Os países da UE
são muito dependentes de energia importada. Em média, em 2024, cerca de 57% da
energia disponível nos países da UE era importada, sobretudo petróleo e gás
natural, o que expõe muitos países europeus a riscos geopolíticos, flutuações
de preços e choques no abastecimento. Alguns países apresentam níveis
particularmente elevados de dependência energética. 🇲🇹 Malta lidera com cerca de 98%, seguida de Luxemburgo (91%) e Chipre
(88%), refletindo a sua reduzida dimensão. Outros países como Irlanda (80%),
Grécia (78%), Bélgica (75%) e Itália (74%) também dependem fortemente de
importações para satisfazer as suas necessidades energéticas.
Portugal apresenta
uma dependência de cerca de 65%, acima da média europeia. Tal como na maioria
dos países europeus, grande parte desta dependência resulta da importação de
petróleo e gás natural, que continuam a ter um peso muito significativo no
consumo energético.
Por outro lado, alguns países europeus conseguiram reduzir significativamente esta dependência. Estónia (5%), Suécia (27%), Letónia (29%), Roménia (30%), Finlândia (33%) e Dinamarca (38%) apresentam níveis relativamente mais baixos, em parte graças à produção interna e ao maior peso de fontes renováveis. No caso da Dinamarca e Roménia, contribui o facto de serem exportadores líquidos de gás natural, mas salta também à vista o caso da Letónia, que apresenta um elevado volume de exportações de energias renováveis. Estes dados mostram como a segurança energética continua a ser um desafio central para a UE. O reforço da produção interna, o investimento em energias renováveis e a diversificação de fornecedores são fatores cada vez mais importantes para reduzir a vulnerabilidade energética do continente (Mais Liberdade, Mais Factos)

Sem comentários:
Enviar um comentário