sábado, novembro 28, 2020

Nota: alguém vai ter que esclarecer esta vergonha em nome da dignificação da política e da honra da Madeira

 


Sobre isto não tenho dúvidas: há uma história, pouco dignificante, nojenta, bem porca, por detrás de tudo isto. E mais, ninguém me convence que  a trapalhada (como chamou Ferro ao que se passou e que era dispensável) ocorrida na AREP beneficiou a Madeira porque o futuro do CINM - Centro Internacional de Negócios da Madeira - se essa foi a causa de tudo - dificilmente encontrará apoio no PS nacional (costuma-se dizer que a vingança serve-se a frio) salvo se os socialistas em Lisboa, pressionados pelos seus pares na Madeira (?) de alguns papagaios que acham que enganam os madeirenses com discursos mentirosos e manipulados (que também se afundarão com Costa e seus pares, embora em situações passadas nada disso importou ao eleitorado madeirense...) convençam do contrário.

Sabendo-se que PCP, Bloco e PAN estão contra o CINM em todas as suas vertentes, sabendo-se que o PS adopta um discurso envergonhado que vagueia ao sabor das ondas, como é que PSD e CDS somados podem aprovar seja o que for? Como é que, neste quadro político-parlamentar nacional, se pode falar em bom negócio para a Madeira se pelo que tem sido publicado na comunicação social (a tal "mentirosa" que também conta verdades incómodas) as pessoas facilmente podem deixar de chegar à conclusão - e há muito que percebi que tinha havido trapalhada da grossa - que o que ali se passou foi humilhante para a RAM e não deixou numa posição cómoda os 3 deputados do PSD-M que duvido possam ser culpabilizados pelas asneiradas que não lhes podem ser imputadas neste caso em concreto. Se Rio fez as ameaças que dizem que fez (e eu admito que fez) então tem que pagar por isso, politicamente falando. Salvo se perante esta primeira página não esclarecer rápida e cabalmente afinal o que se passou. Do lado do PSD, porque do lado do PS nacional, naquelas movimentações (negociatas) nos corredores parlamentares, também houve ameaças, propostas de troca e chantagens sobre os representantes do PSD-M em São Bento. Incluindo um telefonema do plenário para o Funchal e que não foi feito por nenhum dos 230 deputados... E desiludam-se, porque nesta história muito mal contada e com muitos silêncios à mistura, ninguém pode acusar ninguém. Falo do PSD e do PS regionais  (LFM)

sexta-feira, novembro 27, 2020

Sondagem: Um em cada quatro portugueses tem um membro no agregado familiar que perdeu o emprego devido à pandemia

 

Uma nova sondagem realizada pela Intercampus para o Negócios e o CM/CMTV, revela agora que quase 25% dos portugueses, mais concretamente 24,8%, admitem ter algum membro do agregado familiar que perdeu o emprego em virtude da crise de saúde pública da Covid-19.

Entre Fevereiro e Setembro, mais de 183 mil pessoas ficaram desempregadas, segundo cálculos do ‘Negócios’ com base nos dados do Instituto Nacional de Estatística. A sondagem revela ainda que 20,3% dos inquiridos antecipam que um membro do agregado familiar possa perder  emprego nesta segunda onda.

Para além disso observa-se ainda que metade os portugueses admite ter sido afetado financeiramente pela crise de saúde pública, sendo que 37,7% revelaram mesmo perdas de rendimento entre os 20% e os 50%, adianta a pesquisa.

Há ainda casos em que a perda financeira foi superior a 50%, segundo a sondagem, que revela ainda que apenas 24,7% dos inquiridos que consideraram que a pandemia tinha agravado as suas finanças, falam num impacto inferior a 20%.

Novo estudo identifica as cidades do mundo com maior potencial de gerar novas pandemias

 

Zonas de maior risco. Michael Walsh, Universidade de Sydney

Um novo estudo da Universidade de Sydney, na Austrália, realizado em parceria com cientistas do Reino Unido, da Índia e da Etiópia, procurou saber quais as cidades a nível mundial que correm mais risco de gerar novas pandemias, sendo que as conclusões revelam que a maioria se localiza no sul e sudeste da Ásia e na África Subsaariana, avança o ‘Times Live’.

Mais concretamente, segundo a pesquisa, as cidades de Joanesburgo, Cidade do Cabo e Durban, todas localizadas na África do Sul, estão entre as cidades globais com alto risco de gerar a próxima pandemia, de acordo com um novo estudo.

A pesquisa analisa cidades com alto nível de contato entre animais e humanos, combinado com saúde precária e alta conexão global. O autor principal, Michael Walsh, afirmou que cerca de 40% das cidades mais conectadas do mundo, têm áreas onde a pressão humana sobre a vida selvagem é elevada.

Nota: mistérios (TAP) por resolver...

 Só depois do OE-2021 aprovado com os votos à esquerda (os "sins" e a cumplicidade abstencionista restante, da esquerda...) é que ficamos a saber que a TAP ia despedir 2.000 trabalhadores. Durante quantos dias esta decisão foi mantida em segredo? E nem falo naquele telefonema de Costa para Lagarde - a cagança antecipada da presidência portuguesa da UE... - como que a desvalorizar ou relativizar a votação na AR sobre a suspensão dos mais de 400 milhões para o ex-BES e a reafirmar o cumprimento dos contratos (nesse caso os deputados votaram o quê e para quê?). Mistérios... (LFM)

Nota: afinal o que vale a votação sobre o ex-BES?

 Depois de terem votado na abstenção, e de terem tomado conhecimento das reacções (irritadas) de Costa, do Governo e dos banqueiros à recusa de transferência dos mais de 400 milhões de euros do OE para o ex-BES, será que a esquerda que marcou o debate do OE-2021 pela cumplicidade comprada e vendida nos bastidores e outras negociatas nos corredores de São Bento, acha bem? Ou será que afinal PCP e seus parceiros da romaria pró-OE-2021 afinal vão dar um murro na mesa e avançar com uma moção de censura ao governo socialista de Costa que a geringonça diz e jura que não é um governo da gerigonça II? Já agora, será que PCP, PAN e outros abstencionistas da esquerda submissa e vendida, já sabiam dos 2000 despedimentos na TAP, e ainda aqui vamos?! (LFM)

Nota: PCP em meditação

 Não, não se trata de nenhuma aula alargada de meditação colectiva e platónica com qualquer especialista convidado a manipular as mentes dos presentes. Trata-se de um encontro partidário, num dos concelhos de Lisboa mais afectados pela covid19, durante o  qual, e no final do qual, depois de tudo espremido, nada de útil vai resultar para os cidadãos. Falo de um partido, lamento dizê-lo, a definhar aos poucos, com um discurso que se mantem desactualizado, que não trás hoje nada de novo às pessoas, que assenta teimosamente na ideologia pesada e radicalizada bebida em manuais desactualizados - no futuro não sei como será... - com uma praxis que resistiu ao tempo e às mudanças, e que vem cavando, por culpa própria, o fosso entre o que são as lucubrações cupulistas fantasiosas e a realidade no terreno. 

Recomendaria ao PCP, por exemplo - cuja utilidade no terreno e na política em geral eu admito seja afirmativa - que promova uma reflexão interna simples passível de encontrar rápidas respostas para questões simples: porque motivo nas legislativas 2019 só um milabre safou o PCP de uma maior humilhação perdedora, em votos e em mandatos, porque motivo foi jogado fora do parlamento dos Açores e por que razão nas regionais de 2020 na Madeira ficou reduzido a um deputado apenas e mesmo assim... Se o PCP fizer a autocrítica, que pode alargar ao desastre das autárquicas de 2017, se der respostas convincentes - não como aquela de justificar a  abstenção no OE-2021 com uma lista de porradas ao documento e ao PS a par de autoelogios só para as suas propostas, como se apenas eles tivessem do seu lado o dom da razão e da sabedoria - então desta reunião covideira em Loures poderá resultar algo de útil. De durabilidade efémera como se passa com todos os congressos partidários (LFM)

Nota: Assim não, os eleitores precisam ser informados com verdade, sem mentiras e "narizes de cera"

 Não nos livramos da disputa mentirosa e manipuladora do costume. Os deputados do PSD-M e do PS-M em São Bento já estão a disputar entre si os méritos ou deméritos de uma proposta de Orçamento de Estado para 2021, "milagrosa" segundo uns, "desastrosa" segundo outros. Isto na óptica do que melhor serve a Madeira. O que os eleitores madeirenses precisam de saber é a verdade, eles não precisam nem de discursos partidários que obrigam a que adoptemos um distanciamento cautelar por sonegação de informação, nem de ladainhas ridículas que apenas alimentam egos de quem se quer colocar em bicos-de-pés a reboque da comunicação social, sem que esta pressione, questione ou exija que os referidos deputados, todos eles, divulguem a listagem - a opinião pública que votou tem o direito a ser informada com verdade e não a ser continuamente ridicularizada, usada, manipulada e enganada como essas intervenções sectárias o fazem - de todas as propostas que uns e outros apresentaram para a discussão na especialidade e qual o desfecho de cada uma delas. Desconfio que temos deputados que votaram contra propostas aprovadas a quererem fazer festança com elas!

Os eleitores querem saber, eles têm o direito a ser informados pelos eleitos, quais as propostas concretas que foram entregues na AREP, o que é que delas constava em termos de conteúdo - dispensamos a maçada das considerações gerais e outros "narizes de cera" do costume - quais os resultados das votações na comissão e/ou em plenário, identificando quem votou contra o quê e quem votou a favor do quê, o que foi ou não aprovado, as posições de votos dos partidos nacionais em relação às propostas sobre a Madeira, etc. 

Se isso não acontecer, então recomendo que as pessoas mantenham a distância, não acreditem em nada do que lhes é dito, porque estão a ser enganadas e os factos estão a ser distorcidos e manipulados em função da lógica e dos interesses partidários. O que é que foi aprovado na especialidade, proposta a proposta? Com os votos de quem? Qual o assunto de cada uma delas versava, o que recomenda cada proposta aprovada ou recusada, etc.

Repito, se isso não for feito, não acreditem em nada do que vos é dito, porque estamos perante mais um caso de manipulação da verdade e de vergonhosa supressão de informação detalhada à qual os eleitores têm direito a ter acesso através de quem foi eleito. Ou será que querem obrigar os eleitores madeirenses a terem que ir ao site da AREP abrir aqueles absurdos guiões da votação na especialidade - que apenas servem para "internar" quem o fizer, tal a confusão dos mesmos - para desse modo terem acesso às informação necessária a "pescar" entre quase 1600 propostas apresentadas?! Um trabalho que já devia ter sido feito e divulgado se existisse responsabilidade e o cumprimento rigoroso do direito à informação a prestar pelos eleitos ao eleitorado que elege os deputados as São Bento (LFM)

A corrida às vacinas

 


fonte: Expresso

Estimativas. E a realidade?


 fonte: Jornal de Notícias

Pico de casos da segunda onda foi ultrapassado esta semana

 


Número de novas infeções diárias continua muito elevado. Pressão nos hospitais ainda vai acentuar-se. As projeções estimavam que o número máximo de infeções devido ao novo coronavírus ocorresse no final deste mês e a análise dos especialistas da Faculdade de Ciência das Universidade de Lisboa (FCUL) confirma que o pico desta segunda onda em Portugal foi ultrapassado esta semana. Falta ainda saber com que velocidade se inicia a descida, uma vez que ter seis mil novos casos diários continua a representar um enorme risco.

“Será que agora se forma um planalto ou conseguimos manter a pressão e fazer o Rt [número médio de pessoas que cada infetado contagia] passar para menos de 1 de forma sustentada? É altamente importante que isto aconteça porque não é sustentável permanecer com um nível tão alto de incidência durante muitos dias”, avisa Manuel Carmo Gomes, professor de Epidemiologia na FCUL, e um dos autores das projeções apresentadas ao Governo na última reunião no Infarmed. “A mobilidade, fruto das restrições em vigor, reduziu-se muito lentamente em Portugal, abaixo do que aconteceu em países como a Irlanda. Se agora a descida de casos diários acontecer a uma taxa média de -2%, levamos 34 dias para passar dos atuais 6 mil para 3 mil casos. Se a descida for de -7%, teremos no fim de dezembro pouco mais de mil infeções por dia. Isto ilustra a dificuldade em chegar ao Natal com uma baixa taxa de incidência. É possível mas depende muito de todos nós.”

11 concelhos no Norte ainda têm mais de 1920 novos casos por 100 mil habitantes, o dobro do nível de risco extremo

Apesar de ter sido ultrapassado o pico de infeções, a pressão nos hospitais ainda vai aumentar. As projeções da FCUL apontam para o máximo de internamentos “na transição de novembro para dezembro”. Quanto à mortalidade, as perspetivas “melhoraram” e o pico deverá chegar até à primeira semana de dezembro, “com uma média diária de 80 mortes”, diz Carmo Gomes. “Esperamos atingir cerca de 6400 mortes covid acumuladas até ao fim do ano. É muito importante ter em mente que, se não fossem as medidas de contenção da epidemia, a fatura de óbitos covid seria imensamente mais elevada.” Portugal já passou as 4 mil mortes e mais de metade ocorreram nos últimos três meses.

O QUE ACONTECEU AO NORTE?

O Norte do país, a região mais afetada nesta segunda onda, também atingiu recentemente o pico de infeções. Embora isso se traduza já em sinais positivos de abrandamento de novos casos em muitos concelhos, a região continua a ter uma situação de enorme gravidade. Quase todos os 47 concelhos do país com risco extremamente elevado de infeção (acima de 960 novos casos por 100 mil habitantes) são nesta região. E entre eles, segundo os dados da ARS Norte, há 11 com mais de 1920 novos casos por 100 mil habitantes, o dobro do que já é considerado um risco extremo. “Concelhos com este nível de incidência afetam os que estão ao lado. Mesmo com as medidas em vigor, um concelho com incidência baixa acaba por subir quando está ao lado de um que tenha um nível muito alto”, explica Óscar Felgueiras, matemático e professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto.

Esse ‘contágio geográfico’ conta a história recente do Norte do país: os três concelhos do Vale de Sousa Norte (Paços de Ferreira, Lousada e Felgueiras), que chegaram a ter uma média de 3500 novos casos por 100 mil habitantes, funcionaram como “foco disseminador” do vírus, que se alastrou com muita intensidade aos municípios vizinhos. Primeiro a Paredes ou Penafiel e depois a outros locais do distrito do Porto, como Póvoa de Varzim e Vila de Conde, ambos em situações preocupantes neste momento, além de locais no distrito de Braga, como Guimarães.

“Os concelhos de elevada incidência tendem a gerar à sua volta uma mancha mais carregada”, aponta o matemático, considerando “essencial” não levantar restrições onde há menos casos. “Os locais com incidência baixa estão em maior risco de subir do que os que estão no topo. Esses já estão a descer devagar, mas podem levar mais de um mês para terem menos de 960 novos casos. As medidas estão a ter efeito, mas qualquer relaxamento pode travar o ritmo de descida.”

A maioria dos concelhos onde os novos casos mais do que duplicaram em duas semanas está agora no Centro e Alentejo, onde o cuidado deverá ser redobrado para evitar uma escalada da epidemia. Só assim será possível que a seguir ao pico registado esta semana venha a descida desejada no número de novas infeções diárias (Expresso, texto da jornalista RAQUEL ALBUQUERQUE e INFOGRAFIA CARLOS ESTEVES)

Polónia e Hungria nunca estiveram tão perto de roubar o lugar a Portugal

 


Os países do sul da Europa afundam-se no ranking do PIB per capita em 2020. Espanha cai quatro lugares, para 18º. Portugal arrisca perder o 19º. Os dois países que estão a bloquear a chegada da nova vaga de fundos europeus — Polónia e Hungria — são precisamente aqueles que podem roubar o 19º lugar a Portugal no ranking de desenvolvimento europeu, medido pelo PIB per capita em paridades de poder de compra da União Europeia (UE 27).

Menos penalizados pela gripe pandémica, polacos e húngaros nunca estiveram tão perto de ultrapassar os portugueses nesta “competição” pelo bem-estar material, que considera a riqueza gerada por habitante e os preços dos bens e serviços nos 27 países.

Pelos cálculos do Expresso — e tendo por base as mais recentes previsões de outono da Comissão Europeia —, a economia portuguesa poderá afastar-se 1,6 pontos percentuais da média europeia, de 78,6% em 2019 para 77% em 2020.

Mudanças a caminho da Casa Branca

  


fonte: Público

Consumidores são soberanos


  fonte: Jornal de Negócios

Quadro autárquico


 fonte: Correio da Manhã

Custos da electricidade


  fonte: Correio da Manhã

Quanto cresceu Portugal em média por ano esta década? -0,3%

 


Portugal arrisca terminar 2020 mais perto do nível de vida dos búlgaros do que da média europeia. Convergir com o pelotão da frente da Europa era o grande desígnio de Portugal quando aderiu à Comunidade Económica Europeia (CEE) em 1986. Mas o país divergiu mais do que convergiu nas últimas décadas e arrisca chegar ao final do ano mais longe da média europeia do que do nível de vida da Bulgária, o lanterna vermelha da União Europeia (UE27).

Este foi o país mais pobre a aderir à UE, em 2007. Então, o PIB per capita português era equivalente a 84,5% da média europeia e o búlgaro a 38,6%. Hoje, pelas previsões da Comissão Europeia, Portugal piorou para 77% e a Bulgária melhorou para 54,9%. Uma década e meia depois, Portugal está mais distante do sonho europeu (menos 23 pontos) do que do nível de desenvolvimento dos búlgaros (mais 22).

Pelas previsões da Comissão Europeia — que já incluem a recessão de 2020 —, a Bulgária terminará a presente década de 2011-2020 com um ritmo de crescimento médio anual de 1,8% contra -0,3% de Portugal.

E este nem foi o rival de Leste que mais cresceu nesta década completamente perdida para uma economia portuguesa que caiu em 2011, em 2012 , em 2013 e arrisca colapsar mais de 9% em 2020.

Um zoom aos sete rivais de Leste revela como vários países têm munições suficientes para ultrapassar o PIB per capita português a curto ou médio prazo. Por um lado, estão menos endividados para concretizar mais investimento público. Por outro, são bem mais qualificados e — tirando a Croácia — dependem bastante menos do turismo para crescer (Expresso, texto da jornalista JOANA NUNES MATEUS)

Dramas do desemprego


 fonte: Correio das Manhã

TAP vai ‘perder’ 20 aviões e ficar TAPzinha

 


TAP vai reduzir a frota para 85 aviões e sofrer um corte de custos superior a 20%. Haverá saídas para além da rescisão de contratos. Menos aviões, menos custos, uma redução do número de trabalhadores, uma TAP capaz de pagar dívidas a partir de 2025, acordos de empresa revistos e, eventualmente, venda de ativos. O futuro da TAP joga-se dentro de momentos em Bruxelas, quando o plano de viabilização desenhado pelo conselho de administração da companhia, liderado por Miguel Frasquilho, com o apoio da consultora BCG e do Deustshe Bank, for entregue à Direção-Geral da Concorrência Europeia (DG Comp), a 10 de dezembro.

A estrutura base do plano já está definida, embora ainda possa sofrer ajustes. É um plano duro e exigente. A TAP é a única companhia europeia que não está a ser ajudada ao abrigo das medidas de exceção por causa da covid-19, por isso vai ter de provar que é sustentável ou fecha. Vai ser proposto, sabe o Expresso, uma redução do número de aviões para cerca de 85 em 2021, face aos 108 que tinha quando a pandemia obrigou praticamente todas a aeronaves a ficarem em terra. A esta redução no número de ­aviões juntam-se os 15 cuja data de entrega foi renegociada com os fabricantes e já adiada para mais tarde, quando houver retoma.

REVISÃO DE ACORDOS E CORTES TRANSVERSAIS

O plano prevê também um corte de custos com os trabalhadores de 20%, no mínimo. Em 2019, os custos com pessoal rondavam os €700 milhões. Os cortes vão ser transversais a todos, sem exceção: pessoal de terra, tripulantes e pilotos. Serão despedidos menos trabalhadores, se houver uma redução de massa salarial (ainda que temporária), ou mais, se os cortes forem mais ligeiros. Uma coisa é certa, a TAP pediu ao Governo autorização para mexer nos acordos de empresa e vai haver mudanças nesta matéria — como, não se sabe, já que o Código do Trabalho permite a suspensão da regulação coletiva em caso de crise, mas com o acordo dos sindicatos. O objetivo da transportadora é ir tão longe quanto possível, salvando o maior número de empregos.

Um dos acordos que será revisto é muito provavelmente aquele que foi assinado em 2018 entre o então presidente da companhia, Antonoaldo Neves, e os pilotos da TAP e que prevê que cada um deles seja compensado caso os pilotos da Portugália voem por ano um número de horas acima de 8% dos pilotos da casa-mãe. É o polémico Regulamento de Recurso à Contratação Externa, que os pilotos da Portugália querem ver revisto. A TAP pediu também autorização ao Governo para haver um pacote de pré-reformas voluntárias.

A reunião dos sindicatos com a administração da TAP poderá decorrer ainda esta semana, e promete ser tensa. A partir de 2 de dezembro, há encontros com o ministro das Infraestruturas. Não são as desejadas negociações, pedidas pelos sindicatos, mas haverá espaço para discutir alguns temas e limar arestas. De qualquer forma, dentro da administração da TAP há a convicção de que o corte do número de trabalhadores irá para lá dos mais de dois mil contratados a prazo. Não estarão apenas estes em risco. A SITAVA, sindicato do pessoal de terra, disse esta semana que já saíram da TAP, desde março, mais de três mil trabalhadores.

Há ainda muitas questões em aberto e é provável que, no âmbito das negociações com a poderosa DG Comp, salte para cima da mesa a possibilidade de a companhia ter de vender ativos e desfazer-se de operações. Está preparada para isso. A empresa de manutenção que tem no Brasil, e que no passado tantos milhões deu de prejuízo, é uma das operações que poderá vir a ser reequacionada e vendida. Outro dos temas que poderá vir a ser discutido também é a fusão entre a TAP e a Portugália, que chegou a ser admitida no passado. A Portugália tem custos de trabalho mais baixos a nível dos pilotos e tripulantes e pode, por isso, vir a fazer parte da equação. Um dos temas bicudos é o que irá acontecer aos empréstimos que o Estado fez e vai ainda fazer à TAP. Serão ou não transformados em capital, esfumando-se? É uma questão altamente relevante, sobre a qual o Governo ainda não quer falar. Entretanto, o sindicato dos tripulantes veio esta semana estimar que a TAP poderá precisar de até €4 mil milhões para se reestruturar. Até agora já entraram nos cofres da companhia mil milhões dos cerca de €1,2 mil milhões autorizados por Bruxelas (Expresso, texto da jornalista ANABELA CAMPOS)

quarta-feira, novembro 25, 2020

Turismo na Madeira em tempos de pandemia


Para facilitar a percepção da realidade. Entre Janeiro e Agosto de 2020 tivemos na RAM menos 65,4% de hóspedes chegados e 66,6% de dormidas nos alojamentos turísticos da Madeira

 fonte: SR Turismo

Estes são os países com melhor (e pior) resposta à pandemia, segundo a Bloomberg

 


A Bloomberg criou um ranking dos 53 países mais resilientes na resposta à pandemia da Covid-19, com base em diversos fatores, e Portugal, ainda que não faça parte dos 30 primeiros, está no total de 50, o que constitui um bom indicador no combate à doença.

À medida que o vírus se espalha pelo mundo, vai desafiando os preconceitos sobre os locais que poderão estar a enfrentar de forma mais positiva a crise de saúde pública.

As economias avançadas como os EUA e o Reino Unido, classificadas como as mais preparadas para uma pandemia, foram repetidamente oprimidas por infeções e enfrentam atualmente um regresso a sérios bloqueios. Enquanto isso, outros países – mesmo nações em desenvolvimento – desafiaram as expectativas, alguns praticamente a conseguir eliminar o patógeno dentro das suas fronteiras.

A Bloomberg analisou os números para determinar os melhores locais para se viver em tempos de pandemia. Para isso foi necessário responder à questão: «Onde é que o vírus foi tratado de forma mais eficaz com o mínimo de interrupção para os negócios e a sociedade?»

O «Covid Resilience Ranking» pontua economias avaliadas em mais de 200 mil milhões de dólares, com base em dez indicadores principais, tanto sanitários como políticos, mas também sociais: número de casos por 100 mil habitantes no último mês; taxa de letalidade; total de mortes por milhão de habitantes; taxa de testes positivos; acesso às vacinas; rigor do confinamento; mobilidade das populações; previsão de crescimento do PIB em 2020; cobertura universal dos serviços de saúde e índice de desenvolvimento humano.

Covid19 na Madeira

 

Testes realizados na RAM
Origem dos casos positivos identificados nos aeroportos da RAM




Covid19: situação na Madeira (20 a 24 de Novembro de 2020)

 






 fonte: IASAUDE

domingo, novembro 22, 2020

Portugal é o quinto país da União Europeia com mais pobreza entre quem trabalha

Voltou a subir, no ano passado, a percentagem de trabalhadores em Portugal cujo rendimento disponível fica abaixo do limiar de pobreza. O país passou de oitavo lugar, em 2018, para quinto lugar, em 2019,  no grau de pobreza no trabalho na União Europeia (UE). Assim, está apenas atrás de Roménia, Espanha, Luxemburgo e Itália. A conclusão é do Relatório Conjunto sobre o Emprego da Comissão Europeia, publicado esta quarta-feira.

“Em Portugal, as taxas de desemprego global e dos jovens continuam elevadas, apesar de se registarem reduções moderadas. Os indicadores de risco de pobreza e desigualdades de rendimento também apresentam níveis elevados em comparação com a média da UE, pese embora uma ligeira diminuição”, lê-se no documento.

O relatório de Bruxelas sobre evolução do emprego dá conta de uma taxa de pobreza entre trabalhadores em Portugal nos 10,8% – um aumento em 1,1 pontos percentuais face a 2018, o pior agravamento a nível europeu. Assim, mais de um décimo dos trabalhadores portugueses está em risco de pobreza.

O aumento da taxa de pobreza entre quem trabalha acontece apesar da subida do salário mínimo nacional nos últimos cinco anos, e apesar de o país cumprir os critérios de referência internacionais para a adequação do salário mínimo. Neste ponto, Portugal é o país que está melhor posicionado – foi o único Estado-membro, no ano passado, em que a retribuição mínima foi além dos 60% da mediana de salários (ficou em 70%).

De acordo com o Relatório Conjunto sobre o Emprego, Portugal é o país com as mais baixas qualificações entre a população adulta: na faixa etária dos 25 aos 64 anos apenas 52% completou, no mínimo, o ensino secundário. O país é também dos mais afetados pela precariedade das relações de trabalho.

O documento de Bruxelas aponta ainda que Portugal foi um dos países mais afetados pela não renovação dos contratos no contexto da crise pandémica, juntamente com Espanha, Croácia, Polónia e Eslovénia (Executive Digest, texto da jornalista Mara Tribuna)

Um terço das pessoas internadas em Portugal tem entre 40 e 69 anos

 

Um terço das pessoas internadas nos hospitais devido à covid-19 tem entre os 40 e os 69 anos, 4% dos doentes têm menos de 40 anos e 63% são doentes com mais de 70 anos, revelou esta segunda a ministra da Saúde na habitual conferência de imprensa da DGS.

"Referimos estes dados para que todos percebam com clareza que não são só as pessoas que contraem a doença numa fase mais avançada que necessitam de internamento hospitalar", afirmou Marta Temido.

Do total de doentes internados, 33% tem entre 40 e 69 anos, 66% tem mais de 70 anos e 4% tem menos de 40 anos.

A ministra avançou ainda que, dos 5.891 casos contabilizados nas últimas 24 horas, mais de mil são de pessoas com idades entre os 40 e os 49 anos, e outras 425 têm mais de 80 anos.

"O grupo etário predominante a contagiar-se situa-se entre os 40 e os 49 anos, mas há um número significativa de pessoas com idade avançada e isso continua a ser um dado que inspira preocupação", acrescentou.

Dos 78.641 casos ativos de infeção, há 3.051 que estão internados, sendo que destes 432 doentes (14% dos internamentos) estão em unidades de cuidados intensivos.

Ainda sobre a situação do país quanto à infeção pelo novo coronavírus, Portugal apresenta uma taxa de incidência acumulada a 14 dias de 726,2 casos por 100 mil habitantes com variações muito significativas, muito acima do limite dos 240 casos por 100 mil habitantes, um critério geral definido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

A região Norte tinha, nos últimos 14 dias, uma taxa de incidência acumulada de 1.264 casos por 100 mil habitantes, 505 casos na região Centro, 498 na região de Lisboa e vale do Tejo, o Alentejo tinha 291 casos e o Algarve 265 casos.

Em relação o risco de transmissão efetivo (RT) para os dias entre 09 e 13 de novembro situa-se em 1.11 como média do país e da região norte.

Na região centro o risco de transmissão do vírus era 1.16, na região de Lisboa e Vale do Tejo situava-se nos 1.08, o Alentejo tinha um risco de 1.06 e o Algarve de 1.04

O cálculo do Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA) continua a apontar para uma incidência crescente, apesar de o risco de transmissão se estar a reduzir e a aproximar-se no um, explicou Marta Temido.

"O que nos preocupa neste momento é o elevado número de novos casos por dia que torna o ciclo da doença uma preocupação para o funcionamento dos serviços de saúde e da sociedade em geral", disse a ministra.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.339.130 mortos resultantes de mais de 55,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. Em Portugal, morreram 3.632 pessoas dos 236.015 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde. O país está em estado de emergência desde 09 até 23 de novembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado e municípios vizinhos. A medida abrange 191 concelhos (DN Lisboa)

O pós-Covid segundo Bill Gates: menos viagens de negócios e mais tempo fora do escritório

 

Ainda não se sabe ao certo quando a pandemia de COVID-19 terminará, mas já é garantido que deixará marcas no dia-a-dia da sociedade e das empresas. Segundo Bill Gates, uma das consequências no chamado “novo normal” será uma redução pela metade do número de viagens de negócios.

Em entrevista ao The New York Times, o co-fundador da Microsoft afirma que o teletrabalho veio mostrar que é possível resolver diferentes questões sem sair de casa – quanto mais do país. «A minha previsão é de que mais de 50% das viagens de negócios e mais de 30% dos dias no escritórios acabarão.»

Desde que a crise sanitária teve início, Bill Gates admite já ter participado em cinco mesas redondas virtuais na companhia de executivos da indústria farmacêutica. Reuniões habitualmente realizadas presencialmente tiveram de saltar para o digital e, para já, não há efeitos negativos à vista.

«Iremos ao escritório por vezes, faremos algumas viagens de negócios, mas drasticamente menos», vaticina o bilionário e filantropo. O cenário traçado por Bill Gates poderá, porém, representar más notícias para a indústria de aviação, uma vez que as companhias aéreas estarão entre as primeiras a sofrer com este novo paradigma (Executive Digest)

Nota: nada pode ficar na mesma no pós-pandemia


Infelizmente, não raras vezes, quem passeia pela estrada Monumental deparar-se frequentemente com este cenário em horas normais de final do dia, uma estrada vazia, outrora movimentada, sobretudo com forasteiros, alguns hotéis de 4 e 5 estrelas fechados, restaurantes fechados ou a fazerem um esforço enorme para estarem abertos e com poucos clientes, um centro comercial que no ano passado por esta altura estaria a abarrotar de gente, contrastando com a realidade presente, etc.

Não podemos condenar ninguém. As pessoas reagem com cautela, cada vez mais defensivamente, precavendo-se de ameaças potenciais para a sua saúde.  Isso é um direito sagrado que assiste a qualquer cidadão, a liberdade de contenção contrastando com o direito à libertinagem perigosa. Cada um escolhe o que quer para si e para os seus amigos e familiares. A realidade pandémica deixou (e deixa) marcas que vão demorar muito tempo a recuperar. Mas também há uma certeza que me parece evidente e que não se aplica apenas ao turismo, à restauração ou aos serviços periféricos nesta actividade: nada vai ficar na mesma depois do que aconteceu, nada. E quem não perceber isso - falo de quem tem responsabilidades de decisão e investidores privados - quem achar que tudo se resolve "tapando buracos", estará a cometer um erro clamoroso que vai sair caro no futuro. Há muita mudança a ser feita, há muita coisa que tem que mudar, haverão escolhas diferentes a fazer, haverá uma selecção que tem que obedecer a critérios mais rigorosos, há a certeza de que não pode haver mais uma certa vulgarização aventureirista nalgumas áreas de actividade como aconteceu até hoje.


Ninguém estava à espera desta pandemia, acho que poucos imaginariam que isso apareceria deixando um rasto de destruição social e económica tão grave, um rasto de doença e de morte tão acentuado. E por isso ninguém estava preparado para resistir e responder. Um erro colectivo que não pode voltar a acontecer, desde logo a começar pelos nossos comportamentos sociais, pelas cautelas que teremos que passar a ter, por comportamentos que porventura colidem com aquilo que era a nossa "praxis" individual e colectiva. Já percebemos as nossas vulnerabilidades, as nossas fragilidades colectivas, perante a admissão científica de que estas ameaças pandémicas até podem repetir-se.

Diz quem sabe que todas as pandemias deixam lições que não podem ser ignoradas, nem desvalorizadas.

Os nossos idosos – isso ficou bem evidente - precisam de ter condições de protecção para os últimos tempos das suas vidas, algo que até hoje, e sem generalizar a minha opinião, não tiveram. Não podemos permitir que se autorizem "caixotes" para depositarem os idosos “descartáveis”, como se de lixo se tratasse. Esse crime não pode ser mais tolerado pelos cidadãos em geral, e os cuidados devidos aos nossos idosos não podem ficar reféns de uma qualquer negociata propiciada a qualquer bandalho sem escrúpulos que se rege pelo primado do lucro fácil e rápido.

O sistema público de saúde tem que ser retirado de discussões políticas patéticas, tem que ser alvo de investimento adequado, tem que ter condições, todas as condições, para responder com celeridade, eficácia e qualidade ao que as pessoas esperam dele. Não basta realçar e agradecer a competência e empenho dos profissionais da saúde. O sistema tem que mudar e libertar-se de algumas teias tentaculares e atrofiadoras. As patifarias que os governantes tem vindo a permitir ou a alimentar ao longo dos últimos anos, no que à saúde diz respeito, cortando investimentos, desviando verbas, recusando contratar recursos humanos, flagelando as pessoas com demoras inaceitáveis, com listas de espera intoleráveis, com custos acrescidos, etc, tudo isso tem que acabar, de uma vez por todas.


Estes dois exemplos, e apenas enumerei dois exemplos, precisam ser  imediatamente interiorizados pelas pessoas. Sem margem de tolerância para o adiamento ou a persistência dos erros. Falo nomeadamente de todos os que votam, os que nas urnas elegem ou destronam partidos e políticos. E que não podem ter contemplações perante a bandalheira. É indiscutível que a pandemia deixou lições a todos, jovens e idosos, em todas as áreas da sociedade. Eu nunca tinha passado por isto, acho que nunca imaginei que fosse confrontado com isto. E acredito que a esmagadora maioria das pessoas também. A verdade é que a pandemia deixou à vista de todos as nossas fragilidades colectivas e as insuficiências e limitações de uma sociedade que vai à Lua, manda sondas a Marte ou a Vénus, mas não estava preparada para responder ao covid19 e se proteger adequadamente (LFM)

Aviação: está difícil voltar a ligar todos os motores...

  


fonte: Sábado

Contole pouco eficaz...


  fonte: Sábado

Passeatas em tempo de pandemia

 


 fonte: Sábado

Marcelo apto...


 fonte: Sábado

sábado, novembro 21, 2020

Despedimentos coletivos chegam às grandes empresas

 


Em outubro, 63 empresas avançaram para despedimento coletivo, envolvendo um total de 995 trabalhadores. Os dados divulgados pela ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, na última reunião com os parceiros sociais sinalizam uma redução no número de empresas a despedir por esta via face a setembro, mas representam um aumento de 44% no universo de trabalhadores abrangidos, num mês que marca o fim das limitações ao despedimento impostas às empresas abrangidas pelo lay-off simplificado. Advogados admitem que a ligeira retoma da economia sentida em julho e agosto adiou o aumento massivo de despedimentos coletivos que se antecipava para outubro. Mas enfatizam: não há razões para respirar de alívio. Há dezenas de processos de despedimento e reestruturações em preparação nos escritórios de advogados, e, ao contrário do que aconteceu até aqui, são agora as grandes empresas a emagrecer as suas estruturas.

Pandemia e rendimentos

 fonte: Jornal de Negócios

Nota: O “calcanhar de Aquiles” de António Costa

António Costa continua muito longe, mesmo muito longe, de José Sócrates, quando se trata de comunicação directa com os cidadãos - ele próprio já reconheceu várias vezes essa sua falha clamorosa - e de utilização dos meios de comunicação para a propaganda governamental, sempre e quando se abrem as janelas de oportunidades - algo que nesta crise pandémica se tem  sucedido com assinalável frequência.

Não confundir essas insuficiências comunicacionais de Costa com a sua tarimba política, com a experiência, a matreirice e com a forma como gere politicamente a agenda, os factos e joga com a circulação das pessoas que chama para trabalharem com ele. Sócrates - que paradoxalmente acabou por cair em desgraça, apesar  do processo em que está envolvido não apontar nenhuma acusação em  concreto e devidamente fundamentada contra ele... - sabia comunicar, cuidava da sua imagem, treinava comportamentos per ante as câmaras (aliás, há vários apanhados quanto a isso), treinava cadências oratórias durante as suas comunicações, sabia onde "carregar" nos assuntos para chamar a atenção das pessoas, procurava dar o essencial e não se perder em longas conferências de imprensa que depois de banalizavam ao ponto de, espremidas, pouco ou nada propiciarem de útil, como ocorre frequentemente com Costa. Costa estava bem assessorado em termos de comunicação, tinha vários jornalistas a trabalhar com ele, tinha aprendido as técnicas essenciais da comunicação política, sabia apresentar as medidas que lhe interessavam, sabia mentir, era populista e demagogo - lembram-se daquele aumento dos salários da função público que passados 2 ou 3 meses revogou?! - e tinha a mania que o seu governo (e o PS) pr precisavam de controlar uma parte importante da comunicação social de primeira linha, nomeadamente a televisão (lembram-se dos vários casos em que houve denúncias e suspeitas de tentativa de assalto aos média, com particular destaque para  a TVI?)

Costa tem sido desastroso na comunicação aos portugueses - suspeito que desvalorizou esta frente importante - mostra que não

controla com segurança os dossiers, suspeito que tudo é feito em cima do joelho apressadamente, sem convicção, sem preparação competente e especializada, duvido que ele tenha paciência para ler aqueles dados e documentos oficias. incluindo os mais reservados, que o colocariam mais "dentro" da problemática pandémica.

Acresce - e duvido que Costa não saiba isso - que o líder socialista tem gente no seu governo que fala demais, que irrita as pessoas, que as saturam, que já têm a imagem desgastada -Marta Temido é uma delas e duvido que os ministros das Finanças e da Economia aguentem muito tempo, porque acabarão por ser a causa desse, desgaste do governo de Costa que costuma ser pouco tolerante politicamente com essas falhas ou deficiências fragilizantes (LFM)

Covid19: dados da DGS (1 a 20 de Novembro de 2020)

 




Covid19: dados da Madeira (1 a 20 de Novembro) - testes realizados

 



Covid19: dados da RAM (1 a 20 Novembro 2020) - casos positivos identificados aeroportos

 



sexta-feira, novembro 20, 2020

Covid19: situação na Madeira (15 a 19 de Novembro de 2020)






 fonte: IASAUDE

Covid19: Um país em vários tons de vermelho

 


O vírus está a crescer pelo país fora em velocidades distintas. Há concelhos do Norte onde o contágio explodiu no início de outubro e entretanto estabilizou num nível extremamente elevado de novas infeções. Mas metade dos 77 municípios que entraram esta semana para a lista de risco elevado são na região Centro, onde em duas semanas o número de novos casos por 100 mil habitantes subiu 60%. Concelhos como Manteigas (ver texto ao lado), Seia, Proença-a-Nova e Mealhada saltaram diretamente para um nível de incidência acima de 480 novos casos por 100 mil habitantes, o dobro do patamar de risco elevado.