quarta-feira, setembro 23, 2026

Mais Liberdade: o "célebre" PISA 2025

Nos últimos dias foi amplamente difundido que o desempenho dos alunos portugueses de 15 anos caiu imenso no PISA 2025, registando em matemática e leitura as pontuações mais baixas das últimas duas décadas. Mas há outros indicadores importantes, nomeadamente a percentagem de alunos com desempenho insuficiente, um indicador em que Portugal compara mal no contexto da OCDE. No PISA, considera-se que um aluno tem desempenho insuficiente quando obtém uma pontuação abaixo do nível de proficiência 2 em matemática, leitura ou ciência. Este é um patamar particularmente relevante, por representar o nível mínimo a partir do qual os alunos começam a demonstrar capacidade para aplicar conhecimentos e competências de forma funcional em situações do quotidiano.

Em Portugal, 39% dos alunos apresentam desempenho insuficiente em pelo menos uma das três áreas, uma das percentagens mais elevadas na OCDE. Ou seja, quase 4 em cada 10 alunos portugueses não atingem o nível mínimo de proficiência em matemática, leitura ou ciência. Mais preocupante ainda é a dimensão do grupo com dificuldades em várias áreas. 17% dos alunos portugueses apresentam desempenho insuficiente simultaneamente em matemática, leitura e ciência, enquanto 9% têm desempenho insuficiente em duas áreas. Portugal fica assim bastante distante dos países com melhores resultados. No 🇯🇵 Japão, apenas 20% dos alunos apresentam desempenho insuficiente em pelo menos uma área e na 🇪🇪 Estónia são apenas 20%. Na 🇰🇷 Coreia do Sul, a percentagem é de 24%, enquanto no 🇬🇧 Reino Unido e na 🇮🇪 Irlanda é de 27%. Este indicador é especialmente relevante porque as médias nacionais podem esconder a dimensão dos alunos que ficam para trás. Não basta saber qual é a pontuação média de um país: é também importante perceber quantos alunos não conseguem sequer atingir um patamar básico de competências (Mais Liberdade, Mais Factos)

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