Em outubro de 1967, uma fotografia registrou Che Guevara vivo pela última vez. No centro da imagem estava o revolucionário argentino, ferido, cansado e prisioneiro. Ao lado dele aparecia Félix Rodríguez, um agente de origem cubana que trabalhava para a CIA e havia participado da operação contra sua guerrilha na Bolívia. Era 9 de outubro. No dia anterior, Che havia sido capturado por soldados bolivianos depois de um confronto na região da Quebrada del Yuro. Sua tentativa de iniciar uma revolução armada na Bolívia estava praticamente derrotada, e as forças que o perseguiam incluíam um batalhão boliviano treinado pelos Estados Unidos. Ferido, ele foi levado para uma pequena escola no vilarejo de La Higuera, onde passou a noite sob vigilância. Na manhã seguinte, Félix Rodríguez chegou ao local.
A CIA queria obter informações sobre a guerrilha, e Rodríguez tentou conversar com Che. Documentos americanos posteriormente divulgados confirmam sua presença em La Higuera durante aquelas últimas horas. Foi nesse intervalo que uma das últimas fotografias de Che ainda vivo foi feita. Ele aparece com os cabelos desgrenhados, as roupas deterioradas e o rosto marcado pelos meses que havia passado escondido nas montanhas bolivianas. Ao seu lado está Rodríguez.
Segundo o próprio agente, a fotografia foi feita pelo piloto militar boliviano Jaime Niño de Guzmán. Mas, enquanto aquela imagem era registrada, o destino do prisioneiro já estava sendo decidido.
O alto comando boliviano ordenou sua execução. Rodríguez afirmou posteriormente que a CIA preferia que Che permanecesse vivo para interrogatório, mas a decisão final foi das autoridades bolivianas. Pouco depois, o sargento boliviano Mario Terán entrou no local onde Che estava detido e cumpriu a ordem.
Ernesto “Che” Guevara m*rreu em 9 de outubro de 1967, aos 39 anos. Inicialmente, autoridades bolivianas divulgaram a versão de que ele havia m*rrido em consequência do combate do dia anterior.
Mas a história que emergiu depois foi diferente: Che havia sido capturado vivo em 8 de outubro e executado no dia seguinte. Documentos americanos desclassificados e testemunhos dos envolvidos ajudaram a reconstruir aquelas últimas horas. É isso que torna a fotografia tão marcante. Che já havia perdido sua última campanha militar e estava nas mãos de seus adversários. Mas ainda estava vivo quando alguém levantou a câmera. Poucas horas depois, seria executado, e aquela imagem passaria a ser lembrada como um dos últimos registros de Ernesto “Che” Guevara em vida (fonte, Facebook, Enfim, História)

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