O exoplaneta K2-18 b é um dos alvos mais interessantes da astronomia moderna, mas algumas descrições populares simplificam demais o que realmente sabemos sobre ele. Localizado a cerca de 124 anos-luz da Terra, ele orbita uma estrela anã vermelha a cada aproximadamente 33 dias. Com cerca de 2,6 vezes o raio da Terra e 8,6 vezes sua massa, é mais correto classificá-lo como um sub-Netuno, e não como uma super-Terra.
- Ele tem oceanos? K2-18 b está na chamada zona habitável, região onde as temperaturas poderiam permitir água líquida em determinadas condições. Entretanto, estar nessa zona não prova que o planeta seja habitável. Modelos teóricos sugerem que ele poderia ser um mundo “Hycean”, com uma atmosfera rica em hidrogênio e um oceano global. Porém, o telescópio James Webb ainda não observou diretamente uma superfície oceânica. Essa interpretação continua dependendo de modelos atmosféricos.
- O que o James Webb detectou? Observações identificaram metano e dióxido de carbono na atmosfera do planeta. A combinação, além da aparente ausência de amônia, é compatível com a hipótese de um ambiente com oceano sob uma atmosfera rica em hidrogênio. Mas esses gases não são provas de vida. O metano e o dióxido de carbono também podem ser produzidos por processos geológicos e químicos não biológicos.
Em 2025, uma equipe relatou sinais tentativos de sulfeto de dimetila e dissulfeto de dimetila, moléculas consideradas possíveis bioassinaturas. No entanto, análises independentes apontaram que os sinais ainda são fracos e não atendem ao padrão necessário para afirmar a existência de vida. Análise científica
Em resumo:
✅ K2-18 b está na zona habitável;
✅ possui metano e dióxido de carbono detectados;
✅ pode ser um mundo oceânico, segundo alguns modelos;
❌ não há confirmação de oceanos;
❌ não há confirmação de vida;
❌ os gases observados não são exclusivos de organismos vivos (fonte: Facebook, Ciência em Foco - Curiosidades)

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