sexta-feira, maio 29, 2026

SIC e Expresso: nova sondagem alerta PSD de Montenegro



Um ano depois das eleições que reconduziram Luís Montenegro na chefia do Governo, a sondagem de maio do ICS e ISCTE para a SIC e Expresso dá um resultado diferente: a vitória do PS, mas 'graças' aos pontos que a coligação PSD/CDS-PP perde. Se houvesse eleições legislativas por estes dias, os portugueses estariam disponíveis para trocar a AD e Luís Montenegro pelo PS de José Luís Carneiro na governação do país. É a conclusão da mais recente sondagem do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e Iscte - Instituto Universitário de Lisboa para a SIC e o Expresso.

O PS surge em primeiro lugar nas intenções de voto, com 24%, exatamente os mesmos que tinha há dois meses, na última sondagem. É a AD - Coligação PSD/CDS-PP que perde 4 pontos percentuais (pp) relativamente a maio, ficando assim atrás dos socialistas, com 21%. Também o Chega perde 4 pontos: recolhe agora 17% das intenções de voto. Em quarto lugar, a larguíssima distância, surge a CDU. O partido de Paulo Raimundo tem 4% (mais um ponto do que março) e lidera destacado o campeonato dos pequenos partidos, com Livre e Iniciativa liberal ex aequo com 2% e PAN e BE com apenas 1%.


A sondagem revela ainda que há um número crescente de indecisos (12%, mais 3 pontos do que em março), mas também de abstencionistas (11%, igualmente mais 3 pontos do que no último estudo de opinião). Se distribuirmos os indecisos e excluirmos os abstencionistas, os resultados ficam mais claros, como PS a ultrapassar a fasquia psicológica dos 30%, quatro pontos acima da AD que não vai além dos 27%. Chega alcança os 20% e a CDU os 5%. Livre e Iniciativa Liberal obtêm 3%, PAN e BE 2%.

Ficha Técnica

Este relatório baseia-se numa sondagem cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 15 e 24 de maio de 2026. Foi coordenada por uma equipa do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e do Iscte - Instituto Universitário de Lisboa (Iscte-IUL), tendo o trabalho de campo sido realizado pela GfK Metris.

O universo da sondagem é constituído pelos indivíduos de ambos os sexos com idade igual ou superior a 18 anos e capacidade eleitoral ativa, residentes em Portugal Continental. Os respondentes foram selecionados através do método de quotas, com base numa matriz que cruza as variáveis Sexo, Idade (4 grupos), Instrução (3 grupos), Região (7 Regiões NUTS II) e Habitat/Dimensão dos agregados populacionais (5 grupos).

A partir de uma matriz inicial de Região e Habitat, foram selecionados aleatoriamente 113 pontos de amostragem, onde foram realizadas as entrevistas de acordo com as quotas acima referidas. A informação foi recolhida através de entrevista direta e pessoal na residência dos inquiridos, em sistema CAPI, e a intenção de voto recolhida através de simulação de voto em urna.

Foram contactados 2444 lares elegíveis (com membros do agregado pertencentes ao universo) e obtidas 803 entrevistas válidas (taxa de resposta de 33%, taxa de cooperação de 47%). O trabalho de campo foi realizado por 43 entrevistadores, que receberam formação adequada às especificidades do estudo. Todos os resultados foram sujeitos a ponderação por pós-estratificação de acordo com a frequência de prática religiosa e a pertença a sindicatos ou associações profissionais dos cidadãos portugueses com 18 ou mais anos residentes no Continente, a partir dos dados da vaga mais recente do European Social Survey (Ronda 11). A margem de erro máxima associada a uma amostra aleatória simples de 803 inquiridos é de +/- 3,5%, com um nível de confiança de 95% (SIC-Notícias, texto da jornalista Cristina Figueiredo)

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