quarta-feira, setembro 23, 2026

Canarias querem mais de Sanchez em defesa das RUPs

fonte: El Dia

Venezuela: aumenta contestação da legitimação de Delcy Rodriguez

fonte: ABC

Canárias: aumento de preços dos hotéis na época de inverno

fonte: El Dia

Baleares: grande consenso para limitar entrada de veículos em Menorca

fonte: El Diário

Baleares: AENA desmente que ampliação do aeroporto aumente voos...

fonte: El Diário

Sondagem: portugueses querem Montenegro até final da Legislatura

fonte: Negócios

Venezuela: Coirina Machado com dificuldades na Venezuela

fonte: El Mundo

Contradições na Venezuela

 

fonte: El Pais

Terras raras nos mares de Canarias

fonte: La Provincia

Turismo: Alojamentos locais registam fortes quedas em Lisboa

fonte: DN-Lisboa

Canárias: falando de portos e de empresas de navegação...

fonte: La Provincia

Finlândia: o radicalismo anti-Putin de Sana Marin

fonte: DN-Lisboa

Sondagem: Seguro com pouco terreno entre os jovens

fonte: DN-Lisboa

Sondagem: PJ resiste

fonte: DN-Lisboa

Baleares: população protesta contra ampliação do aeroporto

fonte: Diario de Mallorca

Baleares: cresce o chamado o turismo de 24hrs

fonte: Diário de Ibiza

Baleares: Grandes manifestações contra massificação do turismo e ampliação do aeroporto

fonte: Diário de Ibiza

Baleares: manifestação historica contra ampliação ao aeroporto

fonte: Diário de Ibiza

Sondagem sobre a Educação

fonte: Correio da Manhã

Sondagem mostra que portugueses não querem eleições

fonte: Correio da Manhã

Cimeira da ONU: as peripécias de Delcy e Sanchez

fonte: El Mundo

La Palma: ainda os efeitos do vulcão na saúde das pessoas

fonte: ABC, Espanha

Baleares: rebelião contra massificação turística e ampliação do aeroporto

fonte: ABC, Espanha

Mais Liberdade: a importância da estabilidade no emprego

 

Habitualmente, a estabilidade no mesmo emprego é vista como uma opção mais segura, enquanto a necessidade de mudar de empresa é frequentemente encarada como um risco. A mudança implica incerteza, adaptação a uma nova organização e a possibilidade de perder a segurança associada a um emprego já consolidado. Mas os dados mostram que a mobilidade laboral tende a trazer uma vantagem importante: salários mais elevados. Em Portugal, os trabalhadores que mudaram de empresa registaram, nos últimos anos, aumentos salariais geralmente superiores aos daqueles que permaneceram no mesmo empregador. Desde 2022, os trabalhadores que mudaram de empresa registaram aumentos salariais anuais próximos dos 11%, acima dos cerca de 6% a 8% verificados entre aqueles que permaneceram no mesmo empregador.

Os dados mostram, assim, que a estabilidade profissional nem sempre significa a melhor opção do ponto de vista salarial. Num mercado de trabalho dinâmico, a possibilidade de os trabalhadores procurarem novas oportunidades aumenta a concorrência entre empresas pelo talento e pode traduzir-se em melhores condições remuneratórias. A exceção foi o período entre 2011 e 2013, marcado pela crise da dívida pública e pela intervenção da Troika em Portugal, onde mudar de empresa esteve associado a uma evolução salarial menos favorável. A forte contração da economia refletia-se em elevadas taxas de desemprego e escassez de oportunidades profissionais, reduzindo o poder negocial dos trabalhadores e tornando a mudança de emprego uma opção menos vantajosa (Mais Liberdade, Mais Factos)

Mais Liberdade: apoios e perda de poder de compra

 

Perante o aumento dos custos suportados pelas famílias e empresas portuguesas, o Governo aprovou um conjunto de medidas de apoio, incluindo uma redução adicional do IRS entre 0,3 e 0,5 pontos percentuais do primeiro ao sexto escalão. Mas será que esta redução é suficiente para compensar a perda de poder de compra provocada pelo aumento dos preços desde o início do conflito no Médio Oriente? Desde Fevereiro de 2026, o Índice de Preços no Consumidor (IPC) aumentou 3,2%, o que implicou, por exemplo, uma quebra de 47€ num salário líquido mensal de 1.500€. Se estivermos a considerar um trabalhador solteiro e sem filhos, a redução das taxas de IRS representa um aumento de apenas 7€ mensais, ou seja, a perda de poder de compra desde Fevereiro passa de 47€ para 40€, sendo o impacto da redução das taxas de IRS residual.

Embora a redução do IRS permita aumentar o rendimento disponível nominal, o crescimento dos preços foi significativamente superior ao aumento do salário líquido. Consequentemente, o poder de compra deste trabalhador diminuiu cerca de 2,7% desde Fevereiro, mesmo após a redução anunciada pelo Governo. Este resultado evidencia a diferença entre o aumento nominal do rendimento e a sua evolução em termos reais. Um salário líquido mais elevado não significa necessariamente que uma família consiga comprar mais bens e serviços, uma vez que a inflação pode superar o crescimento dos rendimentos. A redução do IRS pode contribuir para aliviar a carga fiscal sobre os trabalhadores, mas, no cenário analisado, o aumento do rendimento líquido não dá resposta suficiente para compensar a subida dos preços desde Fevereiro de 2026. Nota: considerou-se uma retenção na fonte mensal de modo a evitar ajustes na declaração de IRS, ou seja, dividiu-se o salário anual líquido por 14 meses. Não foi considerado o IRS Jovem (Mais Liberdade, Mais Factos)

Curiosidades: o K2-18, uma realidade ou uma ilusão atmosférica?

O exoplaneta K2-18 b é um dos alvos mais interessantes da astronomia moderna, mas algumas descrições populares simplificam demais o que realmente sabemos sobre ele. Localizado a cerca de 124 anos-luz da Terra, ele orbita uma estrela anã vermelha a cada aproximadamente 33 dias. Com cerca de 2,6 vezes o raio da Terra e 8,6 vezes sua massa, é mais correto classificá-lo como um sub-Netuno, e não como uma super-Terra.

- Ele tem oceanos? K2-18 b está na chamada zona habitável, região onde as temperaturas poderiam permitir água líquida em determinadas condições. Entretanto, estar nessa zona não prova que o planeta seja habitável. Modelos teóricos sugerem que ele poderia ser um mundo “Hycean”, com uma atmosfera rica em hidrogênio e um oceano global. Porém, o telescópio James Webb ainda não observou diretamente uma superfície oceânica. Essa interpretação continua dependendo de modelos atmosféricos.

- O que o James Webb detectou? Observações identificaram metano e dióxido de carbono na atmosfera do planeta. A combinação, além da aparente ausência de amônia, é compatível com a hipótese de um ambiente com oceano sob uma atmosfera rica em hidrogênio. Mas esses gases não são provas de vida. O metano e o dióxido de carbono também podem ser produzidos por processos geológicos e químicos não biológicos.

Em 2025, uma equipe relatou sinais tentativos de sulfeto de dimetila e dissulfeto de dimetila, moléculas consideradas possíveis bioassinaturas. No entanto, análises independentes apontaram que os sinais ainda são fracos e não atendem ao padrão necessário para afirmar a existência de vida. Análise científica

Em resumo:

✅ K2-18 b está na zona habitável;

✅ possui metano e dióxido de carbono detectados;

✅ pode ser um mundo oceânico, segundo alguns modelos;

❌ não há confirmação de oceanos;

❌ não há confirmação de vida;

❌ os gases observados não são exclusivos de organismos vivos (fonte: Facebook, Ciência em Foco - Curiosidades)

Venezuela de outros tempos: Quando Delcy se atirava contra Trump...

O regime, Delcy Rodriguez, viajou para Nova York para participar na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas e encontrar-se com o presidente dos EUA, Donald Trump. Mas há sete anos a situação era diferente: então, vice-presidente da ditadura de Nicolás Maduro, Rodriguez, viajou para Nova York para liderar um "protesto global" contra Trump. Em 22 de setembro de 2019, Rodriguez liderou uma mobilização em Caracas para anunciar que traria mais de 13 milhões de assinaturas em oposição a Trump para a ONU. Sete anos depois, o contexto político é muito diferente. Agora, a Casa Branca anunciou que Trump realizará uma reunião com Rodriguez, agora a cargo do regime, nas margens da Assembleia Geral das Nações Unidas, que será realizada de 8 a 28 de setembro em Nova York. A reunião com Rodriguez será a primeira entre um presidente dos EUA e um líder venezuelano em mais de 11 anos, desde a breve reunião entre Barack Obama e Maduro durante o Summit das Américas de 2015 em Panamá. Desde que os EUA capturaram e depuseram Maduro em Caracas no mês passado, a administração Trump apoiou o novo regime liderado por Rodriguez e restaurou as relações diplomáticas com a Venezuela, que foram quebradas desde 2019 (fonte: Facebook, Seir Contreras)

Curiosidade: antes de um avião aterrar há muita engenharia escondida sob a pista

Uma pista de aeroporto precisa resistir repetidamente ao peso e aos esforços provocados por aeronaves durante pousos, decolagens e movimentações em solo. Para isso, o pavimento é construído como um sistema de camadas, e não simplesmente como uma grossa faixa de asfalto.

REVESTIMENTO - É a camada que recebe diretamente o tráfego das aeronaves. Em pistas de pavimento flexível, são utilizadas misturas asfálticas dimensionadas para suportar cargas, desgaste e condições ambientais.

BASE - Localizada abaixo do revestimento, contribui para distribuir os esforços para uma área maior e fornecer resistência estrutural ao pavimento.

SUB-BASE - Quando utilizada, complementa o suporte da base e ajuda a distribuir as cargas para as camadas inferiores. Os materiais empregados dependem do projeto.

SUBLEITO - É o solo preparado sobre o qual toda a estrutura é construída. Sua capacidade de suporte é um dos fatores considerados no dimensionamento das demais camadas.

DRENAGEM SUPERFICIAL A pista é projetada para favorecer o rápido escoamento da chuva. Declividades, canaletas e outros dispositivos conduzem a água para longe do pavimento.

DRENAGEM SUBSUPERFICIALEm determinados projetos, drenos instalados abaixo ou nas laterais do pavimento ajudam a controlar a água infiltrada e a proteger as camadas estruturais.

Nota: A ilustração mostra de maneira simplificada um exemplo de pavimento aeroportuário flexível. A estrutura real varia entre aeroportos: existem também pistas de concreto e sistemas compostos, e nem toda pista possui exatamente as mesmas camadas ou o mesmo tipo de drenagem (fonte: Facebook, Curiosidade Infinita)

Curiosidades: EUA e Rússia numa ordem mundial em transformação?

Mapas que comparam os Estados Unidos e a Rússia ajudam a visualizar relações internacionais, mas precisam ser interpretados com cuidado. O mundo não é dividido em dois blocos completamente rígidos. Os Estados Unidos mantêm uma aliança militar formal com os países da OTAN, baseada no princípio de defesa coletiva. Também possuem tratados e parcerias estratégicas com países como Japão, Coreia do Sul e Austrália. A Rússia mantém relações de segurança com países da Organização do Tratado de Segurança Coletiva e possui vínculos estratégicos, econômicos e diplomáticos com Belarus, China, Irã, Índia e outras nações.

Porém, parceria estratégica não significa necessariamente aliança militar. China e Índia, por exemplo, mantêm políticas externas próprias e relações simultâneas com diferentes potências. O BRICS também não é uma aliança militar. Trata-se de um fórum de cooperação política e econômica, no qual os países não são obrigados a apoiar todas as posições uns dos outros. Comércio, energia, tecnologia, defesa e interesses nacionais fazem com que muitos países adotem relações múltiplas, cooperando com diferentes potências conforme o tema e o momento. A estabilidade internacional depende de diálogo, respeito à soberania, cooperação e solução pacífica das controvérsias (fonte: Facebook, Ciência em Foco - Curiosidades)

Curiosidades: a ciência e as canetas no espaço

Já tentou escrever com uma caneta comum numa parede ou com a ponta voltada para cima? Ela pode funcionar por algum tempo, mas a tinta tende a falhar porque o fluxo depende da combinação entre gravidade, pressão, viscosidade e capilaridade. No espaço, os astronautas enfrentam a microgravidade, e a orientação da caneta deixa de ajudar no transporte da tinta. Além disso, qualquer vazamento pode ser um problema sério dentro da nave. A solução foi a Fisher Space Pen. Seu cartucho é hermeticamente fechado e contém nitrogênio pressurizado, que empurra a tinta em direção à esfera da ponta. A tinta também possui uma formulação especial, chamada tixotrópica: permanece mais espessa quando está parada e flui melhor quando a esfera gira durante a escrita. NASA

Esse sistema permite escrever:

✅ de cabeça para baixo;

✅ em diferentes ângulos;

✅ em ambientes de microgravidade;

✅ sobre superfícies úmidas e, em alguns testes, até debaixo d’água;

✅ em uma ampla faixa de temperaturas.

A caneta foi usada pela primeira vez em uma missão tripulada da NASA durante a Apollo 7, em 1968, e também passou a ser utilizada por cosmonautas soviéticos.

Curiosidade: a NASA não gastou milhões de dólares para inventar a caneta espacial. O engenheiro Paul Fisher já desenvolvia o cartucho pressurizado por iniciativa própria; depois, a NASA testou e adotou a tecnologia. A grande lição é que até um objeto simples, como uma caneta, precisa ser completamente repensado quando muda o ambiente físico (fonte: Facebook, Ciência em Foco - Curiosidades)

Curiosidades: porque motivo os aviões usam luzes vermelhas, verdes e brancas?


As luzes externas das aeronaves funcionam como um código visual padronizado, ajudando pilotos e observadores a identificar a posição e a direção de outro avião durante a noite ou em baixa visibilidade.

🔴 Luz vermelha: fica na asa esquerda, chamada bombordo.

🟢 Luz verde: fica na asa direita, chamada estibordo.

⚪ Luz branca: geralmente fica na cauda e é visível principalmente para quem está atrás da aeronave.

Como interpretar:

• Vermelha e verde ao mesmo tempo: a aeronave pode estar vindo na direção do observador.

• Apenas a luz branca: indica que o avião provavelmente está se afastando.

• Apenas a luz vermelha ou verde: ajuda a perceber que a aeronave está cruzando o campo de visão.

Um detalhe importante: as luzes de navegação normalmente permanecem acesas de forma contínua. As luzes que piscam costumam ser sistemas anticolisão, como strobes brancos e beacons vermelhos. Esse padrão permite estimar se uma aeronave está se aproximando, afastando-se ou cruzando a rota. É uma verdadeira linguagem visual no céu, criada para aumentar a segurança da aviação (fonte: Facebook, Ciência em Foco - Curiosidades)

Curiosidades: Como interpretar a comparação entre Rússia versus União Europeia

O infográfico apresenta uma comparação aproximada entre capacidades militares da Rússia e a soma dos países da União Europeia.

  • A Rússia aparece com cerca de 4.237 aeronaves, enquanto os países da União Europeia, somados, chegam a aproximadamente 5.199
  • Em helicópteros, a comparação indicada é de cerca de 1.643 unidades russas contra 2.219 pertencentes aos países do bloco europeu.
  • Na artilharia de foguetes, a Rússia apresenta vantagem numérica, com aproximadamente 2.486 sistemas, enquanto a União Europeia reúne cerca de 836.
  • Em tanques, os números mostrados são próximos: cerca de 5.630 para a Rússia e 4.352 quando somados os arsenais dos países da União Europeia.
  • A Rússia também aparece com maior número de submarinos, enquanto os países europeus possuem uma frota conjunta menor, mas distribuída entre diferentes marinhas nacionais.
  • Sobre armas nucleares, é importante esclarecer: a União Europeia não possui um arsenal nuclear próprio. O número associado ao bloco corresponde essencialmente à França, que é o único Estado-membro da UE com armas nucleares.
  • O efetivo militar e o orçamento também exigem cuidado. A Rússia possui forças armadas nacionais unificadas. Já os números europeus resultam da soma de 27 países, com diferentes estruturas, equipamentos, doutrinas, níveis de prontidão e formas de contabilizar gastos.

Portanto, uma quantidade maior de aeronaves, tanques ou soldados não significa automaticamente superioridade militar em qualquer cenário. Também importam treinamento, logística, inteligência, tecnologia, manutenção, capacidade industrial, alianças, experiência operacional e integração entre as forças. Os valores apresentados são aproximados e podem variar conforme a fonte, o ano analisado e a metodologia utilizada. A União Europeia não é uma potência militar única nos mesmos moldes de um Estado nacional. Comparações desse tipo ajudam a compreender capacidades e desafios estratégicos, mas não devem ser interpretadas como previsão de guerra ou como incentivo a conflitos (fonte: Facebook, Ciência em Foco - Curiosidades)

Curiosidades: os mortos no Everest

Más de 200 cadáveres en el Monte Everest permanecen intactos, e incluso se utilizan como puntos de referencia. Bajarlos es demasiado difícil y peligroso. Algunos rescatistas han muerto intentando bajar los cuerpos, así que no vale la pena. Desde que comenzaron las expediciones modernas, 344 personas han muerto en el Everest, según la Himalayan Database. Muchos restos permanecen allí durante décadas porque el frío extremo puede congelarlos y retrasar enormemente su desc0mp0sición. El hielo, las avalanchas, el viento y el movimiento de los glaciares pueden enterrarlos, dañarlos o desplazarlos varios metros con los años. Algunos cuerpos llegaron incluso a convertirse en referencias informales para los escaladores, aunque varios han sido retirados o apartados de las rutas.

El verdadero problema comienza sobre los 8,000 metros, la llamada “zona de la muerte”. Allí el organismo ya no puede aclimatarse completamente. En la cima, situada oficialmente a 8,848.86 metros, la presión disponible de oxígeno es aproximadamente un tercio de la existente al nivel del mar. Incluso descansando, el cuerpo se deter1ora progresivamente por hipoxia, frío, deshidratación y agotamiento. Recuperar un cadáver desde esa altura puede ser casi tan peligroso como intentar salvar a una persona viva. Un cuerpo congelado puede pesar mucho más al quedar unido al hielo y normalmente debe ser asegurado y descendido durante horas por varios especialistas utilizando cuerdas y oxígeno suplementario. Algunas estimaciones modernas sitúan una recuperación desde la zona de la muerte en 75,000 a más de 100,000 dólares (fonte: Facebook, Curiosidade Infinita)

Mais Liberdade: os preços dos combustíveis

Os preços dos combustíveis voltaram a subir em flecha nas últimas semanas, gerando muita preocupação nas famílias e empresas portuguesas. Será que os impostos e taxas significam uma parcela maior para o custo final do que na média da UE, ajustando para o custo de vida? No caso do gasóleo, os impostos e taxas representam 0,84€ por litro em Portugal, face a 0,72€ na média da UE, em paridades de poder de compra. Portugal apresenta o sétimo valor mais elevado de impostos e taxas entre os 27 estados-membros. Na gasolina 95, a diferença é ainda mais expressiva. Os impostos e taxas ascendem a 0,98€ por litro em Portugal, acima dos 0,83€ registados na média da UE, e o nosso país apresenta o quarto valor mais elevado de tributação sobre este combustível.

A carga fiscal representa cerca de 39% do preço final do gasóleo e 47% do preço da gasolina 95 em Portugal. O preço dos combustíveis inclui vários impostos e taxas, nomeadamente o ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos), que integra a Contribuição de Serviço Rodoviário (CSR) e a taxa de carbono, e o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado). O ISP, incluindo a CSR, é um imposto específico, aplicado através de um valor fixo por litro de combustível. Já a taxa de carbono está associada às emissões de dióxido de carbono resultantes do consumo. Por sua vez, o IVA, aplicado à taxa de 23%, incide sobre o preço base do combustível acrescido dos restantes impostos e componentes, incluindo o próprio ISP. Desde o início de março, o Governo tem, contudo, compensado esse aumento da receita de IVA através de uma redução equivalente no ISP.

As diferenças entre países são consideráveis. Na 🇷🇴 Roménia, os impostos e taxas sobre o gasóleo e gasolina são de 1,03€ e 1,26€ por litro, respetivamente, enquanto na 🇸🇪 Suécia representam apenas 0,37€ e 0,32€, respetivamente. A tributação dos combustíveis tem um impacto direto nos custos suportados pelos automobilistas e nas despesas de transporte de famílias e empresas. Embora os preços dependam também das cotações internacionais do petróleo, dos custos de distribuição e das margens comerciais, o peso dos impostos constitui uma componente fundamental (Mais Liberdade, Mais Factos)

Mais Liberdade: o aviso do relatório Draghi

O Relatório Draghi, publicado em setembro de 2024, alertou para uma perda de competitividade da União Europeia e para o risco da Europa ficar para trás face aos EUA e à China se não acelerasse o investimento, a inovação e as reformas. Simultaneamente, apresentou um conjunto de propostas para atenuar essa realidade e reforçar a competitividade e a produtividade da economia europeia. Dois think tanks, o European Policy Innovation Council (EPIC) e o Centre for Liberal Studies – Markos Dragoumis (KEFiM), mapearam essas recomendações (383) e têm estado a acompanhar a sua implementação.

Passados dois anos da publicação do relatório, apenas 16% das recomendações foram totalmente implementadas, enquanto 26% foram parcialmente implementadas. Outras 42% encontram-se ainda em processo de implementação e 17% não foram implementadas. As Matérias-primas Críticas apresentam a maior percentagem de recomendações totalmente implementadas, com 39%, seguidas pela Defesa, com 29%, pelos Transportes, com 27%, e pelas Indústrias Energeticamente Intensivas, com 26%.

Nos setores mais associados à transformação tecnológica e energética — precisamente as áreas em que a UE é menos competitiva ou apresenta maior dependência de países terceiros — a implementação das medidas tem sido mais lenta. Das recomendações formuladas, apenas 16% na área das Tecnologias Limpas, 6% na área do Digital e Tecnologia e 1% na área da Energia foram integralmente implementadas. O setor automóvel — outro dos setores em que os países da UE mais têm perdido competitividade — não tem, até agora, nenhuma recomendação totalmente implementada. O mesmo se verifica no setor do Espaço, que continua sem qualquer recomendação integralmente implementada. No conjunto dos 10 setores analisados, o retrato é, assim, de implementação ainda muito incompleta: apenas cerca de uma em cada seis recomendações foi totalmente concretizada dois anos após a apresentação do Relatório Draghi, enquanto a maioria permanece parcialmente implementada, em progresso ou por implementar (Mais Liberdade, Mais Factos)

Mais Liberdade: o "célebre" PISA 2025

Nos últimos dias foi amplamente difundido que o desempenho dos alunos portugueses de 15 anos caiu imenso no PISA 2025, registando em matemática e leitura as pontuações mais baixas das últimas duas décadas. Mas há outros indicadores importantes, nomeadamente a percentagem de alunos com desempenho insuficiente, um indicador em que Portugal compara mal no contexto da OCDE. No PISA, considera-se que um aluno tem desempenho insuficiente quando obtém uma pontuação abaixo do nível de proficiência 2 em matemática, leitura ou ciência. Este é um patamar particularmente relevante, por representar o nível mínimo a partir do qual os alunos começam a demonstrar capacidade para aplicar conhecimentos e competências de forma funcional em situações do quotidiano.

Em Portugal, 39% dos alunos apresentam desempenho insuficiente em pelo menos uma das três áreas, uma das percentagens mais elevadas na OCDE. Ou seja, quase 4 em cada 10 alunos portugueses não atingem o nível mínimo de proficiência em matemática, leitura ou ciência. Mais preocupante ainda é a dimensão do grupo com dificuldades em várias áreas. 17% dos alunos portugueses apresentam desempenho insuficiente simultaneamente em matemática, leitura e ciência, enquanto 9% têm desempenho insuficiente em duas áreas. Portugal fica assim bastante distante dos países com melhores resultados. No 🇯🇵 Japão, apenas 20% dos alunos apresentam desempenho insuficiente em pelo menos uma área e na 🇪🇪 Estónia são apenas 20%. Na 🇰🇷 Coreia do Sul, a percentagem é de 24%, enquanto no 🇬🇧 Reino Unido e na 🇮🇪 Irlanda é de 27%. Este indicador é especialmente relevante porque as médias nacionais podem esconder a dimensão dos alunos que ficam para trás. Não basta saber qual é a pontuação média de um país: é também importante perceber quantos alunos não conseguem sequer atingir um patamar básico de competências (Mais Liberdade, Mais Factos)

Mais Liberdade: o peso dos custos com a habitação acentua-se

O peso dos custos com a habitação representa um problema particularmente grave para as famílias de menores rendimentos em Portugal. Em 2024, 37% das famílias portuguesas pertencentes ao quintil inferior da distribuição de rendimentos (famílias que estão entre os 20% com menores rendimentos) gastavam mais de 40% do seu rendimento disponível com a renda ou o crédito à habitação, ou seja, estavam em sobrecarga. Portugal apresentava uma situação bastante pior do que a média da OCDE. Na média da organização, 27% das famílias de menores rendimentos estavam em situação de sobrecarga, menos 10 pontos percentuais do que em Portugal.

A evolução ao longo do tempo é muito reveladora. Em 2013, 36% das famílias portuguesas estavam em situação de sobrecarga com as despesas da habitação, não tanto devido ao aumento dos preços da habitação, mas sobretudo porque os rendimentos das famílias tinham sido fortemente afetados pela crise económica e financeira que Portugal atravessava. A recuperação dos rendimentos nos anos seguintes, conjugada com um contexto de baixas taxas de juro, fez com que esta percentagem diminuísse progressivamente, atingindo 21% em 2019 e 2020. Nos anos seguintes, contudo, a tendência inverteu-se. A percentagem aumentou para 34% em 2022, num contexto de aceleração dos preços da habitação e das rendas e de subida das taxas de juro. Em 2023, voltou a cair para 26%, acompanhando a descida das taxas de juro e a recuperação dos rendimentos face à inflação. Em 2024, porém, o forte aumento dos preços da habitação fez a percentagem disparar para 37%, o valor mais elevado de toda a série apresentada. Estes são os dados mais recentes, mas não é previsível que a situação tenha melhorado consideravelmente desde o final de 2024. Entre o 4.º trimestre de 2024 e o 1.º trimestre de 2026, os preços da habitação aumentaram 23%, enquanto as novas rendas subiram 4%. O rendimento médio mensal líquido cresceu 9% mas a taxa Euribor a 6 meses aumentou 0,2 pontos percentuais até agosto deste ano e a tendência é de que continue a subir (Mais Liberdade, Mais Factos)

Mais Liberdade: Portugal e o rácio da dívida pública

Portugal tem reduzido de forma significativa o rácio da dívida pública face ao PIB nos últimos anos, uma trajetória que deveria ser motivo de satisfação. Contudo, uma análise mais atenta mostra que essa redução tem sido explicada, sobretudo desde 2023, pela evolução da inflação. Isto acontece porque o rácio da dívida pública resulta da divisão entre o valor da dívida e o PIB (a riqueza produzida pelo país num ano). Quando o PIB aumenta, seja porque a economia produz mais bens e serviços (crescimento económico real), seja porque os preços sobem (inflação), o rácio da dívida tende a descer, mesmo que o valor da dívida em si não mude. Ou seja, tanto o crescimento real da economia como a inflação "diluem" o peso da dívida, ao tornar o país nominalmente mais rico. A isto somam-se ainda outros efeitos, nomeadamente o efeito do saldo orçamental de cada ano: um défice tende a aumentar a dívida, enquanto um excedente contribui para a reduzir.

Entre 2017 e 2019, era o crescimento económico o principal motor da redução da dívida pública. Em 2017 e 2018, por exemplo, o efeito do PIB real contribuiu com -4 pontos percentuais para a queda do rácio, face a apenas -2 pp do efeito da inflação. Em 2020, a pandemia inverteu esta tendência: a quebra da atividade económica fez com que o efeito do PIB real passasse a contribuir com +10 pp para o aumento da dívida, aos quais se juntaram +11 pp de "outros efeitos" (sobretudo o défice orçamental), disparando o peso da dívida na economia portuguesa. Com a retoma pós-pandemia, o padrão voltou a inverter-se. Em 2022, o crescimento económico ainda foi o principal responsável pela redução da dívida, com o efeito do PIB real a contribuir com -9 pp, contra -7 pp do efeito da inflação. A partir de 2023, porém, é a inflação que passa a liderar: -8 pp em 2023, -5 pp em 2024 e -4 pp em 2025, sempre acima do contributo do crescimento real do PIB, que se fixou em -3 pp, -2 pp e -2 pp nesses três anos, respetivamente. Esta mudança é relevante porque o efeito da inflação tende a esbater-se à medida que os preços estabilizam, o que pode tornar mais difícil sustentar o atual ritmo de redução da dívida pública nos próximos anos, caso o crescimento económico não ganhe maior peso no processo (Mais Liberdade, Mais Factos)

Curiosidades: Vesna Vulović nem deveria estar naquele voo...

Vesna Vulović nem deveria estar naquele voo. Segundo ela contou anos depois, uma confusão da companhia aérea com outra comissária que também se chamava Vesna fez com que fosse escalada para trabalhar no voo 367 da JAT Yugoslav Airlines. Em 26 de janeiro de 1972, ela embarcou em Copenhague sem imaginar que entraria para a história. Menos de uma hora depois da decolagem, enquanto o avião sobrevoava a então Tchecoslováquia, uma explosão destruiu o DC-9 em pleno ar. A aeronave se partiu em três pedaços a uma altitude de aproximadamente 10.160 metros, mais alta que o topo do Monte Everest. Das 28 pessoas a bordo, 27 morreram. Vesna foi a única sobrevivente.

Curiosidades: A talentosa Elizabeth Hanson, analista das mais talentosas de sua geração

Elizabeth Hanson levava uma vida que quase ninguém ao redor conseguia enxergar por completo. Para amigos e conhecidos, ela era uma jovem inteligente, divertida e aventureira. Para a CIA, era uma das analistas mais talentosas de sua geração, especializada em localizar alguns dos homens mais procurados do mundo. Elizabeth nasceu em 1979, em Illinois, nos Estados Unidos. Formou-se em economia e estudou russo na faculdade. Em 2005, aos 26 anos, entrou para a CIA usando como cobertura um emprego em uma empresa de consultoria em Washington. Depois do treinamento, passou a trabalhar como *targeter*, uma função responsável por juntar enormes quantidades de informação e transformá-las em pistas úteis. Ela analisava comunicações interceptadas, imagens de satélite, relatórios de informantes e rastros digitais para tentar localizar líderes da Al-Qaeda e do Talibã.

Curiosidades: Emanuela Orlandi saiu de casa para uma aula de flauta e nunca mais voltou

Em 22 de junho de 1983, Emanuela Orlandi saiu de casa para uma aula de flauta em Roma e nunca mais voltou. Ela tinha 15 anos, era cidadã do Vaticano e morava com a família dentro da própria Cidade do Vaticano, já que seu pai trabalhava para a casa papal. Naquela tarde, depois da aula, ligou para a irmã e comentou algo estranho: um homem havia oferecido a ela um trabalho para distribuir material publicitário da Avon durante um desfile de moda.

A irmã aconselhou que não aceitasse nada antes de conversar com os pais. Pouco depois, Emanuela foi vista em uma parada de ônibus na região de Corso Rinascimento, perto do Senado italiano. Estava acompanhada por outra jovem que nunca foi identificada. Foi a última vez em que alguém conseguiu confirmar que a viu.

Venezuela assina entendimento com a Total...



A Presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, liderou a assinatura de um memorando de entendimento entre as autoridades da PDVSA e a empresa TotalEnergies E&P New Ventures. Delcy Rodríguez reiterou anteriormente que a Venezuela tem condições legais confiáveis para atrair novos investimentos através da Lei Orgânica sobre Hidrocarbones, aprovada no início do ano. O presidente venezuelano foi acompanhado pelo Ministro de Hidrocarbones, Paula Henao, e pelo Presidente da PDVSA, Héctor Obregón (fonte: Facebook, teleSUR)

Curiosidades: conhece a banana Blue Java?

A banana Blue Java, conhecida na internet por sua impressionante casca azul-prateada e sabor que lembra sorvete de baunilha, é uma fruta real nativa do Sudeste Asiático. A variedade se destaca legitimamente por sua polpa ultra cremosa e pela capacidade de resistir a temperaturas mais frias do que as bananeiras comuns. Apesar do enorme interesse do público por seu caráter exótico, encontrar a fruta no mercado brasileiro ainda é um grande desafio. A casca azulada desaparece quando a banana amadurece, tornando-se amarela, e o cultivo no país permanece restrito a poucos colecionadores e produtores especializados devido à raridade de suas muda (fonte: Facebook, Fatos Desconhecidos)

Curiosidades: a chuva forte pode realmente para um motor de avião?

Acredite ou não, quantidades extremas de chuva e neve podem afetar a operação do motor de jato. Os motores de turbina modernos são certificados para a ingestão de chuva e neve, mas precipitações excepcionalmente severas ainda podem criar condições que levem a problemas de compressão, perda de potência ou até mesmo queimada de lâmina. Essa é uma das razões pelas quais os pilotos evitam as partes mais fortes de tempestades de trovão. Então a resposta não é simplesmente "a chuva desliga os motores". É a precipitação extrema + as condições certas podem criar um problema sério no motor (fonte: Facebook, Facts with Ai)

Curiosidades: a turbulência pode realmente causar um acidente de avião?

A turbulência pode parecer aterrorizante, mas não significa automaticamente que o avião está em perigo de cair. Os aviões de transporte modernos são projetados e certificados para suportar os cargas aerodinâmicas associadas à turbulência e aos rachaduras. O perigo mais comum é que os passageiros ou a tripulação sejam jogados por dentro da cabine quando não estão seguros. Então, quando a placa de cinto de segurança se acende... mantenha o cinto ligado (fonte: Facebook, Facts with Ai)

Curiosidades: Os aviões podem voar através de tempestades de raio?

Os aviões de carga podem voar através da chuva e são projetados para resistir aos golpes de raio, mas os pilotos tentam evitar as partes mais fortes das tempestades de raio. Por quê? Tempestades de raio severas podem contêer extrema turbulência, nevasca, raio e fortes correntes de ar e baixas correntes de ar. O radar meteorológico ajuda os pilotos a identificar células perigosas de tempestades e escolher uma rota mais segura ao redor delas (fonte: Facebook, Facts with Ai)

terça-feira, setembro 22, 2026

Portugal tem dos combustíveis mais caros da UE (e os impostos não explicam tudo)

Portugal está entre os países da União Europeia onde abastecer o carro sai mais caro, mas a fiscalidade não é a única explicação. Mesmo retirando os impostos ao preço dos combustíveis, o país continua nos lugares cimeiros da tabela europeia, tanto na gasolina como no gasóleo. Os preços de referência de 7 de setembro mostram que um litro de gasolina 95 custa 2,093 euros em Portugal. Sem impostos, o valor desceria para cerca de 1,120 euros. Ainda assim, este é o sexto preço antes de impostos mais elevado entre os 27 Estados-membros. No gasóleo, a situação é semelhante. O preço final de referência é de 2,104 euros por litro, enquanto antes de impostos fica nos 1,272 euros. Neste caso, Portugal apresenta o oitavo preço sem impostos mais elevado da União Europeia.

Gasolina portuguesa já é das mais caras antes dos impostos

A comparação europeia permite perceber que o preço elevado pago pelos automobilistas portugueses não começa apenas quando é aplicada a fiscalidade. Na gasolina sem impostos, só Dinamarca, Países Baixos, Alemanha, Suécia e Finlândia apresentam valores superiores aos 1,120 euros por litro registados em Portugal. No extremo oposto encontra-se Malta, com apenas 0,586 euros por litro. Depois de aplicados os impostos, Portugal sobe para um preço de 2,093 euros por litro e passa a apresentar o sexto valor final mais elevado da UE, empatado com a Grécia. A Dinamarca lidera a tabela da gasolina com impostos, com 2,632 euros por litro, seguida dos Países Baixos, com 2,466 euros, da Alemanha, com 2,331 euros, e da Finlândia, com 2,323 euros. França surge imediatamente antes de Portugal, com 2,115 euros. Malta apresenta o preço final mais baixo, de 1,340 euros por litro.

Política: “A raiva não tem ideologia”: por que razão o voto de protesto está a empurrar a Europa para a extrema-direita?


Extrema-direita está hoje a conseguir captar uma parcela crescente desse voto de protesto, apresentando-se como a força capaz de romper com partidos tradicionais que muitos eleitores consideram incapazes de responder a problemas como habitação, imigração, insegurança económica ou perda de poder de compra. Há cerca de uma década, uma parte importante da revolta contra os partidos tradicionais europeus encontrou resposta à esquerda. Podemos em Espanha, Syriza na Grécia ou La France Insoumise em França cresceram apresentando-se como alternativas a um sistema político incapaz de responder às consequências da crise económica e ao descontentamento social.

A extrema-direita está hoje a conseguir captar uma parcela crescente desse voto de protesto, apresentando-se como a força capaz de romper com partidos tradicionais que muitos eleitores consideram incapazes de responder a problemas como habitação, imigração, insegurança económica ou perda de poder de compra. O fenómeno é particularmente visível na Alemanha. A Alternativa para a Alemanha (AfD) venceu este mês as eleições regionais na Saxónia-Anhalt com 43,8% dos votos, mais do dobro dos 20,8% alcançados em 2021. A CDU, partido do chanceler Friedrich Merz, ficou reduzida a 17,2%, depois de ter obtido 37,1% cinco anos antes.

Não foi uma vitória provocada simplesmente pela desmobilização dos adversários. A participação chegou aos 77,8%, mais 17,5 pontos percentuais do que em 2021 e o nível mais elevado registado no estado desde 1989, segundo a análise do Centre for Eastern Studies aos resultados oficiais. A AfD conseguiu 39 dos 83 lugares do parlamento regional, ficando apenas três deputados abaixo da maioria absoluta. O resultado voltou a colocar uma pergunta no centro da política europeia: por que razão uma parte crescente dos eleitores descontentes está a escolher a extrema-direita para castigar o sistema?

Curiosidades: a batalha silenciosa de Alan Turing na II Guerra


Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, um matemático britânico chamado Alan Turing travava uma batalha silenciosa que ajudaria a mudar o rumo do conflito. Enquanto submarinos alemães afundavam navios aliados no Atlântico, o grande problema era um sistema de criptografia quase impossível de quebrar: a máquina Enigma. As mensagens militares alemãs eram codificadas com bilhões de combinações diferentes, e o código mudava todos os dias. Em um centro secreto de inteligência chamado Bletchley Park, Turing teve uma ideia ousada: construir uma máquina capaz de testar milhares de combinações automaticamente.

Curiosidades: A Alemanha já foi dois países

Hoje existe uma única Alemanha. Mas, durante 41 anos, existiram duas:

  • República Federal da Alemanha (RFA) — Alemanha Ocidental
  • República Democrática Alemã (RDA) — Alemanha Oriental

E tudo começou no fim da Segunda Guerra Mundial.

  • 1945: a Alemanha é derrotada

Em 8 de maio de 1945, a Alemanha nazista capitulou na Europa. Depois da guerra, os vencedores — Estados Unidos, Reino Unido, França e União Soviética — assumiram o controlo da Alemanha. O território alemão foi dividido em quatro zonas de ocupação:

  • Zona americana
  • Zona britânica
  • Zona francesa
  • Zona soviética

Berlim, embora estivesse localizada dentro da zona soviética, também foi dividida entre as quatro potências. Importante: inicialmente, a intenção não era simplesmente criar dois países alemães. As potências ocupantes ainda tinham responsabilidade sobre a Alemanha como um todo.