sexta-feira, maio 29, 2026

Los impuestos al turismo 'pagan' casi en su totalidad el estado del bienestar de los canarios


El crecimiento del gasto turístico y el número de visitantes que Canarias está recibiendo en los últimos años trae consigo un aumento en la contribución fiscal del turismo a las administraciones públicas, ayudando a financiar los gastos del sistema de bienestar de los que se beneficia la sociedad canaria, según los resultados del informe de Impactur Canarias: 'contribución del turismo a la sociedad canaria'. El turismo generó en el archipiélago una aportación fiscal de 4.107 millones de euros en 2025, incluyendo todas las figuras tributarias, lo que supuso el 43,2% de todos los ingresos fiscales de la comunidad autónoma.

Estos más de 4.000 millones de euros que aporta la industria turística cubren prácticamente la totalidad de otras áreas claves para el estado de bienestar de los canarios como son el 95,3% del gasto sanitario total (4.309 millones de euros en 2024), casi el doble (190%) de todo el presupuesto en educación (2.155 millones de euros) o cinco veces los gastos en asistencia social (774 millones de euros) e infraestructuras (558 millones de euros) en el archipiélago.

Grécia trava turismo massificado: novos hotéis em Santorini, Mykonos, Rodes e Kos terão limite de 100 camas


As novas normas, apresentadas pelo Governo grego, vão impor limites mais rigorosos à abertura de unidades turísticas e à construção de novos edifícios em zonas sob forte pressão turística. A Grécia decidiu apertar as regras ao turismo massificado e à construção hoteleira, numa tentativa de proteger a natureza, a cultura e a paisagem das suas ilhas mais procuradas. As novas normas, apresentadas pelo Governo grego, vão impor limites mais rigorosos à abertura de unidades turísticas e à construção de novos edifícios em zonas sob forte pressão turística.

A medida surge numa altura em que o país enfrenta um aumento recorde de visitantes. Com base em dados do banco central grego, citados pelo Welt, quase 38 milhões de turistas chegaram à Grécia em 2025, o valor mais elevado de sempre. Ilhas como Santorini e Mykonos estão entre os destinos mais afetados pelo turismo de massas, sobretudo durante a época alta. Em várias zonas, a pressão turística tem gerado queixas recorrentes dos residentes, que apontam problemas como caos no trânsito, falta de água, aumento das rendas e infraestruturas sobrecarregadas.

Canárias: Baleària toma el control efectivo de Armas-Trasmediterránea

La naviera valenciana señala que invertirá 45 millones de euros durante los próximos tres años en las Islas, y que sumará así cerca de 4.500 empleados y una flota que supera los 50 barcos Baleària ha tomado el control efectivo de los activos de Armas-Trasmediterránea en el perímetro de Canarias, lo que incluye tanto las rutas interinsulares como las conexiones entre la Península y el archipiélago, según ha anunciado la naviera este lunes en un comunicado. De esta manera, la empresa sumará cerca de 4.500 empleados y una flota que supera los 50 barcos. El volumen de tráfico anual conjunto se situará por encima de los 8 millones de pasajeros y los 11 millones de metros lineales de carga, generando una facturación consolidada superior a los 1.000 millones de euros.

Así, Baleària invertirá 45 millones de euros durante los próximos tres años en Canarias “para elevar la calidad, la digitalización y el confort de la flota adquirida”, asegura la naviera valenciana. También, ha explicado que mantendrá a toda la plantilla incorporada y que trabajará en estrecha colaboración con las instituciones, autoridades portuarias y el conjunto de los agentes sociales y económicos de las islas.

Subida do nível do mar está a acelerar, com o ritmo a duplicar desde 2005


O aquecimento oceânico é, segundo Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, "uma das principais causas" para a subida do nível médio do mar. O fenómeno "é muito difícil de travar", alertam os cientistas. A subida do nível médio global do mar está a acelerar, tendo o ritmo duplicado de 2,06 milímetros por ano entre 1960 e 2005 para 3,94 milímetros por ano desde então, indica um estudo publicado. Liderado por investigadores do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, o trabalho mostra que "o aquecimento oceânico é uma das principais causas" do aumento, representando 43% da subida desde 1960. .

O degelo dos glaciares de montanha (27%), da camada de gelo da Gronelândia (15%) e da Antártida (12%), assim como a água que chega ao mar a partir de reservatórios em terra e (3%) também contribuem para a subida do nível do mar. Segundo um comunicado do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, "nas últimas décadas, desde 1993, a perda de gelo, incluindo o degelo acelerado dos glaciares e das calotes polares na Gronelândia e na Antártida, tornou-se cada vez mais importante" e "é provável que estas tendências preocupantes se mantenham nas próximas décadas".

Vento no Aeroporto da Madeira aumentou três nós em dez anos

A força do vento no Aeroporto da Madeira sofreu uma "variação anormal" a partir de 2015, registando um agravamento médio na ordem dos três nós que tem inviabilizado grande parte das aterragens e descolagens em Santa Cruz. A revelação foi feita pelo secretário de Estado das Infraestruturas, que classificou a alteração no padrão dos ventos como um fenómeno "manifestamente estranho".

A velocidade do vento no Aeroporto da Madeira agravou-se nos últimos 10 anos e registou um aumento médio de três nós - sensivelmente 5,5 km/h - o que tem condicionado, ainda mais, as aterragens e descolagens em Santa Cruz. A revelação foi feita, esta manhã, pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, explicando que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) estão a apurar as causas deste fenómeno.

SIC e Expresso: nova sondagem alerta PSD de Montenegro



Um ano depois das eleições que reconduziram Luís Montenegro na chefia do Governo, a sondagem de maio do ICS e ISCTE para a SIC e Expresso dá um resultado diferente: a vitória do PS, mas 'graças' aos pontos que a coligação PSD/CDS-PP perde. Se houvesse eleições legislativas por estes dias, os portugueses estariam disponíveis para trocar a AD e Luís Montenegro pelo PS de José Luís Carneiro na governação do país. É a conclusão da mais recente sondagem do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS-ULisboa) e Iscte - Instituto Universitário de Lisboa para a SIC e o Expresso.

O PS surge em primeiro lugar nas intenções de voto, com 24%, exatamente os mesmos que tinha há dois meses, na última sondagem. É a AD - Coligação PSD/CDS-PP que perde 4 pontos percentuais (pp) relativamente a maio, ficando assim atrás dos socialistas, com 21%. Também o Chega perde 4 pontos: recolhe agora 17% das intenções de voto. Em quarto lugar, a larguíssima distância, surge a CDU. O partido de Paulo Raimundo tem 4% (mais um ponto do que março) e lidera destacado o campeonato dos pequenos partidos, com Livre e Iniciativa liberal ex aequo com 2% e PAN e BE com apenas 1%.

quinta-feira, maio 28, 2026

Sondagem do DN: PS abre dez pontos de vantagem e AD cai para terceira força

Um ano após as últimas legislativas, socialistas lideram com 33,4% das intenções de voto. Coligação de Governo cai para terceiro lugar, com 23,2%, embora em empate técnico com o Chega (23,5%) (DN-Lisboa)

Canal alemão DW Travel abordou o impacto do aumento do turismo na Madeira

A DW Travel, que não é “uma televisão” no sentido clássico, sendo uma marca/editoria de viagens da Deutsche Welle, a emissora pública internacional da Alemanha, conhecida simplesmente como DW, acaba de publicar um vídeo no Youtube intitulado ‘Too Many Tourists? How Madeira Deals with the Crowds’, que aborda o impacto do turismo de massa na Madeira e as medidas que estão a ser implementadas para gerir o fluxo de visitantes. Conduzido pela repórter Anja Koch, o vídeo começa por salientar que a Madeira atrai visitantes pelas suas paisagens deslumbrantes e clima ameno, mas em 2024 recebeu mais de 2,2 milhões de turistas para uma população local de cerca de 250 mil habitantes. O vídeo rapidamente passa a mostrar pontos turísticos congestionados, ou seja, locais emblemáticos no Funchal que ficam rapidamente cheios, especialmente com a chegada de navios de cruzeiro, como a Zona Velha do Funchal, o Mercado dos Lavradores (com preços inflacionados para turistas como refere a DW Travel) e os tradicionais Carros de Cesto no Monte, que chegam a ter filas de espera de 30 minutos.

A DW Travel aproveita para entrevistar o secretário regional do Turismo, Eduardo Jesus, que explica que existem restrições na emissão de novas licenças de alojamento local em edifícios residenciais no Funchal para proteger a tranquilidade dos residentes. O governante explica à DW Travel que, para evitar a sobrecarga na natureza, foi implementada uma nova regra que exige reservas pagas e marcação de horários (slots) para aceder a alguns dos trilhos mais populares, como a Levada das 25 Fontes. Contudo, a repórter diz ser muito difícil acreditar que não haja excesso de turistas e, para justificar esta posição, o vídeo acompanha a experiência e as queixas de alguns turistas sobre a falta de espontaneidade e a complexidade do sistema de reservas. Ainda assim, no final do vídeo, uma guia local alemã partilha alternativas de trilhos menos conhecidos que levam aos mesmos destinos populares, mas que oferecem uma experiência muito mais tranquila e isolada (DN-Madeira)

Relações Canárias-Madrid: não está fácil...

fonte: El Dia

Canárias quer apoio para a procura de novas rotas aéreas

fonte: El Dia

Opinião alheia

fonte: Público

Europa preocupada com o impacto da crise no turismo

fonte: Dinheiro Vivo

FMI faz exigências a Espanha

fonte: Cinco Dias

"Obviamente que fui espiado": Ivo Rosa fala sobre inquéritos de que foi alvo em entrevista exclusiva

Juiz foi alvo de oito inquéritos-crime sem saber de nada, até à investigação feita pelo Exclusivo da TVI em outubro do ano passado. Agora, fala sobre todo o processo e admite que "gostava de saber" porque é que a denúncia anónima, tratando-se de um crime público, não foi investigada

Sente que foi alvo de uma vingança por parte do Ministério Público?

Antes de mais, obrigada ao jornalismo e à TVI, em particular, por esta oportunidade de explicar tudo o que se passou em relação a esta situação que também tem sido julgada pela comunicação social. Quando tomei conhecimento - foi através do jornalismo que fiquei a saber da existência destes processos - procurei saber junto do Ministério Público, não obstante primeiramente me ter sido negada a possibilidade de consultar os processos, ou pelo menos parte deles. E depois de ter tomado conhecimento do conteúdo dos mesmos, fiquei ainda muito mais surpreendido quando constatei que esses inquéritos, na sua maioria, visavam sindicância por parte do Ministério Público de atos jurisdicionais praticados pelo juiz no exercício das suas funções e no exercício de uma função constitucional, que é conferida e reservada aos tribunais que é aplicar o Direito e fazer a justiça. Portanto, esses inquéritos visavam sindicar decisões proferidas por um juiz pela única razão de que o Ministério Público não concordou ou não ficou satisfeito com o teor dessas mesmas decisões.

Mas é legal que o Ministério Público recorra a um instrumento que está além daquilo que é o direito que assiste a qualquer pessoa que não se sente confortável com uma decisão recorre? Por isso insisto na pergunta, usar esse instrumento apenas porque não se concorda com a decisão que é proferida por um determinado juiz é ou não, na sua opinião, uma vingança do Ministério Público?

O culto da personalidade na Coreia do Norte

fonte: Cinco Dias

"É um abuso": concessões de praia não podem proibir os banhistas de colocar chapéus de sol à sua frente, avisa APA

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse que a imposição de não colocar chapéus de sol em frente às concessões de praia é um “abuso”, garantindo que esta semana será divulgado uma nota de esclarecimento. “A única área que está onerada e que está concessionada é aquela que está delimitada por aquele retângulo e nada mais, isto que fique claro, todo o resto é de uso livre”, afirmou José Pimenta Machado durante uma visita da ministra do Ambiente à Praia do Garrão, em Loulé, no distrito de Faro.

Questionado pelos jornalistas sobre se vai ser retirada a sinalética que indica aos banhistas as áreas onde podem colocar chapéus de sol, e que exclui o areal em frente às concessões, o presidente da APA respondeu afirmativamente. “Sim, é um abuso, não há dúvida sobre isso”, disse, garantindo que a situação vai ser revista. Notando que esta situação acontece quase exclusivamente nas praias do Algarve, o responsável reiterou que a área concessionada é a que está delimitada ao retângulo onde se encontram os chapéus de sol das concessões

Taxa de pobreza em Portugal interrompe descida que durava desde 2022

Estimativa rápida do Eurostat. Na UE, prevê “ligeira” subida na taxa referente a rendimentos de 2025. Em Portugal, deve estagnar nos 15,4% após dois anos a cair; são mais de 1,7 milhões de pobres. A taxa de pobreza em Portugal, já após transferências e apoios sociais, esteve a descer desde 2022, mas, em 2025, ano a que dizem respeito os rendimentos agora analisados, o peso do fenómeno interrompeu a tendência que marcou o período pós-pandemia, revelou esta terça-feira o Eurostat, que não avançou com números, mas apontou em que direção irá o indicador que será apurado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mais no final do corrente ano, em princípio, em dezembro.

Com os dados que tem em sua posse e que procedem dos 27 países da União Europeia (UE), o instituto sediado no Luxemburgo avançou com este exercício "experimental" para antecipar uma estatística crucial que costuma surgir muito tarde face ao período observado. Normalmente, o desfasamento é de quase um ano. Segundo o Eurostat, uma vez que as estatísticas da UE sobre rendimento e condições de vida mais recentes [extraídas dos Inquéritos às Condições de Vida e Rendimento ou ICOR] "se referem a 2024", o Eurostat decidiu elaborar "estimativas preliminares para os rendimentos de 2025, de forma a prever a evolução da taxa de risco de pobreza no próximo UE-ICOR 2026".

Passos Coelho critica políticos postiços que são como “prostitutos sem caráter”

Numa apresentação onde esteve sentado ao lado do líder do Chega, Passos Coelho criticou ainda os líderes que não querem "desagradar a ninguém, o que é uma coisa virtualmente impossível". O antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho criticou esta terça-feira os políticos que, para tentarem agradar a todos ainda mais do que os populistas, se tornam postiços, comparando-os a “prostitutos sem caráter”.

Numa intervenção de quase 50 minutos na apresentação de um livro, Passos defendeu que a política tem de ter uma dimensão de liderança e criticou o que chamou de “uma maldição que tomou conta do espaço europeu e também do espaço português”: “Os líderes não quererem desagradar a ninguém, o que é uma coisa virtualmente impossível pelo menos durante muito tempo”.

O antigo líder do PSD avisou que quando, com medo do populismo, o político do chamado mainstream “lhe veste a casaca para evitar que o populismo chegue com o voto ao palácio e resolve ser mais populista do que o populista, normalmente a história mostra que a coisa não funciona”.

“O que é autêntico e genuíno sempre se manifesta e de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço e então o postiço fica sem nada: fica sem integridade, fica como um prostituto sem caráter, sem reduto de pensamento, simplesmente vendido ao aplauso que o momento lhe possa fornecer”, afirmou, sem explicitar a quem dirigia o recado, numa apresentação onde esteve sentado ao lado do líder do Chega, André Ventura.

Rendimentos acima dos cem mil euros disparam

O número de famílias portuguesas com rendimentos elevados nunca foi tão alto, segundo as mais recentes estatísticas da Autoridade Tributária e Aduaneira relativas a 2024, citadas pelo Jornal de Notícias. O escalão dos agregados com rendimentos brutos superiores a 100 mil euros anuais cresceu de forma expressiva, atingindo 127.111 famílias, mais cerca de 25 mil do que no ano anterior. Este aumento, que ronda os 24%, foi registado sobretudo nos dois patamares mais altos de rendimento. Entre os 100 mil e os 250 mil euros, o número de agregados subiu para 114.538, mais 22.147 famílias, enquanto o escalão acima dos 250 mil euros cresceu 25,17%, passando para 12.573 agregados. Este último grupo, embora represente apenas 0,20% do total, assegura mais de dois mil milhões de euros em IRS liquidado. Em paralelo, os dados mostram uma perda de peso dos escalões mais baixos. O grupo entre os 5 mil e os 10 mil euros perdeu mais de 80 mil agregados, uma queda de 7,80%, enquanto o escalão seguinte, até aos 13.500 euros, recuou 2,43%. Esta evolução contrasta com a subida generalizada dos rendimentos mais altos. Já os escalões intermédios e superiores registaram crescimento, com destaque para o grupo entre os 50 mil e os 100 mil euros, que aumentou cerca de 69 mil agregados (+16,85%). No conjunto, os dados sugerem uma deslocação da estrutura de rendimentos para patamares mais elevados, refletindo maior concentração de riqueza e efeitos combinados de inflação e atualizações salariais (CNN-Portugal)

A Humanidade está em risco e há uma nova arma à solta. O Papa está preocupado com a IA

O Papa Leão XIV afirma que o controlo da inteligência artificial (IA) não deve permanecer nas mãos de "poucos", ao mesmo tempo que alerta que a tecnologia está a alimentar os conflitos mundiais, apresentando as suas propostas no primeiro grande documento teológico do seu pontificado. Entre elas, contam-se a proteção da singular "grandeza da humanidade" no meio da rápida evolução tecnológica e a exigência de que a utilização da IA ​​na guerra esteja sujeita às "mais rigorosas restrições éticas".

Embora a encíclica se concentre na IA, o texto vai além das questões tecnológicas e aborda crises que a Humanidade enfrenta. O Papa Leão XIV disse que a teoria da "guerra justa" - uma doutrina cristã de quatro pontos que define as condições que justificam a guerra - está "agora ultrapassada", afirmando que a força militar só pode ser usada para "legítima defesa no sentido mais estrito".

Acrescenta que o "teste decisivo" para a justiça social é o tratamento dado aos migrantes e refugiados e pediu desculpa pela legitimação da escravatura por parte da Igreja e pelo atraso na denúncia deste flagelo. O Papa, que fez da pacificação um ponto central do seu pontificado, alerta que o uso da “força, da violência e das armas” acaba por ter “consequências nefastas para as populações civis”.

"É um abuso": concessões de praia não podem proibir os banhistas de colocar chapéus de sol à sua frente, avisa APA

O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) disse que a imposição de não colocar chapéus de sol em frente às concessões de praia é um “abuso”, garantindo que esta semana será divulgado uma nota de esclarecimento. “A única área que está onerada e que está concessionada é aquela que está delimitada por aquele retângulo e nada mais, isto que fique claro, todo o resto é de uso livre”, afirmou José Pimenta Machado durante uma visita da ministra do Ambiente à Praia do Garrão, em Loulé, no distrito de Faro. Questionado pelos jornalistas sobre se vai ser retirada a sinalética que indica aos banhistas as áreas onde podem colocar chapéus de sol, e que exclui o areal em frente às concessões, o presidente da APA respondeu afirmativamente.

“Sim, é um abuso, não há dúvida sobre isso”, disse, garantindo que a situação vai ser revista. Notando que esta situação acontece quase exclusivamente nas praias do Algarve, o responsável reiterou que a área concessionada é a que está delimitada ao retângulo onde se encontram os chapéus de sol das concessões.

Barómetro DN/Aximage: Revisão da Constituição divide direita e esquerda

Barómetro mostra 54% dos inquiridos favoráveis a alterações constitucionais. Apoio é esmagador entre eleitores do Chega e da IL, enquanto à esquerda domina a rejeição da revisão da lei fundamental. Dois terços dos inquiridos querem alterações às leis do trabalho, mas não a proposta apresentada pelo Executivo de Luís Montenegro, que só encontra apoio maioritário entre o eleitorado da IL.

Numa altura em que o Chega deu entrada formal com uma proposta que pode desencadear um processo de revisão constitucional no Parlamento, a maioria dos portugueses concorda que o país precisa de rever a Constituição, mas os dados revelam uma forte divisão ideológica entre direita e esquerda sobre o tema. Segundo o mais recente barómetro DN/Aximage, 54% dos inquiridos defendem alterações constitucio…

Os dados revelam uma clivagem política muito marcada. Entre os eleitores do Chega (86%) e da IL (84%), a esmagadora maioria defende rever a Constituição de 1976 pela oitava vez. Também no eleitorado PSD/CDS existe maioria favorável, com 57% a apoiar uma revisão constitucional. À esquerda, o cenário inverte-se. Entre os eleitores do PS, 53% mostram-se contra alterações constitucionais, enquanto no Livre a oposição atinge 65% e na CDU 64.

Barómetro DN/Aximage. Maioria defende diálogo com Rússia; EUA já surgem como segunda maior ameaça à Europa

63% dos inquiridos apoiam reaproximação diplomática com Rússia. Jovens apontam EUA como principal ameaça. A ideia de uma retoma do diálogo entre a União Europeia e a Rússia é apoiada pela maioria dos portugueses, que já identificam os Estados Unidos como a segunda maior ameaça à segurança europeia, atrás apenas de Moscovo, de acordo com os resultados do barómetro DN/Aximage de maio.

Segundo o estudo, 63% dos inquiridos concordam com a posição expressa recentemente pelo primeiro-ministro português, Luís Montenegro, assim como pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, de apoiar a reabertura de canais diplomáticos cortados com o regime de Vladimir Putin desde a invasão da Ucrânia, incluindo o eventual regresso de Moscovo às reuniões do G20. Apenas 22% têm uma opinião negativa ou muito negativa sobre essa possível aproximação.

Apesar disso, 43% dos inquiridos ainda apontam a Rússia como sendo a principal ameaça atual à segurança europeia. Mais relevante, no entanto, será talvez o facto de os Estados Unidos surgirem em segundo lugar na resposta a esta pergunta, com 26% - muito acima do Irão (13%), Israel (6%) ou China, apontada por apenas 4% -, refletindo a crescente animosidade face às opções da administração Trump na política externa e na sua relação com a Europa e os aliados na NATO.

Barómetro DN/Aximage. Portugueses temem subida do custo de vida e chumbam apoios do Governo

Há uma preocupação quase unânime com a subida dos preços devido à situação no Médio Oriente e mantém-se a forte insatisfação com os apoios dados até agora pelo Executivo de Luís Montenegro. Os portugueses estão muito preocupados com o impacto do conflito entre EUA, Israel e Irão no aumento do custo de vida e mostram-se também amplamente insatisfeitos com os apoios dados até agora pelo Governo para responder à crise. Segundo o mais recente barómetro da Aximage para o DN, neste mês de maio, 94% dos inquiridos admitem-se apreensivos com a subida dos combustíveis e da inflação, ao mesmo tempo que mais de três quartos (77%) continuam a considerar insuficientes as medidas do Executivo liderado por Luís Montenegro para apoiar famílias e empresas.

A tensão no Médio Oriente é vista como um fator direto de pressão sobre o orçamento familiar e a preocupação com o custo de vida é mesmo classificada como “muito grande” pela maioria (56%) dos inquiridos, enquanto 38% apontam uma “grande” preocupação. Só 4% revelam pouca ou muito pouca inquietação com o tema.

O sentimento esmagador de preocupação com os efeitos económicos do conflito é transversal ao país, mas é no Sul e Ilhas que há uma maior fatia dos inquiridos (61%) a confessar o grau mais elevado de apreensão, tal como acontece com a faixa etária entre os 50 e os 64 anos (60%), bem como entre as classes sociais mais baixas: 63% dos inquiridos pertencentes à classe D dizem estar muito preocupados.


Porto corta no AL

fonte: Jornal de Notícias

Barómetro Intercampus: Portugueses chumbam resposta do Governo à crise

A esmagadora maioria dos inquiridos (76,6%) do barómetro da Intercampus para CM, CMTV, NOW e ‘Negócios’ considera insuficiente a resposta do Governo às consequências da guerra no Irão. Só uma minoria (14,2%) aprova a ação do Executivo (Correio da Manhã)

Polémica com o registo do AL em Canárias

fonte: La Província

Apoios do estado às Comunidades Autónomas espanholas para a habitação

fonte: El Pais

O gasto turístico em Canarias

fonte: La Provincia

"Viu-se muitas vezes pessoas a serem autuadas e retiradas da zona e outras não". Concessionários de praia pedem clarificação sobre colocação de chapéus de sol

Concessionários das praias pedem clarificação das regras sobre a colocação de chapéus de sol particulares na frente das concessões, cujo impedimento foi hoje classificado como “um abuso" pelo presidente da Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Em declarações aos jornalistas, André Sousa, concessionário na praia do Garrão (Algarve), afirmou que a situação resulta de uma falta de consenso e de orientações claras, sublinhando que os operadores têm seguido, até aqui, as indicações constantes na sinalização existente e nos editais de praia.

“A verdade é que parece que nunca houve nenhuma lei, mas nos editais de praia vinha sempre a dizer que era obrigatório cumprir a sinalética em vigor”, afirmou, considerando que os concessionários organizam o espaço, recomendando aos utentes a colocação dos seus chapéus de sol fora das áreas de sombra das concessões. Apesar das críticas do responsável da APA, André Sousa defende que os concessionários não atuaram de forma abusiva.

“Eu acho que não foi abuso. Simplesmente acho que todos os concessionários cumpriam com as regras em vigor, em que havia sinalética que era obrigada a colocar”, sustentou. Segundo o responsável, o problema reside na coexistência de diferentes interpretações das normas. “O edital de praia também tem as suas próprias regras e agora parece que não há um consenso. Dizem-nos uma coisa, está escrita outra. Nós, concessionários, precisamos de ver isto resolvido para sabermos como proceder”, acrescentou.

Igreja: Uma questão polémica

fonte: Jornal de Notícias

Crise política inevitável?



fonte: Açoriano Oriental

TAP tem cobertas 47% das necessidades de combustível para 2026

A TAP tem cerca de 47% das necessidades de combustível cobertas para 2026, ainda abaixo dos níveis de proteção de várias congéneres europeias, num contexto de pressão sobre os preços do combustível de aviação. O rácio indicado pela transportadora na apresentação dos resultados do primeiro trimestre fica ligeiramente acima dos 40% apontados pelo analista financeiro Nuno Esteves em dados enviados à Lusa em abril, mas mantém a companhia abaixo dos níveis de cobertura então identificados para várias congéneres europeias.

Nessa análise, a Air France-KLM surgia com uma cobertura próxima de 85% para os 12 meses seguintes, a Ryanair com 84%, a Lufthansa com cerca de 76%, a easyJet com uma média anual entre 65% e 70% e a IAG, dona da Iberia e British Airways, com 62%. A cobertura de risco (‘hedging’) ganha relevância num contexto de tensão geopolítica no Médio Oriente, com os preços do petróleo e do ‘jet fuel’ pressionados pelo risco de perturbações nas rotas de abastecimento devido ao encerramento do estreito de Ormuz.

No documento divulgado esta segunda-feira, a TAP refere que mantém “uma estratégia consistente” de cobertura de combustível, baseada numa “implementação faseada”, procurando combinar previsibilidade de custos no curto prazo com flexibilidade perante a evolução das condições de mercado.

Viagens aéreas: um esclarecimentos sobre o SSM

Um pedido de esclarecimento através de Nuno Jesus, Coordenador do Observatório do Transporte Aéreo, para evitar declarações sem correspondência com a realidade

- Com a promulgação do diploma pelo PR a plataforma do SSM mantem-se ou é suspensa?

Até entrada em vigor de novo Decreto-Lei e novas portarias a publicar pelos Ministérios Competente do Governo República, mantém-se em vigor o quadro legal aplicável, concretamente:

  • Decreto-Lei n.º 1-A/2026, de 6 de janeiro
  • Portaria n.º 12-A/2026/1, de 6 de janeiro
  • Portaria n.º 12-B/2026/1, de 6 de janeiro

Nestes termos, mantém-se operacional a plataforma do SSM, nos termos que vigoram desde JAN 2026.

- Com esta promulgação voltamos a ter que ir aos CTT para levantar viagens até nova regulamentação pelo Governo de Lisboa?

[SRTAC] Nos termos da legislação em vigor, a obtenção do SSM nas lojas CTT apenas está prevista para as seguintes situações:

  • Bilhetes emitidos até 14 JAN 2026 (inclusive), independentemente da data de viagem;
  • Emparelhamento de bilhetes one-way, em que um deles tenha sido emitido até 14 JAN 2026;
  • Viagens de beneficiários pagas por entidades coletivas (empresas, entidades públicas, associações, etc.);
  • Pedidos de SSM mediante apresentação de habilitação de herdeiros, em caso de falecimento do beneficiário após realização da viagem;
  • Bilhetes emitidos ao abrigo do Programa Estudante Insular.

- Têm algum valor relativo a 2025 quer sobre o valor médio da tarifa praticada para a RAM - e abrangida pelo SSM - e qual o valor pago pelo OE com o SSM no caso da Madeira?

[SRTAC] Recentemente foram divulgados na imprensa regional alguns dados relativamente à execução do SSM em 2025, sendo que a fonte desses mesmos dados reside na ANAC, enquanto regulador nacional do SSM. As tarifas sobre as quais é pago o SSM, correspondem às tarifas públicas disponibilizadas a qualquer outro passageiro, independentemente de ser beneficiário do SSM ou não. O respetivo valor depende não apenas da disponibilidade apresentada pelas companhias aéreas como “preço mais baixo disponível”, mas, também, das escolhas dos beneficiários em termos do produto tarifário que possa incluir todos os benefícios pretendidos para a viagem (LFM)

quarta-feira, maio 20, 2026

Opinião: A Madeira na armadilha do turismo

As Baleares mostram o limite social da especialização turística: excesso de visitantes, pressão sobre a habitação, protestos contra o overtourism e degradação reputacional. Chipre demonstra o contrário: uma ilha anteriormente dependente do turismo conseguiu diversificar para serviços financeiros, profissionais e tecnológicos porque é um Estado soberano com plena autonomia fiscal e legislativa.

A Madeira encontra-se presa numa armadilha turística: uma dependência económica estrutural de um sector que representa cerca de 28,8% do PIB regional, gera emprego sobretudo em atividades de baixa produtividade, comprime salários, recorre crescentemente a mão-de-obra estrangeira e não consegue reter jovens qualificados. O problema não é conjuntural nem resulta apenas de más escolhas governativas. É uma patologia típica das pequenas economias insulares excessivamente especializadas no turismo e agravada, no caso madeirense, pela ausência de instrumentos constitucionais, fiscais e financeiros suficientes para diversificar a economia.

Isto significa o quê?

fonte: Público

Quem me avisa...

 

fonte: DN-Lisboa

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fonte: CM

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fonte: DN-Lisboa

Merkel critica Europa por não negociar paz na Ucrânia com Putin

A antiga chanceler alemã, apontada na imprensa para liderar as negociações com a Rússia, considera que só os atuais líderes europeus têm "poder político" para negociar paz na Ucrânia com Putin. Angela Merkel critica a União Europeia por não estar a negociar um acordo de paz com a Rússia. As negociações devem ser feitas pelos atuais líderes europeus, os únicos com “poder político”, defende a antiga chanceler alemã, um dos nomes apontados na imprensa para liderar as negociações do lado europeu com a Rússia. “Não basta que [o presidente dos EUA, Donald] Trump mantenha contacto com a Rússia”, disse.

“Acho que o apoio militar que demos até agora é absolutamente correto. Também acho correto que façamos muito mais para criar um efeito dissuasor além do nosso apoio à Ucrânia. O que lamento é que, na minha opinião, a Europa não esteja a aproveitar suficientemente o seu potencial diplomático”, disse Merkel, numa entrevista à emissora pública WDR, citada pelo Politico. “Não basta que [o presidente dos EUA, Donald] Trump mantenha contacto com a Rússia”, disse.

Quem me avisa....

 fonte: Negócios

El Niño está a chegar mais depressa do que o esperado e as probabilidades de ser historicamente forte estão a aumentar

O El Niño está a emergir no Oceano Pacífico mais rapidamente do que o previsto e estão a aumentar as probabilidades de poder tornar-se historicamente forte - num raro “Super” El Niño - no outono ou inverno. Isto de acordo com uma atualização recentemente divulgada pelo Climate Prediction Center da NOAA, que indica que há uma probabilidade de dois em três de que a intensidade máxima do El Niño seja forte ou muito forte.

O El Niño é um ciclo climático natural que ocorre quando o Oceano Pacífico tropical aquece o suficiente para provocar alterações nos padrões de vento na atmosfera, o que tem um efeito em cadeia nas condições meteorológicas em todo o mundo. Secas e ondas de calor podem intensificar-se em algumas regiões, aumentando o risco de incêndios florestais e problemas no abastecimento de água, enquanto outras são atingidas por chuvas intensas e inundações. Os efeitos abrangentes do El Niño também podem afetar a temporada de furacões no Atlântico. A uma escala maior, faz com que as já crescentes temperaturas globais resultantes das alterações climáticas provocadas pelo homem subam ainda mais. El Niños mais fortes tornam todos estes impactos mais prováveis.

Probabilidades de Super El Niño aumentam

O El Niño ocorre aproximadamente de dois em dois a sete em sete anos e dura entre nove e 12 meses. A sua intensidade é medida pela forma como as temperaturas da água sobem acima da média numa zona do Oceano Pacífico equatorial, atingindo normalmente o pico no inverno do Hemisfério Norte. Condições fracas de El Niño desenvolvem-se quando a temperatura ultrapassa os 0,5 graus Celsius acima da média durante um período prolongado. As temperaturas da água têm de estar mais de 2 graus acima da média para ser considerado um El Niño muito forte ou Super El Niño.

O que os anteriores Super El Niños nos podem dizer sobre o que vem aí


O próximo "Super" El Niño está prestes a afetar a vida de centenas de milhões de pessoas em todo o mundo à medida que se intensifica ao longo do ano até ao inverno. Também pode alterar ecossistemas durante décadas, a avaliar pelas repercussões de El Niños intensos no passado. O último Super El Niño remodelou o clima e as economias em todo o mundo, deixando perturbações que persistiram muito depois de o Pacífico ter arrefecido. Agora, com outro El Niño poderoso a formar-se, estamos à procura de pistas sobre o que centenas de milhões de pessoas - e os ecossistemas mais frágeis do planeta - poderão enfrentar a seguir.

El Niño é um ciclo climático natural no oceano Pacífico caracterizado por águas invulgarmente quentes perto do equador, o que altera a circulação do ar na atmosfera. Mas os efeitos de El Niño não se limitam a essa parte do Pacífico; propagam-se para afetar padrões meteorológicos e climáticos em todo o mundo. Os Super El Niños do passado são uma referência imperfeita para o próximo, uma vez que não há dois El Niños iguais no seu impacto. Mas, em muitos aspetos, estaremos simultaneamente mais e menos resilientes aos efeitos deste Super El Niño em comparação com os eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16.

Mais notavelmente, alguns modelos computacionais mostram o próximo El Niño a exceder a intensidade de todos esses eventos, tornando-se o mais intenso desde, pelo menos, 1950. Não é o cenário mais provável, mas é o maior ponto de incerteza nos seus impactos: não saberemos o seu pico de intensidade até que aconteça.