quinta-feira, janeiro 20, 2022

Legislativas: Apenas cinco maiorias absolutas desde 1976, quatro do PSD



Em 22 governos constitucionais desde 1976, apenas cinco conseguiram obter a maioria absoluta em eleições, quatro dos quais liderados pelo PSD, destaca uma nova rubrica da Pordata a propósito das legislativas de 30 de janeiro. Tem sido um dos principais apelos de António Costa para as próximas eleições e se inicialmente o fazia de forma tímida, o secretário-geral do PS já não tem medo de falar em "maioria absoluta", mas na história da democracia portuguesa poucos conseguiram esse feito. Desde 1976, só cinco dos 22 governos constitucionais conseguiram ser eleitos com essa maioria, que lhes permitiu ocupar mais da metade dos 230 assentos da Assembleia da República.

Os dados fazem parte da nova rubrica "Eleições com História", inaugurada hoje na página da Pordata a propósito das legislativas. No total, são sete vídeos que serão divulgados até dia 30 com uma análise de vários indicadores centrados nas eleições de 2019 e na evolução desde 1975.

Sobre as maiorias absolutas, um dos três vídeos já publicados mostra que das cinco vezes que foi conquistada, quatro foram sob a liderança do PSD: dois com a Aliança Democrática (AD) de Francisco Sá Carneiro, em 1979 e 1980, e duas com o PSD de Cavaco Silva, em 1987 e 1991.

Sondagem. PS mantém maioria com PSD a encurtar distâncias mas Costa é o preferido para liderar


O PS mantém a liderança na preferência dos portugueses para as Eleições Legislativas de 30 de Janeiro com 37% das intenções de voto e uma diferença de quatro pontos percentuais para o PSD, que recolheu 33% dessas preferências, de acordo com a mais recente sondagem do Centro de Estudos de Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público. O inquérito diz-nos ainda que uma esmagadora maioria de portugueses (72%) acredita que o PS vai ser o partido mais votado, considerando 50% que António Costa será melhor primeiro-ministro e apenas 35% que Rui Rio daria um melhor chefe do futuro governo. O inquérito do CESOP diz-nos que o PS mantém a tendência de liderança na preferência dos portugueses para as Legislativas de 30 de Janeiro. Os socialistas recolhem 37% das intenções de voto, mas a distância de nove pontos percentuais de há uma semana do estudo da Católica reduziu-se agora para quatro, com o PSD a registar 33% dessas preferências. Um encurtamento que se deve, por um lado, à descida do PS de 39 para 37 por cento e, por outro, à subida dos social-democratas de 30 para 33 por cento.

A sondagem desta quinta-feira – realizada entre 12 e 18 de janeiro – sublinha ainda que 50% apontam António Costa como melhor primeiro-ministro, contra os 35% dados a Rui Rio nesta preferência para chefiar o futuro governo, e que uma esmagadora maioria de portugueses (72%) aponta o PS como partido que será o mais votado nas próximas eleições.

Notas eleitorais

 


1 - É muito importante que estas eleições possam criar um novo modelo operacional nas relações da RAM com Lisboa e que alguns abandonem de uma vez por todas uma estranha fobia, a de confundirem política séria com intriga organizada nas redes sociais e de dependerem dos fretes que lhes garantam presença mediática.

Precisamos de ser capazes de construir pontes de diálogo com Lisboa, envolvendo segundas ou terceiras linhas, pouco importa, mas que assegurem seriedade nas discussões e a preparação competente e séria dos processos que depois os governantes, as tais primeiras linhas, decidirão, assumindo os méritos ou os ónus das decisões tomadas.

A RAM tem importantes dossiers por resolver com Lisboa e que se arrastam no tempo claramente em nosso prejuízo, o elo mais fraco neste braço-de-ferro. Precisamos de mais seriedade negocial e de esmagar a partidarite rafeira que insiste em marcar presença em tudo, empatando ou adiando “ad-eternum” as decisões. Hospital da Madeira, mobilidade aérea e marítima, estabilidade do CINM e lei de finanças regionais mais justa, são algumas prioridades. Depois disso temos a revisão constitucional e a reforma urgente do sistema politico e da estrutura administrativa institucional vigente, modernizando ambos. Não é facil eu sei, vai mexer com muitos interesses, eu sei, mas tem que ser feito.

terça-feira, janeiro 18, 2022

Nova presidente do Parlamento Europeu. Maltesa Roberta Metsola eleita à primeira volta

 

A votação decorreu na manhã desta terça-feira em formato remoto, por causa da pandemia.

Pandemia fez inverter tendência de queda da pobreza


A pandemia fez inverter a tendência de queda da pobreza em Portugal, que estava a descer até 2019. São dados do balanço Social 2021, da Nova SBE. A economista Susana Peralta, entre os autores do estudo, considera que as políticas públicas não acompanharam as dificuldades levantadas pela crise da pandemia.

Madeira queixa-se ao presidente da República


A exclusão das empresas da Madeira dos apoios estatais para enfrentar o aumento do salário mínimo levou o Governo Regional a enviar uma carta ao presidente da República . Miguel Albuquerque fala em discriminação e alega que as empresas de todo o pais têm de ser tratadas de forma equitativa.

Vai a leilão a propriedade onde está um mural de Caravaggio


Esperava-se que fosse o leilão do século, mas acabou sem oferta de compra. A propriedade em Roma onde Cravaggio pintou um mural foi hoje colocada à venda. A base de licitação ultrapassava os 353 milhões de euros.

Quem denunciou Anne Frank? Investigação aponta para notário judeu


Pode estar resolvido um mistério com mais de 75 anos: quem denunciou a família de Anne Frank aos nazis? Uma equipa de investigadores, liderada por um ex-agente do FBI, diz que encontrou a resposta. Terá sido um conhecido notário judeu que, em troca da informação, recebeu proteção para a própria família.

Covid-19: pandémica ou endémica? Europa começa o debate sobre como viver com o vírus

A Ómicron tem sido a responsável pela onda mais explosiva que assolou o continente europeu desde o início da pandemia da Covid-19. A nova variante desencadeou um número de infeções a um nível sem precedentes em questão de dias. Mais contagiosa mas também mais suave, a Ómicron é responsável por uma menor fatalidade e menores hospitalizações por entre uma população mais globalmente imunizada, seja através das vacinas seja por infeções prévias. Chegou pois a hora de pensar no novo normal? O debate já se instalou na Europa, com países como a Espanha já a propor uma mudança de estratégia e a monitorizar a Covid-19 como se fosse uma gripe comum.

A redução da quarentena e do isolamento que muitos países já aprovaram atualmente aponta nessa direção: a sociedade não pode viver permanentemente em estado de emergência ou colocar em risco a atividade económica e os serviços públicos, argumentam. Membros do Governo de Boris Johnson estão claramente comprometidos em começar a tratar a Covid-19 no Reino Unido como uma doença endémica. Em Espanha propõe-se parar a testagem e contabilizar cada caso e passar para uma vigilância semelhante à da gripe, na qual uma rede de médicos sentinela serve como testemunha para saber como o vírus progride.

A maioria dos especialistas e países como França e Alemanha consideram que ainda é cedo para falar de uma doença endémica (uma doença com alta prevalência e constante ao longo do tempo) mas há cada vez mais vozes que pedem a sua preparação. A agência europeia de saúde pública (ECDC) endossa a estratégia espanhola. “O ECDC encoraja os países a fazer a transição de um sistema de vigilância de emergência para outros mais sustentáveis ​​e orientados para objetivos”, disse um porta-voz da organização ao jornal espanhol ‘El País’. “Esperamos que mais estados-membros queiram mudar para uma abordagem de vigilância sustentável a longo prazo”, acrescentou.

Pobreza, saúde, trabalho e educação: O retrato socioeconómico das famílias portuguesas em tempos de pandemia

A Fundação “la Caixa”, o BPI e a Nova SBE lançam o relatório “Portugal, Balanço Social 2021”, da autoria de Bruno P. Carvalho, Mariana Esteves e Susana Peralta, do Nova SBE Economics for Policy Knowledge Center. O trabalho foi realizado no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social, um programa plurianual estabelecido entre as instituições. O relatório, na sua 2ª edição, visa atualizar o retrato socioeconómico das famílias portuguesas e fornecer uma descrição transversal sobre a situação social no país. O relatório deste ano atualiza os principais indicadores apresentados em “Portugal Balanço Social, 2020”, tirando partido do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (ICOR) de 2020.

O documento analisa situações de pobreza monetária e outras dimensões como a privação material, as condições de habitação e o acesso à educação e à saúde, e discute a relação entre a pobreza e a situação laboral ou o nível de educação. São ainda apresentados indicadores de persistência da pobreza, diferenças regionais, a desigualdade na distribuição do rendimento e o impacto das transferências sociais na mitigação da pobreza. Dedica também um capítulo às crianças e outro aos mais velhos, dois grupos particularmente vulneráveis. Por último, o relatório “Portugal Balanço Social, 2021” atualiza o impacto da crise provocada pela pandemia de Covid-19 na saúde, educação, mercado de trabalho, poupança, consumo e endividamento, combinando diversas fontes de dados disponíveis.

Uma em cada três pessoas desempregadas em Portugal é pobre, revela estudo

De acordo com um estudo recente elaborado pela Fundação “la Caixa”, BPI e Nova SBE, uma em cada três pessoas desempregadas é pobre, mas em alguns casos trabalhar também não é suficiente para escapar à pobreza, visto que uma em cada dez pessoas empregadas também é pobre. Estes são os dados do relatório “Portugal, Balanço Social 2021”, da autoria de Bruno P. Carvalho, Mariana Esteves e Susana Peralta, que retrata o panorama socioeconómico das famílias durante a pandemia.

O estudo mostra ainda as alterações nas condições no mercado de trabalho com a pandemia, revelando que as inscrições nos centros de emprego aumentaram, particularmente entre mulheres, jovens adultos e indivíduos com ensino secundário ou menos. Neste ponto, Lisboa e Vale do Tejo e o Algarve foram as regiões em que o número de pessoas inscritas mais aumentou durante a pandemia. Os dados revelam ainda que fevereiro de 2021 foi o mês em que mais trabalhadores estiveram em layoff simplificado e, em média, os pedidos são 50% mais frequentes para mulheres.

“O teletrabalho continua a ser predominante entre os trabalhadores com maior nível de escolaridade, especialmente quem tem ensino superior completo”, pode ler-se ainda no estudo, que revela que mais de 40% das pessoas que trabalham com ensino superior ficaram em teletrabalho, face a apenas 2% de quem não tem educação básica completa e 11% de quem tem ensino básico completo (Executive Digest, texto do jornalista André Manuel Mendes)

domingo, janeiro 16, 2022

Ex-militantes do Chega comparam partido a uma seita


O Chega não teve ações de campanha no sábado, mas o dia ficou marcado pelas críticas de ex-militantes ao partido.   Vários ex-militantes, que ajudaram a fundar o partido, comparam o Chega a uma seita e dizem ter sido enganados.   Em exclusivo à SIC, acusam ainda André Ventura de silenciar a concorrência interna e de fomentar o culto da personalidade. (SIC-Notícias)

Madeira prepara nova estratégia anti-covid

 

A Madeira prepara-se para apresentar, na próxima semana, uma nova estratégia de combate à covid 19. A suspensão da testagem massiva é uma das medidas que deverá ser adotada

Cerca de 18% dos madeirenses já teve covid

No dia 16 de janeiro de 2022 há a reportar 1.455 novos casos de infeção por SARS-CoV-2, pelo que a Madeira passa a ter 13.617 casos ativos, dos quais 365 são casos importados e 13.252 são de transmissão local. Havendo um óbito a reportar, a Região contabiliza, até à data, um total de 147 óbitos associados à COVID 19. Trata-se de 20 casos importados e de 1.435 casos de transmissão local. Há hoje mais 1.030 casos recuperados a reportar, pelo que a Madeira passa a contabilizar 31.577 casos recuperados de COVID – 19. Relativamente ao isolamento dos casos ativos, 75 pessoas estão no Hospital Dr. Nélio Mendonça, três delas na Unidade de Cuidados Intensivos dedicada à COVID-19. Outras 91 pessoas cumprem isolamento numa unidade hoteleira dedicada, permanecendo as restantes em alojamento próprio. Relativamente à vigilância ativa de contactos de casos positivos, 6.123 pessoas estão a ser acompanhadas pelas autoridades de saúde dos vários concelhos da Madeira e no Porto Santo. No que respeita à vigilância de viajantes, 20.779 pessoas estão também a ser acompanhadas pelas autoridades, com recurso à aplicação MadeiraSafe. No que diz respeito aos Testes Rápidos de Antigénio, foram realizados até ao dia 16 de janeiro de 2022,um total cumulativo de 1.528.608 testes realizados no contexto da operação de testagem massiva da população. A Região passa a contabilizar 45.340 casos confirmados de COVID-19.

Sondagem: Maioria absoluta, a solução mais desejada é a menos provável



O país vai a votos a 30 de janeiro. E a solução preferida dos portugueses para a estas eleições é que o país passe a ser governado por uma maioria absoluta (25%), segundo a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. Mas a grande maioria (67%) não acredita que isso seja possível. E, portanto, 24% apontem para uma coligação de Esquerda, enquanto 19% defende uma coligação de Direita.

Maioria absoluta

Um Governo de maioria absoluta continua a ser a solução política mais popular entre os portugueses (25%). Mesmo que dois terços (67%) não acreditem que isso venha a acontecer nas eleições de 30 de janeiro. No caso dos eleitores do PS e do PSD, a percentagem que pede este tipo de estabilidade governativa é superior à média: 37% no caso dos socialistas, 35% no caso dos sociais-democratas. Mas há outros segmentos da amostra em que esta é também a solução apontada mais vezes. Se o foco for a geografia, ganha entre os habitantes da região Norte (31%), da Área Metropolitana do Porto (28%) e da região Centro (22%). Se a análise incidir nas faixas etárias, é a hipótese mais popular entre quem tem 18 a 34 anos (27%) e 35 a 49 anos (25%).

Coligação de Esquerda

Com apenas um ponto percentual a menos surge a segunda hipótese preferida dos inquiridos, um Governo que resulte de uma coligação à Esquerda (24%). Sem surpresa, é a mais apontada pelos eleitores da CDU (78%) e do BE (74%), mas também pelos que escolhem o PAN (43%), que afinal parecem pender mais para a Esquerda do que para a Direita. Também entre os socialistas é uma escolha popular (34%). Finalmente, ao nível regional é a mais citada pelos que habitam na Área Metropolitana de Lisboa (27%) e nas regiões a Sul (25%). Finalmente, em termos de faixas etárias, tem o apoio da maior percentagem de eleitores com 65 ou mais anos (28%) e dos que têm 50 a 64 anos (27%).


Sondagem: PS alarga vantagem para o PSD e Chega ultrapassa BE



Rui Rio perde fôlego e António Costa alarga vantagem para dez pontos percentuais quando faltam duas semanas para as eleições, de acordo com sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. A duas semanas das eleições, Rui Rio parece ter perdido o fôlego. O PS recupera da queda de dezembro (sobe para os 38,1%), enquanto o PSD faz o caminho inverso (cai para 28,5%). Os dois maiores partidos estão agora separados por quase uma dezena pontos, de acordo com a mais recente sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. Mas há outro sinal preocupante para as aspirações do social-democrata: são agora 58% os que estão convencidos de uma vitória socialista. A terceira grande novidade do inquérito aponta para o Chega (9%): ultrapassa o BE (7,4%) e fica com o terceiro lugar. Seguem-se CDU (4,8%), IL (3,7%), PAN (2,1%) e CDS (1,8%).

O trabalho de campo da sondagem decorreu entre 6 e 12 de janeiro, ainda antes do debate decisivo entre António Costa e Rui Rio, e em que a generalidade dos analistas deu uma vitória estreita ao social-democrata. Se foi assim, ou se essa prestação terá algum efeito no apoio ao PSD, a próxima sondagem (a divulgar a 27 de janeiro) dirá. Sendo certo que o cenário é suficientemente aberto. Como divulgámos na edição de sábado, quando se avalia o potencial de voto (soma dos que votariam de certeza num determinado candidato e dos que poderiam votar), Costa leva vantagem, mas o mercado eleitoral de Rio é mais do que suficiente para vencer a 30 de janeiro.



Portugal: Abstenção galopante atingiu a maioria em 2019


Os portugueses abstêm-se cada vez mais desde as eleições para a Assembleia Constituinte, em 1975, excetuando em três do total de 16 sufrágios para o parlamento, tendo sido mais os não votantes do que os votantes nas últimas legislativas. A abstenção em legislativas tem vindo sempre a subir desde 25 de abril de 1975 (o menor valor, de 8,34%) até à mais recente votação do género, em 06 de outubro de 2019 (o mais alto registo, de 51,43%).

Só em 1980, em 2002 e em 2005 houve quebras na galopante taxa de eleitores ausentes das mesas de voto, à medida que o entusiasmo com o regime democrático, após 48 anos de ditadura fascista do Estado Novo, foi esmorecendo. A última vez em que houve uma quebra na tendência abstencionista crescente foi em 20 de fevereiro de 2005, quando se verificou uma baixa de cerca de três pontos percentuais face à eleição anterior.

Adam Tooze: “A Europa e os EUA marcaram autogolos na covid-19 e deram uma espetacular vitória de propaganda à China”



É aterrador mas a pandemia está por controlar. Mesmo se a vacina é a história ao mesmo tempo mais esperançosa e deprimente. Na UE, há maus sinais na economia e bons na política, ao contrário do declínio nos EUA, que mudou para um ceticismo radical. As ameaças aos valores democráticos vêm de dentro, não da China, da Rússia ou do populismo. O desenvolvimento da China é hoje a história de transformação da humanidade e o problema macro é o clima. Pensador Adam Tooze em entrevista exclusiva (na íntegra)

Nomeado como um dos melhores “Pensadores Globais da Década” pela revista Foreign Policy em 2019, e autor de best-sellers como o seu último livro “Shutdown – Como a Economia abanou a Economia Mundial” (tradução livre), Adam Tooze esteve em Lisboa em novembro para a conferência dos trinta anos da CMVM. O historiador e professor na universidade de Columbia deu então uma entrevista em exclusivo à CNN Portugal, que agora publicamos, onde fala dos impactos globais da pandemia – e em que pensa sobre os grandes desafios pela frente.

IRS anula aumentos automáticos da pensão a perto de 23 mil reformados

Nas pensões próximas dos valores limites dos escalões do IRS, a atualização até 1% à boleia da inflação aumentou os descontos a milhares de pensionistas, que receberem um valor inferior em janeiro. Cerca de 1% do universo de 2,3 milhões de reformados e de 2,8 milhões de pensões, que correspondem àquelas que estão nos limites dos escalões do IRS, terão recebido em janeiro uma reforma de valor inferior à que recebiam no ano passado, apesar dos aumentos automáticos até 1% à boleia da inflação.

A situação é relatada pelo JN (acesso pago) na edição de sábado. Fonte oficial do Ministério do Trabalho e da Segurança Social (MTSS) explica que “as tabelas de retenção foram atualizadas para refletir os aumentos, mas podem existir situações em que as pensões estão nos valores limites dos escalões do IRS, o que, com o aumento, pode levar à alteração do escalão da taxa de retenção e dar origem a um maior aumento do valor do imposto retido”.

O ano de 2022 poderia ser o sexto consecutivo em que as pensões mais baixas beneficiariam de um aumento extraordinário, mas o chumbo da proposta de Orçamento do Estado levou o Governo a deixar cair essa medida. Com base na evolução da economia nacional e do Índice de Preços no Consumidor (IPC), as pensões até 886 euros foram atualizadas em 1%, entre 886 euros e 2.569 euros subiram 0,49% e acima de 2.569 euros cresceram 0,24% (Eco digital)

sexta-feira, janeiro 14, 2022

TAP cobra mais aos passageiros em Lisboa, quem embarca em Madrid chega a pagar metade


TAP justifica preços com “concorrência forte” na capital espanhola e diz que outras empresas têm a mesma política. Com menos gente a viajar, por causa da pandemia, os preços das viagens de avião estão mais baixos. Neste momento, voar com a TAP de Lisboa para Nova Iorque JFK – ida e volta – custa 331,9 euros. Voar de Lisboa para São Francisco custa, ida e volta, 639,90€. Valores apelativos, praticados pela TAP nas partidas de Lisboa, mas que nem se comparam com os preços praticados pela mesma TAP, para os mesmos aviões, aos passageiros que embarcarem em Madrid.

Entrar no avião em Madrid, aterrar em Lisboa e daí entrar no avião que vai para Nova Iorque custa pouco mais de 200 euros (223,70 euros). Ir de Madrid para São Francisco custa 267,84 euros. Nos mesmos aviões, o mesmo trajeto, mas os passageiros que entram em Espanha paga menos 100 euros num dos casos, e menos de metade no outro, do que os passageiros que embarcam em Lisboa.

Questionada pela SIC, a TAP justifica a diferença de preços com o facto de se tratar de voos com escala, que são menos apelativos do que os voos diretos. Diz ainda que a “concorrência forte” em Madrid obriga a ter preços mais baixos. Que é o mesmo que dizer que, como em Lisboa a concorrência é menor, a TAP pode aproveitar-se disso para cobrar preços mais caros.

PS e PSD prometem reforço da autonomia


O reforço da autonomia regional é um compromisso comum nos programas eleitorais nacionais do PS e do PSD. Rui Rio e António Costa prometem cooperar mais com as regiões autónomas.

"Voos Fantasmas". Aviões voam vazios para não perderem "slots"


Há companhias aéreas na Europa a fazerem voos sem passageiros para não perder vagas horárias nos aeroportos. Só a Lufthansa vai fazer, neste inverno, 18 mil voos que considera desnecessários.

Madeira: SESARAM tem 260 profissionais infetados


O Serviço Regional de Saúde tem atualmente 260 profissionais infetados com covid-19. O diretor clínico garante que ainda não foram chamados para trabalhar profissionais que estejam em isolamento profilático mas pode haver essa necessidade. Declaração de Júlio Nóbrega, no programa "Consultório", ontem à noite

Especialistas defendem futuro em que covid-19 seja tratada como gripe


Alguns especialistas consideram que Portugal deve começar a avaliar uma forma de gerir a covid-19 como uma gripe. Um sistema que já está a ser planeado em Espanha. As medidas passam por deixar de contabilizar os casos diariamente e cada pessoa fazer a própria avaliação dos sintomas e do risco.

Quase 10% das mortes em Portugal em 2021 atribuídas à covid-19



Quase dez por cento das mortes registadas em Portugal no ano passado foram provocadas pela covid-19. Dos 125 mil óbitos no país, cerca de 12 mil foram atribuídos à doença provocada pelo coronavírus. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e mostram que, em 2021, houve um aumento das mortes por covid-19 face ao ano anterior em cerca de um por cento, num ano em que foram declarados menos perto de 1.400 óbitos. Mas, em comparação com 2019, antes da pandemia, morreram mais quase 13 mil pessoas, um aumento de 11 por cento. O número de mortes atribuídas à covid-19 tem vindo a reduzir. Em dezembro diminuiu quase 80 por cento em relação ao mesmo mês do ano anterior.

Venezuela: Embaixador português impedido de entrar no Estado de Guárico


O embaixador de Portugal na Venezuela foi impedido de entrar no Estado de Guárico. Carlos Sousa Amaro foi barrado por elementos da Guarda Nacional Bolivariana que lhe exigiram uma autorização especial ou um convite para entrar na região a sul de Caracas. O diplomata viajava acompanhado pelo deputado da Assembleia Nacional, o luso-venezuelano Octávio Orta, e tinham na agenda uma reunião com quatro presidentes de câmaras daquele Estado, para trabalhar num programa de assistência social a idosos. O embaixador português limita-se a confirmar que foi barrado e que já está em Caracas, mas o deputado Octávio Orta fala de um grave incidente diplomático.

Covid-19. Como é viver com síndrome pós-cuidados intensivos


As sequelas dos longos internamentos e das intervenções em UCI fizeram disparar a chamada síndrome pós-cuidados intensivos. Milhares de doentes que enfrentam perdas funcionais como o andar, défices respiratórios e cognitivos, como perda de memória ou dificuldade em dormir. Mário Rui e Rui Ferreira são dois desses casos, homens nos 50 anos, sem fatores de risco, infetados antes de terem hipótese de se vacinar.

Opinião: Chocado com os preços da TAP? Bem-vindo ao mundo real


Sim, parece chocante que a TAP cobre mais dinheiro a quem parta de Lisboa do que a quem venha de Madrid apanhar o mesmo voo. Mas o choque é com a realidade. Neste argumento, Rui Rio ou é ignorante ou é populista. Mas eficaz: será sempre apoiado no argumento contra o demónio da TAP. Até o ajudo, tenho mais exemplos do género “inaceitável”, “revoltante”, “gravíssimo” António Costa esteve péssimo no debate com Rui Rio, começou com uma cassete de uma música velha e acabou num crescendo de arrogância. Rui Rio esteve melhor. Na TAP fez o que sabe fazer: mais oposição do que alternativa clara. Mas correu para o populismo fácil. Caro Dr. Rui Rio, diga-me um voo direto que cujo preço médio seja mais barato do que o preço com escala no mesmo voo?

O caso do português que paga três vezes e meia o que paga um espanhol para voar na TAP para São Francisco, dado por Rui Rio no debate com António Costa, que ganhou, é um exemplo rigoroso. E descontextualizado. Porque ignora as regras comerciais da aviação aérea, que a TAP não inventou nem com elas inova. O mesmo acontece em regras com voos da Ibéria que partam de Madrid, voos da Lufthansa que partam de Frankfurt ou voos da Air France que saiam de Paris: são mais caros para os espanhóis, alemães ou franceses do que para um português que saia de Lisboa para apanhá-los.

Não é preciso desfiar muitas razões. Basta sair do século XIX e deparar com a realidade de que as empresas não calculam preços com base em custos acrescidos de uma pequena margem de lucro. As empresas, na vida real, cobram o máximo que puderem aos clientes desde que não os percam. Se têm monopólio, esmifram os clientes, razão pela qual os reguladores intervêm. Se estão em concorrência quase perfeita, então o que cobram alinha-se pelas ofertas dos concorrentes. E então sim, em concorrência, os preços acabam por ser idênticos aos custos acrescidos de uma pequena margem de lucro.

TAP responde a Rui Rio sobre o voo para São Francisco. “É a lei da oferta e da procura”


No debate ontem com António Costa, Rui Rio disse que a TAP cobrava mais aos portugueses do que aos espanhóis por uma viagem a São Francisco. A TAP já respondeu. A TAP foi um dos temas a marcar o debate entre os líderes do PS e PSD que concorrem às legislativas de 30 de janeiro. Já no final do debate, Rui Rio acusou a TAP de cobrar mais aos portugueses do que aos espanhóis numa viagem para os EUA, afirmando que a companhia serve o país “de forma absolutamente indecente”. O líder do PSD confrontou António Costa com um quadro com as tarifas de um voo da TAP de Madrid para São Francisco, e que faz escala em Lisboa.

“Um voo da TAP que faz Madrid-São Francisco, e faz escala em Lisboa. Sabe quanto paga o espanhol? 190 euros de Madrid a São Francisco com escala em Lisboa. O português, se apanhar o avião em Lisboa para ir para São Francisco, paga 697 euros”. Rio referiu ainda que a TAP é uma “companhia de bandeira, mas é companhia de bandeira espanhola ou de outro país qualquer. Quem paga somos nós. Isto é revoltante”.

Eleições: As legislativas em números


Mais de 10 milhões de eleitores residentes em Portugal e no estrangeiro são chamados a votar nas eleições legislativas de dia 30, para escolher 230 deputados.

  • Número de eleitores: 10.821.244
  • Deputados eleitos: 230
  • Número de círculos eleitorais: 22
  • 18 círculos em Portugal continental, Açores e Madeira, Europa e Fora da Europa

Maiores círculos eleitorais (no território nacional):

  • Lisboa – 1.920.128 eleitores – 48 deputados
  • Porto – 1.592.758 eleitores – 40 deputados
  • Braga – 778.359 eleitores – 19 deputados
  • Setúbal – 776.638 eleitores – 18 deputados
  • Aveiro – 642.696 eleitores – 16 deputados

Círculos eleitorais mais pequenos (em território nacional):

  • Portalegre – 96.4252 eleitores – 2 deputados
  • Beja – 120.904 eleitores – 3 deputados
  • Évora – 134.861 eleitores – 3 deputados
  • Bragança – 137.581 eleitores – 3 deputados
  • Guarda – 145.869 eleitores – 3 deputados

Número de forças políticas concorrentes: 21 (apenas 13 em todos os círculos eleitorais)

Novos partidos concorrentes: Volt Portugal

Orçamentos das campanhas:

  • Total: 7,5 milhões de euros
  • PS – 2,45 milhões de euros
  • PSD – 1,95 milhões de euros
  • CDU – 695 mil euros
  • BE – 610 mil euros
  • Chega – 500 mil euros
  • IL – 385 mil euros
  • CDS – 350 mil euros
  • PAN – 228 mil euros
  • Livre – 48 mil euros
  • (…)
  • Partido da Terra – 0 euros

Voto antecipado: Inscreveram-se 3.405 presos e doentes internados

Eleitores confinados: Governo prevê cerca de 380 mil

Voto antecipado em mobilidade: Preparado para 1,2 milhões de eleitores, através de 2.600 secções (Multinews)

Sondagem CNN Portugal: confinamento aproximou famílias? Apenas 10% dos portugueses acham que sim

Sondagem CNN Portugal com o "Estado da Opinião" dos portugueses mostra a doença mental aumentou com o isolamento e que os alunos tiveram atrasos na aprendizagem. Milhares de alunos foram enviados para casa durante o confinamento e famílias inteiras tiveram de aprender a conviver 24 horas por dia - trabalho, estudo e descanso entre quatro paredes -, mas isso não os aproximou. De acordo com uma sondagem da Aximage para a CNN Portugal, só 10% dos portugueses consideram que o isolamento aproximou as famílias.

Com aulas à distância, muitas vezes em condições difíceis, com a casa cheia e pouco espaço, não surpreende que quase metade dos inquiridos, 47%, considere que o isolamento tenha provocado atrasos na aprendizagem. Foram muitas as queixas nesse sentido, e isso mesmo é confirmado neste inquérito sobre o Estado da Opinião dos portugueses. Para 39% dos inquiridos, o isolamento gerou ou agravou doenças mentais e 4% consideram que este causou fobia social. A pandemia está a levar os portugueses ao divã do psicanalista e o mesmo se passa no resto do mundo, sendo as doenças mentais resultado num ainda mais preocupante aumento do consumo de ansiolíticos e antidepressivos.

Sondagem CNN Portugal: 49% dos portugueses querem continuar confinados

Sondagem CNN Portugal com o "Estado da Opinião" dos portugueses mostra que os recordes de casos com a variante Ómicron levam metade dos portugueses a preferir a manutenção das medidas de contenção que terminam. Com a variante Ómicron a registar recordes diários de contágios, os portugueses são cautelosos sobre a manutenção das medidas de contenção. De acordo com o resultado de uma sondagem da Aximage para a CNN Portugal, 49% dos inquiridos consideram que o confinamento deveria manter-se e 18% até defendem que as medidas até deveriam ser aumentadas.

A confiança no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e nos hospitais é grande ou muito grande para 51% dos inquiridos desta sondagem. Aliás, registam-se 13% de respostas negativas sobre este tema, uma percentagem que ilustra que a maioria dos portugueses acredita no trabalho do SNS.   Para 78% dos portugueses, o Estado deve investir nos hospitais públicos, o que evidencia o caminho que preferem relativamente à saúde pública e privada. Nesta sondagem, apenas 18% consideram que deviam ser aumentadas as parcerias público-privadas.

Sondagem da Católica. Maioria dos inquiridos considera que Costa seria melhor PM que Rio


Qual o melhor primeiro-ministro? António Costa continua à frente de Rui Rio nas preferências dos inquiridos da sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público, mas por uma margem menor do que no estudo da semana passada. Quando questionados sobre se, independentemente das preferências partidárias, seria melhor para chefe de Governo António Costa ou Rui Rio, as respostas dos inquiridos foram claras.

Cerca de 49% preferem Costa à frente do executivo, enquanto 35% preferem o líder do PSD, Rui Rio. Há uma semana, as respostas eram um pouco diferentes. 52% diziam preferir Costa e 33% preferiam Rui Rio. Entre os inquiridos, 17% disseram agora não saber ou não quiseram responder. Há uma semana, os indecisos eram 15%. Em 2019, uma semana antes das eleições, a Católica fez a mesma pergunta num estudo realizado então. Na altura, os resultados foram: Costa 51%, Rio 25%.

Legislativas 2022. Sondagem da Católica aponta para socialistas à frente com 39% dos votos



A nova sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público aponta para uma estimativa de resultado eleitoral de 39% dos socialistas e de 30% para o PSD. Em relação à sondagem realizada na semana passada, há um aumento do PS e uma diminuição dos sociais-democratas nas estimativas de cada partido. A vantagem alarga-se, mas não significaria maioria absoluta para os socialistas. Nas estimativas aqui delineadas, o Chega passa à frente da CDU e surge empatado com o Bloco de Esquerda no terceiro lugar. À pergunta “se as eleições fossem hoje, em que partido votaria”, os inquiridos neste estudo da Universidade Católica apontam para uma vitória socialista.

De acordo com as estimativas de resultados eleitorais feita pela Católica, o PS conquistaria 39% dos votos. Há uma semana, sexta-feira, a sondagem apontava para uma estimativa de 38%. Um aumento de 1%. Já o PSD vai em sentido contrário neste estudo. Conseguiria 30% dos votos, enquanto há uma semana tinha uma estimativa de 32% dos votos.

Sondagem: PS pode estar a três deputados da maioria absoluta. PSD volta a descer



Sondagem da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1 mostra que, na última semana, o PS voltou a subir e o PSD perdeu dois pontos percentuais, apesar de António Costa ter perdido reputação como primeiro-ministro e Rui Rio ter ganho pontos nesse campeonato. CDS pode ficar fora do Parlamento. O PS pode estar a três deputados de distância da maioria absoluta tão desejada por António Costa, de acordo com o melhor dos cenários previstos na sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (Cesop) da Universidade Católica Portuguesa para o PÚBLICO, RTP e RDP-Antena 1 feita nos últimos dias. Na última semana, o PSD liderado por Rui Rio perdeu dois pontos percentuais nas intenções de voto, aumentando para nove pontos a distância em relação ao PS, tal como acontecia em Novembro passado.

No inquérito feito entre 6 e 10 de Janeiro, já com muitos debates realizados entre os líderes dos partidos parlamentares, o PSD cai de 23% para 21% nas intenções directas de voto, o que se traduz na descida de 32% para 30% na estimativa de resultados eleitorais, depois da redistribuição de indecisos e da exclusão da abstenção e não respostas. Já o PS mantém os 29% na intenção directa de voto, mas sobe um ponto, para 39%, na estimativa de resultados eleitorais em que se baseiam os resultados das sondagens.

No dia em que os líderes dos dois maiores partidos se confrontam no frente-a-frente televisivo, há um dado que importa ter em conta: na pergunta sobre quem seria o melhor primeiro-ministro, António Costa perde três pontos em relação à última sondagem (cai de 52% para 49%), enquanto Rui Rio sobe dois pontos, de 33% para 35%. Por outras palavras, não se deve concluir apressadamente em favor de uma má performance do presidente do PSD nos debates. Até porque esta apreciação é bastante diferente da que era feita pelos eleitores em 2019: a uma semana das legislativas, Costa era visto como melhor primeiro-ministro por 51%, enquanto Rio se ficava por 24%.


Ajuda pública à TAP pesa 0,5% do PIB no défice de 2021

O impacto negativo dos apoios públicos à companhia aérea no défice de 2021 deverá totalizar 998 milhões de euros. O impacto da ajuda pública concedida à TAP no défice de 2021 corresponde a 0,5% do PIB, avança o Público (acesso condicionado). Apesar de o Governo ter feito um reforço de 1.736 milhões de euros no final de dezembro no capital da companhia, apenas 536 milhões serão refletidos no défice desse ano, porque o restante foi contabilizado em 2020. A esse valor somam-se os 462 milhões já aplicados em maio. Desta forma, os apoios que se sentirão no défice totalizam os 998 milhões de euros, o que equivale a cerca de 0,5% do PIB. Tendo em conta os apoios do Estado à companhia aérea, o impacto total no défice deverá atingir cerca de 3.200 milhões de euros, efeito que será, no entanto, sentido ao longo de três anos.

Olhando para as operações financeiras de apoio à TAP previstas para este ano, destaca-se a concessão pelo Estado de garantias públicas para que a companhia obtenha empréstimos junto de entidades privadas. O Instituto Nacional de Estatística irá analisar esta operação, sendo que o mais provável é decidir contabilizar imediatamente no défice o compromisso assumido pelo Estado (Eco digital)

Sondagem CNN Portugal: 64% dos portugueses acham que a melhor medida para a economia é reduzir os impostos

Qual é a melhor medida para a economia do país? Para 64% dos portugueses, a resposta é uma redução de impostos. O Estado passaria a receber uma fatia menor dos contribuintes, é certo, mas estes ficariam com mais dinheiro na carteira para gastar, melhorando, desde logo, a sua economia pessoal. Esta é a conclusão de uma sondagem sobre “O Estado da Opinião” da Aximage para a CNN Portugal: quando os portugueses pensam em economia, olham para o bolso. Já uma minoria de 28% dos inquiridos considera que a melhor medida para melhorar a economia seria o Estado dar mais apoios às empresas e 8% não tem dúvidas de que o melhor que poderia acontecer ao país é uma maior flexibilidade laboral - com o confinamento registou-se uma alteração da relação laboral e muitos portugueses gostaram do conforto de trabalhar em casa. 

60% dos inquiridos consideram que a carga fiscal que paga é excessiva e que existe margem para redução. Aliás, apenas 11% dos inquiridos concordam com os impostos que pagam e 4% até acham que deviam pagar mais. Já 21% dos portugueses consideram que existe uma excessiva carga fiscal, mas que esta é necessária.

De acordo com esta sondagem, 62% dos portugueses querem pagar menos impostos em bens de consumo, como no IVA ou no imposto sobre os combustíveis. Mas 32% preferiam uma redução da carga fiscal nos impostos sobre os rendimentos, como o IRS no caso dos contribuintes e o IRC que as empresas pagam.

Madeira recupera abóbadas do aeroporto



As obras na Estrada das Carreiras, entre a Camacha e o Poiso, devem ficar concluídas até ao final do Verão. O presidente do governo regional visitou o local e aproveitou para anunciar que a recuperação das abóbadas do aeroporto, junto ao porto de abrigo de Santa Cruz, vai avançar, assim como uma nova rotunda na Cancela.

Teixeira dos Santos diz que Governo de Sócrates falhou na resposta à crise



O ministro das Finanças de José Sócrates disse que o governo de José Sócrates falhou na resposta à crise. Teixeira dos Santos falou sobre o pedido de resgate à Troika e declarou que o governo que integrava falhou por questões políticas.

TAP vai encerrar a empresa de manutenção no Brasil, onde está há duas décadas



Está decidido, a TAP vai mesmo fechar a empresa de Manutenção e Engenharia do Brasil, antiga VEM, adquirida há cerca de 20 anos. É uma decisão enquadrada no âmbito da aprovação do plano de reestruturação por Bruxelas, que admitia também a hipótese de venda, Depois de anos a acumular prejuízos, a TAP decidiu que vai fechar a empresa de Manutenção e Engenharia do Brasil, adquirida no início do século e que tem cerca de 500 trabalhadores. Estava em aberto também a possibilidade de venda. O ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, já admitiu que alienar a operação no Brasil terá custos elevados para a TAP.

“Como parte do plano de reestruturação aprovado pela Comissão Europeia no dia 21 de dezembro de 2021, o Grupo TAP decidiu encerrar as operações da TAP Manutenção e Engenharia Brasil S.A. (“TAP ME”)”, lê-se num comunicado enviado esta quarta-feira às redações.

Covid-19: conheça a lista dos locais e atividades onde é mais provável ser infetado

 

A pandemia da Covid-19 não dá mostras de abrandar, sobretudo após a chegada da variante Ómicron, embora o número de internamentos e óbitos apresentam registos nada coincidentes com as anteriores ondas. A razão pela qual as infeções não pararam de aumentar deve-se à velocidade de disseminação da nova variante e, por isso, o Governo do Reino unido preparou, no passado dia 20 de dezembro, um estudo no qual são apontados os locais onde é mais fácil de contrair uma infeção. O estudo, ainda não revisto por pares, foi baseado nas atividades diárias de 10 mil pessoas e apontou uma conclusão: uma das ações mais arriscadas é durante as compras, fazer uma refeição num restaurante ou ir a um bar.

Assim, as compras apresentaram 2,2% de mais chances de contrair o vírus, logo seguidas pelos desportos ao ar livre, com 1,36%. Quem usa o transporte público mais do que uma vez por semana tem 1,28% de hipóteses de contrair o vírus, a mesma percentagem de quem vai a um bar. Logo a seguir está uma ida ao ginásio ou desportos indoor (1,27%) ou viajar de comboio (1,18%).

"My name is Joe": as histórias da vida de Joe Berardo (com o video)

Afinal quem é o comendador, que privou com a elite política e financeira de Portugal e da África do Sul? Joe Berardo pode ser e é descrito de mil maneiras diferentes. 'Self made man' que veio do nada e conquistou tudo, excêntrico, desbocado, amante das artes e da boa vida, homem de negócios astuto que soube sempre rodear-se dos parceiros certos, mas também um homem de esquemas e jogadas pouco claras. O comendador, como gosta de ser tratado, tem uma história de vida como poucos. Nasceu pobre na ilha da Madeira, mas emigrou jovem para a África do Sul, e por lá fez fortuna nas minas de ouro, um negócio onde ainda hoje o acusam de ter enganado os sócios. Voltou a Portugal no fim dos anos 80, deixando para trás empresas praticamente falidas e vários casos polémicos que o deixaram a braços com a justiça sul-africana. Deixou lá a mulher e os filhos, ainda pequenos, que ia visitar às escondidas, para não ser preso.

Sondagem CNN Portugal: 57% dos portugueses consideram que a TAP é importante para o país, desde que não tenham de a pagar



Sondagem CNN Portugal com o "Estado da Opinião" dos portugueses mostra um país baralhado sobre a TAP e muito decidido sobre a localização do novo aeroporto. Os portugueses querem manter a TAP, desde que o Estado não tenha de pagar. Uma sondagem da Aximage para a CNN Portugal conclui que 44% dos inquiridos discordam de ajudas financeiras à transportadora aérea, por oposição a 32% que aceitam a reestruturação da TAP e a consequente fatura.

Para 57% dos inquiridos não restam dúvidas de que a TAP é importante para o país, devendo-se manter a companhia aérea. Já 22% viveria bem sem a ter. Na discussão sobre o novo aeroporto em Lisboa, tema que atravessou governos, os portugueses tomam partido: 69% acham que não é uma prioridade.

E se não acompanham o entusiasmo pela existência de um novo aeroporto, menos ainda sobre a sua localização. Há um dado a reter nesta sondagem, 41% dos portugueses preferem manter Humberto Delgado como aeroporto principal e Montijo como complementar, mas 29% nem tem opinião sobre o assunto.

quinta-feira, janeiro 13, 2022

Nota: o escroque bajulador e as benesses de Costa aos "pretos" das Madeira


O pior que nos pode acontecer é perdermos a espinha dorsal da nossa dignidade, apesar de todos os erros que possamos ter cometido ou deixado cometer. Mas pior ainda é termos que ouvir candidatos a deputados que querem trocar votos por uma atitude de submissão colectiva dos madeirenses, "obrigando-os" a fazer esta triste figura perante um poder central de Lisboa que, seja qual for o partido que por lá ande, nos trata cronicamente mal. Como trata mal a regionalização e as regiões continentais. E favores de Lisboa ou benesses aos madeirenses isso não existe. E o gajo insiste doentiamente - nada a fazer - nisso insultando-nos a todos (curiosamente Cafofo nem aparece, depois de ter sido durante dois anos o alvo de muita intriga com origem em Lisboa, e eu sei do que falo, até envolvendo aspectos da vida privada do demissionário líder do PS-M que o bandalho do candidato tudo fez para prejudicar e enxovalhar). Escandaloso é haver quem ainda vote neste escroque.


O que o Estado faz é apenas e só cumprir os seus deveres e obrigações constitucionais para com uma parcela do estado, uma região autónoma com 250 mil habitantes que não tem culpa de terem que aturar certos salafrários aldrabões que por ai andam, usando a politica em seu benefício. Mas enfim, cada um é dono da sua vontade e no momento de escolher decide se quer a logica do rastejar submisso ou se quer deixar um aviso ao poder de Lisboa, seja ele entregue a quem quer que seja, que no caso do Costa e do PS que nos tem prejudicado mais e cortado muito mais do que as "ofertas" que o bandalho alegadamente tenta enumerar para chupar o voto dos mais desatentos. E já agora, continuam as almoçaradas para dar cabo dos "cafofianos" (sic) que reúnem meia dizia de iluminados incluindo pretensos elitistas do PS local quando não passam de burgessos com fato e gravata? Um conselho: mudem o local dessas intrigas por que começam a dar nas vistas. E falem mais baixo por que há quem da próxima queira gravar tudo. E não metam o Vítor Freitas na confusão, porque está fora de tudo até ver... Durante anos Salazar trata assim os "pretos" das antigas colónias, calando-os e comprando-os com obras de fachada nas grandes cidades que não resolviam os demais problemas de pobreza, miséria, analfabetismo, falta de saúde e mobilidade e de fome nas zonas afastadas. Foi o que se viu...(LFM)

quarta-feira, janeiro 12, 2022

O mais do mesmo da campanha do PSD na Madeira



Por vezes ficamos com a sensação de temos na RAM uma espécie de confronto entre os ouvidores do reino e representantes de um qualquer "pai natal" socialista em Lisboa e uma repetição de queixas, muitas delas as mesmas que já ouvimos em 2015 e 2019. O que em nada abona a favor dos eleitos pela a AR...

A absurda campanha socialistas na RAM....



Por vezes ficamos com a sensação de temos na RAM uma espécie de confronto entre os ouvidores do reino e representantes de um qualquer "pai natal" socialista em Lisboa (só falta obrigarem-nos a uma missa de acção de graças) e uma repetição de queixas, muitas delas as mesmas que já ouvimos em 2015 e 2019. O que em nada abona a favor dos eleitos pela a AR...

Nota: a verdade ou neutralizar mensageiro?

O papel dos jornalistas é, e acredito que de uma maneira geral assim seja, o de prestar informações verdadeiras e úteis aos cidadãos sobre o covid19, sem pretenderem, nem terem sequer essa veleidade, de forçarem seja quem for a tomar decisões ou a fazerem opções, quer no seu caso, quer nos dos seus familiares, sobre o combate à pandemia e o que deve ser feito para acelerar esse desiderato. Cada um que trate de si e que faça o que achar que é melhor para si, família, amigos e a comunidade onde se integra. O papel dos meios de comunicação e daqueles espaços nas redes sociais que encaram com seriedade, isenção e verdade esta pandemia, é apenas esse, fornecer informação verdadeira e não distorcida, condicionada ou manipulada e tentar desvendar, quando for caso disso, as causas de certas decisões ou omissões. Portanto quando se tenta incentivar a lógica, antiga e idiota, de que se "matarem o mensageiro" - seja de que forma for - tudo se resolve, e desta forma conseguem manter as pessoas afastadas da verdade e do acesso às informações adequadas e limpas, quem assim pensa, comete um erro primário tão patético e idiota como o seu autor, seja ele poder ou um cidadão anónimo.

Recuso aceitar a ideia de que o poder, só por que é poder, tudo sabe. Há especialistas que devem ser ouvidos e respeitados nas suas opiniões científicas, mesmo que até eles não saibam tudo e possam cometer erros e contradições nas suas projecções. É natural, estamos perante um fenómeno pandémico único, novo e desconhecido. Há outros protagonistas que não percebem patavina do assunto mas que resolvem perorar para mostrarem apenas quem manda e quem tem o poder de decisão. Da parte que me toca nem hesito em afirmar: percebo zero do tema, apenas leio, acompanho, sigo debates, leio as conclusões de alguns estudos, mas isso não faz de mim um especialista em coisa nenhuma. Apenas me ajuda na gestão da informação e no critério de escolha do que devo publicar, na medida em que não sou um meio de comunicação social, apenas um espaço nas redes sociais. Que não especula sobre contradições, eventuais conflitos entre "mandões" com ideias diferentes, uns desautorizados ou não, outros mais autoritários, sobre conflitos crescentes entre as razões sanitárias e as limitações orçamentais, sobre as circunstâncias de certas medidas tomadas, alegadamente de forma desinteressada em nome da "economia a funcionar" mas que pode ter o outro lado, outras pressões e interesses e lógicas empresariais, etc. Sem falar no pavor dos números a crescente e do mapa das 5ª feiras da ECDC, há muitas semanas pintado a vermelho carregado que tanto irrita o turismo e actividades conexas devido ao impacto negativo que isso possa ter nos mercados externos. Podia fazê-lo, garanto que sim. Mas não o faço por opção pessoal. Quiçá suscitaria polémica e obrigaria a muitos esclarecimentos. Prefiro ficar distante e deixar esse campo, caso queiram, aos meios de comunicação social. Uma coisa é certa: quando pela incúria e desleixo das pessoas e muitas vezes pela omissão e precipitação de quem manda, se constata depois a pressão sobre os hospitais, sobre o número de doente internados, sobre o ritmo de mortes associadas à pandemia, e sobre o aumento dos testes, tudo isso tem um custo, não apenas o moral e da responsabilização de quem não precaveu, como lhe competia, a comunidade no seu todo, mas elevados custos financeiros que todos nós seremos obrigados as pagar. E garanto que pagamos mesmo, não há como fugir a isso.

Portanto, esta ideia peregrina de acolhermos nas redes sociais, e lhes darmos credibilidade, a uma manada de "médicos" e "especialistas" a pataco, paridos nas entranhas desta pandemia da trampa, mas que peroram diariamente sobre tudo, sobre vacinas, confinamento, imunidades e não sei que outras tretas mais, quando provavelmente nem são competentes como deviam ser, no trabalho que exercem nas suas vidas, temos que montar uma "cerca" e colocar essa gente patética no seu lugar.

Não, a pandemia não acabou, sim queremos que todos continuem a cuidar-se e dos outros, sim vamos ter a esperança que em breve conseguiremos vencer este desafio que considero, em tempos escrevi e mantenho, um dos mais desgastantes desafios com que a humanidade se confrontou e que precisa de vencer.

Se começarmos a tomar medidas disfarçadas numa "argumentação" patética inventada por quem não percebe patavina do assunto, escondendo que tudo se deve à falta de recursos financeiros (realidade que nem é regional ou nacional, ela é europeia e até global), se começarmos a dar prioridade à ocultação de números para que o tal mapa mude de cor e a tal economia funcione, então caminhamos para um pantanal de irresponsabilidade pelo qual  alguém terá que responder se assim for. Mas responder drasticamente, desde logo sendo escorraçado de onde está! Que isso fique claro. Entre construir uma estrada para servir terrenos de alguns manipuladores oportunistas ou grupos de pressão mais esfomeados ou gulosos e termos dinheiro para as despesas com a saúde, não hesitemos nunca. Que se lixe a porcaria dessa estrada (LFM)

domingo, janeiro 09, 2022

Sondagem: portugueses criticam injeção na TAP


 

OMS contesta diminuição de períodos de isolamento em casos covid


Numa altura em que muitos países encurtam os períodos de isolamento profilático, a Organização Mundial de Saúde defende que devem manter-se os 14 dias. Em entrevista à RTP, o diretor de regulação da OMS, o português Rogério Gaspar afirma que desvalorizar a situação actual pode ter consequências a longo prazo.

Covid-19: grávida não vacinada em estado grave no Hospital São João


A grávida de 33 semanas está desde sexta-feira ligada à ECMO, dispositivo de circulação extracorporal essencial ao tratamento de doentes críticos. O Hospital de São João, no Porto, tem mais uma grávida com covid-19 ligada a uma ECMO, uma máquina que funciona como um pulmão e um coração artificiais para pacientes que estão com órgãos comprometidos. É a terceira grávida neste hospital desde o início da pandemia. A grávida de 33 semanas, com covid-19 e não vacinada, está desde sexta-feira no São João ligada à ECMO. A mulher, de 35 anos, chegou oriunda do Centro Hospitalar Tâmega e Sousa e encontra-se “estável”, tendo a fonte do hospital frisado ainda que o bebé “se encontra bem”. Desde o início da pandemia, prosseguiu a fonte, o Hospital São João contabilizou “três grávidas com covid-19 em ECMO”, assinalando que as duas primeiras “foram salvas e que apenas um dos bebés não sobreviveu”. A fonte acrescenta que o maior hospital da zona Norte teve também, neste período, “cinco grávidas não covid-19 ligadas à ECMO” (SIC-Notícias)

Sondagem. Destino da TAP e novo aeroporto de Lisboa dividem portugueses



A intervenção do Estado na TAP divide os portugueses. Na sondagem da UC 50 por cento dos inquiridos estão contra o plano do Governo para a companhia aérea e 48 por cento estão contra o novo aeroporto de Lisboa. Quanto às prioridades do novo executivo, 43 por cento consideram que deve haver investimento no Serviço Nacional de Saúde.

 

Reservas na Madeira caíram a pique



A Madeira é uma das três regiões do país com mais cancelamentos de reservas em dezembro, no alojamento local. Segundo a associação do setor, as reservam caíram 40 por cento.

Voos fantasma: Milhares de aviões vazios cruzam os céus da Europa para não perderem ‘slots’ nos aeroportos



A União Europeia está a ser pressionada para ‘relaxar’ as regras das companhias aéreas – a chamada regra “use it or lose it” significa que as companhias devem usar 80% das slots alocadas no aeroportos ou correm o risco de perder os seus direitos de descolagem e aterragem para outras companhia. Como resultado, houve milhares de aviões vazios a cruzar a Europa durante o inverno, o que gerou preocupações sobre o efeito climático e desperdício desnecessário de recursos. A companhia aérea alemã Lufthansa disse que teria de operar 18 mil voos vazios durante o inverno para manter as suas slots nos aeroportos – “voos vazios e desnecessários apenas para garantir os nossos direitos”, apontou Carsten Spohr, CEO da Lufthansa. Já a sua subsidiária belga, a Brussels Airlines, espera 3 mil dessas viagens até o final de março. Embora a UE tenha reduzido esse valor para 50% depois da queda das viagens aéreas durante a pandemia, o limite vai aumentar novamente este verão, uma medida que os críticos dizem ter um risco muito alto devido aos efeitos imprevisíveis da nova variante Ómicron. Georges Gilkinet, ministro da Mobilidade da Bélgica, descreveu os voos vazios como “uma tolice ambiental, económica e social”. A UE precisa de mostrar maior flexibilidade “dada a queda significativa no número de passageiros e o impacto dos números da Ómicron nos horários da tripulação”, acusou (Multinews, texto do jornalista Francisco Laranjeira) 

Madeira: 3,8% da população está infetada, 12,4% já teve covid

No dia 8 de janeiro de 2022 há a reportar 1.393 novos casos de infeção por SARS-CoV-2, pelo que a Madeira passa a ter 9.672 os casos ativos, dos quais 505 são casos importados e 9.167 são de transmissão local. Havendo um óbito a reportar, a Região contabiliza, até à data, um total de 140 óbitos associados à COVID 19. Desde que começou a pandemia, a Região passa a contabilizar 31.099 casos confirmados de COVID-19

sábado, janeiro 08, 2022

Nota: acabem com esse discurso hipócrita e manipulador sobre o trabalho



Criou-se, sobretudo nestes tempos de pandemia - que está para durar... - a ideia peregrina de que na Madeira e no País em geral, os desempregados são uma espécie de "chulos" dos apoios sociais e que querem meter na pança os limitados euros recebidos apo abrigo dos apoios recebidos em vez de aproveitarem as oportunidades de trabalho que alegadamente começaram a surgir à medida que a economia recupera da porrada levada em 2020 e já menos em 2021, primeiros dois anos da pandemia.

Esta conversa da treta conseguiu até mobilizar em prol da "causa" meios de comunicação calados, histéricos comentadores mais liberais e outros direitistas mais radicais, que acham que isto é tudo uma consequência das patifarias legislativas aprovadas pela esquerdalhada no poder. Imaginem que até se ouviu falar, repetidamente, que alguns sectores de actividades mais sensíveis teriam de ir contratar no estrangeiro para colmatarem a falta de mão-de-obra existente, ou seja, trazer escravos ainda mais baratos e submissos do que a escravidão nacional que desejam contratar internamente, sem sucesso pelos vistos.

Portanto, temos jovens licenciados e outros trabalhadores não forçosamente detentores de formação académica superior - mas especializados e com formação adicional nas suas áreas de actividade - que alguns empresários querem contratar pagando pela tabela, ou seja, salários indignos e baratinhos, mas ao mesmo tempo impondo horários altamente inflexíveis e proibições - e eu sei do que falo.... - até em matéria de  ligações a sindicatos (!). Se isto é a tal "economia a funcionar" no seu esplendor, então vou ali e já venho... E a dignidade das pessoas, dos jovens que querem e precisam de trabalhar, e a lógica dos salários dignos que atraiam pessoas para trabalhos dignos? Agora, ainda por cima com os sindicatos neutralizados e quase reduzidos a cacos, de nada servindo em termos de inversão desta realidade, passou a valer tudo, os desempregados são apenas olhados como "carne para canhão, tipo escravos ao serviço do capitalismo mais selvagem, guloso e corrupto? Mas ninguém é capaz de estabelecer as diferenças - e eu não digo que nesta onda alguns não se aproveitem e optem pelos apoios sociais enquanto durarem independentemente dos salários melhores que lhes pudessem pagar - entre o respeito, o direito à dignidade e ao rendimento compatível com todas as formas, mais ou menos encapotadas de aproveitamento de mão-de-obra que alguns acham deve ser baratinha, não refilona e sem direitos, uma espécie de escravatura dentro do nosso próprio pais ou região? Não, eu não generalizado, porque sei, no caso da Madeira, que temos alguns empresários que são exemplo, que empregam centenas de pessoas, que garantem o rendimento adequado aos seus trabalhadores, que procuram ter actividade que impeça despedimentos e outras decisões mais complexas. Mas recuso aceitar que os empresários sejam todos santos de altar e que os diabos sejam os desempregados à procura ou à espera de empregos dignos e de rendimentos compatíveis com as suas expectativas de vida e o trabalho. Existem tantas linhas vermelhas nas nossas vidas, todos os dias ouvimos falar de linhas  vermelhas que não podem ser pisadas ou ultrapassadas. E a dignidade de quem trabalha, sobretudo dos jovens que apenas querem uma oportunidade e que sejam respeitados, não é uma linha vermelha nesta sociedade cada vez mais a caminho da institucionalização do primado do lucro fácil e do capitalismo selvagem em detrimento da lógica humanista e da justiça social?


Espero, isso sim, que as autoridades proíbam essas palhaçadas e as pressões de pretensa importação de "escravos" do estrangeiro e que reforcem antes a fiscalização, porque essa nem as pandemias podem travar . E que os empresários que realizam esforços para manterem os seus quadros intocáveis, que sejam apoiados sempre e quando tiverem que ser tomadas medidas restritivas que influenciam a actividade e a recuperação normal das actividades económicas (LFM)

sexta-feira, janeiro 07, 2022

Veneza vai cobrar aos visitantes uma taxa diária de 5 euros para reduzir turismo



Veneza vai impor limitações ao turismo, numa tentativa de diminuir o grande número de visitantes diários na cidade italiana todos os anos, e pretende impor um bilhete online, no valor de 5 euros, para quem desejar visitar a cidade. O bilhete terá a duração de apenas um dia. A vice-prefeita da assistência social, turismo e desenvolvimento económico da cidade de Veneza, Simone Venturini, explicou que, ao impor limitações, pretendem desestimular o turismo de um dia e ao mesmo tempo incentivar o turismo mais lento, explicou. Segundo dados da Euronews, cerca de 100 mil turistas puderam explorar a cidade e caminhar pelas suas praças diariamente. No entanto, de acordo com as novas regras, os turistas não poderão visitar mais a cidade gratuitamente. “O objetivo é desestimular o turismo de um dia, o turismo ‘toca e foge’, chegar num dia e sair no mesmo dia, que cansa e stressa a cidade”, apontou Simone Venturini. De acordo com a autarquia local, vai ser encerrado o principal acesso aos centros históricos, bem como equipa a cidade com 500 câmaras, que servirão para monitorizar a circulação dos visitantes (Multinews, texto do jornalista Francisco Laranjeira)

Legislativas 2022. Sondagem aponta para vitória socialista com 38% dos votos



Se as eleições legislativas fossem hoje, o PS deveria conseguir 38% dos votos, seguido do PSD, com 32%. A estimativa é da Universidade Católica, que realizou uma sondagem para a RTP, Antena 1 e Público. Ainda com base nesta sondagem, o Bloco de Esquerda e a CDU alcançariam, cada um, 6% dos votos. Empatados nos 5% estão o Chega e a Iniciativa Liberal. Já o PAN consegue, segundo esta estimativa, 2% dos votos, assim como o CDS-PP. O Livre conseguiria 1%, enquanto outros 3% dos votos iriam para outros partidos ou seriam nulos ou em branco. A Católica calculou estes resultados eleitorais com base na intenção direta de voto de 1.238 inquiridos. Destes, 29% disseram pretender votar no PS, 23% no PSD, 4% no BE, 4% na DCU, 4% no Chega, 3% na IL, 2% no PAN, 1% no CDS-PP e menos de 1% no Livre. Para chegar à sua estimativa, a Católica baseou-se nestas intenções de voto e redistribuiu os participantes indecisos com base em duas outras perguntas sobre intenção de voto.

Sondagem. Maior parte dos portugueses não acredita em maioria absoluta



A maior parte dos portugueses não acredita que das eleições legislativas de 2022 resulte uma maioria absoluta. A conclusão é de uma sondagem da Universidade Católica para a RTP, Antena 1 e Público, na qual apenas 13% dos inquiridos disseram acreditar numa maioria absoluta a 30 de janeiro. Foram 77% os participantes desta sondagem a afirmar que não esperam uma maioria absoluta nestas eleições. Cerca de dez por cento disseram não saber ou não quiseram responder.

Quando questionados sobre as suas preferências pessoais nesta matéria, 48% dos 1.238 participantes responderam que preferem uma maioria absoluta a 30 de janeiro, contra 45% que disseram não a preferir. Imaginando um cenário no qual o PS é o partido mais votado nestas eleições, mas sem maioria absoluta, 39% das pessoas defenderam que os socialistas devem entender-se com os partidos à sua esquerda. Este valor foi ultrapassado, porém, pelo das pessoas que preferem que o PS se entenda com o PSD: foram 51% os participantes a eleger este cenário. E se houver uma maioria parlamentar de esquerda (do PS e dos partidos à sua esquerda), mas o PS tiver menos deputados do que o PSD?