quarta-feira, fevereiro 18, 2026

De que partidos vieram os votos dos candidatos presidenciais na primeira volta?

De que partidos vieram os votos dos candidatos presidenciais na primeira volta? Como é que os eleitores das legislativas de Maio de 2025 distribuíram o seu apoio em Janeiro de 2026? De acordo com os dados trabalhados por Pedro Magalhães, com base em sondagem à boca da urna do ICS-ISCTE, GfK e Pitagórica, António José Seguro conseguiu manter uma base extremamente fiel: a grande maioria dos seus 31,1% de votos totais veio diretamente de eleitores do PS nas legislativas, captando ainda fatias significativas de quem votou na AD, no Livre e noutros partidos, para além dos cinco mais votados nas legislativas. Já André Ventura, que alcançou 23,5% dos votos, demonstrou também uma forte capacidade de retenção, segurando a esmagadora maioria do eleitorado do Chega. Contudo, conseguiu ainda alcançar algum eleitorado da AD e do PS. João Cotrim de Figueiredo (16,0%) absorveu quase a totalidade do eleitorado da Iniciativa Liberal, conseguindo também atrair uma parte muito relevante de votantes que tinham optado pela AD, em 2025. Acabou por receber mais votos vindos da AD do que da IL e captou quase tanto eleitorado social-democrata como Marques Mendes.

No campo da AD, a dispersão é de facto o dado mais relevante: os seus votos dividiram-se principalmente entre Luís Marques Mendes (o destinatário natural, mas que obteve apenas 11,3% dos votos), Cotrim de Figueiredo, Seguro e Gouveia e Melo. Gouveia e Melo (12,3%) apresentou um perfil transversal, captando votos de forma equilibrada entre antigos eleitores do PS, da AD e de outros partidos. Nota: análise não incluiu os votos das legislativas que não foram para nenhum candidato das presidenciais, nem os brancos e nulos. Votos dos outros partidos foram distribuídos pelos candidatos conforme os votos em falta após distribuição dos votos dos cinco partidos apresentados (Mais Liberdade, Mais Factos)

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