"Não é preciso ser um génio para deduzir que custos adicionais que companhias terão de enfrentar, se a situação persistir, serão muito superiores ao que podem absorver", diz diretor-geral da IATA. O diretor-geral da IATA, a principal associação mundial de companhias aéreas, afirmou que um aumento dos preços dos bilhetes de avião é “inevitável”, perante a subida dos preços dos hidrocarbonetos devido à guerra no Médio Oriente.
Desta forma, o responsável assegurou ainda que “é inevitável que os preços dos bilhetes aumentem”, uma subida já sentida em alguns mercados, em particular nos Estados Unidos. Willie Walsh considerou que a magnitude da crise atual, que afeta principalmente as companhias do Golfo forçadas a cancelar grande parte dos voos, não tem “nada a ver com a da Covid”. O diretor da IATA comparou a atual situação aos acontecimentos de 11 de setembro de 2001, quando as torres gémeas, nos Estados Unidos, foram alvo de um ataque e as rotas transatlânticas entraram em colapso durante alguns meses. Ainda assim, para Walsh, “a procura subjacente continua robusta” para as viagens aéreas, mesmo que o aumento dos preços dos bilhetes “tenha consequências” no comportamento dos consumidores. Em crises como esta, “as pessoas continuam a viajar, mas fazem viagens mais curtas”, assegurou (ECO online)


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