terça-feira, maio 19, 2026

Mais Liberdade: carga fiscal sobre o trabalho em Portugal diminuiu

A carga fiscal sobre o trabalho em Portugal diminuiu desde o pico atingido em 2023, mas continua acima dos níveis anteriores à Troika e da média da OCDE. Segundo os dados da OCDE, a chamada “tax wedge” — que inclui IRS e contribuições para a Segurança Social pagas por trabalhadores e empregadores — atingiu 41,4% em 2023 e desceu para 39,3% em 2025. Apesar desta redução de 2,1 pontos percentuais, o valor continua bastante acima (+2,7 pontos percentuais) da média registada entre 2000 e 2010, antes da intervenção da Troika, situada nos 36,6%. Foi precisamente durante o período de assistência financeira, entre 2011 e 2014, que se verificou um forte agravamento da tributação sobre o trabalho. Desde então, essa austeridade acabou por se consolidar como o novo normal — sendo que o valor mais alto da série só seria atingido vários anos depois, em 2023.

Portugal mantém-se também acima da média da OCDE. Em 2025, a tax wedge portuguesa situava-se nos 39,3%, enquanto a média da OCDE era de 35,1%, uma diferença de 4,2 pontos percentuais. Uma carga fiscal elevada sobre o trabalho reduz o rendimento disponível das famílias, aumenta os custos de contratação para as empresas e desincentiva a criação de emprego, a progressão salarial e a atração de talento (Mais Liberdade, Mais Factos)

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