sexta-feira, fevereiro 26, 2021

Mais de 424 mil desempregados em Portugal

 

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Mais de 136 mil trabalhadores precários perderam emprego



Moratórias para crédito à habitação terminam no final de Março...


Covid-19: britânicos já estão a marcar férias para o Algarve


Embaixadora da Venezuela junto da União Europeia considerada "persona non grata"


2020 regista a pior recessão anual desde o 25 de abril


Sondagem: Mais de um terço crê que a vacinação está a correr mal

 


Confiança no Governo para a execução do plano de imunização contra a covid em queda. Portugueses rejeitam inoculação prioritária a deputados e autarcas. Os portugueses estão divididos, mas 35% entendem que a implementação do plano de vacinação está a correr mal. Menos de um terço (31%) dá nota positiva e a maioria recusa que seja concedida prioridade à imunização de políticos, sobretudo de presidentes de Câmara e de deputados.

E, no momento em que cerca de 250 mil pessoas já possuem a vacinação completa em Portugal, a confiança no Governo para concluir o plano dentro do prazo estipulado está em queda. Se em dezembro, antes do arranque da imunização, 38% dos inquiridos na sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF manifestavam confiança no Executivo PS para levar o plano a bom porto, dois meses depois tudo se inverteu: 43% têm pouca confiança e só 28% continuam a acreditar no respeito das metas.

O crédito do Governo é maior entre os idosos (45%) e menor nas faixas etárias dos 18 aos 49 anos. É na Grande Lisboa, e entre os eleitores do PS (60%) e da CDU (55%), que a confiança no Executivo de António Costa se mantém alta. A descrença é superior nas regiões do Centro e do Sul e ilhas e entre os simpatizantes de Iniciativa Liberal, Chega e Bloco de Esquerda.

Portugal abaixo de Espanha e Reino Unido na transmissão do vírus


O índice de transmissibilidade do vírus em Portugal situa-se em mínimos desde o início da pandemia. Comparando com a Europa, tem também o valor mais baixo. Portugal tem o índice de transmissibilidade (Rt) do vírus SARS-CoV-2 mais baixo da Europa, de acordo com as estimativas do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA). Situa-se assim atrás de Espanha e Reino Unido, que também contam com um número baixo neste indicador.

O valor do Rt em Portugal, ou seja, o número médio de casos secundários resultantes de um caso infetado, é estimado em cerca de 0,67, adiantou o especialista Baltazar Nunes na chamada reunião do Infarmed, esta segunda-feira. Este “é o valor mais baixo desde o início da epidemia”, sendo que se encontra “abaixo de 1 em todas as regiões do continente e das regiões autónomas”, sublinhou.

TAP perde mais de 900 milhões de euros com Covid-19 em 2020

 


Companhia aérea terá tido um resultado operacional consolidado (EBIT) negativo de 907 milhões de euros, segundo as projeções enviadas para Bruxelas pelo Governo português. A TAP fechou 2020 com um resultado operacional consolidado (EBIT) negativo de 907 milhões de euros. A projeção, que está presente no documento enviado a meio de dezembro para Bruxelas pelo Governo português, a que o ECO teve acesso, aponta para que as receitas terão rondado os mil milhões de euros, isto num ano fortemente marcado pelas restrições à aviação causadas pela pandemia.

A “crise sem precedentes” para a aviação e para a TAP está a penalizar fortemente as contas da empresa, explicaram tanto o CEO Ramiro Sequeira como o chairman Miguel Frasquilho esta terça-feira no Parlamento. Alertaram para o impacto da pandemia na operação da companhia aérea, que está à espera de “luz verde” de Bruxelas para avançar com um plano de reestruturação.

As projeções presentes neste documento, a que o ECO teve acesso, indicam que o resultado operacional (EBIT) da TAP SA ter-se-á situado em -907 milhões de euros em 2020, o que compara com 47 milhões de euros positivos no final de 2019. O “buraco” deve-se à queda na operação já que a empresa perdeu 13 milhões de passageiros no ano passado. As estimativas apontam uma quebra de 69% nas receitas para 1.025 milhões de euros (face a 3.299 milhões em 2019).

Sondagem: 82% querem escolas fechadas mais duas semanas

 


Quatro em cada dez inquiridos apontam a Páscoa como data para o regresso às salas de aula. Mais de metade critica rendimento escolar do ensino à distância. A renovação do estado de emergência será aprovada amanhã, no Parlamento, e a larga maioria dos portugueses (82%) entende que deve manter as escolas fechadas até 15 de março. Uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF mostra que 42% dos inquiridos defendem as aulas presenciais só depois das férias da Páscoa, que começam a 26 de março. Apesar disso, os portugueses entendem que o ensino à distância fica aquém da qualidade do presencial: 54% asseguram que aprender pela Internet e televisão será pouco ou nada rentável e 40% criticam a forma como o Governo preparou a escola para aulas virtuais.

A má nota dada ao ensino remoto, todavia, não impede os portugueses de querer os portões das escolas trancados, sobretudo no Norte (84%) e no Sul e Ilhas (83%). Olhando às características das pessoas que mais o defendem, encontram-se linhas bem marcadas quanto à idade e rendimentos: o fecho é pedido sobretudo por mulheres (84%), idosos (88%) e pessoas com menor capacidade económica (classe D, 89%).

É um contraste forte com a opinião dos jovens (até aos 34 anos, o fecho "´só" é pedido por 76% dos inquiridos) e das pessoas com mais rendimentos (nas classes A e B, 78% defendem-no). Quanto à orientação política, destacam-se os eleitores da CDU: 96% dizem que as escolas devem continuar fechadas.

Reabrir só depois da Páscoa

Saber até quando as aulas devem ser virtuais é outra questão. Aqui, a opção que mais respostas recebe (42%) atira a reabertura para depois das férias da Páscoa. O regresso às salas de aula a 5 de abril é pedido sobretudo pelos eleitores da Direita (59% do Chega e 53% do PSD) e por quem vive nas cidades médias ou no interior, já que tem menos apoio nas áreas metropolitanas do Porto (38%) e Lisboa (40%) - não porque queiram um regresso mais cedo, mas porque são quem mais defende o ensino remoto até ao final do ano letivo. Na média nacional, 16% querem aulas online até ao verão. O facto de a grande maioria dos inquiridos querer, pelo menos, mais duas semanas sem aulas presenciais, todavia, não significa que façam uma apreciação positiva das aulas online. Mais de metade dos inquiridos (54%) acredita que o ensino remoto será pouco ou nada rentável.

Sondagem: Metade dos portugueses antecipa confinamento até à Páscoa

 



Atual período de restrições mais difícil de suportar que o do ano passado (56%). Nem os cidadãos (68%) nem o Governo (56%) se prepararam de forma adequada para a terceira vaga da pandemia. O atual confinamento está a ser mais difícil que o de março do ano passado (52%), depois das falhas do Governo (56%) e dos cidadãos (68%) na preparação para a terceira vaga. A solução parece ser, por isso, prolongar as medidas restritivas: 80% dos portugueses quer o país fechado durante mais duas semanas, revela uma sondagem da Aximage para o JN, o DN e a TSF. E cerca de metade (46%) acredita que as restrições se vão manter até à Páscoa.

O número de novos infetados desce de forma acentuada desde o início de fevereiro. Os internamentos e as mortes acompanham a tendência, ainda que de forma diferida. Mas, na memória da maioria das pessoas estará ainda a situação difícil de janeiro, em que Portugal acusou os piores registos mundiais de covid-19. Também por isso haverá tantos a concordar com o que o Conselho de Ministros deverá formalizar hoje: mais duas semanas com comércio, restaurantes e escolas fechadas, proibição de viagens entre concelhos e recolher obrigatório.

O apoio ao prolongamento do confinamento por 15 dias é generalizado (80%) e é quase unânime entre os cidadãos mais velhos (88%) e os mais pobres (90%). Há também uma grande maioria que acredita num período de restrições ainda maior: 46% acham que vai durar até à Páscoa (opinião maioritária em todos os segmentos da amostra e em particular entre as mulheres); 10% até maio (sobretudo os mais jovens); 14% até ao verão (os habitantes da região Sul são os mais pessimistas). Feitas as contas, 70% antecipam que o confinamento que hoje vai ser decidido não será o último.

Resgate suave põe SATA a dar lucro em 2023

 

Com custos 40% mais baixos do que a TAP, SATA aplica cortes salariais de 10%. Plano prevê saída de 150 trabalhadores. O plano de reestruturação da SATA seguiu esta semana, quinta-feira, para Bruxelas, levando na bagagem propostas menos agressivas do que as previstas no plano da TAP e a perspetiva de um regresso aos lucros já em 2023. Se tudo correr como prevê Luís Rodrigues, o presidente da transportadora açoriana, a SATA vai conseguir tornar-se sustentável dentro de três anos, revertendo um ciclo de prejuí­zos que começou em 2013. O plano prevê cortes de 10% na remuneração mensal bruta e a saída de mais de 100 trabalhadores. Estão fechados os acordos com todos os sindicatos e não haverá despedimentos. As saídas serão feitas através de reformas e pré-reformas.

A SATA recebeu em agosto €133 milhões de auxílios do Estado, ao abrigo do artigo de resgate e restruturação, montante que permitirá à companhia viver mais uns meses sem asfixia financeira. Adicionalmente, o Governo Regional pediu, e teve autorização de Bruxelas, para receber mais €18 milhões extra, ao abrigo de medidas para minimizar o impacto da pandemia.

TAP: número de voos cai 72% em janeiro deste ano, com a maioria dos aviões em terra

 

Com a procura deprimida e a generalidade dos países confinados, a TAP teve um janeiro com a atividade muito reduzida. O número de voos caiu 72% face ao mês homólogo de 2019. A TAP reduziu, em janeiro deste ano, o número de voos em 72% e a capacidade em 70% em relação ao mesmo mês de 2020, devido às medidas restritivas decretadas por todo o mundo para controlar a pandemia.

Na sua ‘newsletter’ interna, a que a Lusa teve acesso, a companhia aérea adiantou que “em janeiro manteve-se a tendência decrescente a que se assistiu em novembro e dezembro, no que respeita a número de voos e capacidade (ASK – Available seat kilometer), comparando com o período pré-pandemia”, acrescentando que “reduziu em 72% o número de voos e em 70% a capacidade face a janeiro de 2020”. A companhia nota que esta “tendência decrescente é também visível na evolução do número de voos, ao longo dos últimos meses, após a ligeira recuperação que se verificou no verão”, adiantando que “a taxa de ocupação média global da TAP, quando ponderada com o volume de voos realizados em cada mês, entre setembro e novembro de 2020, é de 50%, vinte e nove pontos percentuais abaixo da taxa média global de 2019”.

“Esta tendência resulta do agravamento que temos vindo a assistir das medidas restritivas, em todas as regiões do mundo, na sequência da 2.ª e 3.ª vagas, bem como da identificação da nova estirpe do novo coronavírus”, segundo a transportadora.

Estudo: Portugueses estão pessimistas e adiam grandes decisões de vida e investimentos

 

Mais de três quartos dos portugueses afirmam-se pessimistas quanto à evolução económica, pelo que grandes decisões como mudar de emprego, casar, ter filhos, comprar casa ou carro estão fora dos seus planos para 2021, revela hoje um estudo. Elaborado pelo Instituto Superior de Administração e Gestão (ISAG – European Business School) e pelo Centro de Investigação de Ciências Empresariais e de Turismo da Fundação Consuelo Vieira da Costa (CICET-FCVC), o estudo ‘Lifestyle e decisões de investimento das famílias portuguesas em 2021’ procurou “compreender quais as principais expectativas das famílias portuguesas para 2021, no adverso contexto trazido pela covid-19” e demonstrou ainda que “o desconforto financeiro foi agravado pela pandemia”.

Com 76,2% dos inquiridos a admitirem estar pessimistas ou muito pessimistas acerca da evolução da economia portuguesa, o trabalho mostrou que “este será um ano de estagnação no que diz respeito às grandes mudanças de vida e investimentos”.

“Desde logo, uma mudança de emprego estará fora dos planos para 77,9% dos inquiridos e 84,7% indicaram mesmo que não estavam à procura de novo trabalho. Nas decisões familiares, casar não será opção para a maioria e ter filhos não acontecerá, em 2021, para 94,1% dos inquiridos que já os têm e para 89,8% dos que não têm filhos”, conclui. Valores semelhantes foram encontrados relativamente às decisões de investimento, como comprar casa ou carro: 82,8% dos inquiridos que não têm habitação permanente não procurarão comprá-la em 2021 e, entre os que já a têm, 91% não irão fazer nova compra, enquanto no que se refere ao automóvel, 85% revelaram não pretender fazer uma primeira compra em 2021 e 94,2% dos que já têm veículo próprio afirmaram não querer voltar a investir.

Sondagem: Portugueses consideram que o processo de vacinação está a correr “mais ou menos”

 

Apesar de a task-force se mostrar satisfeita com a evolução do processo de vacinação contra a Covid-19, o mesmo não se pode dizer dos portugueses, de acordo com o mais recente barómetro CM/Intercampus. Os últimos dados revelam que 21,5% dos inquiridos consideram que a vacinação está a correr mal e 14% acham que está a correr muito mal, com apenas 19,7% a referir que está a correr de forma positiva.

No limbo estão 33,5% que dizem que decorre «mais ou menos», não manifestando também muita confiança nesta matéria. Quando questionados sobre quem terá culpa no mau funcionamento do plano, a grande maioria, cerca de 35%, dizem que é a equipa que comanda, no entanto, uma percentagem significativa de 25% considera que «todos» são culpados, não havendo por isso ninguém em concreto para assumir responsabilidades. Já no que diz respeito às causas para que o ritmo do processo seja tão lento, 21,2% apontam razões políticas e 15% dos inquiridos considera que se trata de falta de vacinas, que contribuem para que o plano não evolua de forma mais rápida. Dos 21% que falam em motivos políticos, 11% culpam concretamente a ministra da saúde, Marta Temido e 10,2% o primeiro-ministro, António Costa.

O coordenador da task-force de vacinação, Almirante Gouveia e Melo, disse na segunda-feira que a redução da entrega de vacinas no primeiro trimestre continua a confirmar-se, apesar de ser menor, havendo expectativas «muito mais positivas» relativamente aos trimestres seguintes. Assim, confirmando-se estas expectativas é possível que o objetivo de vacinar 70% da população, alcançando a desejada imunidade de grupo, possa acontecer mais cedo do que o previsto, passando para inícios de agosto, em vez de ser só no final do verão, disse o responsável ressalvando que para já «não passam de expectativas».

O especialista anunciou ainda que vai ser possível aumentar a velocidade de vacinação para cerca de 100 mil vacinas por dia, «o que fará com que se tenha que pensar em modelos alternativos aos centros de saúde, para que o processo decorra sem problemas». Gouveia e Melo disse ainda que chegaram cerca de um milhão de vacinas a Portugal, das quais mais de 680 mil já foram aplicadas no continente, 29 mil nos Açores e na Madeira. Para além destas, chegaram hoje mais 230 mil, que serão aplicadas esta semana. «Isto mostra uma execução muito elevada no processo de vacinação», sublinha.

«Neste momento, sem contar com as vacinas que vão ser aplicadas esta semana, já temos sete habitantes em cada 100 com pelo menos uma inoculação, 4,5% da população com a primeira dose e 2,7% da população com a segunda dose», adiantou ainda o responsável (Executive Digest)

Estudo: Maioria dos portugueses não tenciona comprar carro ou casa este ano

Um estudo elaborado por investigadores do ISAG-European Business School e do Centro de Investigação de Ciências Empresariais e de Turismo da Fundação Consuelo Vieira da Costa (CICET-FCVC) mostra que 82,8% dos portugueses inquiridos que não têm habitação permanente não procurará comprá-la em 2021. Entre os que já a têm, 91% não tenciona fazer nova compra

O cenário é semelhante quanto ao possível investimento num carro: 85% não pretende fazer uma primeira compra em 2021 e 94,2% dos que já têm veículo próprio não quer voltar a investir este ano. Ainda assim, há algumas diferenças a apontar entre gerações. Os Baby Boomers (dos 61 aos 78 anos) estão disponíveis para gastar mais dinheiro tanto em investimentos financeiros (numa média superior a 61 mil euros) como na compra de carro (mais de 39 mil euros). No que à casa diz respeito, a Geração X (dos 40 aos 60 anos) destaca-se como aquela que pretende gastar mais, com um investimento médio de mais de 482 mil euros. No geral, o estudo “Lifestyle e decisões de investimento das famílias portuguesas em 2021” mostra que a pandemia veio abrandar ou mesmo travar as decisões e grandes investimentos dos portugueses para este ano.

19,6% dos inquiridos admite que a sua situação financeira é desconfortável ou muito desconfortável, o que compara com os 7,3% que dizia o mesmo antes da pandemia. Verifica-se também uma quebra de 66,6% para 52% no número de inquiridos que se dizem confortáveis ou muito confortáveis. Além da questão financeira, surgem ainda preocupações com a crise sanitária. Para mais de 85% dos inquiridos, a Covid-19 é vista como uma doença perigosa e com graves consequências para a saúde (Executive Digest, texto da jornalista Filipa Almeida)

Sondagem: Maioria dos portugueses quer Marcelo mais exigente com Costa

 


Além de uma maioria que acreditar que Marcelo devia ser mais exigente com Costa, 65,5% dos portugueses acha que o Presidente da República baixou os níveis de exigência semanas antes das eleições presidenciais. Uma sondagem da Intercampus revela que 80% dos inquiridos acreditam que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa deve ser mais exigente com o primeiro-ministro, António Costa. A sondagem realizada, para o “Jornal de Negócios” e “Correio da Manhã“, revela que 16,4% defendem que Marcelo não deve ser mais exigente com António Costa. O mesmo estudo indica que 65,5%, os inquiridos dizem que o Presidente da República baixou os níveis de exigência semanas antes das eleições presidenciais. Apenas 25,8% dos portugueses entrevistados pela Intercampus dizem que Marcelo foi mais exigente com o Governo antes das presidenciais.

Além de as relações entre Presidente da República e primeiro-ministro, a sondagem também avaliou os resultados de André Ventura nas presidenciais. Concluiu-se que 42,5% das pessoas inquiridas sublinharam que o resultado do líder do Chega – 11,9%, uma percentagem próxima da ex-eurodeputada Ana Gomes – se deveu ao facto de “muita gente” concordar com as suas ideias. Por sua vez, 19,4% dos inquiridos dizem ser “por causa da fraca oposição que o PSD está a fazer” e 13,5% associam o resultado ao facto de o PS “estar a governar mal” (Jornal Económico, foto do Expresso)

Açores: confusões....socialistas


 fonte: Público

O meu bloco de notas tontas sobre o processo autárquico-2021 na RAM

  • Porque motivo parece-me existir um certo complexo do medo  face a uma eventual candidatura no Funchal de pessoas não identificadas plenamente com a nomenclatura laranja?
  • Não é arriscado transmitirem aos eleitores a ideia de que a prioridade da nomenclatura elitista é apenas a sobrevivência no poder a qualquer preço? Lembro que Albuquerque foi visado em 2019, depois das regionais, por alguns sectores laranjas por alegadamente dar demais ao CDS, para garantir o poder ao PSD-M. Mas é ou não verdade que o PSD-M é hoje um partido refém de factores que não controla e com os quais nunca antes se confrontou?
  • A saída de Calado, que está longe de ter a certeza de que ganha a CMF, pode ou não enfraquecer o GRM e deitar tudo a perder em termos das suas naturais ambições políticas pessoais, caso seja derrotado por Miguel Silva? Mas sobre este tema, confesso que me estou nas tintas para o que façam. Desisti de alertar para a asneirada. Perdi a pachorra para aturar certas coisas, muito menos caprichos.

  • Sem Calado é ou não factual que poderemos ter um GRM politicamente mais fraco, numa altura em que a RAM está a braços com problemas financeiros e orçamentais que precisam de pulso firme quer a concordar quer a discordar? É bem possível que sim, mas alguns teóricos acham que o blá-blá-blá do costume resolve tudo…
  • O actual Vice do GRM – que presumo que  se for candidato à CMF terá que abandonar o GRM antes de formalizar a candidatura -  corre ou não o risco de ser acusado pela oposição (entre outras questões incómodas que serão por ela suscitadas e que podem abanar o eleitorado…), de ter abandonado o  GRM antes que a situação na RAM se agrave, complicando deste modo a sua candidatura. Afinal, estamos a falar de uma governação virada para 250 mil habitantes que será trocada por uma governação de uma cidade com 110 mil habitantes…
  • Alguém  consegue explicar aos eleitores que é mais importante a CMF do que a governação regional? E quem impede os eleitores de concluírem que há uma ambição corporativista e de grupo subjacente a algumas das manobras que visam o assalto à CMF, falhado em 2017 com a candidatura de uma ex-vereadora de MA (Rubina Leal) e que não saiu nada bem desse confronto eleitoral contra Cafofo?

 

PSD – 17.971 votos, 32,1%

PS (coligação com BE, JPP, NC, PDR) – 23.577 votos, 42,1%

 

  • Calado quer sair do GRM pela ambição de ser Presidente da CMF? Se for isso, trata-se de uma decisão pessoal, e contra isso nada a dizer. Cada um toma e assume as suas opções. Calado não pode estar a ser empurrado para uma eventual derrota que o impedirá de ter espaço político próprio, no futuro, permitindo que deixe de constituir uma “ameaça” seja para quem for, quando o PSD-M for confrontado com a inevitabilidade de uma discussão interna, que neste momento ninguém equaciona, mas que um cenário de trapalhadas e de sucessivos tiros-nos-pés,  pode acelerar?
  • É factual, embora não constitua um impedimento, que Pedro Calado, tal como o actual autarca do Funchal, nunca foi candidato (cabeça de lista) a nenhuma eleição. Caso venha a sê-lo nas autárquicas deste ano, é óbvio que não pode contar com uma campanha eleitoral à moda antiga, que seria importante, devido aos condicionalismos do covid19 a que se juntará um potencial agravamento da situação regional em termos sociais, económicos e orçamentais.
  • É verdade, sim ou não, que a candidatura de Calado irritou umas tantas (poucas) ambições pessoais de figuras menores da nomenclatura laranja, que sonhavam com a candidatura à CMF, mas que não conseguem perceber  se seriam ou não candidaturas ganhadoras?
  • Os resultados das presidenciais na Madeira, acabaram por ser uma “contrariedade” para Albuquerque que várias vezes criticou Marcelo por não fazer nada a propósito dos problemas colocados por Lisboa. Lembro que MA chegou mesmo a anunciar a possibilidade de ser candidato presidencial, propósito que obviamente nunca foi seriamente assumido.
  • É ou não factual que um secretariado de um partido tem que estar regularmente presente no terreno, junto das suas estruturas de base, falando com elas, ouvindo-as, construindo um retrato fiel da realidade ao nível do sítio, da freguesia ou do concelho?
  • A valorização política da CMF é obsessiva? Será que alguém já explicou às pessoas a lógica da teoria de que a CMF é fundamental para a eficácia e o sucesso da governação regional, e que não é verdade, o que alguns dizem, que seja uma estranha teimosia?
  • Alguém já explicou aos eleitores funchalenses - porque os eleitores dos demais concelhos estão-se borrifando para estas diatribes na capital – a lógica de tudo isto, incluindo todas as manobras de bastidores por causa do Funchal?
  • E se tudo isto “der no porco”, como diz o povo, o que é que se vai passar a seguir? Alguém vai assumir responsabilidades políticas? Ou essa responsabilização política vai morrer soteira?
  • No PSD-M existem grandes dúvidas no Porto Santo, a que se junta a estranha continuação de divisões e “sacanagens” pessoais na Ponta do Sol, tudo por causa de infindáveis intrigas, muitas delas com origem no Funchal, construídas sobre uma potencial destruição eleitoral causada pelos "donos" (políticos) dos concelhos.


  • Começa a ser óbvio que há o receio do crescimento eleitoral do Chega, tal como aconteceu nos Açores, e da fuga de eleitorado para essa área. Um Chega que nunca seria olhado como o tal partido de extrema-direita, e apoiado como tal, mas antes por ser um partido anti-PSD-M.
  • Há ou não estruturas de base queixosas por estarem sem reuniões e sem serem ouvidas porque ninguém foi ao seu encontro depois dos ”negócios” políticos firmados com o CDS-M ainda antes das desastrosas regionais de 2019 onde o  PSD-M, apesar de ter sido o mais votado, não alcançou a maioria absoluta, ficando por isso refém de uma realidade política que continua a ser politicamente instável, pelo menos até ser consolidada no tempo?
  • A presença do líder em encontros com as bases, onde este tema das autárquicas deve ser discutido abertamente, sem veleidades e sem imposições, não deveria ser um trabalho político periódico? Os militantes e simpatizantes não podem ser olhados de forma distante só para sacar votos.
  • Os números indiciam grandes dificuldades eleitorais do Funchal, que começaram com a derrota em 2013, teve consequências em 2017 e pelos vistos, perante a queda constante de votos na capital, poderá repetir-se de novo em 2021, realidade que tem múltiplas explicações algumas das quais são incomodativas. Lembro que o PSD-M também perdeu para o PS no Funchal nas regionais e legislativas de 2019 sem que o CDS-M, numa lógica de coligação, compense essas perdas.
  • E em São Vicente como vai ser? O actual presidente terá regressado ao PSD-M e a uma militância que tinha abandonado em 2013 para ser candidato em lista de cidadãos, obrigado a isso pela legislação. Será o PSD-M a formalizar candidatura ou o autarca nortenho vai liderar de novo uma lista de cidadãos, voltando a ter que se desfiliar do PSD-M numa palhaçada política vergonhosa? Obviamente com o Chega atento…

  • E na Ribeira Brava não estaremos a caminho do definhar do PSD-M, tudo por causa do que foi feito em 2017 ao autarca em funções e que pretendiam escorraçar como se se tratasse de um “bandido jardinista”? Obviamente com o Chega atento…
  • E em Santana, cada vez mais um problema político complexo para o PSD-M e para os social-democratas neste concelho que dificilmente aceitarão no futuro um maior envolvimento no partido. Seria mau demais aceitarem ser ignorados e diminuídos e depois obrigados a apelarem ao voto numa solução que não querem. E é simples perceber. O CDS-M sabe que conquistou aquela edilidade nortenha em 2013 e 2017 devido aos erros cometidos pelo PSD-M conjugados com a mais-valia que Teófilo Cunha foi para o partido de Barreto. O actual autarca centrista, tal como o seu colega no Funchal, nunca concorreu a eleições e nunca ganhou qualquer acto eleitoral. Os resultados nas regionais e nas legislativas de 2019 mostraram um PSD-M distante (e ganhador) do CDS-M. Temendo perder a única Câmara que alguma vez liderou na Madeira, o CDS-M não quer arriscar a concorrer em listas separadas, pelo que precisa de vergar o PSD-M e nada melhor que a imposição de uma coligação onde o partido mais forte e com mais votos é relegado para uma posição secundarizada. Se não se entenderem a alternativa será concorrerem com listas próprias o que não significa que o PSD-M tenha a garantia de uma candidatura ganhadora em Santana. Resta saber o que vão dizer nas urnas os eleitores do PSD-M em Santana. E claro, com o Chega atento a estas manobras e a um eventual descontentamento dos eleitores laranjas que duvido votem numa coligação dominada pelo CDS-M mas sem Teófilo Cunha.
  • O PSD-M comete um erro de análise: quem garante que os dois partidos no poder regional conseguem segurar o seu eleitorado com a imposição de coligações autárquicas? Câmara de Lobos e Calheta estão fora destas manobras, Ribeira Brava volta a ser “sui generis” porque acho que as bases de um PSD-M desactivado não parecem ter queixas de Nascimento. São Vicente será uma novela pelos motivos já referidos, Ponta do Sol pode nem mudar de mãos, uma vez mais, se não existir unidade, inteligência política, escolhas sensatas e ganhadoras e uma liderança política forte, que corte as amarras com o passado e trave todas as pressões externas ao antigo bastião autárquico social-democrata. O Porto Santo volta a ser uma incomodativa incógnita porque não há sangue novo no PSD-M e as alternativas, dadas algumas recusas, não apresentam grande pujança. No Porto Moniz a alternativa parece ser a decisão de recomeçar tudo do zero – depois do falhanço de 2013 e 2017 – tentando lançar as sementes para o futuro que dificilmente será este ano. Até porque parecem ser demasiadas as indisponibilidades, o que é revelador do estado anímico a que chegou o PSD-M. Dúvidas que se repetem em Machico e Santa Cruz onde sobram as hesitações e são raras as convicções. A teoria de candidaturas “milagrosas” - para ganhar a autarcas no poder, suficientemente experimentados, matreiros e organizados no terreno, sem que haja da parte do PSD-M um “trabalho de casa”, eficaz, contínuo e visível no terreno – não exclui a possibilidade de todas estas invenções de gente (no Funchal) sem experiência e pragmatismo político baterem no fundo.




  • Dúvida final: quando vai o PSD-M realizar o seu Congresso Regional para que os dirigentes expliquem às bases os acontecimentos políticos regionais desde o último Congresso (realizado em 2017), os resultados eleitorais de 2019 e as decisões tomadas em termos de presidenciais e autárquicas de 2021?

Duas notas finais:

- sendo certo que Câmara de Lobos e Calheta estão fora de qualquer cenário de coligação, teremos PSD-M e CDS-M no terreno, com listas próprias, a brincarem às eleições, guerreando-se uns aos outros para  gáudio da oposição?



- É um facto que a coligação PSD-CDS não pode concorrer no Funchal e ser derrotada por uma candidatura do PS-M (em coligação) liderada por Miguel Silva (que pela primeira vez se apresentará a eleições…) porque poderia fragilizar demais a governação e a própria coligação. E eventualmente torna inevitável uma remodelação governamental que será maior se Calado sair da vice-presidência para concorrer à CMF (LFM)

quarta-feira, fevereiro 24, 2021

Deco recebeu mais de 30 mil pedidos de ajuda de famílias sobreendividadas


Nota: caso perdido!

Pelos vistos das duas uma: ou Pedro Calado quer fugir do governo Regional antes que a situação se agrave, ou está rendido a uma patética ambição doentia e  corporativista de um pequeno grupo com saudades de mandar na CMF e que a julga uma "coutada". Falta o essencial: saber se é de propósito para fugir ao GRM e arranjar um pretexto para o fazer ou se está a ser obrigado a isso para que o queimem politicamente (LFM)

Nota: benefício da dúvida

Eu hoje vou fazer algo que nunca pensei fazer: vou recuar, dar o benefício da dúvida e esperar que Cafofo consiga concretizar tudo o que terá sido delineado no processo negocial com vista à revisão da Lei de Finanças Regionais e outras iniciativas pendentes, incluindo uma revisão constitucional. Se a ideia é fazer uma festança apenas com a LFR, então vou ali e já venho... E não, não achem estranho o que acabo de afirmar! (LFM)

terça-feira, fevereiro 23, 2021

Nota: Calado mostrou hoje que não deve sair do GRM nem pela CMF


O Plano de Recuperação e Resiliência da RAM foi hoje apresentado por Pedro Calado. Confesso que não liguei rigorosamente nada aos números ou as rubricas porque o que me importa é a versão final do documento ainda em fase de discussão pública. O que desta cena retive, foi que Pedro Calado mostrou, mais uma vez, na lógica do PSD-M, e se dúvidas existissem, que não deve sair do GRM - que ficaria demasiado banalizado e fragilizado politicamente - e que não deve ser candidato à CMF porque além de não ter a certeza de que seria eleito - tudo depende dos negócios entre partidos que serão feitos até ao Verão - poderia ser o rastilho para uma crise política e governativa regional a prazo. Só um idiota não vê o que se passa. A Madeira vai entrar no pior momento da sua história píos-25 de Abril devido aos efeitos da economia em várias frentes, pelo que, neste quadro,  um governo fragilizado será um primeiro passo para uma crise política pela qual, caso ela se concretize, alguém terá que responder e ser penalizado. Será que tudo o que se passou com o primeiro governo regional do PSD-M na anterior Legislatura (2015-2019), não serviu de lição a alguns "inteligentes" que andam na política regional? (LFM)


Covid19: dados sanitários das cidades e da RAM

 


Ontem (22.2.2021) em Lisboa, na reunião do INFARMED (onde foi destacada a evolução positiva global na RAM em termos de números de casos covid19), a DGS retratou a situação nos concelhos da Madeira (atualizado a 22 de fevereiro):

- Funchal está em risco muito elevado com 561 casos/100.000 habitantes

- Calheta  está em risco moderado com 64 casos/100.000 habitantes

- Câmara de Lobos está em risco muito elevado com 947 casos/100.000 habitante

- Machico está em risco elevado com 415 casos/100.000 habitantes

- Ponta do Sol está em risco muito elevado com 791 casos/100.000 habitantes

- Porto Moniz está em risco moderado com 128 casos/100.000 habitantes

- Ribeira Brava está em risco elevado com 346 casos/100.000 habitantes

- Porto Santo está em risco moderado com 77 casos/100.000 habitantes

- Santa Cruz está em risco elevado com 426 casos/100.000 habitantes

- São Vicente está em risco moderado com 39 casos/100.000 habitantes

- Santana está em risco moderado com 119 casos/100.000 habitantes

No caso dos Açores seleccionei três exemplos:

- Angra do Heroísmo está em risco moderado com 12 casos/100.000 habitantes

- Horta está em risco moderado com 21 casos/100.000 habitantes

- Ponta Delgada está em risco moderado com 28 casos/100.000 habitantes

Quanto à situação nalgumas das principais cidades continentais:

-  Lisboa está em risco muito elevado com 721 casos/100.000 habitantes

- Porto está em risco elevado com 261 casos/100.000 habitantes

- Coimbra está em risco muito elevado com 841 casos/100.000 habitantes

- Braga está em risco elevado com 282 casos/100.000 habitantes

- Leiria está em risco elevado com 293 casos/100.000 habitantes

- Évora está em risco moderado com 202 casos/100.000 habitantes

- Setúbal está em risco extremamente elevado com 1073 casos/100.000 habitantes

- Faro está em risco elevado com 408 casos/100.000 habitantes

- Vila Real está em risco elevado com 276 casos/100.000 habitantes

Portugueses estão mais cumpridores: 92% usa máscara sempre que sai de casa e apenas 1,7% convive em grupos


Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, apresentou esta segunda-feira na habitual reunião do Infarmed, o estudo sobre as perceções sociais acerca da pandemia da Covid-19 em Portugal, concluindo que os portugueses estão mais cumpridores das regras estabelecidas. Em janeiro deste ano, cerca de 92% dos participantes disseram usar máscara sempre que saem de casa e apenas 1,7% dos inquiridos disseram ter estado com um grupo de 10 ou mais pessoas, um valor que compara com dezembro, quando essa percentagem foi de 20%.

Foi ainda possível observar uma “recuperação” no que diz respeito à confiança da população no sistema de saúde, bem como na adequação das medidas de resposta do Governo. Adicionalmente, verificou-se um “decréscimo muito grande” da perceção de risco de contrair a Covid-19. De acordo com a pesquisa, a 22 janeiro, 73% dos portugueses disse sentir um risco moderado ou elevado; a 19 de fevereiro, esse valor era de 56,5%. Ainda assim, segundo Carla Nunes, a redução tem que ver com o confinamento. Por último, a especialista adiantou que a perceção dos portugueses acerca do seu estado de saúde «tem estabilizado desde meados de dezembro, depois de um aumento constante desde o início da pandemia». Sobre o nível de confiança nas vacinas não foram avançados números, mas a responsável sublinhou que se mantém “muito elevado” (Executive Digest, texto da jornalista  Simone Silva)

Pandemia deixou os europeus mais propensos a acreditar em teorias da conspiração, indica estudo


Um ano de pandemia de covid-19 deixou muitos europeus mais cansados, pessimistas e críticos em relação à forma como os governos estão a lidar com a crise. Segundo um estudo, os europeus estão também mais propensos a acreditar em teorias da conspiração. Um inquérito realizado a quase 8000 pessoas em França, Alemanha, Itália e Grã-Bretanha, desenvolvido pelo centro francês de investigação política Cevipof, mostrou níveis generalizados de crença em teorias de conspiração relacionadas com a covid-19 e vacinas nos quatro países.

Mais de 36% dos inquiridos em França, 32% em Itália e Alemanha, e 31% na Grã-Bretanha concordaram que os Ministérios da Saúde estavam a trabalhar com empresas farmacêuticas para encobrir os riscos das vacinas. Já 42% em França, 41% na Grã-Bretanha, 40% em Itália e 39% na Alemanha sentiam que os governos estavam a explorar a crise para “controlar e monitorizar” os cidadãos.

UE corre risco de sair do «Grande Confinamento» para entrar na «Grande Divergência»


A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, alertou hoje para a possibilidade de se desenvolver uma ‘Grande Divergência’ em 2021, depois do ‘Grande Confinamento’ de 2020, inclusive na União Europeia (UE). Num discurso no âmbito da Semana Parlamentar Europeia, coorganizada pelo Parlamento Europeu e pela Assembleia da República, no quadro da dimensão parlamentar da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia (UE), Kristalina Georgieva admitiu que a sua “maior preocupação” para 2021 é que “o ‘Grande Confinamento’ de 2020 se tranforme numa ‘Grande Divergência’ em 2021”.

“A divergência é mais profunda no mundo em desenvolvimento, onde metade dos países que normalmente costumavam acelerar os níveis de rendimentos para os níveis dos seus pares mais ricos estão agora a ficar para trás. Mas é um risco também para a UE”, disse a responsável búlgara no discurso realizado a partir de Washington, por videoconferência.

Covid19: O que disseram os especialistas na reunião do Infarmed (22.2.2021)

  • A incidência de contágios a 14 dias teve regista uma "descida muito significativa". André Peralta Santos, da Direção-Geral da Saúde, foi o primeiro a tomar a palavra para abordar a atual situação epidemiológica no país. O especialista revelou ainda que a incidência do vírus no país é, agora, de 322 casos por 100 mil habitantes.
  • "Todas as regiões portuguesas estão numa fase de descida", incluindo a Madeira.  No entanto, "há zonas do território com incidências ainda particularmente altas, como Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Centro, entre 480 e 960 casos por 100 mil habitantes, mas já há vastas áreas do território com uma incidência inferior a 240 casos por 100 mil habitantes”, frisou.
  • Em termos etários, André Peralta Santos notou que se mantém “a tendência de descida de todos os grupos etários”, sendo que a faixa da população com 80 ou mais anos é ainda “o grupo com maior incidência neste momento”, apesar de ser “mais reduzida e com níveis de incidência ao nível de novembro”.
  • Valor do R(t) encontra-se abaixo de 1 em todo o país e é o mais baixo da Europa , revela Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor. Ricardo Jorge. "Nos últimos cinco dias tem estabilizado em torno de 0,66 e 0,68", acrescentou. A redução do número de novas infeções aumentou com o segundo pacote de medidas, que incluiu o fecho das escolas, defendeu o especialista. De acordo com o investigador, a redução de incidência foi mais acentuada na população com idades entre os 10 e os 50 anos e 80 e mais anos.
  • Em termos de contactos sociais, verificou-se uma redução do número contactos sociais na população portuguesa em linha com a redução da mobilidade, sendo que foi no grupo etário dos 60 ou mais anos onde se observou a maior redução de contacto, cerca de 41%, e no grupo etário dos 18 aos 49 anos cerca de 35%.
  • Segundo as projeções, a taxa de incidência acumulada a 14 dias estará abaixo dos 120 casos por 100 mil habitantes no início de março e abaixo dos 60 casos na segunda quinzena de março. O número de doentes Covid-19 internado em UCI estará abaixo de 320 na segunda quinzena de março e abaixo dos 200 no final do mês de março.
  • Sobre a variante do Reino Unido. Em Portugal, desde 1 de dezembro, terão ocorrido cerca de 150 mil casos de infeção por esta variante. “Em janeiro fizemos uma projeção a três semanas que indicava que na semana seis – a semana passada – cerca de 65% dos novos casos fossem provocados por esta variante. Tal não aconteceu graças ao confinamento. Os dados indicam que temos cerca de 48% dos novos casos provocados por esta variante e sem uma tendência crescente”, afirmou o especialista do INSA, notando que no Reino Unido já se estima uma prevalência desta variante superior a 90%.
  • No entanto, o investigador do INSA alertou que com o futuro desconfinamento será expectável uma recuperação do ritmo de crescimento de infeções por esta variante, por ser mais transmissível. João Paulo Gomes observou que o 'planalto' de valores encontrado nas últimas semanas se deve à limitação dos contactos sociais por força do confinamento.
  • Outras variantes. Até 22 de fevereiro, foram detetados quatro casos da variante da África do Sul e sete casos da variante P.1 (a chamada variante de Manaus). Sobre esta última, João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, diz que "estamos a falar de apenas uma cadeia de transmissão".
  • A estratégia para identificar novas variantes da Covid-19 vai mudar no mês de março: o rastreio passa a ser semanal, e não mensal.
  • Como será o novo normal nos hospitais? João Gouveia, da Coordenação da Reposta em Medicina Intensiva, responde: com menos de 242 doentes em UCI, 245 camas de Medicina Intensiva dedicadas à Covid-19 e 629 camas para a atividade normal. O especialista refere também a necessidade olhar para a testagem e analisar a mobilidade das populações.
  • “A situação da medicina intensiva em Portugal é ainda muito frágil, temos uma situação atual que não é real, é enganadora. É necessário completar obras em curso e assegurar recursos humanos”, reiterou João Gouveia, que, após vincar que a taxa de ocupação não deve exceder os 85% - ou seja, sensivelmente 242 doentes covid em cuidados intensivos -, assegurou que Portugal só vai conseguir chegar “no final da terceira semana de março” aos 245 doentes.
  • Como atuar para controlar a pandemia? Henrique de Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, elencou uma série de "princípios para a atuar":  incidência, internamentos por dias e a velocidade a que os fenómenos ocorrem, através do R(t), o índice de transmissibilidade.
  • Plano de vacinação: ponto de situação. Já chegaram cerca de um milhão de vacinas a Portugal, das quais mais de 700 mil já foram inoculadas. 248 mil pessoas já levaram as duas doses, revela Henrique Gouveia e Melo, coordenador da task force. Há há “7  pessoas em cada 100 habitantes com uma inoculação pelo menos; 4,5% da população com a primeira dose e 2,4% com a segunda dose”.
  • O Vice-almirante disse ainda que "haverá uma concentração de vacinas já no segundo trimestre suficiente para aumentar a velocidade de vacinação para cerca de 100 mil vacinas por dia". Previsão para se atingir a imunidade de grupo em Portugal "pode passar do fim do verão para meados de agosto ou o início de agosto" — e não em setembro.
  • “Há uma expectativa mais positiva relativamente ao segundo trimestre e muito mais positiva relativamente ao terceiro e quarto trimestres. Se estas expectativas de disponibilidades de vacinas se mantiverem e materializarem num futuro próximo, o período em que se pode atingir a imunidade de grupo - 70% - pode eventualmente reduzir-se relativamente ao fim do verão para passar para meados do verão, em volta de meados ou início de agosto”, disse Gouveia e Melo (Sapo)

Portugal tem a maior contração do PIB este trimestre


A Comissão Europeia projeta que a economia portuguesa caia 2,1% no primeiro trimestre deste ano, face ao trimestre anterior. Esta é a pior quebra entre os países da zona euro na variação em cadeia, cuja diminuição em média deverá ser de 0,9%. Porém, Portugal deverá recuperar no segundo trimestre, crescendo 1,8%, seguido de uma expansão da economia de 4,1% no terceiro trimestre e de 0,8% no último trimestre (Jornal Económico, infografia de Mário Malhão)

Companhia aérea nacional foi das que perdeu mais terreno em 2020 no meio da crise do sector


O efeito da pandemia foi devastador no tráfego aéreo em Portugal no ano passado, com uma quebra de passageiros nos aeroportos nacionais de 69%. ‘Desapareceram’ cerca de 38,4 milhões de passageiros em comparação com 2019, o equivalente a cerca de 105 mil passageiros por dia. Nesta aterragem abrupta e generalizada do sector, a TAP foi das que mais sofreu, com uma quebra de 70,3%, menos 18,6 milhões de passageiros, tendo perdido quota de mercado para quase toda a concorrência (Jornal Económico, infografia de Mário Malhão)

NASA divulga vídeo da Perseverance a pousar em Marte

 

Turismo: Algarve à espera de verão amargo e vazio

 

Europa: Von der Leyen faz apelo aos Estados-membros

 

Testes à Covid-19 em Portugal baixaram 60%


Mais de 424 mil desempregados em Portugal


 

segunda-feira, fevereiro 22, 2021

Nota: Quinta Vigia e autárquicas....

 

Afinal o que se tem passado nesses encontros da Quinta Vigia?

Cheira-me que o propósito é resolver politicamente os casos mais polémicos, Ribeira Brava (depois do saneamento de Ricardo Nascimento em 2017, injusto e despropositado, acabou dando uma banhada nas autárquicas de 2017 com uma lista de cidadãos apoiada pelo CDS-M mas cuja base eleitoral foi essencial e claramente do PSD-M) um deles, São Vicente logo depois. E outros se seguem, casos da Ponta do Sol e Porto Santo (deixando de fora os maiores municípios), onde as pespectivas parecem ser negras, dadas as previsões de repetidas asneiradas políticas. E de fora deixo Porto Moniz, porque cheira-me também que o PSD-M já decidiu que não vai querer disputar agora a Câmara Municipal, ficando sentado de sofá à espera que o socialista Emanuel Câmara seja obrigado a sair daqui a 4 anos por limitação de mandatos. E nessa altura, depois do desastre eleitoral autárquico de 2017, provavelmente o PSD-M já deixou de existir no Porto Moniz….

Aliás esta ideia da desnecessidade de um PSD-M que "desaparece" do mapa político de freguesias ou concelhos, por opção própria, é outro risco grave que está a ser implementado pela nomenclatura laranja. Mais 4 anos de oposição nas autárquicas do costume inevitavelmente pode atirar o PSD-M para uma penosa travessia do deserto onde a luta pela sua sobrevivência passará a estar em cima da mesa. Não duvido que os próprios militantes e simpatizantes social-democratas, perante estes puzzles todos, acabem por concluir que a estratégia de abandono adoptada pelo partido - que deliberadamente falha naquelas que são as eleições que mais directamente mobilizam e interessam às bases partidárias e aos eleitores em geral - transformará o PSD-M numa inutilidade, ainda por cima num tempo que é o mais grave, como verificaremos com o tempo, da história da Madeira, mais grave política, social, económica e financeiramente, etc

É óbvio que não tem havido reuniões preparatórias das autárquicas dando a palavras às bases do PSD-M em cada freguesia ou concelho, quando são elas que estão no terreno, que garante a constituição de candidaturas e lutam pelos votos necessários às vitórias.

Acham que esses militantes vão andar no terreno, em campanha (se é que ela vai existir nos moldes tradicionais) a pedir votos a favor de listas ou de projectos autárquicos que estão contra o PSD-M, que concorreram em 2013 e 2017 (e não vou recordar os motivos que levaram a isso, alguns válidos, outros não) contra o PSD-M?

E que dizer do que se vai passar em São Vicente que será mais uma machadada na ética política e uma sem-vergonhice que eventualmente estará em preparação (falo do regresso de quem partiu, tudo porque o PSD-M vive de "retribuições" por favores políticos passados e aceita de forma lamentável ser pulverizado do mundo autárquico que foi sempre o seu), quiçá mesmo atropelando a própria lei?!

O que tem havido e tem sido noticiado são encontros para trocas e para resolver "berbicachos" que foram criados, ou pelo facto do PSD-M continuar refém de pressões e chantagens, tudo em nome da salvaguarda do poder, ou porque nem PSD-M nem CDS-M querem "apoquentar" as candidaturas independentes.

No caso da Ribeira Brava, surgida depois do comportamento vergonhoso mantido em 2017 com Ricardo Nascimento, claramente saneado por ter sido escolhido em 2013 por João Jardim.

No caso de São Vicente, um caso bem diferente, porque como é sabido, a candidatura dos denominados "independentes", em 2013 - que ganharam (repetindo a façanha em 2017) com os votos do eleitorado social-democrata - aconteceu em resposta a uma escolha, que na altura me pareceu discutível e pouco discutida, que o PSD-M tomou neste concelho, apesar de existirem sinais de problemas e de algumas movimentações de bastidores que foram erradamente desvalorizadas. Movimentações que pretendiam impor uma determinada candidatura que, ao ser preterida, acabou por ser incentivada (este processo teve sempre como pano-de-fundo a disputa pela liderança do PSD-M e pela sucessão de AJJ), processo que acabou por obrigar à desvinculação de várias pessoas que corporizaram depois uma candidatura de cidadãos contra um PSD-M que acabou enxovalhado e derrotado nas urnas.

Eu continuo a afirmar que o que se passou no processo autárquico de 2013, associado às regionais de 2011, teve a sua génese em disputas políticas e pessoais, na área do PSD-M, e não apenas no Funchal, a que se juntou uma organizada campanha de boicote - claramente perceptível no terreno (e muitos dos que a prepararam estão vivos e podem confirmá-lo) - antes das regionais de 2011 que realmente marcaram o princípio do fim da liderança de João Jardim no PSD-M e quanto a mim, aceleraram o processo de substituição e as directas no final de 2014.

O desgaste eleitoral do PSD-M era mais do que evidente e basta analisar os números. A uma queda eleitoral nas regionais de 2011 que colocaram o PSD-M com apenas 25 dos 47 deputados regionais num parlamento regional com 8 partidos políticos (algo inédito na política nacional), juntou-se em 2013 a perda de 7 das 11 Câmaras Municipais incluindo a do Funchal, explicada por acontecimentos políticos vários, que influenciaram negativamente o processo eleitoral, e o voto dos cidadãos, mas por que o próprio PSD-M se dividiu profundamente neste processo eleitoral. A própria presença do PSD-M como uma máquina operacional, oleada, organizada, mobilizada e omnipresente sofreu um rude revés e perdeu fulgor, sendo esse o momento em que se percebeu que as regionais e 2011 seriam as piores de todas para João Jardim. Antes dos pouco mais de 34% do PSD-M na autárquicas de 2013, tivemos um PSD-M abaixo dos 50% nas regionais de 2011 e com apenas 2 deputados acima da maioria absoluta.

Recordo os votos do PSD-M:

Regionais de 2007 – 90.339 votos, 64,2%

Autárquicas de 2009 – 72.188 votos, 51,9%

Regionais de 2011 – 71.556 votos, 48,6%

Autárquicas de 2013 – 47.207 votos, 34,8%

Regionais de 2015 – 56.569 votos, 44,4%

Autárquicas de 2017 – 46.536 votos, 33,6%

Regionais de 2019 – 56.448 votos, 39.4%

Mas podemos lembrar os eleitos pelo PSD-M:

Assembleia Legislativa (2007) – 33 deputados

Mandatos nas Camaras Municipais (2009) – 47 eleitos (345 nas freguesias)

Assembleia Legislativa (2011) – 25 deputados

Mandatos nas Camaras Municipais (2013) – 33 eleitos (247 nas freguesias)

Assembleia Legislativa (2015) – 24 deputados

Mandatos nas Camaras Municipais (2017) – 26 eleitos (251 nas freguesias)

Assembleia Legislativa (2019) – 21 deputados (perda maioria absoluta)

Portanto, estes encontros na Quinta Vigia, limitados às elites concelhias, pouco ou nada resolvem em termos eleitorais nem garantem que as bases do PSD-M, os seus militantes e simpatizantes, aceitem as "negociatas" feitas no Funchal para agradar gregos-e-troianos. Sobre este tema publicarei um dia destes, muito brevemente, o “Bloco de algumas das minhas notas tontas sobre o processo autárquico-2021 na RAM” (LFM)

domingo, fevereiro 21, 2021

Teletrabalho transformou muitos locais de trabalho

 

O que fazer com os 16 mil milhões de euros

 

Renault com prejuízos acima dos 8 mil milhões de euros

 

Reestruturação da SATA

 

Itália: Um ano depois do primeiro caso de Covid-19 em Codogno

 

Economia portuguesa bate recordes de endividamento

 

Estado vai ter de injetar mais dinheiro na TAP

 

Aeroportos portugueses com quebra superior a dois terços

 

Ancorados ao largo de Chipre por causa da pandemia

 

quinta-feira, fevereiro 18, 2021

Economia no vermelho e excesso de mortalidade: O retrato da UE em tempos de pandemia

 

A União Europeia (UE) atingiu em novembro um novo recorde de excesso de mortalidade mensal devido à pandemia da covid-19: 40,5% de mortes adicionais face à média mensal entre 2016 e 2019, segundo o Eurostat. Estes dados constam da edição de fevereiro do painel de estatística com indicadores mensais e trimestrais de várias áreas estatísticas relevantes para acompanhar a recuperação económica e social da pandemia da covid-19 na UE. Em novembro, o excesso de mortalidade mensal chegou aos 40,5% na média da UE, batendo o anterior recorde de 25,1% registado em abril de 2020. Segundo o gabinete estatístico europeu, o indicador de mortalidade excessiva é calculado como a diferença relativa (expressa em percentagem) do número de mortes mensais em relação à sua média para o mesmo mês durante o período 2016-2019. Em Portugal, novembro foi também o mês com maior taxa de mortes adicionais (25,9%), depois de julho (25,3%) e abril (15,6%).