Em declarações transcritas pela France 24 o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, disse que a restauração das instalações danificadas pode demorar até três anos e que o retomar das operações das infraestruturas que foram encerradas com urgência pode demorar vários meses. O ministro das Finanças de França, Roland Lescure, confirmou, na semana passada, que entre 30% e 40% da capacidade de refinação do Golfo Pérsico foi danificada ou destruída devido a ataques iranianos, que acabaram por causar um défice de 11 milhões de barris por dia. Em declarações transcritas pela France 24 o governante francês disse que a restauração das instalações danificadas pode demorar até três anos e que o retomar das operações das infraestruturas que foram encerradas com urgência pode demorar vários meses.
“A infraestrutura energética foi especialmente afetada. Com o aumento dos ataques iranianos, cresceu também o número de ataques bem-sucedidos a ativos energéticos em todo o Conselho de Cooperação do Golfo (CCG). Foram atingidas importantes refinarias sauditas em Ras Tanura e Yanbu, sendo que esta última pode comprometer todas as rotas de abastecimento de energia do Golfo, dada a sua localização no Mar Vermelho, que oferece uma alternativa ao Estreito de Ormuz“, referia a semana passada o International Institute for Strategic Studies (IISS).
“O Irão atacou as infraestruturas de transporte e logística de Omã, incluindo portos que funcionam como rotas de desvio parciais. As refinarias do Kuwait também foram visadas: a refinaria de Mina Al Ahmedi sofreu duas vagas de ataques só a 19 de março. Mais de 25 empresas que operam no Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), incluindo empresas de energia nacionais e internacionais, invocaram force majeure (conceito jurídico que se refere a acontecimentos imprevistos e irresistíveis que impedem ou impossibilitam o cumprimento de obrigações contratuais. A QatarEnergy foi a primeira a invocar a medida de emergência após várias vagas de ataques iranianos a Ras Laffan, uma das maiores instalações de gás natural liquefeito (GNL) do mundo. A capacidade de exportação de GNL da QatarEnergy foi reduzida em 17%; estima-se que serão necessários três a cinco anos para repor a capacidade da instalação”, acrescentou a mesma organização sobre alguns dos danos causados por ataques iranianos (Jornal Economico, texto do jornalista Ruben Pires)

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