segunda-feira, setembro 21, 2020

Eleições: a quem interessar

Dados a reter na Madeira:
REGIONAIS - entre 2004 e 2019 o PSD somou em 2019 o pior resultado em termos de total de votos e a pior percentagem final. O CDS apenas superiou em 2007 o resultado de 2019, quer em votos, quer em percentagem final da votação
AUTARQUICAS - Para além da falhada coligação CDS-PS, em 2001, constata-se que entre 2001 e 2017 o PSD obteve nas últimas eleições - ressalvando o apoio dado a uma candidatura de cidadãos em São Vicente - o pior resultado eleitoral de sempre, em votos e percentragem. O CDS, apesar da queda, não foi tão penalizado como os social-democratas, mas mesmo assim teve queda maior que a do PSD entre 2013 e 2017. Convém sublinhar que o CDS também apoiou o movimento de cidadãos em São Vicente em 2013 e 2017 e na Ribeira Brava em 2017, mas o peso eleitoral real do CDS nestes concelhos não "mata" as perdas eleitorais registadas.
EUROPEIAS - Tratando-de de listas nacionais, impostas pela lei eleitoral vigente, parece-me evidente que os resultados dispensam grande perda de tempo na abordagem. Entre 1999 e 2019, por 3 vezes concorreu a coligação PSD-CDS, que foi envergonhada nas urnas em 2014. Já o PSD-M registou uma malha eleitoral em 2019, em votos e percentagem, comparativamente a 2009 (o CDS também perdeu mas não tão acentuadamente)
LEGISLATIVAS - Nestas eleições nacionais de eleições dos deputaos à Assembleia da República, o PSD-M, entre 1999 e 2019, obteve nas últimas o segundo pior resultado em votos mas a pior percentagem total final. O CDS também registou em 2019 o 2º pior resultado em votos e percentagem, embora praticamente estabilizando entre 2015 e 2019 (LFM)

domingo, setembro 20, 2020

Sondagem: Portugueses pessimistas quanto ao futuro dos filhos

Um país tendencialmente pessimista, segundo o mais recente barómetro da Aximage para o JN e a TSF. Nível de vida vai ser pior que o dos pais, segundo 48% dos inquiridos. País estará pior dentro de um ano (60%). É o retrato de um país tendencialmente pessimista aquele que resulta do mais recente barómetro da Aximage para o JN e a TSF. Seja na evolução da economia no curto prazo, seja sobre o futuro de Portugal, mas sobretudo quando está em causa o nível de vida dos filhos: são muitos mais os que julgam que será pior (48%) do que os que acreditam que poderá melhorar (30%).
Comecemos pelas perspetivas sobre a evolução da economia: no curto prazo, ou seja, dentro de um ano, quase dois terços (60%) acham que a situação vai piorar. No médio prazo, ou seja, dentro de três anos, tanto é possível vislumbrar um copo meio cheio como um meio vazio: na primeira versão, destacam-se os 43% que admitem que a economia estará melhor; na segunda, podemos somar os 47% que imaginam um cenário igual (22%) ou pior (25%) do que o da crise que o país já hoje atravessa.
País em má direção
Há também uma visão tendencialmente negativa quando a pergunta incide sobre o futuro de Portugal. São mais os que pressentem que segue em má direção (34%) do que aqueles que acreditam numa boa direção (32%), ainda que exista uma terceira parcela, quase tão importante como as duas primeiras, segundo a qual o caminho não é bom nem mau (28%).
O pessimismo atinge o seu aspeto mais vincado quando o futuro é medido tendo em conta o nível de vida dos filhos. Praticamente metade dos portugueses antevê que será pior (48%) e menos de um terço que será melhor (30%). As mais preocupadas são claramente as mulheres, uma vez que 53% antevê uma vida mais dura para os filhos.
A preocupação com os filhos é uma exceção, uma vez que, analisando as respostas dos vários segmentos da população, as mulheres não estão entre os mais negativos. O perfil do pessimista é mais masculino do que feminino e inclui sobretudo os habitantes da região Centro, a faixa etária dos 50 aos 64 anos e os que fazem parte da classe média baixa (mas não os que estão mesmo no fundo da escala).
Maior otimismo a norte
O retrato dos otimistas é menos claro, embora seja possível perceber que estão mais concentrados a Norte e entre os que têm 65 ou mais anos (embora os mais velhos sejam, de forma paradoxal, os mais pessimistas no que diz respeito ao nível de vida dos seus filhos). Quando a análise respeita ao sentido de voto dos portugueses, não há surpresas quanto a quem está mais otimista: os eleitores do PS dominam claramente em todas as perguntas (embora seja importante acrescentar que, no que diz respeito ao nível de vida dos filhos, também as previsões dos socialistas são mais negativas que positivas). Entre os mais pessimistas ressaltam os eleitores do Bloco, os que optam pelos partidos à Direita do PSD (CDS, Chega e Iniciativa Liberal) e de forma um pouco mais moderada os que votam no PSD (Jornal de Notícias, texto do jornalista Rafael Barbosa)

República Checa: de exemplo a caso preocupante, com milhares de novas infeções diárias. Há novas medidas

A República Checa chegou a ser dada como exemplo no tempo de resposta à pandemia. Seis meses depois, é um dos casos que mais preocupa na Europa. Na quarta-feira, a República Checa foi notícia por superar pela primeira vez os dois mil casos num só dia. Problema: na quinta, foram três mil. O país com uma população próxima da de Portugal, que também chegou a ser exemplo na contenção da pandemia, volta esta sexta às restrições. E mesmo com um Governo que resiste a nova quarentena, não é certo que fique por aqui. Um dia depois de superada a barreira das duas mil infeções em 24 horas (2.139), a República Checa voltou a superar um máximo diário. Foram detetados só esta quinta-feira 3.130 novos doentes com covid-19, um aumento de 46%, em linha com o que se tem verificado nos últimos dias.

Sondagem: Há mais portugueses a defender um novo confinamento (e a maioria quer que seja mais exigente)

Ao contrário do que acontecia há cerca de dois meses, a percentagem de pessoas a favor de um novo confinamento em Portugal é maior do que a daqueles que são contra a medida. Ainda assim, a maioria acredita que o país está agora melhor preparado (50%) para enfrentar o inverno. Os resultados constam de uma sondagem da Aximage para o JN e a TSF, que revela que atualmente 47% dos inquiridos defendem que Portugal deve entrar novamente em confinamento nacional, face a 40% que não concorda com o bloqueio. Estes números representam uma alteração significativa relativamente ao mês de Julho, onde a maioria, ou seja cerca de 51% dos portugueses, se mostravam contra o isolamento do país.
A pesquisa analisou ainda as opções dos portugueses tendo em conta diversos fatores, nomeadamente idade, região onde vivem, classe social e voto partidário. Neste sentido concluiu-se que o apoio a um novo confinamento já é maioritário nos habitantes das regiões Norte e Centro (52%); na faixa etária dos 18 aos 34 anos (65%) e nos portugueses que se abstiveram nas eleições (53%).
Por outro lado, os portugueses entre os 50 e 64 anos (51%), aqueles com escalões de rendimento mais elevados (42%), os que votam no PS (49%) e os que residem na Área Metropolitana do Porto (44%), são maioritariamente contra uma nova implementação do confinamento. A sondagem mostra ainda que aumentou a percentagem de pessoas que é a favor de um confinamento mais exigente do que o anterior entre os habitantes da Região Centro (60%), da faixa etária entre os 35 e os 49 anos (65%), das classes médias (entre 57% e 59%) e dos portugueses que preferiram a abstenção nas eleições (64%) (Executive Digest)

É oficial: Europa regista agora mais casos de covid-19 por semana do que no pico da pandemia

A Europa está agora a registar mais casos da Covid-19 do que durante aquele que se achava ser o pico da pandemia, de acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), citados pelo ‘El Pais’. Apesar de para já os especialistas em saúde pública não saberem ao certo se os novos casos do vírus são golpes de infecções de primavera ou se significam realmente o inicio de uma segunda vaga, os alertas começam a crescer a um ritmo acelerado e preocupante. Com a expectativa sobre a chegada da vacina e a economia com pouca margem para enfrentar um novo confinamento, medidas de higiene, distância social e uso de máscaras podem ser insuficientes para conter a sua expansão, tal como confirma o director regional da OMS para a Europa, Hans Kluge. «Estamos perante uma situação muito séria. Os novos casos semanais na Europa já excedem os registados durante o primeiro pico da pandemia. Na semana passada, havia mais de 300 mil infectados», revelou o responsável.

Aeroportos nacionais com 1,3 milhões de passageiros em julho, mas queda de 79,5%, indica INE

Os aeroportos nacionais registaram uma recuperação nos movimentos de passageiros, ainda assim com uma queda homóloga de 79,5% em julho, para 1,3 milhões, depois de em junho terem caído 94,6%, divulgou hoje o INE. De acordo com as estatísticas rápidas do transporte aéreo de julho, o movimento de passageiros nos aeroportos nacionais recuperou em julho, mas está “ainda distante dos valores homólogos”, refere o Instituto Nacional de Estatística (INE). Os aeroportos do país registaram, no mês em análise, o movimento de 1,3 milhões de passageiros (embarques, desembarques e trânsitos diretos), o que representa uma queda homóloga de 79,5%, depois de diminuições de 94,6% em junho e 98,5% em maio. No mês de julho aterraram nove mil aeronaves em voos comerciais nos aeroportos nacionais, o que representa uma diminuição de 61,8% face ao mesmo mês do ano passado, após quedas de 86% em junho e de 92,3% em maio.

Máscaras podem ser mais eficazes do que vacina na prevenção de infecções individuais, diz especialista

O director do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, Robert Redfield, disse esta quarta-feira que o uso de máscara facial pode ser mais eficaz na prevenção de uma infecção individual do que a administração de uma vacina contra a covid-19. A afirmação de Redfield veio na sequência de uma pergunta feita pelo senador Jack Reed, que questionou se a decisão do Presidente Donald Trump de dispensar o uso de máscara na maioria dos espaços públicos constituía “um dos passos mais importantes que um americano pode dar para se defender e defender o país”. “Não vou comentar directamente o Presidente, mas vou dizer, como director do CDC, que as máscaras faciais são a ferramenta de saúde pública mais importante que temos”, respondeu Redfield, citado pelo Business Insider.

Covid-19: Mais de quatro milhões dos infetados no mundo são profissionais de saúde

Mais de quatro milhões dos 29 milhões dos casos de covid-19 em todo o mundo são profissionais de saúde, afirmou hoje a Organização Mundial de Saúde (OMS), que apela aos governos para os proteger e manter em segurança. “Globalmente, cerca de 14 por cento dos casos de covid-19 comunicados à OMS são profissionais de saúde, uma percentagem que atinge 35% em alguns países”, afirmou o secretário-geral daquela agência das Nações Unidas, Tedros Adhanom Ghebreyesus, admitindo que não é certo se foram infetados no trabalho ou em casa. Por isso, a OMS dedica hoje o Dia Mundial da Segurança dos Pacientes aos profissionais de saúde, assinalando que “estão sujeitos a ‘stress’, exaustão, estigmatização e até violência” e salientando que “uma em cada dez pessoas que são hospitalizadas sofrem uma falha de segurança ou adversidade”.

Sondagem: PS e PSD recuam e novos partidos ganham força

A descrença dos eleitores portugueses parece arrastar consigo toda a Esquerda e Direita tradicionais. Sondagem da Aximage para o JN e a TSF demonstra tendência para uma reconfiguração de apoios à Direita: Liberais e sobretudo o Chega já "roubaram" sete pontos a sociais-democratas e a centristas desde as últimas legislativas. PS também perde quase três pontos, mas continua acima do resultado de outubro passado.
Partidos tradicionais em queda, novos partidos em alta. É a principal leitura que resulta da mais recente sondagem da Aximage para o JN e a TSF. A liderar as perdas estão o PS e o PSD (descem quase três pontos percentuais face a julho), bem como o CDS, que se aproxima da irrelevância. No sentido ascendente destacam-se o Chega (multiplicaria hoje por cinco o resultado das legislativas) e o PAN (sobe mais de dois pontos entre julho e setembro).
O prolongar da crise económica, agora acompanhada de uma nova vaga da crise sanitária, seria uma justificação plausível para a queda do PS nas sondagens. Trata-se, afinal, do partido que está no comando. Mas, se são essas as causas para o desgaste, os socialistas e António Costa não são as únicas vítimas.
A descrença dos eleitores portugueses parece arrastar consigo toda a Esquerda e Direita tradicionais (ainda que em graus diferentes), em benefício de atores políticos mais recentes. Se esta tendência se manterá, ou se é apenas um percalço momentâneo, saberemos em próximos barómetros.
PS acima do total da direita
As maiores quedas na sondagem da Aximage são as dos dois maiores partidos. Mas os impactos são diferentes, com vantagem para o PS. Porque mantém uma vantagem de quase 14 pontos percentuais sobre o PSD; porque os atuais 37,6% dos socialistas estão ainda acima do resultado das legislativas de 2019; e porque, por comparação, os sociais-democratas, com os seus magros 23,9%, estão quatro pontos abaixo do que conseguiram nas últimas eleições. António Costa não tem razões para sorrir, Rui Rio terá talvez razões para temer novas revoltas internas.
Há outros dados que porventura ajudam o PS a respirar de alívio. À sua Esquerda, ninguém sai beneficiado: o Bloco de Esquerda só perde duas décimas de julho para setembro, mas tem menos 1,2 pontos do que nas legislativas, marcando 8,3%; a CDU continua em processo de erosão, porventura sofrendo os efeitos (ligeiros) da contestação à Festa do Avante, conseguindo agora 5,6%. Mas também à Direita do PS, se é verdade que há reconfiguração, não há mais força: os socialistas têm mais três pontos do que a soma de todos os partidos, velhos e novos, à sua Direita.
Chega a multiplicar por cinco
A nova força do PAN não deve ser menosprezada (sobe mais de dois pontos para 4,2%); o ressurgimento do Livre também não, embora seja mais difícil assegurar que veio para ficar (tem agora 1,2%); mas é de facto à Direita que a reconfiguração do sistema partidário assume contornos mais definidos e radicais (que só umas eleições, é bom lembrar, podem confirmar).
As legislativas de 2019 testemunharam o nascimento de dois novos partidos na Direita parlamentar - Chega e Iniciativa Liberal - e o tempo que decorreu entretanto mostra que o universo eleitoral, sendo o mesmo (34,5% em 2019; 34,4% em 2020), continua a redistribuir-se. Os sete pontos percentuais que PSD e CDS perdem entre o resultado das urnas no ano passado e a projeção atual foram na íntegra para os dois partidos da nova Direita liberal e radical: valiam em conjunto 2,6 pontos em outubro e somam agora 9,4 pontos. Mas não têm os dois a mesma força.
O Chega vai-se tornando, de mês para mês, de sondagem para sondagem, uma força política incontornável. Os seus atuais 6,8% representam uma subida de 1,6 pontos face à sondagem de julho passado da Aximage e de 5,5 pontos relativamente aos votos de 2019. O novo partido toma o lugar do velho CDS, que se degrada de forma acelerada: perde um ponto face a julho e um pouco mais de três comparando com outubro do ano passado (o seu eleitorado fugiu para a abstenção, PS, PSD e Chega). Vale agora 1,1%, ou seja, está em último lugar, ultrapassado até pelo Livre, que estava há muito desaparecido do radar (Jornal de Notícias, texto do jornalista Rafael Barbosa)

Homens preferem o Chega, mulheres escolhem o PAN


PAN e Chega são os partidos que mais crescem entre os barómetros de julho e setembro da Aximage para o JN e a TSF, mas o seu eleitorado tem características bastante diferentes (também o programa e a forma de o comunicar, mas essa é outra questão). A primeira grande fronteira é o género: os radicais de Direita são os que têm maior peso de testosterona (se o voto fosse só dos homens, teriam 10,7% e seriam o terceiro maior partido do país), enquanto os ambientalistas e animalistas são o partido mais feminino de todos (se o voto fosse só das mulheres, teriam 7% e estariam no quarto lugar). Quando se analisam os resultados por regiões (com as cautelas que é preciso ter em amostras reduzidas), percebe-se que o Chega de André Ventura parece bem implantado em todo o país, com destaque para o Sul e ilhas, onde aparece em terceiro lugar, atrás de PS e PSD. O mais significativo, no entanto, são os 6,5% que poderia ter na Área Metropolitana de Lisboa, pelo que isso pode representar em número de deputados numas eleições legislativas.
O PAN está ainda melhor colocado que os radicais de Direita em Lisboa, rondando nesta sondagem os 8,6%, ou seja, está em quarto lugar, atrás de PS, PSD e BE. Apesar da percentagem ser menor, a posição relativa é ainda melhor na região Norte, onde consegue agora um terceiro lugar (7,7%), mas bastante longe de socialistas e sociais-democratas.
Quando o olhar incide sobre o voto das diferentes faixas etárias, o Chega confirma a força que já tinha em julho nos dois escalões intermédios (35/49 e 50/64 anos), embora esteja também relativamente bem implantado dos dois extremos. Já o PAN continua a ser um partido sobretudo alicerçado nos mais novos (18/34 e 35/49 anos) e quase ignorado por quem tem 65 ou mais anos (Jornal de Notícias, texto do jornalista Rafael Barbosa)

Nota: o que PSD-M e CDS-M precisam entender, de uma vez por todas


Não me repugna nada que PSD-M e CDS-M articulem estratégias e procurem um discurso uniformizado nestes tempos de crise pandémica - que pelos vistos se vai prolongar  de forma condicionadora - que serão cada vez mais exigentes, que exigem a mobilização de tudo o que seja possível e esteja disponível, que desafia hoje mais do que nunca as elites e a classe política, e que colocam em cima da mesa novos procedimentos, novas formas de pensar, novas atitudes, um repensar do próprio funcionamento e definição de prioridades da sociedade de consumo que nos caracteriza, etc. Sobretudo depois de Janeiro de 2021. As recentes jornadas parlamentares regionais da coligação no poder, foram disso exemplo, embora eu continue a pensar - sempre pensei isso e não mudo de opinião - que esse tipo de iniciativa mais virada para a mediatização raramente deixa coisas úteis para o que se seguirá. O impacto acaba por ser efémero, até por que é o dia-a-dia que dita as regras na política, modela discursos e estabelece procedimentos na governação.
Mas numa altura em que se percebeu que o PS-M, a terminar mais um congresso, finalmente percebeu (?) a importância decisiva de um dos itens mais essenciais em qualquer estratégia vencedora e de poder - a consolidação da representação política no universo autárquico, desde a freguesia ao concelho - parece-me que, teimosamente, tanto PSD-M e CDS-M insistem, de forma algo sadomasoquista em ir por caminhos opostos, que os conduzem ao abismo da derrota. Tudo por causa de teimosias idiotas, de vaidades e ambições pessoais descabidas, de intoleráveis espertezas saloias de quem se acha uma sumidade "política", mas que na realidade só quer vender uma imagem desgastada e se comporta qual vendedor de aspiradores ou sabonetes milagreiros.
Preocupa-me uma quase óbvia falta de racionalidade num diálogo que não pode andar ao sabor do vento, uma intolerável falta de habilidade analítica e de antecipação dos factos, e a falta de posse de uma máquina calculadora eficaz - que impeça que insistam continuadamente em cometer erros graves que podem ter repercussões devastadoras na concretização dessa lógica de que a consolidação do poder começa por se construir de baixo para cima e não sentados e acomodados em gabinetes de pretensos iluminados e pensadores rascas de política. 
A ideia de consolidação política da coligação de centro-direita na Madeira (da parte que me tocas sempre me considerei ideologicamente posicionado no centro-esquerda) passa pelo que acontecer em 2021. E há gente que ou não percebeu isso ou masturba-se mentalmente a brincar com coisas demasiado sérias para estarem entregues a gente sem nível.
Os persistentes erros  do PSD-M (o mesmo sucedeu em 2017, depois do episódio de 2013 que teve o seu cerne na desvalorização de factos que eram demasiado importantes mas aos quais não lhes foi dado o relevo adequado, apesar de todos os alertas) na abordagem mais recente da questão autárquica, não pode continuar. A primeira atitude é a de aceitar e entender que a lógica unitária, que durante anos, mais ou menos, prevaleceu, deixou de fazer sentido. As pessoas não aceitam ser penalizadas pelas suas escolhas e não aceitam que as autarquias sejam relegadas para uma posição secundária de desvalorização ou de neutralização de competências e direitos.
A lógica de uma abordagem ao processo autárquico tem de ser diferente num partido que tem responsabilidades executivas nos municípios ou nas freguesias, ou se está na oposição. O PSD-M perdeu 7 das 11 Câmaras Municipais e várias dezenas de Juntas de Freguesia. Ou seja, cada caso e um caso. Desde logo no discurso, passando pelo processo de escolha, sem pressões ou condicionalismos locais, dos melhores para cada combate eleitoral, pela estratégia de campanha, pelo menos o verão de 2021 e pelos programas e definição de prioridades.
Não é necessário referir, acho eu, que as absurdas e patéticas guerras partidárias laranjas na Ponta do Sol, não interessam nada aos eleitores do PSD-M no Porto Santo, preocupados com a pressão da incerteza quanto ao futuro. Não há dúvidas, acho eu, que os eleitores do PSD-M em Machico esperam não ser tratados da mesma forma que os eleitores da Calheta até porque o PSD-M exibe estatutos diferenciados nestes concelhos. Se acetaria como normal a discussão de eventuais coligações, onde PSD-M e CDS-M estão na oposição, e caso fosse esse o sentimento das estruturas partidárias locais – que precisam também de ter na política uma independência que não existe hoje em dia, e isso é indesmentível - o pior que pode acontecer é transformar esse debate numa imposição generalizada que vai destruir tudo, esquecendo que há eleitores nos dois partidos que votamos seus partidos mas que recusam fazê-lo se se tratar de coligações. O que se passou no Funchal em 2013 e 2017 com o PS e Cafofo, fenómeno que foi acelerado pelo PSD-M, tratou-se de uma excepção - recordo que em Câmara de Lobos a coligação do PS bateu de frente e nem foi repetida em 2017!
É este manual de procedimentos e inventariação dos factos, do pulsar das pessoas, que é preciso, já era em 2017 mas como nada foi feito então, acabou por acontecer o que se viu. Há que ter uma cartilha diferenciadora porque cada caso é um caso, repito e insisto nesta ideia, e a RAM está muito longe de garantir que coligações partidárias assentes meramente na lógica perigosa e errada da matemática eleitoral, sejam eficazes ou que garantam de imediato o somatório de votos que cada um dos protagonistas dessas coligações obteve antes, separadamente.
O que eu recomendo ao PSD-M (porque nada tenho a ver com o CDS-M), repetindo o que já antes escrevi sobre isso, e agora impulsionado pela lógica saída do Congresso do PS - que provavelmente fará das autárquicas de 2021 as eleições da "sua vida", uma espécie de trampolim para 2023 - é que seja criada uma estrutura interna que longe dos condicionalismos das nomenclaturas e dos vícios dos partidos, vá para o terreno, discreta mas eficazmente, contactando as pessoas , identificando frustrações e esperanças, conhecendo pessoas respeitadas no meio - o PSD-M tem cada vez menos espaços de diálogo com os eleitores... - elaborando prioridades, etc. Uma estrutura interna que dependa do Presidente do PSD-M mas que tenha condições de trabalhar. Uma estrutura que coordene daqui para a frente a própria estratégia política dos eleitos do PSD-M na oposição - que por vezes me parecem deixados ao "abandono", sem que sejam devidamente acompanhados numa lógica partidária que tem de ter objectivos claros. Se isto não for feito temo muito sinceramente pelo que possa acontecer em 2021 e que PSD-M e CDS-M percebam que em vez de terem deixado as estruturas locais decidirem sobre o que fazer, tenham cometido o erro clamoroso de imporem coligações só porque a lógica matemática das sedes no Funchal desvalorizou outros itens bem mais importantes que influenciam os resultados dessas lógicas (?) matemáticas que em política valem zero. Falo da desvalorização das pessoas e das suas opiniões, de quem vive todos os dias em cada freguesia ou concelho. Acresce que quando falamos de autarquias e de representatividade eleitoral autárquica no caso do RAM, nunca poderemos colocar num mesmo patamar de análise PSD-M e CDS-M, por muito que alguns achem que devido a circunstâncias específicas podem distorcer a realidade (LFM)

Covid reacende chama da independência escocesa

Seis anos depois de recusarem a secessão em referendo, 55% votariam “sim” a um novo país. “Sendo independente, a Escócia passaria a poder gerir os seus assuntos como bem entendesse.” Vestido com um fato de pesca, Jack Dalrymple acaba de sair do rio que atravessa a cidade. Estamos em Berwick-upon-Tweed, a poucos passos da fronteira escocesa. Esta cidade de 10 mil habitantes mudou de nacionalidade 13 vezes ao longo da História. Um verdadeiro símbolo. Aqui, os escoceses trabalham em Inglaterra e os ingleses vivem na Escócia. “O aumento do ‘sim’ [à independência] nas sondagens não me surpreende”, afirma o jovem, de 21 anos. “Se houvesse referendo, penso que os meus amigos votariam a favor, mesmo que haja aqui algum medo.” A 18 de setembro de 2014, 55% dos escoceses votaram pela permanência no Reino Unido. Seis anos depois, as sondagens mostram uma inversão da votação: 55% pela independência, segundo um estudo recente do Instituto Panelbase. É o caso de Andrew e da sua irmã Barbara, de 24 e 27 anos, que gerem um café em Berwick mas vivem em Gordon, uma aldeia escocesa. “Votaria afirmativamente”, diz Barbara. “Durante a pandemia ficou claro que o Reino estava tudo menos ‘Unido’.”

Itália: Democracia representativa vai a votos

“Queremos reformas e não cortes”, pedem os partidários do ‘não’ no referendo, esta semana em Roma. Referendo para encolher Parlamento é um teste ao sistema. Proposta deve passar com ampla maioria. Meio ano após o primeiro contágio por coronavírus em Itália, uma estreia na União Europeia, os eleitores têm este fim de semana uma dupla convocatória: eleições para uns, referendo para todos. Afetarão o mapa político do país e o Governo de Giuseppe Conte. Há eleições em sete regiões e, a nível nacional, vota-se para confirmar uma reforma constitucional aprovada pelo Parlamento que reduz o número de deputados e senadores de 945 para 600. Itália tem 630 deputados, face aos 230 portugueses, 350 espanhóis ou 577 franceses.

Cruz Vermelha oferece testes rápidos às escolas com resultados em 15 minutos

Técnica chegou agora a Portugal e poderá ser utilizada entre a população escolar e os idosos institucionalizados. Governo ainda não deu resposta. Semelhante a um teste de gravidez, acaba de chegar ao mercado uma análise capaz de diagnosticar a infeção pelo coronavírus pandémico em apenas 15 minutos e quase sem erro: a sensibilidade é de 93% e a especificidade de 99%. A Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) recebeu financiamento internacional para comprar até meio milhão de análises e propõe disponibilizar a custo zero toda a remessa para utilização nas escolas e lares. O Governo ainda não disse se aceita, mas os especialistas são taxativos: até surgir uma vacina, esta é a melhor estratégia possível desde o início da pandemia, e não há tempo a perder.

Dez entidades diferentes investigam Reguengos...

Sucedem-se as versões sobre o surto de covid-19 num lar. Governo promete tirar ilações de três inspeções que pôs no terreno. O Parlamento já recebeu cinco relatórios sobre o surto de covid-19 numa residência para idosos em Reguengos, que causou a morte de 18 pessoas. Mas nenhum destes documentos é o “inquérito” que o primeiro-ministro referiu existir e ter sido enviado para investigação do Ministério Público. O assunto está longe de estar esgotado, e prova disso é o facto de estarem a decorrer mais cinco investigações, três das quais sob a forma de inspeções, ordenadas pelas ministras da Saúde e da Segurança Social. Esta semana — e três meses depois de ter surgido o primeiro caso de infeção em Reguengos — o Governo assumiu a existência de “um conjunto de aspetos que não correram bem”e prometeu não “enjeitar responsabilidades”. Ainda não há prazo para conclusões, mas fica o registo do que está a ser feito.

Engenharia nacional não está preparada para as grandes obras

“A engenharia nacional, infelizmente, não está preparada, e há que reconhecê-lo como uma fragilidade nacional”, diz ao Expresso o bastonário da Ordem dos Engenheiros sobre as grandes obras públicas a financiar no próximo ciclo de fundos europeus. Carlos Mineiro Alves recorda como Portugal perdeu a capacidade instalada na construção civil desde a crise de 2009. Das duas dezenas de grandes empresas nacionais restam hoje “duas ou três”. Apesar de existirem exceções, “a nossa escala não tem dimensão para competir com as grandes multinacionais” e “apenas 20% das empreitadas são adjudicadas a empresas nacionais”.
Qual a solução?
“Um planeamento credível e conhecido atempadamente permitirá às empresas saberem exatamente com o que vão contar e dimensionarem-se ou fazer parcerias para concorrer às oportunidades”, responde o bastonário dos engenheiros. O problema é que “o próprio Estado se deixou enfraquecer” e não tem hoje capacidade instalada, lamenta Mineiro Aires. “Foram décadas de fatal distração em relação ao papel dos engenheiros no planeamento e condução dos grandes investimentos, secundada pela desqualificação salarial, que induziu ao desinteresse dos jovens nestas áreas, e hoje não existe mão de obra em Portugal”.

O calendário ‘infernal’ da crise em Portugal

A crise económica e social provocada pela pandemia de covid-19 ainda está muito longe de terminar. A retoma da atividade permanece débil, o desemprego vai continuar a subir — e bastante — antes de começar a descer. Mas o que é certo é que os apoios extraordinários criados pelo Governo e outras entidades para ajudar famílias e empresas a enfrentar as dificuldades já estão a começar a chegar ao fim. Para se ter a noção de como as datas se cruzam e estão cada vez mais próximas, o Expresso compilou um calendário com os momentos mais críticos. São muitos os dias marcados a vermelho, a começar já este mês de setembro. Daqui até ao verão de 2021 terminam medidas como as moratórias públicas sobre o crédito hipotecário (como o crédito à habitação) e privadas para outro tipo de créditos (consumo e automóvel, por exemplo), bem como as moratórias sobre o pagamento dos prémios de seguro ou as que impedem o despejo de inquilinos que não paguem a renda. O fim das moratórias fiscais, bem como do adiamento e fracionamento do pagamento de contribuições sociais, é outro momento temido por empresários e trabalhadores independentes.

Especialista da OMS diz que é mais provável ganhar a lotaria do que escapar à Covid-19

O diretor executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS diz que esta conclusão se baseia nos dados estatísticos da evolução da pandemia. Na passada quarta-feira, 16 de setembro, a Organização Mundial de Saúde (OMS) realizou uma sessão de perguntas e respostas online durante a qual um especialista afirmou que é estatisticamente mais provável ganhar a lotaria do que escapar a uma infeção causada pelo coronavírus. Mike Ryan, diretor executivo do Programa de Emergências de Saúde da OMS, comentou, durante a sessão, que se não for encontrada uma vacina eficaz para combater a Covid-19, o vírus pode atingir “60 ou 70% da população mundial, o que corresponde a um em cada 200 [infetados com coronavírus] no mundo. Partindo desta perspetiva, pensem nas hipóteses de ganhar a lotaria”. Acrescentou, ainda, que quando pensamos nas hipóteses de nos envolvermos num acidente, “ou se pensarmos noutros riscos de vida que enfrentamos diariamente, este é um problema significativo”. O comentário surgiu no seguimento de uma conversa acerca do aumento significativo do número de casos e internamentos nos hospitais de Espanha, Montenegro, Ucrânia e alguns estados americanos. Na mesma sessão também foi abordada a questão das frequentes gripes do inverno, que está prestes a chegar, bem como os esforços que terão de ser feitos para estar ainda mais alerta para aos sintomas do coronavírus durante essa estação (Visão)

Suécia: Sem confinamento nem máscaras. No país da polémica estratégia contra a Covid-19 não há vislumbres da segunda vaga

A Suécia é agora dos países europeus a ter menos casos diários e menos mortes. O seu estratega mantém que tinha razão: “Fazer quarentena é como tentar matar uma mosca com um martelo”. O país nórdico que, desde o início de pandemia, recusou alinhar num confinamento total para depois voltar a abrir portas, também está a registar valores da Covid-19 semelhantes aos de março. Mas no bom sentido. Ou seja, contas feitas esta terça-feira, 15, a média semanal está nos 108 casos. Mais: as aulas começaram há um mês e nem por isso houve um aumento generalizado de contágios. Daí que o seu estratega, o controverso epidemiologista Anders Tegnell, e a sua equipa, refiram agora estar a colher os resultados do investimento feito, em contramão ao do resto do continente, onde os casos continuam a subir, apregoando-se que isto é só o início da segunda vaga.  

Relatório da AstraZeneca revela ao detalhe reação adversa de voluntário à vacina desenvolvida em conjunto com Oxford

A gigante farmacêutoca suspendeu de imediato os testes, sem adiantar o que acontecera. Agora, um documento interno a que a CNN teve acesso clarifica o estado neurológico sofrido por um dos participantes naquele ensaio clínico. Foi em meados da semana passada que a farmacêutica britânica AstraZeneca fez saber ao mundo que tinha suspendido os testes desenvolvidos em colaboração com a Universidade de Oxford — a serem realizados em larga escala nos EUA como no Reino Unido. Alegou uma “reação adversa num voluntário”, mas garantiu sempre que aquela interrupção era apenas um procedimento de rotina. Agora, um relatório de segurança interna da companhia, a que a estação americana CNN teve acesso, lança uma luz sobre o que aconteceu.  
O caso refere-se então ao caso de uma voluntária de 37 anos que, dias após receber a segunda dose da vacina, foi hospitalizada. Quatro dias mais tarde, a AstraZeneca comunicou a suspensão dos testes, mas rejeitou as informações sobre um caso confirmado de doença neurológica grave, devido a uma inflamação da espinal medula. Exatamente o que revela o documento agora conhecido e rotulado como “relatório inicial”. Ao que ali se especifica, a voluntária, anteriormente saudável, desenvolvera uma mielite transversal.  
Trata-se de uma doença grave que faz parte de um conjunto de doenças neuro-imunológicas do sistema nervoso central. Os seus sintomas incluem fraqueza muscular, paralisia e dor neuropática, entre outros – os mesmos referidos pela doente.

sábado, setembro 19, 2020

O meu aplauso ao PSD

fonte: Público

Sondagem e justiça

fonte: Correio da Manhã

Mais uma sondagem

fonte: Jornal de Notícias

Covid-19: Israel foi exemplo mas voltou ao confinamento


Covid-19: Madrid decreta o encerramento de parques e jardins


Dispara a procura de vacinas contra a gripe


Covid-19: Cruz Vermelha oferece meio milhão de testes rápidos


Covid-19 Guimarães adere à máscara na rua após escalada de covid19


Situação na Madeira (17 e 18 de Setembro de 2020)


fonte: IASAUDE

A caminho...


fonte: Jornal de Negócios

sexta-feira, setembro 18, 2020

Covid-19: Israel foi exemplo mas voltou ao confinamento


Estranho....

fonte: Público

Justiça em sondagem

fonte: Jornal de Negócios

Realidade ameaçadora. Os pais conhecem isto?

fonte: Público

Venezuela ao fundo...

fonte: Público

Polémicas açorianas

fonte: Açoriano Oriental

Nota: tenham mas é juízo, se fazem o favor

Tenham mas é juizo e deixem de misturar alhos com bugalhos e de andarem a perder tempo com palermices. A governação regional é uma coisa, a governação autárquica é outra. Há que relativizar e circunscrever as diferenças, respeitando a independência obrigatória das instituições (partidos) protagonistas destes processos eleitorais. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. O erro foi quando, por razões dfe sobrevivência que me escuso de enumerar, tentaram manipular e chantagear o processo de constituição das candidaturas autárquicas, misturando tudo, enganando as pessoas e manipulando o processo eleitoral. A imposição de coligações a partir dos sofás aveludados do poder no Funchal, aos demais concelhos e freguesias, e a confusão repetidamente feita entre a realidade regional com a realidade autárquica, será um dos maiores crimes políticos desta coligação no poder que já todos perceberam que ainda não foi capaz de mostrar que é adulta, de abandonar a vergonha intriga de bastidores que fragiliza e desacredita, e de se consolidar pelo menos numa Legislatura. Se o fizerem os partidos protagonistas desta coligação merecem ser derrotados e escorraçados.
O que vem ai, as dificuldades enormes que esperam a Madeira, os problemas graves que os madeirenses enfrentarão e que tratarão muitos dramas sociais que demorarão tempo a superar, exigem que esta gente no poder tenha juízo reforçado e deixem de misturar o que não pode nem deve ser misturado. Se tentarem impor coligações autárquicas reafirmo o que escrevi:  será o princípio do fim desta coligação e não acredito que a pouca vergonha e o descaramento cheguem ao ponto de haver negociatas partidárias de esgoto já engendradas, isto em caso de uma crise política. Tudo isto em nome das exigências decorrentes de vaidades pessoais que por ai andam, de egos complicados, de fuga a um eventual desfecho eleitoral regional antecipado. Por acaso já perceberam como se vão realizar as próximas eleições, como vai ser a próxima campanha eleitoral , tudo isto em ambiente de pandemia? Qual o impacto de um distanciamento ainda maior do que já acontece, nos valores da abstenção e na efectiva representatividade (não confundir com legitimação) dos eleitos? Por acaso já entenderam o que as pessoas pensam e querem,  e quais as suas prioridades reais? Deixem-se destas idiotices e sobretudo destes recados cruzados deliberadamente enviados de um lado para outro através de jornais e que apenas geram dúvida, incerteza, fragilidade e instabilidade política. Cheira a mediocridade. Estamos entendidos?
Já uma vez escrevi e volto a repetir: na minha vida profissional, enquanto jornalista, votei sempre nas eleições nacionais apenas na lista afecta ao PCP que se candidatava à direcção do Sindicato dos Jornalistas. Porque era a única que eu sabia que, naquela época, lutaria pelas pessoas, pela defesa dos direitos dos jornalistas, pela sua carreira, pelos seus rendimentos, etc. E hoje não me arrependo de o ter feito, de ter recusado votar em listas afectas a outros partidos. Hoje não sei como as coisas funcionam, também isso não me interessa, porque sei que a realidade jornalística hoje nada tem a ver com o que se passava nos anos setenta, oitenta e noventa. E não confundo as coisas, até porque em eleições fora do universo jornalístico, nunca votei no PCP, porque a minha opção pessoal que referi estava limitada ao pequeno e circunscrito universo jornalístico (LFM)

Nota: "gritar" e que mais?

Sou capaz de concordar com a lógica de que a atitude política e a "praxis" dos partidos não pode parar no tempo. Ela tem que se adaptar a cada momento, porque cada tempo é um tempo, muitas vezes irrepetível por que tudo tem muito a ver, quase tudo a ver, com conjunturas e protagonistas. Mas se "gritar" não é recomendável para Cafofo será que rastejar, andar de cócoras ou lamber a carpete do poder central serão as alternativas? O diálogo é uma ladainha bonita de ser dita por políticos conciliadores. Mas há o outro lado da moeda, o reverso, que assenta essencialmente no que se pretende conseguir e no que consegue, ou não, de uma forma ou de outra. Espero que Cafofo seja claro na reunião alargada dos socialistas locais quanto à alternativa ao "gritar". Porque desconfio que os risinhos forçados e idiotas para o photoshop, ou a submissão intrínseca a determinados  políticos e partidos, nunca será a solução. (LFM)

Nota: o jornalismo está diferente e sem fontes credíveis e isentas?


No jornalismo há regras que são essenciais, determinantes até para que se estabeleça uma relação de verdade e de confiança entre as pessoas e os meios de comunicação que como é sabido atravessam hoje uma das suas piores, senão mesmo a pior, de todas as crises. Quando o jornalismo deixa de assentar em fontes credíveis e isentas, quando os canais construídos com essas fontes assentam no oportunismo destas que conduz à  especulação, distorção, manipulação ou mentira - fica essa dúvida pertante dois argumentos diferentes - mesmo que essas fontes não sejam isentas politicamente, quando uma realidade passa a ter 2 versões e 2 "verdades", quando se manipulam alegados factos em detrimento da verdade, quando se joga com a manipulação propositada enganando jornalistas para favorecer grupos ou pessoas em detrimento de outras, temos então inevitáveis situações absurdas como esta que hoje nos foi propiciada, para tristeza minha, por que fico sem saber - pelos títulos, sempre os títulos... - onde acaba a verdade e começa a ficção. Por isso é também natural que as pessoas fiquem chocadas e se interroguem afinal, a dois dias de um congresso partidário que obrigatoriamente associo a estas notícias da coligação, qual o tapete de lixo que terão que levantar para descobrirem a verdade. A VERDADE mesmo, não as tais "verdades" que servem pessoas, grupos e partidos.... (LFM)

Nota: a verdade, sempre a verdade



Por muito difícil que a realidade seja, por muito complicada que seja essa realidade, é recomendável que se fale sempre verdade às pessoas, que em tenmpos de crise ou previsão de crise não se pintem  quadros tristes com cores escolhidas para dar uma falsxa imagem da verdade, tudo para esganar as pessoas e esconder os factos. Eu não sei o que se passa noutras paragens - tenho a minha opinião - mas registo com satisfação que nos Açores, os jornais assumem  a verdade nua e crua, e bem dolorosa, pelo que ela indicia em termos de futuro próximo - porque é esse o único caminho para que as pessoas tenham a noção da realidade e percebam os riscos que colectivamente correm e os responsáveis pela governação percam a vergonha de serem muitas vezes protagionistas medíocres num filme demasiado rasca, para assumirem o comando das coisas e do processo de decisão, antecipando-se a cenários mais negros, e encontrarem rapidamente as soluções, caso elas sejam possíveis. Porque há realidades que dependem de terceiros, e que por isso não controlamos - por exemplo a imposição de quarentenas ou a decisão dos turistas em viajarem -  que nem mesmo com as palhaçadas que rodeiam congressos partidários, ou a fome de poder, por muito que o tentem esconder, são factos incontornáveis. (LFM)

quinta-feira, setembro 17, 2020

Covid19: gripe ou constipação? Conhece as diferenças?


Covid-19: OMS fala em taxas de transmissão alarmantes na Europa


Von der Leyen: Uma pessoa tem de cobrir os custos de vida


Período de isolamento de infetados pode ser reduzido para 10 dias


Rui Rio quer Tribunal Constitucional e Supremo Tribunal Administrativo em Coimbra


Sondagem eleitoral

fonte: Jornal de Negócios

Gronelància em perigo?

fonte: Jornal de Notícias

Pandemia afastou turistas de Santiago de Compostela


Estado da União: Os salários baixos destroem a dignidade do trabalhador


Quase 70 jovens belgas positivos para Covid-19 após estarem em Albufeira


Estado da União: crise económica e sanitária no centro do discurso de Ursula


Sondagem presidencial

fonte: Correio da Manhã

Situação na Madeira (12 a 16 de Setembro de 2020)





fonte: IASAUDE

Sondagem presidencial II

fonte: Jornal de Negócios

terça-feira, setembro 15, 2020

Expresso: Como é que o Novo Banco pode continuar a custar-nos dinheiro?

Criado como banco bom do BES, o Novo Banco tem-se revelado um sorvedouro de recursos públicos. Além da capitalização inicial, foi desenhado um sistema que obriga a injeções adicionais e beneficia de empréstimos do Estado. Mas há mais formas de os contribuintes poderem ser afetados. Como?

Mais uma sondagem

fonte: Jornal de Negócios

TAP: continua a "guerra" com o Norte

fonte: Jornal de Notícias

Covid19: novos casos em doentes mais novos


fonte: Público

Escolas e sondagem

fonte: Correio da Manhã

Negócios...

fonte: Correio da Manhã

TAP

fonte: Público

Novas regras nas escolas

fonte: Público

Educação em números

fonte: Correio da Manhã

Eficácia em queda

fonte: Jornal de Notícias