quarta-feira, fevereiro 04, 2026

Curiosidades: as Moedas com Melhor e Pior Desempenho de 2025

Esta visualização destaca as moedas com melhor e pior desempenho de 2025, medidas pela variação percentual de valor em relação ao dólar americano entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025. O desempenho da moeda em 2025 mostrou uma divisão acentuada, com algumas moedas registrando fortes ganhos, enquanto outras sofreram quedas acentuadas em meio à inflação, incerteza política e instabilidade econômica.

Vencedores de Moeda

O rublo russo foi a moeda de maior desempenho em 2025, subindo quase 44% em relação ao dólar americano, apesar das sanções em andamento. Política monetária rígida, controles de capitais e um forte equilíbrio comercial ajudaram a sustentar a moeda. As moedas europeias apresentaram ganhos moderados, incluindo a coroa sueca, o euro e o franco suíço, à medida que o ímpeto do dólar americano enfraqueceu. O franco suíço também se beneficiou de seu antigo status de refúgio seguro. Moedas latino-americanas como o peso mexicano e o real brasileiro tiveram desempenho superior, apoiadas por altas taxas de juros, demanda por carry-trade e uma recuperação das perdas em 2024. O dólar canadense teve ganhos modestos, refletindo condições econômicas relativamente estáveis.

Perdedores de Moeda

O bolívar da Venezuela sofreu o colapso mais agreado, perdendo mais de 80% de seu valor em meio à persistente hiperinflação e à prolongada instabilidade econômica. O peso argentino continuou a cair, sobrecarregado por inflação crônica e pressões cambiais contínuas. A lira turca enfraqueceu ainda mais, à medida que as preocupações com a inflação e a política monetária frouxa minaram a confiança dos investidores. O birr da Etiópia caiu acentuadamente, refletindo a escassez de câmbio e a pressão econômica mais ampla. A libra do Sudão do Sul caiu cerca de 14%, impactada por conflitos internos, interrupções nos oleodutos e redução nas receitas de exportação de petróleo. A rúpia indiana enfraqueceu moderadamente, impulsionada por saídas de capital e persistentes desequilíbrios comerciais, em vez de um choque econômico repentino.

Principais Pontos

As perdas cambiais em 2025 foram muito mais extremas do que os ganhos, destacando a natureza assimétrica do risco cambial. Altas taxas de juros e estruturas políticas rigorosas ajudaram a apoiar moedas com desempenho mais forte. A inflação e os fundamentos econômicos fracos continuaram sendo os principais motores da severa desvalorização da moeda. Um dólar americano mais fraco amplificava tanto ganhos quanto perdas em moedas globais (fonte: Voronoi)

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