terça-feira, maio 19, 2026

Curiosidades: capacete experimental de ultrassom

Cientistas desenvolveram um capacete experimental de ultrassom que pode ajudar no tratamento do AVC isquêmico, condição causada por um coágulo que bloqueia o fluxo de sangue no cérebro. A tecnologia funciona enviando ondas sonoras de baixa intensidade através do crânio até o vaso obstruído, ajudando a enfraquecer o coágulo e melhorar a circulação. Em muitos casos, o dispositivo é utilizado junto com medicamentos que dissolvem o coágulo, podendo aumentar a eficácia desses tratamentos e acelerar a recuperação (fonte: facebook, Universo Curioso)

Curiosidades: O dia em que o ser humano chegou ao espaço

Em 12 de abril de 1961, o mundo testemunhou um feito que mudaria a história para sempre. Aos 27 anos, Yuri Gagarin se tornou o primeiro ser humano a viajar ao espaço, a bordo da cápsula Vostok 1, em um voo que durou apenas 108 minutos. Naquela época, não se sabia ao certo como o corpo humano reagiria à ausência de gravidade. Mesmo assim, a missão foi realizada com sucesso, provando que era possível sobreviver e operar fora da Terra. Esse avanço abriu caminho para toda a exploração espacial que viria nas décadas seguintes. Durante sua jornada, Gagarin orbitou o planeta e teve uma visão inédita da Terra vista do espaço — um momento que marcou não apenas a ciência, mas também a forma como a humanidade passou a enxergar seu próprio lugar no universo. Mais do que um marco tecnológico, esse voo representou o início de uma nova era. A conquista não começou com máquinas, mas com coragem humana — e até hoje simboliza um dos maiores avanços da história da humanidade (fonte: Facebook, Segredos Do Espaço)


Se mueve la temporada de playa: el clima cambia las zonas turísticas de Canarias

El turismo de sol y playa, uno de los grandes motores económicos de Canarias, también tendrá que adaptarse al cambio climático. No solo por la subida del nivel del mar, la pérdida de arena o la presión sobre el litoral, sino por algo mucho más cotidiano para quien visita las Islas: la sensación de estar cómodo en la playa. Un estudio publicado en Scientific Reports analiza cómo cambiarán las condiciones climáticas para el turismo en los archipiélagos de la Macaronesia —Azores, Madeira, Canarias y Cabo Verde— a lo largo de este siglo.

La investigación, liderada por científicos del Grupo de Observación de la Tierra y la Atmósfera de la Universidad de La Laguna junto al Instituto Portugués del Mar y de la Atmósfera, apunta a que las Islas podrían sumar días favorables para disfrutar de la costa en invierno, pero también perder comodidad en algunas zonas durante el verano, sobre todo cuando el calor deje de ser agradable y empiece a resultar excesivo.

Días agradables en la playa

El estudio recuerda que en 2024 el turismo representó el 36,8% del PIB de Canarias, con 21.420 millones de euros. Es decir, si cambia la forma en la que se disfruta la playa —porque hace demasiado calor, porque hay más viento, más nubes o menos días cómodos—, no solo cambia la experiencia del visitante: también puede afectar a una parte importante de la economía canaria.

50 coisas que os portugueses faziam em 1976 e que hoje seriam um escândalo

Fumar em consultórios médicos, trabalhar sem contrato ou viajar sem cinto de segurança eram situações comuns há 50 anos. Hoje, seriam impensáveis. Esta mudança reflete uma transformação estrutural da sociedade ao longo de meio século. Ao longo dos últimos 50 anos, a sociedade sofreu transformações profundas que mudaram por completo a forma como se vive, trabalha e convive. Pequenos gestos do quotidiano ajudam a perceber essa evolução: hábitos que eram considerados normais em 1976 são hoje, em muitos casos, inaceitáveis ou simplesmente impossíveis.

Práticas como fumar em consultórios médicos, circular de mota sem capacete ou recorrer a castigos físicos nas escolas eram comuns há meio século. Hoje, essas situações são amplamente rejeitadas, refletindo mudanças sociais, legais e culturais significativas. Em 1976, Portugal vivia um contexto muito diferente do atual. Basta olhar para os comportamentos do dia a dia para perceber como o país evoluiu em áreas como a saúde, o trabalho, a educação ou a igualdade social.

Muitas das mudanças devem-se a avanços legislativos, maior consciencialização social e também ao impacto da tecnologia e da globalização. Outras refletem uma transformação mais profunda nos valores da sociedade.

Curiosidades: o cofre conhecido como “bunker do fim do mundo”,

No meio do gelo do Ártico existe um lugar que parece cenário de filme, mas é totalmente real. Dentro de uma montanha congelada, foi construído um cofre conhecido como “bunker do fim do mundo”, criado pelo governo da Noruega em parceria com uma organização internacional para proteger algo essencial: as sementes das principais plantas do planeta. Hoje, ele já guarda mais de 1 milhão de amostras vindas de vários países, funcionando como uma espécie de “backup” da agricultura mundial. A ideia é simples, mas poderosa. Se guerras, desastres naturais ou mudanças climáticas afetarem plantações ao redor do mundo, essas sementes podem ser usadas para recomeçar o cultivo e evitar crises alimentares. O local foi escolhido justamente por ser extremamente frio e isolado, o que ajuda a conservar tudo por décadas. Mais do que um bunker, esse cofre representa uma garantia silenciosa de que a humanidade terá uma segunda chance se tudo der errado (fonte: facebook, Universo Curioso)

Curiosidades: Pegadas na Lua podem permanecer por milhões de anos

As pegadas deixadas pelos astronautas nas missões Apollo podem permanecer praticamente intactas por milhões de anos. Diferente da Terra, onde vento, chuva e organismos vivos rapidamente apagam qualquer marca, a Lua não possui atmosfera, água líquida ou vida para alterar sua superfície. O regolito lunar — uma mistura de poeira, fragmentos de rocha e vidro formada por bilhões de anos de impactos de micrometeoritos — mantém as pegadas quase perfeitamente preservadas. As partículas afiadas e irregulares se entrelaçam, ajudando a manter a forma dos passos deixados pelos astronautas. A única força capaz de modificar lentamente o solo lunar é a chuva constante de micrometeoritos, partículas minúsculas que viajam a altíssimas velocidades. Mas esse processo é extremamente lento, e estima-se que pode levar milhões de anos até que a superfície seja significativamente alterada. Isso significa que cada passo dado pelos astronautas ainda poderá ser visto por eras futuras, deixando um registro duradouro da exploração humana na Lua (fonte: Facebook, Segredos Do Espaço)

Curiosidades: a história de Sadio Mané

O jogador Sadio Mané é conhecido não apenas pelo talento dentro de campo, mas também por suas atitudes fora dele. Nascido em uma pequena vila chamada Bambali, no Senegal, ele decidiu usar parte de sua fortuna para transformar a realidade da própria comunidade. Ao longo dos anos, financiou a construção de uma escola e de um hospital, além de ajudar a levar internet, eletricidade e infraestrutura básica para a região. Também oferece apoio financeiro mensal para famílias da vila, contribuindo diretamente para melhorar a qualidade de vida de centenas de pessoas.

Tempestades e guerra não abalam banca: lucros sobem para 1,3 mil milhões até março

Margem cedeu à descida dos juros, mas lucros dos maiores bancos nacionais resistiram. Crédito à habitação acelera 10% à boleia da garantia pública e dos avisos do Banco de Portugal. O primeiro trimestre do ano ficou marcado pelo comboio das tempestades que afetou várias regiões do país e ainda pelo início do conflito no Irão, fatores que adicionaram incerteza na economia, mas não abalaram os resultados dos maiores bancos nacionais: subiram para 1,3 mil milhões de euros até março.

Este desempenho acontece ainda num momento em que a descida das taxas de juro do Banco Central Europeu (BCE) nos últimos dois anos se começa a refletir de forma mais visível na margem financeira de todo o setor. No caso da Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP, Santander Portugal, BPI e Novobanco, os cinco maiores bancos portugueses com uma quota de mercado superior a 70%, a margem entre os juros cobrados nos empréstimos e os juros pagos nos depósitos contraiu mais de 1% para 2,19 mil milhões de euros nos três primeiros meses do ano. Isto ajuda a explicar a quebra de resultados do Santander e BPI, que viram os lucros caírem 9,8% e 2,95% em termos homólogos, respetivamente.

As empresas que estão a ganhar milhões com a guerra no Irão

A subida dos preços da energia, a volatilidade dos mercados financeiros e o reforço das despesas militares criaram oportunidades de lucro para empresas do petróleo e gás, grandes bancos, indústria da defesa e energias renováveis. A incerteza provocada pelo conflito, juntamente com o encerramento efetivo do Estreito de Ormuz por parte do Irão, está a aumentar o custo de vida e a pressionar os orçamentos de empresas, famílias e governos. Mas, enquanto alguns foram levados ao limite, outros — cujos negócios principais se tornam mais lucrativos em tempos de guerra ou que beneficiam da volatilidade dos preços da energia — registaram ganhos recorde.

Aqui estão alguns dos setores e empresas que estão a ganhar milhares de milhões enquanto o conflito no Médio Oriente continua.

Petróleo e gás

O maior impacto económico da guerra até agora tem sido a subida dos preços da energia. Cerca de um quinto do petróleo e gás mundial é transportado através do Estreito de Ormuz, mas esses envios praticamente pararam no final de fevereiro.

O resultado foi uma montanha-russa nos mercados energéticos, com algumas das maiores empresas mundiais de petróleo e gás a beneficiarem disso.

SNS registou agravamento da espera para cirurgia oncológica em 2025, alerta ERS

A lista de espera para cirurgia oncológica agravou-se no segundo semestre de 2025 no SNS, com 8.215 utentes, mais 9% face a 2024, e destes, 21,2% já tinham ultrapassado os tempos máximos de resposta recomendados. Os dados foram divulgados pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) na “informação de monitorização sobre os tempos de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS), relativos ao segundo semestre de 2025”, que observa também um aumento no número de utentes em espera para primeira consulta e cirurgia de oncologia e cardiologia.

No caso dos utentes que no final de dezembro de 2025 aguardavam realização de cirurgia oncológica em hospitais públicos, o tempo máximo de resposta garantido (TMRG) foi excedido em 21,2% dos casos, um aumento de 4,0 pontos percentuais face a igual período de 2024, que resultou de maior incumprimento nos casos triados como “prioritários” e “normais”, refere a ERS.

Canarias bate récords turísticos mientras tres de cada diez residentes siguen en riesgo de pobreza

Canarias vuelve a confirmar su dependencia del turismo en un momento de máximos económicos para el sector. El último estudio Impactur, presentado esta semana por el Gobierno de Canarias y Exceltur, sitúa la aportación turística en 23.375 millones de euros, el equivalente al 37,7% del Producto Interior Bruto regional, y eleva el empleo vinculado directa e indirectamente al sector hasta 413.064 personas ocupadas, el 42,3% del total del Archipiélago. La fotografía macroeconómica es contundente, ya que el turismo no solo lidera la economía canaria, sino que ha generado casi la mitad del crecimiento registrado desde 2019. Según los datos difundidos por el Ejecutivo autonómico, el sector aportó 7.757 millones de euros adicionales desde ese año y creó 76.574 nuevos puestos de trabajo directos e indirectos entre 2019 y 2025.

Sin embargo, esa fortaleza convive con una realidad social preocupante, contribruyendo a la eterna paradoja de las Islas. La última Encuesta de Condiciones de Vida del Instituto Canario de Estadística mantiene en el 31,2% el porcentaje de población canaria en riesgo de pobreza o exclusión social. Es decir, tres de cada diez residentes siguen dentro de la tasa AROPE, el mismo dato que el año anterior y por encima de la media estatal, situada en el 25,7%.

Soares dos Santos lideram dividendos milionários: famílias mais ricas da bolsa recebem 653 milhões de euros

As cinco maiores famílias acionistas da bolsa portuguesa vão receber, em conjunto, 653,4 milhões de euros em dividendos relativos aos lucros de 2025, um valor cerca de 1% inferior ao do ano anterior, avança esta terça-feira o ‘Jornal de Negócios’. A descida é ligeira, mas marca uma inversão na remuneração acionista destes grandes grupos familiares, apesar de quatro das cinco famílias virem a encaixar mais este ano. Em causa estão as famílias Soares dos Santos, Azevedo, Amorim, Queiroz Pereira e Mota, que mantêm posições relevantes em algumas das principais cotadas nacionais. O recuo global deve-se sobretudo à Navigator, que reduziu o dividendo para menos de metade, para o valor mais baixo pelo menos desde 2012.

Essa decisão penaliza diretamente as herdeiras de Pedro Queiroz Pereira. Filipa, Mafalda e Lua Queiroz Pereira tinham recebido no ano passado mais de 120 milhões de euros relativos aos lucros da papeleira. Este ano, a Navigator vai distribuir cerca de 80 milhões de euros aos acionistas, dos quais 56 milhões cabem à família. Somando a participação na Semapa, o clã Queiroz Pereira deverá encaixar 97,6 milhões de euros. Ainda assim, a descida é suficiente para fazer a família cair do segundo para o quarto lugar no ranking das maiores remunerações acionistas familiares da bolsa de Lisboa, sendo ultrapassada pelos Azevedo e pelos Amorim.

'Canarias Tiene un Límite' pide una moratoria turística para frenar nuevas camas y hoteles


El colectivo Canarias Tiene un Límite ha reclamado este miércoles al Gobierno de Canarias la implantación de una moratoria turística dentro de la futura Ley de Turismo con el objetivo de frenar el aumento de plazas alojativas y limitar el consumo de suelo destinado a usos turísticos. La plataforma sostiene que el actual modelo económico vinculado al crecimiento continuado del turismo “ha superado la capacidad de carga” del archipiélago y asegura que sus efectos ya son visibles en problemas como el acceso a la vivienda, la saturación de servicios públicos o el deterioro ambiental. Según expone el colectivo en un comunicado difundido este miércoles, la propuesta pasa por establecer una suspensión temporal de nuevas camas turísticas y de infraestructuras vinculadas al sector mientras se redefine el modelo turístico de las islas.

El dato que lo cambia todo en Canarias: el turismo ya sostiene casi la mitad del empleo


El turismo no solo lidera la economía canaria: sostiene directamente el mercado laboral. Las últimas cifras confirman un cambio de escala en el Archipiélago, donde el sector ya concentra casi uno de cada dos empleos, marcando el pulso social y económico de las islas. El turismo representa el 42,3% del empleo total en Canarias, con 413.064 personas ocupadas, tras la creación de más de 76.500 puestos de trabajo desde 2019, según el estudio Impactur . Este peso convierte al sector en el principal sostén laboral del Archipiélago, con impacto directo en miles de familias y en la estructura económica de las islas.

El efecto del turismo va mucho más allá de hoteles o aeropuertos. Su capacidad de arrastre genera actividad en múltiples sectores: comercio, construcción, agricultura o servicios. Por cada 100 empleos turísticos, se crean 38,5 puestos adicionales en otras actividades, lo que amplía aún más su impacto en el mercado laboral canario. Solo en comercio minorista, el turismo explica más de 53.000 empleos, a los que se suman 23.000 en servicios empresariales o más de 6.300 en construcción.

Um dos rios mais importantes do mundo pode desaparecer até 2040 e há quem veja sinais do Apocalipse


O rio Eufrates, um dos cursos de água mais históricos e importantes do planeta, está a perder água a um ritmo alarmante, numa situação que está a preocupar cientistas, ambientalistas e até sectores religiosos que associam o fenómeno a antigas profecias bíblicas sobre o fim do mundo.

A redução drástica do caudal do rio, visível em várias zonas do Médio Oriente, surge numa altura em que estudos científicos alertam para a possibilidade de o Eufrates desaparecer parcialmente até 2040 devido às alterações climáticas, às secas prolongadas e à redução contínua das reservas de água doce. Os dados mais recentes obtidos por satélite mostram que a bacia do Eufrates perdeu mais de 1.400 quilómetros cúbicos de água doce desde 2003, uma quantidade equivalente a cerca de 13 milhões de piscinas olímpicas. Os números demonstram a dimensão da crise hídrica que afecta uma das regiões historicamente mais importantes da civilização humana.

Um rio central na história da humanidade

O Eufrates atravessa territórios como a Turquia, a Síria e o Iraque e, juntamente com o rio Tigre, marca a região histórica da Mesopotâmia, frequentemente considerada o berço de algumas das primeiras civilizações do mundo. Ao longo de milhares de anos, o rio foi essencial para a agricultura, abastecimento de água, comércio e desenvolvimento humano no Médio Oriente.

Venezuela "nunca considerou" tornar-se 51.º Estado norte-americano

A presidente interina venezuelana afirmou nunca ter considerado que a Venezuela se tornasse o 51.º Estado norte-americano, enquanto o Presidente norte-americano se vangloria de controlar o país. "Isso nunca foi considerado, porque se há coisa que nós, venezuelanas e venezuelanos, prezamos é o nosso processo de independência, adoramos os nossos heróis e heroínas da independência", respondeu Delcy Rodríguez a uma pergunta de uma jornalista em Haia, nos Países Baixos.

Rodríguez acrescentou que o seu Governo está a trabalhar numa "agenda diplomática de cooperação" com os Estados Unidos, depois de ter restabelecido em março relações diplomáticas com Washington, cortadas pelo antecessor Nicolás Maduro há sete anos. Maduro foi retirado do poder e do país a 03 de janeiro deste ano pelo Exército norte-americano e levado para os Estados Unidos, juntamente com a mulher, para ser julgado por "narcoterrorismo", entre outras acusações.

Divisão e impasse na Comissão Nacional de Eleições: O que está em causa? O órgão pode vir a ser extinto? Oito respostas sobre a polémica

A viagem de uma delegação da CNE a Angola abriu uma guerra no órgão, que se encontra dividido e está em risco de rutura. Metade dos membros acusam o presidente de falta de transparência, enquanto a outra metade mostra-se ao lado do juíz conselheiro. A polémica que envolve a Comissão Nacional de Eleições (CNE) inclui suspeitas de má utilização de recursos e falta de transparência. Mas os membros estão divididos, com metade a acusar o presidente, o juíz conselheiro João Carlos Trindade, de não facultar informações e de compactuar com "irregularidades" - o que é negado pelo próprio. A outra metade mostra-se ao lado do presidente. Esta terça-feira há uma reunião do plenário, em que cinco membros ameaçam não participar. A falta dos membros indicados pelo Governo e pelos partidos da AD pode não inviabilizar o funcionamento da CNE, mas todo este caso - que envolve uma viagem a Angola e insinuações de fugas de informação - está já a prejudicar a apreciação de queixas relativas a atos eleitorais. Há duas auditorias em curso e o presidente do Parlamento até já abre a porta à extinção da CNE.

Oito perguntas e respostas para perceber a situação e as consequências desta guerra interna para o órgão que visa fiscalizar o recenseamento e todos os atos eleitorais.

Fisco quer cobrar €335 milhões pela venda das barragens: EDP vai para tribunal e garante que "não irá pagar" até haver decisão judicial

A Autoridade Tributária (AT) prepara-se para enfrentar mais um diferendo milionário. O Fisco já entregou à EDP o seu relatório de inspeção sobre a venda de seis barragens à francesa Engie, em 2020, tendo concluído que a transação obrigará ao pagamento adicional de €335 milhões em impostos. Mas a elétrica não vai ceder: a EDP “não irá pagar as liquidações que sejam emitidas, até que a questão seja resolvida em tribunal”, avançou fonte oficial da empresa ao Expresso.

O Expresso já tinha noticiado, em novembro de 2025, que o Ministério Público tinha arquivado o inquérito-crime sobre a venda das barragens, mas dando instruções ao Fisco para avançar com a cobrança de €335 milhões em impostos ligados ao negócio de €2,2 mil milhões com a Engie. E em janeiro deste ano a diretora-geral da AT, Helena Borges, indicou no Parlamento que a liquidação daquele montante avançaria até junho.

E a AT está encaminhada para concretizar essa promessa. A 30 de abril a EDP Produção foi notificada do relatório de inspeção tributária relativo ao exercício de 2020, propondo “correções fiscais, designadamente em IRC e Imposto do Selo”, segundo revela a EDP no relatório e contas do primeiro trimestre.

Listas de espera para cirurgia oncológica aumentaram; ministra reconhece "dificuldade", mas rejeita "falência"

Os dados da Entidade Reguladora da Saúde revelam agravamento das listas de espera para cirurgia oncológica no final de 2025. Listas para primeira consulta também aumentaram. Ministra da Saúde afirma que foi por isso que o governo lançou novo sistema de gestão de listas de espera A lista de espera para cirurgia oncológica agravou-se no segundo semestre de 2025 no SNS, com 8.215 utentes, mais 9% face a 2024, sendo que 21,2% já tinham ultrapassado os tempos máximos de resposta recomendados.

Os dados foram divulgados pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) na "informação de monitorização sobre os tempos de espera no Serviço Nacional de Saúde (SNS), relativos ao segundo semestre de 2025", que observa também um aumento no número de utentes em espera para primeira consulta e cirurgia de oncologia e cardiologia.

Confrontada com os dados da ERS, a ministra da Saúde defendeu que “não é uma falência. É uma dificuldade”. Em entrevista ao podcast Política com Assinatura, da Antena 1, Ana Paula Martins adianta que “foi por essa razão que quando chegámos percebemos que o atual sistema de gestão das listas de espera não era eficiente. Criava situações perversas, não tinha auditoria clínica, não tinha pontos de controlo, não era transparente para os cidadãos”.

Un estudio destapa la paradoja del turismo en Canarias: éxito económico y desafíos en la convivencia

El turismo en Canarias se mueve en una contradicción cada vez más evidente: genera beneficios reconocidos por la población, pero también un malestar creciente que esos beneficios ya no logran compensar.  Así lo concluye el estudio firmado por Samuel Montesdeoca, Yen E. Lam-González y Carmelo J. León, basado en una encuesta a 300 residentes del Archipiélago, que analiza en profundidad cómo se construye la percepción social del turismo.

Dos dimensiones

Lejos de medir opiniones simples, el trabajo descompone esa percepción en dos grandes dimensiones. Por un lado, los impactos positivos, vinculados al empleo, los ingresos, la mejora de infraestructuras, el intercambio cultural o la protección ambiental. Por otro, los impactos negativos, asociados al estrés social, el encarecimiento del coste de vida, la delincuencia o la contaminación. El análisis estadístico es claro. Según los autores, los beneficios del turismo explican el 35,41% de la variabilidad de las respuestas, mientras que los costes explican el 18,14%. En términos de percepción general, esto significa que los canarios tienden a pensar antes en lo que el turismo aporta que en lo que resta.

Super El Niño de 1877 matou milhões de pessoas: Está o mundo preparado para novo fenómeno extremo?

A possibilidade de um dos mais intensos episódios de El Niño de que há registo se desenvolver ainda este ano está a reacender comparações com 1877, quando um fenómeno semelhante desencadeou uma das maiores catástrofes ambientais da história moderna. Segundo o The Washington Post, o episódio de 1877-1878, considerado o El Niño mais forte de que há registo, esteve na origem de uma fome global que provocou a morte de mais de 50 milhões de pessoas na Índia, na China, no Brasil e noutras regiões do mundo, representando entre 3% e 4% da população mundial da época.

O El Niño corresponde a um aquecimento anómalo das águas do Pacífico tropical centro-oriental, que ocorre de poucos em poucos anos e altera significativamente os padrões meteorológicos globais. Em 2026, as temperaturas da superfície do oceano nessa região poderão subir cerca de 3 graus Celsius acima da média, um valor que pode estabelecer novos recordes.

Um desastre ambiental sem precedentes

O super El Niño de 1877-1878 não foi apenas um fenómeno meteorológico intenso. Foi, nas palavras de investigadores que analisaram o episódio, “provavelmente o pior desastre ambiental que alguma vez atingiu a humanidade”.

Los aeropuertos canarios encadenan dos meses de caídas en el tráfico de pasajeros y cierran abril en negativo

La llegada de pasajeros a los aeropuertos canarios sufrió en abril su tercer traspié después de la recuperación postpandemia y ya encadena dos meses de caídas en 2026, lo que ha provocado que la cifra global de los primeros cuatro meses del año se torne también negativa. Un cambio de tendencia que llega después de varios años en los que el número de usuarios de las instalaciones de Aena en el Archipiélago no ha dejado de crecer, llevando incluso a algunos aeropuertos al límite de su capacidad. En el mes de abril, los aeropuertos de Canarias anotaron 4,42 millones de pasajeros, –4,41 procedentes de vuelos comerciales– una cifra que supone un descenso del 3,5% si se compara con la que se obtuvo en ese mismo mes de 2025.

Esta caída, unida a la que ya se produjo en marzo –que registró un descenso del 1% en el número de pasajeros en uno de los meses más importantes para la temporada alta turística– ha vuelto negativo el dato del primer cuatrimestre del año. Entre enero y abril, los aeropuertos de la red de Aena en Canarias gestionaron un total de 18,58 millones de pasajeros, lo que supone un 0,8% menos que el mismo periodo del año anterior.

La presión demográfica y la falta de oferta encarecen la vivienda en Canarias, según un estudio

El mercado residencial en Canarias atraviesa una situación de "fuerte tensión", marcada por el encarecimiento de la vivienda y un "déficit estructural" de oferta que supera las 20.000 viviendas. Según un análisis elaborado por Metrovacesa, el precio medio ya rebasa los 3.000 euros por metro cuadrado, con subidas interanuales "de hasta el 11,4%", en un contexto "donde la producción de obra nueva solo cubre un 36% de la demanda real", detallan. 

En base a este informe de una de las promotoras inmobiliarias líderes en España, el desequilibrio entre oferta y demanda responde a "factores estructurales", como por ejemplo la limitación del territorio y la escasez de suelo disponible, que "dificultan la respuesta del mercado ante el aumento de población y la creación de nuevos hogares". De hecho el análisis concluye que en los últimos cuatro años "se han formado cerca de 39.000 hogares en Canarias, frente a unas 14.000 viviendas nuevas construidas". Esto ha consolidado "un déficit superior a las 20.000 viviendas", mientras la demanda "continúa al alza", impulsada en gran medida "por el crecimiento de la población extranjera", apuntan estos datos.

Papa discursa no parlamento espanhol e reúne-se com imigrantes nas Canárias em junho

O Papa Leão XIV vai discursar no parlamento espanhol durante a viagem que fará a Espanha em junho, tendo ainda previstos encontros com imigrantes nas ilhas Canárias e uma visita a uma prisão em Barcelona. Segundo o programa da visita divulgado pelo Vaticano, Leão XIV chega a Espanha, a Madrid, em 06 de junho e fará um discurso no parlamento nacional no dia seguinte. Será a primeira vez que um Papa visita o parlamento espanhol e discursa perante os deputados e senadores. A visita terminará em 12 de junho e, além de Madrid, Leão XIV passará por Barcelona e por duas ilhas das Canárias, arquipélago que lida com a chegada de milhares de imigrantes anualmente que viajam desde as costas africanas a bordo de embarcações precárias conhecidas como ‘pateras’ ou ‘cayucos’. Leão XIV vai reunir-se nas Canárias, em 11 e 12 de junho, com imigrantes e com associações e organizações não-governamentais (ONG) que dão assistência a pessoas migrantes. O Papa visitará ainda o porto de Arguineguín, na Gran Canaria, um dos símbolos da chegada de ‘pateras’ às ilhas, e celebrará uma missa neste local.

Desinformação atinge mais de 12,8 milhões de visualizações

Na campanha eleitoral foram identificados 26 casos de desinformação e Ventura foi responsável por 88,5% (23) — os restantes foram de Joana Amaral Dias e André Pestana —, segundo relatório do LabCom. A desinformação associada às presidenciais somou mais de 12,8 milhões visualizações nas redes sociais e André Ventura concentrou 88,5% dos casos, segundo um relatório do LabCom — Laboratório de Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI).

O relatório “Desinformação nas Presidenciais 2026: atividade dos candidatos nas redes sociais”, desenvolvido em cooperação entre a ERC — Entidade Reguladora para a Comunicação Social e o LabCom, monitorizou a desinformação relacionada com a presença digital dos pré-candidatos e candidatos nas redes com maior expressão em Portugal e começou a ser elaborado em 17 de novembro de 2025, dia do primeiro frente a frente na televisão entre André Ventura e António José Seguro. Os conteúdos desinformativos atingiram, no total, 12.826.973 visualizações nas redes sociais (todas as vezes que o conteúdo aparece aos utilizadores, incluindo repetições), e geraram 588.739 interações, 105.712 comentários e 42.922 partilhas. Os autores do relatório estimam que mais de nove milhões de contas das redes sociais possam ter sido expostas a conteúdos desinformativos difundidos pelos pré-candidatos e candidatos durante as eleições.

"Reformas em queda? Portugueses ainda não começaram a agir sobre o problema", aponta estudo

As pensões vão baixar e os portugueses sabem-no, mas continuam a adiar decisões que permitiriam viver melhor após a idade da reforma. Os jovens mostram especial ceticismo e são quem mais toma medidas. A redução que se estima nas pensões, nos próximos anos, leva os jovens a tomarem mais cautelas do que as gerações mais velhas. De qualquer forma, a preocupação é transversal às gerações e 52% dos portugueses já fazem a previsão de que vão continuar a trabalhar após chegarem à idade da reforma. Destes, metade (26%) consideram trabalhar a tempo inteiro e os restantes a tempo parcial.

Os dados fazem parte das conclusões que resultam de um estudo realizado pelo Doutor Finanças e que contou com 700 entrevistas. Intitulado "Preparar a reforma num país que envelhece", tem por mote a redução das pensões que está prevista para os próximos anos. É que, de acordo com o relatório Ageing Report 2024, da Comissão Europeia, a pensão média em Portugal deverá equivaler a 38,5% do último ordenado, em 2050, se nada mudar no sistema da Segurança Social (atualmente ronda os 68% do salário mediano para a população entre 55 e 64 anos).

Mais Liberdade: debate em torno da idade da reforma intensificou-se

O debate em torno da idade da reforma intensificou-se nos últimos tempos, dividindo quem defende uma redução da idade de acesso à pensão e quem considera inevitável o prolongamento da vida ativa devido ao envelhecimento demográfico e ao aumento da longevidade. Desde 2016, a idade estatutária da reforma em Portugal passou a estar indexada à evolução da esperança média de vida aos 65 anos, um mecanismo introduzido com o objetivo de adaptar o sistema de pensões ao contexto demográfico. A idade estatutária da reforma aumentou 9 meses entre 2015 e 2026, passando de 66 anos para 66 anos e 9 meses. A esperança média de vida após os 65 anos aumentou cerca de 12 meses no período correspondente (a atualização da idade estatutária de reforma em cada ano é baseada na esperança média de vida após os 65 anos no triénio que termina 2 anos antes), passando de 19 anos em 2015 para 20 anos em 2026.

A evolução não foi totalmente linear. A pandemia causou uma redução temporária da esperança média de vida, o que levou também a uma descida da idade estatutária da reforma em 2023 e 2024. No entanto, com a recuperação da longevidade, ambas retomaram a trajetória de crescimento nos anos seguintes. Portugal segue uma tendência observada em grande parte da Europa Ocidental, onde o aumento da esperança média de vida tem levado vários países a elevar gradualmente a idade legal de acesso à reforma. O objetivo passa por equilibrar a sustentabilidade financeira dos sistemas públicos de pensões com o aumento do número de anos em que os cidadãos recebem pensão (Mais Liberdade, Mais Factos)

Mais Liberdade: jogo e as apostas online têm registado um crescimento

O jogo e as apostas online têm registado um crescimento muito expressivo em Portugal nos últimos anos, tornando-se uma atividade cada vez mais presente no quotidiano dos portugueses. Entre 2018 e 2025, o volume total de apostas cresceu de 2.432 milhões € para 23.131 milhões € e a receita líquida do setor — isto é, o valor apostado menos os prémios pagos — aumentou de 152 milhões € para 1.206 milhões €, acompanhando a expansão do número de contas de jogadores, de 1,2 milhões para 4,9 milhões. Em média, cada adulto português perdeu 133€ em jogos e apostas online em 2025, um valor muito superior aos apenas 18€ registados em 2018. Sabendo que apenas uma parte dos portugueses jogam online, a realidade de perdas é muito superior por cada jogador ativo.

Também os pedidos de autoexclusão — mecanismo do Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos, utilizado pelos jogadores para limitar o seu acesso às plataformas devido a comportamentos de risco — cresceram fortemente, passando de 31,5 mil para 361 mil no mesmo período.

O crescimento do jogo e das apostas online traduziu-se igualmente num aumento substancial da receita fiscal arrecadada pelo Estado através do Imposto Especial de Jogo Online, que subiu de 67 milhões € em 2018 para 353 milhões € em 2025. Esta evolução reflete a crescente digitalização do entretenimento e a maior facilidade de acesso às plataformas de apostas através de smartphones e aplicações móveis. No entanto, também levanta preocupações relacionadas com a dependência, o endividamento e os impactos sociais associados ao jogo excessivo, sobretudo entre os mais jovens e os utilizadores mais frequentes (Mais Liberdade, Mais Factos)

Mais Liberdade: carga fiscal sobre o trabalho em Portugal diminuiu

A carga fiscal sobre o trabalho em Portugal diminuiu desde o pico atingido em 2023, mas continua acima dos níveis anteriores à Troika e da média da OCDE. Segundo os dados da OCDE, a chamada “tax wedge” — que inclui IRS e contribuições para a Segurança Social pagas por trabalhadores e empregadores — atingiu 41,4% em 2023 e desceu para 39,3% em 2025. Apesar desta redução de 2,1 pontos percentuais, o valor continua bastante acima (+2,7 pontos percentuais) da média registada entre 2000 e 2010, antes da intervenção da Troika, situada nos 36,6%. Foi precisamente durante o período de assistência financeira, entre 2011 e 2014, que se verificou um forte agravamento da tributação sobre o trabalho. Desde então, essa austeridade acabou por se consolidar como o novo normal — sendo que o valor mais alto da série só seria atingido vários anos depois, em 2023.

Portugal mantém-se também acima da média da OCDE. Em 2025, a tax wedge portuguesa situava-se nos 39,3%, enquanto a média da OCDE era de 35,1%, uma diferença de 4,2 pontos percentuais. Uma carga fiscal elevada sobre o trabalho reduz o rendimento disponível das famílias, aumenta os custos de contratação para as empresas e desincentiva a criação de emprego, a progressão salarial e a atração de talento (Mais Liberdade, Mais Factos)

domingo, maio 10, 2026

"Se está no jornal é verdade": confiança nos media em Portugal está a cair, mas ainda é das mais altas na Europa

Há mais de cem anos que os portugueses podem utilizar jornais impressos para se informarem do que está a acontecer no país e no mundo. Depois do papel, veio a rádio, ainda na primeira metade do século passado. E com o passar do tempo, novas alternativas continuam a surgir: websites, podcasts, redes sociais e até modelos de inteligência artificial que hoje são usados para obter informações. No entanto, apesar de tantas opções, a relação da população com as notícias está a deteriorar-se dentro e fora do território nacional.

Segundo o “Digital News Report” realizado anualmente pelo Reuters Institute, a quantidade de pessoas em Portugal que dizem confiar na maior parte das notícias na maioria do tempo está a diminuir. Em 2015, 66% afirmaram confiar nos media tradicionais, número que caiu para 54% em 2025. Entre os órgãos de comunicação social nacionais percebidos pela população como mais confiáveis estão a RTP Notícias (75%) e o “Jornal de Notícias” (74%). Expresso e SIC Notícias, do grupo Impresa, encontram-se empatados no terceiro lugar com 73%.

Curiosidades: a idade da reforma voltou ao debate político e público

Nos últimos dias, a idade da reforma voltou ao debate político e público, opondo quem pretende a redução da idade estatutária de reforma a quem tem preocupações com a sustentabilidade do sistema de pensões e o impacto do envelhecimento demográfico. A idade legal da reforma tem vindo a aumentar de forma consistente em Portugal e na maioria dos países da Europa Ocidental, acompanhando o aumento da esperança de vida. Em Portugal, passou de 65 anos no início da década passada para 66 anos e 7 meses em 2025 (66 anos e 9 meses em 2026). A partir de 2014, a idade estatutária da reforma em Portugal ficou indexada aos ganhos da esperança média de vida aos 65 anos, incorporando um fator de sustentabilidade. Esta tendência verifica-se na maioria dos países da Europa Ocidental, em virtude dos desafios que o envelhecimento populacional coloca aos sistemas de previdência social. Em países como a Dinamarca, Grécia, Islândia, Itália e Países Baixos, a idade legal de reforma, referente aos indivíduos do sexo masculino que começaram a trabalhar aos 22 anos e se aposentaram em 2025, já se situava nos 67 anos. Espanha (66 anos e 8 meses) e Portugal aproximam-se desse valor, tal como outros países que seguem igualmente uma trajetória de aumento da idade estatutária de reforma.

A França exige apenas 62 anos, embora também tenha havido um aumento de 2 anos desde 2012. Países como Suécia e Noruega adotam modelos mais flexíveis, podendo a idade da reforma variar entre valores relativamente baixos e valores medianos no contexto da Europa Ocidental. O aumento da idade da reforma resulta sobretudo de fatores demográficos e financeiros. O envelhecimento da população e o aumento da longevidade significam mais anos a receber pensão, o que pressiona a sustentabilidade dos sistemas públicos. Em resposta, vários países, incluindo Portugal, passaram a indexar a idade da reforma à esperança de vida. Trabalhar mais anos tornou-se uma tendência estrutural nas economias da Europa Ocidental, refletindo o desafio de equilibrar sustentabilidade financeira com proteção social (Mais Liberdade, Mais Factos)

Centro e Grande Lisboa sofrem a maior destruição de emprego desde o início da pandemia

Norte, a região mais importante no emprego nacional, perdeu 12 mil postos de trabalho, o mesmo que no Centro. Na Grande Lisboa, desapareceram quase 20 mil entre final de 2025 e 1.º trimestre. O efeito das tempestades do último inverno que afetaram Portugal, mas especialmente a região Centro do país a partir do final de janeiro e durante três semanas, às quais veio somar-se o impacto da nova guerra no Médio Oriente, provocou uma quebra histórica e significativa no emprego da zona Centro, fazendo deste primeiro trimestre de 2026 o pior arranque de ano desde 2020, quando eclodiu a pandemia da doença Covid-19. De acordo com a nova edição das Estatísticas do Emprego publicada, esta quarta-feira, pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o emprego no Centro de Portugal, uma região altamente industrializada e dinâmica em termos empresariais, ia de vento em popa, tendo atingido um recorde de quase 850 mil postos de trabalho no ano passado.

Manuscritos do Mar Morto voltam a intrigar o mundo após novas descobertas sobre o nome de Deus


Os Manuscritos do Mar Morto continuam a desafiar investigadores, teólogos e historiadores quase oito décadas depois da sua descoberta. Novas análises conduzidas por equipas internacionais voltaram agora a colocar os textos no centro do debate académico, depois de avanços tecnológicos terem permitido reinterpretar fragmentos antigos associados à forma como comunidades judaicas da Antiguidade representavam o nome de Deus. As recentes investigações, desenvolvidas com recurso a inteligência artificial, imagem multiespectral e análise paleográfica avançada, estão a revelar detalhes antes praticamente invisíveis em vários fragmentos encontrados nas cavernas de Qumran, junto ao Mar Morto, no atual território de Israel. (livescience.com)

Os especialistas sublinham, contudo, que não se trata da “descoberta do verdadeiro nome de Deus” no sentido sensacionalista frequentemente difundido nas redes sociais, mas antes de novos dados sobre a forma como esse nome era escrito, preservado e tratado ritualmente por determinadas comunidades judaicas há mais de dois mil anos.

Curiosidades: O plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR)

O plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR) foi apresentado na semana passada, pelo Governo, para dar resposta ao impacto das recentes tempestades e para reforçar a prevenção, gestão e resposta a catástrofes naturais. O programa tem um horizonte até 2034 e integra 90 medidas distribuídas por 15 domínios e 3 eixos de ação. Com uma dotação de 22,6 mil milhões €, o PTRR supera ligeiramente o montante atribuído pela União Europeia ao nosso país no âmbito do PRR, que ronda os 21,9 mil milhões €. Quando comparado com outros grandes investimentos e custos relevantes em Portugal, dá para perceber a verdadeira dimensão do PTRR. A construção do Centro de Dados de Sines deverá implicar um investimento de cerca de 9,2 mil milhões €, enquanto o custo estimado do novo aeroporto de Lisboa ronda os 8,5 mil milhões €. Já a linha de alta velocidade entre Lisboa e Galiza deverá implicar um investimento entre 7 e 8 mil milhões €. Eventos excecionais ou intervenções públicas relevantes também ficam aquém desta escala. Os prejuízos associados ao comboio de tempestades de 2026 são estimados em cerca de 5,3 mil milhões €, enquanto a injeção do Estado na TAP atingiu aproximadamente os 3,3 mil milhões € (Mais Liberdade, Mais Factos)

Curiosidades: Os salários em Portugal continuam a ser relativamente baixos

 

Os salários em Portugal continuam a ser relativamente baixos, um fator que ajuda a explicar a forte emigração de jovens trabalhadores portugueses em busca de mais poder de compra e melhores condições de vida noutros países europeus. O salário médio líquido anual em Portugal situava-se, em 2024, nos cerca de 17 mil euros. Este valor revela uma diferença significativa quando comparado com os dez principais destinos europeus de emigração, mesmo com valores ajustados em paridades de poder de compra.

No topo da lista surge a Suíça, com cerca de 43 mil euros anuais, seguida pelos Países Baixos (36 mil euros), Noruega e Luxemburgo (ambos com 33 mil euros), Áustria e Alemanha (ambos com 32 mil euros). Estes países apresentam salários médios líquidos muito próximos ou acima do dobro dos registados em Portugal. Entre os restantes destinos mais procurados, o padrão mantém-se claramente favorável ao exterior. A Bélgica tem um salário médio líquido de 27 mil euros, a Dinamarca de 27 mil euros, a França de 25 mil euros e a Espanha de 24 mil euros. Em todos estes casos, os salários médios superam de forma relevante o registado em Portugal.

A explicação para este diferencial salarial está, em grande medida, ligada à produtividade da economia. Portugal apresenta, de forma persistente, níveis mais baixos de produtividade do trabalho quando comparado com os países analisados. Isso resulta de vários fatores combinados: menor intensidade de capital por trabalhador, menor incorporação tecnológica nos processos produtivos, maior peso de setores de baixo valor acrescentado, elevada rigidez laboral e uma menor dimensão média das empresas, o que limita economias de escala e o investimento. Os salários elevados mantêm-se como um fator estrutural que atrai os trabalhadores. A discrepância entre o salário médio português e o dos principais destinos europeus reflete um desequilíbrio de rendimentos que continua a justificar e a potenciar a emigração (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

Curiosidades: a idade da reforma

O debate em torno da idade da reforma intensificou-se nos últimos tempos, dividindo quem defende uma redução da idade de acesso à pensão e quem considera inevitável o prolongamento da vida ativa devido ao envelhecimento demográfico e ao aumento da longevidade. Desde 2016, a idade estatutária da reforma em Portugal passou a estar indexada à evolução da esperança média de vida aos 65 anos, um mecanismo introduzido com o objetivo de adaptar o sistema de pensões ao contexto demográfico. A idade estatutária da reforma aumentou 9 meses entre 2015 e 2026, passando de 66 anos para 66 anos e 9 meses. A esperança média de vida após os 65 anos aumentou cerca de 12 meses no período correspondente (a atualização da idade estatutária de reforma em cada ano é baseada na esperança média de vida após os 65 anos no triénio que termina 2 anos antes), passando de 19 anos em 2015 para 20 anos em 2026. A evolução não foi totalmente linear. A pandemia causou uma redução temporária da esperança média de vida, o que levou também a uma descida da idade estatutária da reforma em 2023 e 2024. No entanto, com a recuperação da longevidade, ambas retomaram a trajetória de crescimento nos anos seguintes.

Portugal segue uma tendência observada em grande parte da Europa Ocidental, onde o aumento da esperança média de vida tem levado vários países a elevar gradualmente a idade legal de acesso à reforma. O objetivo passa por equilibrar a sustentabilidade financeira dos sistemas públicos de pensões com o aumento do número de anos em que os cidadãos recebem pensão (Mais Liberdade, Mais Factos)

Curiosidades: o Plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR)

Um ano após o apagão que afetou Portugal e Espanha e três meses depois da depressão Kristin, o Governo apresentou o Plano Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR), um programa de 22,6 mil milhões € para dar resposta ao impacto das recentes tempestades e para reforçar a prevenção, gestão e resposta a catástrofes naturais. O montante supera ligeiramente o inicialmente previsto para o PRR, de 22,2 mil milhões €, tem um horizonte até 2034 e inclui 90 medidas em 15 domínios. O setor público concentra a maior parte do financiamento do plano, assegurando 66% do total. Dentro desta componente, as Administrações Públicas representam 37%, os fundos europeus 19%, enquanto a Global Parques (AICEP) e as Águas de Portugal contribuem conjuntamente com 11%. Já o setor privado, as parcerias público-privadas (PPP) e as concessões asseguram os restantes 34% do investimento global.

A aplicação final deste plano distribui-se por três eixos de intervenção. A maior parte do investimento, correspondente a 66%, destina-se a "Proteger", reforçando a capacidade de salvaguardar pessoas, territórios e sistemas essenciais face a eventos extremos, crises sistémicas e riscos de elevada intensidade, reduzindo vulnerabilidades. O eixo "Recuperar", com 24% do financiamento, foca-se na reposição funcional das infraestruturas e serviços críticos afetados pelas recentes tempestades. Por fim, o eixo "Responder" absorve 10% do financiamento, visando assegurar a capacidade operacional para atuar em situações de crise (fonte: Mais Liberdade, Mais Factos)

quinta-feira, abril 16, 2026

Nota: já pensaram bem nas consequências de um descalabro no SSM?

O que, previsivelmente, se passou com o Subsídio de Mobilidade, que agora até mudou de nome - alegadamente para facilitar a concessão dos apoios pelo Estado, no quadro da mobilidade territorial, e retirar a ideia de que Lisboa está a dar uma esmola aos portugas de segunda que vivem nas ilhas - poderá colocar em causa, se não existir um controlo eficaz que não sei como será possível, por estarmos a falar de um mercado aéreo aberto, privado e concorrencial, este actual modelo, porque ao aprovarem a retirada do teto para as viagens entre as ilhas e o Continente, nada impede que as companhias, a reboque dessa janela, venham a retirar  ainda maior rentabilidade de linhas altamente rentáveis - sobretudo a linha da Madeira - atirando viagens para preços que, daqui a algum tempo, e caso a futura regulamentação (duvido que o faça...) permita essa libertinagem de viagens comercializadas sem qualquer limite de preço, penalizando o turismo nacional, e não só, para Madeira e Açores. Ninguém vai pagar viagens a 600 ou 700 euros quando existem alternativas de destinos concorrenciais relativamente próximos facilmente acedidos por valores de 150 ou 200 euros. Vem nos livros! Espero e desejo que os madeirenses, os cidadãos que viajam e que têm o direito de viajar, acompanhem de perto a evolução deste dossier, para constatarmos, no final de tudo isto - caso exista alguma alteração ao modelo neste momento em vigor - quem será prejudicado e quem prejudicou as pessoas. E saber como responder e onde responder. E insisto: alguém acha que as companhias aéreas que operam nas linhas da Madeira e dos Açores (que entretanto perderam a presença da Easyjet e da Ryanair) estão dispostas, como aconteceu durante mais de um ano em Espanha (com as Canárias e as Baleares), a viverem com um descontrolado acumular de dívidas por parte do Estado das verbas correspondentes a viagens vendidas e já realizadas pelos passageiros beneficiários da tarifa de residente?!

No caso de Canárias, as companhias aéreas que ali operam deram um ultimato ao Governo de Madrid, murro na mesa que foi acompanhado da ameaça de suspensão da aplicação da tarifa de residente caso uma dívida da ordem dos 1,3 mil milhões de euros (Março de 2025) não fosse regularizada. Tenho acompanhado esta situação e sei que no final de 2025 o Estado espanhol, que apenas tinha pago uma parte pequena daquele montante em dívida (perto de 600 milhões de euros) já acumulava um valor da ordem dos 900 milhões de euros por conta do tarifário de residente aplicado nas Canárias, Baleares e territórios de Ceuta e Melila.

Será necessário recordar que os Açores estão hoje a braços com uma ameaça grave de crise no turismo, situação que mobiliza empresários e responsáveis autárquicos, tudo por causa da dependência dos Açores apenas de alguns operadores low-cost estrangeiros, para além da TAP e da SATA – a braços com um complexo processo de privatização que tem esbarrado numa dívida descontrolada – já que as duas companhias low cost mais populares e de maior dimensão, em passageiros e frequências – falo da Easyjet e da Ryanair – abandonaram por razões diferentes aquela Região. No nosso caso se tal situação ocorresse, algo que não está completamente dissipado, ficaríamos “porreiros” se dependentes apenas da TAP?! Já pensaram bem nisso?! (LFM)

quinta-feira, abril 09, 2026

Mais Factos: incentivar regresso ao mercado de trabalho

 

Num contexto de crescente preocupação com a eficácia das políticas sociais, é importante avaliar até que ponto o sistema fiscal e de prestações sociais promove — ou desencoraja — o regresso ao mercado de trabalho. Será que compensa, do ponto de vista financeiro, aceitar um emprego após um período de desemprego, sobretudo entre trabalhadores de baixos rendimentos? Portugal surge como um dos países onde o incentivo financeiro para os desempregados regressarem ao mercado de trabalho é mais baixo (trabalhadores que ganham dois terços ou menos da mediana nacional do salário bruto por hora), ocupando o 2.º lugar entre 31 países desenvolvidos.

Mais Factos: mercado de trabalho e salários mais elevados


Em que medida o mercado de trabalho recompensa as qualificações superiores com salários mais elevados? À primeira vista, prémios salariais mais elevados podem ser interpretados como um sinal positivo, por refletirem a valorização do esforço e do investimento em educação. No entanto, diferenças muito acentuadas nem sempre resultam apenas do retorno do investimento, podendo também refletir desequilíbrios no mercado de trabalho, nomeadamente entre a procura e a oferta de determinados tipos de qualificações.