sexta-feira, julho 15, 2022

Nota: Albuquerque continua a ser o triunfo de Montenegro para as europeias com um Rangel esgotado

No passado dia 18 de Junho, muito antes do 40º Congresso do PSD, escrevi no meu blogue, com o titulo "PSD-Madeira: E se Miguel Albuquerque for convidado a encabeçar a lista do PSD às europeias de 2024?", o seguinte texto:

"É sabido que Luis Montenegro, novo líder do PSD, tem o seu primeiro desafio eleitoral nas europeias de 2024, prevendo eu que, depois do que aconteceu ao CDS, após as legislativas de Janeiro deste ano, cada partido concorrerá sozinho, sem coligações que pelos vistos estão longe de garantirem mais-valias eleitorais. Por isso Montenegro precisa de apresentar uma lista forte, reunindo pessoas politicamente conhecidas e experientes, com alguma renovação, embora não sejam as europeias que convidam a essa renovação, muito menos agora em que uma crise global não se compadece com "patos" em Bruxelas. Pelo contrário. Lembremos o que aconteceu ao PSD nas europeias de 2009 (ganhou), 2014 (derrota) e 2019 (derrota):

2009

PSD, 1.129.243 votos, 31,7%, 8 deputados

PS, 946.475 votos, 26,6%, 7 deputados

Bloco, 382.011 votos, 10,7%, 3 deputados

PCP, 379.707 votos, 10,7%, 2 deputados

CDS, 298.057 votos, 8,4%, 2 deputados

Votantes, 3.561.502 eleitores, 36,8%

2014

PS, 1.033.158 votos, 31,5%, 8 deputados

PSD-CDS, 909.932 votos, 27,7%, 7 deputados

PCP, 416.446 votos, 12,7%, 3 deputados

MPT, 234.603 votos, 7,1%, 2 deputados

Bloco, 149.628 votos, 4,6%, 1 deputado

Votantes, 3.283.610 eleitores, 33,8%

2019

PS, 1.106.345 votos, 33,4%, 9 deputados

PSD, 727.207 votos, 21,9%, 6 deputados

Bloco, 325.534 votos, 9,8%, 2 deputados

PCP, 228.157 votos, 6,9%, 2 deputados

CDS, 205.111 votos, 6,2%, 1 deputado

PAN, 168.501 votos, 5,1%, 1 deputado

Votantes, 3.314.423 eleitores, 30,7%

É perfeitamente possível que o Presidente do Governo Regional possa ser a alternativa de Montenegro - que duvido queira ser candidato ao PE - para liderar a lista social-democrata ou pelo menos ocupar um dos dois primeiros lugares, até porque o político madeirense foi o mandatário nacional da candidatura de Montenegro ao PSD. O Congresso social-democrata daqui a alguns dias e o discurso que o Presidente do Governo Regional ali faça - provavelmente deverá ser o mais importante de todos os discursos proferidos até hoje em reuniões partidárias nacionais... - será muito importante na abertura desse caminho.

Julgo que existem condições políticas e pessoais para que esse cenário comece a adquirir alguma consistência. De acordo com informações que discretamente fui obtendo hoje em Lisboa, nada impede que Montenegro opte por Miguel Albuquerque e Jorge Moreira da Silva como os dois primeiros nomes da lista europeia social-democrata em 2024.

Quadro difícil para o PSD-M

Mas trata-se de um quadro que coloca problemas ao PSD-Madeira. Desde logo, se Albuquerque for mesmo a solução de Montenegro para as europeias - este cenário só depende da decisão de Albuquerque que sabe que a não ser em 2024 dificilmente terá outra oportunidade para um mandato europeu que admito se encaixa no seu perfil político e pessoal - deixa de fazer sentido que o actual líder do PSD-M seja candidato nas regionais de 2023 - que deverão realizar-se em Outubro - para, sendo eleito, renunciar ao mandato pelo menos até Janeiro de 2024, ano de realização das europeias em Junho.

Sendo assim, repito, estamos a falar de cenários puramente especulativos por que embora o tema ainda não seja abordado publicamente - o PSD aguarda pelo Congresso nacional que se vai realizar no final de Junho - quem estaria em melhores condições para liderar a candidatura laranja nas regionais de 2023 seria indiscutivelmente Pedro Calado, nº 2 do partido, autarca do Funchal, líder da estrutura social-democrata funchalense.

O problema é que Calado garantiu no ano passado que cumpriria o mandato na cidade, mas a verdade é que a ser confirmar este novo cenário - e tenho a convicção absoluta que Albuquerque não rejeitaria um mandato europeu de cinco anos ainda por cima numa altura em que se prevê grandes mudanças na Europa e em que as exigências políticas dos eleitos serão reforçadas, dados os problemas e persistências que se colocarão aos futuros deputados, incluindo na defesa da ultraperiferia, algo que paulatinamente tem vindo a ser esquecida por Bruxelas em nome de outras prioridades mais complexas e mais recentes, comparativamente com o que acontecia no passado recente.

Qual a solução?

Se se confirmasse a candidatura de Miguel Albuquerque em 2024, estamos perante uma realidade nova e o PSD-M teria que resolver, e resolveria, fazendo avançar Pedro Calado para uma candidatura nas regionais de 2023. O problema, outro problema, é que a CMF, perante a saída de Calado - que facilmente explicaria aos eleitores do Funchal o que se passou e o que obrigaria à sua saída da CMF - é que a edilidade funchalense ficaria entregue, tudo leva a crer a uma "independente", Cristina Pedra, vice-presidente, com poucas ou nenhumas ligações ao PSD-M o que certamente colocaria problemas novos.

Isto é uma consequência da demagogia patética e populista dos partidos que andam todos com a mania que esgotaram os seus recursos humanos e precisam de ir à sociedade civil contratar pessoas sem vínculos partidários para se candidatarem com a garantia de lugares elegíveis. Não sendo assim, essas "vedetas" nunca assumem os lugares. O costume! E depois dá-se isto. E não precisa ser uma situação destas, por que a qualquer momento pode aparecer a qualquer momento um caso extremo que obrigue a substituição de pessoas eleitas, acabando os partidos por ficar a braços com um problema difícil que não esperavam, mas que a qualquer momento podia acontecer

Basicamente estamos a falar de um cenário potencial, mesmo que seja ainda especulativo - estamos a dois anos das europeias - e que as pessoas envolvidas recusam aceitar como plausível. Pessoalmente mantenho este quadro com alta probabilidade, sabendo que tudo depende da vontade dos protagonistas em aceitar as mudanças e sobretudo da decisão de Montenegro em avançar com a candidatura de Albuquerque, que obviamente nunca poderia aceitar, dadas as funções que hoje desempenha e o seu perfil político um dos dois primeiros lugares na lista europeia. Julgo mesmo, é a minha opinião pessoal, que com a hipótese Jorge Moreira da Silva o Presidente do Governo seria sempre o cabeça de lista nessa lista europeia de 2024.

Poder sem ganhar as eleições

Há que ter presente, e o PSD-M precisa ter isso presente, que depois do que aconteceu em 2015 na Assembleia da República com a geringonça de esquerda, e nas últimas eleições regionais nos Açores, com a geringonça de direita, podem os partidos conquistar o poder mesmo sem ganhar eleições. Num regime parlamentar, como é o nosso, incluindo na Madeira e nos Açores, o essencial deixou de ser a vitória eleitoral mas antes a eleição de mandatos. E com a proliferação de novos partidos, os cenários político-parlamentares de coligações alargaram-se, embora a estabilidade política e governativa esteja nalguns casos longe de estar sempre garantida (LFM)".

Hoje depois do 40º Congresso fui à procura de dados novos. E apurei, junto da mesma fonte que me soprou a possibilidade acima referida, que nada mudou. Segundo ela "nada mudou. A única coisa que obriga a mudanças, prende-se com a posição irredutível de Jorge Moreira da Silva que tendo recusado qualquer convite de Montenegro para integrar os órgãos nacionais do PSD, foi posto completamente de lado na hipótese de uma reforçada candidatura europeia, quando crescem no PSD os que acham que Rangel, enquanto candidato europeu, já se esgotou. A queda eleitoral do PSD com ele é disso exemplo, o que exige mudança. Há contudo, quem ache que Rangel – que poderá ter-se aproximado de Montenegro apenas a pensar na continuidade em 2024, poderá forçar a uma continuidade tachista pelos corredores do PE.  O que seria demasiado surreal.

No caso concreto de Miguel Albuquerque - e abro uma janela para garantir que me estou absolutamente nas tintas para o que pensam ou não deste tema e para o que possa ou não decidir a seu tempo, e que isto fique claro como água – sublinho apenas que os nomes aqui referenciados são cenários pensados cenários mas não confirmados pelo que tudo depende, repito, tudo depende apenas e só de dois factos: em primeiro lugar de Montenegro apostar no líder madeirense para ter uma lista forte em 2024 e travar as derrotas do PSD (recomendo que vejam o quadro de resultados…), escolhendo um político com responsabilidades governativas na área social-democrata e, em, segundo lugar, pela recusa de Miguel Albuquerque em troca a RAM, que terá eleições em Outubro de 2023, por um projecto europeu em Junho de 2024, numa altura em que as regiões e a ultraperiferia parecem estar a perder força e terreno numa Europa cada vez mais centralizadora e em crise e com outras prioridades políticas e económicas.

Pessoalmente acho que Albuquerque desejaria abraçar um projecto parlamentar europeu de 5 anos que poderia até abrir portas na política nacional do PSD. O problema é que havendo regionais em Outubro de 2023 e europeias em Junho de 204, a proximidade dos dois actos eleitorais “arruma” Albuquerque porque nisso implica escolhas. Pelo que admito como plausível que o líder do PSD madeirense fique arredado de uma candidatura europeia, mesmo que seja esta a sua única oportunidade para tal. Na minha vida profissional, apesar de não ser necessário lembrá-lo, nunca inventei nada. Ou tinha sempre alguma segurança nas fontes e dava a notícias, ou não tinha. Podem não gostar, podem incomodar-se por ser incómoda, podem desmentir, mas a verdade é que esta hipótese, repito, hipótese, continua de pé. Até que seja desmentida ou confirmada.

E depois do desastre que foi a gestão da eleição da nova liderança do grupo parlamentar do PSD em São Bento, e do comportamento intolerável com o PSD-Madeira, muito sinceramente não me parece que o novo líder do PSD tenha mais oportunidades para repetir as asneiradas idiotas que fez nesse processo eleitoral que desvalorizou o líder parlamentar eleito (LFM)

Nota: tudo depende de dois factores, de Montenegro manter a ideia de Albuquerque como potencial candidato às europeias e de Albuquerque aceitar esse cenário (o PSD não ganha as europeias desde 2009). Nada mais é importante neste quadro noticioso. Um desmentido ou a recusa de um deles, acaba imediatamente o assunto, em vez de se fazerem de "tontinhos" e quererem enganar as pessoas veiculando a ideia de que o assunto nunca foi pensado e não existe. Existe até que se confirme ou seja desmentido. Se for desmentido, é tema encerrado e sem qualquer importância. A confirmar-se, passa a ser um dado novo, muito importante, no xadrez político regional. O resto é conversa fiada. E mantenho tudo o que atrás escrevi.

Ministro: José Berardo tem “uma propensão indomável para a litigância”, lamenta ministro da Cultura

O ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, lamentou a “propensão indomável” do colecionador José Berardo para a litigância, e reiterou que o Estado está disponível para negociar um novo protocolo sobre a Coleção Museu Berardo, em termos “muito diferentes”. Falando aos jornalistas à margem do Festival Oeiras Ignição Gerador, Pedro Adão e Silva reagia ao recurso que o colecionador José Berardo interpôs ao Tribunal Central Administrativo Sul, depois de ter perdido uma ação de providência cautelar apresentada para travar a denúncia do Estado sobre acordo de comodato para o Museu Coleção Berardo, em Lisboa.

“Os tribunais deram razão ao Estado numa primeira instância e a reação [de hoje] do senhor Berardo revela uma propensão indomável para a litigância que talvez funcione com privados como estratégia negocial, mas que certamente na relação com o Estado não vai funcionar”, afirmou o ministro da Cultura. Em junho, o colecionador e empresário madeirense perdeu uma providência cautelar para impedir a denúncia do acordo sobre a coleção de arte, anunciada a 26 de maio pelo ministro da Cultura, meio ano antes do fim do prazo, fixado para dezembro deste ano.

Risco de pobreza das famílias monoparentais aumentou

Em apenas um ano, o risco de pobreza das famílias monoparentais aumentou de 25 para 30%. Um relatório da Pordata mostra o impacto da pandemia, com a quebra nos rendimentos a agravar a situação dos mais frágeis.

Contribuintes podem ser chamados a meter mais 1,6 mil milhões no Novobanco

É um mecanismo negociado com Bruxelas que determina que se tudo correr mal, o Estado poderá vir a ser chamado a injetar mais 1,6 mil milhões no Novobanco. O Tribunal diz que esse risco existe. É mais um relatório arrasador para o Novobanco. O Tribunal de Contas diz que o banco “não salvaguardou o interesse público” nas chamadas de capital que fez ao Mecanismo de Capital Contingente, tendo vendido ativos, sobretudo imobiliário, ao desbarato. Este mecanismo de garantias públicas previa a injeção de até 3,9 mil milhões de euros, tendo a instituição bancária utilizado 3,4 mil milhões de euros.

Para o Tribunal de Contas, “a utilização do mecanismo revela a incapacidade do NB (ou não ter o propósito) de gerar com a sua atividade níveis de capital adequados à cobertura dos seus riscos”. Mas o Tribunal vai mais longe. Afirma que mesmo com as injeções de dinheiro públicos, “o NB não atingiu os níveis de rendibilidade” acordado com Bruxelas. Como tal, conclui que “subsiste o risco de acionamento do mecanismo de capital adicional (capital backstop), até 1,6 mil milhões de euros, previsto nos compromissos assumidos pelo Estado Português para assegurar a viabilidade do NB, o que os impactos adversos da pandemia e do conflito militar na Ucrânia tendem a agravar”.

A 'quinta dos PIGS' tem hoje mais inquilinos do que no tempo da troika

'PIGS' foi um acrónimo insultuoso usado pelos analistas financeiros britânicos para as economias do euro que, na maioria dos casos, viriam a ser resgatadas entre 2010 e 2012. Hoje em dia o grupo de risco tem mais de uma dezena de países. A'quinta dos PIGS' na zona euro tem hoje mais inquilinos do que nos tempos da troika. Então albergava quatro ou cinco, consoante a contagem; onze anos depois tem mais de uma dezena. E daqui a um ano, quatro desses inquilinos atuais - Grécia, Itália, Chipre e Croácia (que entra para o euro em janeiro do próximo ano) - registarão prémios de risco (spreads em relação ao custo de financiamento da dívida alemã) acima de três pontos percentuais (300 pontos-base), muito além da linha vermelha dos dois pontos traçada por Ignazio Visco, governador do Banco de Itália.

PIGS foi um acrónimo, em inglês, criado por especialistas financeiros britânicos, usado desde 1978, que, aquando dos primeiros sinais da crise das dívidas dos periféricos da zona euro, se tornou numa epidemia nos media e entre os analistas. Começou por abranger Portugal, Itália, Grécia e Espanha (Spain em inglês) a depois adicionou a Irlanda (quando a crise bancária do 'tigre celta' tornou o país numa economia tóxica). Ampliou-se, então, para PIIGS.

Com exceção de Itália, e acrescentando o Chipre, todos seriam resgatados pela troika entre 2010 e 2012. O uso do acrónimo, tido como insultuoso (porcos em português), acabaria por ser banido da escrita pelo Financial Times, o mais influente jornal financeiro britânico, que se destacara por artigos intitulados "Porcos na lama" e "Porcos na lama e com batom". Os analistas britânicos ainda tentaram substituir por GIPSI, numa alteração de Gypsy (cigano, em inglês), mas os acrónimos insultuosos, depois, caíram em desuso.

Descodificador: Ex-Banif paga ao Totta e diminui risco do Estado

A Oitante, veículo que ficou com ativos problemáticos do Banif que não foram para o Santander, cumpriu uma primeira missão: devolveu os €746 milhões de financiamento contragarantido pelo Estado. Devolverá mais?

1 - Que devolução é esta?

A Oitante foi criada em dezembro de 2015 para ficar com os ativos (algumas participadas, imóveis, fundos, créditos) que o Santander não quis adquirir na resolução aplicada pelo Banco de Portugal ao Banif. Em contrapartida dos ativos que recebeu naquele montante, a Oitante, que tem o Fundo de Resolução como acionista, teve de emitir obrigações de €746 milhões, cuja subscrição foi assegurada pelo Santander (na prática, o banco de capitais espanhóis que ficara com o Banif financiou também o veículo com os ativos que não quis). Ao longo dos anos, este veículo gerido por Miguel Barbosa tem vindo a proceder a devoluções, sendo que, no fim de junho, pagou a última fatia: €18 milhões. Concluiu, assim, o reembolso dos €746 milhões ao Santander Totta, libertando o risco sobre o Fundo de Resolução e o Estado, que eram garantes da operação — se a Oitante não pagasse, teriam de suportar eles o encargo.

Venezuela: Juan Guaidó insiste em acordo com o regime para eleições livres e justas

O líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, voltou a insistir que é preciso pressão internacional para que a oposição venezuelana chegue a um “acordo abrangente” com o regime para conseguir eleições presidenciais livres e justas no país, em 2024. “O nosso compromisso de luta, pela Venezuela, está intacto. Reiteramos a necessidade de pressão internacional, para alcançar um acordo abrangente e para consolidar a unidade com [eleições] primárias e a presença nas ruas para obter as eleições presidenciais livres e justas que nos devem”, escreveu na sua conta no Twitter. Na mesma rede social, Guaidó divulgou ainda um vídeo afirmando que a oposição “continua na luta para sair da ditadura e alcançar a liberdade para a Venezuela, apesar das perseguições e ataques do regime” liderado por Nicolás Maduro.

Berardo acusa ministro da Cultura de “cinismo” e diz que obras de arte correm risco a partir de janeiro

O empresário José Berardo acusa o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, de não ter disponibilidade para negociar com a sua Associação Coleção Berardo as obras de arte que estão expostas no Centro Cultural de Belém. Só declarou essa disponibilidade por simples “cinismo”, diz o comendador, que também considera que com o fim do protocolo que une o Estado àquela entidade as pinturas e esculturas ficam com a sua integridade em risco. Estes são argumentos que a defesa de José Berardo e da Associação Coleção Berardo, assegurada pelo escritório Haag, de Henrique Abecassis, utiliza para recorrer da decisão desfavorável do Tribunal Administrativo do Círculo de Lisboa, que não aceitou a providência cautelar através da qual Berardo queria impedir o Governo de cancelar o protocolo que criou a Fundação de Arte Moderna e Contemporânea – Coleção Berardo. Na ação que deu agora entrada no Tribunal Central Administrativo Sul, noticiada inicialmente pelo Eco e obtida pelo Expresso, as alegações contestam os argumentos para a não aceitação da providência, considerando a decisão ilegal. “A sentença recorrida foi proferida com enorme ligeireza e enferma de grosseiros erros de seleção e apreciação de factos e de direito, que a tornam inteiramente ilegal”, contesta a defesa.

Nota: Eu nunca votaria no novo líder parlamentar do PSD de São Bento

 

Que fique claro: eu não sei como votaram os 3 deputados do PSD-Madeira nas eleições para a liderança do GP do PSD na Assembleia da República nem me interessa nada saber, sobretudo quando a política vira negócio de lugares e de caganças. Mas uma coisa é certa, se eu fosse deputado em São Bento, e com esta lista patética que nem respeita a única região do país (Madeira) onde o PSD ganhou as legislativas de Janeiro deste ano (vergonhoso) , nunca votaria num lider parlamentar que presumo que não escolheu nenhum dos deputados da Madeira ou dos Açores - até poddia fazer um acordo para chamar um deles - quando são as duas únicas regiões onde o PSD é poder, é certo que graças a coligações, é certo por causa de uma indiscutível perda de votos, mas onde são poder! Por isso, e assumindo claramente o que digo, Montenegro começou mal com esta eleção e os resultados dispensam mais comentários. Afinal qual é influência da Madeira e dos Açores junto da estrutura nacional de decisão política social-democrata em Lisboa? O costume, zero!

Lembremos os eleitos:

⦁ Presidente do Grupo Parlamentar, Joaquim Miranda Sarmento

⦁ Vice-presidentes, Ricardo Baptista Leite, João Moura, Paula Cardoso, Paulo Rios de Oliveira, Catarina Rocha Ferreira, Clara Marques Mendes, Joaquim Pinto Moreira, Andreia Neto, Hugo Oliveira, Hugo Carneiro

⦁ Secretários, Emília Cerqueira e Sónia Ramos

Sobre este tema, escreve o Expresso, num texto do jornalista Hélder Gomes, que "à última hora, António Prôa e Hugo Maravilha passaram a não integrar a lista de Joaquim Miranda Sarmento como vice-coordenadores de comissões parlamentares. Terão sido desconvidados por pressão das distritais. Contactado pelo Expresso, o recém-eleito líder da bancada recusou-se a comentar “convites”.

Em apenas três meses, o PSD passou de ter uma liderança da sua bancada parlamentar apoiada por 92% dos deputados para uma outra em que não foi além dos 60%. A composição da bancada é a mesma, os rostos da liderança é que mudaram: Paulo Mota Pinto, indicado por Rui Rio, foi substituído por Joaquim Miranda Sarmento, escolhido por Luís Montenegro.

A eleição do líder parlamentar era vista como o primeiro grande teste à liderança de Montenegro num grupo parlamentar escolhido por Rio e do qual o novo presidente social-democrata não faz parte como deputado. Tendo em conta os resultados, a aposta de Montenegro passou, mas sem a distinção que o presidente desejaria: 30 dos 76 deputados que votaram (só Rio não foi votar) não deram o seu aval a Miranda Sarmento, repartindo-se por 20 votos em branco e 10 nulos. O Expresso sabe que foram feitos dois desconvites de última hora, passando os deputados António Prôa e Hugo Maravilha a não integrar a lista final de Miranda Sarmento como vice-coordenadores de comissões parlamentares.

“Não só não quero comentar como não quero confirmar”, atalha Prôa, eleito pelo círculo de Lisboa e que, ao que o Expresso apurou, chegou a ser convidado para vice-coordenador da Comissão de Defesa Nacional. Ainda assim, sublinha a importância de os deputados serem “tratados com consideração”. Quanto ao resto, “o líder do grupo parlamentar tem toda a legitimidade para escolher a sua equipa” e o deputado continua, “como no início de funções”, “empenhado” em exercer o seu mandato “em lealdade com o partido”.

O Expresso contactou igualmente Hugo Maravilha, eleito pelo círculo de Viseu, mas o deputado preferiu não prestar declarações. O seu nome constava da lista, enviada à imprensa no final de tarde de segunda-feira, como vice-coordenador da Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados. Horas depois, uma reunião da direção com os presidentes das distritais terá sido decisiva para o apagão. Confrontado pelo Expresso, o novo líder parlamentar, eleito dois dias mais tarde, limitou-se a responder de forma insistente: “Não falo de convites, não falo de convites, não falo sobre convites que foram feitos.”

Várias fontes confirmam que aqueles deputados foram convidados e desconvidados por causa de “equilíbrios que era necessário fazer com as distritais”. O caso do deputado de Viseu foi ainda “mais grave” por Hugo Maravilha ter sido “removido da lista”, o que “é pior do que ser desconvidado” e representa “uma vergonha para quem fez isto”, avalia fonte do grupo parlamentar. “Deve ter sido essa a razão de ter tido mais uma quantidade de votos nulos ou em branco do que se previa”, diz outra fonte, acrescentando que “isso é gerir com os pés um processo que já estava tremido, é dar uma patada em tudo”. “Foi um ajuste feito nas reuniões das distritais com o presidente do partido. Vem tudo do mesmo lado”, insiste.

José Silvano, ex-secretário-geral de Rio, afirma desconhecer o caso e atribui os resultados da votação “essencialmente” à “mudança de líder parlamentar de um momento para o outro”. Um outro deputado, que pediu anonimato, descreve o processo como “um mau início” e “uma situação dispensável”: “É tudo péssimo para o partido, até porque o grupo parlamentar estava minimamente coeso e eles inventaram aqui uma ‘derrota’. Se fosse há algum tempo e com outras pessoas, até dava para impugnar o ato.” Para outros, terá havido também “uma certa crítica ao perfil”. Miranda Sarmento é uma figura de transição entre o ‘rioísmo’ e o ‘montenegrismo’, uma vez que desenhou o programa eleitoral do líder cessante para as legislativas de janeiro e coordenou a moção de Montenegro para as diretas de maio. “Foi apoiante de Rio e depois foi um dos primeiros a abandonar e a passar-se para o novo líder”, concretiza a fonte.

“Isto é demonstrativo de como Miranda Sarmento não tem peso em relação à direção nacional. É um sinal de falta de respeito e de falta de poder desta direção do grupo parlamentar”, diz ainda um outro deputado. “Isto explica em parte a elevada quantidade de votos brancos ou nulos, porque as pessoas começaram a ficar chateadas pela forma como os colegas desconvidados estavam a ser tratados”, acrescenta. Acima de tudo, “os deputados não gostaram nem compreenderam a substituição do líder parlamentar e, por isso, é que votaram os que estavam na lista e poucos mais”, sintetizam as fontes ouvidas. Foram três os deputados que, não pertencendo à lista de Miranda Sarmento, votaram favoravelmente o seu nome. A “unidade” prometida por Montenegro no Congresso do Porto é “artificial”, assemelhando-se a atual direção do partido a “uma coligação de derrotados”, diagnostica uma das fontes". Sublinhe-se que esta figura, Joaquim Miranda, foi uma escolha de Rui Rio para a sua liderança, mas que rapidamente se colocou entre os apiantes de Montenegro. Rio foi o único deputado social-democrata que não participou na eleição do novo líder parlamentar que ja antes obrigou a uma demissão forçada de Mota Pinto, substituído também na liderança da Mesa do Congresso do PSD por Miguel Albuquerque".

Eleito com 59% dos votos...

O candidato único a líder parlamentar do PSD, Joaquim Miranda Sarmento, foi eleito com 59% dos votos da bancada, disse à Lusa fonte social-democrata. Dos 77 deputados sociais-democratas, votaram 76 deputados, sendo a única abstenção a do ex-presidente do PSD, Rui Rio. Joaquim Miranda Sarmento obteve 46 votos a favor, 20 brancos e 20 nulos. O seu antecessor, Paulo Mota Pinto, tinha sido eleito líder parlamentar do PSD em 7 de abril, com votos favoráveis de 71 dos 77 deputados sociais-democratas (92%), dois brancos e dois nulos, com dois deputados ausentes das votações (LFM)

Nota: O "brilharete" eleitoral da direita nos Açores...

Sabiam que em 1996, apesar de ter perdido as regionais para o PS, tanto o PSD como o CDS juntos tinham 27 deputados contra 25 deputados da esquerda (PS e PCP). Só que nessa altura não houve geringonça de direita porque os dois partidos, tal como na Madeira, não se podiam ver... O tempo passa e tudo se resolve, mesmo sem nunca terem ganho eleições regionais nos Açores desde 1996! Depois de 24 anos fora do poder, percebe-se que tudo tenha servido, até o apoio da extrema-direita que o mesmo PSD tanto critica e de quem se distancia (?), e bem, no Continente. Pelo menos até ver... Ou já se esqueceram que o líder do Chega foi militante e autarca do PSD no tempo de Passos Coelho!

Recordemos as regionais açorianas desde 1992 até 2020:

Em 1992 o PSD dos Açores ganhava as regionais com 61.299 votos, 53,6% e elegendo 28 deputados. Contra 41.648 votos do PS, 36,4% e 21 deputados. Abstenção nos 37,6%. 

Em 1988 o PSD tinha obtido 51.503 votos, 48,6% e 26 deputados contra 37.625 votos, 35,5% e 22 deputados do PS. O CDS somou 7.472 votos, 7,1% e 2 deputados. Abstenção nos 41,2%.

Em 1996 o PSD perdeu as eleições não indo alem dos 46.415 votos, 41% e 24 deputados contra 51.880 votos, 45,8% do PS e 24 deputados. O CDS obteve 8.307 votos, 7,3% e 3 deputados. O PCP elegeu 1 deputado. O que é curioso é que neste ano PSD e CDS, com maioria dos mandatos, não formaram governo... Abstenção nos 41%.

Em 2000, tudo piorou. O PS ganhou com 48.931 votos, 49,2% e 30 deputados contra 32.295 votos, 32,5% e 18 deputados do PSD. O CDS não foi além dos 9.515 votos, 9,6% e 2 deputados, os mesmos que o PCP elegeu. Abstenção nos 47%.



Quatro anos depois, em 2004, o PS voltou a ganhar com 60.133 votos, 57% e 31 deputados contra 38.882 votos de uma coligação PSD-CDS, 36,8% e 21 deputados e que foi derrotada. Abstenção nos 44,3%. Nenhum outro partido elegeu deputados.

Em 2008 ganha o PS com uma quebra de votos, 45.070, 50% e 30 deputados, eleição que ficou marcada pela estreia do chamado círculo de compensação. O PSD não foi além dos 27.309 votos, 30,3% e 18 deputados (1 na compensação) e o CDS ficou-se pelos 7.853 votos, 8,7% e 5 deputados (1 na compensação). PPM (1, no Corvo graças aos 75 votos), Bloco de Esquerda (2 ambos na compensação) e PCP 2 mandatos (1 na compensação). A abstenção situou-se nos 53,2%.

Em 2012, volta a vencer o PS com 52.793 votos, 49% e 31 deputados (1 na compensação), contra  35.550 votos, 33% e 20 deputados do PSD (1 na compensação). O CDS somou 6.106 votos, 5,7% e 3 deputados (1 na compensação). Bloco e PCP elegeram 1 deputado (ambos por via da compensasção) e o PPM manteve o seu deputado no Corvo eleito com 86 votos. Abstenção nos 52,1%.

Quatro anos depois, em 2016, com a abstenção nos 59,2%, o PS ganha com 43.266 votos, 46,6% e 30 deputados (1 na compensação). O PSD obteve 28.790 votos, 30,9% e 19 deputados (1 na compensação). O CDS ficou-se pelos 6.674 votos, 7,2% e 4 deputados (2 na compensação). O PCP elegeu um deputado (Flores, com 655 votos!), o Bloco ficou com 2 deputados (1 na compensação) e o PPM lá manteve o deputado no Corvo com os seus 82 votos!

Finalmente em 2020, com a abstenção nos 54,6%, o PS volta a ganhar com 40.701 votos, 39,1% e 25 deputados, contra 35.091 votos, 33,7% e 21 deputados do PSD. O CDS obteve 5.734 votos, 5,5% e 3 deputados (1 na compensação). Bloco alcançou 2 deputados (1 na compensação), o PCP ficou sem deputados regionais, o PAN elegeu 1 deputado na compensação, o PPM perdeu o deputado no Corvo mas elegeu 1 deputado (nas Flores, 360 votos). Duas estreias: o Chega com 5.260 votos, 5,1% e 2 deputados (1 na compensação) e a Iniciativa Liberal com 2.012 votos, 1,9% e 1 deputado (na compensação). No caso do Corvo, o PPM coligado com o CDS elegeu 1 deputado com os seus 115 votos. Graças ao somatório dos mandatos, superior ao PS e demais esquerda, PSD-CDS-PPM formaram governo contando com o apoio parlamentar do Chega e da Iniciativa Liberal. O PSD foi o mais votado apenas na ilha do Faial, PS foi o mais votado em Santa Maria, São Miguel, Terceira, Graciosa, São Jorge, Pico e Flores, a coligação PPM-CDS foi a mais votada no Corvo (mais 14 votos que o PS). No círculo de compensação CDS (1), Bloco (1), Chega (1) e Iniciativa Liberal (1) elegeram deputados. Votaram apenas 104.009 eleitores, 45,5% dos 229.002 inscritos. Ou seja, 124.993 eleitores, 54.6% não votaram. Sintomático!

Finalmente refira-se que no caso dos Açores, nas autárquicas de 2021, apesar do PSD (16.169 votos, 13%), ter resistido ao predomínio eleitoral do PS (34.182 votos, 27,5%), que voltou a ser o partido vencedor das eleições, os socialistas conseguiram 9 lideranças das Câmaras Municipais (Vila do Porto, Lagoa, Povoação, Angra, Vila Franca, Lajes do Pico, Lajes das Flores, Santa Cruz das Flores e Corvo) contra 5 do PSD (Nordeste, Ribeira Grande, Ponta Delgada, Madalena e São Roque do Pico), 2 do PSD-CDS-PPM (Horta e Graciosa), 1 do PSD-CDS (Vila Praia da Vitória), 1 do CDS (Velas) e 1 de Cidadãos (Velas). Nestas eleições autárquicas açorianas, a abstenção situou-se nos 45,8%. 

No caso das Legislativas nacionais de Janeiro de 2022, abstenção de 63,3%, o PS voltou a vencer nos Açores com 36.025 votos, 42,8% e 3 mandatos, contra 28.520 votos, 33,9% e 2 mandatos da coligação PSD-CDS-PPM no poder regional. O PS foi o mais votado em 8 ilhas açorianas, contra apenas uma (Faial) para a coligação liderada pelo PSD. No caso do Corvo a coligação PSD-CDS-PPM perdeu para o PS (LFM)

Taxas Euribor sobem e atingem máximos de há sete anos


As taxas Euribor, usadas no crédito à habitação, voltaram a subir. Estão em máximos de há mais de sete anos. Este agravamento vai levar a um novo aumento das prestações da casa, quando os valores forem revistos no fim do mês.

Zona Euro: Portugueses são dos mais expostos à perda de valor de poupanças


É a conclusão do estudo "Portugal - Poupança e Inflação no contexto europeu". Além da taxa de poupança dos portugueses ser menor do que a média europeia, é também a das mais vulneráveis à subida acentuada dos preços. Quem aplicou dinheiro em depósitos bancários nos últimos dois anos arrisca-se a perder poder de compra. O estudo revela que os depósitos em Portugal representam mais do dobro do registado nos países do euro, numa altura em que as taxas de juro não compensam a inflação. A elevada carga fiscal, uma das maiores da zona euro, é apontada como mais um fator que limita a poupança.

Inflação ficou em 8,7 por cento em junho


É o valor mais elevado dos últimos 30 anos de acordo com os dados finais do Instituto Nacional de Estatística. Em relação ao mês de maio, os preços aumentaram 0,7 pontos percentuais. Os produtos energéticos e os alimentos foram os que mais contribuiram para a subida da inflação. No caso da Energia, os preços aumentaram mais de 30 por cento em relação a junho do ano passado.  A inflação registada em Portugal já está acima da média da zona euro. O ministro das Finanças diz que o governo está atento à subida dos preços e que já tem medidas no terreno.

TAP lança medidas para melhorar ligações aéreas


A TAP lançou um conjunto de medidas para melhorar a situação das ligações aéreas. Uma das iniciativas passa por recorrer a uma outra companhia aérea. A companhia assume que 40% dos voos têm sofrido atrasos, para além dos cancelamentos. E justifica a situação com o controlo de tráfego aéreo e em serviços como bagagens e apoio a passageiros em terra.

Agência de Gestão de Fogos alerta para necessidade de políticas públicas


O presidente da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) diz que Portugal precisa de políticas públicas mais consistentes e organizadas, na gestão da floresta. Tiago Oliveira lembra que a maior parte dos terrenos florestais são propriedade de privados.

Estudo: Mais de metade dos inquiridos em Portugal quer regresso do serviço militar obrigatório e criação de um exército único europeu

Investigadores da Universidade Lusófona concluiram que a guerra na Ucrânia está a ter impato na opinião dos portugueses sobre a defesa do país. Regresso ao serviço militar obrigatório tem muito apoio entre os mais velhos, enquanto o exército europeu é defendido pelos cidadãos politicamente mais ao centro. Mais de metade dos inquiridos estão a favor do regresso do serviço militar obrigatório (SMO) e da criação de um exército único europeu, revela um novo estudo feito por investigadores da Universidade Lusófona a que a CNN Portugal teve acesso em primeira mão. De acordo com a investigação, 52,35% dos inquiridos “concorda” ou “concorda totalmente” com o regresso do SMO, que vigorou em Portugal até 2004. Só 32,75% dos portugueses referiu “discordar” ou “discordar totalmente” deste tipo de decisão. 

Na mesma linha, revelaram-se as atitudes face à criação de um exército único europeu , com mais de metade dos portugueses (55.83%) a referir que a criação deste mecanismo ajudaria a União Europeia a reduzir significativamente a sua dependência relativamente aos Estados Unidos. Aliás, 73.94% dos portugueses considera que o exército único europeu contribuiria para uma maior afirmação da UE no mundo. O estudo, feito pelos investigadores do Centro de Investigação em Ciência Política, Relações Internacionais e Segurança da Universidade Lusófona José Carochinho e Gonçalo Duarte Silva, analisou as respostas de 403 pessoas (267 homens e 136 mulheres)desde o eclodir da invasão russa à Ucrânia e chegou também à conclusão de que as gerações mais velhas têm uma maior predisposição para concordar com o regresso do SMO e com a criação do exército único europeu. 

Venezuela: EUA estendem status de proteção a imigrantes

Uma das primeiras decisões que o presidente dos EUA, Joe Biden, tomou ao chegar à Casa Branca foi incluir os migrantes venezuelanos sob o Status de Proteção Temporária (TPS) do governo, uma designação que agora está sendo estendida por mais 18 meses. “Após cuidadosa consideração e consulta com o secretário de Estado, hoje estou estendendo essa designação”, disse o secretário de Segurança Interna, Alejandro N. Mayorkas, em comunicado na segunda-feira. Essa medida é usada pelo governo dos EUA para fornecer abrigo a cidadãos de países que passam por desastres ambientais ou conflitos armados. Para as centenas de milhares de migrantes venezuelanos que a prolongada crise humanitária no país sul-americano produziu, a medida é um alívio, pois os protege da deportação e concede a possibilidade de obter autorizações de trabalho.

Portugal com forte crescimento económico em 2022 e desaceleração em 2023

Portugal deverá ter em 2022 o maior crescimento económico da União Europeia. As previsões de verão da Comissão Europeia apontam para uma subida de 6,5 por cento na economia portuguesa em 2022. A média da União ficará em 2,7%, Espanha cresce 4%, França 2,4 e a Alemanha 1,4%. A Zona Euro avança 2,6%. Mas a economia portuguesa sofrerá uma grande desaceleração em 2023, segundo a Comissão Europeia, crescendo apenas 1,9%, ainda assim acima da Zona Euro e da União Europeia

Tribunal de Contas arrasa forma como o Estado lida com o Novo Banco


Uma auditoria do Tribunal de Contas acusou o Estado e o Banco de Portugal de não terem assegurado que a garantia pública seria usada o mínimo possível, e avisou que o Novo Banco pode precisar de ainda mais dinheiro do Estado.

Estudo: custo de vida preocupa mais os russos do que a guerra

 

O aumento dos preços de bens preocupou mais os russos no primeiro trimestre deste ano do que um possível agravamento da guerra na Ucrânia ou um ataque nuclear, segundo um estudo divulgado hoje pelo diário russo Kommersant. “Após o início da operação militar na Ucrânia, os cidadãos russos estavam mais preocupados com o aumento dos preços”, noticiou o jornal sobre o resultado do Índice Nacional de Ansiedade elaborado trimestralmente pela agência de comunicação russa Cros.

As sanções ocidentais e a reação à guerra na Ucrânia, que a Rússia iniciou em 24 de fevereiro, surgem em segundo lugar das preocupações dos russos, com o conflito em si no terceiro lugar, referiu o jornal, citado pela agência russa TASS. O item “escalada do conflito com o Ocidente (guerra com os EUA e a NATO, a possibilidade de um ataque nuclear)” ocupava a sexta posição, segundo o jornal. Em estudos anteriores, a obrigatoriedade da vacinação contra a covid-19 liderava a lista das preocupações dos russos. Desde a invasão russa da Ucrânia, a União Europeia e vários países ocidentais decretaram sucessivos pacotes de sanções contra a Rússia, incluindo um embargo à compra de petróleo russo até ao final do ano.

Segundo dados da agência de estatísticas russa Rosstat, a inflação na Rússia atingiu 17,8% em abril em termos homólogos, um recorde desde 2002, tendo descido para 17,1% em maio. Em relação a maio de 2021, os preços dos alimentos continuaram a acelerar para 21,5%, principalmente dos produtos básicos, como açúcar (+61,4%), cereais (+36,3%), massas (+29,2%), e frutas e hortaliças (+26,3%).

Os preços, já em alta devido à pandemia de covid-19 e ao aumento dos preços das mercadorias, aumentaram ainda mais depois das sanções impostas à Rússia. Para a totalidade do ano, o Banco Central da Rússia previu que a inflação anual poderia chegar a 23%, antes de desacelerar no próximo ano e retornar à meta de 4% em 2024. No final de maio, o Presidente russo, Vladimir Putin, garantiu que a inflação não ultrapassaria 15% até ao final de 2022 (Executive Digest)


Venezuela: Parlamento aprova nova Lei de Registo de Antecedentes Criminais

A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou a Lei de Registo de Antecedentes Criminais, que revoga a legislação anterior promulgada em 1979 e procura contribuir para revolucionar o sistema judicial. A aprovação por unanimidade, segundo o presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, faz parte “da nova realidade”, tendo por base “o respeito pelos Direitos Humanos, pela privacidade e intimidade, e pelo respeito ao devido processo” dos venezuelanos. A lei será agora remetida ao Executivo para que seja promulgada e o novo texto estabelece o direito dos cidadãos a acederem ao Registo Criminal para solicitar a atualização ou eliminação de dados em caso de erro. Por outro lado, o pedido de certificado de antecedentes criminais, até agora gratuito, passa a ter uma taxa equivalente a entre 10 e 50 vezes o valor cambial da moeda de maior valor publicada pelo Banco Central da Venezuela (BCV).

Novo Banco revelou-se “uma mina” e deu milhões a privados

 

Foi divulgado esta semana o relatório da segunda auditoria realizada pelo Tribunal de Contas (TdC) na sequência do pedido da Assembleia da República, “[às] operações e [aos] atos de gestão que estiveram na origem e levaram à necessidade de transferências de verbas do Fundo de Resolução para o Novo Banco”. Nela o TdC aponta o dedo a todos os intervenientes, desde o Estado ao Banco de Portugal, mas com principal incidência na gestão da equipa de António Ramalho e na falta de atuação do Fundo de Resolução, liderado pelo vice-governador do BdP, Luís Máximo dos Santos. Apesar de uma possível gestão danosa do NB, este revelou-se “uma mina” para os privados. De acordo com o relatório do TdC, o NB terá vendido património imobiliário com descontos de 75%, incluído em duas grandes carteiras, que terão garantido aos seus compradores “mais-valias iguais ou superiores a 60%”, tendo estes arrecadado cerca de 29 milhões de euros.

“Em 2018 e 2019, o NB vendeu ativos com desconto de 75% face ao valor nominal ou valor contabilístico bruto e de 33% face ao valor contabilístico líquido de imparidades. Não foi demonstrado que a estratégia de redução de ativos através de vendas em carteira fosse eficaz e eficiente na prossecução do princípio da minimização das perdas/maximização do valor dos ativos. Nas revendas realizadas, os compradores do património imobiliário, incluído em duas carteiras, obtiveram mais-valias iguais ou superiores a 60%”, aponta o relatório do TdC (Executive Digest, texto do jornalista André Manuel Mendes)

Venezuela: Por que venezuelanos estão voltando ao país após êxodo histórico

 


Em 2016, quando a economia da Venezuela caía 18,6%, e a inflação batia todos os recordes, chegando perto de 800%, Fátima Camacho foi um dos milhões de venezuelanos que empacotaram suas vidas e partiram para o exterior. Naquela época, a fome, o desemprego, o alto custo de vida e o salário mínimo baixo, que era insuficiente para pagar até uma cesta básica, impulsionaram muitos a buscar uma vida melhor em outros países da América do Sul e do mundo. Ainda que muitos destes problemas permaneçam para a imensa maioria, em abril passado, Camacho, de 31 anos, decidiu que era o momento de retornar ao seu país. Ela voltou a empacotar tudo o que tinha e pegou novamente a estrada que a havia levado ao Peru seis anos antes. Mas, desta vez, se mudou com o filho de três anos para Maturín, no leste da Venezuela.

Fim do Matérias recomendadas

"O isolamento que vivemos em Lima afetou muito o meu filho. Tivemos que levá-lo para fazer várias terapias. Culturalmente, também nunca conseguimos nos adaptar ao Peru", explica a jovem em entrevista à BBC News Mundo, o serviço de notícias em espanhol da BBC. "Além disso, ouvi dizer que a economia melhorou um pouco e queria passar mais tempo com a minha família. Quero que meu filho desfrute do contato com ela", acrescentou. Camacho é parte de um novo fenômeno que se faz cada vez mais visível em todas as cidades venezuelanas: o retorno de emigrantes que haviam deixado a Venezuela para viver, em sua maioria, em outros países da América do Sul. Apesar dos familiares de Camacho dizerem que a situação está "mais estável", ela foi precavida: "Deixei meu marido em Lima. Não nos arriscamos a vir os dois, porque não tínhamos certeza de que as coisas estavam boas."

Sondagem: Almirante Gouveia e Melo é o preferido dos portugueses numa eventual corrida presidencial

O almirante Gouveia e Melo seria o grande vencedor da corrida ao Palácio de Belém se as eleições presidenciais se realizassem hoje: este é o resultado de uma sondagem apresentada esta 6ª feira da Intercampus para o CM/CMTV, que apontou que o antigo chefe da task force da Covid-19 é o preferido do portugueses, com 31,7% de aprovação, caso entrasse na corrida presidencial. É também o candidato que recolhe o menor número de indecisos (22,3%). O atual chefe de Estado da Armada é o único ‘não político’ da amostra – que estejam ou não no ativo – e só uma eventual candidatura de António Costa evitaria a sua eleição. Neste cenário foram considerados Paulo Portas (10,9%), Marques Mendes (10,4%), Mariana Mortágua (7,8%), Augusto Santos Silva (7,8%) André Ventura (6,1%) e João Ferreira (3%). Num segundo cenário considerado na sondagem, Paulo Portas (18,3%) seria o vencedor mas em empate técnico com Marques Mendes (17,4%). Mariana Mortágua (12,7%) intrometer-se-ia entre os candidatos de direita e o candidato socialista, Augusto Santos Silva (12,2%), relegado para a quarta posição. António Costa (31,1%) é o claro vencedor do 3º cenário proposto, tendo Marques Mendes (16,2%) e Paulo Portas (13,6%) nos lugares imediatos, desta vez invertendo as posições, em relação ao primeiro cenário. Por último, o ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho (23,1%) venceria facilmente e a eventual escolha de Santos Silva (12,4%) para candidato socialista revelar-se-ia, mais uma vez, desastrosa. Marques Mendes conquistaria 16,5%, numa hipótese em que o número de indecisos mantém-se elevado: 31% (Multinews)

Opinião: Tempos...

Este é um tempo para insistirmos no alerta para uma crescente ameaça de uma potencial crise económica e social - que especialistas dizem poder ser pior que a crise de 2008 com a queda do banco Lehamans Brothers - ameaça esta que está associada aos efeitos da guerra da Ucrânia e ao ricochete das sansões lançadas em catadupa contra a Rússia sem que a Europa as tivesse estudado antecipadamente afim de apurar com rigor quais as consequências dessas medidas para os europeus. Tempo para lamentar o que se passa nos aeroportos nacionais (e não só) com cancelamentos de voos, com a TAP em posição negativa e em queda livre já que é responsável por mais de 75% dos cancelamentos em Portugal, situação que me leva a duvidar da viabilidade de uma empresa renacionalizada a martelo e que hoje está mergulhada claramente em crise que é de sobrevivência, ainda por cima entregue a uma administradora francesa contratada por Costa e o PS, sem se perceber porque motivo. Tempo também para alertar para a necessidade, mesmo em regiões como a Madeira que hoje estão distantes de uma nova vaga dos dramas dos incêndios que todos os dias nos chegam do Continente, de investir sem hesitações em recursos que nos permitam defender a nossa floresta, manter os terrenos limpos, fazer um cadastro actualizado num país em que 97% da área florestal é privada - na Madeira julgo que esse valor é inferior. Mas nunca desleixando esse investimento público, só porque, felizmente, estamos longe dos dramas de incêndios florestais/urbanos que num passado bem recente nos penalizaram, criando muitos dramas humanos e provocando muitos prejuízos que ainda hoje deixam marcas sociais em muita gente.

Estudo OCDE: Portugueses confiam cada vez menos no Governo

 

Um estudo da OCDE conclui que os portugueses dão nota negativa ao governo. Um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico indica ainda que os cidadãos também atribuem pouco crédito ao Parlamento e aos partidos políticos. A polícia é a instituição em que os portugueses têm mais confiança, seguida das câmaras municipais e da comunicação social.

Níveis de hóspedes e dormidas de não residentes mantêm-se abaixo de 2019 - Maio de 2022

O setor do alojamento turístico registou 2,5 milhões de hóspedes e 6,5 milhões de dormidas em maio de 2022, correspondendo a aumentos de 162,1% e 221,8%, respetivamente (+426,4% e +552,1% em abril, pela mesma ordem). Face a maio de 2019, registaram-se diminuições de 3,2% e 0,7%, respetivamente. Em maio, o mercado interno contribuiu com 1,8 milhões de dormidas e os mercados externos totalizaram 4,7 milhões. Face a maio de 2019, o mercado interno cresceu 11,6% e os mercados externos diminuíram 4,7%.  Os proveitos totais aumentaram 264,3% para 456,1 milhões de euros, e os proveitos de aposento atingiram 338,4 milhões de euros, refletindo um crescimento de 275,1%. Comparando com maio de 2019, registaram-se aumentos de 11,8% e 11,9%, respetivamente.  O rendimento médio por quarto disponível (RevPAR) situou-se em 56,5 euros em maio e o rendimento médio por quarto ocupado (ADR) atingiu 96,1 euros. Em relação a maio de 2019, o RevPAR aumentou 8,0% e o ADR cresceu 9,4%.  No conjunto dos primeiros cinco meses de 2022, as dormidas aumentaram 355,2% (+128,5% nos residentes e +775,8% nos não residentes). Comparando com o mesmo período de 2019, as dormidas decresceram 9,0%, como consequência da diminuição das dormidas de não residentes (-14,4%), dado que as de residentes cresceram 4,9%.  Os proveitos acumulados de janeiro a maio de 2022 cresceram 436,6% no total e 437,0% nos relativos a aposento (+0,5% e +1,5%, face a igual período de 2019, respetivamente). No conjunto dos primeiros cinco meses de 2022, considerando a generalidade dos meios de alojamento (estabelecimentos de alojamento turístico, campismo e colónias de férias e pousadas da juventude), registaram-se 9,1 milhões de hóspedes e 23,1 milhões de dormidas, correspondendo a crescimentos de 282,9% e 320,6%, respetivamente (INE)

Nem com Boris nem com os Trabalhistas: Referendo à independência da Escócia continuará bloqueado mesmo com mudança do governo britânico

O líder do Partido Trabalhista no Reino Unido, Keir Starmer, já garantiu que mais um referendo à independência da Escócia será bloqueado se o partido vier a subir à liderança do governo. A Primeira-ministra escocesa acusa o líder trabalhista de estar a seguir as pisadas de Boris Johnson para conquistar eleitores conservadores descontentes. “Na sua perseguição dos votos dos tories [conservadores] em Inglaterra, eles [trabalhistas] estão realmente a mostrar à Escócia os dois dedos proverbiais”, aponta Nicola Sturgeon, citada pelo ‘The Guardian’. Será importante explicar que, no Reino Unido, mostrar os dedos indicador e médio em forma de “V” com a palma virada para dentro é o equivalente a exibir o dedo médio, com intenção de ofender o recetor do gesto.

“A mensagem dos trabalhistas para a Escócia parece ser ‘realmente não queremos saber de vocês’”, aponta a líder escocesa, acusando Starmer de “cálculos políticos cínicos”. De recordar que Boris Johnson, ainda Primeiro-ministro, era um forte opositor à realização de um segundo referendo sobre a independência da Escócia, tendo chegado a enviar uma carta à Primeira-ministra escocesa que se resumia num rotundo “não”. Em declarações à imprensa, Sturgeon recusou-se a especular sobre quem poderia ir a suceder a Boris Johnson, nem sobre quem são os preferidos na corrida à liderança do Partido Conservador. Contudo, ela salientou que, quem quer que venha a ocupar o Número 10 de Downing Street será “mais um Primeiro-ministro no qual a Escócia não terá votado”. Sturgeon acredita que a mudança na liderança dos conservadores concretizará uma deriva ainda mais à direita. “E isso significa, claro, uma mudança para ainda mais longe da opinião e valores da generalidade dos escoceses”, prevê, acrescentando que o novo governo britânico em Londres procurará cortes nos impostos, cortes nos serviços públicos, “o abandono da luta contra as alterações climáticas”, e uma defesa mais aguerrida do Brexit. A Primeira-ministra escocesa acusa o governo central e os partidos unionistas (a favor da união e contra a independência dos territórios que constituem o Reino Unido) “estão aterrorizados com a ideia de um debate substantivo sobre a independência”, que, para Sturgeon, é “a única via realista para renovar as instituições democráticas da Escócia” (Multinews, texto do jornalista Filipe Pimentel Rações)

Comissão vai fazer levantamento de deputados que acumularam exclusividade com comentários televisivos

Deputada do Bloco de Esquerda devolveu o dinheiro que recebeu a mais entre outubro de 2021 e março de 2022. Mas novo parecer do PSD fala na possibilidade de efeitos retroativos, ou seja, de a deputada ter de devolver o valor anterior à decisão do Parlamento sobre as incompatibilidades. Horas de reunião depois, votação foi adiada. Foi adiada a votação da proposta de parecer da Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados sobre o caso de incompatibilidade de Mariana Mortágua no Parlamento. Em causa está o facto de a deputada do Bloco de Esquerda ter mantido uma colaboração regular paga de comentário televisivo na SIC Notícias ao mesmo tempo que recebia um valor extra do salário de parlamentar por ter optado pelo regime de exclusividade. Segundo o Expresso apurou, depois de horas de reunião esta quarta-feira, a votação dessa proposta foi adiada, para que seja feito um levantamento de todos os deputados que possam ter estado nas mesmas condições — ou seja, acumular o comentário televisivo com o regime de exclusividade antes de 2020.

quinta-feira, julho 14, 2022

Inflação: Medina admite "impacto muito forte" na vida das famílias

O ministro das Finanças, Fernando Medina, reconheceu que os elevados níveis de inflação têm “um impacto muito forte" nas empresas e nas famílias, particularmente nas mais vulneráveis, defendendo ser esta noção que tem dirigido a ação do Governo. “[A inflação] É obviamente um elemento com impacto muito forte do ponto de vida das famílias, de vários segmentos de rendimento, em especial dos mais vulneráveis. É também naturalmente uma área com fortíssimo impacto no andamento da economia, na vida das empresas, na forma como a atividade económica se desenvolve”, disse esta quinta-feira numa audição conjunta da Comissão de Assuntos Europeus e da Comissão de Orçamento e Finanças, no parlamento. Perante os deputados, Fernando Medina defendeu que “é precisamente na base desse reconhecimento que toda a ação do Governo tem sido dirigida”, garantindo, em resposta às questões colocadas várias vezes sobre o impacto no dia a dia, que “em circunstância alguma" desvalorizou o “impacto que a atual situação traz para as famílias”. O governante recordou ainda as previsões da Comissão Europeia, divulgadas esta quinta-feira, que preveem uma taxa de inflação para Portugal de 6,8% este ano, para salientar que ainda assim se situa abaixo dos 7,6% previstos para a zona euro. “Relativamente à inflação, Portugal apresenta também uma inflação abaixo da zona euro, aliás, é um dos países com inflação mais baixa da zona euro, apesar do valor bastante acima do que estamos habituados”, vincou (CNN-Portugal)

Renegociação de créditos à habitação dispara com fim das moratórias


Renegociações por incumprimento aumentaram 26,6% face a 2020 e montante foi superior aos números pré-pandemia. Pagamento apenas do valor da prestação representou maior número de pedidos. O fim das moratórias fez disparar a renegociação dos créditos à habitação. O pagamento apenas do valor da prestação em dívida – sem juros – foi o pedido com mais registos, segundo o Relatório de Acompanhamento do Mercado de Crédito, publicado nesta quinta-feira pelo Banco de Portugal. Em 2021, foram registadas 35.203 renegociações de crédito à habitação, mais 36,3% face a 2020 e mais 16,76% em comparação com 2019. No último ano, houve 33.639 empréstimos renegociados, no montante de 3,067 mil milhões de euros (mais 24% face ao valor de 2020 e mais 9% em relação a 2019).

Primeiro-ministro italiano anuncia demissão: Mario Draghi sai num momento de grave crise no país

Decisão foi causada pela retirada de apoio do populista Movimento Cinco Estrelas ao Governo de unidade nacional. Recondução do chefe do Executivo (a contragosto) ou eleições antecipadas são os desfechos possíveis. O primeiro-ministro italiano anunciou que vai apresentar a demissão. Mario Draghi renunciará à chefia do Governo, à noite, devido à quebra da vasta coligação que o sustentava, explicou o seu gabinete em comunicado. Fá-lo-á numa reunião com o Presidente Sergio Mattarella, menos de ano e meio após ter tomado posse, em fevereiro de 2021. A queda do Executivo é precipitada pelo Movimento Cinco Estrelas (M5S), um partido populista que boicotou esta quinta-feira a votação de uma moção de confiança. Em causa estava um pacote de medidas para ajudar os italianos a suportar o aumento do custo de vida.

Estatísticas do Turismo 2021: recuperação da atividade turística, mas ainda abaixo dos níveis de 2019


O ano de 2021 foi ainda marcado pelos efeitos dos constrangimentos decorrentes da pandemia COVID-19, sobretudo as medidas de confinamento no 1.º semestre e no final do ano, com efeitos negativos no setor do turismo que, apesar de ter crescido face a 2020, ano de contração sem precedente da atividade turística, ficou ainda aquém dos níveis de 2019. Em 2021, estima-se que o número de chegadas a Portugal de turistas não residentes tenha atingido 9,6 milhões, correspondendo a um crescimento de 48,4% face ao ano anterior (-61,0% face a 2019). Espanha manteve-se como o principal mercado emissor (quota de 30,2%), tendo registado um crescimento de 57,3% em 2021. Considerando a generalidade dos meios do alojamento turístico, em 2021 registaram-se 16,0 milhões de hóspedes e 42,6 milhões de dormidas, traduzindo-se em aumentos 36,9% e 40,7%, respetivamente (-60,4% e -61,1%, pela mesma ordem, em 2020). Face a 2019, registaram-se diminuições de 45,8% no número de hóspedes e 45,2% no de dormidas. O mercado interno assegurou 22,5 milhões de dormidas, correspondendo a 52,8% do total, e registou um acréscimo de 33,2% em 2021 (-13,9% face a 2019). As dormidas dos mercados externos registaram um crescimento superior (+50,1%, -61,1% face a 2019) e atingiram 20,1 milhões de dormidas (47,2% do total)

Aeroporto de Lisboa: Adiamento pode custar 7 mil milhões de euros e 28 mil empregos. E este é o cenário mais otimista

O adiamento do novo aeroporto custa cerca de 7.000 milhões de euros e 28.000 empregos "no cenário mais otimista", de acordo com o estudo da EY para a Confederação do Turismo de Portugal (CTP) divulgado. Este é "um problema que se arrasta há muitos, muitos anos", afirmou o presidente da CTP, Francisco Calheiros, que falava na apresentação das conclusões do estudo "Impacto económico da não decisão sobre a implementação do novo Aeroporto de Lisboa", que está a decorrer em Lisboa.

Francisco Calheiros salientou que a importância do novo aeroporto não é só para o turismo, afirmando que é "uma infraestrutura nacional extremamente importante" para a economia portuguesa e para outras atividades. "É uma grande infraestrutura nacional que é urgente", acrescentou, salientando que se discute há tempo de demais o novo aeroporto e que "é altura de dar um basta". Segundo o estudo, "tendo em conta o tempo necessário até à operacionalização de um novo aeroporto, a procura não satisfeita pelo Aeroporto Humberto Delgado implicará custos muito significativos durante os próximos anos, em especial no setor do turismo, mas também indiretamente em toda a economia portuguesa". O estudo analisa quatro cenários.

Portugueses não confiam no governo. Preferem depositar confiança nas pessoas e na polícia


Relatório da OCDE demonstra que os portugueses confiam mais em pessoas do que em muitas instituições públicas. Em segundo lugar está a polícia, ao contrário do governo e dos partidos políticos, que ficam em último. Não importa se é de esquerda ou de direita: o mais provável é que não confie nos políticos, dado que foi justamente isso que o relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico) mostrou. Para a investigação, os portugueses tiveram de avaliar de 0 a 10 o quanto confiavam nas instituições públicas do País e o resultados não deixam dúvidas. O primeiro lugar de confiança é entregue às pessoas — ainda antes de qualquer instituição — com uma avaliação de 6,8. Com apenas menos uma décima, o segundo lugar é da polícia, com 6,7. Os dois primeiros lugares mostram níveis de confiança bastante elevados, mas a partir daqui os números descem de forma vertiginosa. A seguir surgem as organizações internacionais (5,7), câmara municipal (5,5), comunicação social e funcionários públicos (5,3).

Factos Primeiro: incendiários são uma pequena parte das causas do fogo? E a maioria dos causadores são idosos?


Já há 50 detidos por causar incêndios este ano: são na sua maioria homens, com mais de 60 anos. Os números da GNR não deixam margem para dúvidas: mais de 80% das detenções referem-se a ocorrências de incêndio fruto de negligência. Este ano, já foram detidas pela GNR 50 pessoas por suspeita de terem provocado um incêndio em Portugal: 43 das quais são homens e a maioria tem idade acima dos 60 anos. Dos 50 detidos, apenas sete são suspeitos de terem praticado um ato doloso (ou seja, com intenção de iniciar um incêndio), os restantes foram negligentes. Isto é, mais de 80% das detenções referem-se a ocorrências de incêndio fruto de negligência. De acordo com dados cedidos à CNN Portugal pela GNR, dos 43 detidos por negligência até 12 de julho (terça-feira), 9 têm menos de 50 anos, 11 têm entre 51 e 60 anos, 11 estão na faixa etária 61-70 anos, 11 têm entre 71 e 80 anos e há ainda um que tem mais de 81 anos. Ou seja, tal como o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, tinha dito à TVI, cerca de "50% daqueles que estão identificados como causadores de incêncios são pessoas de idade [com idade acima dos 61 anos] e fizeram-no sem dolo, julgando que não poderiam causar efeito nocivo".

Portugal: Detenções e condenações de incendiários estão a aumentar



Graças ao desenvolvimento das capacidades técnicas da PJ e da GNR, existem atualmente mais detenções e condenações em tribunal de incendiários, disse o primeiro-ministro. O primeiro-ministro defendeu que os agentes da Polícia Judiciária (PJ) e a Guarda Nacional República (GNR) desenvolveram as suas capacidades técnicas, permitindo que atualmente existam mais detenções e condenações em tribunal de incendiários. Esta posição foi transmitida por António Costa em declarações aos jornalistas no Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), após ter sido interrogado pelos jornalistas se o Governo pondera aumentar as penas para os incendiários.

segunda-feira, julho 11, 2022

Açores: João Ponte pede renovação no PS


O socialista João Ponte acusa o PS de falta de capacidade de renovação dos seus órgãos dirigentes. Pelo menos noutras latitudes há alguns que conseguem ver o que outros, noutras paragens, não conseguem perceber nem entender...

Nota: Antes de tudo precisam de organizar-se e negociar tudo atempadamente. As queixas nada resolvem...


Entendam-se no início de cada ano. Se existem várias iniciativas agendadas e da responsabilidade de entidades públicas e privadas, autárquicas e não autárquicas, nomeadamente Casas do Povo ou associações e/ou clubes, se algumas dessas iniciativas, precisam de realizar-se em determinadas datas em concreto, então o que falta é entendimento, articulação, organização e pragmatismo na elaboração o mais consensual possível do calendário anual de iniciatyivas. Mas tudo isso deve estar em cima da mesa logo no início do ano, não a meio dele. Queixar-se depois das coisas consumadas, independentemente de haver motivos para criticar tardiamente a sobreposição de iniciativas em vários concelhos da RAM, é fácil, mas nada resolve. O que os promotores precisam os é de maior articulação e de respeitar os critérios de escolha das pessoas, que podem preferir marcar presença nalgum evento em detrimento de outros. E quem sabe se não há iniciativas que devem ser repensadas em termos de fugurino, quem sabe, e terem a dimensão que realmente justificam?!  Este fim-de-semana para além da Feira do Gado e da Expomadeira, tivemos ainda, para além do calor forte que convidou mais para ida à praia do que qualquer outra coisa, diversas outras pequenas iniciativas em vários locais da ilha. (LFM)

Madeira: Produtores consideram que a criação de gado não é rentável


Alguns produtores de gado queixam-se do baixo preço que os comerciantes pagam pela carne de vaca. Os produtores consideram que criar gado não é um negócio rentável. Este fim-de-semana decorre, na Santa do Porto Moniz, a Feira Agropecuária.

Pinto da Costa: «Alberto João Jardim ensinou-me o que é amar realmente uma terra»


Pinto da Costa esteve na Madeira onde festejou com os adeptos da Região as recentes conquistas. O presidente do Futebol Clube do Porto sublinhou que a equipa está no Algarve a preparar mais vitórias, a começar pela supertaça.