Os Açores e a Madeira constam entre as regiões europeias "sem autoestradas", enquanto o Norte e Alentejo surgem entre aquelas com menos de 30 km/1.000 km² de ferrovia, mostra um estudo da UE. Os arquipélagos dos Açores e da Madeira figuram entre as 20 regiões da União Europeia (UE) sem autoestradas, num estudo que mede o rácio por 1.000 km² da área do território. Isto, apesar de ambas as regiões autónomas portuguesas estarem servidas por vias rápidas gratuitas com perfil de autoestrada.
Esta “fragilidade” coloca as ilhas portuguesas atrás de outras regiões europeias, entre as quais se destacam Bremen, na Alemanha, e Utrecht e Zuid-Hooland, nos Países Baixos, que surgem no topo da lista, com um rácio de mais de 120 km/1.000 km², de acordo com dados do Eurostat. Além dos Açores e da Madeira, constam da lista de territórios sem autoestradas por 1.000 km² (o ponto de partida desta esta análise do Eurostat relativa ao ano de 2024) seis regiões francesas (cinco periféricas e uma insular), quatro polacas, três nas ilhas gregas e mais duas cidades autónomas espanholas na costa do Norte de África, Ceuta e Melilha. Juntam-se a este grupo, cada uma com uma região “sem autoestrada”, a Finlândia, Bulgária Roménia. Face a estes dados, Portugal tem pela frente o desafio de aumentar a densidade de quilómetros de autoestradas por 1.000 km² em alguns pontos do território, ainda que existam apenas duas capitais de distrito sem este tipo de via, Beja e Portalegre. Para lá da rodovia, outro aspeto visado neste relatório do gabinete de estatística da UE é o da ferrovia, onde existe maior consenso de que o país precisa de investir, com vista a tornar o território mais coeso, reduzindo assimetrias e fomentando o desenvolvimento económico (Jornal Economico, texto da jornalista Susana Pinheiro)

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