Assinalou-se o Dia Mundial da Liberdade, uma data
que convida a olhar para os países que lideram — e para aqueles que ficam para
trás — nos principais indicadores internacionais de liberdade. Nas liberdades
civis, avaliadas pela Freedom House (Freedom in the World – civil liberties),
Portugal ocupa o 11.º lugar, entre 208 Estados, integrando o grupo de países
com níveis muito elevados de direitos civis, ainda que fora do pódio global. Na
qualidade da democracia, segundo o Democracy Index 2024, da The Economist,
Portugal surge em 23.º lugar, entre 167 países, refletindo uma democracia
plena, mas com desempenho inferior ao das democracias de referência do norte da
Europa.
No domínio da liberdade económica, medida pelo
Economic Freedom Index, do Fraser Institute, Portugal ocupa igualmente a 23.ª
posição, entre 165 países, evidenciando um enquadramento institucional estável,
mas marcado por maior intervenção e regulação estatal quando comparado com os
países líderes. A liberdade de imprensa é uma das áreas em que Portugal
apresenta melhor desempenho relativo. No World Press Freedom Index 2025, da
RSF, Portugal ocupa o 8.º lugar, em 180 países, aproximando-se do topo mundial
e destacando-se positivamente no contexto internacional.
Já na liberdade de expressão, avaliada pelo projeto V-Dem, Portugal está no 31.º lugar, entre 174 países, revelando algumas fragilidades num direito central das sociedades abertas, apesar de um enquadramento democrático sólido. Por fim, na liberdade académica, também medida pelo V-Dem, Portugal ocupa o 75.º lugar, em 175 países, registando o seu pior desempenho entre os vários indicadores analisados, o que levanta preocupações sobre autonomia institucional das universidades, pluralismo e liberdade de investigação (Mais Liberdade, Mais Factos)

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