O peso das exportações de bens e serviços na
economia portuguesa tem crescido, desde a crise financeira de 2008-09 e vem
lentamente a aproximar-se da média da UE (excluindo o período da pandemia).
Atualmente, em 2024, as exportações de bens e serviços pesam cerca de 47% da
economia nacional, face a 51% na média da UE. Dois fatores contribuíram
fortemente para esta recuperação. Por um lado, após a crise financeira e da
dívida, muitas empresas portuguesas foram forçadas a procurar novos mercados,
investindo na internacionalização, inovação e melhoria da competitividade, o
que levou a um aumento consistente das exportações de bens. Por outro lado,
houve um forte crescimento do setor do turismo, que se consolidou como um dos
principais motores das exportações de serviços e da economia nacional.
No início da década de 70, ainda durante o Estado Novo, as exportações de bens e serviços pesavam cerca de 20% da economia nacional, percentagem praticamente idêntica à média da UE. O PREC foi terrível para a economia nacional e as exportações baixaram até 14% do PIB em 1976. Posteriormente, houve uma rápida recuperação e, no final da década de 80, o peso das exportações na economia nacional (cerca de 30%) era superior ao que se verificava na média da UE. Seguiram-se praticamente duas décadas de estagnação, até à crise financeira de 2008-09, e o diferencial face à média da UE chegou a atingir valores próximos de -10 pontos percentuais (Mais Liberdade Mais Factos)
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