupos). A partir de uma matriz inicial de Região e Habitat, foram selecionados aleatoriamente 99 pontos de amostragem, onde foram realizadas as entrevistas de acordo com as quotas acima referidas.
A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, em sistema CAPI, e a intenção de voto em eleições legislativas recolhida através de simulação de voto em urna. Foram contactados 2980 lares elegíveis (com membros do agregado pertencentes ao universo) e obtidas 807 entrevistas válidas (taxa de resposta de 27%, taxa de cooperação de 41%). O trabalho de campo foi realizado por 36 entrevistadores, que receberam formação adequada às especificidades do estudo.
Todos os resultados foram sujeitos a ponderação por pós-estratificação de acordo com a frequência de prática religiosa e a pertença a sindicatos ou associações profissionais dos cidadãos portugueses com 18 ou mais anos residentes no Continente, a partir dos dados da vaga mais recente do European Social Survey (Ronda 11). A margem de erro máxima associada a uma amostra aleatória simples de 807 inquiridos é de +/- 3,5%, com um nível de confiança de 95% (Expresso, texto dos jornalistas Cristina Figueiredo, Paulo Gamito e Ana Lemos)




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