sexta-feira, setembro 10, 2021

Presidentes das autarquias de Lisboa e Porto recebem quase mais 1.500 euros do que nos municípios pequenos

A diferença salarial entre os presidentes das câmaras municipais do país pode chegar aos 1.500 euros. É o que se passa com Medina e Moreira, em Lisboa e no Porto, em relação aos outros autarcas. Os presidentes das Câmaras Municipais de Lisboa e Porto recebem 5.224,60 euros por mês (antes de impostos): 3998,81 euros brutos do vencimento mais 1.225,74 euros em despesas de representação, segundo os dados da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) citados pelo Público.

Estes são os dois municípios onde os presidentes (e vereadores mais ganham) — 55% do vencimento do Presidente da República, depois da redução de 5% em vigor desde 2010 (as despesas de representação são somadas depois). Ou seja, a partir do valor de referência de 7.270,56 euros, é calculado o vencimento de todos os autarcas em função do tamanho do município. Os municípios com menos de 10 mil eleitores recebem 40% do valor de referência, o que dá um total de 3.799,67 euros (2.908,22 euros do vencimento mais 891,45 euros de despesas de representação).

Em todas as câmaras, os vereadores a tempo inteiro recebem 80% do vencimento do presidente e os que estão em meio tempo metade desse valor. Já os que estão em regime de não permanência, como o presidente e membros da Assembleia Municipal, recebem entre 2 e 3% do vencimento do presidente da câmara (Observador)

Quanto ganham os Presidentes das Camaras Municipais da Madeira

- Calheta, Camara de Lobos, Machico, Ribeira Brava e Santa Cruz nível remuneratório INTERMÉDIO a que corresponde um salário bruto de 3.271,75 euros, mais 1.002,85 euros de despesas de representação, totalizando 4.274,63 euros (5)

- Ponta do Sol, Porto Moniz, Porto Santo, Santana e São Vicente, nível remuneratório MAIS BAIXO a que corresponde um salário bruto de 2.908,22 euros, mais 891,45 euros de despesas de representação, totalizando 3.799,67 euros (5)

- Funchal, nível remuneratório MAIS ELEVADO a que corresponde um salário bruto de 3.635,28 euros, mais 1.111, 43 euros de despesas de representação, totalizando 4.749,58 euros (1)

Quanto ganham os vereadores a tempo inteiro nas Camaras Municipais da Madeira

- Calheta, Camara de Lobos, Machico, Ribeira Brava e Santa Cruz nível remuneratório INTERMÉDIO a que corresponde um salário bruto de 2.617,4 euros, mais 534,87 euros de despesas de representação, totalizando 3.152,27 euros (5)

- Ponta do Sol, Porto Moniz, Porto Santo, Santana e São Vicente, nível remuneratório MAIS BAIXO a que corresponde um salário bruto de 2.326,58 euros, mais 475,44 euros de despesas de representação, totalizando 2.802,02 euros (5)

- Funchal, nível remuneratório MAIS ELEVADO a que corresponde um salário bruto de 2.908,22 euros, mais 594,43 euros de despesas de representação, totalizando 3.502,52 euros (1)

Governo propos que todas as freguesias possam ter pelo menos um autarca a meio tempo

O Governo aprovou uma proposta para que todas as freguesias do país possam ter um autarca a meio tempo independentemente da sua dimensão, anunciou a ministra da Modernização do Estado, que tutela as autarquias. Caso seja aprovada, a proposta de lei, que tem de ser submetida e aprovada pela Assembleia da República, implica um custo de 29 milhões de euros, que será pago através do Orçamento do Estado (OE). Segundo a ministra, Alexandra Leitão, a proposta altera a lei de regime e funcionamento dos órgãos autárquicos no sentido “de permitir que em todas as freguesias exista um membro da junta de freguesia a exercer as suas funções em regime de meio tempo”.

Até agora, este regime de meio tempo estava apenas previsto para as freguesias de maior dimensão e agora, caso a proposta seja aprovada na AR, passará a acontecer em todas as freguesias independentemente da sua dimensão. A remuneração associada ao exercício da função em meio tempo em todas as freguesias é suportada pelo Orçamento do Estado, o que significa um encargo de 29 milhões de euros a transferir para as freguesias, acrescentou a governante.

Nota: Rangel, Mesquita Nunes, etc

Paulo Rangel assumiu (entrevista à SIC) a sua homossexualidade. Um forte aplauso pela coragem e pela dignidade de decidir dar uma dimensão pública a um assunto que apenas lhe diz respeito e que em circunstâncias algumas pode ser utilizado para o avaliar, sobretudo na política. Mas a revelação acaba por ser também uma tristeza a partir do momento em que se transforma num "acontecimento" mediatizado, algo que na sociedade dos nossos dias é encarado como uma normalidade. Estamos a falar de algo que está relacionado apenas com a pessoa em causa, seja ela quem for, que apenas diz respeito aos seus direitos, às suas opções, à sua vida e ao seu direito a viver com dignidade e encontrar a sua felicidade da forma que entender. Os tempos mudaram, eu próprio sinto isso, por que os nossos pensamentos, por muito agrestes e pouco tolerantes que tenham sido no passado, mudaram por completo. E qual o motivo? Pelo simples facto da afirmação e assimilação colectiva de uma nova consciencialização social, da convicção reforçada de que ninguém é dono da vida, do destino, da liberdade e da felicidade do outro, porque todos temos o dever e a obrigação cívica e moral e lutar para que o outro se sinta respeitado e integrado, que seja feliz da forma que entender, gozando da mesma liberdade que reclamamos para nós. E nunca será a orientação sexual a constituir um entrave para essa vivência com dignidade, com liberdade, sendo apenas mais um entre nós, apenas e só isso mais um que vive na nossa mesma sociedade e que tem direito aos direitos que reclamamos para nós. Parabéns Paulo Rangel, parabéns Mesquita Nunes, dois dos políticos portugueses a quem auguro maior futuro e maior sucesso na política nacional. Souberam quebrar tabus, souberem sobretudo mostrar que não somos donos de nada nem de ninguém e que não temos o direito de querermos ser melhores do que o outro que vive ao nosso lado, bem entre nós, e que tem os mesmos direitos e os mesmos sonhos que nós temos. Repito, mesmo que autocriticamente nem sempre todos tenhamos pensado dessa forma, mesmo que nem sempre nos tenhamos comportado de forma humana e solidária como hoje é absolutamente imperioso que aconteça. Em nome da nossa própria autorrealização enquanto Pessoas, em prol da nossa liberdade individual e colectiva e em defesa dos nossos direitos (LFM)

domingo, setembro 05, 2021

10 mudanças que a pandemia trouxe ao mundo do trabalho

 

Quando no início de 2020 os primeiros casos de contágio por covid-19 foram diagnosticados em Portugal, poucos arriscariam pensar a dimensão do impacto que a pandemia teria no mercado de trabalho. Quase um ano e meio depois os especialistas dizem que ainda é cedo para medir impactos definitivos. Mas já identificam algumas tendências de mudanças estruturais. Transformações que foram induzidas ou aceleradas pela pandemia e que vão perdurar no tempo, alterando irreversivelmente a forma como trabalhamos. O Expresso ouviu um conjunto de especialistas, da economia do trabalho ao recrutamento, que ajudam a sinalizar dez tendências e mudanças para o futuro que já se sentem.

1 - ESTAMOS MAIS REMOTOS E FLEXÍVEIS

O impacto mais visível da pandemia no mercado de trabalho foi, inquestionavelmente, a migração forçada do trabalho presencial para o remoto. Apesar de previsto no Código do Trabalho desde 2003, o teletrabalho teve sempre uma adesão residual no país, quer por parte das empresas quer dos trabalhadores. Até chegar a pandemia.

Durante o primeiro confinamento, em março de 2020, mais de um milhão de profissionais estiveram em teletrabalho e mesmo as empresas onde os processos de transformação digital estavam em fase embrionária migraram para o conceito. “Foram dados passos irreversíveis no aumento do teletrabalho. Até porque tecnologias de conexão remota, como o Zoom, permitem que certo tipo de trabalhos possam ser desempenhados em qualquer lugar”, sinaliza o economista Paulino Teixeira, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

Uma migração que não foi imediata, nem simples, para todos os sectores. Em áreas mais tradicionais, “implicou um ajuste profundo nos meios utilizados, nos processos, mas sobretudo na forma de pensar o trabalho”, realça António Costa, diretor associado da empresa de recrutamento Michael Page, reforçando que “a conjuntura obrigou empresas e colaboradores a adaptarem-se a um cenário que estava em desenvolvimento”.

Novo Banco tem 36 grandes devedores que geram perda de quatro mil milhões

 

O banco de Portugal atualizou a lista de grandes devedores em incumprimento no Novo Banco. Eram 36 os grupos económicos em falta no final de 2020, mais um do que em 2019. O Novo Banco tinha 36 grandes devedores em situação de incumprimento em dezembro de 2020, mais um do que tinha no ano anterior. Ao todo, estes grupos económicos geravam uma perda de quase quatro mil milhões ao banco liderado por António Ramalho no final daquele ano.

Os dados constam do relatório com a informação agregada e anonimizada relativa a grandes posições financeiras do Novo Banco, divulgada esta sexta-feira pelo Banco de Portugal. Não são divulgados nomes dos devedores, embora muitos sejam já conhecidos publicamente. Este reporte decorre da Lei 15/2019, que determina que sejam conhecidas as grandes posições financeiras em situação de default num banco sempre que este recorra a fundos públicos. Como tem acontecido no Novo Banco, que em abril deste ano voltou a pedir dinheiro ao Fundo de Resolução.

Nem estudar nem trabalhar...



Alice soube que queria um futuro diferente no final do 10º ano: “Os meus amigos até iam inscrever-me no curso profissional de teatro sem eu saber, mas acabei por tomar a decisão primeiro. Fiquei contente quando soube desse plano, porque eles sabiam que eu não estava feliz no curso de ciências”, diz esta mulher natural do Porto, 24 anos, e que depois do curso profissional em teatro seguiu para Lisboa para fazer o Ensino Superior na mesma área. Nunca trabalhou durante o percurso escolar: fê-lo depois, pressionada pela pandemia: “Já era difícil entrar no mundo das artes, e a covid complicou tudo ainda mais. Arranjei trabalho num centro comercial e trabalhei lá sete meses.” Depois, despediu-se: “Já não aguentava mais. Não era o que queria fazer. Estava esgotada e sem tempo. Neste momento tenciono encontrar alguma coisa em part-time, para ter tempo para avançar com os meus projetos.”

Enquanto não “encontrar alguma coisa”, Alice faz parte dos cerca de 261,8 mil jovens portugueses entre os 16 e os 34 anos que não estudavam nem trabalhavam nos primeiros três meses de 2021, segundo números do Instituto Nacional de Estatística. Estes jovens “nem-nem” são cerca de 12,4% da população total compreendida entre estas idades. No quarto trimestre do ano passado, eram 10,9%.

Presidente dos Açores defende reforço da autonomia

 

O Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu a necessidade de reforço da autonomia açoriana na próxima revisão constitucional, nomeadamente a possibilidade de concorrência legislativa com a República e a admissão de partidos regionais. José Manuel Bolieiro discursou durante a sessão solene que assinalou o 45º aniversário da autonomia dos Açores, realizada na cidade da Horta, no Faial, na presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O dirigente social-democrata, eleito em 2020, afirmou que, passados 45 anos, os Açores estão “prontos e determinados para um novo ciclo de desenvolvimento”, gerador “de melhor coesão territorial” e melhor solidariedade social, “que proteja os mais pobres e mais frágeis da sociedade e um novo nível de riqueza e de emprego, que estimule a iniciativa privada, a liberdade de investimento e liberte a sociedade da dependência do Estado”. Nesse sentido, na próxima revisão constitucional “deve refletir-se, desejavelmente”, um reforço da autonomia, com a definição de um Estado unitário e regional e um “aprofundamento das competências legislativas das regiões autónomas, num quadro de concorrência legislativa com a República, em que a Constituição apenas definirá as competências legislativas exclusivas dos órgãos de soberania”, considerou o dirigente.

Marcelo diz que autonomia dos Açores e da Madeira é "conquista" e não "benesse"

 

O Presidente da República admitiu que o processo autónomo pode ainda evoluir em ambas as regiões. Marcelo Rebelo de Sousa, disse que a autonomia dos Açores e da Madeira, foram uma "conquista" dos povos insulares e não uma "benesse" e admitiu que o processo autonómico pode ainda evoluir nas regiões autónomas.

"A autonomia foi uma conquista dos açorianos, tal como dos madeirenses, não foi uma condescendente benesse de ninguém", sublinhou o chefe de Estado, durante a sessão comemorativa dos 45 anos da autonomia regional, realizada este sábado na sede do parlamento, na cidade da Horta, nos Açores.

Num curto discurso, a encerrar a cerimónia, onde o tema "autonomia" foi o mais abordado, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que a unidade nacional "só é plena", porque os Açores e a Madeira são regiões autónomas, considerando que as autonomias não devem ser vistas com receios pelo resto do país.

"Unidade e autonomia são feitas e refeitas dia após dia, obra inacabada, sempre atenta a novos tempos e a novos desafios", frisou ainda o Presidente da República, referindo-se às ambições já manifestadas por vários partidos políticos na região, de se aprofundar o regime autonómico nos Açores. Além do chefe de Estado, intervieram nas comemorações dos 45 anos da autonomia deputados de oito forças políticas (PS, PSD, CDS, BE, PPM, Chega, IL e PAN), e ainda os presidentes do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, e da Assembleia Legislativa Regional, Luís Garcia (Lusa)

quarta-feira, setembro 01, 2021

A nossa banca....



 fonte: Correio da Manhã

Ninguém acredita na bazuca milagrosa partida por Bruxelas?


 fonte: Correio da Manhã

Isto é mesmo o PS ou esta tudo manipulado e empolado?


fonte: Público

Qual o impacto disto no turismo da Madeira?


 fonte: Jornal de Negócios

Alemanha: que futuro?


 fonte: Público

Uma desgraça....


 fonte: Público

Tudo rapaziada fixe....


 fonte: Sábado

Nota: lembrando a realidade eleitoral do concelho do Funchal



Alguns indicadores recolhidos tendo por base os resultados eleitorais no Funchal:

a) Considerando as eleições desde 2013, constata-se que o PSD-Madeira obteve os melhores resultados absolutos na capital nas regionais de 2015, regionais de 2019 e legislativas nacionais de 2019. Ao invés, os piores resultados foram, sem surpresa, nas europeias de 2014, europeias de 2019 e autárquicas de 2013;

b) No caso do CDS-Madeira - que não concorreu no Funchal nas europeias de 2014 (lista com PSD e outros) - os piores resultados foram nas legislativas de 2015, legislativas de 2019 e europeias de 2019. Os melhores resultados foram conseguidos nas autárquicas de 2013, regionais de 2015 e autárquicas de 2017:

c) Quanto ao PS, concorrendo sozinho ou coligado (2013, 2015 e 2017), os melhores resultados foram conseguidos nas autárquicas de 2017, seguidas das regionais de 2019 e das autárquicas de 2013. Os piores resultados foram registados nas regionais de 2015, europeias de 2014 e europeias de 2019;



d) Entre 2013 e 2019, o PSD-Madeira foi o mais votado nas europeias de 2014, regionais de 2015, legislativas de 2015 e europeias de 2019. O PS-Madeira, sozinho ou coligado, foi o vencedor na capital madeirense nas autárquicas de 2013, autárquicas de 2017, regionais de 2019 e legislativas de 2019;

e) Considerando o período 2013 a 2019 a maior vitória do PSD-M em termos percentuais foi obtida no Funchal nas regionais de 2015, seguidas das regionais de 2019 e legislativas de 2019. Os piores resultados foram registados nas europeias de 2014 e autárquicas de 2017. O PS-M, sozinho ou coligado, obteve as melhores percentagens vitoriosas nas autárquicas de 2017 e nas autárquicas de 2013, contrastando com as piores, obtidas nas regionais de 2015 e europeias de 2014. Quanto ao CDS-M as melhores percentagens foram obtidas nas autárquicas de 2013 e nas regionais de 2015, enquanto as piores percentagens eleitorais na capital foram conseguidas nas legislativas de 2019 e de 2015;

f) O Funchal registou nas europeias de 2014, regionais de 2015, regionais de 2019 e europeias de 2019 as abstenções mais elevadas, entre 50 e 69,3%. Nas autárquicas de 2017 foi apurada a abstenção mais baixa, considerando as eleições realizadas entre 2013 e 2019.


Outras curiosidades:

a) No caso das autárquicas de 2013, o PSD-Madeira obteve em São Martinho e Santo António 44,77% do total da votação obtida na capital, contra 45,74% do total no caso do PS e 49,16% no caso do CDS. Ou seja, diga-se o que se disser, é essencialmente nestas duas freguesias, as mais populosas da cidade, que os resultados dos partidos maiores se definem, bem como o apuramento dos respectivos mandatos.

b) Em 2013, o PSD-M foi o mais votado - nas eleições para a CM - em apenas uma freguesia, São Roque, ganhando a coligação liderada pelo PS-M nas nove restantes freguesias da capital. O problema é que não se pode confundir esta votação nos partidos para a Câmara Municipal com as votações para as Assembleias de Freguesia, dado que se registam sempre resultados diferentes.

c) Já em 2017,comparando com 2013, o PSD aumentou a votação em 6 das 10 freguesias da capital, enquanto que a coligação liderada pelo PS-M apenas baixou a votação numa (Monte) das 10 freguesias do Funchal. O CDS-M, comparando 2017 com 2013, perdeu votos nas 10 freguesias da capital. Em 2017, Sé, São Roque e Monte foram as melhores freguesias para o PSD-M em termos percentuais, enquanto que para o PS-M o Imaculado Coração de Maria, São Gonçalo e Santa Maria Maior foram as três freguesias com maiores percentagens eleitorais. Para o CDS-M, apesar da perda de votos em todas as freguesias, Sé, Santa Maria Maior e Santa Luzia foram as que propiciaram melhores percentagens aos centristas (LFM)

segunda-feira, agosto 30, 2021

Sondagem: Medina é o mais influente, competente, solidário e honesto



Autarca socialista tem vantagem sobre o rival Carlos Moedas em todos os atributos. João Ferreira destaca-se entre os restantes candidatos. Fernando Medina é o candidato mais influente (63%), mais competente (40%), mais solidário e próximo das pessoas (24%) e mais honesto (15%) e, portanto, é também o melhor colocado (39%) quando se pergunta aos lisboetas quem daria um melhor presidente da Câmara de Lisboa, de acordo com a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. O atributo pessoal em que é maior a diferença entre o autarca socialista e o aspirante do centro-direita é o da influência (53 pontos). Uma diferença reconhecida até pelos que pretendem votar em Carlos Moedas (63%), apesar da sua passagem pela Comissão Europeia e pelo Governo de Passos Coelho.

Sondagem: Medina com 24 pontos de vantagem sobre Moedas em Lisboa



Fernando Medina está à beira de conquistar a maioria absoluta na Câmara de Lisboa. Quando faltam quatro semanas para as eleições, o autarca socialista chega aos 51%, quase o dobro da projeção do social-democrata Carlos Moedas (27%), de acordo com uma sondagem da Aximage para o JN, DN, e TSF. O comunista João Ferreira surge destacado no terceiro lugar (9%). Seguem-se Beatriz Gomes Dias, do BE (4%), Nuno Graciano, do Chega (2%), e Bruno Horta Leal, do Iniciativa Liberal (2%). Os restantes cinco candidatos não conseguem mais do que escassas décimas.

É grande o fosso, neste mês de agosto, entre primeiro e segundo classificados: 24 pontos percentuais. O atual presidente somaria mais nove pontos do que aquilo que obteve nas eleições de 2017; o antigo comissário europeu e líder da coligação de centro-direita na capital teria menos cinco pontos do que a soma das candidatas do CDS e do PSD há quatro anos. Acresce que os outros dois partidos à Direita (liberais e radicais) somam apenas quatro pontos, o que faz que com o conjunto da Direita esteja a valer apenas 31 pontos percentuais (os três partidos mais à Esquerda somam 64 pontos).

Sondagem: Medina leva vantagem sobre Moedas no potencial de voto



Autarca socialista soma 67% entre os lisboetas com a certeza na escolha e os que "poderiam" votar. Social-democrata fica-se pelos 47%. João Ferreira (CDU) em terceiro com 35%, seguido de Beatriz Gomes Dias (BE), com 28%. Fernando Medina está em vantagem na corrida à Câmara de Lisboa. Quando falta um mês para as eleições, tem um potencial de voto de 67% e está à frente de Carlos Moedas, que marca 47%, de acordo com uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. O socialista tem também vantagem sobre o social-democrata entre os que já têm a certeza do voto, bem como na taxa de rejeição. Mais atrás seguem João Ferreira, da CDU (35%), e Beatriz Gomes Dias, do BE (28%). Será possível perceber até que ponto o potencial se materializa em intenções de voto quando for publicada, na próxima segunda-feira, a segunda parte da sondagem.

Sondagem: Maioria (54%) diz que Lisboa está melhor que há cinco anos



Satisfação cai cinco pontos quando os lisboetas respondem sobre a situação no seu "bairro", de acordo com sondagem para o JN, DN e TSF. Menos de metade dos lisboetas (48%) estão satisfeitos com situação atual do concelho de Lisboa, mas o saldo é mesmo assim largamente positivo (apenas 22% consideram que a situação é má). Mais relevante para Fernando Medina será saber que 54% acham que a situação é melhor do que há cinco anos. Um pouco menos (49%) respondem o mesmo quando a pergunta incide sobre a realidade do seu "bairro". De acordo com a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF, o saldo positivo quanto à situação atual de Lisboa é comum aos residentes de quase todos os grupos de freguesias, e em particular entre os que vivem em Benfica/Carnide (59% de satisfação). A exceção à regra são os que habitam em Santa Maria Maior/Misericórdia/Santo António/S. Vicente: aqui o saldo é negativo (36% de descontentes, face a 32% que estão satisfeitos).

Sondagem: Rui Moreira, um presidente influente e competente, mas menos solidário



O atual presidente da Câmara do Porto tem clara vantagem sobre os outros cinco candidatos à autarquia em vários atributos pessoais. Maioria dos portuenses "foge" a escolher o mais honesto. Rui Moreira é o candidato mais influente (59%), mais competente (55%), mais solidário (38%) e mais honesto (23%). E daria, portanto, um melhor presidente de Câmara do Porto (54%), de acordo com a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. A exemplo do que acontece na projeção de resultados, o autarca independente vence por goleada, quando se coloca aos portuenses uma série de questões relativas a atributos pessoais. O melhor resultado do atual presidente é na influência (59%), mas essa é a característica que os cidadãos menos valorizam (só 3% dizem que é a mais importante).

Sondagem: Moreira tem mais do dobro do potencial de voto que rivais do PSD e PS



Candidato independente à Câmara do Porto soma 74% entre os portuenses com a certeza do voto e os que "poderiam" votar. Vladimiro Feliz (PSD), Tiago Barbosa Ribeiro (PS) e Ilda Figueiredo (CDU) estão praticamente empatados. Rui Moreira é o claro favorito a vencer as eleições para a Câmara do Porto, de acordo com uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. O seu potencial de voto (74%) mais do que duplica o trio de principais perseguidores: Vladimiro Feliz, do PSD (29%); Tiago Barbosa Ribeiro, do PS (27%); e Ilda Figueiredo, da CDU (27%). A um mês das autárquicas, o independente é também o candidato com a menor taxa de rejeição (22%). No próximo domingo, com a publicação da segunda parte da sondagem, ficará claro como é que este potencial se poderá materializar em intenções de voto.

O trabalho de campo da sondagem decorreu entre 12 e 19 de agosto e fica claro, nos resultados, que Moreira, que se recandidata a um terceiro mandato, está nesta altura num patamar superior ao dos adversários: 74% de potencial de voto correspondem à soma dos que têm a certeza e dos que admitem votar no autarca portuense. E estão em linha com as taxas de resposta a outras questões: 64% fazem uma avaliação positiva da sua presidência; 76% estão satisfeitos com a sua gestão da pandemia; e apenas 35% admite que o caso Selminho teve um impacto negativo na sua avaliação.

Homens são os principais transmissores do vírus da covid-19, indica estudo



Além da maior suscetibilidade a apresentar quadros graves de covid-19 e a morrer em decorrência da doença, os homens são mais primeiramente infectados e, consequentemente, podem ser os principais transmissores do SARS-CoV-2. É o que sugere um estudo feito por pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEGH-CEL) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) financiados pela Fapesp –, com base em um levantamento epidemiológico que envolveu 1.744 casais brasileiros. Os resultados do trabalho foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares.

Sondagem: Presidentes de Junta de Lisboa mais populares que o da Câmara



Benfica e Carnide são as autarquias em que a avaliação dos cidadãos atinge os valores mais elevados. Autarcas do Parque das Nações e Olivais e da Penha de França e Arroios, são os que têm a pior avaliação. Os presidentes das juntas de freguesia de Lisboa estão melhor cotados entre a população do que o atual presidente de Câmara. Se Medina consegue 42% de avaliações positivas, os líderes das juntas acumulam, em média, 49%. E são apenas 21% os lisboetas que se mostram descontentes. Ainda assim, há 10% de fregueses que nem sequer se sente capaz de fazer uma avaliação, como mostra a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. A avaliação aos presidentes de Junta não é igual em todas as zonas de Lisboa. Mas não é possível analisar o resultado em cada uma das 24 freguesias da cidade, uma vez que a sondagem as agrupou, de forma a assegurar maior dimensão à amostra de cada segmento.

OS MELHORES E OS PIORES

É possível, ainda assim, perceber que a maior satisfação com os presidentes de Junta está no duo de freguesias de Benfica (PS) e Carnide (CDU). É aqui que os autarcas conseguem a maior percentagem de avaliações positivas (66%), a menor quantidade de notas negativas (12%) e, em resultado disso, o saldo positivo mais expressivo (54 pontos). Os autarcas que mais se aproximam deste resultado são os da Estrela (PSD) e Campo de Ourique (PS), com 43 pontos de saldo positivo.

Onde os presidentes de Junta têm menor popularidade é nos grupos de freguesias do Parque das Nações/Olivais e da Penha de França/Arroios (todas socialistas). O saldo continua a ser positivo (14 e 15 pontos, respetivamente), mas é o mais baixo da cidade. É também nestes dois grupos que há mais gente a fazer uma avaliação negativa dos autarcas (28% e 27%) (Texto do jornalista Rafael Barbosa, Jornal de Notícias)

TAP registou evolução “mais favorável” no segundo trimestre



Para o segundo semestre de 2021, “as previsões apontam para uma melhoria da atividade da TAP, pelo que se espera que o resultado deste ano apresente uma melhoria visível”, admitiu ao Jornal Económico uma fonte da companhia. A TAP registou “uma evolução mais favorável” no segundo trimestre de 2021, o que fez com que o resultado líquido negativo do segundo trimestre apresentasse números muito menos negativos que os do primeiro trimestre – quando a TAP registou um prejuízo de 365,1 milhões de euros –, afastando o receio, que chegou a existir no início do segundo trimestre, das contas semestrais poderem duplicar o prejuízo do primeiro trimestre, referiu ao Jornal Económico uma fonte da companhia área portuguesa.

“O resultado líquido negativo é significativamente inferior” às contas teóricas que projetaram no primeiro semestre uma duplicação dos prejuízos registados no primeiro trimestre.  “E no segundo semestre, as previsões apontam para uma melhoria da atividade, pelo que se espera que o resultado deste ano apresente uma melhoria visível”, explicou ao JE a mesma fonte da companhia. No entanto, ainda não é certo que a TAP não tenha de ceder ao mercado alguns dos seus “trunfos” mais relevantes para relançar a atividade e permitir o aumento significativo do número total de passageiros transportados, como é o caso do número total de “slots” que dispõe. Entretanto, é previsível que, em breve, a sociedade do acionista privado Humberto Pedrosa deixe de ser acionista da TAP, ficando o Estado com a totalidade do capital.

Proteção de vacinas contra covid diminui após 6 meses, mostra estudo



A proteção contra a covid-19 oferecida por duas doses das vacinas da Pfizer/BioNTech e da Oxford/AstraZeneca começa a diminuir dentro de seis meses, o que mostra a necessidade de doses de reforço, informa estudo feito por pesquisadores do Reino Unido. O estudo britânico ZOE Covid apontou que, no caso da vacina Pfizer/BioNTech, a eficácia um mês após a segunda dose, que é de 88%, cai para 74% passados cinco ou seis meses. Para o imunizante da AstraZeneca, a eficácia caiu de 77%, um mês depois, para 67% após quatro ou cinco meses.

As vacinas atuais protegem contra a variante delta?

O estudo se baseou em dados de mais de 1 milhão de usuários de um aplicativo, comparando infecções relatadas pelos próprios participantes vacinados com casos em um grupo de controle não vacinado.

Covid-19: Eficácia das vacinas Pfizer e AstraZeneca diminui após segunda dose, aponta estudo



A proteção dada contra a Covid-19, por duas doses das vacinas Pfizer e AstraZeneca, começa a diminuir seis meses após a toma, sugere uma nova pesquisa britânica, citada pela ‘BBC. O estudo tem por base resultados positivos dos testes à Covid-19, realizados entre maio e julho de 2021 em mais de 1,2 milhões de pessoas, que receberam as duas doses da vacina da Pfizer ou da AstraZeneca. Os resultados mostram que a vacina da Pfizer foi 88% eficaz na prevenção da infeção por Covid-19 um mês após a segunda dose. Mas depois de cinco a seis meses, a proteção diminuiu para 74%, caindo 14 pontos percentuais em quatro meses. Com a vacina da AstraZeneca, verificou-se uma proteção contra a infeção de 77% um mês após a segunda dose. Contudo, após quatro a cinco meses, a proteção caiu para 67%, ou seja, 10 pontos percentuais em três meses. No pior cenário, a proteção pode mesmocair abaixo dos 50% para idosos e profissionais de saúde no inverno, segundo Tim Spector, principal investigador do estudo.

“Isto vem realçar a necessidade de se tomar alguma atitude. Não podemos apenas ficar sentados a ver a proteção a diminuir lentamente enquanto os casos continuam elevados, assim como a probabilidade de infeção”, disse Spector à ‘BBC’. O especialista ressalva que “a redução da proteção das vacinas é esperada e não é uma razão para não se ser vacinado”. “As vacinas continuam a fornecer altos níveis de proteção para a maioria da população, especialmente contra a variante Delta, então continua a ser imperativo que o maior número de pessoas esteja totalmente vacinado”, conclui (Multinews, texto da jornalista Simone Silva)

Papa lamenta hipocrisia “particularmente detestável” na Igreja. Diz que “há muitos cristãos e muitos ministros hipócritas”



O Papa considerou que a “hipocrisia da igreja” é “particularmente detestável” e lamentou que haja “muitos cristãos e muitos ministros hipócritas”. O pontífice dedicou a catequese, durante a audiência geral realizada na aula Paulo VI, ao “comportamento reprovável” que é a hipocrisia e que se encontra tanto “no local de trabalho como em políticos que vivem de uma forma em público e de outra em privado”. Perante várias centenas de fiéis que assistiram à audiência, com máscara, mas sem guardar distância de segurança para prevenir o contágio de covid-19, Francisco admitiu que infelizmente há “hipocrisia na igreja” e que há “muitos cristãos e muitos ministros hipócritas”. De acordo com o Papa, quando se age de outra forma que não seja com verdade está-se a “por em risco a unidade da igreja”.

“Que o teu discurso seja sim ou não, porque de outra forma vem do maligno”, acrescentou.

“Há muitas situações nas quais se pode verificar a hipocrisia. Frequentemente esconde-se no local de trabalho, onde se trata de aparentar amizade com os colegas, enquanto a competição leva a golpeá-los pelas costas. Na política não é incomum encontrar hipócritas que vivem um desdobramento entre o público e o privado”, explicou. O Papa definiu a hipocrisia como “o medo de dizer abertamente a verdade, fingir ou aparentar fazer o bem aos olhos dos outros”, e pediu ao “Senhor” ajuda para os seres humanos serem coerentes, deixarem-se de confrontos e combaterem com coragem tudo o que os afasta da verdade e da fé que professam (Multinews)

O regresso das fronteiras? Bruxelas teme novas restrições à circulação na UE


Um possível novo aumento do número de casos de Covid-19 no próximo outono está a preocupar a Comissão Europeia. De acordo com o site Politico, Bruxelas teme que mais uma onda de infeções possa resultar em novas restrições à circulação dentro da União Europeia (UE), tal como já aconteceu noutros momentos de pico no contágio O controlo das fronteiras dentro da UE vai contra um dos principais princípios desta comunidade, o da livre circulação de pessoas e mercadorias. No entanto, em tempo de pandemia, poderá ser uma medida importante para evitar a propagação do vírus.

Ainda assim, a Comissão Europeia não está satisfeita com a ideia de um possível regresso das fronteiras, como aconteceu em países como França e Alemanha. A impossibilidade de viajar entre territórios afeta o turismo, mas também atividades mais prementes do dia a dia, como as deslocações para o emprego. Neste momento, a circulação dentro da UE é regulada pelos certificados de viagem, que dão conta da relação de cada pessoa com o novo coronavírus: se estão vacinados, se têm um teste negativo ou se já estiveram infetados e agora estão recuperados. Há ainda algumas restrições aplicadas exclusivamente a pessoas que cheguem a um dos Estados-membros vindas de regiões consideradas como sendo de risco.

Banca perdeu mais de 2.000 trabalhadores e fechou 655 balcões em 2020

A banca portuguesa perdeu mais 2.000 trabalhadores e fechou 655 balcões em 2020, revelou o Banco de Portugal, num ajustamento que não vai ficar por aqui. Várias instituições estão a executar planos de saídas agressivos, incluindo BCP e Santander, que também vão passar por despedimentos coletivos. Mais de 1.300 saídas ocorreram na atividade externa dos bancos, na sequência também da venda de operações internacionais, enquanto outras 700 saídas aconteceram no negócio em Portugal, detalham as séries longas do setor bancário português, que foram atualizadas esta terça-feira pelo supervisor.

O mesmo se passou em relação às agências: há menos balcões sobretudo lá fora, sendo que fecharam 202 em Portugal no ano passado. Neste momento, há vários bancos com planos de saída em curso, e que poderão abranger mais de 3.000 trabalhadores. Na passada sexta-feira, o Santander anunciou que vai avançar com rescisões unilaterais depois de ter falhado acordo com 350 trabalhadores de um total de 685. O BCP também tem em curso um plano de saídas de 800 a 900 trabalhadores, assim como o Banco Montepio e o Novo Banco. Os bancos têm justificado a redução de pessoal com a quebra do negócio e a crescente utilização do digital por parte dos clientes, que vão cada vez menos às agências. Estas tendências foram aceleradas com a pandemia.

Quase 18.000 saíram na última década

Na verdade, o ajustamento verificado no ano da pandemia tem uma década. Desde o resgate financeiro a Portugal, saíram dos bancos portugueses mais de 18.000 trabalhadores, uma redução de quase 23% em relação aos mais de 80 mil funcionários em 2011 (máximo histórico). Quanto ao número de balcões, o corte foi ainda mais expressivo neste período: passou de 8.003 agências em 2011 para 4.868 agências no final do ano passado, o que representa uma redução de 40% no espaço de quase uma década (ECO digital, texto do jornalista Alberto Teixeira)

Sondagem: Dois terços dos portugueses dão vitória ao PS nas autárquicas

A menos de um mês das eleições autárquicas, 66,2% dos portugueses acreditam que o PS vai ganhar o escrutínio eleitoral. Apenas 14,9% dos inquiridos dão a vitória ao PSD. Dois terços (66,2%) dos portugueses consideram que o PS vai ganhar as próximas eleições autárquicas, marcadas para 26 de setembro, de acordo com a sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã (acesso pago), CMTV e Jornal de Negócios. Além disso, apenas 14,9% dos inquiridos acreditam que o PSD possa vencer as eleições. Já os movimentos de cidadãos, como o de Rui Moreira, no Porto, ou o de Isaltino Morais, em Oeiras, não vão além dos 4,6% nas intenções de voto. Esta sondagem revela ainda que os portugueses estão divididos quanto ao futuro de Rui Rio caso o partido perca as eleições. Para 44,1% dos inquiridos, o atual líder dos sociais deve abandonar o cargo, enquanto 41,3% entendem que deve manter-se à frente do PSD. Não obstante, qualquer que seja o resultado obtido, quase 55% dos inquiridos acreditam que Rui Rio não vai deixar a liderança, enquanto que 28,4% admitem essa hipótese (ECO digital)

sábado, agosto 14, 2021

Autárquicas: respeitem todos os candidatos e não promovam apenas pretensas "vedetas"

Uma sugestão a Pedro Calado para evitar a triste sensação de que, tal como dizem haver filhos e enteados, na política existem candidatos de primeira e outros de segunda ou ainda de menor categoria: mande publicar nos seus instrumentos de propaganda - facebook e site - pelo menos a listagem completa dos candidatos efectivos à CMF. E mais, a Assembleia Municipal não se resume ao candidato a presidente que se limita a encabeçar uma lista com 33 candidatos efectivos. Publique a listagem completa pelo menos de todos os membros efectivos da lista candidato à AMF. Quanto às Juntas de Freguesia não sabia que as candidaturas se limitam aos candidatos a presidentes. A quase um mês das eleições e o desrespeito dos partidos por muitos que dão a cara pelas várias candidaturas é uma evidência. Basta ler os sites oficiais dos candidatos. O meu apelo, ou recomendação, é que em nome da dignificação da política e de todos os que dão a cara pelas candidaturas partidárias, independentemente dos lugares que ocupam nas listas. Por isso, respeitem todos os candidatos e não promovam apenas pretensas "vedetas", muitas das quais nem votos dão, pelo contrário, alguns até afastam os eleitores do voto e da fidelidade partidária. Tenho isso presente para que o impacto dos desaires, a 26 de Setembro, não sejam depois minimizados. Cá estaremos para ver o que dirão. E farão...

domingo, agosto 08, 2021

Sondagem RTP: 72% dos portugueses querem vacina covid obrigatória

 


O resultado foi apurado numa sondagem da Universidade Católica para a RTP. Sobre a atuação dos políticos face à pandemia, a avaliação dos portugueses é agora menos positiva e apenas 48% dos inquiridos consideram que a resposta do Presidente da República é boa ou muito boa, quando em maio eram de 64%. Quanto ao primeiro-ministro, a aprovação desceu 10 pontos para 33%.

sábado, agosto 07, 2021

Nota: Os três “se” que se colocam à coligação (liderada pelo PSD-M) nas autárquicas, e não só...

Estas eleições autárquicas, falo apenas no caso na RAM, colocam em cima da mesa muitos “se”, dos quais dependerá muita coisa a curto e médio prazo. E basta que pouca coisa corra mal - para quem é poder ou oposição, mais ou menos sedenta de poder, até basta que pouca coisa corra mal… - para que muita coisa seja questionada e as mudanças sejam inevitáveis. E não duvidem que a 26 de Setembro alguma coisa vai correr mal a todos. Resta saber o quê e em que dimensão política…

Vamos ao que eu penso

- Se a coligação liderada pelo PSD-M não ganhar no Funchal, estaremos perante uma derrota perigosa que pode fragilizar politicamente e ter consequências. E não vale a pena distrair as pessoas ou manipular os factos. A realidade política e partidária regional em 2013 e 2017, nada tem a ver com o que se passa hoje, em 2021. Obviamente que se correr bem, ou seja, se a coligação liderada pelo PSD-M ganhar, então será o PS-M e demais oposição, de esquerda e de direita, quem ficará mal na fotografia e a braços com a pressão de mudanças;

- Se o combate eleitoral autárquico correr mal ao PSD-M e ao CDS-M nos demais concelhos, concorram eles sozinhos ou  coligados, isso será um perigoso sinal para as lideranças, na medida em que esse quadro não será compatível com o deixa andar, ficando tudo na mesma. Um desaire eleitoral vai obriga a mudanças, doa a quem doer. Obviamente, e repito, que se tudo correr bem, ou seja, se a coligação liderada pelo PSD-M ganhar na maioria dos demais municípios, então será o PS-M e demais oposição, de esquerda e de direita, quem ficará mal na fotografia e a braços com a pressão de mudanças;

- Se a remodelação governamental for feita na lógica do final da Legislatura, então ela não pode ser comparável a uma manta de retalhos. Acredito que Barreto, caso o CDS-M saia fragilizado das autárquicas, reclamará mais protagonismo - não necessariamente mais poder - no contexto do GRM. Não se pode retirar um vice-presidente de um governo de coligação, com o peso político de Pedro Calado, e desviar a coordenação politica para o único secretário regional verdadeiramente com sensibilidade política ou partidária (Jorge Carvalho) e querer que se ignore o peso tutelar que Calado detinha na orgânica do GRM a vários níveis.

É esta conjugação que me intriga, na medida em que acho que podem estar-se a cometer potenciais erros políticos, de análise e de decisão, que poderá ter uma consequência bem mais complicada do que possam imaginar. Tudo dependerá do desfecho eleitoral e do balanço final dos desaires e sucessos dos partidos e/ou coligações nos diferentes órgãos autárquicos. 

Falando do CINM

 


fonte: Público

Nota: a ideia é afundar a TAP a partir de dentro?



Gostava que a TAP me informasse se acha que é normal e legal impedir um passageiro de receber o seu subsidio de mobilidade (Madeira) a que tem direito, por que não enviam a factura, apesar da mesma ter sido pedida seis vezes? Ou vai ser preciso envolver a ANAC, o Provedor de Justiça e o gabinete do ministro da Habitação e Transportes? Francamente, acho mesmo que a TAP desceu ao ponto mais baixo da sua história, sem eficácia, sem respeito pelos utentes, com o que começo a admitir serem boicotes constantes entre serviços e entre pessoas para deliberadamente denegrirem a imagem da companhia junto das pessoas e sobretudo dos utentes. É o que eu penso pelo contraste de comportamentos e de atitudes entre o que era a realidade há 4 ou 5 meses e o que hoje se passa (as fotos mostram a "limpeza" de um avião da TAP, em Lisboa, no início de nova viagem...)



Nota: as autárquicas e os erros da desvalorização

É uma realidade comum a todos os actos eleitorais mas muilo mais perceptível  nas chamadas "eleições menores", concretamente as eleições autárquicas. O centralismo crónico e doentio reinante em Portugal, na política e da mentalidade social predominante, desvaloriza desde 1976 estas eleições. Ao ponto de permitirem que cidadãos apresentem candidaturas fora do controlo dos partidos o que não acontece nas eleições parlamentares nas quais os partidos querem ser donos e senhores de todo o processo e não abdicam da sua decisão predominante e exclusiva.

O que me irrita nestas autárquicas é a lógica idiota de que uma candidatura a qualquer órgão autárquico, freguesia ou concelho, se resume ao cabeça-de-lista e umas tantas (poucas) vedetas, muitas delas nem um voto garantem. Pelo contrário. Por acaso acham que o povo come salsicha a pensar que está a comer um bife de picanha? Cuidado porque a desilusão pós-eleitoral costuma ser dramaticamente penosa. O aviso aqui fica para memória futura... Uma equipa é um todo, efectivos e suplentes, porque todos dão a cara por uma sigla e um projecto e programa. Em política acabou-se o tempo das vedetas e das grandes lideranças carismáticas. Nos últimos anos isso foi evidente e o perigoso aumento da abstenção comprova isso mesmo, que é preciso encontrar novos caminhos e novas posturas em tempos eleitorais. Respeitem essas regras essenciais num processo de candidaturas eleitorais. Ou então os que “não contam” e se sentem desvalorizados que desistam. Porque não são nem "vedetas" e não deixam de ser dispensáveis...

Nota: confiança no Porto Santo, mas...

O Porto Santo está muito confiante na coligação e na necessidade de um salto em frente no desenvolvimento de uma ilha que não pode ficar refém, nem do turismo essencialmente nos 3 meses de Verão, mas uma ilha que precisa de explorar todas as potencialidades que possa ter em matéria de agricultura localizada e não generalizada e de respostas aos jovens. O que me parece ser o mais difícil de conseguir. O marasmo é inimigo das boas soluções e a passividade impede que se procurem alternativas económicas que julgo serem essenciais. A começar por uma nova mentalidade que porventura os mais jovens podem trazer à ilha. Se lhes derem condições e oportunidades.  Tendo sempre a noção da realidade, em termos de dimensão do mercado consumidor local e das oscilações provocadas por um turismo que está longe de vencer a sazonalidade que bem ou mal sempre a caracterizou. Transportes aéreos, uma maior dinâmica comercial, uma nova lógica comercial nos serviços e um entendimento entre unidades hoteleiras e comércio local - que as primeiras aos poucos parece estar a "matar" parecem ser itens essenciais a uma mudança.

E gostem ou não de ouvir, o respeito pela ilha e pelos porto-santenses. Não podemos tolerar que o Verão se transforme num insulto aos locais, só por que meia dúzia de labregos desembarcam na ilha, fugindo aos seus progenitores, se julgam "donos do pedaço" e que podem fazer tudo o que lhes apetece, numa selvajaria comportamental e social que chega a ser insultuosa. E que legitima que se questione o que afinal aprendem os que assim se comportam. As autoridades policiais têm sempre trabalho acrescido nesta altura do ano, mas devem ter também capacidade de intervenção maior do que muitas vezes demonstram ter.

sexta-feira, julho 23, 2021

Sondagem RTP: Menos portugueses pensam fazer férias fora de casa

 

Há menos portugueses a admitirem fazer férias fora do local de residência habitual por comparação a maio, um possível reflexo do agravamento da situação pandémica no país nas últimas semanas. Pedro Nunes - Reuters São menos os portugueses que costumam fazer férias fora da residência habitual a pretenderem fazê-lo este ano, com uma diminuição importante verificada nos últimos dois meses. Outros dados a nível económico, reunidos pela sondagem da Universidade Católica para a RTP, mostram que o teletrabalho é visto de forma muito positiva e que o sentimento de segurança face à situação profissional ou o impacto no rendimento disponível não sofreram grandes alterações em relação a inquéritos anteriores. A maioria dos portugueses (60 por cento) assume seguir os mesmos comportamentos de consumo como antes da pandemia, mas há ainda assim 30 por cento de inquiridos que admite que está a evitar ou adiar compras importantes, como a aquisição de casa ou carro.

De acordo com a mais recente sondagem da Católica para a RTP, desde maio que os portugueses estão menos abertos a fazer férias fora do local de residência habitual. Nos últimos dois meses, aumentou a percentagem de inquiridos que afirma que “de certeza” não fará férias fora de casa, de 41 para 55 por cento. 

"Operação Marquês": Ministério Público critica juiz Ivo Rosa


Os procuradores do Ministério Público acusam o juiz Ivo Rosa de distorcer a Operação Marquês. O Jornal "Público" revela que os procuradores Rosário Teixeira e Vítor Pinto pediram a a nulidade da decisão instrutória no caso da pronúncia de José Sócrates e Carlos Santos Silva.

Pedro Nuno Santos admite mais saídas de trabalhadores da TAP

 

O ministro das Infraestruturas diz que gostaria de ver mais rápido a luz verde de Bruxelas ao plano de reestruturação da TAP. Mas confessa que a "investigação aprofundada", aberta pela Comissão Europeia ainda pode demorar três meses.

Sondagem RTP: Larga maioria de portugueses quer remodelação do Governo

 

Nesta sondagem da Católica, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, é apontado pelos entrevistados como o pior ministro e o que deve ser substituído numa remodelação governativa. Nesta sondagem da Católica, o ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, é apontado pelos entrevistados como o pior ministro e o que deve ser substituído numa remodelação governativa. Reuters

É cada vez mais expressiva a percentagem de portugueses que exige a remodelação do executivo, com destaque para a avaliação particularmente negativa do ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita. Ainda assim, a sondagem da Universidade Católica para a RTP revela que a maioria avalia como "razoável" o desempenho do Governo face à pandemia e acredita que o executivo irá durar até ao fim da presente legislatura. As repostas dos inquiridos demonstram ainda que a popularidade do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, se mantém neste início de segundo mandato. O líder da oposição, Rui Rio, tem tido um desempenho também avaliado como “razoável” por grande parte dos inquiridos, mas ainda assim o PSD é o partido com quem os portugueses querem que o PS procure negociar primeiro, de forma a conseguir aprovar o próximo Orçamento do Estado no Parlamento.

Desde maio que são ainda mais os portugueses a exigirem uma remodelação do Governo. No total, 71 por cento dos inquiridos entende que o primeiro-ministro António Costa deve substituir alguns dos membros do executivo. Em maio, eram 51 por cento dos inquiridos a apontar para esta necessidade de fazer alterações no Governo. Se em maio de 2021, 31 por cento dos inquiridos não viam razões que justificassem remodelações governamentais, esse número é atualmente de apenas 17 por cento.

Pilotos da TAP voam doentes com medo de serem despedidos

 

A TAP atravessa um dos períodos mais difíceis da sua história. Mergulhada na crise da aviação, provocada pela pandemia de covid-19, a companhia aérea, já intervencionada pelo Estado, luta para sobreviver, o que pode levar a práticas que colocam em causa os direitos dos trabalhadores e até a segurança dos passageiros.

Uma reportagem da TVI mostra uma denúncia de uma situação grave de pilotos que optam por voar doentes, algo ilegal por razões de segurança, mas que muitos se veem obrigados a fazer, com medo de serem despedidos. Com efeito, a TAP estará a despedir pilotos com base na apresentação de baixas médicas, que são faltas justificadas e até obrigatórias, por razões de segurança. Essas mesmas baixas devem ser passadas por médicos da TAP, mas ao mesmo tempo estão a servir como critério para selecionar os pilotos a dispensar.

Incidência de COVID-19 continua a aumentar na maioria dos concelhos

 

Segundo os dados da Direção Geral da Saúde, a taxa de incidência de COVID-19 continua a aumentar na maioria dos concelhos, permanecendo mais elevada no Algarve. Segundo os Relatórios de Situação COVID-19 da Direção Geral da Saúde, até 18 de julho de 2021, foram registados em Portugal um total de 932 540 casos confirmados da doença. Destes, 863 089 (ou seja, 92.6%), já recuperou, havendo um total de 17 215 óbitos, o que equivale a 1.8% do total de infetados. Os casos ativos são agora 52 236. Depois de um período de forte crescimento no número de novos casos assim como de internados, os números iniciaram uma nova trajetória descendente no final de janeiro, que se manteve até maio. Em junho, assistimos a uma nova subida, ainda não contrariada.

No dia 18 de julho, existiam 851 internados nos hospitais do SNS, dos quais 181 em Unidades de Cuidados Intensivos, valores que também voltaram a crescer em junho e julho embora estando ainda muito longe dos máximos observados. O número de internados corresponde a 1.6% do número de casos ativos e os que necessitam UCI representam 21.3% daqueles.

Sondagem: Portugueses querem vacina obrigatória

 

72% dos portugueses querem que a vacina contra a covid-19 seja obrigatória. Uma questão polémica e que precisa de mudanças na lei. O resultado foi apurado numa sondagem da Universidade Católica para a RTP. No que toca à atuação dos políticos face à pandemia, a avaliação dos portugueses é agora menos positiva. 48% dos inquiridos consideram que a resposta do Presidente da República é boa ou muito boa, face aos 64% de maio. Quanto ao Primeiro-ministro a aprovação desceu 10 pontos para 33%. No topo das avaliações positivas surge o vice-almiramte Gouveia e Melo que coordena a vacinação com com quase 70%

Groundforce: ANA SA vai revogar licença de ocupação de espaços em Faro e Funchal

 

A ANA Aeroportos diz que vai avançar com a revogação de uma licença de ocupação de espaços da Groundforce nos aeroportos de Faro e da Madeira. Esta decisão da gestora aeroportuária pode impedir que a empresa de handling possa deixar de operar nestes dois aeroportos. Em causa está uma divida de mais de quase 800 mil euros em taxas de ocupação que, de acordo com a ANA aeroportos a Groundoforce não paga desde março. Ana Aeroportos diz ter enviado no dia 7 de julho uma proposta de deliberação para revogação da licença de ocupação dos espaços. A Groundforce tinha até sexta feira passada para responder. A Ana Aeroportos diz que a dívida no total ultrapassa os 13 milhões de euros referente a todos os aeroportos. A RTP contactou a Groundforce mas sem sucesso.

Sondagem RTP: Portugueses dão nota positiva à task-force e continuam confiantes nas vacinas

 

Neste inquérito, os portugueses avaliam de forma positiva os principais atores e entidades envolvidos no combate à pandemia. Uma larga maioria de inquiridos está disposta a ser vacinada e admite até que a inoculação possa ser obrigatória em Portugal. Neste inquérito, os portugueses avaliam de forma positiva os principais atores e entidades envolvidos no combate à pandemia. Uma larga maioria de inquiridos está disposta a ser vacinada e admite até que a inoculação possa ser obrigatória em Portugal. Rodrigo Lobo - RTP

A mais recente sondagem da Universidade Católica para a RTP sobre a resposta à pandemia revela que os portugueses continuam a fazer uma avaliação positiva dos principais atores e entidades envolvidos no combate à Covid-19. Neste inquérito, os participantes foram inquiridos pela primeira vez sobre a prestação da task-force de vacinação e do coordenador, vice-almirante Gouveia e Melo, que obtêm os melhores resultados entre os vários protagonistas. Na sondagem revelada por ocasião do debate do Estado da Nação, que se realiza na próxima quarta-feira, destacam-se ainda os elevados níveis de adesão às vacinas, mas também o grande impacto da pandemia na vida social, laboral e educacional dos portugueses. Pela primeira vez, a sondagem da Universidade Católica inquiriu os portugueses sobre a atuação da task-force de vacinação e do respetivo coordenador, vice-almirante Gouveia e Melo, sendo a avaliação claramente positiva.

O inquérito realizou-se entre os dias 9 e 15 de julho, semana em que o processo de vacinação acelerou de forma significativa e em que se registaram vários percalços e atrasos ao nível da vacinação. Mas nem isso abalou a confiança dos inquiridos: 44 por cento consideram que a atuação da task-force tem sido “Boa” e 32 por cento dão nota máxima, considerando que a atuação tem sido “Muito Boa”.

Sondagem: Rio foi quem recuperou mais terreno mas o saldo continua negativo

 

Rui Rio foi o líder partidário que recuperou mais terreno, este mês, no barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. Mas ainda tem um saldo negativo de 18 pontos (diferença entre avaliações positivas e negativas). Ao contrário, António Costa acumula perdas significativas pela segunda vez consecutiva, mas mantém um saldo positivo de 11 pontos.

O secretário-geral do PS baixou para 41% nas avaliações positivas e uma das quedas mais significativas foi no segmento de eleitores socialistas, embora consiga 69%. O presidente do PSD subiu um ponto no que diz respeito às notas positivas, mas continua a ter dificuldades entre os eleitores sociais-democratas: são agora 37% os que elogiam a sua atuação (mais dois pontos do que em maio), mas 32% dão-lhe nota negativa. Para além de Costa, o único líder partidário em terreno positivo é Catarina Martins, ainda que seja por um escasso ponto. Mas também é relevante dizer que a bloquista é a segunda com mais avaliações positivas (31%).

Sondagem: socialistas abanam mas não caem, com o PSD a 12 pontos

 

Rui Rio foi o líder partidário que recuperou mais terreno, este mês, no barómetro da Aximage.A intenção de voto para as legislativas e a avaliação dos líderes partidários. PS resiste (37,6%) à queda abrupta de António Costa na avaliação dos portugueses. PSD regista pequena recuperação (25,2%). BE (7,8%) e Chega (7,7%) estão a par. Liberais (5,5%) ultrapassam CDU (4,8%). PAN a crescer (4,6%) e CDS irrelevante (0.9%). Se houvesse hoje eleições legislativas, o PS seria o claro vencedor, com 37,6%, de acordo com a mais recente sondagem da Aximage para o JN, o DN e a TSF. Apesar da queda de pouco mais de um ponto relativamente a maio, ficaria 12 pontos acima do PSD, que, depois de bater no fundo, recupera para os 25,2%. Mas há outras novidades: o BE (7,8%) está quase a par do Chega (7,7%); enquanto o Iniciativa Liberal (5,5%) ultrapassa a CDU (4,8%), que já tem o PAN a morder-lhe os calcanhares (4,6%). O CDS regressa à irrelevância (0,9%).

A capacidade de resistência eleitoral dos socialistas é invulgar. Sobretudo se tivermos em conta o que está a acontecer à popularidade de António Costa: na avaliação enquanto líder do partido, volta a perder muito terreno (ver texto ao lado); e na pele de primeiro-ministro acumula, nos últimos dois meses e meio, uma perda de 18 pontos nas avaliações positivas e uma subida de 16 pontos nas negativas (como divulgámos na edição deste domingo).

Reformas pela metade? O que pode fazer para acautelar o seu futuro

 

Já a partir da próxima década vai acelerar a discrepância entre os últimos rendimentos do trabalho e as pensões de reforma dos portugueses que se aposentem. Quem o fizer, por exemplo, em 2040, poderá ter de passar a viver com pouco mais de metade do salário que estava habituado a ter. E quem se reformar em 2045 já terá direito a menos de metade. O alerta foi feito recentemente no relatório “The 2021 Ageing Report” – disponível nesta ligação –, um estudo que, a cada três anos, analisa a evolução demográfica e confronta-a com a sustentabilidade dos sistemas nacionais de pensões.

Os cálculos da Comissão Europeia apontavam para uma taxa de substituição (entre o último ordenado e a reforma) de 74% em Portugal em 2019, um valor que poderá subir para quase 85% até 2025, ou seja, mais de quatro quintos do ordenado. O problema vem depois: até 2040, ou seja, dentro de menos de 20 anos, a capacidade que as pensões têm de substituir os rendimentos do trabalho em Portugal cai para 54,5% – e em 2045 será inferior a metade (48,2%). A culpa é, sobretudo, das perspetivas demográficas.

O relatório pode ser, para muitos, uma leitura aterrorizadora – mas não tem de ser paralisante. Por isso, o Observador criou cinco perfis de pessoas, em diferentes fases da sua vida ativa, e contactou várias instituições financeiras para saber quais são os melhores conselhos gerais que se pode dar a quem quer tentar acautelar o futuro também pelos próprios meios – e quais as vantagens e desvantagens de cada tipo de solução de poupança e investimento.

Sondagem: 83% apoiam manutenção de medidas restritivas do Governo

 

A sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF foi realizada vários dias antes do último Conselho Ministros, mas fica claro que o rumo escolhido tem a aprovação da maioria. Isso não quer dizer, no entanto, que tudo esteja a correr bem: cerca de dois terços dos inquiridos (65%) acha que a fiscalização do Estado às medidas que aplica não está a ser eficaz. Há cada vez mais concelhos no vermelho e, portanto, cada vez mais portugueses condicionados por restrições como o recolher obrigatório às 23 horas, comércio a fechar às 15.30 horas, ou redução do número de pessoas que pode estar juntas à refeição num restaurante. E, pelo menos até ao fim de semana passado (o trabalho de campo decorreu entre 10 e 12 de julho), isso não constituía um problema para a maioria, em particular para as mulheres, os dois escalões mais velhos e os socialistas. Apenas 17% dos inquiridos pedia o fim das restrições (com destaque para os eleitores do Iniciativa Liberal).



Falha na fiscalização

No que diz respeito à capacidade para fiscalizar essas restrições, a divisão é um pouco maior. Dois terços (65%) identificam uma fiscalização ineficaz. Apesar de esta avaliação negativa ser maioritária em todos os segmentos da amostra, há alguns casos em que o nível de satisfação com a fiscalização é bastante superior à média (35%): é o caso dos eleitores socialistas (47%), dos que vivem na região Norte (46%), dos mais pobres (45%) e dos mais velhos (43%)  (Jornal de Notícias, texto do jornalista Rafael Barbosa)