quarta-feira, março 25, 2026

Açores e Madeira estão entre as 20 regiões na cauda da Europa “sem autoestrada”

Os Açores e a Madeira constam entre as regiões europeias "sem autoestradas", enquanto o Norte e Alentejo surgem entre aquelas com menos de 30 km/1.000 km² de ferrovia, mostra um estudo da UE. Os arquipélagos dos Açores e da Madeira figuram entre as 20 regiões da União Europeia (UE) sem autoestradas, num estudo que mede o rácio por 1.000 km² da área do território. Isto, apesar de ambas as regiões autónomas portuguesas estarem servidas por vias rápidas gratuitas com perfil de autoestrada.

Esta “fragilidade” coloca as ilhas portuguesas atrás de outras regiões europeias, entre as quais se destacam Bremen, na Alemanha, e Utrecht e Zuid-Hooland, nos Países Baixos, que surgem no topo da lista, com um rácio de mais de 120 km/1.000 km², de acordo com dados do Eurostat. Além dos Açores e da Madeira, constam da lista de territórios sem autoestradas por 1.000 km² (o ponto de partida desta esta análise do Eurostat relativa ao ano de 2024) seis regiões francesas (cinco periféricas e uma insular), quatro polacas, três nas ilhas gregas e mais duas cidades autónomas espanholas na costa do Norte de África, Ceuta e Melilha. Juntam-se a este grupo, cada uma com uma região “sem autoestrada”, a Finlândia, Bulgária Roménia. Face a estes dados, Portugal tem pela frente o desafio de aumentar a densidade de quilómetros de autoestradas por 1.000 km² em alguns pontos do território, ainda que existam apenas duas capitais de distrito sem este tipo de via, Beja e Portalegre. Para lá da rodovia, outro aspeto visado neste relatório do gabinete de estatística da UE é o da ferrovia, onde existe maior consenso de que o país precisa de investir, com vista a tornar o território mais coeso, reduzindo assimetrias e fomentando o desenvolvimento económico (Jornal Economico, texto da jornalista Susana Pinheiro)

Limite aos arrendamentos contém a subida de preços na Catalunha

A Catalunha tornou-se, em 2024, na primeira região espanhola a adotar a lei de habitação estatal com a qual declarou zonas de tensão habitacional, onde impôs um limite máximo ao preço dos arrendamentos. Dois anos depois, os dados mostram que a medida funcionou, ainda que com efeitos colaterais. Por um lado, os preços dos arrendamentos subiram apenas 0,8% nestes dois anos, mas o setor imobiliário queixa-se de uma diminuição da oferta (Jornal de Notícias)

Presidente interina da Venezuela negociou seis milhões de barris de petróleo para financiar PSOE

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, negociou com o ex-ministro dos Transportes, Mobilidade e Agenda Urbana (2018–2021) espanhol, José Luis Ábalos, a aquisição de seis milhões de barris de petróleo bruto para financiar o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) e a Internacional Socialista, presidida por Pedro Sánchez desde 2022. A informação foi revelada pelo empresário espanhol Víctor de Aldama no Tribunal Nacional de Espanha (Audiencia Nacional), no início deste mês, onde foi ouvido durante cerca de duas horas, que entregou um envelope com diversos documentos sobre o negócio, feito no Aeroporto de Barajas, em Madrid, segundo uma investigação do jornal digital El Español.

Víctor de Aldama, com interesses na área da energia e combustíveis fósseis, ficou conhecido do grande público depois de aparecer ligado a investigações judiciais relacionadas com corrupção, como o "caso Koldo" — contratos públicos celebrados durante a pandemia — ainda a decorrer. De acordo com El Español, a documentação entregue por Víctor Aldama relaciona a visita de Delcy Rodríguez a Espanha, em 2020, com a quota petrolífera destinada a financiar o PSOE e a Internacional Socialista. O empresário afirmou que a visita a Madrid da então vice-presidente de Nicolás Maduro teve como objetivo, entre outras coisas, negociar o fornecimento de crude da PDVSA, a empresa estatal de petróleo da Venezuela, ao PSOE. Segundo a imprensa espanhola, o envelope contém um certificado datado de 4 de fevereiro de 2020, relativo a seis milhões de barris de crude Boscán, com um prazo de validade de 45 dias. A operação nunca terá sido totalmente concluída, mas um adiantamento de cinco milhões de euros terá sido feito e depositado numa conta bancária na Rússia. A entrega de seis milhões de barris de crude da Boscán ocorreu exatamente 15 dias após a visita de Delcy Rodríguez a Espanha (Sapo)

El plátano de Canarias no levanta cabeza en lo que va de 2026

La fruta expedida al mercado de la Península, el principal destino del género canario pues llega a captar en torno al 90% de la oferta anual, acumula 11 semanas de este año con precios medios con pérdidas para los productores locales, siempre por debajo de los 0,64 euros por kilo para calidades superiores. Los productores canarios de plátanos, que comercializan su fruta con calidad certificada a través de una IGP (indicación geográfica protegida), no las tienen todas consigo en lo que va de este 2026, un año por ahora marcado por las invasiones y guerras en el mundo (de las que se esperan duras consecuencias en los costes de producción y de transporte agrícolas), aunque también, y esto ya a escala más local, por las enormes dificultades que está teniendo la comercialización de la fruta subtropical estrella en las islas para generar ingresos finales a sus cosecheros (descontados todos los costes, salvo los de la finca agrícola o de explotación) que no generen pérdidas.

Pedro Quevedo (Las Palmas): «Equilibramos la actividad turística con la vida de los residentes»

Las Palmas de Gran Canaria se ha consolidado en los últimos años como un destino urbano de referencia. ¿En qué momento se encuentra actualmente el modelo turístico de la ciudad? Las Palmas de Gran Canaria atraviesa un momento de plena madurez turística, consolidada como el principal destino urbano del Atlántico medio. Así lo hemos evidenciado en foros internacionales como FITUR, donde la ciudad ha reforzado su posicionamiento y capacidad de atracción. Nuestro modelo ha logrado algo especialmente complejo en destinos urbanos: equilibrar la actividad turística con la vida cotidiana de quienes residimos aquí. No se ha construido a costa de la identidad local, sino precisamente potenciándola. Esa autenticidad, ese carácter propio, es hoy uno de nuestros principales activos diferenciales frente a otros destinos competidores (La Provincia, texto da jornalista Renata Domingo)

Companhias aéreas cancelam milhares de voos devido à subida dos combustíveis

A escalada dos preços do petróleo, impulsionada pelo conflito em curso no Médio Oriente, está a obrigar várias companhias aéreas a reduzir significativamente a sua operação. Entre as mais afetadas estão a Scandinavian Airlines e a Air New Zealand, que já anunciaram cortes em milhares de voos. A transportadora escandinava confirmou o cancelamento de cerca de mil voos ao longo de abril de 2026, depois de já ter eliminado várias centenas durante o mês de março. A maioria destas ligações corresponde a rotas de curta distância, sobretudo dentro da Noruega e na região da Escandinávia, onde existem alternativas de transporte e onde as margens de lucro são mais reduzidas. Para comparação, a companhia realiza habitualmente cerca de 800 voos diários.

Caso da Anthropic abre as portas para debate sobre futuro da guerra com IA

O caso que envolve a norte-americana de IA Anthropic e os EUA abre as portas do debate sobre o futuro da guerra, na medida em que a inteligência artificial é cada vez mais incorporada no setor militar. À boleia deste caso, a senadora democrata Elissa Slotkin, membro da Comissão de Serviços Armados do Senado, apresentou recentemente uma proposta de lei que procura limitar o uso de IA pelo Departamento de Guerra.

Mais concretamente, a proposta estipula que a IA não pode ser utilizada pelo Pentágono para decidir autonomamente sobre o alvo de um ataque ou para realizar vigilância em massa de cidadãos norte-americanos, dois pontos que colocaram a Anthropic em rota de colisão com o Pentágono. A Time, num artigo sobre o tema, refere que a “Anthropic viu-se numa disputa sobre o futuro da guerra”, recordando que durante mais de um ano, o seu modelo de IA Claude era a escolha do Governo norte-americano e “o primeiro sistema de fronteira autorizado ara uso classificado [confidencial]”. E já tinha sido usado em operações militares.

Especialista financeiro alerta para “cenário catastrófico” que pode lançar o mundo numa recessão profunda

Um dos corredores comerciais mais importantes do mundo está em risco — e isso pode ter consequências globais, desde o preço dos combustíveis até à estabilidade económica. Segundo o ‘UniladTech’, um especialista financeiro alerta para um cenário preocupante: o mundo pode estar à beira de uma recessão profunda, impulsionada pela escalada de tensões no Médio Oriente. O “estrangulamento” que pode travar a economia global No centro de tudo está o Estreito de Ormuz, uma passagem estreita mas crucial por onde circula cerca de um quinto de todo o petróleo mundial. Quando esta rota é afetada, o impacto sente-se imediatamente. E foi exatamente isso que aconteceu. Com o aumento das tensões envolvendo o Irão, os mercados reagiram quase instantaneamente: o preço do petróleo disparou e as bolsas recuaram, refletindo o medo de escassez e instabilidade prolongada.

El hotel que inspiró a Agatha Christie en Canarias: con jardin francés y vistas al Atlántico

Tras permanecer cerrado desde 1975, el Gran Hotel Taoro ha reabierto sus puertas tras una inversión cercana a 35 millones de euros, en una rehabilitación que ha respetado su arquitectura original. En lo alto de una colina que domina el Atlántico, hay lugares que no solo guardan historia, sino también secretos. Durante décadas permaneció en silencio, como si esperara el momento adecuado para volver a contar lo que ocurrió entre sus paredes.  La reapertura no solo devuelve a la vida un edificio emblemático. Recupera también las historias que lo convirtieron en leyenda. Entre ellas, la de una de las escritoras más influyentes del mundo.

Agatha Christie

El Gran Hotel Taoro, recién reabierto en Puerto de la Cruz (Tenerife), no es solo el primer hotel de lujo de España. Es también el lugar donde Agatha Christie encontró refugio en 1927. La escritora británica llegó a la isla en un momento personal complicado, tras la muerte de su madre y su divorcio. En Tenerife buscó algo más que descanso: necesitaba reconstruirse. Durante su estancia en el hotel, paseaba por el Jardín Botánico y encontró en el entorno del Valle de La Orotava la calma necesaria para retomar la escritura. Allí comenzó a trabajar en una de sus novelas más conocidas: “El misterio del tren azul”.

Fedeco avisa que todos los días llega un avión de paquetes asiáticos que ahoga al comercio canario

El comercio canario ve “materialmente imposible” competir con el aluvión de productos baratos que entra a diario mientras denuncia que la administración mira hacia otro lado y no aplica medidas eficaces para salvar a las pymes. “Hay una puerta abierta y todos los días, tanto en Gran Canaria como en Tenerife, entra un avión de mercancía de los países asiáticos. Entonces, ante eso es materialmente imposible competir, y las medidas que se plantean desde la administración no son las que tendrían que ser ”, comenta a Atlántico Hoy el presidente de la Federación de Desarrollo Empresarial y Comercial de Canarias (Fedeco), Antonio Luis González. “Lo que está ocurriendo con el comercio en Canarias no es nada nuevo”, añade y pone el foco en que desde la Federación llevan años alertando del aumento de locales vacíos en zonas comerciales de La Laguna, Santa Cruz o Triana y señalan una tormenta perfecta: alquileres disparados tras la pandemia, presión fiscal creciente y una competencia electrónica “desleal”.

Como as cidades europeias podem equilibrar o turismo crescente com a habitação acessível?


Bruxelas acolheu na semana passada um debate sobre como as cidades europeias podem conciliar o aumento do turismo com a necessidade de habitação acessível para os residentes, num evento que reuniu decisores políticos, urbanistas e representantes do setor privado. A discussão centrou-se na forma como os centros urbanos podem permanecer atrativos e acolhedores tanto para visitantes como para moradores, face ao crescimento populacional e ao aumento recorde do turismo.

O debate, realizado no TheMerode, em Bruxelas, integrou intervenções de figuras como Pierpaolo Settembri, Subchefe de Gabinete da Comissária Europeia para Transportes Sustentáveis e Turismo, Carlo Ratti, diretor do MIT Senseable City Lab, e Nathan Blecharczyk, cofundador e diretor de Estratégia da Airbnb. A análise foi contextualizada pelo aumento contínuo do turismo na União Europeia, que registou 3,1 mil milhões de dormidas em 2025, mais 61,5 milhões do que no ano anterior, segundo dados da Eurostat. Paralelamente, quase três quartos dos europeus vivem em áreas urbanas, tendência que continuará a crescer nas próximas décadas.

Cibersegurança: O que nunca deve dizer ou revelas a sistemas de IA, segundo especialistas

A inteligência artificial (IA) tornou-se, em poucos anos, uma presença constante no quotidiano de milhões de pessoas, com aplicações que vão desde a automatização de tarefas até à resolução de problemas complexos. A inteligência artificial (IA) tornou-se, em poucos anos, uma presença constante no quotidiano de milhões de pessoas, com aplicações que vão desde a automatização de tarefas até à resolução de problemas complexos. No entanto, especialistas em cibersegurança alertam para os riscos de partilha de informação sensível com estas ferramentas, especialmente considerando que os dados podem ser armazenados e acedidos por pessoas, não apenas por máquinas.

Feriado à quarta-feira, férias antecipadas e uso de t-shirt no carro: como alguns países estão a poupar combustível

A Agência Internacional de Energia (AIE) lançou um alerta com tom de urgência: perante o impacto da guerra no Médio Oriente no abastecimento energético global, é preciso agir e rápido para travar o consumo de petróleo. Num relatório divulgado a agência apresenta um pacote de 10 medidas imediatas que passam, sobretudo, por reduzir o uso do automóvel particular. Entre as propostas mais marcantes estão a adoção de mais três dias de teletrabalho por semana, um corte de 40% nos voos comerciais e a gratuitidade dos transportes públicos. No conjunto, estas ações poderão poupar até seis milhões de barris de petróleo por dia, ajudando a aliviar a pressão sobre um mercado já em rutura. No centro desta crise está o bloqueio quase total do tráfego marítimo no estreito de Ormuz, uma das principais artérias do comércio energético mundial. Com os preços do petróleo já acima dos 100 dólares por barril, a agência sublinha que não basta recorrer às reservas estratégicas, apesar dos esforços já feitos por vários países.

Jogo online: Portugueses apostam 63 milhões de euros por dia

Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos divulgou dados referentes a 2025. Ano em que o Estado recebeu 353 milhões de euros de imposto sobre este setor. O volume de apostas nos jogos online em Portugal ultrapassou os 23 mil milhões de euros no ano passado. Por dia e em média, registou-se um total de 63 milhões de euros investidos em resultados desportivos ou em jogos de fortuna ou azar. Estes são alguns dos dados divulgados recentemente pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ) no documento referente ao quarto trimestre de 2015 e que possibilita a análise ao ano completo.

O volume de apostas corresponde ao montante total utilizado pelos jogadores registados nas plataformas online e no qual se junta os depósitos diretos, as promoções e o dinheiro recebido como prémio e reinvestido. Para o total referido contribuem as apostas desportivas à cota – volume de cerca de dois mil milhões de euros, ou seja 10% do total –, e os jogos de fortuna e azar que juntam cerca de 21 mil milhões de euros. Numa comparação com 2024 registou-se uma descida nas apostas desportivas – 2053,3 milhões há dois anos e 2034,9 no ano passado – e uma subida nos jogos de fortuna e azar: 18 mil milhões em 2024, menos cerca de três mil milhões que em 2025.

segunda-feira, março 23, 2026

Canarias pierde prestigio: cada vez más guías internacionales desaconsejan viajar a las Islas

 





Canarias ha sido durante décadas uno de los destinos más consolidados del turismo europeo. Sin embargo, en los últimos años se ha producido un cambio que sitúa a las islas de paraíso a lugar que no visitar en las vacaciones.  El aviso ha llegado especialmente desde el mercado británico, uno de los principales emisores de turistas hacia las islas. Por ejemplo, el diario Daily Express informa que Fodor, especialistas internacionales en guías de viaje, han incluido destinos como Lanzarote y Tenerife en listados de lugares cuya visita no se recomienda temporalmente debido a la presión turística y sus consecuencias sobre el territorio.

De paraíso a rechazo

Las guías y páginas de viajes insisten que no se trata de dejar de visitar Canarias de manera definitiva, como si fuera un boicot. Es más bien una advertencia sobre el impacto que el turismo está teniendo en determinados enclaves y plantear una pausa que permita aliviar la presión sobre el entorno y la población local. El archipiélago se suma así a otros destinos europeos como Barcelona o Venecia, donde la saturación turística ha obligado a replantear el modelo y ha deteriorado su imagen internacional hasta el punto de que hay un concepto global para referirse a esta situación, overtourism. 

Las protestas y el impacto ambiental

Entre los factores que explican este giro en la percepción exterior destacan las protestas que se han producido en las islas de manera individual y a nivel regional con lemas por delante como "Canarias tiene un límite". Las movilizaciones han puesto el foco en el impacto del turismo, el encarecimiento del coste de vida y la transformación del territorio, así como la preocupación por la contaminación en el litoral. 

Vertidos al mar

Esto último se posiciona como uno de los principales motivos que llevan a las guías a colocar a Canarias como un destino que dejar respirar. Informes recientes citados en estas guías internacionales advierten de vertidos diarios de aguas residuales al mar que alcanzan volúmenes muy elevados, lo que afecta directamente a la calidad de las aguas y a la imagen de las playas.  Este tipo de mensajes, amplificados por medios extranjeros, contribuyen a consolidar la idea de que el modelo turístico actual está generando tensiones que van más allá de lo económico, como resalta Fodor. 

Récord de turistas 

El cambio de percepción llega en un momento en el que Canarias sigue batiendo cifras históricas. En 2025 se superaron los 18,3 millones de turistas totales, lo que supuso el mayor récord de visitantes a las Islas, con más de 40.000 turistas adicionales al día en promedio. El mercado británico ha tenido un papel muy relevante en este crecimiento, al ser de los principales emisores de turistas en el Archipiélago, lo que explica que sea desde este país desde donde sugren ahora algunas de las principales advertencias.  Además de que estos datos refuerzan también el argumento que exponen las guías: el incremento sostenido de visitantes está intensificando la presión sobre los recursos naturales, las infraestructuras y la vida cotidiana de los residentes.

Riesgo para el destino

Según los análisis que han comenzado a incluir Canarias en sus listados, el aumento de visitantes, la presión sobre el territorio y las tensiones medioambientales están poniendo en riesgo elementos clave de la vida local, desde la cultura hasta la cohesión comunitaria. No se trata solo de un problema de capacidad, sino de modelo. La advertencia que llega desde fuera no cuestiona la importancia del turismo, pero sí alerta de sus efectos cuando el crecimiento no va acompañado de medidas de control y sostenibilidad.

Un punto de inflexión

La inclusión de Canarias en este tipo de recomendaciones marca un punto de inflexión en su posicionamiento internacional. El Archipiélago pasa de ser un destino atractivo a convertirse en un territorio bajo observación dentro del debate global sobre el turismo masivo. Como las guías y los movimientos sociales han planteado, el reto ya no es atraer turistas, sino gestionar el crecimiento sin comprometer la sostenibilidad social y ambiental del destino. Porque, como demuestra la experiencia de otros enclaves europeos, el éxito turístico sin control puede acabar convirtiéndose en su principal problema (Atlantico Hoy, texto da jornalista Ariadna Martínez)

Estado y Canarias negociarán la gestión de los aeropuertos en una reunión bilateral el 10 de abril

El Gobierno de España ha accedido a la petición del Gobierno de Canarias para abordar en una Conferencia Bilateral la participación de la comunidad autónoma en la gestión de los aeropuertos del archipiélago, un proceso que se activará en las próximas semanas. La reunión se celebrará el 10 de abril en Canarias, después de que el Ministerio de Transportes haya trasladado su disponibilidad para tratar este asunto al Ministerio de Política Territorial. Así lo ha anunciado el portavoz del Ejecutivo autonómico, Alfonso Cabello, tras la reunión del Consejo de Gobierno.

Negociación abierta

El encuentro bilateral había sido solicitado por el Gobierno canario el pasado mes de enero, en paralelo a otra petición para abordar el control autonómico sobre los recursos del Régimen Económico y Fiscal (REF), aún pendiente de respuesta por parte del Ministerio de Hacienda. Cabello ha señalado que el Ejecutivo regional aspira a una negociación ágil que permita a Canarias asumir cuanto antes un papel activo en la gestión aeroportuaria. El objetivo es que la comunidad autónoma pueda intervenir en la planificación, programación y gestión de los aeropuertos, tal y como recoge el Estatuto de Autonomía.

Canárias: El sector del plátano insiste en que no hay ‘plan B’ al Posei para las regiones ultraperiféricas de la UE

Los productores de plátano insisten en que no existe una alternativa viable al programa Programa de Opciones Específicas por la Lejanía y la Insularidad (Posei) para garantizar el futuro de la agricultura en las regiones ultraperiféricas (RUP). La posición del sector platanero de todas las RUP fue trasladada ayer por la asociación que representa a todos los trabajadores del sector en las Islas, Asprocan, durante la celebración en Santa Cruz de Tenerife del encuentro “Horizonte RUP”, liderado por el Gobierno de Canarias y que contó con la participación de los gobiernos nacionales de España, con la presencia del ministro de Política Territorial Ángel Víctor Torres, y los gobiernos de Francia y Portugal; representantes de las instituciones europeas, entre los que se encontraban el vicepresidente del Parlamento Europeo Younous Omarjee y los eurodiputados Gabriel Mato y Juan Fernando López Aguilar; y representantes socioeconómicos de todas las Regiones Ultraperiféricas de la UE.

En ese contexto, Asprocan subrayó que el próximo Marco Financiero Plurianual 2028-2034 debe reforzar, y no debilitar, el sector primario de las Regiones Ultraperiféricas. Una solución que, para los productores canarios, pasa únicamente por garantizar dos cosas esenciales: un Posei plenamente autónomo y una ficha financiera claramente actualizada y suficiente.

Canarias reclama revisar las ayudas al transporte de mercancías sin actualizar desde 2019

El Gobierno de Canarias ha reclamado al Estado la "convocatoria urgente" de la Comisión Mixta Canarias-Estado para actualizar las compensaciones al transporte de mercancías hacia el archipiélago, al considerar que el sistema actual "está desfasado y contribuye al encarecimiento de los productos en las islas". La Consejería de Obras Públicas y Movilidad ha informado este lunes en un comunicado que la directora general de Transportes y Movilidad, María Fernández, ha remitido una carta al secretario general de Transportes Aéreo y Marítimo del Ministerio de Transportes y Movilidad Sostenible, Benito Núñez, para "solicitar la revisión de los llamados costes tipo, que sirven de base para calcular estas ayudas y que no se actualizan desde 2019".

Obsoleta

El Ejecutivo autonómico advierte de que esta falta de actualización "está dejando obsoleta una herramienta clave del Régimen Económico y Fiscal (REF)", ya que las compensaciones actuales "no reflejan los costes reales que soportan las empresas que transportan mercancías hacia Canarias". Además, recuerda que la Comisión Mixta Canarias-Estado "no se reúne desde julio de 2024, pese a que el Gobierno canario solicitó su convocatoria durante 2025 para avanzar en la revisión técnica del sistema". Según expone el Ejecutivo regional, el transporte marítimo y aéreo de mercancías hacia el archipiélago "afronta sobrecostes estructurales derivados de la lejanía y la insularidad, que tradicionalmente se compensan mediante ayudas públicas contempladas en el REF". 

Las RUP fijan una estrategia común para defender sus fondos en el próximo presupuesto de la UE


Las regiones ultraperiféricas (RUP) han acordado este lunes una posición conjunta para reforzar su peso en la negociación del próximo Marco Financiero Plurianual (MFP) de la Unión Europea para el periodo 2028-2034. El compromiso se ha plasmado en una declaración firmada al término del foro “Horizonte RUP: posición común de las regiones ultraperiféricas ante el nuevo Marco Financiero Plurianual 2028-2034”, celebrado en la sede de la Presidencia del Gobierno de Canarias, en Santa Cruz de Tenerife. El encuentro, organizado por el Ejecutivo canario, ha servido para definir una hoja de ruta compartida con la que estas regiones buscan garantizar un tratamiento diferenciado dentro del futuro presupuesto europeo y proteger instrumentos considerados clave para su desarrollo económico, social y territorial, especialmente en los ámbitos agrario y pesquero.

Reforzar el POSEI

El documento acordado será remitido a los Estados miembros y reclama que el nuevo ciclo presupuestario incluya una financiación “actualizada, visible y estable” para las RUP. Asimismo, defiende mantener y reforzar el programa POSEI como instrumento autónomo destinado a apoyar al sector primario en estos territorios, con una ficha financiera adaptada a la evolución de los costes de producción, además de soluciones específicas para la pesca.

Demoledor informe sobre los fondos europeos en Canarias: es la segunda RUP que más recibe y la que menos ejecuta

Canarias es la región ultraperiférica de la Unión Europea (UE) que más convergencia económica ha perdido respecto al resto de su país (en este caso, España) en las dos últimas décadas, en parte por la falta de ejecución de los fondos europeos asignados a las islas, según un estudio del Colegio de Economistas de Las Palmas. Desde el año 2000, la convergencia de Canarias frente a España ha retrocedido del 93,8% al 78,4% y, respecto a la Unión Europea, del 74% al 72% desde 2013, lo que la sitúa entre las regiones ultreperiféricas (RUP) con peor evolución relativa.

El estudio Desigualdades y convergencias en las Regiones Ultraperiféricas en la Unión Europea: Análisis comparado 2014-2024 muestra que, mientras algunas RUP han logrado aproximarse a sus referentes económicos, otros territorios como Canarias, Guayana Francesa y Mayotte “se alejan de manera persistente de sus referentes económicos”. A juicio de sus autores, ello “evidencia la persistencia de brechas estructurales que limitan su capacidad de aproximación, lo que requeriría de políticas específicas para corregir estos desfases”.

Esta pérdida de convergencia de Canarias se produce a pesar de que es la segunda RUP que más fondos europeos recibe, pero en el período 2014-2020 solo ha ejecutado en torno al 55%, y en lo que va del período 2021-2027 se estima que “la ejecución es todavía inferior”, ha asegurado la coordinadora y directora de los informes que hace el Colegio de Economistas de las Palmas, Rosa Rodríguez Díaz, durante una rueda de prensa.

Las RUP muestran su “rechazo unánime” al nuevo marco financiero de la UE

Canarias, Azores y Guayana Francesa, a modo de “voz única” de todas las Regiones Ultraperiféricas (RUP) de la Unión Europea, han coincidido este lunes en un frente común de “rechazo unánime” al nuevo marco financiero plurianual comunitario para el periodo 2028-34 y en la defensa de las singularidades de los territorios.

“La UE vale menos si no están las RUP”, ha llegado a afirmar el presidente de Azores, José Manuel Bolieiro, en el 'Foro Horizonte RUP' celebrado en Tenerife, quien ha precisado que “no es inteligente” reformar “lo que ha funcionado muy bien” caso del Posei o la “relación directa” de la Comisión Europea con las RUP. Ha destacado también que “no existen posiciones distintas” en el seno de las nueve regiones porque están “convencidos” de que tienen la “razón política y jurídica”, amparada en el artículo 349 de la UE, por lo que “no se trata de un deseo” sino de una “posición firme”. “No estamos en el ámbito de la subjetividad sino en el deber de cumplir el tratado”, ha agregado. Bolieiro ha admitido que se pueden acometer reformas en la UE en lo que funciona “mal”, pero el Posei, por ejemplo, es un caso de “éxito” y debe reforzarse y continuar operativo. En esa línea ha alertado de que la pérdida de “relación directa” con la Comisión Europea “perjudica a las RUP” pero al mismo tiempo “reduce la importancia” de las instituciones de la UE.

Irão: guerra Médio pressiona mercados energéticos e faz-se sentir no bolso dos consumidores

O conflito no Médio Oriente está a pressionar os mercados energéticos e faz-se sentir no bolso dos consumidores. Nas últimas semanas, os preços dos combustíveis têm subido de forma acentuada, refletindo a instabilidade numa das principais regiões produtoras de petróleo do mundo. Mas, há um fator estrutural que agrava este impacto em Portugal: o peso dos impostos e taxas. Os dados mostram que, em paridades de poder de compra, Portugal está entre os países da União Europeia onde o esforço para pagar impostos e taxas sobre combustíveis é mais elevado, apesar dos recentes descontos aplicados no ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos). Na gasolina 95, os portugueses suportam cerca de 0,98€ por litro em impostos e taxas, o terceiro valor mais elevado na UE e bastante acima da média comunitária (0,81€). No gasóleo, o valor ronda os 0,84€, o sexto mais elevado também significativamente superior à média europeia (0,73€). Esta diferença é particularmente relevante porque não se trata apenas do valor nominal dos impostos, mas do seu peso relativo nos rendimentos. Ou seja, o esforço dos portugueses para pagar os impostos e taxas aplicáveis aos combustíveis é muito superior ao que se verifica, em média, na UE.

Atualmente, o preço dos combustíveis inclui vários impostos e taxas: o ISP, que integra a Contribuição de Serviço Rodoviário (CSR) e a taxa de carbono, e o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado). O ISP, incluindo a CSR, é um imposto específico, aplicado em valor fixo por litro de combustível. Já a taxa de carbono incide sobre as emissões de dióxido de carbono associadas ao consumo. Por sua vez, o IVA, à taxa de 23%, é aplicado sobre o preço base do combustível acrescido de todos estes componentes, ou seja, incide também sobre o próprio ISP. Num contexto de instabilidade geopolítica e volatilidade nos preços da energia, esta realidade levanta uma questão central: até que ponto a atual carga fiscal sobre combustíveis é comportável para os portugueses e qual o impacto na competitividade da economia? (Mais Liberdade, Mais Factos)

O conflito no Médio Oriente pressiona os mercados

 

O conflito no Médio Oriente pressiona os mercados energéticos globais, fazendo disparar o preço do petróleo e, consequentemente, dos combustíveis. Em poucos dias, o impacto foi global e atingiu também a União Europeia, altamente dependente de importações energéticas. Entre 2 e 16 de Março de 2026, os preços dos combustíveis subiram de forma significativa na maior parte dos países da União Europeia, especialmente na Europa Central. Na gasolina 95, Suécia, Áustria e 🇪🇸 Espanha lideram, com aumentos de cerca de 15%. No gasóleo, o destaque vai para Espanha (+27%), seguida da Chéquia e da Suécia (ambos com cerca de +26%). Apesar dos descontos no ISP já aplicados pelo Governo, Portugal também registou aumentos muito significativos, embora moderados no contexto europeu: cerca de +9% na gasolina e +17% no gasóleo, posicionando-se a meio da tabela. Por outro lado, países como Finlândia, Eslovénia e Malta, na gasolina, e Eslováquia, Eslovénia e Malta, no gasóleo, registaram variações mínimas nos preços dos respetivos combustíveis. Estas diferenças refletem fatores como a estrutura fiscal, o grau de dependência energética, a existência de medidas de mitigação e o funcionamento dos mercados nacionais. Num contexto de elevada volatilidade e risco geopolítico, este episódio mostra como os choques externos continuam a ter um impacto direto mas desigual no preço dos combustíveis pagos pelos consumidores europeus (Mais Liberdade, Mais Factos)

Aumento dos preços das casas continua a pressionar acesso à compra de habitação

O aumento dos preços das casas continua a colocar pressão sobre o acesso à compra de habitação em Portugal, mas há um outro fator menos discutido: o peso crescente dos impostos na compra de casa. Os dados mostram uma evolução clara. A taxa efetiva de IMT (Imposto Municipal sobre a Transmissão Onerosa de Imóveis) sobre uma habitação própria permanente de valor médio passou de cerca de 0,5%, em 2009, para 2,4%, em 2024 — ou seja, quintuplicou, em cerca de década e meia. Nas habitações secundárias, a subida também foi muito significativa: de 1,3% para 2,8%, no mesmo período. Esta evolução não resulta de alterações nas taxas, mas do facto de os escalões do IMT não acompanharem o aumento dos preços das casas. À medida que os preços sobem, mais transações passam para escalões superiores, aumentando automaticamente a carga fiscal. Enquanto os preços das casas subiram 111% desde 2009 (Índice de Preços da Habitação), os escalões do IMT foram atualizados em apenas 14%, um diferencial que, por si só, gerou mais 616 milhões € de receita fiscal.

Na prática, isto significa que comprar casa, hoje, implica não só preços mais elevados, devido às dinâmicas do mercado (pouca oferta para muita procura), mas também um peso fiscal significativamente maior, especialmente para quem adquire habitação própria permanente. A receita dos municípios com o IMT quase triplicou entre 2009 e 2024, passando de 635 milhões € para 1.675 milhões €. Para este crescimento contribuiu o aumento de 56% nas transações de imóveis e o aumento do preço das habitações (+111%) acima da atualização dos escalões do imposto (+14%). Num contexto de crise habitacional, este efeito levanta uma questão central: até que ponto o sistema fiscal está a agravar as dificuldades de acesso à compra de habitação, em vez de as atenuar? (Mais Liberdade, Mais Factos)

Subida dos preços dos bilhetes de avião é “inevitável”. Companhias aéreas comparam ao 11 de setembro


"Não é preciso ser um génio para deduzir que custos adicionais que companhias terão de enfrentar, se a situação persistir, serão muito superiores ao que podem absorver", diz diretor-geral da IATA. O diretor-geral da IATA, a principal associação mundial de companhias aéreas, afirmou que um aumento dos preços dos bilhetes de avião é “inevitável”, perante a subida dos preços dos hidrocarbonetos devido à guerra no Médio Oriente.

O preço do barril de querosene, derivado do petróleo, duplicou desde o ataque israelo-americano contra o Irão, a 28 de fevereiro, um aumento ainda superior ao do petróleo bruto, observou Willie Walsh durante uma conferência organizada pela Associação de Jornalistas Profissionais da Aeronáutica e do Espaço (AJPAE). As companhias aéreas tinham previsto dedicar, em média, 26% das suas despesas operacionais ao combustível este ano, com base num barril de querosene a 88 dólares, recordou Walsh, quando o preço já ultrapassava os 216 dólares. “Não é preciso ser um génio para deduzir que os custos adicionais que as companhias terão de enfrentar, se a situação persistir, serão muito superiores ao que podem absorver”, acrescentou Willie Walsh, cuja associação reúne 360 transportadoras que representam 85% do tráfego mundial.

Líderes da UE “condenam” duramente comportamento de Orbán, mas húngaro vence no braço-de-ferro

Líderes europeus perderam a paciência com o primeiro-ministro húngaro e na última cimeira criticaram-no duramente. Em plena campanha eleitoral, Viktor Orbán não cede e mantém bloqueio ao financiamento de €90 mil milhões à Ucrânia. O primeiro-ministro húngaro voltou a testar a paciência dos colegas europeus, mas, desta vez, a tensão e o descontentamento na sala subiram de tom, com a maioria dos líderes a não conter a irritação e a dirigir-lhe duras críticas por manter o bloqueio ao empréstimo de €90 mil milhões à Ucrânia. Aos jornalistas, o presidente do Conselho Europeu resumiu que “condenaram veementemente a atitude de Viktor Orbán”.

António Costa fala em chantagem, diz que “um acordo é um acordo”, que os líderes devem manter a palavra e que “ninguém pode chantagear o Conselho Europeu”. Lá dentro, o português foi o primeiro a usar da palavra, para dizer ao húngaro que este tinha pisado todas as linhas vermelhas ao bloquear o financiamento a Kiev, depois de, em dezembro, ter concordado com o empréstimo daquele montante.

Seguiram-se os restantes líderes, tomando a palavra para dizer o mesmo de forma diferente. O chanceler alemão acusou Orbán de “deslealdade”, o Presidente francês lembrou que não se volta atrás nos acordos feitos. Segundo fonte europeia, não houve propriamente uma tentativa de convencer o chefe do Governo húngaro a mudar de opinião, o que ficou clara foi a frustração cada vez maior com o comportamento daquele que é o líder há mais tempo na sala. Está há 16 anos no poder e em plena campanha eleitoral para ficar mais um mandato.

Mais turistas ou menos turistas? Especialistas falam de ano de “consolidação” de recordes em Portugal, mesmo com as guerras





Em 2026 deverão chegar ao país entre 31,1 e 34 milhões de turistas, geradores de 80,1 a 83 milhões de dormidas e proveitos a ultrapassar “máximos históricos”, segundo o Anuário de Tendências 2026 realizado pelo IPDT. O turismo em Portugal deverá manter-se este ano “em máximos históricos”, apesar da turbulência a nível internacional, segundo o Anuário de Tendências 2026, realizado pelo Instituto de Planeamento e Desenvolvimento do Turismo (IPDT), um barómetro em que foram consultados 175 especialistas, como líderes hoteleiros, de associações do sector ou de regiões turísticas, além de responsáveis de meios académicos.

“Estamos claramente a entrar numa nova fase do turismo português, e pela nossa análise falamos de consolidação, o crescimento continua, mas mais moderado, e já não com os saltos verificados em 2024 e 2025”, salienta Jorge Costa, presidente do IPDT - Tourism Intelligence, que está a completar 25 anos de atividade.

O Anuário de Tendências 2026 prevê que o país receba entre 31,1 e 34 milhões de hóspedes, geradores de 80,1 a 83 milhões de dormidas (versus 32,5 milhões e 82,1 milhões em 2025, respetivamente) e proveitos hoteleiros de €6,6 mil milhões a €7 mil milhões (contra €7,2 mil milhões no ano passado). Jorge Costa admite que estas previsões são “conservadoras e cautelosas” (até tendo em conta que o barómetro foi realizado em novembro e dezembro, quando ainda não havia dados finais do turismo em 2025), e que os resultados efetivos serão “bastante superiores” aos dados apontados, sobretudo a nível de proveitos, uma vez que a expectativa é a de “crescer em valor”.

O estudo do IPDT também antecipa para o ano receitas turísticas globais (apuradas pelo Banco de Portugal) na casa dos €30 mil milhões (foram €29,1 milhões em 2025), e um saldo da balança turística (diferença entre receitas geradas por turistas estrangeiros no país e despesas de viagens de residentes ao exterior) acima dos €20 mil milhões, “quase o triplo de 2014”, em que se ficaram nos €10,3 mil milhões.

Agricultores alertam para risco real de quebras na produção e para o aumento da dependência externa alimentar do país


Depois das tempestades veio a guerra e o agravamento dos custos de produção. Agricultores denunciam “danos severos” nas explorações e apelam a apoios urgentes, nomeadamente nos combustíveis e nos fertilizantes. O sector dos cereais enfrenta um risco real de quebra significativa de produção, com impactos diretos na segurança alimentar e no aumento da dependência externa do país. Este alerta foi deixado por três organizações de agricultores, que apelam às entidades competentes para a adoção urgente de medidas de apoio extraordinário aos produtores nacionais.

Em comunicado, a Associação Nacional de Produtores de Cereais (ANPOC), a Associação Nacional de Produtores de Milho e Sorgo (ANPROMIS) e a Associação de Orizicultores de Portugal (AOP) alertam para a situação extremamente preocupante que o sector dos cereais atravessa atualmente em Portugal, resultado de um conjunto de fatores adversos que estão a comprometer seriamente a campanha agrícola em curso. Desde logo, recordam que as as condições meteorológicas registadas nos últimos meses, marcadas por precipitação intensa e persistente, “dificultaram e continuam a dificultar de forma significativa as operações de sementeira e maneio em várias regiões do país. Em muitos casos, os produtores viram-se impossibilitados de entrar nos terrenos em tempo útil, comprometendo o calendário agrícola e, consequentemente, o potencial produtivo das culturas”.

Sondagem Expresso/SIC: Eleitores querem Montenegro a negociar com o PS e o Chega

A mensagem é clara: os portugueses privilegiam negocia­ções do Governo com os dois maiores partidos da oposição ou apenas com o PS, rejeitando a ideia de negociações apenas com o Chega. A opinião dos inquiridos na sondagem do ICS/ISCTE para o Expresso e SIC é a de que o Executivo não deve virar-se apenas para a extrema-direita. A maioria dos inquiridos (38%) defende que a AD deve negociar ora com o Chega, ora com o PS, dependendo do tema, o que corresponde à posição que o primeiro-ministro tem adotado, pelo menos no discurso, ao recusar definir um “parceiro preferencial”, apesar de existir uma maioria parlamentar de direita, e dizer que negoceia com “todos”. Com apenas um ponto percentual de diferença, 37% dos inquiridos entendem que o Governo deve negociar em exclusivo com o PS e apenas 15% esperam que o parceiro preferencial seja o Chega.

Apesar do aparente alinhamento entre o primeiro-ministro e os inquiridos neste ponto, certo é que o Governo tem contado sobretudo com os votos do Chega para aprovar as principais propostas, como o pacote legislativo da habitação, a lei da nacionalidade e a lei de estrangeiros, ou a recente alteração ao Código do Processo Penal. A exceção foi o Orçamento do Estado, que só foi viabilizado graças à abstenção do PS. O Chega votou contra. Este ano, na verdade, o cenário pode mudar com a ameaça dos socialistas de rutura em todo o diálogo político com o Governo, caso sejam deixados de fora das escolhas de três juízes para o Tribunal Constitucional.

Sondagem Expresso/SIC: Portugueses arrasam Governo na habitação, custo de vida e corrupção

Um em cada cinco eleitores do PSD chumba ação do Executivo de Luís Montenegro, revela estudo feito pelo ICS/ISCTE. Maioria dos simpatizantes da AD discordam de Governo na criminalidade. Montenegro tem positiva à tangente. Vermelho: é a cor do cartão que a maioria dos portugueses mostra ao Governo, menos de um ano depois de ter tomado posse pela segunda vez. A conclusão é do estudo feito pelo ICS/ISCTE para o Expresso e SIC que mostra que mais de metade dos inquiridos (56%) faz uma avaliação má ou muito má do desempenho do Executivo. Pelo contrário, 34% considera o desempenho “bom” e só 1% o classifica como “muito bom”.

Sectorialmente a avaliação continua em baixa. Da habitação à saúde, da imigração ao ambiente, não há área em que os portugueses façam uma avaliação positiva à atuação do Governo. Aliás, a insatisfação é praticamente total quanto à forma como o Executivo tem lidado com as áreas da habitação e do custo de vida. O número fala por si: 93% dos inquiridos dizem-se “pouco ou nada satisfeitos” com o rumo do Governo nestas duas questões. Isto significa que apenas 3% e 5% estão “algo satisfeitos” com a habitação e o custo de vida, respetivamente, e nenhum se diz “muito satisfeito”.

Conflito no Golfo desvia 300 mil turistas britânicos para Portugal

Só da Grã-Bretanha ascendam a 300 mil as pessoas que escolherão Portugal, ao invés de paragens como o Dubai e Abu Dhabi, ambas nos Emirados Árabes Unidos, o Qatar e mesmo a Jordânia. O conflito no Médio Oriente vai desviar milhares de turistas para Portugal. O Jornal de Notícias informa que os principais operadores e especialistas no setor consideram que o território nacional é principais alternativas de viagem, em linha com Espanha ou Itália, para evitar à instabilidade vivida desde os ataques dos EUA e de Israel ao Irão a 28 de fevereiro.

Só da Grã-Bretanha ascendam a 300 mil as pessoas que escolherão Portugal, ao invés de paragens como o Dubai e Abu Dhabi, ambas nos Emirados Árabes Unidos, o Qatar e mesmo a Jordânia, adianta o diário. “Trata-se de um valor que ronda cerca de 10% do habitual mercado nessa zona do globo, que se aproxima dos três milhões. São turistas que em férias privilegiam a segurança e que já começaram a alterar os seus roteiros inicialmente pensados”, explica ao JN Miguel Quintas, presidente da Associação Nacional de Agências de Viagem (ANAV).

Sondagem Expresso/SIC: Maioria quer colaboração do Governo e oposição no “pós-Kristin”


Mais de metade dos portugueses inquiridos na sondagem do ICS/ISCTE entende que o desempenho do Governo em resposta aos efeitos das tempestades foi mau (41%) ou muito mau (10%), mas entende que os partidos da oposição devem colaborar com o Executivo na hora da reconstrução. Um total de 63% dos inquiridos acha que a oposição deve colaborar, enquanto uma fatia minoritária (36%) acha que mais do que colaborar, a oposição deve fiscalizar os apoios atribuídos. Com trabalho de campo rea­lizado de 27 de fevereiro a 8 de março, um mês depois das tempestades que assolaram a região Centro, o Governo não sai bem na fotografia. E, sem surpresas, sai pior entre os inquiridos que foram pessoalmente afetados pela tempestade do que entre os que não foram nem conhecem ninguém que tenha sido. A percentagem de avaliações negativas é maior entre os eleitores de esquerda, mas mesmo entre os que se dizem de direita, de centro, e simpatizantes do PSD, há mossa: 29% dos sociais-democratas dizem que o desempenho do Executivo de Montenegro nesta frente foi mau.

Ao Ultraperiferias: Governo de Canárias confirma estar a preparar medidas para mitigar efeitos da guerra

Rebeca Chacón do Gabinete de Comunicación de Presidencia del Gobierno de Canárias, confirmou-me esta semana que "ahora mismo el Gobierno de Canarias está analizando un paquete de medidas para mitigar los efectos de la guerra de Irán en nuestro archipiélago"

Rebeca esclarece que as medidas serão tomadas em Canárias, depois de conhecidas as medidas que o Governo de Madrid anunciou no fim-de-semana, depois de um Conselho de Ministros extraordinário.  "El objetivo es multiplicar sus efectos en un territorio insular, alejado y fragmentado como es Canarias" esclarece Rebeca Chacón. Segundo aquela porta-voz do Gabinete de Comunicação da presidência do governo de Canárias, "con el objetivo de aprobar esas medidas fiscales y de otro tipo, a principios de la esta semana el presidente de Canarias, Fernando Clavijo, ha convocado reuniones con los portavoces de los grupos parlamentarios, organizaciones empresariales y sindicales. En esos encuentros, el Gobierno expondrá a los representantes políticos, económico y sociales las medidas que baraja aplicar y conocerá sus opiniones y propuestas para enriquecerlas". 

Já sobre os estudos acerca do impacto da guerra no turismo Rebeca Chacón  refere que "el Gobierno está monotorizando si se producen cambios en los flujos de visitantes aunque aún es pronto para verificarlos y habrá que esperar a ver si se alarga el desarrollo del conflicto en Oriente Próximo". 

"Por el momento, la previsión es que el efecto de la guerra provoque el desvío de turistas hacia Canarias que huyen de destinos competidores en la temporada estival como Turquía y Egipto. Pero también es pronto para confirmar ese cambio. No tenemos aún ningún estudio que lo confirme", concluiu Rebeca Chacón do Gabinete de Comunicação da Presidência do Governo de Canárias.

sábado, março 21, 2026

Em 2024, o contributo dos impostos para a redução da desigualdade medida pelo rácio S80/S20 foi superior ao contributo das transferências sociais - 2024


Os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento (EU-SILC) realizado em 2025 sobre rendimentos do ano anterior (2024) revelam uma distribuição do rendimento monetário líquido por adulto equivalente concentrada em torno dos valores mais baixos, com 15,4% da população em risco de pobreza por viver com um rendimento monetário anual líquido por adulto equivalente inferior a 723 euros por mês. Os dados relativos ao Coeficiente de Gini revelam um contributo positivo e relativamente estável dos impostos diretos e das contribuições sociais obrigatórias para a atenuação da desigualdade na distribuição do rendimento. Em 2023, Portugal apresentava o sétimo rácio S80/S20 mais elevado no contexto da União Europeia. O contributo dos impostos para a redução da desigualdade na distribuição do rendimento medida pelo rácio S80/S20 foi maior do que o contributo das transferências sociais – no caso dos impostos, superior à média europeia e, no caso das transferências sociais, inferior ao observado para o conjunto da União Europeia (INE.pt)

Em 2024, morreram 119 mil pessoas, 0,1% residentes no país (99,5% do total) e 650 de residentes no estrangeiro (0,5% do total)

Em 2024, morreram no país 119 046 pessoas, mais 0,1% do que em 2023 (118 947): 118 396 foram de residentes no país (99,5% do total) e 650 de residentes no estrangeiro (0,5% do total). As doenças do aparelho circulatório e os tumores malignos representaram quase metade da mortalidade de 2024, tendo estado na origem de, respetivamente, 30 055 e 28 280 óbitos de residentes em Portugal (25,4% 23,9% da mortalidade total de residentes em Portugal). No conjunto das doenças do aparelho circulatório, destacaram-se as doenças cerebrovasculares, também designadas acidentes vasculares cerebrais (AVC), que estiveram na origem de 9 007 óbitos de residentes (7,6% do total de óbitos de residentes) e as doenças isquémicas do coração que causaram 6 470 óbitos (5,5% do total). No conjunto dos tumores malignos, destacaram-se 4 488 mortes provocadas por tumores malignos da traqueia, brônquios e pulmão, que representaram 3,8% do total de mortes de residentes. Os tumores malignos do cólon, reto e ânus representaram 3,0% da mortalidade dos residentes em 2024, com 3 564 óbitos (menos 2,1% do que no ano anterior). As doenças do aparelho respiratório causaram 14 022 óbitos de residentes, mais 7,0% do que no ano anterior e conduzindo a um aumento da taxa de mortalidade de 123,9 por 100 mil habitantes em 2023 para 131,1 por 100 mil habitantes em 2024. Cerca de 26% do aumento das mortes causadas por doenças do aparelho respiratório ficou associado ao aumento das mortes por pneumonia, com 5 283 óbitos em 2024 (INE.pt)

 

Documento secreto da CIA reacende debate: terá existido uma pista para a cura do cancro há 70 anos?

Caso ganhou atenção depois de vários utilizadores nas redes sociais descobrirem um documento da agência de inteligência americana que esteve classificado durante décadas De tempos a tempos, documentos antigos voltam a surgir e reacendem debates inesperados. Foi o que aconteceu com um relatório da CIA produzido no início da Guerra Fria, que recentemente voltou a circular na internet e levantou novas perguntas sobre uma antiga hipótese científica relacionada com o cancro. O caso ganhou atenção depois de vários utilizadores nas redes sociais descobrirem um documento da agência de inteligência americana que esteve classificado durante décadas. Segundo o jornal britânico ‘Daily Mail’, o relatório foi originalmente produzido em 1951 e apenas se tornou público muitos anos depois, quando foi desclassificado em 2014. Apesar de não revelar uma “cura secreta”, o documento descreve uma linha de investigação científica que, na época, intrigou investigadores e analistas.

A curiosa ligação entre parasitas e tumores

O relatório da CIA não era propriamente uma investigação médica conduzida pela agência. Na verdade, tratava-se de um resumo de um artigo científico soviético publicado em 1950, no qual investigadores analisavam semelhanças biológicas entre tumores cancerígenos e parasitas. O estudo sugeria que alguns parasitas — como certos vermes que vivem no interior do corpo humano — e as células cancerígenas poderiam partilhar características metabólicas semelhantes. Ambos seriam capazes de sobreviver em ambientes com pouco oxigénio e acumular grandes reservas de energia, normalmente sob a forma de glicogénio. Essa observação levou alguns cientistas a considerar uma possibilidade intrigante: medicamentos desenvolvidos para combater parasitas poderiam também afetar tumores.