quinta-feira, maio 28, 2015

Passagens aéreas, transporte marítimo, novo hospital e negociações nos bastidores: Passos vai à Madeira

Escreve a jornalista Marta Caires, correspondente do Expresso no Funchal: "Em outubro, Jardim chegou a sair da Madeira para não se cruzar com Pedro Passos Coelho, que foi ao Funchal falar num jantar de empresários. Agora não será assim: Miguel Albuquerque sempre teve uma relação próxima com o chefe de Governo. Os transportes entre a Madeira e o continente e a eventual partilha de custos na construção do novo hospital central do Funchal são assuntos na agenda de Pedro Passos Coelho na primeira deslocação oficial ao arquipélago. A seis meses das eleições legislativas nacionais e com o resgate assinado até ao fim do ano, não será desta que se descortinará uma solução para a dívida pública madeirense. Por enquanto, fica tudo como está e as negociações, segundo o gabinete de Miguel Albuquerque, prosseguem nos bastidores.
A comitiva do primeiro-ministro, que inclui Pires de Lima, ministro da Economia, Marques Guedes, ministro da Presidência e Assuntos Parlamentares, e ainda o secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, chega ao Funchal esta segunda-feira e a visita começa logo com uma reunião de trabalho na Quinta Vigia. As soluções para os transportes e para o hospital deverão ser apresentadas na conferência de imprensa conjunta. O executivo madeirense acredita que se poderá chegar a acordo em algumas matérias.
O limite máximo nas passagens aéreas para residentes e estudantes – semelhante ao que ficou estabelecido entre a República e os Açores – é um dos acordos mais importantes já que, neste momento, as passagens entre a Madeira e o continente ultrapassam, nos momentos de maior procura, os 400 euros. Miguel Albuquerque também quer apoios da República para reabrir a linha de transporte marítimo de passageiros e mercadorias entre a região e o continente. Também neste ponto é possível que se chegue a um entendimento.
À discussão será também posta a construção do novo hospital central do Funchal. O executivo madeirense quer que seja uma obra de interesse comum entre a região e a República, o que significará a partilha de custos na eventualidade de se avançar mesmo para a construção. As esperanças de fazer acordos terminam aqui, já que quanto ao resgate parece que não será desta. De qualquer forma, o secretário de Estado das Finanças faz parte da comitiva e é possível que continuem as tais negociações de bastidores.
De momento, sobre a dívida sabe-se apenas que o Governo Regional se prepara para fazer um empréstimo de 215 milhões de euros destinados às amortizações que começam a ser pagas em 2016. Na Madeira também há a ideia de que a seis meses das eleições não se podem fazer grandes conquistas. Não se sabe quem vai ganhar, nem sequer se o que for decidido agora não se desfaz com o resultado eleitoral. Miguel Albuquerque sabe que, seja quem for o Governo em Lisboa, terá que negociar e não se irá fechar como fez o antecessor.
Da visita constam, além da reunião de trabalho na segunda-feira, uma visita ao centro internacional de negócios e a várias empresas na Madeira. Na terça-feira, a comitiva segue para o Porto Santo, onde irá estar um dia. É do Porto Santo que Passos Coelho e os ministros regressam a Lisboa. A Madeira elege seis deputados à Assembleia da República – neste momento quatro são do PSD, um do PP e outro do PS – que podem ser decisivos, sobretudo se se confirmar um cenário sem maioria absoluta. A visita oficial – a primeira que Passos Coelho faz à região – não será alheia a esse detalhe, como também não é à mudança na presidência do Governo. As relações entre o primeiro ministro e Alberto João Jardim foram sempre tensas. Em outubro, Jardim chegou a sair da Madeira para não se cruzar com Pedro Passos Coelho, que foi ao Funchal falar num jantar de empresários. Miguel Albuquerque sempre teve uma relação próxima com Passos Coelho, mas também conhece António Costa dos tempos em que ambos eram presidentes de câmara -Albuquerque no Funchal, Costa em Lisboa. No entanto, o secretário-geral do PS também é próximo do candidato a líder dos socialistas madeirenses. Carlos Pereira é o único candidato das diretas de 29 de maio e foi apoiante de Costa nas primárias do partido em Setembro do ano passado"

Madeira Palácio: José Avelino Farinha não é propriamente uma "casa de caridade"...

Li no blogue de jornalistas madeirenses, o Funchal Notícias, que "o Grupo AFA tem estabelecido negociações no sentido de comprar o Hotel Madeira Palácio, pondo fim a um longo impasse que não só tem afetado dezenas de trabalhadores como também a beleza paisagística da zona turística, dado a fachada em permanente construção do imóvel. Aquele que já foi um dos principais hotéis de cinco estrelas da cidade, com um processo de remodelação que ficou pelo meio, é hoje um projecto de intenções. O maior credor do imóvel é o BCP, sendo que corre no tribunal um processo de insolvência. Recorde-se que Avelino Farinha inaugurou há bem pouco tempo o Saccharum Hotel, nos Prazeres, mas, apesar do absoluto silêncio à volta dos negócios AFA, sabe-se que tem havido negociações no sentido de ser o grupo madeirense a dar um novo rumo ao Madeira Palácio".
Segundo julgo saber a iniciativa de contactar empresários partiu do banco, concretamente do BCP, que pretende encontrar rapidamente uma solução para aquele empreendimento - hotel e apartamentos - que se encontra numa carteira regional de outras infraestruturas entregues ao banco por causa de problemas com o crédito concedido pela instituição a empresários privados que ficaram a braços com dificuldades devido e ao impacto negativo da crise que ainda assola o país e a região.
Ao que julgo saber as tentativas do BCP ter-se-ão gorado, não apenas porque estamos a falar de um valor da ordem dos 120 a 130 milhões de euros - muito significativo considerando que existem obras para realizar no hotel e por não haver a certeza de que os apartamentos de luxo construídos ao lado do Madeira Palácio são vendáveis na actual conjuntura pelo valor estimado - que terá que ser reduzido, mas porque no caso do grupo do empresário madeirense José Avelino Farinha (componente hoteleira), as prioridades no caso do Funchal apontam para um chamado hotel de cidade com boas acessibilidades (proximidade) e com estruturas próprias de frente mar e não um hotel com características de "resort" porque esse o empresário já possui na Calheta.
Conhecido pela cautela imposta a todas as decisões que toma, a que se junta uma postura empresarial marcada pela contenção e pela discrição, não creio que o empresário José Avelino Farinha - com vários interesses empresariais no estrangeiro - esteja disposto, mesmo que o BCP resolva baixar mais o valor em causa e garanta facilidade no acesso ao crédito para conclusão das obras no hotel, a se envolver num desafio com esta amplitude financeira.
Lembro que há cerca de ano e meio escrevi neste blogue que a empresária angolana, Isabel dos Santos, chegou a  ser uma hipótese bastante forte para a concretização de um investimento na Madeira, na área da hoteleira e turismo, mas esses sinais que eventualmente terão surgido esbarraram rapidamente entre outras situações, nos valores exorbitantes que na altura terão sido pedidos para a compra de alguns empreendimentos hoteleiros, um dos quais era exactamente o Madeira Palácio.

União da Madeira: um conselho amigo ao Filipe Silva

Sei que o Filipe Silva vive os problemas do União com a mesma emotividade que muito provavelmente eu teria se estivesse no seu lugar. Sei que ao União depois de concretizada a subida, se colocam desafios importantes e decisões ainda mais importantes, no quadro de uma estabilidade da próxima época, que estão para ser tomadas.
É muito importante que o projecto seja repensado e adaptado à realidade de uma I Liga que não pode ser uma espécie de passagem efémera para o nosso União. Julgo que um eventual insucesso desportivo neste primeiro ano de regresso poderia colocar em dúvida a continuidade do União no seu actual modelo de futebol profissional.
No quadro dessa nossa amizade e considerando declarações que li nos meios de comunicação social nos últimos dias, obviamente alicerçadas no entusiasmo que a subida naturalmente deixou no nosso União, recomendo muita contenção, de nada valendo abrir novas "frentes" quando ainda há muitas decisões que terão que ser tomadas e ainda não foram. Já percebi, percebemos todos, que o União terá que resolver por si e pelos seus próprios meios em colaboração com outras colectividades da Região, o problema que agora se coloca quanto ao recinto a utilizar como "casa".
Algo que terá que ser feito num clima de contenção financeira já conhecida antes da subida de divisão e de hostilidade desportiva já que admito que o sucesso do nosso União não tenha sido do agrado de todos, independentemente de declarações de sentido contrário que possam ser feitas.

quarta-feira, maio 27, 2015

PSD defende criação do cargo Presidente dos Açores

O líder do PSD/Açores, Duarte Freitas, defendeu a criação do cargo de Presidente dos Açores, eleito por sufrágio direto, e a extinção do cargo de representante da República. O dirigente social-democrata, que falava em conferência de imprensa, na cidade da Horta, respondeu assim aos "desafios" lançados segunda-feira, nas cerimónias do Dia dos Açores, pelo presidente do Governo Regional, Vasco Cordeiro, que defendeu a extinção do cargo de representante da República, o reforço do papel dos Conselhos de Ilha e a abertura a listas independentes nas eleições para a Assembleia Regional. "Congratulo-me com o facto de, agora, o presidente do PS ter vindo ao encontro das nossas propostas para aprofundar a autonomia e o sistema político", sublinhou Duarte Freitas, acrescentando que "mais vale tarde do que nunca". O líder regional do PSD recordou que o seu partido já tinha apresentado várias propostas concretas, como a extinção do cargo de representante da República e a criação do cargo de Presidente dos Açores. Na sua ótica, esta nova figura assumiria as funções até agora atribuídas ao representante da República e ainda à presidência do Conselho de Concertação Territorial, e seria eleito por "sufrágio direto, dotado de legitimidade e representatividade democráticas". Duarte Freitas lamentou, no entanto, que o PS tenha manifestado sempre "indisponibilidade" para dialogar sobre estas matérias e de só agora vir propor uma verdadeira reforma do sistema autonómico.
"Foi com satisfação que verifiquei que o presidente do Partido Socialista aproveitou o Dia da Região para, finalmente, responder ao desafio do PSD/Açores e aceitar o nosso repto para que seja possível dialogar e trabalhar para uma grande reforma do sistema autonómico açoriano", destacou o dirigente social-democrata. A par do reforço da legitimidade democrática dos Conselhos de Ilha, o PSD/Açores defende também a instalação de um Conselho Económico e Social autónomo, sem a tutela do Governo Regional, e a eleição do presidente do Serviço Regional de Estatística dos Açores. "Para o PSD/Açores esta é uma oportunidade para dar uma nova dinâmica à liberdade e à sociedade civil", sublinhou Duarte Freitas" (Açoriano Oriental)

Futebol: Liga Europa para o Sevilha pela 2ª vez consecutiva

Sevilha dos portugueses Beto (não jogou) e Carriço (jogou os 90m) vence o Dnipro da Ucrânia por 3-2 na final de Varsóvia e conquista a Liga Europa pela segunda vez consecutiva. Bacca marcou dois dos golos dos espanhóis

Opinião: "Fiscalidade"



"Jugo que há uma matéria que admito tem gerado alguma confusão junto dos madeirenses, sobretudo as que seguem de forma mais atenta todas as decisões e/ou movimentações em torno do CINM e as perspetivas de uma nova realidade fiscal na Madeira, capaz de gerar receitas a uma dimensão não vista até à presente data.
Historiando:
- No passado dia 2 de Abril, o Conselho de Ministros divulgou no seu habitual comunicado do Conselho de Ministros, a seguinte informação:“O Conselho de Ministros aprovou uma proposta de lei sobre o novo regime fiscal da Zona Franca da Madeira, para vigorar desde o dia 1 de janeiro de 2015. Os pressupostos, fundamentos e fins prosseguidos pelo novo regime fiscal da Zona Franca da Madeira foram objeto de ponderação, análise e negociação junto da Comissão Europeia. O novo regime fiscal, que se aplica às entidades licenciadas até 31 de dezembro de 2020 e produz efeitos de 1 de janeiro de 2015 até 31 de dezembro de 2027, mantém os princípios subjacentes aos regimes fiscais anteriores da Zona Franca da Madeira, conferindo continuidade e estabilidade a este instrumento fundamental para a estratégia de desenvolvimento económico e social da Região Autónoma. O novo regime mantém a tributação dos rendimentos em sede de Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRC) à taxa de 5%. São ainda previstas medidas de incentivo fiscal aos sócios e acionistas das empresas licenciadas na Zona Franca da Madeira, excluindo do seu âmbito as distribuições de lucros e outros rendimentos a entidades sediadas em paraísos fiscais”.
Nada a dizer. Trata-se de uma proposta que aguardava há muito tempo, porventura demasiado tempo, uma decisão de Lisboa processo que se arrastou durante pelo menos dois anos, saltando de gabinete em gabinete, de parecer em parecer, de secretária em secretária e de gaveta em gaveta, ate que conheceu o seu epílogo, curiosamente (mas admito que tenha sido uma mera coincidência…) depois do anterior governo regional ter sido substituído.
-Dias depois, foi publicada uma notícia dando conta do “processo (supersónico) de aprovação da proposta de Lei sobre o IV Regime de Benefícios Fiscais do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM)” A iniciativa foi votada na generalidade pela Assembleia da República que aprovou o pedido de urgência para que o diploma “entre em vigor o mais rápido possível”. Tratava-se da mesma proposta de lei aprovada em Conselho de Ministros a 2 de Abril, com efeitos desde 1 de Janeiro deste ano até 2027, que mantém os princípios dos regimes fiscais anteriores na praça financeira madeirense. Este novo regime prevê medidas de incentivo fiscal aos sócios e acionistas das empresas licenciadas no CINM, “excluindo as distribuições de lucros e outros rendimentos a entidades sediadas em paraísos fiscais”. Refira-se que estes benefícios fiscais aumentam indexados à criação de postos de trabalho na Região.
Também neste caso, não há nada a dizer. Houve, por assim dizer, um acelerar de todo o processo legislativo por forma a recuperar o tempo (demasiado) perdido porventura com politiquices e outras minudências que apenas nos prejudicaram.
O que me levou a escolher hoje este assunto tem a ver com o futuro da chamada “lei Miguel Sousa” sobre fiscalidade na Madeira, que depois de ter sido aprovada pelo anterior parlamento regional, foi “engavetada” pela Assembleia da República a pretexto da realização de novas eleições regionais. O que os madeirenses pretendem saber – e admito que existe um défice de informação sobre esta matéria – é qual a complementaridade existente entre este regime agora aprovado por Lisboa e a proposta de Miguel Sousa, sobre a qual o PS esteve reunido recentemente com o autor para tentar negociar a criação de condições políticas e parlamentares para que o diploma passe pelo crivo do parlamento de São Bento.
A minha dúvida, que admito subsista de uma forma generalizada, é apenas esta: até que ponto Lisboa pode dar uma nega à proposta de Miguel Sousa sobre fiscalidade para a Madeira, com a justificação da aprovação do novo regime fiscal? Até que ponto as duas iniciativas legislativas entram em conflito entre si? Julgo que os meios de comunicação social podiam dissipar estas dúvidas até porque a iniciativa do deputado regional parece-me mais ampla e muito mais ambiciosa. Tem a palavra Miguel Albuquerque, aproveitando as suas relações políticas e pessoais em Lisboa, para que uma decisão seja tomada antes do final da presente Legislatura do parlamento nacional que pode ocorrer em Agosto" (LFM/JM)

terça-feira, maio 26, 2015

Estado ‘pagou’ 77,5 mil milhões de euros em 10 anos



Seja qual for o critério, Portugal é um dos países mais endividados do mundo. Em março, a dívida pública segundo as regras de Maastricht estava em 226,3 mil milhões de euros (130,3% do PIB) e, incluindo as empresas públicas fora do perímetro orçamental, o valor ascendia a 288,8 mil milhões (166,3%). No total, a economia (exceto banca) devia 702,3 mil milhões de euros  (404,3% do PIB).  E o Estado não só paga os juros da sua própria dívida, que já ascendem a 8,8 mil milhões de euros este ano, como suporta ainda parte dos juros das empresas e das famílias através de deduções fiscais. Pelas contas do Expresso, a partir de dados das Finanças (para o IRS, taxa efetiva de IRC e encargos anuais com juros da dívida pública) e do Banco de Portugal (para os juros suportados pelas empresas), o Estado pagou entre 72,6 mil milhões de euros e 77,5 mil milhões em juros entre 2005 e 2014 (Expresso)

Futebol: dores de cabeça na Madeira por ter três equipas na I Liga

"O União da Madeira conseguiu o feito de subir à I Liga de Futebol e vai juntar-se ao Marítimo e ao Nacional na próxima época. O desafio maior será saber como é que uma Região com cerca de 250 mil habitantes e com um tecido económico débil irá sustentar três equipas no escalão maior do futebol português. É preciso recuar 20 anos, à primeira metade da década de 90, para que o cenário se repita. Na altura, o União era liderado pelo ‘todo poderoso’ secretário-geral do PSD e presidente da Associação da Construção Civil, Jaime Ramos com as empresas de construção civil a injectar dinheiro no clube. Mas agora os tempos são outros. As grandes obras públicas deixaram de existir na Madeira e as construtoras debandaram para o continente africano. A Madeira está debaixo de um plano de resgate desde 2012 e o dinheiro não estica. O novo Governo Regional de Miguel Albuquerque já anunciou que irá cortar 10% nos apoios públicos ao futebol profissional.
Mas estava a pensar em duas equipas na I Liga. O corte entra em vigor na época desportiva 2015/2016. O orçamento é, agora, a dividir por três pelo que os dirigentes dos clubes madeirenses terão de fazer contas à vida.
Isto se o Executivo regional não recuar na sua intenção de cortar 10% para que essas verbas sejam canalizadas para a acção social escolar. Os 10% de corte representam cerca de 600 mil euros no orçamento regional. O novo Governo Regional, no seu programa de Governo recentemente aprovado, aposta no desporto mas “principalmente como atividade de lazer”. A ideia, agora, é “fomentar e dinamizar o Desporto para Todos, numa lógica de ocupação dos tempos livres das populações e da promoção do seu bem-estar e saúde”, reforçar a aposta na formação desportiva dos jovens praticantes, em detrimento da alta competição e do alto rendimento. O novo Governo de Miguel Albuquerquer quer “apoiar a participação nas competições nacionais regulares e não regulares, bem como nas competições internacionais, de diversas modalidades e escalões, com base na representatividade regional e qualidade desportiva”.
Por isso, prevê a “adoção de critérios de participação em função dos interesses de desenvolvimento desportivo global, das efetivas disponibilidades financeiras da Região e do retorno proporcionado”. São ainda critérios “a assunção dos encargos resultantes da supressão da descontinuidade territorial, mantendo a perspetiva de tal encargo transitar para a República”. Ou seja, negociar com a República a possibilidade desta pagar encargos com o desporto, por exemplo no que toca às necessárias viagens aéreas para os atletas.
Para isso, o novo Executivo Regional conta dotar a administração pública de um documento orientador da relação com as entidades desportivas com a duração mínima de um ciclo olímpico e elaborar e implementar um Plano Estratégico de Desenvolvimento Desportivo 2016-2020. Recorde-se que, não fora uma vaia recebebida em 1998 pelo ex-presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, no estádio dos Barreiros, num jogo do Marítimo, e a ideia então defendida pelo ex-presidente de a Madeira ter um clube único tinha vingado" (texto do correspondente do Sol no Funchal, Emanuel Silva, com a devida vénia)

Berardo à sua maneira

"Não sou um intelectual mas tenho um gosto especial e tenho peças que gostava que fossem mostradas aos portugueses. E talvez no futuro isso não seja possível», explica o comendador José (Joe) Berardo, conduzindo alegremente pelas salas do Museu Colecção Berardo o grupo de jornalistas na apresentação da exposição ‘O Olhar do Coleccionador/The Collector’s Eye’. É a primeira vez que o próprio – presidente da fundação com o seu nome alojada no CCB – assumiu o papel de curador. Está notoriamente feliz e não se cansa de repetir que o que o motiva é partilhar com os outros «a alegria de ver arte». Ao todo são 35 obras, entre peças estrangeiras e cinco portuguesas, pelas quais sente «um afecto especial». Entre essas, a que mais lhe causa felicidade expor é a que está no limite, fora de escala, mesmo para um museu habituado à megalomania da arte contemporânea. Trata-se de um dos panos de cena que Marc Chagall pintou para a inauguração da nova Metropolitan Opera House de Nova Iorque, com a apresentação de A Flauta Mágica, de Mozart, em 1965. O comendador e dono da colecção orgulha-se de – depois de ter feito a compra há 10 anos – ter conseguido, finalmente, esticar sobre uma das poucas paredes possíveis do edifício do CCB o gigantesco linho com 23,5 por 13,5 metros e com pedras semipreciosas incrustadas. «Quando vi o tamanho até me assustei. Foi muito difícil expor aqui, mas conseguimos». Em Dezembro de 2016 termina o contrato de comodato por dez anos assinado entre o Estado português e o detentor da maior colecção portuguesa de arte contemporânea e esta apresentação é também uma declaração de princípios. «Não sei o que vai fazer o próximo Governo, se quer que a colecção continue aqui ou não», diz Berardo. «Eu gostava que continuasse aqui e em Lisboa, até porque a minha ideia sempre foi que todos os portugueses pudessem ver a arte do século XX, de forma gratuita», diz o empresário que recorda que em miúdo não tinha dinheiro sequer para entrar no Museu de Arte Sacra do Funchal.
«Mas se não for no CCB haverá outra solução», avança um Berardo confiante de que o próximo Governo – «qualquer que seja» – terá de se sentar e falar com «a única pessoa que é dona de cinco museus em Portugal». No dia anterior, conta, tinha sido convidado pelo secretário-geral do PS, António Costa, para um encontro de gente da cultura. «Parece ter uma visão para 10 anos», diz de Costa, mas, no geral, desabafa que «para os políticos a cultura não é uma prioridade, e isso é péssimo». E há sempre a hipótese radical: «Se for preciso faço eu um museu». Berardo gosta de fazer as coisas «my way» (à minha maneira), como diz, socorrendo-se do inglês que aprendeu quando foi aos 18 anos enriquecer para a África do Sul. «Uma das coisas que a arte nos ensina, e a minha vida é um exemplo disso, é que tudo é possível, não há limites para a imaginação». E recorda os seus museus: na Quinta da Bacalhoa, a sua colecção de peças históricas de Bordallo Pinheiro e a sua ambição de fazer um museu com a vasta colecção que tem reunido de originais do século XVI.
Muro de alegria
Além da obra de Chagall, há outros tesouros que Berardo sacou das reservas do museu depois de um processo doloroso de exclusão. A peça de Frank Stella, Severambia, que marcou a abertura do museu no CCB, em 2006, é uma delas. É um «muro da alegria» e, mais uma vez, é um grande formato, reconhecendo o coleccionador o fascínio que sente pela «grande escala da arte moderna» e pela «desmesura e imaginação». E são obras grandes as que enchem as quatro salas do museu, «peças museológicas que para entrarem numa casa tínhamos que partir as portas». Mais uma lição de que a arte é para «ser vista por todos. Todas as pessoas têm direito a ir à praia e todos temos direito a ver arte», justifica, desenvolvendo a teoria de que a colecção que teve como núcleo do protocolo 862 obras (140 peças foram adquiridas posteriormente) deve estar em Portugal e na capital e acessível a todos. Estas peças (de uma colecção avaliada pela Christie’s em 316 milhões de euros) são também uma moeda de troca internacional. «Agora emprestámos o Bacon, que foi avaliado pelo seguro em 50 milhões de euros», diz o coleccionador. «Também não podemos ter tudo à vista ao mesmo tempo». «O museu é até pequeno para esta colecção», assegura Pedro Lapa, director responsável pela programação desde há quatro anos.
Quanto custa?
Algumas das peças da exposição que Berardo quis assinar são marcos da história de arte. Outras peças permitem-lhe fazer as graças brejeiras e descomplexadas que notoriamente adora. «Esta aqui abre a exposição e podemos perguntar-lhe ‘How much?’». É a obra de George Segal Flesh Nude Behind Brown Door, em que a escultura de uma mulher nua entreabre a porta. «Gosto muito deste», dirá, apontando para o poético Jardim dos Lírios Lisérgicos, tela de 2009, do brasileiro Walter Goldfarb. Além de vários nomes estrangeiros consagrados, como Basquiat, Roy Lichtenstein, Gilbert & George, o coleccionador escolheu peças dos consagrados portugueses Cabrita Reis, Fernanda Fragateiro, Rui Sanches e Rui Chafes. Para ver a peça de Fragateiro temos de sair do espaço do museu e ir até ao jardim onde está a Caixa (Desmontagem)2 , uma escultura gigante em aço. No lobby do piso 0 (a exposição desenrola-se no -1) estão as sete esculturas de Rui Chafes Perder a Alma, em ferro pintado, e que pela primeira vez foram alojadas numa zona de pé direito muito baixo. No circuito principal encontram-se duas peças de Pedro Cabrita Reis (a quem o museu já dedicou uma antologia) e uma de Rui Sanches. Joe Berardo revela que só há 15 dias pendurou dois quadros na parede a pedido da mulher: «Vivo aqui rodeado de arte o dia todo. Mas em casa quero ter alternativa, senão a minha cabeça fica desorientada. Em casa só quero ver a paisagem de Lisboa». A exposição ‘O Olhar do Coleccionador’ abriu ontem ao público e termina a 29 de Setembro" (texto da jornalista do Sol, Telma Miguel, com a devida vénia)

Concelhos do distrito do Porto têm a água mais cara do país

"A Associação de Defesa do Consumidor diz que tarifas da água são "incoerentes". Veja quais são os concelhos com água mais cara e mais barata. A Deco -Associação de Defesa do Consumidor afirma que as tarifas de água em Portugal são "incoerentes" e "continuam a pautar-se pela desigualdade". De acordo com a associação, que em comunicado hoje divulgado cita os resultados de um estudo publicado na revista Proteste, "de norte a sul e do litoral para o interior, os tarifários continuam a pautar-se pela desigualdade". "Entre os 10 municípios com fatura mais alta, seis são do distrito do Porto", adianta a Deco. De acordo com o documento, os dez preços mais altos estão na Trofa (492,92 euros), Santo Tirso (431,20), Paços de Ferreira (420,60), Aveiro (413,69), Torres Vedras (412,74), Vila do Conde (410,83), Covilhã (406,08), Gondomar (403,32), Paredes (400,42) e Alenquer (399,64). Já os mais baratos estavam em Belmonte (54,72 euros), Barrancos (76,50), Mora (81), Alcácer do Sal (83,40), Foz Coa (88,20) e Moura (91,20). Os concelhos de Lisboa e Porto, com uma conta anual de 243 euros, ficam de fora de ambas as listas. O estudo da Proteste analisou cerca de 450 tarifários aplicados ao consumidor final, em 150 municípios, incluindo as tarifas de abastecimento, saneamento e resíduos sólidos urbanos em abril de 2015. Já os municípios de Aveiro, Espinho, Oliveira do Bairro e Vila do Conde são acusados pela Deco de não aplicarem tarifário social, enquanto Covilhã, Espinho, Mafra, Paredes e Vila do Conde "ignoram a tarifa para famílias numerosas". "Passados seis anos sobre a recomendação da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos nesta matéria, existem ainda muitas entidades gestoras que não a cumprem", avisa a associação. Por outro lado, uma vez que se espera a aprovação da agregação dos sistemas multimunicipais em alta (captação e tratamento assegurados pelas entidades gestoras), a Deco acrescenta que "encara com apreensão o efeito no preço final dos serviços de água e saneamento". "A situação é pouco clara para o consumidor", sublinha a associação, questionando qual é a garantia dada pelo Governo e autarquias para a harmonização de tarifas e para a acessibilidade económica destes serviços" (fonte: DN de Lisboa)

Este rouxinol devia falar todos os dias até às próximas eleições, sobretudo reforçando lá depois de Agosto...

Espanha: Parlamentos autonómicos y posibles pactos

fonte: El Pais

SIC: Miguel Albuquerque nos Globos de Ouro 2015

(fotos: Expresso)

Vítor Oliveira. O homem dos sete ofícios (e oito subidas à 1.ª divisão)

"Pela terceira época seguida (Arouca 2013, Moreirense 2014 e  U. Madeira 2015), o treinador sobe mas rejeita acompanhar o clube. Terça-feira, 17 de Novembro de 1953.  É uma data memorável. Para Matosinhos e também para o país. É o dia em que nasce um tal Vítor Manuel Oliveira, homem dos sete ofícios (e oito subidas à 1.a divisão). Calma lá, de Novembro de 1953 até hoje distam 61 anos. O que faz Vítor Oliveira nesse hiato de tempo? Diverte-se a jogar futebol. Entra no clube da terra (Leixões) e faz lá toda a formação como médio. Em 1972 sobe a sénior e é lançado às feras por António Teixeira. A estreia é na Luz a 9 de Setembro. O Benfica de Eusébio (hat-trick), Artur Jorge (bis) e Nené enchem-lhe as medidas (6-0). Na jornada seguinte, o Leixões joga em casa e aí é outra história, com 1-0 ao Atlético. E quem marca? Um jovem chamado Vítor. Esse mesmo, o Oliveira. É o primeiro dos 17 golos na 1.a divisão, dois deles ao Porto, num total de 208 jogos distribuídos por cinco clubes. Sim senhor, já aí Vítor Oliveira dá ares de nómada. Além de Leixões, Famalicão, Espinho, Braga e Portimonense. Em todos eles deixa a sua marca com golos.
Aos 31 anos pendura as chuteiras e faz--se treinador. Precisamente em Portimão. E logo na 1.a divisão, com Taça UEFA à mistura. Entra a ganhar 2-1 ao Braga de Calisto, golos dos inesquecíveis Alhinho e Cadorin. Segue-se o 1-0 ao Partizan. Seria eliminado em Belgrado (4-0), mas acaba o campeonato em sétimo lugar. Continua no Algarve mais um ano até aceitar o convite do Maia, na 3.a divisão. Pois, esquecemo-nos de avisar: Vítor é daqueles que gosta de desafios. Daí que prefira jogar ao ataque para subir do que defender para evitar despromoções. Por isso mesmo, Vítor colecciona oito subidas de divisão: Paços 1991 (campeão), Académica 1997, U. Leiria 1998 (campeão), Belenenses 1999, Leixões 2007 (campeão), Arouca 2013, Moreirense 2014 e U. Madeira 2015. Pois é, três subidas nos últimos três anos. Craque.
E o futuro? “Aos 61 anos já não tenho ilusões de chegar a um grande clube. Aceito convites de clubes que tenham credibilidade. De um clube que tenha credibilidade e que mereça essa credibilidade e respeito. Seja de primeira ou de segunda. Na 2.a Liga terá sempre de ser um projecto de subida; na primeira, um sólido. Às vezes é melhor estar na segunda a jogar para subir do que estar na primeira a perder e a desgastar-se. Nessas duas propostas, acho que prefiro uma equipa da segunda. Não fecho portas a ninguém. Nunca o fiz. Aceito conversas. Não ando à procura de uma equipa grande. Vou ver o que aparece e vou decidir. Gosto de futebol e de treinar, independentemente de ser na primeira ou na segunda. Bom mesmo, como disse aos jogadores, era estar na 1.a.”
E porquê? “Não há projectos no futebol português. Só há uma equipa que o tem e de forma sólida, que é o Benfica, que tem mantido o seu treinador. O Porto está a ir por esse caminho, o Sporting é o que temos visto. Nos outros, é um disfarce. Ao fim de três derrotas, vê-se.” Já sabe: se quiser subir à 1.a em 2016, é só chamar Vítor Oliveira. Ele vive em Matosinhos" (texto do jornalista do Jornal I, Miguel Tovar, com a devida vénia)

Marco Ferreira na final da Taça de Portugal

O árbitro madeirense Marco Ferreira foi o escolhido para dirigir a final da Taça de Portugal em futebol entre o Sporting e o Sporting de Braga, anunciou esta terça-feira o Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol. Marco Ferreira, árbitro internacional de 38 anos, estará na primeira final da sua carreira, no Estádio Nacional, no próximo domingo (17h00). Esta época o árbitro não esteve em qualquer jogo do Sporting nas competições oficiais, mas dirigiu por três vezes encontros dos bracarenses, com Benfica e Penafiel na I Liga, com vitórias por 2-1 e 4-0, e com Académica (1-0) na Taça da Liga (Correio da Manhã)

IRS na Madeira e nos Açores: em choque!

Pela primeira vez cedi à curiosidade. A mesma declaração de IRS referente a 2013 entregue como residente na Madeira e comparando-a com o mesmo conteúdo apenas alterando a residência para os Açores, deu um valor simulado que me ia provocando um ataque cardíaco. Nos Açores receberia mais do dobro do que vou ter que pagar na Madeira! Aliás desafiava as pessoas que entregaram as suas declarações pela internet e que devem tê-las gravadas no computador que façam o mesmo que eu fiz. Mas ponha um copo de água ao lado não vos vá dar uma "quebra"... É impressionante, vergonhosamente impressionante. Confesso que fiquei em estado de choque. Mesmo.

segunda-feira, maio 25, 2015

Ainda conduz? Camionista da Repsol quase provocou acidente mortal na Madeira (Janeiro de 2015)

No dia 17 de Janeiro por volta das 17 horas, este camionista da Repsol estava a ter um comportamento bastante agressivo e descuidado, quando resolveu realizar uma ultrapassagem bastante perigosa a uma velocidade exagerada e ainda por cima no interior de um túnel. Isto aconteceu na Ilha da Madeira no interior do último túnel que liga o Seixal a São Vicente. Um assunto que voltou esta semana às redes sociais...

Ronaldo e Cara Delevigne no Mónaco

Cristiano Ronaldo esteve a assistir ao Grande Prémio de Fórmula 1, este domingo, no Mónaco. O internacional português entrou nos bastidores da competição ao lado da famosa modelo britânica: Cara Delevigne.

Futebol: festa do União prolongou-se madrugada dentro

Algumas centenas de adeptos do União da Madeira foram esperar a equipa no regresso a casa. A festa prolongou-se madrugada adentro. Já passava das duas da manhã quando a comitiva foi recebida na Câmara do Funchal.

RTP: vai cortar despesas...

fonte: Expresso