quarta-feira, fevereiro 04, 2026

A propósito do Dia Mundial da Liberdade

 

Assinalou-se o Dia Mundial da Liberdade, mas a evolução das pontuações no índice de liberdades políticas e civis, da organização "Freedom House" (Freedom in the World), mostra uma tendência global preocupante: o mundo está menos livre. Mais de 4 em cada 5 pessoas no mundo (82%) vivem em países onde a liberdade diminuiu na última década, entre 2014 e 2024. Apenas 11% da população mundial reside, hoje, em países onde a liberdade aumentou ao longo deste período, sendo que boa parte desses países continuam a não ser bons exemplos em termos de liberdades civis e políticas. Neste grupo, de 51 países, incluem-se a Eslovénia, a Argentina, Timor-Leste, a Colômbia, a Macedónia do Norte ou a Libéria.

Em contraste, 82% da população mundial vive em países (127) onde a liberdade recuou, incluindo em democracias consolidadas como a portuguesa, que baixou ligeiramente de 97 para 96 pontos (escala de 0-100). Os exemplos vão dos EUA, ao Brasil, passando pela Índia e pela Indonésia, até regimes claramente autoritários como a Venezuela, a Rússia, a China ou o Afeganistão. O quadro revela uma realidade estrutural: o retrocesso das liberdades civis e políticas não é um fenómeno marginal, nem localizado, mas sim um movimento global, transversal a regimes políticos distintos e com impacto direto sobre a maioria da população mundial (Mais Liberdade, Mais Factos)

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