sexta-feira, janeiro 17, 2020

Venezuela: La oposición denuncia el fraude del chavismo que arrebató a Juan Guaidó la Asamblea Nacional

Venezuela es, desde el pasado 5 de enero, un país con dos Parlamentos —tres, con la chavista Asamblea Nacional Constituyente— y donde impera un desgobierno generalizado. Las maniobras del oficialismo encarnado por Nicolás Maduro para despojar a la oposición del poder obtenido en las urnas en 2015 han propiciado una situación cada vez más insostenible. Las irregularidades con las que dan por buena la autoproclamación del opositor disidente Luis Parra como presidente de la Asamblea Nacional, se topan con la convicción e insistencia de Juan Guaidó y sus afines de que la elección de Parra fue fraudulenta.
Guaidó jura su nuevo mandato entre golpes, gas lacrimógeno y cortes de luz. Los miembros del equipo político que acompaña a Guaidó, reconocido como presidente de la Asamblea Nacional y mandatario interino de Venezuela por cerca de 60 países, afirman tener la lista de asistencia a la sesión que Luis Parra ha dado por extraviada. Este documento, que ha sido dado a conocer este viernes, atestigua que el diputado disidente opositor habría sido electo sin el quórum reglamentario. El acta solo incluye la firma de 58 diputados, por lo que, en consecuencia, no podría ser reconocido como presidente de la Asamblea Nacional. La oposición asegura que disponía ese día de 88 votos.

Venezuela: La policía vuelve a impedir el acceso de diputados opositores al Parlamento

La jerarquía chavista ha decidido formalizar de facto su toma de la Asamblea Nacional de Venezuela, o al menos del Palacio Federal Legislativo de Caracas, el edificio que la alberga. En un intento de fortalecer la investidura de Luis Parra, el diputado que se autoproclamó presidente del Parlamento con el apoyo de los votos de la bancada chavista el pasado 5 de enero, la policía venezolana y algunos grupos civiles armados han impedido este miércoles el acceso del líder opositor Juan Guaidó, reconocido como mandatario interino por casi 60 países, y sus afines al Parlamento.
El presidente de la chavista Asamblea Nacional Constituyente, Diosdado Cabello, número dos del régimen, ordenó a su militancia ocupar varias manzanas del centro de Caracas para impedir por la fuerza el ingreso de Guaidó y el resto de los diputados de la bancada de la oposición, que se disponían a asistir a las sesiones ordinarias para hacer valer su condición mayoritaria.

quinta-feira, janeiro 16, 2020

Nota: uma sugestão caso queiram

Gostaria de dar uma sugestão à coligação. Tem a ver com a coordenação política. Uma coisa é o facto dos lideres do PSD e do CDS estarem ambos no GRM e poderem falar todos os dias caso queiram, outra coisa é o relacionamento obrigatório entre os dois partidos no quadro do parlamento para acertarem estratégias comuns, iniciativas, etc. Outra coisa - é nisso que centro a minha sugestão - tem a ver com a coordenação política propriamente dita, fora destes esquemas institucionais demasiados fechados e muito condicionados. Falo de um ou dois dirigentes ou militantes de cada partido, que fora do quadro governativo ou parlamentar, criariam uma rotina de contacto pelo menos semanal, para levantamento das diferentes situações apuradas, para alertar por antecipação, quem de direito, de fora para dentro - muito importante este movimento - para o que se passa cá fora, para proporem aos decisores políticos as adequadas intervenções para cada caso, etc. Dirão que é uma espécie de "secretariado" paralelo, que não é. Chamem o que quiserem. O que não podemos ter mais é os dois partidos, por causa de um abalo qualquer, ou de histórias mal contadas, andarem nos jornais, sobretudo através de segundas linhas, a enviarem recados nas redes sociais, dando ao assunto uma dimensão que não tem, nem pode ter - sob pena de estarmos perante um fracasso político e pessoal que será fatalmente para sempre - e levando para fora dos locais próprios de análise e decisão, tudo o que se passa no quadro da coligação. O problema são os "fantasmas" que estas soluções suscitam nalgumas mentes mais tacanhas que olham para o lado com medo da sua própria sombra e por isso encaram esses canais não como uma mais-valia discreta e eficaz, mas como uma "ameaça" a afirmações de poder dentro de estruturas partidárias convencionais. Se assim for, esqueçam isto tudo e continuem como até hoje. Rezando que não tenhamos uma hecatombe como uma nova crise ou uma espécie de crise política tão do agrado dos que, dentro e fora do espaço político da coligação, a combatem. É por isso que sou muito pragmático, neste caso em concreto, mesmo indo contra tudo o que sendo admissível e possível, nunca perspectivei nos termos em que tudo se está a desenvolver.
Lembram-se do episódio do "irrevogável" de Paulo Portas nos tempos da coligação com o PSD de Passos Coelho, com a troika, a austeridade, o brutal aumento de impostos, o agravamento dos problemas sociais no país, a emigração, etc? Vão lá ver como tudo foi resolvido, simplesmente porque tinha que ser resolvido. Acham que a geringonça na sua versão inicial era coordenada politicamente nos corredores ou em gabinetes parlamentares ou governamentais? Desenganem-se... (LFM)

Venezuela: O momento em que a carrinha dos deputados de Guaidó é atingida


Nota: Cafofo, que nem a chave do partido tem, precisa de ser eleito para depois ser avaliado

Recebi, por via privada, um comentário curioso de um político do PS-Madeira, que faz parte de um dos seus órgãos regionais, alertando-me para um "potencial erro de cálculo" relativamente ao enquadramento que fiz de Paulo Cafofo no PS-Madeira, neste PS-Madeira de Emanuel Câmara que apostou tudo, o que tinha e não tinha, na vitória nas regionais de Setembro do ano passado mas que ficou muito distante desse desiderato.
Depois de ler e reler a argumentação usada nesse comentário - que agradeço reafirmando que mantenho o silêncio total e absoluto sobre as minhas fontes - concordo com muitos dos pontos de vista dele constantes que basicamente são os seguintes, segundo o referido político socialista madeirense:

- Paulo Cafofo não controla o PS-Madeira, ele nem a "chave da porta da sede tem". Cafofo é neste momento um militante, um "cristão novo" com três meses de filiação, pelo que dificilmente poderia ser tratado de forma diferenciada ou beneficiar de "mordomias" políticas quando nem líder é e pelos vistos nem sabe, dado que a corrida nas directas socialistas não se farão apenas com PC, quando o será e como. Ou seja, diz o referido militante que Cafofo tem que ser eleito, escolher a sua equipa, anunciar o programa de acção (moção de estratégia) e só depois ser avaliado. Pessoalmente dou de barato essa perspectiva;

- Paulo Cafofo cometeu um erro, segundo o meu interlocutor, o de ter prolongado demasiado tempo a sua (reclamada) inscrição no PS-Madeira, sobretudo depois de saber que não conseguia qualquer coligação eleitoral como logrou na CMF em 2013 e 2017. Ou seja, Cafofo apostou muito no apoio de Costa - que o apoiava mais do que a direcção do PS-Madeira - mas depois acabou por pagar caro essa proximidade do primeiro-ministro e secretário-geral do PS, levantando várias desconfianças subterrâneas;

- Essa demora gerou desconfiança, alimentou dúvidas quanto ao seu real enquadramento no PS-Madeira e provocou um mal-estar no partido em grande medida devido ao facto de Cafofo, derrotado nas regionais, ter deixado o PS-Madeira refém dele e de ser obrigado a uma encenação "absurda" de adiar o congresso apenas para que a candidatura de Cafofo se concretizasse" nos prazos regulamentares e estatutários estabelecidos;

- Cafofo está agastado com o tratamento dado na CMF a várias pessoas que foram escolhidas por ele, que trabalharam vários anos com ele na CMF, mas que Miguel Gouveia - com toda a legitimidade e naturalidade, digo eu - foi afastando para que pudesses ter - regra essencial da política - pessoas da sua confiança naquele que seriam um resto de mandato (2017-2021) marcado pela eventual candidatura do vice de Cafofo promovido a Presidente depois do abandono do anterior autarca. Este agastamento de Cafofo, segundo a mesma fonte, tem causado irritação noutros sectores do PS-Madeira e logo depois da eleição do novo líder regional, em Maio próximo, a problemática das autárquicas assume todo o destaque;

- Outro ponto de discórdia tem a ver com Santa Cruz. Enquanto a ala política do PS-Madeira mais dura parece apostar na conquista de SC e na derrota da JPP - e pretende apresentar um documento no congresso de Maio definindo esse objectivo como prioritário, Cafofo, segundo o meu informador, mostra-se mais renitente e avesso a posições políticas mais agressivas e extremadas com potenciais parceiros futuros seja em que frente eleitoral for. Ou seja, há quem acuse Cafofo de não estar disposto, por questão pessoal relacionada com a sua imagem pública, a atacar Santa Cruz como deve fazer, de uma forma politicamente contundente e com um discurso de "clara mudança que não deixe dúvidas entre os eleitores". Os resultado do PS em Santa Cruz nas eleições de 2019 (vitória nas regionais e nas legislativas nacionais) parece ser a "justificação" para essa aposta eleitoral da linha dura;

- Cafofo tem manifestado a sua frustração aos seus colaboradores mais directos pelo facto de uma eventual chamada de Costa para desempenhar funções de secretário de estado - quiçá das comunidades portuguesas ou adjunto para a administração local - ter sido boicotada por uma campanha com epicentro no próprio PS-Madeira. Inicialmente Cafofo desvalorizou o assunto, pensou tratar-se de mais uma especulação jornalística ou das redes sociais, mas com o tempo percebeu que o que foi referido correspondeu integralmente à realidade e tinha fundamento. A dúvida de Cafofo, segundo o meu informador, tem a ver com o facto dele desconhecer se esse boicote teve a ver com a ideia de o manterem "retido" na política regional, ou se, segunda hipótese, foi "castigado" quer pela derrota nas regionais, quer pelo seu alegado pouco empenho demonstrado na campanha das legislativas.

- Finalmente a questão das autárquicas que para Cafofo, caso seja eleito em Maio, será a prioridade das prioridades. O problema é que a máquina partidária controlada por Avelino Conceição dificilmente aceita ser conivente com qualquer rasteira a Emanuel Câmara se os interesses políticos do actual Presidente não forem salvaguardados. Sem a máquina socialista - estamos a falar de 1.500 a 2000 eleitores - ninguém terá votos no PS-Madeira, nem mesmo Cafofo que nem a máquina socialista no Funchal controla.
Em Janeiro de 2018, recordo, Emanuel Câmara foi eleito presidente do PS Madeira com 57% dos votos, tendo alcançado 877 votos contra 668 votos de Carlos Pereira, ex-presidente dos socialistas madeirenses e que apenas ganhou em Câmara de Lobos e no Porto Santo.
Neste quadro, o futuro líder do PS-Madeira tem que resolver rapidamente a questão da candidatura socialista à Câmara do Funchal. Depois dos resultados das regionais que pulverizaram os pequenos partidos - tudo graças à bipolarização - o PS local não pode deixar a fritar em lume brando Miguel Gouveia, apesar das divergências que já surgiram no seio do partido quanto à sua candidatura. Há quem no PS-Madeira entenda que sem uma coligação, sem a certeza da realidade eleitoral depois das regionais de Setembro, e com o partido a braços com alguns problemas internos que podem acentuar-se com as directas que provavelmente dividirão as bases socialistas, a lógica recomenda uma candidatura politicamente mais forte, surgindo de novo o nome de Carlos Pereira, deputado na Assembleia da República, e que já concorreu no passado contra Miguel Albuquerque e foi derrotado. Acresce que duvido que o actual deputado aceite esse desafio eleitoral até porque os resultados eleitorais do PS-Madeira nas legislativas de Outubro aconteceram a reboque dos bons ventos que sopraram favoráveis ao PS nacional e a Costa tendo ainda beneficiando dos resquícios de um certo empurrão dado nessa altura pelo eleitorado apesar da derrota socialista nas regionais.
Cafofo vai ter que domar o partido internamente na questão da Câmara do Funchal mas ao mesmo tempo vai ter que definir claramente a sua posição em relação a este dossier. Ou apoia Miguel Gouveia, que fez parte da sua equipa e era o seu braço-direito, ou insiste num distanciamento determinado pelo facto do actual autarca funchalense ter resolvido reforçar o seu poder na estrutura camarária, afastando algumas escolhas do "cafofismo". Ponta do Sol e Santa Cruz podem ser outro berbicacho - o primeiro por causa das três derrotas socialistas consecutivas, demonstrativas de que o PSD é que perdeu a autarquia devido a escolhas precipitadas e impostas a partir do Funchal, feitas à margem da opinião das bases do partido, e o segundo porque é preciso o PS-M definir objectivos eleitorais inequívocos, que internamente já foram, assumidos, mas que cabe ao futuro líder do partido clarificar em tempo oportuno - a que se junta o Porto Santo e Porto Moniz e Machico, embora nestes dois últimos casos se prevejam algumas mudanças.
No caso do Funchal referência ao facto de Duarte Caldeira, presidente da Junta de Freguesia de São Martinho, ter garantido publicamente ao JM que não está na corrida à liderança à Câmara Municipal do Funchal (CMF), o que veio aliviar a tensão sobre Miguel Gouveia decorrente de um cenário que repetidamente era apontado como possível mas que pessoalmente nunca acreditei fosse plausível. Caldeira não admitiu que o seu nome estaria a ser falado em alguns ‘corredores’ do PS-Madeira, como alternativa a Miguel Silva Gouveia, nas próximas eleições autárquicas, porque garante que o actual líder da CMF é o “candidato natural do partido” pelo que “não faz sentido pensar-se noutro candidato” (LFM)

Nota: Carmo Caldeira é considerada a chave para resolver o problema da DC no Nédio Mendonça

Uma fonte da minha confiança absoluta garante que a solução e pacificação da Saúde, no que a nomes diz respeito, passa pela médica Maria do Carmo Caldeira (na foto superior), com um percurso profissional competente Hospital Nélio Mendonça (incluindo a direcção da Urgência), considerada uma pessoa de relacionamento fácil e que, por tudo isso, reuniria um consenso alargado, incluindo do PSD e do CDS para exercer as funções de Directora Clínica do SESARAM.
De acordo com a minha fonte, o nome desta médica está associado, desde princípio, e depois da saída de da médica Regina Rodrigues, ao processo de constituição da nova Direcção Clínica do SESARAM. Contudo a recusa da médica madeirense em aceitar aquele cargo - apesar de ter desempenhado outros igualmente exigentes, nomeadamente nas Urgências Hospitalares do Hospital Nélio Mendonça - colocou sempre dificuldades complexas no processo de decisão, dado que a consensualidade de Carmo Caldeira sempre foi, e continua a ser, considerada uma mais-valia e a chave deste problema que tanta celeuma tem levantado devido à forma como PSD e CDS irresponsavelmente negociaram (?) estas questões da saúde, politizando excessivamente algo que nunca deveria ser politizado desta forma e deixando que interesses pessoais de manipulação condicionassem todo o processo.
Neste momento, ao que me garantiram, depois da médica Filomena Gonçalves - que abandonou o SESARAM há uns anos, e que tinha sido indicada pelo CDS para a Direcção Clínica, mesmo sabendo que para tal teria que mudar regulamentos e legislação, o que desde logo tornava este processo em algo muito questionável - ter desistido da ideia e abandonado a candidatura à DC, Carmo Caldeira volta a ser a hipótese mais pretendida.
Filomena foi vítima manipulações de terceiros
Sei que vão ser realizados esforços junto da médica para a convencerem a abandonar a sua decisão de recusa da DC, provavelmente devido a sinais de instabilidade deixados por este processo anormal, inconcebível e abjecto que politizou um sector que tem que tratar das pessoas de forma eficaz e célere, em vez de andar a perder tempo com cargos ou a desestabilizar-se por causa de nomes.
Filomena Gonçalves acabou por sujeitar-se a um lamentável vexame público que não merecia - e Mário Pereira é o principal culpado pelo que se passou, mas não só ele, na medida em que algumas situações eram, segundo me garantiram, antecipáveis, embora outros episódios novos e inesperados tivessem surgido neste caminho cheio de buracos e de precipícios - e que nunca se sujeitaria, caso o processo tivesse sido tratado de forma discreta, com seriedade, sem a politização lamentável que aos olhos da opinião pública apenas suscitou repulsa e críticas, incluindo longe da tentativa de criação de uma espécie de rede de influência pessoal nalguns serviços do SESARAM, com várias e diversificadas ligações políticas, tentáculos de influência esses atribuídos ao referido clínico e ex-deputado do CDS. Alegadamente...
Regina recusa e Carmo é a salvação do processo
Com Filomena Gonçalves de fora - eu próprio escrevi ontem que se me fosse pedido era esse o conselho que daria à minha colega de Liceu que, repito, não merecia o que se passou e que foi vítima, em meu entender, de um processo que nasceu torno mas que mais torto ficou com a evolução e manipulação que se seguiu - ainda tentaram saber, perante a recusa de Carmo Caldeira, se a anterior Directora Clínica, Regina Rodrigues, estaria disponível para um reassumir de funções, mas parece que a mesma recusou. Diz quem sabe que a médica ficou agastada e se queixou da forma como foi tratada, quando se anunciaram alterações na referida DC. Apesar de estar associada ao gabinete de Pedro Ramos, a sua recusa de regresso ao cargo que desempenhou, e que muitos garantem não ter suscitado convulsões internas, apesar de se ter queixado da falta de meios para tomar decisões importantes em vários domínios da actividade hospitalar - pode ser também consequência da instabilidade que se foi criando junto da classe médica. Aliás a pacificação é uma das prioridades essenciais neste momento, para evitar mais estragos
Uma das críticas feitas a este processo tem, origem antes das eleições regionais, quando três médicos da mesma especialidade, alegadamente mantiveram varias reuniões - e delas deram testemunho público no Facebook - nas quais terão feito uma espécie de partilha de poder e influência em 3 ou 4 serviços hospitalares, tendo como cenário "irreversível" a vitória eleitoral de Paulo Cafofo que não se consumou.
Há quem garanta mesmo que mesmo antes das eleições regionais de Setembro, era público que, nalguns serviços hospitalares em concreto, e à revelia dos directores em funções, alguns nomes terão sido "sugeridos" numa primeira avaliação à reacção dos seus pares a essas alterações admitidas como possíveis. Aliás, confirmaram-me que um dos motivos do agastamento dos médicos, e dos directores dos serviços, teve a ver com o facto de muitos deles terem sido desautorizados "despedidos" antes das eleições regionais e sem que ninguém, com eles tenha falado. O pior foi que, com a derrota de Cafofo, essas manobras de bastidores atribuídas a esses três médicos da mesma especialidade hospitalar, acabaram por influenciar o processo de nomeação de um reduzido número de directores de serviços para "remediarem" a situação pessoal em que ficaram depois da derrota do PS-M e não ficarem "ridicularizados" perante os seus pares cujos nomes foram abusivamente (ou não?) usados nos meses de Julho a Setembro do ano passado na tal "sondagem" indevida que originou os focos de instabilidade que ainda hoje persistem. Mesmo assim nesses serviços hospitalares não houve a preocupação de alertar os titulares em funções para a proximidade de mudanças, evitando que eles apenas disso tivessem conhecimento através dos jornais. Vamos a ver como tudo isto acaba...
O  argumentário de Cafofo
Entretanto a esta "festa" só faltava mesmo o desaparecido e desautorizado Paulo Cafofo. Em declarações feitas hoje, para comentar a alegada "crise" na coligação, Cafofo terá referido que os problemas na Saúde resultam de uma falta de estratégia e que os problemas não se resolvem com alterações legislativas à medida para aumentar o conselho de administração do SESARAM ou dar lugares à medida através da alteração de regulamentos. Acho que Cafofo poderia ser mais concreto se tivesse consultado o seu principal conselheiro para a saúde que provavelmente lhe explicaria tudo o que aconteceu desde antes das regionais
Nuno Rosa na calha?
Perante a recusa de Carmo Cadeira, que continua relutante em aceitar o lugar, optando por regressar à sua especialidade de cirurgiã, aparece o nome do nefrologista Nuno Rosa, que fez parte da DC de Regina Rodrigues e que integra a actual DC liderada por Vítor Teixeira. Considerada uma pessoa de fácil relacionamento com os seus pares, a Nuno Rosa são atribuídos méritos diversos, enquanto integrou a DC de Regina Rodrigues, em diversas negociações com a tutela que beneficiaram toda a classe médica facto que lhe granjeou apoios variados. O problema é saber se este clínico, depois de tudo o que se passou com Filomena Gonçalves e com Carmo Caldeira, estaria disposto e disponível para aceitar o lugar.
E Vítor Teixeira?
Outra questão pendente, e finalmente, tem a ver com o facto do médico Vítor Teixeira, amigo e colega de Filomena Gonçalves, ter aceite a direcção clínica numa lógica de transitoriedade, mas ninguém sabe se ele admite prolongar esse mandato e continuar em funções. Colegas próximos de Vítor Teixeira admitem que o médico, que aceitou a função na lógica de que Filomena Gonçalves assumiria o lugar, estará indisponível em manter-se na DC por um período de tempo muito longo. Contudo não está posta de lado a possibilidade de VT continuar em funções (LFM)

PS-M: Carlos Jardim vai ter que "partir muita pedra"

Esta semana ficamos a saber que Carlos Jardim confirmou que vai oficializar a candidatura à presidência do PS-Madeira, logo após a marcação do conselho regional, que deve acontecer no próximo mês. Segundo foi divulgado pelo JM, o socialista entende que o partido está “ferido” após não ter conseguido concretizar os resultados ambiciosos perspectivados para as três últimas eleições e acredita ter condições para pacificar as hostes, dentro do aparelho ‘rosa’.
“Tenho sido contactado por muitos militantes que me têm instado a uma candidatura. Os militantes de base sentem que é preciso um novo arranque, um recomeço, neste novo ciclo. Querem alguém que consiga unir o partido e vêem em mim essa pessoa”, afirmou o antigo administrador da empresa municipal Frente MarFunchal.
Pessoalmente duvido, muito sinceramente, que Carlos Jardim tenha possibilidade ainda - ninguém, sabe no futuro o que poderá ocorrer... - de convencer os desiludidos militantes socialistas, que olham com desconfiança para todas estas jogadas de bastidores no PS-M, a votarem nele, até porque, há que dizer abertamente, apesar das suas qualidades - e há muita gente que o elogia, até pessoas próximas de Cafofo - não é neste momento um militante suficientemente conhecido das bases socialistas e com uma imagem pública que possa minimizar esse desconhecimento que é factual. Acho que Carlos Jardim vai ter que "partir ainda muita pedra", construir o seu espaço mediático, marcar presença regular nos meios de comunicação social, dando-se a conhecer e às suas ideias, falando sobre o que interessa para dentro do partido e só depois disso, em função da receptividade de possa ou não conquistar é que deve avaliar as suas possibilidades partindo sempre desta lógica e não de qualquer "empurrão" oportunista que outros lhe possam dar: nas directas do PS-M participam apenas os militantes que cumpram os itens do regulamento que será aprovado.
A opinião pública em geral não participa nesse processo, pelo que o discurso original e inicial de CJ deve ser apontado para o partido, para os militantes e as estruturas concelhias. Ou seja, esta sua primeira candidatura pode ser um teste, pode atrair o apoio de quem está contra Câmara e Cafofo e a jogada que eles montaram para as regionais de Setembro e que saiu furada, e as legislativas de Outubro que podem ter correspondido ao que alguém delas esperava em termos de mandatos e de quem os preencheu.
Apesar de tudo, julgo que será uma candidatura que, a confirmar-se, deve ser seguida com atenção, mas sem grandes expectativas neste primeiro embate contra um "esquema" que domina a máquina do PS-M (e nesse aspecto reconheço que Avelino Conceição é o "dono" dessa máquina e não o secretário-geral e autarca do Funchal que muitos acusam de estar longe de ter a força política pessoal no partido que alguns experimentados "velhotes" possuem e de estar de saída por causa de insuficiências política se organizativas mostradas mas que eu desconheço quais serão), esquema esse que vai ajustar contas consigo próprio, que será avaliado pelos militantes na balança do "deve e do haver" e que, apesar das minhas reservas quanto a um eventual sucesso, até pode marcar um espaço próprio no imediato caso as bases se manifestem saturadas com este recurso a conversa da treta e à falta de resultados (LFM, fotos da imprensa regional)

quarta-feira, janeiro 15, 2020

Menos na Madeira: Dormidas em alojamentos turísticos sobem 7,2% em novembro


Polémica no Vaticano: livro assinado por Bento XVI pressionado


Bruxelas diz que OE2020 pode estar em risco de incumprimento

A Comissão Europeia entende que o Orçamento português, mesmo depois de atualizado, continua a apresentar risco de incumprimento das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento.
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Rui Rio diz que aviso de Bruxelas sobre orçamento dá razão às críticas do PSD

Nota: crise por causa da saúde? Onde andam os líderes carismáticos e coerentes?

Se há crise no sector da saúde (e cuidado com a especulação levada ao extremo), então há que saber quem provocou e devido a quê, que propósitos animaram certos comportamentos, mesmo antes das eleições regionais de Setembro numa vergonhosa promiscuidade que apenas tinha por propósito a distribuição de lugares e a conquista de poder tentacular no sector. Esta é a verdade, esta é a triste realidade. Se há instabilidade política e institucional no sector da saúde por causa da distribuição de lugares - o que dirão as pessoas a isto? - então há que perceber que imposições terão sido feitas, ou não, que geraram essa previsível situação. A mim não me impressiona nada disto, porque quando há uma coligação política de poder, o entendimento é sempre político e desenvolve-se num certo patamar superior de negociação, que, repito, é sobretudo política.
No caso da Madeira, e no caso da saúde, em meu entender apenas e só por causa de caprichos pessoais, desceu-se a um nível nunca antes imaginado, envolvendo num pretenso acordo político de âmbito regional, cargos que nunca poderiam ser objecto de intervenção política. Por isso, é difícil que resolvam este alegado impasse sem assumirem os erros, sem acabarem de uma vez por todas com as causas de todo este mal-estar. Ninguém pode obrigar, acho eu, profissionais de um sector, seja ele qual for, a aceitar qualquer imposição política para resolver berbicachos (pelos vistos, a teoria agora é mudar a lei para resolver impedimentos legais). Se for essa a ideia, então corremos o risco de maior instabilidade, com o tempo. E tenham todas as cautelas para que estes processos não acabem na justiça, com perdas de mandatos, desnomeações forçadas e devoluções de salários e outros itens complicados. Não seria caso único.
PSD e CDS, por culpa própria, e por terem dado corda a quem não devia ter tido corda - porque sempre foi sectário e tendencioso na abordagem do tema - colhem os frutos do que semearam (mal). E das duas uma: ou há juízo e muito pragmatismo e resolvem rapidamente esta situação para bem dos utentes e do SRS - que não pode ser uma arena para conflitos nojentos e jogos de ambições pessoais ou ajustes de contas de "importados" que por causa das suas frustrações chegaram à política com o propósito da vingança e do achincalhamento público - ou comportam-se como crianças mimadas agravando tudo. É nestes momentos que se procura e precisa de líderes a sério e sérios, carismáticos e não de gente fraca ou que anda na política apenas para deixar o tempo correr, aguentar o poder e usar argumentos conforme o momento e o que mais lhes interessa a cada momento.
Afinal uma crise por causa de uma guerra de nomes?
Lamento que a médica Filomena Gonçalves, minha colega no Liceu, e com quem tive há dias uma excelente e esclarecedora conversa bem alargada, tenha sido atirada para esta arena de suspeição e de polémica desnecessária e evitável, não fosse a desconfiança que determinada "peça" gera, a começar na sua classe profissional, e que tem tanto de CDS como eu tenho de Bloco de Esquerda. Lamento que FG se veja envolvida nisto tudo e seja obrigada a passar por isto. Repito, ela não merece passar pelo que está a passar. Se eu lhe pudesse dar um conselho amigo, seria o de prescindir, de uma vez por todas, de qualquer nomeação prometida. Caso isso se confirme, ela sabe que nunca será uma nomeação pacífica, porque dificilmente deixará de ter o selo da imposição. Acresce que trará, inevitavelmente, para a arena a Ordem dos Médicos, cujo Bastonário numa recente reunião no Hospital Nélio Mendonça - e que não creio tenha sido noticiada - foi agreste com aquela médica madeirense, mesmo sabendo que ela não estava presente, nem teve possibilidades de responder e se defender. E mais, aos olhos da opinião pública a pressão sobre FG será mais do que muita. Caso queiram, haverá certamente soluções que permitam envolver FG na política de saúde na RAM, na lógica do CDS. Imaginação...
Acresce que, neste puzzle demasiado pessoalizado mas complicado na mesma, sei que há pessoas que não podem ter um jogo duplo que depois disfarçam ou tentam esconder. Porque elas têm responsabilidade políticas nesta conjuntura, algo que não se passa comigo que não passo de um mero opinador que procura contudo nunca inventar e saber todos os elementos essenciais a emissão de uma opinião.
Confesso que sempre olhei para esta coligação com distanciamento e desconfiança, não por ter nascido mas devido ao processo negocial adoptado e sobretudo ao que se passou na saúde, mesmo antes do 22 de Setembro, com uma lamentável partilha de lugares e de nomes demonstrativos do descaramento corporativista a que se chegou. Entendo e mantenho essa lógica, ser esta a única solução para que dois partidos - PSD e CDS - situados numa área ideológica próxima, encontrassem plataformas de entendimento e sejam capazes de esmagar todas e quaisquer ameaças que subsistem e que vão subsistir se não houver a coragem de neutralizar tudo o que represente ameaça e conspurque a saúde madeirense que precisa de competência, profissionais, meios, recursos, etc, e não de uma mera visão de partilha de lugares e de criação de perigosos modelos de poder pessoal tentacular.
Afinal não é mais importante para o CDS saber quando vai a nova secretaria regional do mar ter instalações definitivas, condignas, para que tudo funcionar em pleno? Não é importante para o CDS perceber que poderia ter sido evitada aquela cena com Lino Abreu, que acabou por causar uma espécie de enxovalho público desnecessário do ex-deputado e dirigente do CDS, onde não faltaram desmentidos que desmentem o que afinal - é lugar comum - terá sido uma realidade e não uma invenção jornalística, e que tudo isso poderia ter sido evitado se a inteligência e a habilidade política marcassem presença em vez de uma postura a roçar o absurdo?
Acho que será verdadeiramente criminoso que PSD e CDS não sejam capazes de resolver estes "amendoins" quando a realidade política, económica, social e orçamental regional exige responsabilidade, competências, determinação, afirmação de liderança, seriedade e carisma político. Acho que uma crise destas e por causa de lugares será fatal para os partidos em causa, perigosamente fatal. Pensem nisso e sejam eficazes e coerentes (LFM)

terça-feira, janeiro 14, 2020

4 em 5 portugueses ouviram rádio pelo menos uma vez na semana

De acordo com os resultados anuais do estudo Bareme Rádio da Marktest, 4 em cada 5 portugueses contactaram com o meio rádio pelo menos uma vez por semana. Os resultados do estudo Bareme Rádio da Marktest Rádio para a vaga anual de 2019 mostram que a rádio teve um alcance de 83.4%, percentagem de residentes no Continente com 15 e mais anos que contactou com o meio pelo menos uma vez durante a semana, num total de 7 milhões e 141 mil indivíduos. Ao longo do ano, a audiência acumulada de véspera situou-se nos 60%, com mais de cinco milhões de ouvintes. Os homens, os indivíduos entre 35 e 44 anos, os Quadros Médios e Superiores, tal como os pertencentes às classes sociais mais elevadas apresentaram consumos acima da média do universo. A análise tem como base os resultados do ano 2019 do estudo Bareme Rádio da Marktest, que analisa o comportamento dos residentes no Continente, com 15 e mais anos, relativamente ao meio rádio (fonte: Marktest.com, Janeiro de 2020)

Aumenta constituição de empresas

Os dados do INE, disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index da Marktest e na sua aplicação web Municípios Online, mostram que a taxa de constituição de empresas aumentou em 2018. Segundo os dados do INE, disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index e na sua aplicação web Municípios Online, em 2018 foram constituídas 43 613 empresas. Este valor representa uma taxa de constituição de empresas de 3.5%, o mais elevado dos últimos 5 anos.

Protagonistas da informação em dezembro de 2019

Confira o top de protagonistas da informação televisiva em dezembro, de acordo com os dados do serviço Telenews. Em dezembro de 2019, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa liderou o top de exposição mediática, na liderança, ao protagonizar 154 notícias com 6 horas e 18 minutos de duração durante o mês. Note-se que esta análise exclui eventuais programas, debates ou entrevistas realizadas no período e que na contabilização do tempo se considera o tempo total de duração da notícia. O Primeiro ministro António Costa foi segundo, intervindo na primeira pessoa em 120 notícias, com 4 horas e 51 minutos de duração. O treinador de futebol Jorge Jesus ocupou a terceira posição, tendo protagonizado 46 notícias de 2 horas e 46 minutos de duração. Rui Rio, líder do PSD foi quarto, tendo estado perante os ecrãs por 2 horas e 34 minutos, repartidos por 62 notícias. Mário Centeno, ministro das Finanças, ocupou o quinto lugar, protagonizando 50 notícias de 2 horas e 27 minutos de duração.

Los venezolanos llegan a Madrid a ritmo de vértigo

En 2008 había tan pocos venezolanos en Madrid que dos pequeños fabricantes de queso al estilo de ese país, José Luis Marín y su yerno Fernando Rodríguez, tenían que buscar a sus compatriotas por la ciudad, montados en su Opel Astra. Iban con el maletero cargado al barrio de Las Tablas, a la sede de Técnicas Reunidas, la empresa petrolera que empleaba a decenas de ingenieros venezolanos. Hoy estos dos queseros venden sus productos autóctonos en Carrefour o El Corte Inglés. Su empresa, Antojos Araguaney, emplea a 120 personas y tiene planes de expansión ambiciosos. Quieren mudarse en marzo a una nueva nave de 3.000 metros cuadrados en Rivas-Vaciamadrid, un municipio que colinda con la capital por el sureste, porque la actual de 700 metros cuadrados se les ha quedado pequeña. El éxito de Antojos Araguaney se debe al trabajo duro y a un aumento extraordinario de sus consumidores potenciales. Los venezolanos son los inmigrantes que llegaron en mayor número a la Comunidad de Madrid en el primer semestre de 2019: 11.899, según los últimos datos de la Estadística de Migraciones, conocidos este miércoles. Es un desembarco masivo sin igual en los últimos años. Ningún otro grupo nacional de inmigrantes ha crecido en más de 20.000 miembros al año desde 2008, cuando el Instituto Nacional de Estadística comenzó a publicar esta serie. Los venezolanos en Madrid llevan dos años seguidos superando esa marca. En total, viven en la región de Madrid probablemente más de 100.000 personas nacidas en el país sudamericano. La cifra exacta la conoceremos este mes, cuando el INE publique la actualización del padrón sumando entre otros estos nuevos datos de inmigrantes.

Venezuela: Maduro resistente

Nicolás Maduro sigue ajeno a los sufrimientos de su país y al destrozo institucional que está ocasionando su autoritarismo, que ha convertido a Venezuela en un Estado fallido, con su economía colapsada, sus cárceles llenas, una cuarta parte de la población huida del país y la inseguridad instalada en sus calles, especialmente cuando se trata de políticos de la oposición o de periodistas. En el momento en que se cumple un año de que Juan Guaidó fuera elegido presidente de la Asamblea, se proclamase presidente encargado de Venezuela y fuera reconocido por unos 60 países, el Gobierno de Maduro ha organizado un nuevo golpe de mano para impedir su renovación y situar en su lugar a un tránsfuga y conocido corrupto, Luis Parra, que ni siquiera ha conseguido una votación en forma y la mayoría simple de los diputados.

Venezuela: Maduro invita a la UE y a la ONU a que hagan observación de las elecciones parlamentarias

Nicolás Maduro ha confirmado que este año se celebrarán elecciones parlamentarias en Venezuela con fecha aún por concretar. El mandatario ha asegurado este martes que ofrecerá garantías para que estás sean transparentes y que se someterán a un escrutinio internacional, para lo que invitó a la Unión Europea (UE) y a la ONU a hacer seguimiento de los comicios. Maduro se comprometió a ello durante la rendición de cuentas que cada año hace ante la chavista Asamblea Nacional Constituyente, el ente que creó tras desconocer la Asamblea Nacional, de mayoría opositora. “Invito al mundo entero a las elecciones. Con este poder electoral, la oposición triunfó en las elecciones legislativas de 2015. Pero si quieren más garantías, estoy de acuerdo”, ha asegurado Maduro, quien ha puntualizado que el único actor que no será invitado es la Organización de Estados Americanos (OEA), a cuyo secretario general, Luis Almagro, calificó de “basura”.

Nota: PSD-M, um lamento e um aplauso

Aplaudo a decisão de boicote anunciada pelo PSD-M à segunda volta da eleição do novo líder nacional do PSD, embora considere que a verdadeira história deste processo estará por ser contada, em todos os seus contornos. Incluindo procedimentos absolutamente intoleráveis que acabaram por transformar um acto quer devia ter sido apenas e só politico em algo de mais estranho e condenável. Falo da alegada decisão de fotocopiar de boletins de voto que nunca poderia ter acontecido. Aplaudo a decisão, apenas e só pela forma como o processo foi gerido por Lisboa e pela tentativa, mais uma, de espezinhar a autonomia estatutária das estruturas insulares, neste caso do PSD-Madeira.
Um lamento. Porque uma coisa é o boicote político da direcção do PSD-M ao processo, outra coisa é o partido impedir que os 104 militantes que aos olhos de Lisboa estão em condições de votarem possam fazê-lo caso queiram. E isso é mau porque, apesar de compreender os argumentos, a decisão pode dar a ideia de um partido gerido de forma autocrática onde as decisões são tomadas de forma absolutista, ditatorial e anti-democrática. E isso é negativo.
Mas, enfim, não me arrependo nada de desde o primeiro momento ter decidido passar ao lado deste processo, nem quotas pagando. Só me faltava ver o PSD eleger o "passismo" e trazer de novo esses tempos tenebrosos para dentro do partido por via do maçónico arrependido Montenegro que na Assembleia da República perseguiu deputados madeirenses por terem votado de forma livre e aquela que entenderam ser a melhor para a Madeira. Aliás foi esse "passismo" do qual Montenegro era figura de proa que lançou o PSD para uma travessia do deserto que tende a continuar e abriu portas quer à geringonça em 2015, quer à vitória do PS de Costa e Centeno. Para mim, caso isso aconteça, será o fim porque nesse mesmo dia abandono um partido do qual faço parte desde Maio de 1974 (LFM)

Nota: e qual é o espanto?

Qual é a surpresa? Paulo Cafofo não tem qualquer experiência política, foi um autarca que teve sucesso duas vezes no Funchal à frente de uma coligação, mas que perdeu as eleições regionais quando todos dizem que provavelmente foi a oportunidade das oportunidades - eu nunca concordei com isso - para os socialistas. A verdade é que os resultados dos socialistas são atribuídos mais a demérito do PSD e da sua governação do que a méritos do PS e de Cafofo. O ex-autarca funchalense tinha tido apenas uma discreta actividade sindical nos professores antes de ter ganho protagonismo no Funchal, graças ao facto de ter sido "descoberto" por Vítor Freitas. Nunca aderiu ao PS, alimentou uma imagem cinzenta de "independente" encapotado,  acabando contudo por aderir aos socialistas em Novembro de 2019, já depois das regionais, e porque essa era uma das exigências para concretizar aquele que alegadamente era o seu sonho, a liderança do PS-M. E esta verdade não pode ser nunca mudada. 
Agora ele confronta-de com uma realidade nova e que o PS-Madeira já percebeu: Cafofo deu um passo maior que a perna, arriscou demasiado, e tem demonstrado nos primeiros meses de parlamento esperadas dificuldades de afirmação, provavelmente porque não tem perfil adequado, nem dinâmica mobilizadora para liderar o maior partido da oposição. 
Pessoalmente acho que Cafofo está agastado com o facto de lhe terem feito a cama. O ex-Presidente da Câmara do Funchal já percebeu - eu sei que já percebeu - que as sua promoção a membro (secretário de estado) do actual governo do PS de Costa, foi boicotada por motivos internos (do PS-Madeira) que um dia a história vai desvendar. Agora poderá estar em vias de abrir uma nova guerra partidária, ao levantar problemas - habilmente disfarçados - a uma candidatura de Miguel Gouveia no Funchal, tudo, ao que dizem, por ajuste de contas, por haver quem no PS-M acuse Gouveia de ter afastado os tentáculos do "cafofismo" para naturalmente - como eu faria e qualquer um faria no lugar dele - colocar pessoas da sua confiança pessoal e política, em lugares-chave da gestão autárquica, tudo a pensar em 2021. Por isso há grupos no PS-M que, para pressionarem Gouveia ou não - isso não sei - ou para lançarem a confusão no seio do partido avançam com pretensas candidaturas camarárias no Funchal, quer envolvendo um deputado na Assembleia da República, quer um autarca do Funchal só porque lidera uma das maiores juntas de freguesia da capital madeirense (mas sobre este tema um dia destes desenvolverei a minha análise) Por isso esta manchete do JM não me espanta em nada,rigorosamente em nada (LFM)

PSD-M: não metam água nem misturem coisas

Uma chamada de atenção aos dirigentes do PSD-Madeira. Não boicotem o processo eleitoral. Estamos a falar de um processo de eleição do líder nacional do partido, não de eleição regional ou mesmo concelhia. Uma coisa é politicamente apelarem ao boicote, e quanto a isso fazem bem e eu estou de acordo, outra coisa é impedirem os 104 militantes - que segundo o regulamento nacional estão em condições de votar nas directas - de exercerem o seu direito de voto caso queiram. Fechar sedes (locais de voto) de forma unilateral é absurdo e penso que poderá ser passível, em última instância, até de participações criminais. Portanto não confundam o apelo político ao boicote, que apoio 1000%, com o não impedimento, de facto, da realização do acto eleitoral. Os militantes são soberanos e depois são eles que decidem se votam ou não. Ninguém pode decidir por eles (LFM)

3 Notas Soltas....

ORÇAMENTO DO ESTADO

Tanta gente tentou fazer um “caso” em torno da posição política dos três deputados do PSD-Madeira na votação da proposta de Orçamento de Estado para 2020. Sem razões, porque estas negociações não são novidade. No passado aconteceram algumas vezes e com penalizações para os deputados do PSD-Madeira, bem como do atual líder do CDS-Madeira quando passou por São Bento.
Resta saber o que esteve, de facto, envolvido no “negócio”. Apenas e só o financiamento parcial da obra de construção do novo Hospital da Madeira? Parcial porque é público que a Madeira vai contrair mais empréstimos para pagar a obra que se prolongará por vários anos, com revisões de preços à mistura, prazos eventualmente não cumpridos, etc? No final vereemos qual foi, e qual a dimensão, o envolvimento do Estado nesta obra de reconhecido interesse nacional
Fica a pergunta que é uma dúvida, julgo que generalizada: afinal, que outras matérias foram postas em cima da mesa? A mobilidade aérea? A consagração da redução das taxas de juro reportados aos empréstimos contraídos pela RAM ao abrigo do PAEF, em 2012? A entrega à RAM de verbas em atraso e reclamadas por esta ao Estado - várias dezenas de milhões de euros - reportadas a diversos itens e que podem ser usadas para redução da dívida pública regional? A mobilidade marítima em nome da continuidade territorial?
Por exemplo, que investimentos serão feitos pela República nas áreas da sua competência, por exemplo na RTP-Madeira cuja degradação tecnológica é mais do que evidente?
A verdade é que há um certo silêncio sobre tudo isto ninguém diz nada de nada, contratam-se assessorias e agências de comunicação, mas continua a haver um défice de informação e de lisura de procedimentos, falta de esclarecimento das pessoas, necessidade reforçada de combate ao secretismo de dossiers pretensamente secretos ou negociações reservadas a subterrâneos que regra geral nunca dão certo. As pessoas continuam mantidas longe de tudo, distraídas por fugas de informação cirúrgicas que no fundo mostram como o poder tenta usar e manipular a comunicação social olhando-a como um instrumento exploratório de qualquer coisa.

domingo, janeiro 12, 2020

A Madeira no relatório do OE-2020 (o que conta é isto)

As despesas excecionais inscritas no Programa 05 - Finanças, atingem em 2020, 7 058,4 milhões de euros sendo representadas em 70% por ativos financeiros que correspondem a participações do Estado em empresas públicas e empréstimos concedidos pelo Estado.

Canarias encerrou 2019 com quase 210 mil desempregados

El número de parados registrados en Canarias descendió en 2019 en 1.234 personas, un 0,60 por ciento, en relación a 2018, según los datos difundidos este viernes por el Ministerio de Trabajo, Migraciones y Seguridad Social. Esto significa que el desempleo afectaba, al cierre del ejercicio de 2019, a 208.249 personas en las Islas. Este indicador descendió en la provincia de Las Palmas en 522 personas el pasado año en relación al anterior, un 0,48 por ciento, hasta alcanzar los 108.178 parados registrados, cifra que en Santa Cruz de Tenerife llegó a los 100.071 personas, 712 menos que en 2018, lo que supuso una caída del 0,72 por ciento. De los 208.249 parados registrados en Canarias a finales de 2019, 92.254 eran hombres y 115.995 mujeres, mientras que el colectivo de menores de 25 años lo conformaban 13.904 personas, en su mayoría hombres. Por sectores, el de servicios concentró el pasado año la mayoría de desempleados de las Islas, concretamente a 156.533 personas, seguido por la construcción, que registró 21.494 desempleados, mientras que el colectivo sin empleo anterior lo representaron 17.252 personas, 6.840 de ellas con más de 44 años. Del total de parados registrados en las Islas en el último año 20.433 eran extranjeros y la mayoría residía en la provincia de Las Palmas. El número de contratos suscritos en Canarias en 2019 ascendió a 852.132, de los que 754.505, un 88,54 por ciento del total fueron temporales y 97.627, un 11,46 por ciento, fueron indefinidos (El Diário)

Os pinotes de um hipócrita (Montenegro em 2020): “Não gostaria de ver os deputados do PSD Madeira a aprovar” o OE 2020

O ex-líder da bancada social-democrata não vê agora “nenhum drama” com o eventual voto a favor dos três deputados madeirenses do PSD, mas confessa que “nenhum líder” gostaria que isso acontecesse. O candidato à liderança do PSD Luís Montenegro vai exigir, caso seja eleito, uma explicação aos deputados do PSD/Madeira para querem votar desalinhados com a atual direção a proposta de Orçamento do Estado para 2020 (OE 2020).
Em entrevista à rádio TSF, o ex-líder da bancada social-democrata não vê agora “nenhum drama” com o eventual voto a favor dos três deputados madeirenses do PSD, mas confessa que “nenhum líder” gostaria que isso acontecesse.

Memória curta: Montenegro "censurou politicamente" deputados eleitos pela Madeira (2014)

"O assunto, do ponto de vista da gestão interna do grupo parlamentar, está encerrado", disse Luís Montenegro. O líder da bancada social-democrata, Luís Montenegro, afirmou que o grupo parlamentar do PSD "censura politicamente a conduta" dos quatro deputados eleitos pela Madeira que votaram contra o Orçamento do Estado para 2015. Em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião da bancada social-democrata, o líder parlamentar do PSD declarou que "o assunto, do ponto de vista da gestão interna do grupo parlamentar, está encerrado", referindo que, no plano disciplinar partidário, está em curso um processo contra Guilherme Silva, Correia de Jesus, Hugo Velosa e Francisco Gomes. Questionado sobre se retira a confiança política a Guilherme Silva, que é vice-presidente da Assembleia da República, Luís Montenegro não respondeu diretamente à questão, e assinalou que a continuidade nesse cargo depende do próprio: "O doutor Guilherme Silva conhece a minha opinião pessoal, a opinião da direção e a opinião do grupo parlamentar relativamente às consequências políticas do seu comportamento, e decidirá, porque a decisão cabe-lhe a ele, não me cabe a mim". Luís Montenegro explicou que o que está na sua "dependência direta" é a sua equipa de direção do grupo parlamentar, sublinhando: "O doutor Hugo Velosa pôs o seu lugar à disposição e eu aceitei e ele vai deixar de ser o coordenador do PSD na 1.ª Comissão". No final da reunião da bancada do PSD, Guilherme Silva escusou-se a prestar declarações.
"O nosso porta-voz sobre essa matéria é o presidente do grupo parlamentar", disse à agência Lusa. De acordo com o líder parlamentar do PSD, houve na reunião da bancada social-democrata "uma discussão muito intensa, muito frontal" sobre este caso. Quanto ao plano político, Luís Montenegro acrescentou que "a conclusão é que o grupo parlamentar censura politicamente a conduta dos deputados da Madeira e, por via disso, não compreende porque é que houve um voto contra", que, do ponto de vista do grupo parlamentar, "não foi alvo de nenhuma justificação". Segundo Luís Montenegro, "não só foi violada a regra da disciplina de voto" por Guilherme Silva, Correia de Jesus, Hugo Velosa e Francisco Gomes, como estes deputados "não aduziram nenhuma justificação plausível que pudesse sustentar a sua posição, quebraram, por isso, a solidariedade devida dentro do grupo parlamentar e mereceram a censura dos seus colegas".
"A direção do grupo parlamentar e o seu presidente, que sou eu, censura de uma forma veemente a conduta política destes deputados", reforçou. Na votação final global do Orçamento do Estado para 2015, a 25 de novembro, os quatro deputados do PSD eleitos pela Madeira, Guilherme Silva, Correia de Jesus, Hugo Velosa e Francisco Gomes, votaram contra o diploma, desrespeitando a disciplina de voto da sua bancada (DN-Lisboa, Dezembro de 2014)

Memória curta: Em 2014 Montenegro sugeriu a Guilherme Silva que se demitisse de vice-presidente da AR...

O líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, sugeriu a Guilherme Silva, um dos sociais-democratas eleitos pela Madeira que votaram contra o Orçamento do Estado parra 2015, que se demita de vice-presidente da Assembleia da República. De acordo deputados do PSD contactados pela agência Lusa, Luís Montenegro fez esta sugestão a Guilherme Silva na reunião da bancada social-democrata que se realizou hoje ao fim do dia, apontando o exemplo do seu colega Hugo Velosa, que deixou as funções de coordenador do partido na Comissão de Assuntos Constitucionais. No final da reunião, que decorreu à porta fechada, Guilherme Silva afirmou que vai aguardar o resultado do processo disciplinar contra os quatro deputados da Madeira, instaurado com base numa participação ao Conselho de Jurisdição Nacional do PSD feita por decisão da Comissão Política Permanente. Nos termos da Constituição, para além do seu presidente, a Assembleia da República elege quatro vice-presidentes, sob proposta dos quatro maiores grupos parlamentares, por maioria absoluta dos deputados em efetividade de funções. De acordo com relatos feitos à agência Lusa, nesta reunião da bancada social-democrata houve uma censura generalizada aos quatro deputados do PSD eleitos pela Madeira por terem votado contra o Orçamento do Estado para 2015, mas também foi manifestada preocupação com a visibilidade externa deste caso. O debate teve intervenções exaltadas que, nalguns momentos, se ouviram do lado de fora da sala onde decorreu a reunião. Na votação final global do Orçamento do Estado para 2015, a 25 de novembro, os quatro deputados do PSD eleitos pela Madeira, Guilherme Silva, Correia de Jesus, Hugo Velosa e Francisco Gomes, votaram contra o diploma, desrespeitando a disciplina de voto da sua bancada. Em declarações aos jornalistas, o líder parlamentar do PSD, Luís Montenegro, considerou não haver nenhuma explicação para esse comportamento e declarou: "Vai haver consequências, disso não há dúvida". No mesmo dia, o porta-voz dos sociais-democratas, Marco António Costa, anunciou que a Comissão Política Permanente do PSD tinha decidido apresentar uma participação ao Conselho de Jurisdição Nacional contra aqueles quatro deputados, que seriam assim alvo de um processo disciplinar (Lusa, Dezembro de 2014)

OE-2020: o que diz a proposta de lei sobre a Madeira

Eu entendo esta abstenção também como um sinal para as negociações na especialidade e clarificação do diploma do OE. Porque segue-se uma votação final global que pode implicar da parte dos partidos e dos deputados uma mudança de atitude, um sentido de voto diferente, caso as suas expectativas forem defraudadas.
Mas entendo também a abstenção como um sinal para a posterioridade, para a Legislatura, um sinal ao PS de Costa no sentido de que noutras ocasiões, que interessem à Madeira, os deputados social-democratas estarão disponíveis para em coerência assumirem a mesma posição de voto, porque se o fizeram num dos momentos mais importantes que é a discussão e votação do OE, obviamente que estarão disponíveis para o fazerem noutros momentos. O problema é saber como vai aguentar o PSD-Madeira um relacionamento, que precisa ter e de forma pacífica e leal, com a estrutura nacional do PSD, num ambiente destes de sistemática quebra da disciplina de voto que os partidos normalmente impõem aos seus deputados em questões de fundo.
Veja-se, a propósito, a polémica que existe em Canárias neste momento devido ao facto de uma deputada da Coligação Canária - Ana Oramas - ter votado no Congresso de forma diferente daquela que lhe haviam sugerido, votando contra o governo do PSOE-Podemos em vez de se abster como tinham recomendado.
Lembremos o que diz o decreto-lei do Governo de Costa, na sua versão original, no que à Madeira diz respeito:

Artigo 8º
Alterações orçamentais

14 - O Governo fica autorizado, através do membro do Governo responsável pela área das finanças, a proceder às alterações orçamentais, independentemente de envolverem diferentes programas, que se revelem necessárias para efeitos do pagamento, do recebimento ou da compensação, nos termos da lei, dos débitos e dos créditos que se encontrem reciprocamente reconhecidos entre o Estado e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, podendo por esta via alterar o valor dos mapas da presente lei.

Audiência de imprensa: classe alta com mais 40% que média geral

A análise dos dados do Bareme Imprensa da Marktest revela que os indivíduos da classe alta têm níveis de audiência de imprensa 40% acima dos valores médios. De acordo com os dados da segunda vaga de 2019 do Bareme Imprensa, a audiência média de imprensa neste período foi de 50.3%, percentagem de portugueses que leu ou folheou a última edição de um qualquer título de imprensa estudado no Bareme Imprensa - num total de 4 309 mil indivíduos. Os jornais registaram 2,5 milhões de leitores neste período enquanto as revistas contaram com 3,3 milhões de leitores, valores que correspondem a uma audiência média de 28.7% e 38.7%. Considerando as variáveis sociodemográficas, vemos que os homens, os indivíduos entre 35 e 54 anos, trabalhadores especializados e pequenos proprietários, assim como os indivíduos das classes mais elevadas são quem tem mais afinidade com este meio, apresentando índices de audiência média de imprensa superiores ao universo, mais 40% no caso dos indivíduos da classe alta. O Bareme Imprensa é o estudo regular da Marktest que analisa os hábitos de audiência de imprensa dos residentes no Continente com 15 e mais anos (fonte: Marktest.com, Janeiro de 2020)

Parlamento de Canarias acolhe a 17 de Janeiro reunião da Comissão Permanente da CALRE

Los presidentes y presidentas de los parlamentos integrados en la Conferencia de Asambleas Legislativas Regionales de Europa (CALRE) asistirán el próximo viernes 17 de enero, en el Parlamento de Canarias, a la reunión del primer comité permanente que se celebra bajo la presidencia de Gustavo Matos. Será la primera ocasión en que una reunión de este órgano tenga como escenario el Parlamento de Canarias, donde ya se trabaja intensamente en la preparación de una jornada de trabajo que contará con la asistencia de la presidenta del Senado, María del Pilar Llop, y del presidente del Comité Europeo de las Regiones, Karl-Heinz Lambertz, entre otras autoridades. Por el momento, han confirmado su presencia las y los presidentes de parlamentos y asambleas de España, Alemania, Italia, Austria, Portugal y Bélgica.

Ex-Presidente do Parlamento de Canarias e actual conselheira da Economia sobe a ministra de Política Territorial e Função Pública

La actual consejera de Economía del Gobierno canario, funcionaria de carrera, ha sido presidenta del Parlamento regional y delegada de Gobierno. La consejera de Economía, Conocimiento y Empleo del Gobierno canario, Carolina Darias, del PSOE, será la nueva ministra de Política Territorial y Función Pública en el Ejecutivo de coalición de Pedro Sánchez, según han confirmado a EFE fuentes del Gobierno. Darias, que se convirtió en 2015 en la primera mujer presidenta del Parlamento de Canarias, sustituye en el cargo a la actual presidenta del Congreso, Meritxell Batet, cuyas funciones había asumido, tras su elección como responsable de la Cámara Baja, el titular de Agricultura, Luis Planas.

Em Canárias: magistrada Victoria Rosell será delegada do Governo para a Violência de Género

La jueza en excedencia Victoria Rosell y diputada de Unidas Podemos en el Congreso será la próxima delegada del Gobierno para la Violencia de Género. Victoria Rosell (Murcia, 1968), dirigía antes de ser diputada el Juzgado de Instrucción número 8 de Las Palmas de Gran Canaria y se integrará ahora en el equipo que dirigirá Irene Montero en el Ministerio de Igualdad. Rosell fue portavoz de Jueces para la Democracia y es miembro de la Asociación de Mujeres Juezas de España. En 2015 aparcó su carrera judicial para formar parte de las listas de Podemos en las elecciones generales de diciembre de ese año. En aquellas elecciones, Rosell consiguió escaño por las islas de Gran Canaria, Lanzarote y Fuerteventura, pero renunció tras admitirse a trámite la querella que interpuso contra ella el exministro del PP José Manuel Soria. Tras archivarse la querella de Soria, Pablo Iglesias decidió recuperarla para las listas de las elecciones generales de abril de 2019. En las elecciones de abril, el de Rosell fue uno de los principales fichajes de Podemos. La formación morada logró, con Rosell de candidata, dos diputados por la provincia de Las Palmas. En las últimas elecciones celebradas en noviembre, Rosell repitió como candidata. Podemos redujo su apoyo, de 91.216 votos y dos escaños a 74.382 votos y un escaño (El Diário)

Ryanair em Carárias: encerramento das bases não se justifica

Solo dos días después de que Ryanair cerrara las tres bases de Canarias argumentando baja rentabilidad y sobrecostes, la aerolínea de bajo coste anunció ayer que este ejercicio fiscal (que concluirá en marzo) ganará un 19% más de lo que tenía previsto y que su beneficio superará los 1.000 millones de euros. La actualización y mejoría de los resultados se debe, según explicó la compañía de bajo coste en un comunicado remitido a la Bolsa de Londres, a una Navidad que ha ido mejor de lo previsto y a un aumento de las reservas del 1% para el cuarto trimestre del año y el primero de 2020. Su estimación de tráfico también se incrementa, pasando de 153 a 154 millones de pasajeros. Las previsiones de ingresos de Ryanair fueron muy bien recibidas por la Bolsa de Londres, donde sus acciones subieron casi un 8%, pero sentaron como un jarro de agua fría entre los casi 300 trabajadores que la aerolínea ha despedido en las islas.

Canarias reforça promoção em 2020 e marca presença em 32 feiras turísticas investindo 3 milhões de euros

La Consejería de Turismo, Industria y Comercio de Gobierno de Canarias ha incluido en el plan promocional de la empresa pública Turismo de Islas Canarias para 2020 la asistencia a 32 ferias, de las que 21 son generalistas y once especializadas en segmentos como el de congresos o naturaleza. Estas ferias, según explica la consejera regional de Turismo, Yaiza Castilla, han sido seleccionadas “de manera coordinada con las entidades insulares de promoción y el sector empresarial por ser de especial interés para la promoción turística del Archipiélago”. Fitur, que comienza el día 22 de este mes en Madrid; Internationale Tourismus Börse (ITB) de Berlín, que tendrá lugar durante la primera semana de marzo; y World Travel Market (WTM) de Londres, en noviembre, seguirán siendo las tres principales citas del calendario.

Notícias de TV em Dezembro de 2019

Consulte a informação relativa à cobertura noticiosa do mês de dezembro nas TVs, de acordo com os dados do serviço Telenews da MediaMonitor. Em dezembro de 2019, RTP1, SIC e TVI emitiram 213 horas de informação regular, menos 2.0% do que no mês anterior e mais 3.6% do que o verificado no mesmo mês de 2018. A oferta noticiosa deste mês corresponde a uma média diária de 2 horas e 17 minutos por canal, menos 8 minutos do que o registado no mês anterior. Em dezembro, foram emitidas um total 6162 notícias, o que corresponde a uma quebra mensal de 4.2% e a uma subida homóloga de 2.6%. A duração média das notícias emitidas foi de 2 minutos e 4 segundos, mais dois segundos do que o registado em novembro. O Jornal da Tarde, da RTP1, foi este mês o programa que emitiu mais trabalhos, com 1107 peças, enquanto o Jornal da Noite, da SIC, foi o que ofereceu mais horas de informação, cerca de 35 horas. Uma análise por canais mostra que a RTP1 foi a estação que emitiu mais notícias, com 2275 matérias, e a que deu mais tempo em grelha à informação regular, com mais de 76 horas de duração.
NOTA: Esta análise considera apenas os serviços regulares de informação dos canais em análise no período compreendido 1 e 31 de dezembro de 2019, segundo a seguinte Nota Metodológica. Em análise, estão os seguintes programas: Jornal da Tarde, TeleJornal e Portugal em Directo (RTP1); Primeiro Jornal e Jornal da Noite (SIC); Jornal das 8 e Jornal da Uma (TVI). Contacte-nos para mais informações sobre este assunto (fonte: Marktest.com, Janeiro de 2020)

sexta-feira, janeiro 10, 2020

Boeing sob pressão, com terceiro acidente mortal em menos de um ano e meio

A Boeing está em maré de azar – registou esta madrugada o terceiro acidente mortal em menos de um ano e meio. Aconteceu esta madrugada, pouco depois de um Boeing 737 da Ukraine International Airlines, ter descolado em Teerão rumo a Kiev. As causas estão ainda por apurar. E embora a embaixada ucraniana no Irão tenha apontado, numa primeira comunicação, para falhas no motor do avião, nada garante que assim tenha sido, e a própria acabou por recuar. A Boeing, cujas ações na Bolsa de Nova Iorque abriram em queda, ainda não se pronunciou. As autoridades iranianas avançaram entretanto que não iriam entregar as caixas negras aos EUA. A Ucrânia pede para que não se especule. Há a lamentar mais de 170 vítimas, a maioria iraniana e canadiana. Vive-se um período negro na companhia norte-americana Boeing, que no último ano tem estado sob forte pressão por causa de dois acidentes mortais com o modelo 737 Max 8 em outubro de 2018 e abril de 2019 – tragédias que vitimaram 436 pessoas e que obrigaram a companhia acabou a retirar este modelo do mercado. O acidente desta quarta-feira, em Teerão, não envolve um 737 Max 8, mas um modelo anterior – o 737-800 – que não tem revelado problemas.

Venezuela: Luis Parra, un opositor disidente acusado de corrupción para frenar a Guaidó

Luis Parra era un diputado gris, de esos que poco interviene en los debates, miembro de una comisión que pocas veces importa, la de Ambiente, mucho menos en estos tiempos de forcejeo político en los que está sumida Venezuela. De 41 años, representaba al Estado llanero de Yaracuy y pertenecía a Primero Justicia, partido que lo expulsó en diciembre cuando su nombre apareció en una trama de corrupción chavista junto a los de José Brito, Conrado Pérez y nueve diputados más de otras formaciones que pertenecían a la Comisión de Contraloría. Parra orquestó la creación de un grupo de parlamentarios para hacer un lobby y lavar la reputación del empresario Carlos Lizcano, a cargo de las llamadas Tiendas Clap (que forman parte del programa de subsidios a la alimentación del Gobierno de Maduro) y socio del colombiano Álex Saab, proveedor directo de este plan gubernamental. Saab ha sido sancionado por Estados Unidos y está investigado en otros países por corrupción y actividades ilícitas, entre otras las transacciones con oro mediante las que Maduro trata de eludir el bloqueo estadounidense. Así lo reveló una investigación periodística del portal Armando.Info. Los diputados que formaban parte de ese lobby viajaron a Colombia, Estados Unidos y Europa para introducir “cartas de buena conducta” en descargo de los señalados por las acusaciones de corrupción.

Venezuela: El chavismo maniobra para ensanchar la brecha en la oposición

El aparato del chavismo ha intensificado sus maniobras para profundizar la brecha en las filas de la oposición al régimen. Esa quiebra tuvo una escenificación el domingo en la Asamblea Nacional, aunque el Gobierno de Nicolás Maduro tuvo que recurrir a la militarización de la zona para dificultar el acceso al Parlamento. Una treintena de diputados opositores traicionaron a Juan Guaidó y apoyaron en una rocambolesca votación al disidente Luis Parra. El siguiente paso fue, este lunes, la convocatoria de una mesa de diálogo entre esos sectores opositores y el Ejecutivo. El objetivo de la bancada del gobernante Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) era escenificar una ruptura entre las voces críticas con el chavismo. "En el día de hoy se ha producido un hecho político realimente importante. En primer lugar, la fractura de los sectores de la oposición", dijo a EL PAÍS Óscar Figuera, secretario general del Partido Comunista, minutos después de la improvisada juramentación de Parra, un político sobre el que pesan acusaciones de corrupción. En su opinión, lo que se demostró es que la oposición está rota. Esa es la estrategia del oficialismo, que Guaidó y sus seguidores intentan ahora desbaratar. El propio Maduro no tardó en reconocer a ese diputado como nuevo jefe del Poder Legislativo. Lo afirmó durante la inauguración de un estadio de béisbol mientras poco después de que en el Parlamento se desatara el caos. Atribuyó la situación a "una rebelión de los propios diputados". Esta circunstancia tiene unos tintes paradójicos, ya que la justicia declaró en desacato a la Cámara hace ya tres años.

El caos de un hemiciclo que dibuja a Venezuela

El hemiciclo de sesiones es pequeño, pero igual que suele dar cabida a 167 diputados con poco espacio vital, la Asamblea Nacional de Venezuela se convirtió este domingo en una representación del vértigo en el que está sumido el país. Y en él cabe todo: tensión, caos, incomunicación, quiebra institucional, insultos y tretas. Lo que ocurrió en la sede del poder legislativo este domingo, dominado por la oposición a Nicolás Maduro y en la que Juan Guaidó se enfrentaba a su reelección como presidente del Parlamento entre dudas sobre los apoyos con los que contaba, derivó en una disputa por todo. Una lucha por el control del acceso, de los diputados y de la prensa. Una pugna por entrar y por salir, por lograr el quórum, por reelegir a Guaidó después de un año en el cargo o por echarlo. En los dos polos, las fuerzas del chavismo, coaligadas con sectores opositores disidentes, y la dirección saliente de la Asamblea. Ganaron, como siempre ha sucedido, los primeros. Una maniobra que recibió la condena incluso de dos de los Gobiernos que se han mostrado más moderados con el régimen como los de México y Argentina.