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quarta-feira, maio 20, 2026

terça-feira, abril 07, 2026

BCE alerta: Economia da Zona Euro pode já estar no “cenário adverso” devido à guerra no Irão


“A minha impressão pessoal é de que o cenário base parece ser mais um cenário otimista para o futuro e provavelmente o cenário adverso atual tem maior probabilidade de ser o nosso próximo cenário base”, disse Dolenc, membro do comité de política monetária do BCE. A economia da zona do euro pode já estar no caminho “adverso” delineado pelo Banco Central Europeu (BCE) e a inflação pode consolidar-se mais rapidamente do que em 2022, à medida que as lembranças de preços moldam o comportamento do consumidor, disse o membro do comité de política monetária do BCE, Primoz Dolenc, citado pela “Reuters”.
A inflação ultrapassou a meta de 2% do BCE no mês passado, devido ao aumento dos custos de energia em decorrência da guerra no Irão. O BCE alertou que poderá precisar elevar as taxas de juros caso a alta dos preços se espalhe por toda a economia. “A minha impressão pessoal é de que o cenário base parece ser mais um cenário otimista para o futuro e provavelmente o cenário adverso atual tem maior probabilidade de ser o nosso próximo cenário base”, disse Dolenc.
Essa deterioração das perspectivas – impulsionada inteiramente pela prolongação da guerra – corre o risco de levar empresas e famílias a aumentarem as expectativas de preços e salários, desencadeando os chamados efeitos de segunda ordem. Essa é a principal preocupação do BCE, pois pode tornar a inflação auto-reforçadora. “Os efeitos secundários podem não demorar tanto para se manifestarem como no nosso último episódio de inflação”, disse Dolenc. “As pessoas e as empresas ainda têm na memória o pico da inflação em 2022. E essa é uma das nossas maiores preocupações” (Jornal Económico, texto da jornalista Bianca Marques)

terça-feira, março 31, 2026

Bruxelas aconselha europeus a viajar menos...

Em carta aos Estados-membros, o comissário europeu da Energia avisa que o conflito no Golfo Pérsico pode evoluir de um problema de preços para uma crise total de abastecimento energético. AComissão Europeia está a pedir aos Estados-membros que considerem reduzir o consumo de petróleo e gás, sobretudo no setor dos transportes, face ao risco de cortes prolongados no abastecimento ligados ao conflito no Irão, avança o Politico. O pedido, feito pelo comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, reflete os receios de que o conflito no Golfo Pérsico evolua de um problema de preços para uma crise total de abastecimento energético, com sérias implicações para a economia global.

Numa carta dirigida aos ministros nacionais da Energia, a que o Politico teve acesso, Jørgensen afirmou que os governos deveriam considerar “medidas voluntárias de redução da procura”, com especial atenção ao setor dos transportes. Na prática, isto pode significar que os governos peçam aos cidadãos que conduzam e voem menos para poupar combustível essencial, como já acontece em alguns países asiáticos. A medida surge numa altura em que os ministros da Energia da União Europeia vão realizar uma reunião de emergência esta terça-feira para debater estratégias de resposta à crise energética. Jørgensen destacou ainda que o setor de transportes europeu enfrenta custos crescentes e escassez de fornecimentos devido à forte dependência do Golfo Pérsico, responsável por mais de 40% das importações de combustível de aviação e diesel da UE (ECO online)

Mais uma derrota europeia: Países asiáticos procuram crude russo com guerra a pressionar oferta

Grande parte do petróleo que passava pelo estreito de Ormuz, agora praticamente bloqueado, destinava-se à Ásia, a região mais atingida pelos choques energéticos. A entrada no conflito dos rebeldes Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, veio aumentar os riscos para o transporte marítimo. Os países asiáticos estão a competir cada vez mais pelo petróleo bruto russo, à medida que se agrava a crise energética provocada pela guerra dos Estados Unidos (EUA) e de Israel contra o Irão.

Grande parte do petróleo que passava pelo estreito de Ormuz, agora praticamente bloqueado, destinava-se à Ásia, a região mais atingida pelos choques energéticos. A entrada no conflito dos rebeldes Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, veio aumentar os riscos para o transporte marítimo. Para aliviar a pressão sobre o abastecimento global, os EUA levantaram temporariamente as sanções sobre carregamentos de petróleo russo já em trânsito, primeiro para a Índia e depois para outros países. A procura asiática está a subir e a Rússia continua a lucrar, mas há limites: Moscovo já exporta perto do seu máximo recente e enfrenta dificuldades devido à guerra na Ucrânia e aos ataques contra as suas infraestruturas energéticas.

França adianta que ataques iranianos danificaram pelo menos 30% da capacidade de refinação do Golfo Pérsico

Em declarações transcritas pela France 24 o ministro das Finanças francês, Roland Lescure, disse que a restauração das instalações danificadas pode demorar até três anos e que o retomar das operações das infraestruturas que foram encerradas com urgência pode demorar vários meses. O ministro das Finanças de França, Roland Lescure, confirmou, na semana passada, que entre 30% e 40% da capacidade de refinação do Golfo Pérsico foi danificada ou destruída devido a ataques iranianos, que acabaram por causar um défice de 11 milhões de barris por dia. Em declarações transcritas pela France 24 o governante francês disse que a restauração das instalações danificadas pode demorar até três anos e que o retomar das operações das infraestruturas que foram encerradas com urgência pode demorar vários meses.

Portugal: Inflação acelera para 2,7% em março

O índice referente aos produtos energéticos aumentou para 5,8%, depois de uma redução de 2,2% em fevereiro. A taxa de variação homóloga do Índice de Preços no Consumidor (IPC) estimada para março é superior em 0,6 pontos percentuais (p.p.) à observada no mês anterior, indica o INE. O gabinete estatístico aponta que esta subida é “quase na totalidade explicada pelo aumento do preço dos combustíveis” no mês de março, refletindo a subida do preço do petróleo. Esta subida nos preços dos combustíveis coincide com o impacto da guerra no Irão, no final de fevereiro, e consequente fecho do estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% da produção global de petróleo e quase 20% do gás natural liquefeito (GNL). O indicador da inflação subjacente, que se refere ao índice total excluindo produtos alimentares não transformados e energéticos, registou em março uma variação de 2,0%, taxa superior em 0,1 pontos percentuais à do segundo mês deste ano. Quanto aos produtos alimentares não transformados, abrandou de uma subida de 6,7% em fevereiro para 6,4% em março. À semelhança da variação do IPC, também o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC) português, que permite comparações com outros países europeus, terá registado uma variação homóloga de 2,7% no mês em análise (2,1% em fevereiro) (Jornal Economico)

Inflação da zona euro sobe para 2,5% em março

De acordo com uma estimativa rápida hoje divulgada pelo serviço de estatística da União Europeia, a taxa de inflação anual da zona euro subiu, em março, para os 2,5%, face aos 1,9% de fevereiro e os 2,2% do mês homólogo. A inflação homóloga da zona euro avançou, em março, para os 2,5%, segundo uma estimativa divulgada pelo Eurostat, impulsionada pelos preços dos combustíveis que saíram de terreno negativo. De acordo com uma estimativa rápida hoje divulgada pelo serviço de estatística da União Europeia, a taxa de inflação anual da zona euro subiu, em março, para os 2,5%, face aos 1,9% de fevereiro e os 2,2% do mês homólogo. Considerando as principais componentes da inflação na área do euro, os preços da energia deverão registar a taxa anual mais alta: 4,9%, em comparação com -3,1% de fevereiro e -1,0% de março de 2025 (Jornal Economico)

Bruxelas alerta para “potencial perturbação prolongada” na energia e quer menos procura

No dia em que os ministros da Energia da UE se reúnem por videoconferência para discutir a segurança do aprovisionamento energético, o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, instou numa carta enviada aos países que se assegure “uma boa coordenação”, bem como se equacione “a promoção de medidas de redução da procura, com especial atenção ao setor dos transportes”, disse a instituição em comunicado. A Comissão Europeia alertou hoje para uma “potencial perturbação prolongada” no setor energético da União Europeia (UE) devido ao conflito no Médio Oriente, propondo medidas para redução da procura de petróleo e para consumo mais moderado de combustíveis.

No dia em que os ministros da Energia da UE se reúnem por videoconferência para discutir a segurança do aprovisionamento energético, o comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, instou numa carta enviada aos países que se assegure “uma boa coordenação”, bem como se equacione “a promoção de medidas de redução da procura, com especial atenção ao setor dos transportes”, disse a instituição em comunicado.

CIP: Conflito no Golfo vai acentuar travagem na economia

O Barómetro de Conjuntura Económica CIP – Confederação Empresarial de Portugal/ISEG de março de 2026 prevê que o impacto negativo do conflito no Golfo Pérsico no crescimento da economia portuguesa se faça sentir já nos números do primeiro trimestre, podendo intensificar-se nos trimestres seguintes. A curto prazo, o aumento da cotação dos produtos derivados do petróleo e do gás natural nos mercados internacionais tenderá a estender-se aos setores da economia cuja estrutura de custos tem maior exposição aos preços energéticos, invertendo a trajetória descendente da inflação que se observou no segundo semestre de 2025.

“O choque no preço dos produtos energéticos deverá condicionar o crescimento do consumo privado em Portugal e o desempenho do setor exportador”, afirma Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP – Confederação Empresarial de Portugal. “É um novo impacto negativo, cuja profundidade e duração ainda se desconhece, que se soma ao provocado pelas tempestades de janeiro e de fevereiro: ambos sucedem num contexto de desaceleração relevante da atividade económica face ao ano anterior, consolidando uma tendência que o indicador coincidente CIP/ISEG regista desde novembro de 2025”.

Europa pode enfrentar escassez de combustíveis já em abril, alerta CEO da Shell


A Europa poderá confrontar-se com uma escassez de energia e combustíveis já em abril, caso o estreito de Ormuz, essencial para o transporte de petróleo e gás, não seja reaberto, alertou o CEO da Shell, Wael Sawan. A Europa poderá confrontar-se com uma escassez de energia e combustíveis já em abril, caso o estreito de Ormuz, essencial para o transporte de petróleo e gás, não seja reaberto, alertou o CEO da Shell, Wael Sawan. O responsável pela maior petrolífera europeia referiu que a empresa está a trabalhar com governos para lidar com a crise de abastecimento, que já levou países asiáticos a recorrerem a racionamento energético, segundo informações do The Guardian.

O preço do petróleo registou uma ligeira descida para cerca de 100 dólares por barril na quarta-feira, depois de ter atingido máximos de 114 dólares no início da semana, devido a notícias sobre um plano de paz de 15 pontos enviado pela Casa Branca aos líderes iranianos. Apesar desta redução temporária, Wael Sawan alertou que, sem o retorno das entregas de crude do Golfo para compradores globais através do canal de Ormuz, a Europa poderá enfrentar escassez de combustíveis fósseis em poucas semanas.

terça-feira, novembro 25, 2025

Sinais perigosos? DBRS com perspetiva neutra para dívidas soberanas aponta “riscos de recessão” em 2026

A agência de notação financeira alerta para riscos no horizonte, apontando "políticas comerciais instáveis, tensões geopolíticas e desequilíbrios fiscais". A Morningstar DBRS tem uma perspetiva neutra para o ‘rating’ das dívidas soberanas, com “tendências negativas” em algumas e nenhuma com sinal positivo, alertando para “riscos elevados de recessão”, apesar de um crescimento global “razoavelmente robusto” em 2026. “Espera-se que o crescimento económico global permaneça razoavelmente robusto em 2026, mas as políticas comerciais, as tensões geopolíticas e os desequilíbrios fiscais apontam para riscos no horizonte”, refere a agência de notação financeira num comentário hoje divulgado. Segundo a DBRS, embora as políticas fiscais e monetárias estejam “posicionadas para apoiar o crescimento” durante 2026, “os desequilíbrios fiscais não resolvidos acabarão por prejudicar as notações de crédito” das dívidas soberanas.

sábado, setembro 23, 2023

Cresce número de famílias à procura de alívio nos créditos

São cada vez mais as famílias que tentam renegociar ou transferir os créditos para outros bancos, de forma a conseguirem poupar algum dinheiro ao fim do mês. Com a subida das taxas de juro, há quem arranje um segundo trabalho para enfrentar as despesas. É o caso de uma família com dois filhos menores e salários abaixo dos mil euros que não sabe ainda como vai suportar o novo aumento da prestação da casa, em novembro.

quarta-feira, setembro 20, 2023

Centeno a contar com descida das taxas Euribor no fim do ano

O governador do Banco de Portugal, Mário Centeno, acredita que as taxas Euribor vão começar a descer a partir do fim do ano. O ex-ministro das Finanças não prevê, ainda, que haja uma adesão generalizada à medida anunciada pelo Governo de estabilizar os juros do crédito habitação durante dois anos.

Novo aumento dos combustíveis pode prolongar taxas de juro recorde durante mais dois anos, alerta OCDE

Nos últimos meses, os preços da energia, em especial dos combustíveis derivados do petróleo têm disparado sem mostras de abrandamento devido reduções no fornecimento decretadas pelos países que são maiores produtores de Crude (como, por exemplo, a Arábia Saudita), e, segundo a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), isso representa um risco acrescido que pode significar novo aumento da inflação, o que levará a que se prologue a atual situação de taxas de juro muito elevadas, em valores recorde. Nas previsões tendo em conta o panorama económico intercalar de setembro da OCDE, citado pelo Diário de Notícias, perante o atual cenário, e sem contar com novo aumento dos preços da energia e dos alimentos), já fica praticamente garantido que o Banco Central Europeu (BCE) vai manter a taxa de juro diretora nos 4,5% (registado atualmente e o segundo valor mais alto da história do euro) até pelo menos 2025, na melhor das hipóteses.

quinta-feira, agosto 24, 2023

Vem aí um novo desastre financeiro? Investidor que previu a crise de 2008 alerta para possível “crash” até ao final do ano

Michael Burry foi uma das primeiras pessoas a descobrir a bolha do mercado imobiliário norte-americano em 2008, e aponta agora para um “crash” de Wall Street até ao final do ano, que pode originar um novo desastre financeiro. É um empresário, investidor e médico, ex-neurologista, que se tornou conhecido por ser o fundador da Scion Capital LLC, empresa gestora de hedge funds, que esteve ativa entre 2000 e 2008, e depois fechou para se focar em investimentos pessoais.

Os dados da Security Exchange Commission, divulgados na segunda-feira, mostraram que ele fez apostas contra o S&P 500 e o Nasdaq 100, ambos representativos da economia dos EUA em geral, revela a ‘CNN’. O seu fundo, o Scion Asset Management, comprou grandes participações em opções de venda contra ambos os índices do mercado de ações. Segundo a mesma fonte, Burry está a utilizar mais de 90% da sua carteira para apostar na desaceleração do mercado.

O investidor comprou 794 milhões de euros em opções de venda contra um fundo que acompanha o S&P 500 e 677 milhões em opções de venda contra um fundo que acompanha o Nasdaq 100. Opções de venda são contratos de derivativos que dão ao investidor a opção de vender a um determinado preço. Noutras palavras, em lucrar com a queda dos ativos que eles representam. Em meados dos anos 2000, Michael Burry ficou famoso por fazer uma aposta contra o mercado imobiliário e onde obteve grandes lucros com a crise dos empréstimos subprime e o colapso de várias grandes entidades financeiras em 2008. Esta história do investidor foi narrada por Michael Lewis no seu best-seller “The Big Short : Inside the Doomsday Machine” e posteriormente adaptada para um filme onde Burry foi interpretado por Christian Bale (Executive Digest)

sábado, abril 08, 2023

"Algo vai explodir". Diretora do FMI diz que "é simplesmente impossível" que as taxas de juro subam tanto sem causar fragilidades

O Fundo Monetário Internacional prevê que o crescimento global se mantenha em cerca de 3% nos próximos cinco anos, a mais baixa previsão a médio prazo desde 1990. A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional manifestou preocupação com as crescentes vulnerabilidades da economia global devido aos esforços dos bancos centrais para combater as elevadas taxas de inflação. Antes dos encontros anuais de primavera do FMI e do Banco Mundial, Kristalina Georgieva alertou que uma "economia global frágil vai conduzir a um crescimento mais lento e a uma maior fragilidade financeira". "É simplesmente impossível que as taxas de juro subam tanto depois de terem sido tão baixas durante tanto tempo e isso não causar vulnerabilidades. Algo vai explodir", disse Kristalina Georgieva ao jornal POLITICO.

Georgieva salientou que uma repetição da crise financeira global de 2008 é improvável, apesar dos problemas no setor bancário que têm surgido nos Estados Unidos e na Suíça. Em 2008, a crise foi causada por demasiadas instituições financeiras que tinham ativos altamente sobrevalorizados. Georgieva destacou que tal não é o caso de momento e que o sistema financeiro, tanto bancário como não-bancário, é muito mais “limpo”. Na entrevista, Georgieva salientou também o potencial impacto económico negativo do mundo se dividir em diferentes campos geopolíticos devido a fricções causadas pela guerra da Rússia na Ucrânia. Reconheceu também a importância de defender os valores ocidentais, advertindo “quanto pior as relações fiquem, mais pesado será o efeito para o crescimento económico global". "O FMI estima a perda potencial do comércio entre 200 mil milhões  e 7 biliões de euros, o que equivale a cerca de 0,2% a 7% do produto interno bruto global." O Fundo Monetário Internacional prevê ainda que o crescimento global se mantenha em cerca de 3% nos próximos cinco anos, a mais baixa previsão a médio prazo desde 1990 (CNN-Portugal)

Europeus poupam duas vezes mais que os portugueses


Apesar da taxa de poupança das famílias nacionais ter quadriplicado no último trimestre de 2022 para 8%, a taxa de poupança anual no ano passado é menos de metade da taxa de poupança na área do Euro. A taxa de poupança das famílias da área do euro alcançou os 14,1% no último trimestre do ano passado, mais 0,8 pontos percentuais face ao terceiro trimestre. Segundo o Eurostat, “foi o primeiro trimestre de subida [da taxa de poupança], após quatro trimestres consecutivos de quedas”. Em Portugal, depois de dois trimestres de consecutivas quedas, que culminou numa taxa mínima histórica de 1,9% no terceiro trimestre de 2022, o nível de poupança das famílias disparou para os 8% no último trimestre do ano passado. Foi o valor mais elevado registado desde o segundo trimestre de 2021.


No entanto, os dados do Eurostat divulgados esta quarta-feira revelam que, apesar do aumento significativo registado por Portugal entre setembro e dezembro do ano passado, a taxa de poupança das famílias nacionais permanece muito abaixo da média dos países da área do Euro. De acordo com cálculos do ECO com base nos dados trimestrais do Eurostat, a taxa de poupança das famílias portuguesas foi de 6% em 2022, que compara com uma taxa média na Zona Euro de 13,9%. Entre os sete países que já disponibilizaram os dados referentes ao último trimestre do ano passado, Portugal é o último da lista. Apenas as famílias finlandesas, com uma taxa de poupança média anual em 2022 de 6,6% aproximam-se da capacidade de poupança das famílias portuguesas. No topo desta lista estão as famílias alemãs, que apresentam uma taxa de poupança média anual de 20%, seguidas das famílias francesas e suecas, com taxas de poupança médias de 16,3% e 16,2%, respetivamente (Eco digital, texto do jornalista Luis Leitão)

domingo, abril 02, 2023

Estudo espanhol mostra que metade da poupança com a redução do IVA na alimentação vai para os agregados familiares com maiores rendimentos

Com a implementação da redução do IVA em Espanha desde o início do ano, é já possível perceber as repercussões desta medida na população, principalmente na vida das famílias com menos rendimentos. Ainda que esta decisão se traduza numa diminuição dos preços na grande maioria dos casos, é “dispendiosa e ineficiente”, favorecendo apenas as grandes superfícies. Não é uma opção eficaz por parte do governo, dado que atribui uma maior despesa pública agregada (em euros que já não são cobrados através do IVA) às famílias com rendimentos mais elevados, segundo um estudo espanhol que defende transferência direta de apoios para as famílias com menos rendimentos como uma solução mais eficiente. Ao longo de janeiro e fevereiro, a redução do IVA transferiu-se em 90% para os preços finais em grandes superfícies, informam os autores do relatório ao esclarecer que o impacto da redistribuição é “progressivo” e refletiu-se numa maior poupança para famílias com baixos rendimentos, porém apenas na proporção dos gastos totais.

Despesas mensais em Portugal (sem habitação) representam 67% do salário mínimo, revela estudo

Portugal tem o 9º maior salário mínimo da Europa, de acordo com dados revelados esta quinta-feira pela HelloSafe Portugal, plataforma líder de comparação de produtos financeiros (seguros, empréstimos, investimentos) no país. Quanto dinheiro é que uma pessoa que vive sozinha precisa para gastar durante um mês inteiro? E se compararmos estas despesas com o valor de um salário mínimo? Será suficiente? A HelloSafe Portugal analisou o salário mínimo dos países da Europa para responder a estas quesõtes. Além disso, foi também analisado o custo de vida nas principais cidades nacionais. Quando dizemos que 66% do salário mínimo em Portugal está comprometido com as despesas diárias de uma pessoa, estamos a basear-nos numa média de 14 salários por ano. Quando dividido, temos o equivalente a 886,1 euros por mês. O problema é que este valor não é o montante mensal recebido. Para aqueles que se podem organizar e dividir este lucro ao longo do ano, podem garantir este rendimento mensal, caso contrário, o montante recebido é de 760 euros. Ou seja, sobra ainda menos para o aluguer e despesas de habitação, cerca de 168 euros.

Marsh atualiza riscos políticos

As oportunidades de crescimento global superam o elevado panorama de risco geopolítico e económico, conclui o relatório de risco político de 2023 da Marsh. O estudo, elaborado pela Marsh Specialty, identifica quatro áreas onde o risco crescente ameaça o comércio global, a segurança e os cenários de investimento em 2023: instabilidade política persistente, a retração económica, a competição por recursos estratégicos e a diversificação da cadeia de fornecimento.

“Se os riscos forem identificados, geridos e mitigados eficazmente, as perspetivas de crescimento a curto, médio e longo prazo ultrapassam frequentemente os riscos apresentados pela volatilidade a curto prazo”, afirma Nick Robson, Global Head de Credit Specialties da Marsh. De acordo com o relatório, é provável que o cenário político e económico global permaneça frágil ao longo de 2023 devido a diversos fatores que, em conjunto, agravam o impacto dos riscos globais. O Global Risks Report 2023 do Fórum Económico Mundial, publicado em parceria com a Marsh McLennan, denomina o efeito composto relativo a riscos globais de “policrises”, observando que tais desafios viraram o foco dos países para dentro.