fonte: ABC
ULTRAPERIFERIAS
Um espaço pessoal de opinião, comentário e informação
terça-feira, junho 30, 2026
Barómetro DN/Aximage: Governo ganha seis pontos na avaliação de desempenho em junho, mas 56% dão nota negativa
Executivo recebe avaliação positiva de 39% dos inquiridos, face a 33% em maio. Ventura reforça perceção de líder da Oposição, com 55%, face a 22% de Carneiro. Oposição tem avaliação em linha com maio. PS lidera mas recua face a 33,4% em maio. AD sobe de 23,2% para 25,3%. Chega cresce 0,1 pontos para 23,6%. Tendo em conta a margem de erro, AD e Chega estão em empate técnico (DN-Lisboa)
Mais Liberdade: taxa de pobreza em Portugal com trajetória descendente
A taxa de
pobreza em Portugal tem apresentado uma trajetória descendente, ao longo das
últimas três décadas. Mas, se a analisarmos com base no nível de rendimentos do
limiar da pobreza de há 30 anos, a redução da pobreza revela-se ainda mais
pronunciada. A taxa de risco de pobreza caiu de 23%, em 1994, para 15,4%, em
2024. No entanto, este indicador baseia-se num limiar relativo, que é
recalculado todos os anos em função dos rendimentos da sociedade. Este limiar
de pobreza corresponde a 60% da mediana do rendimento disponível equivalente. À
medida que os rendimentos aumentam, o próprio limiar de pobreza também sobe, o
que torna a taxa de pobreza mais uma métrica da desigualdade, do que da
pobreza.
Quando se
considera o limiar de pobreza de 1994, atualizado apenas pela inflação para os
preços atuais, a percentagem de portugueses abaixo desse patamar seria hoje
inferior a 4%.
Isto
significa que uma grande parte da população que é considerada pobre atualmente,
com base nos critérios de há três décadas já não o seria. Os padrões de vida
melhoraram significativamente e o nível de vida do limiar de pobreza também é
muito superior. A diferença entre os dois indicadores ajuda a compreender duas
realidades distintas. A taxa de risco de pobreza mede a pobreza relativa, isto
é, quantas pessoas têm rendimentos muito inferiores aos da média da sociedade
em cada momento. Já a comparação com um limiar fixo permite avaliar a evolução
do poder de compra e das condições materiais de vida ao longo do tempo. Ambas
as perspetivas são relevantes, mas mostram dimensões diferentes do progresso
económico e social do país (Mais
Liberdade, Mais Factos)
Mais Liberdade: Portugal destaca-se entre os países europeus por uma aparente contradição
Portugal destaca-se entre os países europeus por uma aparente contradição: os contribuintes financiam a maior parcela dos sistemas públicos de saúde, mas continuam a suportar diretamente do seu bolso uma fatia muito elevada da despesa total em saúde. Em 2023, o financiamento público representou 87% da despesa do SNS, o valor mais elevado entre os países europeus da OCDE com dados disponíveis. No entanto, em 2022, a despesa privada correspondia a 38% da despesa total em saúde, o terceiro valor mais elevado do grupo analisado. Isto significa que, apesar do forte financiamento público do SNS através dos impostos, muitas famílias continuam a ter de recorrer a seguros de saúde, consultas privadas, exames, medicamentos e outros cuidados pagos diretamente do seu bolso. Há, portanto, uma duplicação dos gastos em saúde para estas famílias. Esta realidade sugere que o elevado esforço coletivo de financiamento do sistema público não elimina a necessidade de uma despesa privada significativa, levantando questões sobre a acessibilidade, disponibilidade e resposta dos cuidados de saúde para uma parte importante da população (Mais Liberdade, Mais Factos)
Mais Liberdade: despesa pública em Portugal e nos países europeus e norte-americanos da OCDE
A despesa pública em Portugal e nos países europeus e norte-americanos da OCDE, distribui-se de forma bastante diferente, entre as suas principais categorias. Em Portugal, a proteção social representa 39% da despesa pública total, um valor bastante superior à média da OCDE (31%). A saúde absorve 16% da despesa (vs. 19% na OCDE), os serviços públicos gerais 14% (vs. 14% na OCDE), a educação 10% (vs. 11% na OCDE) e os assuntos económicos, uma categoria bastante abrangente, outros 10% (vs. 10% na OCDE). Destes números, a principal conclusão que se tira é que, em Portugal, a despesa pública se concentra mais na proteção social, em detrimento, sobretudo, da saúde. A proteção social é, de longe, a maior rubrica da despesa pública em todos os países analisados. A Finlândia lidera com 46%, seguida do Luxemburgo (43%) e de Dinamarca, Áustria, França, Espanha e Alemanha (todas com 41%). No extremo oposto, os 🇺🇸 EUA dedicam apenas 20% da sua despesa pública à proteção social, reflexo de um modelo de Estado social muito menos protecionista do que o europeu. A saúde tem um peso especialmente elevado nos EUA (26%), na Irlanda (23%) e na Chéquia (20%), enquanto a Suíça se destaca por dedicar apenas 7% da sua despesa pública a esta área, compensando com um peso muito maior na educação (17%), categoria em que, proporcionalmente, é o país que mais gasta (18%). Itália (7%), Grécia (8%), França e 🇪🇸 Espanha (ambos com 9%) são os países que destinam a menor proporção da sua despesa pública à educação. Estes dados revelam que, embora todos os países da OCDE partilhem uma estrutura de despesa pública com traços comuns, existem diferenças significativas que refletem escolhas políticas, modelos de Estado social e graus distintos de desenvolvimento económico e institucional (Mais Liberdade, Mais Factos)
Mais Liberdade: adoção da Inteligência Artificial é a chave para salários mais altos?
Será que a adoção da Inteligência Artificial é a chave para salários mais altos? O debate sobre a automação foca-se, muitas vezes, no medo da substituição de funções, mas os dados mais recentes do Global AI Jobs Barometer 2025, da PwC, trazem uma perspetiva diferente: as indústrias que mais abraçam a IA estão a registar maiores crescimentos de produtividade e rendimentos. Entre 2018 e 2024, a diferença entre os setores com maior e menor exposição à IA tornou-se evidente. No 4.º quartil (as indústrias mais expostas à IA), a receita por empregado — um indicador direto de produtividade — disparou 27,0%. Em contraste, nas indústrias menos expostas (1.º quartil), esse crescimento ficou-se pelos 8,5%. Este ganho de eficiência está a transbordar para a carteira dos trabalhadores. O salário médio nas indústrias com maior utilização de IA cresceu 16,7%, o que representa mais do dobro do crescimento verificado no grupo menos exposto (7,9%). A progressão é quase linear: à medida que a adoção da IA aumenta em cada setor (do 1.º ao 4.º quartil), tanto a receita gerada por cada trabalhador, como a sua remuneração média acompanham essa subida. Estes dados sugerem que a exposição à IA não deve ser vista apenas como um desafio de adaptação, mas como uma oportunidade. O diferencial de 8,8 pontos percentuais no crescimento salarial entre os extremos mostra que a qualificação e o uso de ferramentas de IA são, atualmente, dos maiores motores de valorização do trabalho à escala global (Mais Liberdade, Mais Factos)
Mais Liberdade: Portugal possui cerca de 156 mil km² de área terrestre e águas territoriais
Sem contabilizar a Zona Económica Exclusiva (ZEE), Portugal possui cerca de 156 mil km² de área terrestre e águas territoriais (inclui áreas marinhas interiores e mar territorial), ocupando apenas a 93.ª posição entre os 172 países analisados. Contudo, quando se acrescenta a área marítima sobre a qual o país exerce direitos económicos exclusivos, a dimensão total ascende a cerca de 1,9 milhões de km², colocando Portugal na 29.ª posição mundial. Grande parte desta projeção marítima, mais de 80%, resulta precisamente das regiões autónomas. Os Açores representam mais de metade da ZEE portuguesa, com cerca de 954 mil km², enquanto a Madeira acrescenta aproximadamente 446 mil km². Em comparação, a ZEE associada ao território continental ronda os 328 mil km². Esta vasta área marítima confere a Portugal uma relevância estratégica muito superior à sugerida pela sua dimensão terrestre. O país dispõe de direitos exclusivos sobre importantes recursos marinhos, beneficia de uma posição privilegiada no Atlântico e possui um enorme potencial para atividades ligadas à economia azul, à investigação científica e à exploração sustentável dos oceanos. Mas a dimensão marítima portuguesa poderá ainda vir a aumentar significativamente. Em 2009, Portugal submeteu às Nações Unidas uma proposta para a extensão da sua plataforma continental, aguardando ainda uma decisão. Caso a pretensão portuguesa seja aprovada, a área marítima sob jurisdição nacional poderá atingir cerca de 4 milhões de km², o que colocaria Portugal na 16.ª posição mundial em termos de dimensão (Mais Liberdade, Mais Factos)
Mais Liberdade: taxa efetiva de IRS aplicada em 2025
A comparação entre a taxa efetiva de IRS aplicada em 2025 e a que incidia sobre os rendimentos equivalentes em 2003, descontando a inflação, mostra que a carga fiscal aumentou em todos os níveis de rendimento analisados, desde os 1.000€ brutos de salário base mensal até aos 10.000€. Considerando um trabalhador solteiro e sem filhos, um salário base bruto mensal de 1.000€ suportava, em 2025, uma taxa efetiva de IRS de 7,6%, acima dos 6,1% aplicados em 2003 para um rendimento com o mesmo poder de compra. A mesma tendência verifica-se nos restantes escalões: por exemplo, nos 1.500€ a taxa passou de 11,9% para 12,4%, nos 2.000€ passou de 14,9% para 15,6%, e nos 2.500€ subiu de 18,5% para 19,0%. Nos rendimentos mais elevados, a diferença também é visível. Um salário bruto mensal de 5.000€ está sujeito a uma taxa efetiva de IRS de 28,1%, quando o valor equivalente em 2003 era tributado a 26,9%. Nos 10.000€ subiu de 33,2% para 35,7%. Em todos os níveis de rendimento, dos mais baixos aos mais elevados, uma parcela maior do rendimento bruto é atualmente entregue ao Estado através do IRS, comparativamente com o que acontecia há cerca de duas décadas. E, é possível observar outra dinâmica: foi nos extremos, tanto nos rendimentos mais baixos (1.000€), como nos rendimentos mais elevados (10.000€), que se deram os maiores aumentos relativos (Mais Liberdade, Mais Factos)
Restauração em "modo sobrevivência" pede apoios ao Governo e autarquias para enfrentar verão incerto
Quebra na procura e subida dos custos está a ameaçar negócios e setor diz que encerramentos vão aumentar se não forem dadas respostas. Associação pede aos municípios que revertam taxas turísticas para apoiar promoção dos negócios locais (DN-Lisboa)
Mais Liberdade: População residente em Portugal
A revisão em alta da população residente em Portugal pelo INE, de cerca de 10,7 milhões para 11,4 milhões de habitantes, teve um impacto significativo num dos indicadores mais utilizados para comparar o nível de desenvolvimento económico entre países: o PIB per capita. Como este indicador resulta da divisão da riqueza produzida pelo número de habitantes, uma população maior implica automaticamente um valor per capita mais baixo, caso a produção económica permaneça inalterada. Com base nos dados mais recentes, Portugal passa a apresentar um PIB per capita em paridades de poder de compra equivalente a 77% da média da União Europeia. Antes da revisão demográfica, essa percentagem era de 81%. Esta alteração faz com que Portugal desça da 18.ª para a 22.ª posição entre os 27 Estados-membros da União Europeia, sendo ultrapassado pela Polónia, Estónia, Croácia e Roménia. Apesar de a economia portuguesa ter crescido acima da média da UE em termos agregados nos últimos anos, uma parte muito significativa desse crescimento resultou da forte expansão da população residente, impulsionada sobretudo pela imigração, e não de ganhos de produtividade. O crescimento repartido por cada residente é bem mais modesto. Os dados ilustram a importância de distinguir crescimento económico de crescimento económico por habitante. Um país pode produzir mais riqueza em termos absolutos e, ainda assim, não convergir para os níveis de prosperidade dos seus parceiros se a população crescer a um ritmo semelhante ou superior ao da economia. Durante vários anos, o país debateu e avaliou políticas públicas com base em estimativas populacionais que agora se revelam significativamente subavaliadas. Indicadores fundamentais como o PIB per capita, a produtividade por trabalhador, o rendimento disponível por habitante ou mesmo a pressão sobre os serviços públicos foram calculados com base numa população inferior à real, condicionando inevitavelmente o diagnóstico da realidade nacional. Revisões desta magnitude devem suscitar uma reflexão sobre a qualidade da informação estatística disponível e sobre a necessidade de garantir que erros desta dimensão não se voltam a repetir (Mais Liberdade, Mais Factos)
Mais Liberdade: A grave crise de habitação que Portugal
A grave crise de habitação que Portugal enfrenta atualmente, tem a sua principal raiz num desequilíbrio estrutural que se consolidou na última década: a procura por habitação, impulsionada pelo crescimento do número de agregados familiares, tem superado consistentemente a oferta de novos fogos concluídos. Esta divergência entre a necessidade das famílias e a capacidade de resposta do mercado imobiliário explica, em larga medida, a pressão sentida nos preços e a dificuldade de acesso a casa própria ou ao arrendamento. Ao observar o histórico desde 1999, é evidente que, até cerca de 2014, Portugal registava habitualmente um excesso de nova construção, com números positivos de novos fogos, líquidos da formação de novas famílias (atingindo picos de mais de 50 mil habitações). Contudo, a partir de 2015, o cenário alterou-se profundamente. A oferta de novas habitações sofre uma contração drástica, para valores inferiores a 10 mil novos fogos construídos por ano (atualmente está ainda abaixo dos 30 mil, muito abaixo dos valores próximos de 100 mil na viragem de século), enquanto a pressão da procura se intensificou, sobretudo devido à onda de imigração, criando um défice de nova habitação que ultrapassou os 50 mil fogos, em vários anos. Os dados refletem um desequilíbrio profundo. Mesmo com alguma oscilação na procura, que levou a que, por exemplo, em 2025 tenha havido um equilíbrio entre o número de novos fogos e de famílias, a incapacidade da oferta em acompanhar o ritmo de formação de novos agregados familiares, num período de tempo tão longo, resulta num estrangulamento da disponibilidade habitacional. E a formação de novos agregados está muito provavelmente subestimada, uma vez que muitas famílias não se chegam a formar devido à impossibilidade de acesso a habitação acessível. Em suma, o mercado enfrenta hoje um desafio de grandes proporções. A construção de nova habitação tem sido muito escassa nas últimas duas décadas, resultando num défice acumulado que pressiona o acesso das famílias portuguesas à habitação (Mais Liberdade, Mais Factos)
Mais Liberdade: evolução dos salários reais
Em Portugal, ao longo das
últimas duas décadas, os salários reais (excluindo o efeito da inflação)
evoluíram de forma muito desigual entre grupos profissionais. Enquanto as
profissões técnicas, administrativas ou menos qualificadas registaram aumentos
salariais significativos em termos reais, os rendimentos das profissões mais
qualificadas, em média, acabaram por diminuir. Entre 2002 e 2024, todos os
grupos de profissões técnicas, administrativas ou menos qualificadas viram o
seu ganho médio mensal aumentar, destacando-se sobretudo os grupos com os
rendimentos mais baixos. Os agricultores e trabalhadores qualificados da
agricultura, da pesca e da floresta viram o seu ganho médio mensal crescer 48%
desde 2002, passando de 791€ para 1.167€ (ambos os valores a preços de 2024).
Entre os trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção e segurança e
vendedores, o crescimento foi de 35%, um pouco acima do que se verificou entre
os trabalhadores qualificados da indústria, construção e artesanato (+31%) e
entre os trabalhadores não qualificados (+30%).
Em contraste, os técnicos e profissões de nível intermédio registaram uma ligeira redução de 1% no ganho médio mensal. Entre os especialistas das atividades intelectuais e científicas, a quebra foi bem mais acentuada, de 12%, tal como entre os dirigentes, diretores, gestores executivos e representantes do poder legislativo e de órgãos executivos, que sofreram uma redução de 15%. Estes dados mostram uma compressão salarial significativa. A diferença entre os rendimentos das profissões mais qualificadas e mais bem remuneradas e os rendimentos das profissões técnicas, administrativas ou menos qualificadas e menos bem remuneradas, diminuiu ao longo das últimas duas décadas, não porque os salários mais baixos tenham convergido exclusivamente através de ganhos de poder aquisitivo, mas também porque os salários das profissões mais qualificadas perderam poder de compra. A evolução reflete fatores como o forte aumento do salário mínimo nacional, a maior proteção dos rendimentos mais baixos e um crescimento económico que não foi suficiente para impulsionar de forma sustentada os salários das profissões de maior qualificação. O resultado foi uma redução das disparidades salariais, mas também uma menor recompensa relativa para competências mais especializadas (Mais Liberdade, Mais Factos)
FMI vê crescimento português a perder força, contas públicas equilibradas e perigos "elevados" na habitação
Menos crescimento, mas contas públicas equilibradas, prevê o Fundo Monetário Internacional (FMI) no novo estudo sobre a economia portuguesa ao abrigo do chamado Artigo IV, divulgado esta quarta-feira, 24 de junho. Acresce um novo risco que aparecia menos há uns anos: Depois de ter crescido 1,9% em termos reais em 2025, Portugal deve abrandar para 1,7% este ano e 1,6% no próximo, fruto das condições externas mais adversas, indica o Fundo no amplo estudo sobre o país.
Consistente com o ambiente geral, o emprego também abranda. Depois de ter aumentado 2,2% em 2025, esta dinâmica deve desvanecer para quase metade, no médio prazo: 1,7% este ano e 1,3% no próximo. A taxa de desemprego mantém-se relativamente baixa e próxima de 6% da população ativa (5,9%). Por causa do choque energético que deflagrou este ano, a inflação descola da casa dos 2%, devendo atingir 3,4%, em média, em 2026. Depois, se tudo correr menos mal, a guerra entre os EUA e o Irão terminar a breve trecho e o Estreito de Ormuz voltar ao que era antes de fevereiro, o aumento dos preços regressa a valores próximos de 2%, novamente.
"Desde a última consulta ao abrigo do Artigo IV, o desempenho económico de Portugal manteve-se robusto, mas a melhoria dos níveis de vida enfrenta obstáculos", observam os analistas responsáveis por Portugal. "Impulsionada por fortes receitas do turismo, pelos fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e pelos efeitos de reformas anteriores, a economia continuou a crescer acima da média da área do euro (AE)".
segunda-feira, junho 29, 2026
FMI volta à carga no sistema de pensões
Fundo Monetário Internacional quer mais poupanças, simplificação e eficiência no sistema de pensões. Governo concordou em olhar para o assunto, "aprofundando estudos para eventuais novas reformas".mO plano do Governo para agregar 13 apoios sociais não contributivos – atualmente dispersos, como Rendimento Social de Inserção (RSI), Pensão Social de Velhice ou Pensão Social de Viuvez – numa única prestação (PSU ou Prestação Social Única) tem o apoio do Fundo Monetário Internacional (FMI), que divulgou a avaliação anual ao país (Artigo IV), esta quarta-feira, 24 de junho. O diploma da PSU está em debate e aguarda votação no Parlamento esta quarta-feira, justamente.
Riccardo Ercoli, o diretor executivo do FMI responsável por Portugal, e David Taylor Pereira, conselheiro de Ercoli, escrevem na avaliação ao país no âmbito do Artigo IV que "a Prestação Social Única (PSU), recentemente proposta pelo Governo, deverá simplificar o acesso aos apoios sociais, reforçar os incentivos ao trabalho e proporcionar maior proteção às pessoas em situações de vulnerabilidade". Em conferência de imprensa com um grupo de jornalistas portugueses, Jean-François Dauphin, economista e chefe da missão do FMI para Portugal, reforçou a ideia: "Não é uma questão que tenhamos discutido em profundidade com as autoridades portuguesas, mas consideramos que a medida contribui para simplificar a burocracia e facilitar o acesso das famílias aos apoios sociais, pelo que vemos mérito na abordagem“.
Um tsunami vai atingir o Mediterrâneo. A probabilidade é de 100% e Portugal está em risco
A UNESCO confirma que um tsunami com pelo menos um metro de altura vai atingir o Mediterrâneo nas próximas décadas. Portugal também está no mapa do risco e o IPMA sublinha que "não pode dizer que o risco é baixo". Não é uma questão de se, mas de quando. Na noite de ontem, dois sismos de magnitude 7.2 e 7.5 abalaram a Venezuela com apenas 39 segundos de diferença, provocando o colapso de edifícios em Caracas e gerando um alerta de tsunami que acabaria por ser cancelado. Poucas horas depois, também durante a noite, um sismo de magnitude 6.9 sacudiu a costa nordeste do Japão, ao largo da prefeitura de Iwate, sem vítimas reportadas mas com registo de pequenas variações do nível do mar em vários portos da região. Dois lembretes, em menos de 24 horas, de que a atividade sísmica do planeta não dorme e de que a ameaça de tsunamis é permanente. É neste contexto que vale a pena revisitar um alerta da UNESCO que, apesar de não ser novo, permanece por cumprir em muitos países costeiros, incluindo Portugal.
domingo, junho 28, 2026
Curiosidades: Tóquio tem uma das maiores estruturas de controle de enchentes do mundo
Sob o solo da região de Tóquio existe uma das maiores estruturas de controle de enchentes do mundo. Conhecido como G-Cans, o sistema levou 13 anos para ser construído e ajuda a proteger a cidade das fortes chuvas e dos tufões que atingem o Japão. A água dos rios é desviada para uma rede de túneis e reservatórios subterrâneos que leva até uma enorme câmara apelidada de "Templo Subterrâneo". Sustentado por 59 gigantescas colunas de concreto, o espaço lembra uma catedral escondida debaixo da terra. Quando necessário, bombas de alta potência entram em ação e conseguem retirar cerca de 200 toneladas de água por segundo. Graças a essa impressionante obra de engenharia, milhões de pessoas ficam mais protegidas dos impactos das grandes enchentes (fonte: Facebook, Curiosidades da Terra)
E se o terramoto de 1755 fosse hoje, quanto tempo demoraria a Proteção Civil a ser alertada?
O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) simulou como seria a resposta das autoridades caso hoje ocorresse um terramoto com a mesma magnitude do de 1755, noticiou a agência Lusa. O exercício decorreu no Centro de Alerta de Tsunamis de Portugal, em Lisboa, e recriou um sismo de magnitude 8,5 ao largo do cabo de São Vicente, em Sagres. Segundo o IPMA, a Proteção Civil seria alertada oito minutos depois da deteção do abalo. De acordo com Fernando Carrilho, chefe da divisão de Geofísica do IPMA, os técnicos calculam de imediato a magnitude e o potencial de gerar um tsunami, identificando as zonas costeiras em risco e o tempo estimado de chegada das ondas. Na simulação, o tsunami demorou cerca de 50 minutos a atingir a costa, chegando a Sagres e ao Porto Santo, na Madeira. Após o primeiro alerta, é emitido um segundo quando as ondas são observadas, e a vigilância mantém-se elevada durante 24 horas. Criado em 2017 e reconhecido pela UNESCO em 2019, o Centro de Alerta de Tsunamis funciona 24 horas por dia, monitorizando a atividade sísmica através de uma rede de estações em terra e marégrafos ao longo da costa. O sistema português integra a rede internacional NEAM, que abrange o Atlântico Nordeste e o Mediterrâneo, e emite alertas também para Espanha, Marrocos, França, Reino Unido, Alemanha, Grécia, Itália e Turquia (Sol)
Curiosidades: O filme adulto mais famoso da história arrecadou 600 milhões de dólares
O filme adulto mais famoso da história arrecadou 600 milhões de dólares. A atriz principal revelou depois que foi filmada com uma arma apontada à cabeça em cada cena. Nova Iorque, 1972. "Garganta Profunda" estreia e se torna um fenômeno cultural instantâneo. Pela primeira vez, um filme para adultos atravessa a barreira para a consciência mainstream. Celebridades assistem às projeções. Críticos dos jornais mais importantes do país escrevem sobre ela. Johnny Carson menciona-a no programa da noite. A protagonista Linda Lovelace torna-se famosa da noite para o dia. Aparece em talk shows. A cara dela está em todas as revistas. Torna-se sinônimo da revolução sexual, da libertação feminina, de uma nova era onde as mulheres controlam seus próprios corpos. Todo mundo acha que ela é livre. Empoderada. Vivendo o sonho do amor livre. Ninguém faz ideia do que realmente está acontecendo por trás desse sorriso. Linda nasceu Linda Boreman em 1949 no Bronx. Cresceu em um lar católico rígido onde sua mãe era controladora e muitas vezes abusiva. Aos 21 anos, desesperada por fugir, conheceu um homem chamado Chuck Traynor. Ele parecia encantador. Protector. Ofereceu-lhe uma saída.
Curiosidades: quando a Taça Jules Rimet foi roubada no Rio de Janeiro
A histórica Taça Jules Rimet foi roubada da sede da CBF no Rio de Janeiro em dezembro de 1983 e derretida por criminosos. O troféu de ouro puro pertencia definitivamente ao Brasil após o tricampeonato mundial de 1970, mas acabou sendo alvo de um plano amador que explorou uma falha de segurança em sua proteção de madeira. A perda trágica consolidou a mudança definitiva para o atual Troféu da Copa do Mundo FIFA, introduzido em 1974. Sob novas regras mais rígidas, a federação internacional aboliu a posse permanente do troféu original, garantindo que os novos campeões mundiais recebam apenas réplicas banhadas a ouro (fonte: Facebook, Fatos Desconhecidos)
FMI prevê saldo orçamental nulo em Portugal em 2026 e 2027
“A posição orçamental deverá estar amplamente equilibrada em 2026”, projeta o FMI, no relatório sobre a missão do Artigo IV, salientando que o “impacto dos gastos relacionados com tempestades é estimado preliminarmente em cerca de 0,3% do PIB”. O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que o saldo orçamental de Portugal será nulo este ano, o que compara com a previsão de um défice de 0,1% do PIB em abril.
“A posição orçamental deverá estar amplamente equilibrada em 2026”, projeta o FMI, no relatório sobre a missão do Artigo IV, salientando que o “impacto dos gastos relacionados com tempestades é estimado preliminarmente em cerca de 0,3% do PIB”. Além dos apoios para as tempestades, o Governo também aplicou o desconto no ISP devido à subida dos preços na energia e há outras medidas previstas no Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), que incluem, por exemplo, novos cortes no IRS. O FMI salienta que o OE2026 ajudará a lidar com os choques recentes, mas alerta que a postura expansionista “pode agravar as pressões inflacionistas”. A instituição considera ainda que manter posições orçamentais amplamente equilibradas no médio prazo, como o Governo projeta, vai exigir medidas adicionais de compensação.
Guerra impulsiona lucros de petrolíferas, indústria da Defesa e transporte marítimo
A guerra e a instabilidade nos mercados internacionais não deixaram apenas um rasto de destruição. Também impulsionaram os lucros de alguns dos maiores grupos empresariais do mundo. Produtores de petróleo e gás, fabricantes de armamento, empresas de transporte marítimo e seguradoras registaram ganhos de milhares de milhões de dólares, beneficiando da subida dos preços da energia, do aumento das despesas militares e dos custos acrescidos do transporte e dos seguros.
Empresas de transporte marítimo, seguradoras, Defesa e produtores de petróleo e gás estão entre os setores que viram os seus lucros disparar, à medida que a guerra e a incerteza abalaram os mercados mundiais. Segundo a “Aljazeera”, em termos de dinheiro vivo, nenhum setor beneficiou de forma mais direta da guerra do que o da energia. Antes do conflito, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial passava pelo Estreito de Ormuz.
Terremotos na Venezuela: entender a causa
Os terremotos registrados na Venezuela estão relacionados à intensa atividade tectônica da região, onde ocorre o encontro entre a Placa Sul-Americana e a Placa do Caribe. Essas duas placas se movimentam constantemente uma em relação à outra, acumulando tensões ao longo de falhas geológicas que atravessam o norte do país. Quando essa energia acumulada é liberada de forma repentina, ocorrem os terremotos. Por isso, a Venezuela faz parte de uma área com histórico de atividade sísmica frequente, especialmente em sua faixa costeira e regiões próximas ao Caribe.
O evento mais recente chamou atenção pela sua forte magnitude. As estimativas variaram entre diferentes instituições sismológicas: o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) registrou magnitudes entre 7,2 e 7,5, enquanto pesquisadores do instituto geofísico de Potsdam, na Alemanha, estimaram valores entre 7,3 e 7,4. Pequenas diferenças nas medições são comuns devido aos métodos e modelos utilizados por cada órgão. Nota - Embora terremotos sejam relativamente comuns nessa zona tectônica, eventos acima de magnitude 7 são considerados fortes e podem causar danos significativos, além de gerar alertas de tsunami em áreas costeiras do Caribe (fonte, Facebook, Mais Geografia)
Curiosidades: a propósito dos terramotos na Venezuela
Eu li muitas explicações sobre os terremotos que atingiram a Venezuela ontem, mas poucas conseguem explicar o que aconteceu de forma simples. Então, aqui vai uma explicação fácil de entender. Tudo começa com duas placas tectônicas: a Placa do Caribe e a Placa Sul-Americana. A maior parte do território venezuelano está sobre a Placa Sul-Americana. Já a Placa do Caribe, como o próprio nome indica, sustenta o Mar do Caribe e grande parte das ilhas e países caribenhos.
O local onde essas duas placas se encontram é chamado de limite de placas. Elas não colidem diretamente uma contra a outra; em vez disso, deslizam lateralmente. Ao longo de milhões de anos, esse movimento formou grandes fraturas na crosta terrestre, conhecidas como falhas geológicas. Na Venezuela, as principais são as falhas de San Sebastián, Boconó e El Pilar. Como as placas se movem em direções diferentes, elas acabam ficando presas em alguns pontos. Enquanto continuam tentando se mover, a tensão vai se acumulando nas rochas, como acontece quando esticamos um elástico. Chega um momento em que essa tensão é grande demais, as rochas se rompem e toda a energia acumulada é liberada de uma só vez: é isso que provoca um terremoto.
Até aí, esse é o comportamento típico de um terremoto. Normalmente ocorre um grande sismo, seguido por vários tremores menores, chamados de réplicas. O que tornou o evento de ontem tão incomum foi o fato de ele ter sido um terremoto dupleto. Primeiro ocorreu um sismo de magnitude 7,2 Mw e, apenas 39 segundos depois, outro terremoto de 7,5 Mw atingiu praticamente a mesma região. O primeiro terremoto enfraqueceu edifícios, pontes e outras estruturas. Logo em seguida, o segundo terremoto atingiu uma região já fragilizada, agravando enormemente os danos. Foi justamente essa sequência que tornou o desastre tão devastador. Muitas pessoas relataram a sensação de que o tremor parecia não ter fim. Isso aconteceu porque, na realidade, não era um único terremoto, mas dois grandes terremotos ocorrendo quase consecutivamente, separados por apenas 39 segundos (fonte: Facebook, Mais Geografia)
sexta-feira, maio 29, 2026
Los impuestos al turismo 'pagan' casi en su totalidad el estado del bienestar de los canarios
El crecimiento del gasto turístico y el número de visitantes que Canarias está recibiendo en los últimos años trae consigo un aumento en la contribución fiscal del turismo a las administraciones públicas, ayudando a financiar los gastos del sistema de bienestar de los que se beneficia la sociedad canaria, según los resultados del informe de Impactur Canarias: 'contribución del turismo a la sociedad canaria'. El turismo generó en el archipiélago una aportación fiscal de 4.107 millones de euros en 2025, incluyendo todas las figuras tributarias, lo que supuso el 43,2% de todos los ingresos fiscales de la comunidad autónoma.
Estos más de 4.000 millones de euros que aporta la industria turística cubren prácticamente la totalidad de otras áreas claves para el estado de bienestar de los canarios como son el 95,3% del gasto sanitario total (4.309 millones de euros en 2024), casi el doble (190%) de todo el presupuesto en educación (2.155 millones de euros) o cinco veces los gastos en asistencia social (774 millones de euros) e infraestructuras (558 millones de euros) en el archipiélago.
Grécia trava turismo massificado: novos hotéis em Santorini, Mykonos, Rodes e Kos terão limite de 100 camas
As novas normas, apresentadas pelo Governo grego, vão impor limites mais rigorosos à abertura de unidades turísticas e à construção de novos edifícios em zonas sob forte pressão turística. A Grécia decidiu apertar as regras ao turismo massificado e à construção hoteleira, numa tentativa de proteger a natureza, a cultura e a paisagem das suas ilhas mais procuradas. As novas normas, apresentadas pelo Governo grego, vão impor limites mais rigorosos à abertura de unidades turísticas e à construção de novos edifícios em zonas sob forte pressão turística.
A medida surge numa altura em que o país enfrenta um aumento recorde de visitantes. Com base em dados do banco central grego, citados pelo Welt, quase 38 milhões de turistas chegaram à Grécia em 2025, o valor mais elevado de sempre. Ilhas como Santorini e Mykonos estão entre os destinos mais afetados pelo turismo de massas, sobretudo durante a época alta. Em várias zonas, a pressão turística tem gerado queixas recorrentes dos residentes, que apontam problemas como caos no trânsito, falta de água, aumento das rendas e infraestruturas sobrecarregadas.
Canárias: Baleària toma el control efectivo de Armas-Trasmediterránea
La naviera valenciana señala que invertirá 45 millones de euros durante los próximos tres años en las Islas, y que sumará así cerca de 4.500 empleados y una flota que supera los 50 barcos Baleària ha tomado el control efectivo de los activos de Armas-Trasmediterránea en el perímetro de Canarias, lo que incluye tanto las rutas interinsulares como las conexiones entre la Península y el archipiélago, según ha anunciado la naviera este lunes en un comunicado. De esta manera, la empresa sumará cerca de 4.500 empleados y una flota que supera los 50 barcos. El volumen de tráfico anual conjunto se situará por encima de los 8 millones de pasajeros y los 11 millones de metros lineales de carga, generando una facturación consolidada superior a los 1.000 millones de euros.
Así, Baleària invertirá 45 millones de euros durante los próximos tres años en Canarias “para elevar la calidad, la digitalización y el confort de la flota adquirida”, asegura la naviera valenciana. También, ha explicado que mantendrá a toda la plantilla incorporada y que trabajará en estrecha colaboración con las instituciones, autoridades portuarias y el conjunto de los agentes sociales y económicos de las islas.
Subida do nível do mar está a acelerar, com o ritmo a duplicar desde 2005
O aquecimento oceânico é, segundo Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, "uma das principais causas" para a subida do nível médio do mar. O fenómeno "é muito difícil de travar", alertam os cientistas. A subida do nível médio global do mar está a acelerar, tendo o ritmo duplicado de 2,06 milímetros por ano entre 1960 e 2005 para 3,94 milímetros por ano desde então, indica um estudo publicado. Liderado por investigadores do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, o trabalho mostra que "o aquecimento oceânico é uma das principais causas" do aumento, representando 43% da subida desde 1960. .
O degelo dos glaciares de montanha (27%), da camada de gelo da Gronelândia (15%) e da Antártida (12%), assim como a água que chega ao mar a partir de reservatórios em terra e (3%) também contribuem para a subida do nível do mar. Segundo um comunicado do Instituto de Física Atmosférica da Academia Chinesa de Ciências, "nas últimas décadas, desde 1993, a perda de gelo, incluindo o degelo acelerado dos glaciares e das calotes polares na Gronelândia e na Antártida, tornou-se cada vez mais importante" e "é provável que estas tendências preocupantes se mantenham nas próximas décadas".
Vento no Aeroporto da Madeira aumentou três nós em dez anos
A força do vento no Aeroporto da Madeira sofreu uma "variação anormal" a partir de 2015, registando um agravamento médio na ordem dos três nós que tem inviabilizado grande parte das aterragens e descolagens em Santa Cruz. A revelação foi feita pelo secretário de Estado das Infraestruturas, que classificou a alteração no padrão dos ventos como um fenómeno "manifestamente estranho".
A velocidade do vento no Aeroporto da Madeira agravou-se nos últimos 10 anos e registou um aumento médio de três nós - sensivelmente 5,5 km/h - o que tem condicionado, ainda mais, as aterragens e descolagens em Santa Cruz. A revelação foi feita, esta manhã, pelo secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Espírito Santo, explicando que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) estão a apurar as causas deste fenómeno.















































