A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo, comprovadas, do mundo, concentrando cerca de 18% do total global, à frente da Arábia Saudita (16%), do Irão (12%) e do Canadá (10%). Apesar desta expressiva riqueza energética, a Venezuela atravessa um prolongado processo de degradação económica e de elevada instabilidade política. Entre os acontecimentos mais recentes, destaca-se a recondução de Nicolás Maduro à presidência, em 2024, num processo eleitoral marcado por fortes suspeitas de fraude na contagem dos votos. Já em Janeiro de 2026, Maduro foi capturado pelas autoridades dos Estados Unidos e transferido para território norte-americano, onde enfrenta vários processos judiciais. Este episódio constitui mais um capítulo na crise política e institucional que o país vive há mais de uma década. Não obstante a dimensão excecional das suas reservas, a Venezuela tem registado níveis de produção persistentemente baixos, refletindo problemas estruturais profundos, nomeadamente a degradação da empresa petrolífera estatal, a escassez de investimento, o colapso institucional e o isolamento internacional (Mais Liberdade, Mais Factos)

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