Este quadro recorda as principais coligações concorrente às eleições autárquicas na RAM, entre 2013 e 2021. Este ano, nas eleições de Outubro próximo, para além da tradicional CDU - que no fundo se limita ao PCP concorrendo com outra designação - não há coligações com peso político e eleitoral constituídas para o efeito, o que não deixa de constituir um sinal interessante. Um acto eleitoral marcado por avanços e recuos, por mudanças de candidatos alguns deles publicamente anunciados e por jogadas de bastidores, nalguns casos pouco claras, inéditas e também pouco dignas para os seus protagonistas, que não conseguem disfarçar um pesado e agreste conflito de influências, pessoais e grupais, ao nível de municípios e mesmo de freguesias, que transportam, consigo muitas interrogações e alimentam, mais dúvidas que certezas. Aliás não sei até que ponto todos estes acontecimentos, aos quais acrescem a substituição de oito presidentes de Câmara, há muitos anos no cargo e agora impossibilitados de concorrerem (no Continente tivemos a pouca vergonha de vermos autarcas que no seu município não podem concorrer mas que resolveram candidatar-se no concelho do lado, com a cumplicidade patética dos partidos, sem que ninguém ponha termo a estas habilidades mafiosas que ridicularizam a política e os políticos) - ficam apenas os de Porto Santo, Santana e Ponta do Sol - vão ou não influenciar os resultados da abstenção.
Recordo que nestas eleições o que está em causa não é apenas saber o partido mais votado nas urnas, porque nalguns casos isso pode até valer de pouco. O essencial é saber, no final do apuramento dos resultados, a distribuição dos mandatos pelos executivos e, com eles, aquilatar da eventual eficácia, sim ou não, dos novos executivos. E é isso que eu acho que há pessoas e partidos que parecem estar esquecidos. Acresce, finalmente, que no caso de listas de cidadãos, alegadamente independentes, apoiadas por puro oportunismo eleitoral por partidos, o que se passa é que falamos de listas constituídas por militantes de um ou mais partidos, que se desvincularam dos seus partidos para poderem formalizar esta candidatura independente em resposta ao facto dos seus próprios partidos não se terem lembrado deles, pese a disponibilidade dessas pessoas (LFM)
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