Enquanto muitos
portugueses já planeiam viagens para este ano, há locais no mundo que é
preferível não visitar em 2026, alertam especialistas em turismo. Enquanto
muitos portugueses já planeiam viagens para este ano, há locais no mundo que é
preferível não visitar em 2026, alertam especialistas em turismo. A lista foi
divulgada pela empresa de guias de viagem Fodor’s Travel, através da sua
publicação anual ‘No Travel’, que identifica destinos a evitar até 2027 devido
a problemas de masificação turística e impactos ambientais.
Segundo a produtora, a intenção é alertar os viajantes sobre áreas onde o turismo intenso tem provocado efeitos negativos significativos, tanto para o ambiente como para a vida local. “Embora existam lugares que oferecem experiências únicas, outros sofrem com a pressão turística, tornando a visita menos sustentável e por vezes prejudicial para as comunidades locais”, explica Fodor’s Travel. A edição de 2026 inclui grandes cidades, regiões e enclaves pouco conhecidos, mas todos considerados não ideais para turismo nos próximos 12 meses.
Jungfrau, Suíça:
beleza ameaçada pelo turismo
O pico Jungfrau,
um dos mais emblemáticos dos Alpes, e os seus vales circundantes, com aldeias
alpinas dignas de contos de fadas, têm sofrido com o aumento do turismo. A
melhoria de infraestruturas atraiu um número elevado de visitantes, o que está
a afetar os glaciares e o equilíbrio ambiental da região. Por esta razão, os
especialistas recomendam que se adie a visita.
Cidade do México:
problemas urbanos e habitação
A capital
mexicana, Cidade do México, é a terceira metrópole mais populosa da América,
atrás apenas de São Paulo e Lima. O crescimento do turismo internacional
contribuiu para o aumento excessivo do custo da habitação e pressiona os
recursos locais, tornando a experiência de visita menos sustentável. Por isso,
é apontada como um destino a evitar em 2026.
Montmartre, Paris:
charme histórico e massificação
O bairro de
Montmartre é conhecido pela sua tradição artística, onde viveram nomes como
Vincent Van Gogh, Picasso e Renoir. Lar da Basílica do Sagrado Coração e de
cafés icónicos como o Cafe deux Moulins, Montmartre tem sofrido com a
masificação turística, que elevou o preço das habitações e transformou muitas
ruas em “parques turísticos”. A empresa recomenda adiar visitas para aliviar a
pressão sobre a comunidade local.
Antártida: turismo
extremo e impacto ambiental
O continente mais
remoto do planeta, Antártida, tem registado um aumento significativo de
turistas, sobretudo em cruzeiros e expedições. Segundo a Fodor’s Travel, já
foram ultrapassadas 120.000 chegadas anuais, gerando impactos ambientais
preocupantes num território frágil e ecologicamente sensível.
Mombasa, Quénia:
praias ameaçadas pelo turismo
A cidade costeira de Mombasa, famosa pelas praias de areia branca e águas cristalinas de Diani Beach, tem sofrido com o turismo crescente. O aumento de visitantes não tem sido acompanhado por melhorias adequadas na infraestrutura, provocando desequilíbrios e problemas para a população local. A região é, assim, outro destino que os especialistas sugerem evitar em 2026 (Executive Digest, texto do jornalista Pedro Gonçalves)


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