Groninga é a capital da Província da Groninga, ao norte dos Países Baixos. É considerada como uma das cidades mais importantes das províncias setentrionais dos Países Baixos. Groninga também é conhecida pela sua grande comunidade estudantil: cerca de 50 000 estudantes para uma população de 190 000 habitantes.
ULTRAPERIFERIAS
Um espaço pessoal de opinião, comentário e informação
quarta-feira, fevereiro 04, 2026
Curiosidades: Riqueza dos 12 maiores milionários é maior que a de metade da humanidade
Riqueza acumulada pelos multimilionários no último ano permitiria dar 250 dólares (214 euros) a cada pessoa no mundo e os mais ricos ainda manteriam 430 mil milhões de euros. As 12 pessoas mais ricas do mundo têm mais dinheiro do que a metade mais pobre da humanidade, ou seja, do que quatro mil milhões de pessoas, avança um estudo da Oxfam.
Segundo esta confederação de organizações não-governamentais (ONG), a riqueza dos multimilionários aumentou mais de 16% em 2025 e três vezes mais rápido do que a média dos últimos cinco anos, atingindo 15,7 biliões de euros. Este valor constitui o nível mais elevado da história, conclui o relatório da Oxfam divulgado esta segunda-feira, no início do Fórum Económico Mundial, em Davos, Suíça.
“A riqueza conjunta dos multimilionários aumentou 2,1 biliões de euros no ano passado”, o que já “seria suficiente para erradicar a pobreza extrema 26 vezes”, avisa a Oxfam. Além disso, o número de multimilionários ultrapassou os 3.000 no ano passado, pela primeira vez, sendo que o mais rico, o empresário norte-americano Elon Musk, se tornou o primeiro a ter uma fortuna pessoal superior a meio bilião de dólares (430 biliões de euros). De acordo com a análise, a riqueza acumulada pelos multimilionários do mundo no último ano é tão grande que permitiria dar a cada pessoa no mundo 250 dólares (214 euros) e os mais ricos ainda manteriam 430 mil milhões de euros.
Curiosidades: perceber o Irão
Desde 28 de Dezembro que os protestos contra o regime iraniano enchem as
ruas das cidades do país e chamam à atenção do mundo. As manifestações refletem
um descontentamento profundo com a repressão política e com a ostracização das
liberdades civis (Mais Liberdade, Mais Factos)
Curiosidades: guia de viagem da Antiguidade
A lista clássica que conhecemos hoje foi
consolidada principalmente por autores como Antípatro de Sídon e Fílon de
Bizâncio (século II a.C.). Eles as chamavam de theamata (espetáculos), servindo
como um roteiro para os viajantes helenísticos.
- Grande Pirâmide de Gizé (Egito): A única que ainda resta. Construída por volta de 2560 a.C. para o faraó Quéops. Historiadores destacam a precisão matemática e os 2,3 milhões de blocos de pedra.
- Jardins Suspensos da Babilônia (Iraque?): A maior polêmica historiográfica. Não há evidências arqueológicas na Babilônia; alguns especialistas, como a Dra. Stephanie Dalley (Oxford), sugerem que ficavam em Nínive, construídos pelo rei Senaqueribe.
- Estátua de Zeus em Olímpia (Grécia): Obra de Fídias (435 a.C.). Feita de marfim e ouro (crisoelefantina). Relatos de Pausânias descrevem que a estátua quase tocava o teto do templo, simbolizando o poder divino.
- Templo de Ártemis em Éfeso (Turquia): O maior edifício do mundo grego. Foi destruído por Heróstrato em 356 a.C. (que buscava fama eterna) e reconstruído antes de ser definitivamente arruinado por invasões godas.
- Mausoléu de Halicarnasso (Turquia): Tumba de Mausolo, governante da Cária. Tão imponente que a palavra "mausoléu" derivou do seu nome. Unia estilos grego, egípcio e lício.
- Colosso de Rodes (Grécia): Estátua de bronze do deus Helios, com cerca de 33 metros. Ficou de pé por apenas 54 anos antes de um terremoto a derrubar em 226 a.C.
- Farol de Alexandria (Egito): Construído na ilha de Faros no século III a.C. Historiadores estimam que tinha mais de 100 metros de altura, utilizando espelhos para projetar luz a quilômetros de distância.
Apenas a Pirâmide de Gizé sobreviveu ao tempo, todas as outras foram destruídas por terremotos ou incêndios, restando apenas fragmentos arqueológicos e relatos literários (fonte: Facebook, Presente do Grego)
Como votaram os mais jovens e os mais velhos
Na primeira volta das eleições presidenciais, de
que forma votaram os mais jovens e os mais velhos? E por nível de instrução e
por género? De acordo com uma sondagem à boca das urnas do ICS-ISCTE, GfK e
Pitagórica, nos votantes com 65 ou mais anos, António José Seguro venceu por
larga margem, com 37% dos votos, sendo que André Ventura, o segundo
classificado, se ficou pelos 18%. Mas, a realidade na faixa etária entre os 18
e os 34 anos é bem diferente. António José Seguro alcançou também um bom
resultado (30%), mas quem recebeu mais votos foi João Cotrim de Figueiredo
(33%). André Ventura ficou-se pelos 20% nesta faixa etária.
Relativamente ao nível de instrução, entre os votantes com menos do que o ensino secundário, a vitória foi de André Ventura (34%), seguido de perto por António José Seguro (32%). Entre os votantes com ensino superior, António José Seguro destacou-se com 38% dos votos, seguindo-se Cotrim de Figueiredo com 25%. André Ventura não ultrapassou os 11%. Por último, relativamente ao género, entre os homens a vitória foi também de António José Seguro (28%), seguido de perto por André Ventura (25%) e João Cotrim de Figueiredo (20%). Entre as mulheres, António José Seguro atingiu 38% dos votos, sendo que André Ventura, o segundo classificado, se ficou pelos 19% (Mais Liberdade, Mais Factos)
Comparação entre as eleições legislativas de Maio de 2025 e a primeira volta das eleições presidenciais de Janeiro de 2026
A comparação entre os resultados das eleições
legislativas de Maio de 2025 e a primeira volta das eleições presidenciais de
Janeiro de 2026, revela uma alteração profunda no padrão territorial do voto em
Portugal continental e regiões autónomas. Nas legislativas de 2025, a Aliança
Democrática (AD) apresentou uma clara hegemonia territorial, vencendo na
maioria dos concelhos (199 dos 308 concelhos), sobretudo no norte e centro do
país. O Partido Socialista (PS) manteve bastiões relevantes no Alentejo e na Área
Metropolitana de Lisboa, enquanto o Chega (CH) consolidou uma presença forte e
contínua no sul, em especial no Algarve, Ribatejo e Setúbal.
Já nas presidenciais de 2026, o mapa eleitoral sofreu uma inversão significativa. António José Seguro (PS) passou a dominar amplamente o território, vencendo na grande maioria dos concelhos do país (225). O apoio ao candidato socialista expandiu-se de forma transversal, do litoral ao interior, reduzindo fortemente a expressão territorial da AD no norte e centro, e do Chega no sul. André Ventura (CH) também cresceu em número de concelhos face ao seu partido nas legislativas de 2025 (de 60 para 80 concelhos), com vitórias não tão concentradas no sul do país. É certo que o Algarve continua a ser um bastião ,mas penetrou no norte, especialmente em concelhos do interior, e na Madeira , onde venceu em todos os concelhos da região autónoma. Já Luís Marques Mendes (AD) apenas conseguiu arrecadar a vitória em 3 dos 199 concelhos que a AD tinha vencido em Maio de 2025. Os restantes candidatos presidenciais não venceram em qualquer concelho (Mais Liberdade, Mais Factos)
A propósito do Dia Mundial da Liberdade
Assinalou-se o Dia Mundial da Liberdade, mas a
evolução das pontuações no índice de liberdades políticas e civis, da
organização "Freedom House" (Freedom in the World), mostra uma
tendência global preocupante: o mundo está menos livre. Mais de 4 em cada 5 pessoas
no mundo (82%) vivem em países onde a liberdade diminuiu na última década,
entre 2014 e 2024. Apenas 11% da população mundial reside, hoje, em países onde
a liberdade aumentou ao longo deste período, sendo que boa parte desses países
continuam a não ser bons exemplos em termos de liberdades civis e políticas.
Neste grupo, de 51 países, incluem-se a Eslovénia, a Argentina, Timor-Leste, a
Colômbia, a Macedónia do Norte ou a Libéria.
Em contraste, 82% da população mundial vive em países (127) onde a liberdade recuou, incluindo em democracias consolidadas como a portuguesa, que baixou ligeiramente de 97 para 96 pontos (escala de 0-100). Os exemplos vão dos EUA, ao Brasil, passando pela Índia e pela Indonésia, até regimes claramente autoritários como a Venezuela, a Rússia, a China ou o Afeganistão. O quadro revela uma realidade estrutural: o retrocesso das liberdades civis e políticas não é um fenómeno marginal, nem localizado, mas sim um movimento global, transversal a regimes políticos distintos e com impacto direto sobre a maioria da população mundial (Mais Liberdade, Mais Factos)
Dia Mundial da Liberdade
Assinalou-se o Dia Mundial da Liberdade, uma data
que convida a olhar para os países que lideram — e para aqueles que ficam para
trás — nos principais indicadores internacionais de liberdade. Nas liberdades
civis, avaliadas pela Freedom House (Freedom in the World – civil liberties),
Portugal ocupa o 11.º lugar, entre 208 Estados, integrando o grupo de países
com níveis muito elevados de direitos civis, ainda que fora do pódio global. Na
qualidade da democracia, segundo o Democracy Index 2024, da The Economist,
Portugal surge em 23.º lugar, entre 167 países, refletindo uma democracia
plena, mas com desempenho inferior ao das democracias de referência do norte da
Europa.
No domínio da liberdade económica, medida pelo
Economic Freedom Index, do Fraser Institute, Portugal ocupa igualmente a 23.ª
posição, entre 165 países, evidenciando um enquadramento institucional estável,
mas marcado por maior intervenção e regulação estatal quando comparado com os
países líderes. A liberdade de imprensa é uma das áreas em que Portugal
apresenta melhor desempenho relativo. No World Press Freedom Index 2025, da
RSF, Portugal ocupa o 8.º lugar, em 180 países, aproximando-se do topo mundial
e destacando-se positivamente no contexto internacional.
Já na liberdade de expressão, avaliada pelo projeto V-Dem, Portugal está no 31.º lugar, entre 174 países, revelando algumas fragilidades num direito central das sociedades abertas, apesar de um enquadramento democrático sólido. Por fim, na liberdade académica, também medida pelo V-Dem, Portugal ocupa o 75.º lugar, em 175 países, registando o seu pior desempenho entre os vários indicadores analisados, o que levanta preocupações sobre autonomia institucional das universidades, pluralismo e liberdade de investigação (Mais Liberdade, Mais Factos)
Curiosidades: um pequeno país chamado Liechtenstein
"Em 1866, o pequeno país de Liechtenstein enviou 80 homens para a guerra durante a Guerra Austro-Prussiana. Mas algo inesperado aconteceu: nenhum deles sofreu baixas. Todos retornaram para casa sãos e salvos. O mais curioso é que, no caminho, eles fizeram amizade com um soldado italiano, que decidiu abandonar seu exército e se juntar ao grupo. Assim, quando voltaram, o contingente tinha 81 pessoas. Esse episódio é um verdadeiro exemplo de sorte, camaradagem e do peculiar lado histórico de uma das menores nações da Europa. Liechtenstein nunca teve um grande exército e, até hoje, se mantém um país pacífico e neutro, mostrando que, às vezes, coragem e amizade valem mais do que números em uma guerra” (Fonte: Realmente Curioso)
Principais economias europeias deverão continuar a crescer
As principais economias europeias deverão
continuar a crescer pouco, em 2026, segundo as projeções do FMI. Alemanha e
França deverão registar um crescimento real do PIB de apenas 0,9%, enquanto o
Reino Unido ficará ligeiramente acima, com 1,3%. Estes valores contrastam com o
crescimento de outras importantes economias, como os Estados Unidos (+2,1%), a
China (+4,2%) e, sobretudo, a Índia (+6,2%), que continuam a apresentar ritmos
de crescimento muito superiores. O Japão e a Rússia também deverão crescer pouco,
apenas 0,6% e 1,0%, respetivamente.
O fraco desempenho europeu reflete problemas estruturais persistentes: elevada carga regulatória, mercados de trabalho rígidos, envelhecimento demográfico e baixos ganhos de produtividade, com as maiores economias do continente incapazes de crescer significativamente. Portugal surge com uma estimativa de crescimento de 2,1%, superior à registada na maioria dos países da Europa Ocidental, caracterizado por níveis de rendimento mais elevados, e próximo dos ritmos de crescimento observados nos países da Europa de Leste — economias do nosso “campeonato”, que continuam abaixo da média da União Europeia em termos de PIB per capita em paridade de poderes de compra. Estimativa do Governo inscrita no Relatório da Proposta de Orçamento do Estado para 2026 é ligeiramente superior (+2,3%) (Mais Liberdade, Mais Factos)
Curiosidades: aquela nuvem branca e fofinha no céu
Você já imaginou que aquela nuvem branca e fofinha no céu pode ser um verdadeiro gigante pesado flutuando sobre a sua cabeça? Apesar de parecer leve e delicada, uma nuvem cumulus média pode pesar mais de 500 toneladas, o equivalente a 100 elefantes! O segredo está nas milhões de gotículas de água e cristais de gelo que a compõem. Cada gota é minúscula, mas juntas formam uma massa impressionante. E mesmo com todo esse peso, as nuvens não caem porque são sustentadas pelas correntes de ar quente que sobem e pela diferença de densidade em relação ao ar ao redor. Quando essas gotículas ficam grandes demais, a nuvem não consegue mais se sustentar e é assim que começa a chover. Ou seja, aquela nuvem fofinha que você olha no céu pode ser um verdadeiro elefante de água flutuando sobre nós, pronta para nos surpreender (Fonte: Realmente Curioso)
Venezuela tem as maiores reservas de petróleo
A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo, comprovadas, do mundo, concentrando cerca de 18% do total global, à frente da Arábia Saudita (16%), do Irão (12%) e do Canadá (10%). Apesar desta expressiva riqueza energética, a Venezuela atravessa um prolongado processo de degradação económica e de elevada instabilidade política. Entre os acontecimentos mais recentes, destaca-se a recondução de Nicolás Maduro à presidência, em 2024, num processo eleitoral marcado por fortes suspeitas de fraude na contagem dos votos. Já em Janeiro de 2026, Maduro foi capturado pelas autoridades dos Estados Unidos e transferido para território norte-americano, onde enfrenta vários processos judiciais. Este episódio constitui mais um capítulo na crise política e institucional que o país vive há mais de uma década. Não obstante a dimensão excecional das suas reservas, a Venezuela tem registado níveis de produção persistentemente baixos, refletindo problemas estruturais profundos, nomeadamente a degradação da empresa petrolífera estatal, a escassez de investimento, o colapso institucional e o isolamento internacional (Mais Liberdade, Mais Factos)
O PR e a “bomba atómica” do sistema político
A dissolução da Assembleia da República — muitas
vezes descrita como a “bomba atómica” do sistema político — é um dos poderes
mais fortes do Presidente da República e já foi usada várias vezes desde 1976.
Os Presidentes da República recorreram a este instrumento por 10 vezes ao longo
da democracia, em contextos de crise política grave. Ramalho Eanes inaugurou o
uso deste poder em 1979, na sequência da demissão do primeiro-ministro Carlos
Mota Pinto, que liderava um governo de iniciativa presidencial com pouco
suporte da Assembleia da República. Ramalho Eanes viria a utilizar este poder
por mais duas vezes, após demissões dos primeiros-ministros Francisco Pinto
Balsemão em 1982 e Mário Soares em 1985. Mário Soares, enquanto Presidente da
República, dissolveu a Assembleia apenas em 1987, após a aprovação de uma moção
de censura ao governo de Cavaco Silva.
Jorge Sampaio utilizou a dissolução em 2001, após a demissão do primeiro-ministro António Guterres, e em 2004, invocando uma “grave crise de credibilidade do governo” liderado por Santana Lopes para anunciar que iria dissolver a AR (Santana Lopes assumira o governo há apenas 4 meses, após a saída de Durão Barroso para a Comissão Europeia). Cavaco Silva dissolveu a Assembleia em 2011, na sequência do chumbo do PEC IV e da demissão de José Sócrates. Mais recentemente, Marcelo Rebelo de Sousa voltou a acionar este poder por três vezes, nomeadamente com o fim da “geringonça” e a crise em torno do Orçamento do Estado para 2022 e, posteriormente, após as demissões de António Costa (2024) e de Luís Montenegro (2025), confirmando que a dissolução do Parlamento continua a ser um instrumento central na gestão de crises políticas (Mais Liberdade, Mais Factos)
O PR e o direito de veto
O direito de veto, é um dos principais poderes do
Presidente da República e esse instrumento tem sido utilizado frequentemente
pelos sucessivos Chefes de Estado. De acordo com os dados da Assembleia da
República, Marcelo Rebelo de Sousa foi o Presidente que mais vetou diplomas,
desde 1976, totalizando 50 vetos e superando Cavaco Silva (32), Mário Soares
(26), Jorge Sampaio (20) e Ramalho Eanes (17).
Os vetos presidenciais dividem-se entre vetos políticos — quando o Presidente discorda do conteúdo ou da oportunidade legislativa — e vetos por inconstitucionalidade, quando considera que o diploma viola a Constituição. No caso dos últimos, o Presidente envia os diplomas para o Tribunal Constitucional, para fiscalização preventiva, e caso se confirme a inconstitucionalidade são vetados. No caso de Marcelo Rebelo de Sousa, destaca-se o uso frequente do veto político (43 dos 50 vetos), refletindo uma presidência particularmente interventiva no processo legislativo (Mais Liberdade, Mais Factos)
A primeira volta das presidenciais
Os resultados da primeira volta das eleições
presidenciais deram a vitória a António José Seguro, com 31,1% dos votos
validamente expressos. Contudo, esta percentagem ficou muito aquém dos 50%
necessários para garantir a eleição. Historicamente, as eleições presidenciais
portuguesas foram quase todas decididas à primeira volta, refletindo maiorias
claras em torno do candidato vencedor. Desde 1976, apenas em duas ocasiões isso
não aconteceu: em 1986 e agora em 2026.
Em 1986, Freitas do Amaral venceu a primeira volta com 46,3% dos votos, mas acabaria por perder na segunda volta para Mário Soares, que venceu com 51,2% dos votos (depois de obter apenas 25,4% na primeira volta). Em 2026, António José Seguro obteve 31,1% dos votos na primeira volta, o valor mais baixo de sempre para o candidato mais votado, remetendo, 40 anos depois, a decisão para uma segunda volta. Os resultados de ontem evidenciam um contexto de forte fragmentação eleitoral e uma erosão do consenso em torno das candidaturas presidenciais, contrastando com a maioria das eleições anteriores, em que os vencedores superaram a fasquia dos 50% logo na primeira votação. (Mais Liberdade, Mais Factos)
Curiosidades: recordando Yaakov Freitag
Um milhão e meio de crianças foram assassinadas no
Holocausto. Ao recordar uma delas, honra-se a memória de todas. Seu nome era
**Yaakov Freitag**, mas em família era chamado de **Janusz** ou **Jankele**.
Para seu tio, o fotógrafo **Mendel Grossman**, o menino passou a simbolizar
todas as crianças do gueto de Łódź: famintas, doentes, cercadas pela morte e
vivendo sob a ameaça constante das deportações.
Nas fotografias que sobreviveram, Janusz quase sempre aparece ligado à comida: mordendo uma cenoura congelada, dividindo uma tigela de sopa com o tio, provando algumas cerejas. Eram imagens simples, mas carregadas de significado, num lugar onde a fome era cotidiana. Janusz tinha apenas **seis anos** quando faleceu por inanição no gueto, em 1943. Grande parte de sua família também foi exterminado, incluindo seus pais.
Curiosidades: a cadela Judy
Em 14 de fevereiro de 1942, em meio ao caos da Segunda Guerra Mundial, uma história extraordinária de coragem e lealdade se desenrolou nas águas da costa da Indonésia. O HMS Grasshopper, um navio britânico, foi bombardeado pelos japoneses durante a Batalha do Mar de Java. A bordo estava uma heroína improvável: Judy, uma cadela destemida e leal. Quando o ataque começou, o navio mergulhou em pânico. Entre explosões e fumaça, Judy entrou em ação. Ela ajudou vários tripulantes a nadar até uma ilha próxima — um ato de heroísmo que salvou vidas e marcou apenas o início de sua jornada incrível.
Presos na ilha, os sobreviventes enfrentavam sede e exaustão. Foi Judy quem detectou um recurso essencial: uma fonte subterrânea de água doce, acessível apenas na maré baixa. Guiados pelo faro da cadela, os homens conseguiram água potável e ganharam uma nova chance de sobreviver. Quando decidiram atravessar a selva para escapar, Judy os liderou. Lá, enfrentou a natureza selvagem sem hesitar. Há relatos de que ela enfrentou um crocodilo e até encarou um tigre, sempre protegendo seus companheiros humanos com coragem impressionante.
Apesar de todos os esforços, Judy e os tripulantes
acabaram capturados pelas tropas japonesas e enviados a um campo de
prisioneiros de guerra — ambientes brutais, desumanos e devastadores. Mesmo
ali, Judy continuou sendo um farol de esperança. Sua presença levantava o moral
dos prisioneiros e fortalecia sua determinação de sobreviver. Ela passou pelas
mesmas dificuldades que eles, dividindo fome, doenças e punições, mas jamais
perdeu o espírito.
Em 1945, após três anos de cativeiro, a guerra terminou e os prisioneiros foram libertados. Judy não foi esquecida. Seu heroísmo foi reconhecido com a Dickin Medal of Valor, a mais alta honraria britânica concedida a animais por bravura. Um prêmio que refletiu sua dedicação inabalável e o impacto profundo que teve na vida de tantos homens. A história de Judy é uma celebração de coragem, lealdade e do poder do vínculo entre humanos e animais. Em meio aos horrores da guerra, ela salvou vidas, deu esperança e provou que o espírito de proteção e amor pode existir até nos cenários mais sombrios. O legado dessa cadela heroica continua vivo — lembrando ao mundo que, às vezes, os maiores heróis caminham sobre quatro patas (História Perdida)
Curiosidades: Venda de esposas era prática na Idade média...
A venda de esposas foi uma das práticas mais bizarras associadas ao casamento na Idade Moderna, ocorrendo a partir do século XVII e se estendendo até meados do século XIX. Em um período em que o divórcio era caro, complexo e praticamente inacessível, sobretudo para as classes populares, muitos britânicos recorreram a esse método extremo como forma informal de encerrar uniões fracassadas. O ritual era público e humilhante: o marido colocava uma coleira ou corda no pescoço da esposa e a conduzia até tavernas, praças ou feiras, onde ela era leiloada a outro homem. Apesar de hoje soar absurda e cruel, essa prática era amplamente tolerada pela sociedade da época e, em certos contextos, vista como uma solução pragmática. Não se tratava de um ato oficialmente legal, mas era aceito como um “divórcio de fato”, sobretudo entre os pobres.
Líderes da Estratégia: o Impacto que moldou o mundo
A história não é feita apenas de datas, mas das
táticas e ambições de comandantes que redesenharam fronteiras. Confira o
impacto real desses líderes:
Alexander, o Grande: Não apenas conquistou o maior império da
Antiguidade, mas promoveu o Helenismo, fundindo culturas ocidentais e orientais
que influenciaram a filosofia e a ciência por milênios.
Genghis Khan: Unificou as tribos mongóis e criou o
maior império contíguo da história. Seu legado inclui a abertura da Rota da
Seda e uma revolução na logística militar e comunicações (o sistema Yam).
Napoleão Bonaparte: Para historiadores como Andrew
Roberts, ele foi o "Iluminismo a cavalo". Suas guerras espalharam o
Código Civil, o mérito burocrático e o nacionalismo moderno por toda a Europa.
Subutai: O principal general de Genghis Khan. Especialistas o consideram o maior estrategista móvel; ele coordenava exércitos a milhares de quilômetros de distância sem comunicações modernas.
Curiosidades: pedidos da Boeing e Airbus para 2025
Em 2025, Airbus e Boeing receberam pedidos combinados de 2.175 aeronaves de uma ampla gama de clientes. Este gráfico divide esses pedidos em seis categorias de compradores: companhias aéreas, grupos de companhias aéreas, locadoras de aeronaves, militares e governamentais, operadores de carga e clientes não divulgados ou privados. Grupos de companhias aéreas são conjuntos de companhias aéreas operadoras que fazem pedidos de aeronaves em nível de grupo. O International Airlines Group (IAG), por exemplo, encomenda aeronaves em nome de companhias aéreas como British Airways, Iberia e Aer Lingus, entre outras.
Locadores de Aeronaves são empresas que fazem compromissos de compra, mas não operam voos, alugando aeronaves para múltiplas companhias aéreas clientes. As aeronaves encomendadas em 2025 abrangem uma ampla variedade de modelos, incluindo A220, A320, A321neo, A330, A350, 737, 737 MAX, 767, 777 e 787. Notavelmente, a flydubai anunciou um acordo de destaque para 150 A321neos em novembro de 2025, avaliados em 24 bilhões de dólares. Como esse acordo foi um Memorando de Entendimento (MoU) e não uma ordem firme, ele não está incluído no banco de dados oficial de pedidos da Airbus (fonte: Voronoi)
Curiosidades: os 15 Principais Países por RNB Per Capita (2004 vs. 2024)
Nas últimas duas décadas, os níveis de renda nos
países mais ricos do mundo aumentaram de forma constante, refletindo ganhos de
longo prazo em produtividade, salários e renda nacional. No entanto, o ritmo de
crescimento variou significativamente entre países. Este infográfico compara os
15 principais países por Renda Nacional Bruta (RNB) per capita em 2024 com seus
níveis de renda em 2004, destacando como a prosperidade nacional evoluiu ao
longo de um período de 20 anos.
Países Europeus Ultra-Ricos
A Noruega ocupa o primeiro lugar, aumentando seu RNB per capita de $54 mil em 2004 para 98 mil dólares em 2024, apoiado por fortes exportações de energia, altos salários e um sistema de bem-estar bem desenvolvido. A Suíça segue de perto, subindo de 55 mil para 95 mil dólares, refletindo sua força nas finanças, farmacêuticos e manufatura de alto valor. Enquanto isso, Luxemburgo, há muito conhecido por seu setor financeiro, cresceu de US$ 63 mil para US$ 85 mil, mantendo sua posição entre as nações de maior renda do mundo.
A devastação do Kristin
A depressão Kristin, que na semana passada devastou o centro do país, trouxe novamente para o debate público a intensidade dos fenómenos meteorológicos extremos em Portugal. Durante a sua passagem, foi batido o recorde da maior rajada de vento alguma vez registada em Portugal Continental. A 28 de Janeiro de 2026 foi medida uma rajada de vento de cerca de 209 km/h, numa estação situada em Degracias, em Soure. No entanto, por esta estação estar a 524 metros de altitude (o vento é sentido com maior intensidade face às cotas mais baixas) e, provavelmente, não ter metodologias técnicas equivalentes às utilizadas pelo IPMA, não se pode, para já, comparar com os valores históricos registados pelo IPMA (carece de validação oficial). Em Monte Real, a rajada atingiu 178 km/h e, apesar de também não ser uma estação IPMA, utiliza metodologias técnicas iguais, pelo que o registo é comparável. O anterior recorde (176 km/h) tinha sido registado a 13 de Outubro de 2018, na Figueira da Foz, durante a depressão Leslie.
Curiosidades: Como os Tribunais dos EUA estão filtrando a crise da Venezuela
Este infográfico visualiza a enorme pressão
financeira que encontra uma fechadura jurídica estreita. Ele divide a
esmagadora crise da dívida de 150 bilhões de dólares da Venezuela em fluxos
específicos de dinheiro que disputam um único prêmio corporativo: o Citgo.
Conflito central
Embora a dívida total inclua desde títulos soberanos até empréstimos políticos da China e da Rússia, os tribunais dos EUA filtraram isso para uma fatia específica "elegível para leilão" de apenas 19 bilhões de dólares. O conflito central é visualizado no "ponto de estrangulamento": bilhões em dívida soberana estão bloqueados na parede externa, enquanto apenas um grupo seleto de decisões arbitrais consegue penetrar com sucesso o véu corporativo para atingir o ativo. Enquanto a empresa na verdade expandiu seu capital humano com um crescimento de 39% da força de trabalho desde 2021. Isso cria um contraste marcante: uma capa financeira em dificuldades que esconde um núcleo industrial saudável de refinarias, terminais e mais de 4.000 postos de gasolina.
O Paradoxo
A proposta vencedora de ~$5,9 bilhões elimina menos de 30% até mesmo das reivindicações elegíveis. Esse resultado essencialmente tira à Venezuela um motor econômico vital e em crescimento, enquanto deixa a grande maioria de seus credores e sua dívida nacional não paga (fonte: Voronoi)
Turismo Global em 2025: os 100 principais destinos, os 20 principais mercados de origem, crescimento e desafios
No nível agregado, o turismo parece estável. Sob a
superfície, o crescimento é profundamente irregular. Até 2025, as chegadas
internacionais de pernoite não são mais moldadas pela dinâmica de reabertura ou
pela demanda reprimida. Em vez disso, os resultados refletem cada vez mais
diferenças na composição da demanda, dinâmicas de origem e mercado, geopolítica
e movimentos cambiais. No nível global, o sistema parece estável. No nível de
destino e regional, está longe disso.
O Top 100 Global: A Escala Ainda Domina
Em 2025, os 100 maiores destinos turísticos do mundo registraram cerca de 930 milhões de chegadas internacionais com pernoite, cerca de 8% acima dos níveis anteriores à pandemia em 2019. O turismo permanece altamente concentrado: os 20 principais destinos sozinhos representam cerca de um terço de todas as chegadas. 16 destinos "superscale" — cerca de 3% dos cobertos — atraem mais de 10 milhões de visitantes internacionais anualmente, enquanto outros 26 destinos estão na faixa de 5 a 10 milhões. Essa concentração importa. Os rankings são fixos, a escala confere visibilidade, e os maiores destinos continuam a ancorar os fluxos de turismo global. Mas a escala sozinha já não garante mais impulso.
Curiosidades: as Moedas com Melhor e Pior Desempenho de 2025
Esta visualização destaca as moedas com melhor e pior desempenho de 2025, medidas pela variação percentual de valor em relação ao dólar americano entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025. O desempenho da moeda em 2025 mostrou uma divisão acentuada, com algumas moedas registrando fortes ganhos, enquanto outras sofreram quedas acentuadas em meio à inflação, incerteza política e instabilidade econômica.
Curiosidades: as 50 Maiores Economias do Mundo por PIB em 2026
Este infográfico classifica as 50 maiores economias do mundo por PIB nominal projetado para 2026, com base em dados do World Economic Outlook do FMI (outubro de 2025).
Principais Pontos
A economia global está projetada para atingir US$ 123,6 trilhões em 2026. Os Estados Unidos continuam sendo a maior economia do mundo, respondendo por mais de 31,8 trilhões de dólares em PIB. As cinco principais economias geram mais de 55% da produção econômica global (fonte: Voronoi)
Curiosidades: Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
Assinalou-se recentemente o Dia Internacional em Memória
das Vítimas do Holocausto, uma data essencial para preservar a memória
histórica e honrar as vítimas. Atualmente existem, em todo o mundo, cerca de
196 600 sobreviventes do Holocausto ainda vivos. A esmagadora maioria pertence
às gerações mais jovens da época: 69% têm hoje entre 79 e 89 anos, o que
significa que tinham menos de 10 anos em Janeiro de 1945 (alguns ainda não
tinham nascido), perto do final da Segunda Guerra Mundial.
Outros 30% têm atualmente entre 90 e 99 anos, correspondendo a pessoas que eram maioritariamente adolescentes na fase final do Holocausto. Apenas 1% dos sobreviventes tem 100 anos ou mais, tendo já idade adulta em Janeiro de 1945. Quanto ao atual país de residência, metade dos sobreviventes vive atualmente em 🇮🇱 Israel (50%), refletindo o papel central do país no acolhimento das vítimas após a guerra. Os 🇺🇸 EUA concentram 16%, seguidos por 🇫🇷 França (9%), 🇷🇺 Rússia (7%) e 🇩🇪 Alemanha (5%). A dispersão geográfica contrasta com a convergência de idades: estamos a assistir ao desaparecimento da última geração de testemunhas diretas do Holocausto. A memória histórica depende cada vez menos do testemunho vivo e cada vez mais do rigor factual e da transmissão institucional (Mais Liberdade, Mais factos)
Curiosidades: Top das 3 marcas de automóveis mais fiáveis de 2026
Toyota, Subaru e Lexus
lideram o ranking. Reforçam a reputação do Japão em engenharia consistente e
fiabilidade a longo prazo.
Como é
calculada a fiabilidade
- Baseado nos predicted reliability scores da Consumer Reports.
- Análise de 380.000 veículos reportados por proprietários.
- Avaliação de padrões de problemas em motores, transmissões, eletrónica, etc.
- Comparação entre diferentes tipos de motorização: gasolina, híbridos, plug‑in e elétricos.
Curiosidades: o que são estas crateras
O mapa apresenta as 12
maiores crateras de impacto confirmadas na Terra, baseadas em dados do Earth
Impact Database. Estas crateras resultam de colisões de asteroides que moldaram
profundamente a história geológica do planeta.
As maiores crateras
- Vredefort (África do Sul) é a maior conhecida: 160 km de diâmetro, formada há mais de 2 mil milhões de anos.
- Chicxulub (México), com 150 km, é famosa por estar ligada à extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos.
Curiosidades: O degelo no Ártico está a acelerar
O Ártico está a aquecer
quatro vezes mais rápido do que o resto do planeta. Desde 1980, a extensão
mínima anual de gelo diminuiu 39%. Só em 2025, a Groenlândia perdeu 129 mil
milhões de toneladas de gelo.
A navegação no Ártico está
a aumentar
- O tráfego marítimo no Ártico cresceu 37% na última década.
- Em 2024, 1.781 navios percorreram 12,7 milhões de milhas náuticas na região.
- O degelo prolonga as épocas navegáveis e abre novas rotas.
Novas rotas estratégicas
Northern Sea Route (Rússia): cada vez mais utilizada e central para a estratégia russa. Em 2025, o primeiro navio completou a rota China–Europa em 20 dias, contra 27 dias via Suez. Transpolar Route (atravessando o Polo Norte) poderá tornar‑se viável por volta de 2059, reduzindo ainda mais distâncias e custos.
Impacto geopolítico e
económico
A região torna‑se mais
importante para:
- Rússia (comércio e segurança militar).
- EUA, que consideram a Gronelândia estratégica.
- O Ártico contém recursos valiosos: petróleo e terras raras.
As novas rotas podem alterar padrões globais de comércio e dependência de canais tradicionais como Suez (fonte: Voronoi)
Curiosidades: As rotas domésticas mais movimentadas por região em 2025
As rotas domésticas mais movimentadas por região em 2025, medidas pelo número de assentos programados (dados OAG). A rota mais movimentada do mundo é Jeju–Seul (Coreia do Sul), com 14,4 milhões de assentos — muito acima de qualquer outra região. Na América do Norte, Vancouver–Toronto lidera, ligeiramente à frente de Los Angeles–Nova Iorque (JFK). A América Latina tem uma rota surpreendentemente forte: Bogotá–Medellín, com 6,2 milhões de assentos. O Médio Oriente mostra grande volume com Jeddah–Riade, refletindo forte mobilidade interna na Arábia Saudita (fonte: Voronoi)
Curiosidades: comparar os EUA e o Irão em três dimensões militares
Orçamento de defesa
- Efetivos militares por mil habitantes
- Capacidades aéreas, terrestres e navais
- O foco é mostrar a assimetria estratégica entre uma superpotência global e um ator regional.
Orçamento e poder
tecnológico
- Os EUA gastam $831,5 mil milhões em defesa.
- O Irão gasta $9,23 mil milhões.
Curiosidades: O Irão já foi uma potência económica regional
Em 1977, o Irão era a 17.ª
maior economia do mundo. Crescia a uma média impressionante de 10,8% ao ano
entre 1960 e 1976. Tinha uma economia maior do que Arábia Saudita, Turquia, EAU
e Israel.
A Revolução Islâmica e a
Guerra Irão–Iraque travaram o crescimento
A economia contraiu fortemente após 1979. A guerra de oito anos com o Iraque agravou a queda. No final dos anos 1980, o Irão caiu para a 28.ª posição mundial, ficando atrás da Turquia.
terça-feira, fevereiro 03, 2026
O turismo transformou a estrutura da economia portuguesa
O crescimento do turismo transformou profundamente a estrutura da economia portuguesa na última década, com destaque para os setores do alojamento e da restauração, que cresceram muito acima da média da economia, desde 2014. Os dados mostram um desvio claro e persistente entre estas atividades e a maioria dos restantes setores, refletindo uma especialização crescente da economia em setores ligados à oferta turística. Entre 2014 e 2019, alojamento e restauração registaram um crescimento robusto e contínuo do seu volume de negócios total, ajustado para a inflação, largamente superior ao da economia no seu conjunto. O setor do alojamento destacou-se de forma particularmente acentuada, beneficiando do aumento sustentado do número de turistas estrangeiros. A restauração acompanhou esta trajetória, embora com um crescimento ligeiramente menos pronunciado.
A pandemia de Covid-19
provocou uma quebra abrupta em ambos os setores, especialmente no alojamento,
que registou uma contração muito superior à média da economia. No entanto, esta
queda foi seguida por uma recuperação rápida e intensa a partir de 2021, impulsionada
pelo regresso do turismo internacional, pela procura reprimida e pelo
reposicionamento de Portugal como destino seguro e competitivo.
No período pós pandemia, o crescimento acelerou ainda mais. Entre 2021 e 2024, o volume de negócios do alojamento disparou, atingindo um crescimento acumulado de cerca de +173%, desde 2014, enquanto a restauração alcançou +143%. Em contraste, o volume de negócios total da economia cresceu apenas +44%, no mesmo período, evidenciando o fosso crescente entre os setores ligados ao turismo e o resto da atividade económica. Este diferencial de crescimento evidencia um dinamismo muito mais acentuado dos setores ligados ao turismo, reforçando o seu papel como principal motor da economia, com os benefícios e os riscos inerentes a uma maior dependência desta atividade (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)





















.webp)




.webp)







