A comparação entre os resultados das eleições
legislativas de Maio de 2025 e a primeira volta das eleições presidenciais de
Janeiro de 2026, revela uma alteração profunda no padrão territorial do voto em
Portugal continental e regiões autónomas. Nas legislativas de 2025, a Aliança
Democrática (AD) apresentou uma clara hegemonia territorial, vencendo na
maioria dos concelhos (199 dos 308 concelhos), sobretudo no norte e centro do
país. O Partido Socialista (PS) manteve bastiões relevantes no Alentejo e na Área
Metropolitana de Lisboa, enquanto o Chega (CH) consolidou uma presença forte e
contínua no sul, em especial no Algarve, Ribatejo e Setúbal.
Já nas presidenciais de 2026, o mapa eleitoral sofreu uma inversão significativa. António José Seguro (PS) passou a dominar amplamente o território, vencendo na grande maioria dos concelhos do país (225). O apoio ao candidato socialista expandiu-se de forma transversal, do litoral ao interior, reduzindo fortemente a expressão territorial da AD no norte e centro, e do Chega no sul. André Ventura (CH) também cresceu em número de concelhos face ao seu partido nas legislativas de 2025 (de 60 para 80 concelhos), com vitórias não tão concentradas no sul do país. É certo que o Algarve continua a ser um bastião ,mas penetrou no norte, especialmente em concelhos do interior, e na Madeira , onde venceu em todos os concelhos da região autónoma. Já Luís Marques Mendes (AD) apenas conseguiu arrecadar a vitória em 3 dos 199 concelhos que a AD tinha vencido em Maio de 2025. Os restantes candidatos presidenciais não venceram em qualquer concelho (Mais Liberdade, Mais Factos)

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