As principais economias europeias deverão
continuar a crescer pouco, em 2026, segundo as projeções do FMI. Alemanha e
França deverão registar um crescimento real do PIB de apenas 0,9%, enquanto o
Reino Unido ficará ligeiramente acima, com 1,3%. Estes valores contrastam com o
crescimento de outras importantes economias, como os Estados Unidos (+2,1%), a
China (+4,2%) e, sobretudo, a Índia (+6,2%), que continuam a apresentar ritmos
de crescimento muito superiores. O Japão e a Rússia também deverão crescer pouco,
apenas 0,6% e 1,0%, respetivamente.
O fraco desempenho europeu reflete problemas estruturais persistentes: elevada carga regulatória, mercados de trabalho rígidos, envelhecimento demográfico e baixos ganhos de produtividade, com as maiores economias do continente incapazes de crescer significativamente. Portugal surge com uma estimativa de crescimento de 2,1%, superior à registada na maioria dos países da Europa Ocidental, caracterizado por níveis de rendimento mais elevados, e próximo dos ritmos de crescimento observados nos países da Europa de Leste — economias do nosso “campeonato”, que continuam abaixo da média da União Europeia em termos de PIB per capita em paridade de poderes de compra. Estimativa do Governo inscrita no Relatório da Proposta de Orçamento do Estado para 2026 é ligeiramente superior (+2,3%) (Mais Liberdade, Mais Factos)

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