sexta-feira, maio 16, 2025

Curiosidades: o Japão e o respeito nos estacionamentos

No Japão, algumas pessoas que chegam cedo ao trabalho optam por estacionar em vagas mais distantes, deixando as mais próximas para aqueles que podem chegar atrasados. Essa prática reflete a ênfase cultural japonesa na consideração pelos outros e no trabalho em equipe. Ao estacionar mais longe, os que chegam cedo permitem que os atrasados tenham acesso mais fácil ao local de trabalho, ajudando-os a chegar no horário (fonte: Facebook, Factos Desconhecidos)

Aviação: falando da potências dos caças militares e seus custos

Prepare-se para voar no fascinante mundo dos motores a jato com esta avaria detalhada de Taty Vinchu! Este infográfico mostra os motores de potência que conduzem a aeronave mais formidável do mundo, completa com especificações de empuxo, tamanhos e - exclusivamente aqui - os custos estimados que alimentam estas maravilhas aéreas!  Vamos explorar o design, desempenho e o preço elevado de cada motor que vem com tecnologia militar de ponta. Aperte o cinto!

1. F135-PW-100/400: A Potência Furtiva 

- Impulsão: 125-191kN

- Comprimento: ~220 polegadas

- Custo: Aproximadamente $14-15 milhões por unidade

- O F135-PW-100/400 é o coração pulsante do Lockheed Martin F-35 Lightning II, adaptado para o F-35A (CTOL) e F-35C (variante transportadora) com a sua versão - 400 resistente à corrosão. Este motor, derivado do F119, estende-se por mais de 220 polegadas e oferece uma impressionante 125-191kN de empuxo, permitindo furtividade, velocidade e versatilidade. Seu ventilador avançado de 3 estágios, compressor de 6 estágios e turbina de 3 estágios, combinado com um Rolls-Royce LiftSystem para variantes STOVL, tornam-no uma maravilha. O custo, pairando em torno de 14-15 milhões de dólares, reflete o seu design complexo e os contratos de mais de 2 bilhões de dólares para lotes como o Lote 17, cobrindo mais de 140 unidades. Perfeito para missões de ameaça.

Curiosidades: Sistema eleitoral reforça centralismo

Todos os partidos que, atualmente, estão representados na Assembleia da República, exceto os partidos fundadores da democracia (CDS, PCP, PSD e PS), entraram no Parlamento pelo círculo eleitoral de Lisboa. O facto de o círculo eleitoral de Lisboa eleger o maior número de deputados (48 em 230, atualmente, sendo que há círculos que elegem apenas 2), é a principal explicação para esta realidade. Em 1999, o Bloco de Esquerda chegou à Assembleia da República ao eleger dois deputados pelo círculo de Lisboa (Francisco Louça e Luís Fazenda). Em 2015, André Silva foi o primeiro deputado eleito pelo PAN, também pelo círculo de Lisboa. Em 2019, entraram mais três novos partidos para a Assembleia da República (Chega, Iniciativa Liberal e Livre), e todos eles elegeram um deputado em Lisboa (André Ventura, João Cotrim de Figueiredo e Joacine Katar Moreira, respetivamente).

Ao contrário dos partidos fundadores da democracia, que se estrearam com deputados eleitos por vários círculos ao longo do país, os partidos mais recentes só conseguiram representação porque tiveram concentração de votos suficiente em Lisboa. Em círculos mais pequenos, mesmo percentagens relevantes de votos raramente se traduzem em mandatos. Este padrão reforça o centralismo político e levanta questões sobre a representatividade e o equilíbrio territorial do sistema democrático português (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

Curiosidades: percentagem de votos e deputados que os governos de maioria absoluta já obtiveram

De que percentagem de votos precisa um partido para alcançar a maioria absoluta em eleições legislativas? E se for através de uma coligação pós-eleitoral? Mostramos o historial dos governos de maioria absoluta em Portugal. Houve oito maiorias absolutas em Portugal, sendo que metade foram obtidas com recurso a coligações, sempre à direita. Em 1979 e 1980, Francisco Sá Carneiro liderou a AD (coligação pré-eleitoral entre o PSD, o CDS e o PPM) em duas maiorias absolutas. Em 2002 (Durão Barroso) e 2011 (Pedro Passos Coelho), as maiorias foram obtidas com coligações pós-eleitorais entre o PSD e o CDS (liderado, nas duas eleições, por Paulo Portas). Aníbal Cavaco Silva foi o único primeiro-ministro do PSD com maioria absoluta sem coligações, e por duas vezes, em 1987 e 1991. O PS apenas obteve a primeira maioria absoluta em 2005, com José Sócrates ao leme. António Costa repetiu o feito em 2022 (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

Curiosidades: 761 mil votos não elegeram deputados desses partidos nos respetivos círculos eleitorais

Nas últimas legislativas, 761 mil votos não elegeram deputados desses partidos nos respetivos círculos eleitorais. Este número representa cerca de 12% do total de votos válidos, ou seja, mais de um em cada oito votos válidos foram desperdiçados. Este número de votos desperdiçados só não supera a votação de três partidos - a AD, o PS e o Chega, e é superior à votação conjunta do BE, da CDU e do Livre.

Analisando cada um dos círculos eleitorais, há casos verdadeiramente impressionantes. Quanto menos deputados elege um círculo eleitoral, mais provável é haver uma elevada percentagem de votos desperdiçados, uma vez que a eleição de cada deputado exige uma enorme quantidade de votos, e os votos em partidos de menor dimensão, que não o PS, o PSD ou o Chega, são, quase sempre, votos desperdiçados. Nos círculos da Europa e Portalegre mais de 40% dos votos válidos foram desperdiçados, sendo que nos círculos de Fora da Europa, Bragança, Beja e Madeira, essa percentagem é superior a 25%. No fim da tabela surge Lisboa com apenas 3% de votos desperdiçados, seguindo-se Porto e Setúbal com 6%.

Existem cálculos que indicam um número ainda maior de votos desperdiçados. Isso deve-se ao uso de outra metodologia, onde, em cada círculo eleitoral, são considerados os votos a mais do que o necessário para eleger. Embora esses votos sejam "em excesso", os eleitores desses partidos acabaram por eleger representantes e, por isso, na nossa metodologia não os consideramos desperdiçados. Os votos verdadeiramente perdidos são os dos eleitores que votaram em partidos que não elegeram ninguém no seu círculo.

nota: Em Portugal, os deputados são eleitos por círculo eleitoral e distribuídos, com base na percentagem de votos obtida por cada partido, segundo o método de Hondt. No entanto, quando há poucos deputados a eleger num determinado círculo, a distribuição torna-se pouco proporcional. Veja-se o caso de Portalegre, o círculo do território nacional com atribuição de menos mandatos: apenas 2 deputados em disputa. Nas últimas legislativas, o PS e o Chega elegeram um deputado cada, com 34,1% e 24,6% dos votos, respetivamente. Já a AD, com 23,3%, ficou sem representação — apesar de ter ficado a apenas 1,3 pontos percentuais do Chega. Ou seja, uma diferença pequena nos votos resultou numa diferença grande nos lugares no Parlamento. 40% dos votos válidos (a soma de todos os votos sem ser na AD e no Chega) não serviram para eleger qualquer deputado em Portalegre, uma percentagem superior à votação no partido que venceu neste círculo eleitoral (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

Curiosidades: o menos visto entre dois principais candidatos a primeiro-ministro

O debate entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos, para as eleições legislativas de 2025, foi o menos visto entre dois principais candidatos a primeiro-ministro desde, pelo menos, 2015. Com uma audiência de 2,7 milhões de telespectadores, ficou abaixo dos 2,8 milhões registados no mesmo confronto em 2024 e muito aquém dos 3,3 milhões que assistiram ao debate entre António Costa e Rui Rio em 2022. O pico de interesse na última década ocorreu em 2015, quando 3,5 milhões de pessoas viram o frente-a-frente entre Pedro Passos Coelho e António Costa. A descida da audiência pode refletir um menor interesse por parte da população (demasiadas eleições num curto espaço de tempo), desgaste dos formatos televisivos, ou, ainda, o crescimento de formas alternativas de consumo de informação, como as redes sociais e o streaming (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

sábado, maio 03, 2025

Sondagem: AD mantém PS à distância. IL cresce e Chega recupera. Esquerda em estado de coma

A AD (34%) parte com uma vantagem de quase sete pontos sobre o PS (27,5%) para a reta final da campanha, de acordo com a primeira de 15 entregas de uma sondagem diária da Pitagórica para o JN, TSF e TVI/CNN. Acresce que mais de dois terços dos portugueses (69%) apontam para uma vitória de Luís Montenegro. Em terceiro lugar está o Chega (16,6%), um pouco abaixo do que conseguiu nas últimas legislativas. Seguem-se a IL (7,8%), em crescimento, o Livre (3,4%), a CDU (3,3%), o BE (1,5%), partido que mais perde relativamente às eleições de 2024, e o PAN (0,6%), que ficaria de fora do Parlamento. Se estas percentagens se repetissem nas urnas, seria o pior resultado do conjunto das forças políticas à Esquerda em 50 anos de eleições democráticas.

O JN publicará uma “tracking poll”, diariamente, até 16 de maio, último dia em que é permitida a publicação de sondagens. Poderá seguir a evolução das intenções de voto na edição online, sempre às 20 horas, ou na edição impressa. Um estudo de opinião que funciona de uma forma diferente do habitual. Arranca como qualquer outra sondagem, com uma amostra de cerca de 800 inquéritos, que representam o nosso universo eleitoral. A cada dia, acrescentam-se 200 entrevistas, retirando-se as 200 mais antigas. Ao fim de quatro dias, a amostra estará completamente renovada, relativamente ao dia de arranque. E assim sucessivamente até às vésperas da ida às urnas que, para usar uma frase feita, mas nem por isso menos verdadeira, é a “sondagem” que conta.

Montenegro ainda pode chegar à maioria com os liberais

Comparando os resultados das últimas legislativas com os desta primeira entrega da “tracking poll” da Pitagórica, é evidente, nesta altura, o reforço da AD (34%), que sobe um pouco mais de cinco pontos face a 2024. Fica, no entanto, longe de uma maioria absoluta. A situação é diferente se somarmos as intenções de voto da coligação liderada por Luís Montenegro com o seu mais provável parceiro para um acordo parlamentar ou de Governo: a Iniciativa Liberal (7,8%) é o segundo partido que mais cresce relativamente às eleições do ano passado (quase três pontos). Juntos, valem 42 pontos percentuais (mais oito do que em 2024), umas décimas acima da maioria absoluta do socialista António Costa, em 2022. Sucede que AD e IL têm contra si o facto de concorrerem em listas separadas.

Sondagem: Maioria acredita que AD vai vencer as legislativas, apesar de quebra ligeira nas intenções de voto

A partir desta sexta-feira, a sondagem diária da Pitagórica para TSF/JN/TVI/CNN Portugal mede o pulso às intenções de voto e opiniões sobre a campanha. AD mantém vantagem de seis pontos sobre o PS. Numa semana, aumentou o número de indecisos, sobretudo jovens e apesar da ligeira descida nas intenções de voto, em relação aos dados revelados no início da semana, é a AD quem regista maior dinâmica de vitória.

Independentemente do partido em que pensam votar, 69% dos inquiridos acreditam que será a coligação PSD/CDS a vencer as eleições legislativas. O PS surge em segundo com 14% e o Chega apenas regista 2%. Nas intenções de voto, a AD também leva vantagem com 34%, deixando o PS a cerca de seis pontos de distância com 27.5%. O Chega recupera para 16,6%, e mais ainda a IL que volta a subir, desta vez, para os 7,8%.

A esquerda cai; o Livre desce um ponto para os 3,4%, logo seguido pela CDU que também desliza para os 3,3% e o Bloco que volta a baixar para o 1,5%. No final da tabela, está o PAN estabilizado nos 0,6% e em risco de perder o lugar no Parlamento. Os indecisos representam agora 17,3%. Terminados os frente a frente televisivos, incluindo aquele que opôs AD e PS, 30% não sabe ou revela a opinião sobre quem se saiu melhor e 22,6% consideram que o melhor desempenho pertenceu a Luís Montenegro.

Pedro Santana Lopes abandona debate após críticas a Luís Paixão Martins

“Não pensei que chegasse a esse nível, não se pode dizer tudo porque se tem um microfone à frente", disse o ex-primeiro-ministro.

Sondagem: Montenegro com melhor nota que Pedro Nuno e Ventura. Mas leva “nega” dos pensionistas

Se avaliação dos portugueses aos líderes dos três principais partidos se traduzisse, de alguma forma, nas opções de voto a 18 de maio, Luís Montenegro teria a vitória assegurada. De acordo com a sondagem da Pitagórica para o JN, TSF e TVI/CNN, o ainda primeiro-ministro é o único que tem um saldo positivo (sete pontos, um valor muito próximo do que consegue o presidente da República). Pedro Nuno Santos recupera relativamente à última avaliação, mas permanece muito abaixo da linha de água (saldo negativo de 32 pontos). Quanto a André Ventura, estacionou no nível “infernal” (saldo negativo de 62 pontos).

O líder da AD consegue 51% de avaliações positivas, contra 44% negativas. O socialista só consegue 32% de positivas e o dobro das negativas (64%). Se Montenegro continua a ter um pendor mais masculino (saldo positivo de 10 pontos), Pedro Nuno consegue que as mulheres sejam um pouco menos cáusticas (mas ainda assim com um saldo negativo de 26 pontos), confirmando-se uma tendência que também é visível nas projeções de intenção de voto.

Mudança nos mais velhos: Montenegro baixa, Pedro Nuno recupera

Onde se notam mudanças de ritmo é nas faixas etárias. O ainda primeiro-ministro continua com saldo negativo nos mais jovens (18/24 anos) mas é entre os “pensionistas” que se assiste a uma cambalhota. Se há cerca de um mês eram os mais satisfeitos com Montenegro, quando faltam pouco mais de duas semanas para as eleições, o saldo passa a ser negativo (por um ponto apenas). Ao contrário, Pedro Nuno teve uma grande evolução dos que têm 65 ou mais anos, ainda que permaneça no vermelho (saldo negativo passa de 20 para sete pontos).

Sondagem: Coligação AD/IL surge como favorita, mas maioria quer que Montenegro e Pedro Nuno se entendam

À procura de estabilidade, a maioria defende que quem vencer deve governar e que, se for necessária uma coligação, deve implicar acordo escrito, com uma participação no Governo e não apenas um acordo parlamentar. Negócios do primeiro-ministro não contam para influenciar o voto. A sondagem da Pitagórica para TSF, JN, TVI e CNN Portugal coloca no topo das preferências uma coligação que junte AD e Iniciativa Liberal, enquanto a eventual participação do Chega está entre as possibilidades menos apreciadas.

Mas da sondagem ressalta também o desejo de entendimento entre as duas maiores forças políticas, com quase 80% a considerarem que tal seria bom para o país (incluindo os respetivos eleitorados) e com mais de metade dos inquiridos (54%) a acreditarem que esse entendimento entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos será possível depois das eleições. 

Cerca de dois terços dos inquiridos (65%) defendem que quem vencer deve governar. São sobretudo eleitores da AD e do Chega os mais interessados nesta ideia e entre quem diz votar no PS mais de metade concorda, embora também exista quem defenda que deve governar quem reunir o maior apoio no Parlamento.

Sondagem: Marcelo continua a ser o mais popular, mas está em perda. São as mulheres que o salvam

Marcelo Rebelo de Sousa continua a ser o político mais popular, ainda que se perceba uma pequena degradação na avaliação dos portugueses. De acordo com a sondagem da Pitagórica para o JN, TSF, e TVI/CNN, o presidente da República tem agora um saldo positivo de nove pontos percentuais (diferença entre as notas positivas e negativas). São apenas mais dois pontos do que Luís Montenegro, mas, quando está em causa a confiança, o inquilino do Palácio de Belém tem uma vantagem substancial sobre o de S. Bento: 36% confiam mais em Marcelo (uma vantagem de 15 pontos sobre o atual primeiro-ministro).

Marcelo Rebelo de Sousa arrancou estes barómetros da Pitagórica com um saldo positivo de dez pontos, em janeiro passado. Em março e abril, com o anúncio e depois a confirmação de uma crise política, a sua popularidade cresceu. Quando nos aproximamos das eleições, volta ao ponto inicial. Tem agora um saldo positivo de nove pontos, que correspondem a 53% de avaliações positivas e 44% de notas negativas. Uma das explicações para esta quebra está nos homens: o presidente volta a terreno negativo. São, portanto, as mulheres que o mantém acima da linha de água: entre elas, tem um saldo positivo de 19 pontos.

Sondagem: Luís Montenegro bate Pedro Nuno Santos por KO. Mas a honestidade é um problema

Quando faltam pouco mais de duas semanas para as eleições legislativas, Luís Montenegro bate Pedro Nuno Santos por KO num conjunto de atributos pessoais e políticos. É no facto de estar “mais bem preparado” que o líder da AD (58%) mais se destaca do socialista (28%), de acordo com a sondagem da Pitagórica para o JN, TSF e TVI/CNN. Onde mais se aproximam é na honestidade, sendo evidente a quebra do atual primeiro-ministro nesta matéria: 33% contra 30% para o aspirante à chefia do Governo. Talvez não surpreenda ninguém, mas registe-se que os portugueses não estão interessados numa viagem de um mês pelo mundo com nenhum deles. É o único caso, de uma lista de 13 opções, em que vence a resposta “nenhum” (44%).

É bem conhecida a razão pela qual estamos em campanha eleitoral. O caso Spinumviva, em que a empresa familiar e a ética de Luís Montenegro foram postas em causa, fez mossa, ao ponto de o primeiro-ministro ter preferido antecipar eleições a ser queimado em lume brando. Foi o próprio que o assumiu a Manuel Luís Goucha. E talvez isso explique que seja no capítulo da honestidade que revela maiores dificuldades. Neste atributo são apenas 33% (com destaque para os homens) a optar pelo líder do PSD, ainda assim à frente de Pedro Nuno Santos, que recolhe 30% (com destaque para as mulheres). Nota adicional: um em cada quatro portugueses acha que “nenhum” merece essa distinção.

sexta-feira, maio 02, 2025

Sondagem: Montenegro lidera em popularidade mas perde apoio entre pensionistas. Ventura afunda-se e Marcelo mantém-se no topo, salvo pelas mulheres


Uma nova sondagem da Pitagórica para o Jornal de Notícias, TSF e TVI/CNN Portugal, divulgada a duas semanas das eleições legislativas, revela que Luís Montenegro é, entre os líderes partidários, o único com saldo positivo na avaliação dos portugueses. Ainda assim, o primeiro-ministro regista uma quebra significativa no apoio de um dos grupos que anteriormente mais o apoiavam: os pensionistas. Já Pedro Nuno Santos melhora ligeiramente a sua imagem, embora continue com saldo negativo. André Ventura, por seu lado, permanece com uma avaliação altamente negativa, sobretudo entre as mulheres e os mais velhos.

Luís Montenegro, líder da Aliança Democrática (AD) e atual primeiro-ministro, obtém 51% de avaliações positivas contra 44% de negativas, o que lhe garante um saldo positivo de sete pontos — valor que o aproxima do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que tem um saldo de nove pontos. No entanto, os dados revelam uma inversão preocupante no apoio dos pensionistas: há um mês, este era o grupo mais favorável a Montenegro; agora, o saldo entre os maiores de 65 anos desce para negativo, ainda que por apenas um ponto. O primeiro-ministro continua, contudo, a beneficiar de maior aprovação entre os homens (saldo de +10 pontos), mantendo uma tendência já registada em sondagens anteriores. Em termos de simpatia partidária, Montenegro é avaliado positivamente apenas pelos eleitores da AD (+73 pontos) e da Iniciativa Liberal (+36). Entre os eleitores dos restantes partidos, o saldo é amplamente negativo — sendo os comunistas os mais críticos, com um saldo de -77 pontos.

PS pagou €40 mil para criar perfis falsos nas redes sociais

Em 2019 e 2020, o Partido Socialista contratou uma agência para criar um ‘exército de bots’, treinados para parecer reais. Tudo isto com redes encriptadas e 40 mil euros do erário partidário. ‘O Projeto’. Era assim que era chamado o plano secreto de comunicação, traçado entre o Partido Socialista e a agência ADBD Communicare – extinta desde 2024 – que envolveu a criação de cerca de 300 perfis falsos nas redes sociais, no período entre 2019 e 2020. Na altura decorria a campanha para as eleições legislativas de 2019, na qual António Costa (PS) e Rui Rio (PSD) eram os principais protagonistas. As redes sociais já eram vistas como um terreno de batalha política e os socialistas apostaram a fundo num exército de bots para disseminação de mensagens favoráveis ao partido e na manipulação de resultados nas sondagens online.

«Foi-nos pedido que criássemos contas falsas nas redes sociais para fazer comentários de apoio ao PS e a António Costa e votar nas sondagens online dos debates televisivos a favor do partido», começa por contar Miguel Lopes, de 33 anos, um dos membros da equipa da agência de comunicação ADBD que participou no projeto. «Era tudo feito secretamente. Normalmente, íamos para uma rede pública, como uma Padaria Portuguesa, por exemplo. Mesmo quando trabalhávamos no escritório usávamos sempre VPNs, softwares encriptados e browsers anónimos, como o Tor Project» (Sol, texto da jornalista Diana Gomes)

Sondagem (Avaliação política): Montenegro à frente, Pedro Nuno recupera, Ventura é o mais criticado

Na sondagem da Pitagórica para TSF/JN/TVI/CNN Portugal, só o primeiro-ministro está em terreno positivo. O líder do PS recupera 4 pontos percentuais, mas tem mais de 60% de negativas. O Presidente da República baixa ligeiramente. O Governo também. A sondagem que foi feita antes do apagão e do frente a frente, mas já depois dos primeiros debates televisivos, mostra que Luís Montenegro mantém uma avaliação mais positiva do que Pedro Nuno Santos, porque embora o secretário-geral do PS registe uma subida de 4 pontos percentuais nas notas positivas, recolhe ainda uma maioria de opiniões desfavoráveis.

Assim sendo, só Montenegro mantém-se em terreno favorável, no saldo entre os 51% que aprovam e os 44% que reprovam o desempenho do primeiro-ministro.  Cerca de um terço daqueles que se assumem votantes no PS dão nota positiva a Luís Montenegro, praticamente os mesmos que criticam a atuação de Pedro Nuno Santos. O líder do PS, apesar da tendência de subida, ainda está abaixo da linha de água com 64% de negativas e 32% de positivas, ou seja, ainda com saldo negativo.

Falando de apagão e de electricidade...

O país paralisou há dias devido ao apagão elétrico que afetou todo o território, por várias horas, relembrando a todos da importância que a eletricidade tem no nosso dia-a-dia. A eletricidade representa uma fatia muito significativa do consumo energético habitacional em Portugal — 45%, colocando o país como o 4.º mais dependente da eletricidade entre os países europeus. Este valor é bem superior à média europeia, que se situa nos 27%. A Noruega lidera a lista, com um peso de 81% da eletricidade no consumo de energia habitacional. Em contraste, as habitações em países como a Polónia (13%) ou Letónia (13%) dependem pouco da eletricidade e continuam fortemente dependentes de outras fontes de energia, como carvão ou gás natural.

A estrutura do consumo energético habitacional em Portugal complementa-se com 29% de biocombustíveis, 13% de petróleo, 10% de gás natural e apenas 2% de energias renováveis modernas como as energias solar ou eólica. Esta composição energética tem implicações diretas na vulnerabilidade às falhas na rede elétrica, como evidenciado em situações de apagões. Quando a eletricidade tem um peso tão elevado no consumo doméstico, qualquer falha no sistema tem impacto imediato e generalizado na vida das famílias (Mais Liberdade, Mais Factos)


Municípios com receitas recorde de IMT

O aumento do preço das casas e do volume de transações tem gerado receitas recorde de IMT (Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis) para os municípios portugueses. Desde 2012, a receita de IMT mais do que triplicou em termos reais, passando de 475 milhões de euros para 1.733 milhões de euros em 2024. O valor máximo, de 1.833 milhões de euros, foi atingido em 2022. Estes valores estão a preços de 2024. Além disso, o peso do IMT nas receitas totais das autarquias também aumentou significativamente, passando de apenas 5%, em 2012, para 13%, em 2024. O cada vez maior peso deste imposto tem beneficiado os municípios e evidencia a crescente dependência dos mesmos relativamente ao setor imobiliário (Mais Liberdade, Mais Factos)

quinta-feira, maio 01, 2025

O que mais preocupou os portugueses durante o apagão? Estas foram as principais queixas


Um estudo realizado pelo Portal da Queixa revela os impactos do apagão nacional que afetou Portugal na segunda-feira passada, destacando a falta de acesso a comunicações como a maior dificuldade enfrentada pela população. O inquérito, que envolveu cerca de 3000 consumidores, aponta que 84% dos portugueses sentiram a interrupção nos serviços de telecomunicações como o principal problema, seguido pela falta de informação e apoio (57,8%). A pesquisa também revela uma forte insatisfação com a resposta das entidades públicas, com mais de 41% dos inquiridos a considerar que o Governo e outras autoridades não lidaram adequadamente com a situação. Apenas 19% aprovam a forma como a crise foi gerida.

Durante o apagão, a maioria dos inquiridos (48,2%) encontrava-se em casa, seguida por 33,2% que estavam no trabalho. O impacto não se limitou à vida quotidiana, mas afetou também a saúde emocional dos portugueses, que se viram impossibilitados de contactar familiares, aceder a informações relevantes ou tomar decisões informadas. A falta de comunicação gerou uma sensação de isolamento e stress entre os cidadãos. Entre as operadoras, a Digi foi a mais criticada, com 504 queixas registadas no Portal da Queixa no dia seguinte ao apagão, o que representa quase metade de todas as reclamações recebidas pela plataforma. A operadora foi também a última a retomar os serviços de forma plena, deixando milhares de consumidores sem acesso a comunicações por mais de 24 horas consecutivas. A pesquisa destaca a necessidade urgente de melhorias na comunicação em tempo real, apontada por 42,1% dos inquiridos como a principal lição a ser tirada desta crise. A garantia de condições mínimas de segurança e conforto ficou em segundo lugar (22,6%), enquanto a necessidade de apoio rápido e eficaz foi mencionada por 21,1% (Executive Digest, texto do jornalista André Manuel Mendes)

China sugere que vírus da covid-19 "pode ter surgido mais cedo" nos EUA

Conselho de Estado da China publicou um livro sobre a origem da pandemia, defendendo a transparência do regime de Pequim. O Conselho de Estado da China (Executivo) publicou esta quarta-feira um livro branco sobre a origem da pandemia de covid-19 no qual defende a transparência de Pequim e sugere que o vírus "pode ter surgido mais cedo" nos Estados Unidos.

A publicação, divulgada pela imprensa estatal chinesa, inclui dois capítulos dedicados às contribuições da China para o estudo da origem do SARS-CoV-2 e para a luta global contra a pandemia, e um terceiro centrado na resposta "mal gerida" dos EUA à crise sanitária, sobretudo nos primeiros meses. O surto da pandemia coincidiu com o último ano do primeiro mandato de Donald Trump, que, após regressar à Casa Branca em janeiro, lançou uma guerra comercial global sem precedentes, com a China como principal alvo.