O conflito no Médio Oriente pressiona os mercados energéticos globais, fazendo disparar o preço do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis. Em poucos dias, o impacto foi global e atingiu também a União Europeia, altamente dependente de importações energéticas. Entre 2 e 16 de Março de 2026, os preços dos combustíveis subiram de forma significativa na maior parte dos países da União Europeia, especialmente na Europa Central. Na gasolina 95, Suécia, Áustria e 🇪🇸 Espanha lideram, com aumentos de cerca de 15%. No gasóleo, o destaque vai para Espanha (+27%), seguida da Chéquia e da Suécia (ambos com cerca de +26%). Apesar dos descontos no ISP já aplicados pelo Governo, Portugal também registou aumentos muito significativos, embora moderados no contexto europeu: cerca de +9% na gasolina e +17% no gasóleo, posicionando-se a meio da tabela. Por outro lado, países como Finlândia, Eslovénia e Malta, na gasolina, e Eslováquia, Eslovénia e Malta, no gasóleo, registaram variações mínimas nos preços dos respetivos combustíveis. Estas diferenças refletem fatores como a estrutura fiscal, o grau de dependência energética, a existência de medidas de mitigação e o funcionamento dos mercados nacionais. Num contexto de elevada volatilidade e risco geopolítico, este episódio mostra como os choques externos continuam a ter um impacto direto mas desigual no preço dos combustíveis pagos pelos consumidores europeus (Mais Liberdade, Mais Factos)

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