terça-feira, abril 20, 2021

Sondagem: 77% dos portugueses querem voltar ao trabalho presencial. 59% dizem que terá mais oportunidades depois de receber a vacina

 

Maior vontade em regressar ao local de trabalho, confiança nas vacinas e um maior otimismo sobre novas oportunidades de trabalho no final do ano, estas são algumas das principais conclusões do primeiro Workmonitor 2021 da Randstad.

Segundo a pesquisa, 77% dos trabalhadores que estão a trabalhar remotamente em Portugal querem regressar ao local de trabalho. Uma tendência que se mantém no mundo (78%) e também na Europa (77%). Como principal motivo para o facto de ser difícil trabalhar a partir de casa, os portugueses apontam a saudade da interação com os colegas (61%). Também a dificuldade em manter o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e referida por 39% dos inquiridos, bem como o facto de se sentirem sozinhos ou isolados (29%). São ainda sugeridas como razões, o facto de as crianças estarem em casa e requerem atenção (24%) e a ligação à internet não ser estável (18%).

Transporte aéreo: Movimento nos aeroportos nacionais cai quase 93% em fevereiro


Em janeiro de 2021 registou-se, nos aeroportos nacionais, um movimento de 265,6 mil passageiros, representando um decréscimo homólogo de 92,9% (-79,3% face a janeiro). As conclusões são do relatório divulgado esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em fevereiro de 2021 aterraram nos aeroportos nacionais 3,4 mil aeronaves em voos comerciais, o que representa uma variação homóloga de -76,7% (-62,0% em janeiro e -57,3% em dezembro). Registou-se o movimento de 265,6 mil passageiros (embarques, desembarques e trânsitos diretos), representando uma variação homóloga de -92,9% (-79,3% em janeiro e -74,7% em dezembro). Segundo o organismo, o movimento de carga e correio totalizou 11,6 mil toneladas, correspondendo a uma diminuição de 33,5% (-30,2% em janeiro).

Reinfecção: Podemos mesmo apanhar Covid duas vezes?

 

A qualidade e a duração da proteção das pessoas ao vírus SARS-CoV2 afetará a transmissão do vírus e determinará o curso da pandemia. A par da vacinação mundial, já levada a cabo em tantos países, será que ter o vírus uma única vez é suficiente para estarmos imunes à doença? A verdade é que, embora rara, a reinfeção de Covid-19 pode mesmo acontecer, avança a Bloomberg. De acordo com pesquisas recentes, avançadas pela agência, embora seja muito pouco provável contrairmos a doença por uma segunda vez, especialmente entre adultos jovens, as variantes de rápida disseminação, relatadas pela primeira vez no Brasil e na África do Sul, parecem aumentar o risco de reinfeção.

Quantos casos de reinfecção foram confirmados?

Portugal teve o seu primeiro caso de reinfeção comprovado no final do mês de Dezembro, detetado numa profissional de saúde do norte do país. Dois meses separaram a primeira da segunda infeção. Ao todo, no mundo estão já confirmados 71 casos de pessoas reinfectadas, de acordo com a agência de notícias holandesa BNO News, que faz a contagem regular. Quando comparado com os mais de 135 milhões de casos confirmados de Covid-19, no total, pode parecer pouco, mas os números podem ser superiores, tendo em conta os casos assintomáticos. Estimam-se que, no total, possam ser mais de 30 mil as pessoas reinfectadas.

Portugal na “lista verde” do Reino Unido já em Maio, diz CEO da easyJet

Os destinos de férias mais populares na Europa, como Portugal, Espanha, Itália e Grécia devem entrar na “lista verde” de destinos para viajar já no próximo mês de Maio, de acordo com o CEO da easyJet. O presidente-executivo Johan Lundgren, citado num comunicado da low cost britânica, disse que “espera que quase todos os principais países europeus” sejam colocados na categoria de baixo risco assim que as férias no estrangeiro forem retomadas. Em conferência de imprensa, e citado pela imprensa britânica, Lundgren acrescentou que “é importante que o Governo britânico apresente esta lista o mais rápido possível, por ser uma das principais condições para os nossos clientes viajarem neste momento”. Segundo o novo sistema de ordem em vigor no Reino Unido, semelhante às cores dos semáforos, os visitantes que chegam dos países da “lista verde” não precisam de cumprir qualquer quarentena ou realizar teste à chegada, ao contrário dos destinos “amarelos”, que devem cumprir uma quarentena de 10 dias, e dos “vermelhos”, nos quais Portugal esteve de Janeiro até Março, que implica quarentena obrigatória num hotel. Todos os passageiros terão, no entanto, de realizar um teste PCR antes do embarque, mesmo se já estiverem vacinados. O ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps, em declarações à BBC, já tinha adiantado que seria possível aliviar as restrições de circulação pelo menos até 17 de Maio, permitindo viagens para o estrangeiro, em férias ou para visitar família e amigos, e não apenas por motivos de força maior, como acontece atualmente (Executive Digest)

Médicos lusodescendentes formados na Venezuela: Portugal não os quer, Itália e Espanha aproveitam

 

Impedidos de exercer medicina em Portugal, alguns lusovenezuelanos agarram as oportunidades que lhe oferecem outros países da União Europeia. Laura, que trabalhava num lar, foi para Itália tratar de doentes de covid-19 e acabou por exercer a sua especialidade. “Causa uma certa dor que no nosso país, para onde viemos a pensar em maiores oportunidades, o processo de reconhecimento dos nossos diplomas seja tão lento, demorado e até difícil”, lamenta. Christian, que em Portugal trabalha na construção civil, está a tratar da papelada para começar a trabalhar em Espanha.

A pandemia abriu a janela da esperança a dezenas de profissionais de saúde formados na Venezuela que desesperam por ver reconhecidas as suas valências académicas em Portugal. Mas essa expectativa não tem passado de ilusão. Alguns médicos — que ganham a vida a trabalhar na construção, em fábricas ou a fazer limpezas — têm-se virado para outros países europeus para exercerem a profissão que os apaixona e para a qual se sentem competentes.

É o caso de Laura Domínguez, médica neonatologista nascida na Venezuela há 52 anos, filha de pai português e a viver em Oiã, no distrito de Aveiro, desde outubro de 2019. Sem hipótese de exercer medicina em Portugal, está desde há semanas a trabalhar em Itália. “Cheguei a Itália para ajudar a lidar com a covid-19, mas quando viram que sou pediatra colocaram-me num serviço de neonatologia”, diz ao Expresso. “Estou muito grata porque, neste momento, estou a exercer a minha especialidade. Deram-me a oportunidade que Portugal não me deu.”

Daniel Sampaio ao Expresso: “Houve momentos em que achava que me devia deixar morrer”

 

Está bastante mais magro, perdeu dez quilos, sobretudo de massa muscular. A voz é de um homem mais velho do que os atuais 74 anos e parece que cada palavra sai num sopro cansado. Mas está lúcido, inteiro. Viu a morte de perto, passou por experiências emocionais únicas, descobriu em si mesmo um homem que não conhecia. Mais frágil, chegou a pensar desistir, mas também dono de uma resistência que nunca se sonhou capaz. Agarrou-se à família e agradece a quem por ele rezou a um Deus que ele, não crendo, respeita. A covid-19 modificou-o e apesar do embate conseguiu manter a integridade de ser quem era. Diz que esta é “uma doença do desamparo”, pede que se respeite a virulência do vírus e recomenda todos os cuidados que se conhecem há muito tempo. Partilha de forma tão espontânea e sincera a intensidade do que passou que o que estava previsto para ser uma entrevista transformou-se na recolha de um testemunho. A jornalista apagou-se para ouvir quem tem muito para contar.

“Tenho aqui neste caderno todas as datas anotadas para não me enganar. É interessante que cognitivamente estou muito bem, o que passei foi físico e psicológico, a memória e a inteligência estão preservadas. Em janeiro estava a fazer a minha vida normal, com atividade intensa no consultório e fazer a supervisão da formação em Terapia Familiar. Mas tenho de assumir que fui displicente. Estava muito preocupado com o que o isolamento faria à saúde mental das pessoas e pensei que a doença não era tão grave, que não me aconteceria nada. Descuidei-me, e é preciso dizê-lo porque é necessário respeitar as regras.

Mercado mundial de vacinas ainda em construção

 

Quando, em outubro de 2019, a biotecnológica alemã BioNTech captou 150 milhões de dólares com a dispersão de parte do seu capital no Nasdaq, os seus fundadores, que haviam criado a empresa em 2008, estariam longe de adivinhar que pouco mais de um ano depois a empresa estaria a valer em bolsa quase dez vezes o valor de entrada naquela praça norte-americana. E recentemente as contas de 2020 da BioNTech confirmaram que a pandemia deu à empresa um impulso ímpar. A faturação anual da biotecnológica com sede em Mainz mais do que quadruplicou. E das receitas comerciais, de €303 milhões, a “fatia de leão” veio das vacinas para a covid-19: €270 milhões.

Desses €270 milhões, menos de um décimo (precisamente €20,6 milhões) veio das vendas diretas de vacinas para a covid-19 no mercado doméstico alemão. A maior parte da faturação resultou da parceria firmada com a norte-americana Pfizer, uma das maiores companhias farmacêuticas do mundo, que aproveitou a especialização da BioNTech para dar resposta ao desafio global da vacinação.


Novo Banco avança com nova ação contra empresas de Berardo

 

A Metalgest e a Fundação José Berardo são as sociedades visadas na ação colocada esta semana pelo banco, com o objetivo de executar uma dívida superior a 3,5 milhões. O Novo Banco lançou novo ataque para recuperar as dívidas junto do empresário madeirense Joe Berardo. Desta feita, a empresa Metalgest e a Fundação José Berardo são as sociedades visadas na ação colocada pelo banco liderado por António Ramalho, com o objetivo de executar uma dívida pouco superior a 3,5 milhões de euros.

Os maiores bancos nacionais têm vindo a colocar vários processos em tribunal contra as sociedades associadas a Joe Berardo por conta de dívidas que ascendem a cerca de mil milhões de euros. Nessa medida, a ação de execução no valor de 3.548.584,66 euros, que deu entrada esta quinta-feira no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, representa uma gota no oceano de dívidas bancárias das empresas do universo do comendador madeirense.

Uma das ações mais relevantes em curso será mesmo aquela que Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP e Novo Banco avançaram em outubro passado contra a Associação Coleção Berardo, a dona das obras de arte do empresário madeirense e cujos títulos de participação se encontram penhorados. Conforme avançou o ECO na altura, os três bancos querem confirmar em tribunal a penhora das obras de arte para efeitos de execução das dívidas, algo que até hoje não conseguiram tendo em conta a complexidade de todo o processo.

Covid-19: Coronavírus não infeta o cérebro embora cause danos

 

Um estudo norte-americano que analisou autópsias de vítimas covid-19, não encontrou sinais do vírus no interior das células cerebrais. A possibilidade de que o coronavírus SARS-Cov-2 infete diretamente o cérebro tem sido objeto de debate entre investigadores, mas um novo estudo assegura que tal não acontece, ainda que o vírus possa causar danos neurológicos significativos. Numa investigação, publicada na revista científica Brain e liderada pelo Centro Médico Irving da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, foram analisadas autópsias de vítimas de covid-19, não tendo sido encontrados sinais do vírus no interior das células cerebrais.

No entanto, os investigadores observaram "muitas alterações patológicas" nos cérebros, o que poderia explicar porque é que os doentes graves experienciam confusão, delírio e outros efeitos neurológicos, e porque é que os doentes ligeiros apresentam 'névoa cerebral' durante semanas e meses, de acordo com James Goldman, que liderou o estudo, citado pela agência EFE. A investigação sugere que as alterações neurológicas que ocorrem frequentemente nestes pacientes, podem dever-se à inflamação desencadeada pelo vírus noutras partes do corpo ou nos vasos sanguíneos do cérebro.

Os investigadores examinaram 41 cérebros de doentes que morreram durante a hospitalização, com idade entre os 38 e os 97 anos, dos quais aproximadamente metade tinham sido entubados e todos tinham danos pulmonares provocados pelo vírus.

10 razões científicas por que o Covid se transmite pelo ar

 

Embora os Governos de todo o mundo recomendem atividades ao ar livre para diminuir a probabilidade de contágio de Covid-19, o consenso não é claro entre os cientistas, com um intenso debate em aberto sobre o tema.

Nenhuma autoridade de saúde, nomeadamente a própria Organização Mundial da Saúde (OMS), nega que existam infeções transmitidas pelo ar, ou seja, por respirar partículas virais que permanecem suspensas no ar após terem sido expelidas por uma pessoa infetada ao falar ou tossir. Mas a controvérsia permanece, com muitos dos especialistas a defender que a principal via de infeção são as gotículas que entram em contacto direto com a pessoa.

A propósito, a revista científica The Lancet publicou um artigo, citado pelo El País, que compila as 10 razões científicas que sustentam porque é que o Covid se transmitir pelo ar. Para os cientistas que assinam o artigo, de universidades como Oxford, Califórnia e Toronto, esta conclusão “é preocupante pelas implicações para a saúde pública”, já que não é a mesma coisa que lidar com umas gotas que caem no solo.

Eventos de alta propagação

Situações em que muitas pessoas são infetadas no mesmo ambiente são consideradas uma das principais causas da pandemia. A análise de infeções massivas em cruzeiros, restaurantes, lares e instalações prisionais sugere que a via aérea desempenha um papel determinante nestes casos, “que não pode ser explicado adequadamente por gotículas ou superfícies contaminadas”, segundo os cientistas.

Covid-19: Contágio não garante aos jovens imunidade contra reinfeção

 

O contágio do novo coronavírus oferece alguma proteção à população jovem, mas não garante completa imunidade contra uma reinfeção, segundo um estudo publicado na quinta-feira na revista científica The Lancet Respiratory Medicine. A investigação, com base em dados de mais de três mil elementos saudáveis dos Marines norte-americanos, a maioria dos quais homens entre os 18 e os 20 anos, concluiu que, ainda que se desenvolvam anticorpos após a recuperação da covid-19, é conveniente receber a vacina de modo a estimular a resposta imunitária e evitar reinfeções.

Para o estudo, desenvolvido entre maio e novembro de 2020, os recrutas fizeram uma quarentena de quatro semanas antes de regressarem aos treinos, realizaram testes para detetar anticorpos e contágios e preencheram um questionário sobre sintomas de covid-19, entre outros dados médicos. De acordo com a investigação, de tipo ‘observacional’, 19 jovens, (10%) de 189 que já tinham superado a covid-19, ficaram novamente infetados, enquanto no grupo dos que não tinham contraído o vírus, com 2.247 recrutas, contagiaram-se posteriormente 1.079, quase metade. Os autores da investigação, constataram que os jovens que nunca tinham estado infetadas com o novo coronavírus tinham cinco vezes mais risco de se contagiarem, do que aqueles que já tinham contraído a doença, ainda que os últimos não fossem completamente imunes.

27% da população portuguesa já tem imunidade à covid-19, aponta estudo serológico

 

Um estudo recentemente divulgado estima que 13% da população portuguesa teria em março anticorpos contra o coronavírus da covid-19 após a infeção natural, uma percentagem que sobe para 17% quando incluídas as pessoas vacinadas.

O estudo, designado Painel Serológico Longitudinal Covid-19, analisou a presença de anticorpos para o SARS-CoV-2 em colheitas de sangue feitas entre 01 e 17 de março, em Portugal continental e ilhas, com uma amostra representativa da população portuguesa.

A amostra é constituída por 2.172 pessoas de várias idades e regiões, incluindo 156 que foram vacinadas maioritariamente até ao fim de fevereiro e 264 que tinham revelado anticorpos contra o novo coronavírus num estudo serológico anterior, de setembro e outubro de 2020, conduzido pela mesma equipa.

Em declarações à Lusa, o coordenador de ambos os estudos, Bruno Silva-Santos, investigador e vice-diretor do Instituto de Medicina Molecular (IMM) João Lobo Antunes, em Lisboa, disse que os dados indicam que “a vacinação é a única via em tempo útil para se atingir a imunidade de grupo”, essencial para um regresso à normalidade.

“Sem a vacinação, é um processo demasiado lento”, frisou o imunologista, assinalando que apenas 13% da população terá atingido a imunidade por “via natural” passado um ano sobre a pandemia e após dois confinamentos generalizados no país, um primeiro entre março e abril de 2020 e um segundo entre janeiro e o início de abril de 2021.

Sondagem: Mais de metade dos portugueses acredita que o país vai voltar a fechar

 

A grande maioria dos portugueses acredita que o país vai ter de confinar novamente, devido à pandemia de Covid-19. Esta é uma das conclusões do Barómetro CMTV/Intercampus.

Segundo a sondagem, quando questionados sobre «como vai evoluir o desconfinamento em Portugal?», cerca de 53,9% disseram que o país iria fechar todo novamente, já 35,6% acreditam que se vai manter como atualmente, por fases, e apenas 8,4% diz que vai avançar para uma reabertura total.

Isto significa que mais de metade dos inquiridos acreditam que Portugal vai enfrentar uma quarta vaga da pandemia, levando-o a confinar de novo, à semelhança do que já aconteceu em março do ano passado e em janeiro deste ano.

Numa outra questão sobre se o pior da crise de saúde pública já terá passado, cerca de 52,2% das pessoas acreditam que o pior ainda está por vir, contra 38,4% que dizem que o pior já passou, mesmo tendo em conta o processo de vacinação, que se encontra em curso e já a produzir resultados.

Questionados ainda sobre o atraso na vacinação e a quem imputar responsabilidades, cerca de dois terços dos portugueses (65,4%) apontam a culpa para as instituições europeias, face a 28,7% que consideram que o Governo português é o principal responsável. Há 3% que acreditam que ambos têm culpa nesta matéria.

Por último, no que diz respeito às dificuldades financeiras impostas com a pandemia, apesar de esta crise ter afetado muitos portugueses, 40,1% dos inquiridos disseram ter conseguido poupar mais do que habitualmente durante a pandemia. Já 56% disseram que não conseguiram poupar mais (Executive Digest)

Memórias curtas: a agressividade contundente depois disto...


Tensão entre PS e José Sócrates


Sem máscara obrigatória na rua, Israel pondera dispensar uso em todos os locais


Vacinas contra a covid-19 têm menos contraindicações do que outros fármacos 


Berardo: Museu Arte Deco abre ao público este mês em Lisboa

 

Aumentou o número de casos de síndrome pós-Covid em crianças

 

Madeira: Esta suite (Savoy) fica a cinco mil euros por noite


 

Covid19: explicando os 312 doentes activos na Madeira (19.4.2021)


Sondagem partidária (Abril de 2021)

 


fonte: Correio da Manhã

Covid19: situação na Madeira em quadros Excel (até 19.4.2021)








Covid19: situação em Portugal (até 20.4.2021)


quinta-feira, abril 15, 2021

Covid-19: Fevereiro foi o terceiro pior mês de sempre do turismo nacional



Restaurantes prontos para abrir salas e esperam horários do desconfinamento

 

Restauração com quebras catastróficas no mês passado

 

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Quebras na restauração e alojamento. Empresas admitem despedimentos até final de junho




Um terço dos pobres têm trabalhos estáveis

 

Tensão entre dirigentes europeus devido a incidente em visita à Turquia

 

Salazar iniciou há 60 anos campanha militar em Angola

 

FMI acredita que Europa terá recuperação em V

 

OCDE aconselhou Portugal a apoiar mais quem perdeu o emprego

 

Análise: Sócrates não ganha uma eleição nem para administrador do condomínio...

 

Especialistas alertam para a necessidade de uma melhor preparação dos serviços de saúde


 

Bruxelas espera que Alemanha não atrase a bazuca contra a crise

 

segunda-feira, abril 12, 2021

Um quarto dos portugueses fez deslocação de longo curso durante desconfinamento


Nascimentos descem 13,7% em relação ao período entre janeiro


Relatório da Europol alerta para aumento da violência de redes criminosas

 

Um milhão e 600 mil pessoas residentes em Portugal estão em pobreza

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Pobreza hereditária perpetuada pelos apoios do Estado
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E a crise nem chegou...

 

fonte: Jornal de Negócios

Falando de crimes...


 fonte: Visão

Compreender Moçambique


 fonte: Visão

Nota: reconhecer quem vai sair

Quando a coligação PSD-CDS na extremada caminhada para o assalto à CM do Funchal - qual bastião do futuro desta Região e do seu povo - deixo uma palavra de apreço pela força como os vereadores social-democratas ainda em funções e de saída, desenvolveram a sua actividade, muitas vezes, quase sempre, abandonados à sua sorte, sem apoio político consistente. O PSD-M, infelizmente, não sabe estar na oposição, como devia, nem valoriza esse estatuto que decorre da vontade soberana e incontestada dos cidadãos expressa nas urnas. Em política nada é perfeito a começar pelos protagonistas, pelo que eles fazem ou decidem. Mas reconheço que foi um combate difícil numa cidade que desde 2013 virou costas aos social-democratas - em grande medida também com o contributo, sobretudo em 2013, de alguns social-democratas ressabiados e influenciados pela lógica bandalha da política mercantilizada - numa realidade, diria antes num círculo vicioso que mostra que nem sempre a política vai conseguir reconhecer aqueles que fizeram o que lhes competia e era pedido. Os vereadores do PSD-M na Câmara do Funchal, eleitos em 2017 numa eleição que se revelou desastrada e frustrante para a nomenclatura dirigente que nesse ano liderava o PSD-M, responderam, foram persistentes, chatearam, suscitaram muitos assuntos, deviam ter sido mais apoiados, não tiveram o espaço mediático que lhes seria mais adequado e devido. Vão-se embora num tempo em que à moda indiana, as "castas", certas "castas" parecem dominar e querem controlar, num lado e no noutro, no poder e na oposição, num jogo de poder, de avanços e recuos, de sonhos e ambições, que não conta com todos, nem quer chamar todos os que são realmente precisos. E muito menos um tempo político distorcido e pressionado que não reconhece os que cumpriram longe dos holofotes da ribalta que normalmente protegem (acham mesmo?) as alegadas "vedetas" da política, regra geral mais preocupadas com o mediático e a imagem pessoal e com a "chatice" de terem que marcar presença numa campanha eleitoral que tem o povo eleitor como principal protagonista. porque é ele que dá ou tira o poder, mais ninguém, nem redes sociais, nem estruturas de comunicação, nem nada mais. E desconfio que esse povo eleitor tem uma paciência cada vez mais limitada e mostra-se cada vez mais independente de tudo e de todos nas suas escolhas (LFM)


Nota: a "guerra" pela CMF será total

 Por vários motivos, acho que há uma aposta política clara mas há também algumas vulnerabilidades perigosas. Decididamente a luta pela CMF - quando estamos à beira de um dos momentos que pode ser, oxalá que não, um dos mais críticos da história mais recente da Madeira, sobretudo em termos económicos, sociais e orçamentais - deixa antever que o processo de constituição das candidaturas vai parecer muito com um jogo de "jockers", numa mesa em que todos os jogadores pretendem ganhar mas enganando tudo e todos. Um espécie de vale tudo perigoso que não se compadece com certas opções, pelas polémicas que elas podem suscitar. Veremos o que nos reservam os "jockers" seguintes, numa eleição em que antevejo fique marcada, é essa a minha convicção, pela enorme possibilidade dos eleitores do Funchal se irritarem pela primeira vez, mas irritar-se mesmo e a sério. E vão mostrá-lo nas urnas. Uma coisa é certa: estamos a falar de uma eleição e de uma campanha eleitoral que não se compadece com a política do sofá, com snobeiras, com amadorismos tontos ou pirosices, uma eleição e uma campanha que num tempo de restrições tem que encontrar a arte para ir ao terreno e ouvir as pessoas. Uma campanha e um combate eleitoral que exige que comuniquem bem, mostrando o que querem, ao que vêm e o que pretendem realizar, sem truques e sem patifarias manipuladoras (LFM)

domingo, abril 11, 2021

Sócrates: só para lembrar...


Desde o início da pandemia, 30 mil trabalhadores do setor da hotelaria já perdem o emprego


Edifício histórico do Diário de Notícias transformado em apartamentos


Portugueses com nível de vida 20% abaixo da União Europeia


Yuri Gagarin o primeiro homem a chegar ao Espaço. Foi há 60 anos

 

Operação Marquês: petição que contesta decisão do juiz reúne milhares

 

Sondagem: Mais de metade dos portugueses não vai fazer férias

 


Entre aqueles que afirmam o contrário, a maioria vai gozá-las em Portugal numa casa alugada, hotel ou segunda residência e prevê gastar tanto como no ano passado.

Mais de 50% da população portuguesa não tenciona fazer férias este ano - é, sobretudo, no Norte e na Área Metropolitana do Porto (AMP) que essa tendência se verifica com valores acima da média nacional. A sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF revela também que, entre aqueles que planeiam fazer férias, a grande maioria vai gozá-las dentro das fronteiras nacionais (90%) e estima realizar os mesmos gastos do que no ano passado (64%). Num tempo em que a pandemia condiciona fortemente a mobilidade, não espanta que apenas 5% dos inquiridos pretendam viajar para o estrangeiro durante o descanso anual.

A água no mundo


 fonte: Visão

Covid19: dados da Madeira



Covid19: diferenças de casos na Madeira e nos Açores



Covid19: dados de Portugal


Covid19: dados da Madeira melhoram



Petição pede afastamento de toda a magistratura do juíz Ivo Rosa


sábado, abril 10, 2021

Afinal, Sócrates pode ser julgado por mais crimes ...


Barómetro do Sol


 fonte: Sol

Justiça: resumo da decisão de Ivo Rosa


fonte: Público 

Governos europeus querem apressar Passaporte Vacinal


Sócrates arrisca pena de prisão efetiva até 12 anos


Cancro: Doentes chegam ao hospital (Amadora) já sem hipótese de tratamento...


Covid-19: Doentes recuperados acabaram por morrer após sequelas (Madeira)


É mais um alerta sobre o risco das sequelas da Covid-19. O diretor clínico do serviço regional de saúde da Madeira tem registo de várias pessoas que recuperaram da doença, mas que acabaram por voltar aos cuidados intensivos e morreram

sexta-feira, abril 09, 2021

Covid-19: Mais de metade das pessoas com «forte carga viral» são assintomáticas, aponta estudo

 


Mais da metade das pessoas com forte infeção por Covid-19 não reportou nenhum sintoma, de acordo com um estudo do gabinete de estatísticas do Reino Unido (ONS, na sigla em inglês), citado pelo ‘Independent’. Os resultados mostram que o risco de as pessoas espalharem o vírus sem saber que estão infetadas é cada vez maior, com esta a ser considerada uma das principais vias pelas quais a pandemia se espalhou tão facilmente pelo mundo.

Segundo os dados do ONS, 53% das pessoas com carga viral forte ou elevada, entre dezembro e março, não reportaram nenhum sintoma, em comparação com 47% dos restantes que reportaram. A análise exclui pacientes no início da infeção, quando a transmissão e os sintomas são considerados menos prováveis. Fadiga, dor de cabeça e tosse foram os sintomas mais reportados nas pessoas que tiveram um teste positivo para Covid-19, demonstrando ter uma elevada carga viral.

O paradoxo chileno: País vacinou cedo, depressa e bem, mas agora está a braços com uma enorme vaga de Covid-19 e com confinamento sério

 

O Chile é o terceiro país com mais pessoas vacinadas no mundo, graças a um eficiente plano de vacinação. Mas uma nova vaga de contágios obrigou ao fecho das fronteiras e ao adiamento das eleições autárquicas. O que é que aconteceu? As fronteiras do Chile vão estar fechadas pelo menos durante todo o mês de abril e só reabrirão em maio caso a situação esteja controlada. As eleições autárquicas, que estavam marcadas para 10 e 11 deste mês, foram adiadas pelo menos por seis semanas. E a circulação é atualmente permitida apenas aos detentores de passes diários por questões profissionais.

Aos fins de semana, todos os outros cidadãos só podem sair de casa uma vez por dia para comprar bens essenciais. São mais de 16 milhões de pessoas que estão confinadas. Outra vez. Teve de ser, não se cansa de dizer o Governo, mas nem precisava. Nestes últimos dias, as imagens dos contentores refrigerados junto à morgue do Hospital Carlos Van Buren, em Valparaíso, a apenas 120 quilómetros de Santiago, a capital, lembram aquilo que vimos acontecer em Portugal no final de janeiro, e são mais do que suficientes para justificar a obrigação de ficar em casa. A surpresa e o choque, porém, foram grandes. A falta de espaço para mais cadáveres naquele hospital surge num momento em que mais de um terço da população já se encontra vacinada. Graças a um rápido processo de vacinação, mais de 6 milhões de chilenos receberam, pelo menos, a primeira dose da vacina contra a Covid-19. O mundo chamou-lhe mesmo “o milagre chileno”.

“A quarta vaga vai ser maior”. A nova variante da Covid-19 que está a causar preocupação no Japão

 


As autoridades de saúde do país receiam estar a caminho de uma quarta vaga, a pouco mais de cem dias dos Olímpicos de Tóquio. A causa de tanta preocupação dá pelo nome de Eek e foi identificada em fevereiro, poucos dias depois de o país iniciar o seu plano de vacinação contra a Covid-19. Trata-se de uma nova variante do coronavírus SARS- CoV-2, registada inicialmente num centro de imigração em Tóquio, e que no mês passado foi já responsável por 70% dos internamentos nos hospitais da capital japonesa.

Estudo revela que um terço das pessoas com covid-19 pode desenvolver problemas neurológicos ou psiquiátricos

 


Cerca de um terço das pessoas que têm covid-19 podem desenvolver problemas neurológicos ou psiquiátricos, com ansiedade e doença bipolar entre os mais comuns, de acordo com um estudo publicado hoje na revista Lancet Psychyatry. A partir da análise de dados eletrónicos de 236.379 pacientes norte-americanos que tiveram covid-19, os investigadores da universidade britânica de Oxford concluíram que a 34 por cento foi também diagnosticado um problema psiquiátrico (ansiedade em 17% e bipolaridade em 14%) até seis meses depois de recuperarem da doença.

Entre aqueles que estiveram internados nos cuidados intensivos, há uma prevalência de acidente vascular cerebral de 07% e 02% de casos de demência. Estes diagnósticos, a par de outros 10 problemas analisados neste estudo observacional, são mais comuns em pacientes com covid-19 do que em outros que tiveram gripe ou outras infeções respiratórias durante o mesmo período, sugerindo um impacto direto da doença provocada pelo SARS-CoV-2. O principal autor do estudo, Paulo Harrison, afirmou que “os riscos individuais para a maioria destes problemas são baixos, mas o efeito na população pode ser substancial e fazer-se sentir nos sistemas de saúde e sociais por causa da escala da pandemia e pelo facto de muitos serem crónicos.”

Covid-19: Vacina da Moderna tem mais efeitos secundários do que a da Pfizer, apontam estudos

 


A vacina contra o coronavírus da Moderna é eficaz contra a propagação de novas variantes, mas é mais provável de causar efeitos secundários do que a da Pfizer, de acordo com estudos norte-americanos. Os investigadores das universidades de Duke e Emory, nos Estados Unidos, descobriram que a vacina da Moderna funciona contra a variante britânica Kent, que é dominante tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido, bem como contra a variante da Califórnia. Para alem disso, os resultados mostram que o mesmo fármaco origina anticorpos que se mantêm no sangue durante pelo menos seis meses após a segunda dose.

No entanto, os especialistas sublinham que a vacina pode causar mais efeitos secundários do que uma semelhante da Pfizer, com até três quartos dos recetores a reportar dor no local da infeção ou dores de cabeça. Segundo a pesquisa, após a primeira dose, as pessoas que receberam a inoculação de Moderna tinham maior probabilidade de reportar efeitos secundários. Por exemplo, 73,9% dos vacinados com a Moderna reportaram uma reação no local da injeção, como dor ou vermelhidão, em comparação com 65,4% das pessoas que receberam a vacina da Pfizer. Para além disso, 51,7% daqueles que receberam o fármaco da Moderna reportaram reações como dor de cabeça, febre ou arrepios, em comparação com 48% no caso da Pfizer.

A disparidade entre as duas vacinas aumentou após a segunda dose. Um total de 81,9% dos que receberam Moderna relataram uma reação no local da injeção e 74,8% relataram outros efeitos colaterais. Comparativamente, 68,6% daqueles que receberam a injeção da Pfizer relataram reações no local da vacina e 64,2% tiveram outros sintomas (Executive Digest, texto da jornalista Simone Silva)

BCP, CGD, Novo Banco, Santander Totta, BPI e Montepio com perda de 293 milhões

 


Os bancos portugueses BCP, CGD, Novo Banco, Santander Totta, BPI e Montepio registaram uma perda líquida agregada de 293 milhões de euros em 2020, contra lucros líquidos de 894 milhões de euros em 2019, refere a DBRS. Segundo o estudo da DBRS Morningstar hoje publicado, estes resultados “mostram o impacto de níveis de provisionamento mais elevados, bem como a pressão sobre as receitas devido ao agravamento das consequências económicas da pandemia da covid-19”.

A empresa de ‘rating’ precisa que este conjunto de seis bancos portugueses registou perdas de 250 milhões de euros no quarto trimestre de 2020, considerando que “as receitas principais agregadas diminuíram, com o confinamento a prejudicar as atividades comerciais e as despesas dos consumidores, especialmente no segundo trimestre”.

COVID-19: Caso da AstraZeneca abala confiança, mas maioria dos portugueses quer ser vacinada

 


O caso AstraZeneca trouxe dúvidas sobre a segurança das vacinas contra a COVID-19, mas apenas 5% dos inquiridos recusam serem inoculados e 10% dizem que talvez não o sejam. Num estudo com quatro países europeus, portugueses são os mais confiantes. As conclusões são de um estudo da Deco ProtesteEm meados de março, foram levantadas suspeitas sobre a segurança da vacina da AstraZeneca contra a COVID-19. A Agência Europeia de Medicamentos foi informada sobre 30 episódios tromboembólicos, isto é, sobre a formação de coágulos sanguíneos, em cerca de cinco milhões de indivíduos vacinados. Raros, mas potencialmente graves, estes casos levaram à suspensão temporária da vacina em vários países, entre os quais Portugal, seguindo o princípio de precaução até que fosse estabelecida, ou não, uma relação de causa-efeito.

A Agência Europeia de Medicamentos concluiu que os benefícios na prevenção da hospitalização e da morte por COVID-19 eram superiores aos riscos, além de não ter sido provada nenhuma relação entre tais episódios e a toma da vacina. Mas, para muitos europeus, sujeitos às declarações de alguns responsáveis políticos e a uma sobre-exploração dos casos na comunicação social, o mal estava feito, e a desconfiança alastrou-se a todas as vacinas.

Assustado com efeitos secundários da vacina da AstraZeneca? Então veja a lista dos do paracetamol, ibuprofeno, Viagra e pílula

 


Paracetamol, ibuprofeno, pílula anticoncecional ou Viagra podem ter efeitos secundários tão graves quanto os coágulos já considerados, pela Agência Europeia do Medicamento, consequência da vacina da AstraZeneca. Avaliar o benefício/ risco enquanto não se descobre a causa é o conselho dos especialistas

“Todos os medicamentos têm efeitos adversos graves. Não há medicamento que seja eficaz e não os tenha”, afirma, de forma veemente, Francisco Batel Marques, professor da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra. E, referindo-se à frequência com que surgiram relatos de casos de tromboses com redução acentuada do número de plaquetas em pessoas que tomaram a vacina da Astrazeneca, o especialista comenta mesmo, “uma prevalência de um em 100 mil nem existe”.

Estão a surgir esplanadas em sítios muito improváveis

 

Espanha testa semana laboral de quatro dias

 

Covid-19: Um em cada três recuperados desenvolveu problemas psiquiátricos ou neurológicos

 

Com o risco de transmissibilidade a subir, especialistas alertam para possibilidade de 4.ª vaga

 

quarta-feira, abril 07, 2021

Venzuela: Aliança pró-Guaidó anuncia mudanças para reforçar coligação e derrotar Maduro

 

A aliança de organizações e partidos que apoiam o líder da oposição venezuelana anunciou mudanças para tornar a coligação mais “ampla, inclusiva, eficaz”, garantir a convocatória de eleições livres e derrotar “a ditadura” de Nicolás Maduro.

“Concordamos na reconfiguração da aliança de partidos políticos, tanto na liderança como na tomada de decisões para a tornar mais útil, ampla, inclusiva, eficaz, assertiva e operacional”, de acordo com uma declaração, divulgada na terça-feira, do movimento que apoia Juan Guaidó.

No texto, a aliança explicou ter tomado esta decisão “instada pela necessidade de melhorar e reforçar” a “articulação entre os partidos políticos”. Os signatários acrescentaram também que darão prioridade a medidas de combate à covid-19 e à convocação de eleições presidenciais, legislativas, regionais e municipais de forma “livre e justa”. Por outro lado, asseguraram que vão efetuar novos esforços para convocar e incluir todas as partes que desejem fazer parte da aliança, “garantindo a maior amplitude possível no processo de deliberação e discussão política”. O anúncio chega em ano de eleições, quando se planeia convocar as eleições regionais. A oposição venezuelana tentou reorganizar-se várias vezes nos últimos anos para garantir uma grande coligação, como a de 2015, quando formou a Mesa da Unidade Democrática (Executive Digest)

Cronologia: Os dias que levaram ao pedido de resgate há 10 anos


Assinalam-se esta terça-feira dez anos do pedido de resgate português. Foi no dia 6 de abril de 2011 que José Sócrates, pressionado pelo seu ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, comunicou aos portugueses a decisão que há muito se temia. Recorde o filme desses dias e de como Portugal acabou por capitular por pressão dos mercados financeiros depois de mais de um ano no olho do furacão

Foram 13 meses de calvário no segundo governo chefiado por José Sócrates, desde que fez aprovar, com a abstenção do PSD, o orçamento para 2010, até que a 6 de abril de 2011, encostado à parede pelos bancos e pelo seu ministro das Finanças, veio à televisão anunciar o pedido de resgate.

Pelo meio, o governo apresentou quatro Programas de Estabilidade e Crescimento até que o último foi rejeitado por uma coligação negativa de todas as oposições no Parlamento. Sócrates pediu a demissão e o governo ficou em gestão.

O custo do endividamento disparou e ultrapassou a linha vermelha que o ministro das Finanças Teixeira dos Santos considerara o ponto de não retorno para um pedido de apoio à troika - Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional - que entretanto se formara para resgatar a Grécia e a Irlanda.

Dez anos depois da troika, FMI ainda pede reformas estruturais e no mercado de trabalho

 

A chefe da missão do FMI para Portugal, Laura Papi, falou com o ECO para assinalar os dez anos do resgate financeiro que ficou marcado pela política de austeridade e um "mea culpa" posterior. O Fundo Monetário Internacional (FMI) veio pela terceira vez em auxílio de Portugal em 2011 quando o então primeiro-ministro, José Sócrates, pediu ajuda financeira internacional perante a insustentabilidade da situação do país. Contudo, ao contrário das intervenções anteriores na década de 70 e 80, desta vez a economia portuguesa tinha uma moeda comum com outros países europeus, a qual não podia desvalorizar, e a receita vigente tanto em Washington como em Bruxelas era a temida austeridade. Mais tarde, o FMI fez o “mea culpa” e mudou a mensagem, mais depressa que alguns governos europeus, alinhando atualmente na mensagem de que é preciso investir para ultrapassar a crise pandémica, ainda que olhando para a sustentabilidade das contas públicas.

Esta terça-feira, 6 de abril, assinalam-se os dez anos do resgate financeiro da troika, a palavra que os portugueses mais ouviram entre 2011 e 2014, ano em que Portugal fez a “saída limpa” do programa de ajustamento. O ECO falou com Laura Papi — a sucessora de Poult Thomsen e Abebe Selassie, os chefes da missão do Fundo para Portugal — sobre este doloroso processo, cheio de polémicas, recuos, excessos e erros. Acabou por ser reconhecido que os multiplicadores (impacto das medidas) orçamentais na economia usados pelo FMI subestimaram o efeito dos cortes na despesa e dos aumentos de impostos.