Em novembro de 1944, uma prisioneira em Auschwitz chamada Clara estava numa equipa de trabalho fora do campo principal. Ela estava movendo pedras de um monte para outro. Os guardas estavam nas bordas do detalhe. Ela estava a trabalhar. Ela estava trabalhando há três horas. No meio da tarde o guarda mais próximo dela caminhou para o lado mais distante do detalhe. Ele tinha visto alguma coisa. Outro guarda. Eles estavam a falar. Clara ficou sozinha por um momento. Ela ficou com a sua pedra. Ela olhou para a estrada ao lado do local de trabalho. A estrada estava vazia. Ela olhou para o campo além da estrada. O campo estendeu-se até uma linha de árvores. Talvez 200 metros. Ela ficou com a sua pedra. Ela pensou nos 200 metros. Sobre a linha das árvores. Sobre o que estava além da linha das árvores. Ela ficou de pé. Ela pensou. Ela olhou para os guardas falando do lado mais distante. Ela olhou para as árvores. Ela ficou muito quieta. Ela abaixou a pedra. Ela pegou novamente. Ela pô-lo na pilha. Ela pegou outra pedra. Ela continuou a trabalhar. Ela tinha pensado nisso. Ela tinha decidido. Ela não estava pronta para morrer por 200 metros. Ela não tinha certeza se ia conseguir. Ela continuou a trabalhar. Ela carregou os 200 metros com ela. Durante anos. Ela nunca soube se tinha feito a escolha certa. Ela sobreviveu. Ela nunca teve a certeza. Ela carregou os 200 metros. Para o resto da vida dela (fonte: Facebook, The Past Era)
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