Um estudo científico com 27 simulações de evacuação revelou que nenhum cenário testado cumpriu o prazo legal de 90 segundos para abandonar um avião em chamas. A razão tem menos a ver com o aparelho e mais com quem está sentado à sua volta. Escolher o lugar numa aeronave é, para a maioria das pessoas, uma questão de conforto: janela ou corredor, frente ou retaguarda, perto ou longe das casas de banho. Mas uma investigação recente publicada na revista científica Physics of Fluids sugere que essa decisão tem uma dimensão que quase ninguém pondera antes de fazer o check-in: em caso de emergência, o lugar que ocupa e os lugares ocupados pelos passageiros à sua volta podem ser determinantes para conseguir sair do avião a tempo.
O estudo, desenvolvido por investigadores ligados a centros de investigação aeronáutica na China, simulou a evacuação de uma cabine de Airbus A320 em 27 cenários distintos, todos eles com um elemento comum: o fogo simultâneo nos dois motores. Neste tipo de emergência, as saídas sobre as asas ficam inutilizáveis devido ao calor e às chamas, o que obriga todos os passageiros a evacuar exclusivamente pelas portas da frente e da retaguarda da aeronave. O tempo disponível, segundo as normas da Autoridade Federal de Aviação dos Estados Unidos, é de 90 segundos.
Nenhum dos 27 cenários testados conseguiu cumprir esse prazo. O mais rápido demorou 141 segundos. O mais lento, 218. A diferença entre um e outro não estava no modelo do avião nem no número total de passageiros. Estava na forma como os passageiros com mobilidade reduzida, definidos no estudo como pessoas com 60 ou mais anos, estavam distribuídos pela cabine.













































.jpg)


