quarta-feira, novembro 25, 2020

Turismo na Madeira em tempos de pandemia


Para facilitar a percepção da realidade. Entre Janeiro e Agosto de 2020 tivemos na RAM menos 65,4% de hóspedes chegados e 66,6% de dormidas nos alojamentos turísticos da Madeira

 fonte: SR Turismo

Estes são os países com melhor (e pior) resposta à pandemia, segundo a Bloomberg

 


A Bloomberg criou um ranking dos 53 países mais resilientes na resposta à pandemia da Covid-19, com base em diversos fatores, e Portugal, ainda que não faça parte dos 30 primeiros, está no total de 50, o que constitui um bom indicador no combate à doença.

À medida que o vírus se espalha pelo mundo, vai desafiando os preconceitos sobre os locais que poderão estar a enfrentar de forma mais positiva a crise de saúde pública.

As economias avançadas como os EUA e o Reino Unido, classificadas como as mais preparadas para uma pandemia, foram repetidamente oprimidas por infeções e enfrentam atualmente um regresso a sérios bloqueios. Enquanto isso, outros países – mesmo nações em desenvolvimento – desafiaram as expectativas, alguns praticamente a conseguir eliminar o patógeno dentro das suas fronteiras.

A Bloomberg analisou os números para determinar os melhores locais para se viver em tempos de pandemia. Para isso foi necessário responder à questão: «Onde é que o vírus foi tratado de forma mais eficaz com o mínimo de interrupção para os negócios e a sociedade?»

O «Covid Resilience Ranking» pontua economias avaliadas em mais de 200 mil milhões de dólares, com base em dez indicadores principais, tanto sanitários como políticos, mas também sociais: número de casos por 100 mil habitantes no último mês; taxa de letalidade; total de mortes por milhão de habitantes; taxa de testes positivos; acesso às vacinas; rigor do confinamento; mobilidade das populações; previsão de crescimento do PIB em 2020; cobertura universal dos serviços de saúde e índice de desenvolvimento humano.

Covid19 na Madeira

 

Testes realizados na RAM
Origem dos casos positivos identificados nos aeroportos da RAM




Covid19: situação na Madeira (20 a 24 de Novembro de 2020)

 






 fonte: IASAUDE

domingo, novembro 22, 2020

Portugal é o quinto país da União Europeia com mais pobreza entre quem trabalha

Voltou a subir, no ano passado, a percentagem de trabalhadores em Portugal cujo rendimento disponível fica abaixo do limiar de pobreza. O país passou de oitavo lugar, em 2018, para quinto lugar, em 2019,  no grau de pobreza no trabalho na União Europeia (UE). Assim, está apenas atrás de Roménia, Espanha, Luxemburgo e Itália. A conclusão é do Relatório Conjunto sobre o Emprego da Comissão Europeia, publicado esta quarta-feira.

“Em Portugal, as taxas de desemprego global e dos jovens continuam elevadas, apesar de se registarem reduções moderadas. Os indicadores de risco de pobreza e desigualdades de rendimento também apresentam níveis elevados em comparação com a média da UE, pese embora uma ligeira diminuição”, lê-se no documento.

O relatório de Bruxelas sobre evolução do emprego dá conta de uma taxa de pobreza entre trabalhadores em Portugal nos 10,8% – um aumento em 1,1 pontos percentuais face a 2018, o pior agravamento a nível europeu. Assim, mais de um décimo dos trabalhadores portugueses está em risco de pobreza.

O aumento da taxa de pobreza entre quem trabalha acontece apesar da subida do salário mínimo nacional nos últimos cinco anos, e apesar de o país cumprir os critérios de referência internacionais para a adequação do salário mínimo. Neste ponto, Portugal é o país que está melhor posicionado – foi o único Estado-membro, no ano passado, em que a retribuição mínima foi além dos 60% da mediana de salários (ficou em 70%).

De acordo com o Relatório Conjunto sobre o Emprego, Portugal é o país com as mais baixas qualificações entre a população adulta: na faixa etária dos 25 aos 64 anos apenas 52% completou, no mínimo, o ensino secundário. O país é também dos mais afetados pela precariedade das relações de trabalho.

O documento de Bruxelas aponta ainda que Portugal foi um dos países mais afetados pela não renovação dos contratos no contexto da crise pandémica, juntamente com Espanha, Croácia, Polónia e Eslovénia (Executive Digest, texto da jornalista Mara Tribuna)

Um terço das pessoas internadas em Portugal tem entre 40 e 69 anos

 

Um terço das pessoas internadas nos hospitais devido à covid-19 tem entre os 40 e os 69 anos, 4% dos doentes têm menos de 40 anos e 63% são doentes com mais de 70 anos, revelou esta segunda a ministra da Saúde na habitual conferência de imprensa da DGS.

"Referimos estes dados para que todos percebam com clareza que não são só as pessoas que contraem a doença numa fase mais avançada que necessitam de internamento hospitalar", afirmou Marta Temido.

Do total de doentes internados, 33% tem entre 40 e 69 anos, 66% tem mais de 70 anos e 4% tem menos de 40 anos.

A ministra avançou ainda que, dos 5.891 casos contabilizados nas últimas 24 horas, mais de mil são de pessoas com idades entre os 40 e os 49 anos, e outras 425 têm mais de 80 anos.

"O grupo etário predominante a contagiar-se situa-se entre os 40 e os 49 anos, mas há um número significativa de pessoas com idade avançada e isso continua a ser um dado que inspira preocupação", acrescentou.

Dos 78.641 casos ativos de infeção, há 3.051 que estão internados, sendo que destes 432 doentes (14% dos internamentos) estão em unidades de cuidados intensivos.

Ainda sobre a situação do país quanto à infeção pelo novo coronavírus, Portugal apresenta uma taxa de incidência acumulada a 14 dias de 726,2 casos por 100 mil habitantes com variações muito significativas, muito acima do limite dos 240 casos por 100 mil habitantes, um critério geral definido pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

A região Norte tinha, nos últimos 14 dias, uma taxa de incidência acumulada de 1.264 casos por 100 mil habitantes, 505 casos na região Centro, 498 na região de Lisboa e vale do Tejo, o Alentejo tinha 291 casos e o Algarve 265 casos.

Em relação o risco de transmissão efetivo (RT) para os dias entre 09 e 13 de novembro situa-se em 1.11 como média do país e da região norte.

Na região centro o risco de transmissão do vírus era 1.16, na região de Lisboa e Vale do Tejo situava-se nos 1.08, o Alentejo tinha um risco de 1.06 e o Algarve de 1.04

O cálculo do Instituto Nacional Ricardo Jorge (INSA) continua a apontar para uma incidência crescente, apesar de o risco de transmissão se estar a reduzir e a aproximar-se no um, explicou Marta Temido.

"O que nos preocupa neste momento é o elevado número de novos casos por dia que torna o ciclo da doença uma preocupação para o funcionamento dos serviços de saúde e da sociedade em geral", disse a ministra.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.339.130 mortos resultantes de mais de 55,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. Em Portugal, morreram 3.632 pessoas dos 236.015 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde. O país está em estado de emergência desde 09 até 23 de novembro, período durante o qual há recolher obrigatório nos concelhos de risco de contágio mais elevado e municípios vizinhos. A medida abrange 191 concelhos (DN Lisboa)

O pós-Covid segundo Bill Gates: menos viagens de negócios e mais tempo fora do escritório

 

Ainda não se sabe ao certo quando a pandemia de COVID-19 terminará, mas já é garantido que deixará marcas no dia-a-dia da sociedade e das empresas. Segundo Bill Gates, uma das consequências no chamado “novo normal” será uma redução pela metade do número de viagens de negócios.

Em entrevista ao The New York Times, o co-fundador da Microsoft afirma que o teletrabalho veio mostrar que é possível resolver diferentes questões sem sair de casa – quanto mais do país. «A minha previsão é de que mais de 50% das viagens de negócios e mais de 30% dos dias no escritórios acabarão.»

Desde que a crise sanitária teve início, Bill Gates admite já ter participado em cinco mesas redondas virtuais na companhia de executivos da indústria farmacêutica. Reuniões habitualmente realizadas presencialmente tiveram de saltar para o digital e, para já, não há efeitos negativos à vista.

«Iremos ao escritório por vezes, faremos algumas viagens de negócios, mas drasticamente menos», vaticina o bilionário e filantropo. O cenário traçado por Bill Gates poderá, porém, representar más notícias para a indústria de aviação, uma vez que as companhias aéreas estarão entre as primeiras a sofrer com este novo paradigma (Executive Digest)

Nota: nada pode ficar na mesma no pós-pandemia


Infelizmente, não raras vezes, quem passeia pela estrada Monumental deparar-se frequentemente com este cenário em horas normais de final do dia, uma estrada vazia, outrora movimentada, sobretudo com forasteiros, alguns hotéis de 4 e 5 estrelas fechados, restaurantes fechados ou a fazerem um esforço enorme para estarem abertos e com poucos clientes, um centro comercial que no ano passado por esta altura estaria a abarrotar de gente, contrastando com a realidade presente, etc.

Não podemos condenar ninguém. As pessoas reagem com cautela, cada vez mais defensivamente, precavendo-se de ameaças potenciais para a sua saúde.  Isso é um direito sagrado que assiste a qualquer cidadão, a liberdade de contenção contrastando com o direito à libertinagem perigosa. Cada um escolhe o que quer para si e para os seus amigos e familiares. A realidade pandémica deixou (e deixa) marcas que vão demorar muito tempo a recuperar. Mas também há uma certeza que me parece evidente e que não se aplica apenas ao turismo, à restauração ou aos serviços periféricos nesta actividade: nada vai ficar na mesma depois do que aconteceu, nada. E quem não perceber isso - falo de quem tem responsabilidades de decisão e investidores privados - quem achar que tudo se resolve "tapando buracos", estará a cometer um erro clamoroso que vai sair caro no futuro. Há muita mudança a ser feita, há muita coisa que tem que mudar, haverão escolhas diferentes a fazer, haverá uma selecção que tem que obedecer a critérios mais rigorosos, há a certeza de que não pode haver mais uma certa vulgarização aventureirista nalgumas áreas de actividade como aconteceu até hoje.


Ninguém estava à espera desta pandemia, acho que poucos imaginariam que isso apareceria deixando um rasto de destruição social e económica tão grave, um rasto de doença e de morte tão acentuado. E por isso ninguém estava preparado para resistir e responder. Um erro colectivo que não pode voltar a acontecer, desde logo a começar pelos nossos comportamentos sociais, pelas cautelas que teremos que passar a ter, por comportamentos que porventura colidem com aquilo que era a nossa "praxis" individual e colectiva. Já percebemos as nossas vulnerabilidades, as nossas fragilidades colectivas, perante a admissão científica de que estas ameaças pandémicas até podem repetir-se.

Diz quem sabe que todas as pandemias deixam lições que não podem ser ignoradas, nem desvalorizadas.

Os nossos idosos – isso ficou bem evidente - precisam de ter condições de protecção para os últimos tempos das suas vidas, algo que até hoje, e sem generalizar a minha opinião, não tiveram. Não podemos permitir que se autorizem "caixotes" para depositarem os idosos “descartáveis”, como se de lixo se tratasse. Esse crime não pode ser mais tolerado pelos cidadãos em geral, e os cuidados devidos aos nossos idosos não podem ficar reféns de uma qualquer negociata propiciada a qualquer bandalho sem escrúpulos que se rege pelo primado do lucro fácil e rápido.

O sistema público de saúde tem que ser retirado de discussões políticas patéticas, tem que ser alvo de investimento adequado, tem que ter condições, todas as condições, para responder com celeridade, eficácia e qualidade ao que as pessoas esperam dele. Não basta realçar e agradecer a competência e empenho dos profissionais da saúde. O sistema tem que mudar e libertar-se de algumas teias tentaculares e atrofiadoras. As patifarias que os governantes tem vindo a permitir ou a alimentar ao longo dos últimos anos, no que à saúde diz respeito, cortando investimentos, desviando verbas, recusando contratar recursos humanos, flagelando as pessoas com demoras inaceitáveis, com listas de espera intoleráveis, com custos acrescidos, etc, tudo isso tem que acabar, de uma vez por todas.


Estes dois exemplos, e apenas enumerei dois exemplos, precisam ser  imediatamente interiorizados pelas pessoas. Sem margem de tolerância para o adiamento ou a persistência dos erros. Falo nomeadamente de todos os que votam, os que nas urnas elegem ou destronam partidos e políticos. E que não podem ter contemplações perante a bandalheira. É indiscutível que a pandemia deixou lições a todos, jovens e idosos, em todas as áreas da sociedade. Eu nunca tinha passado por isto, acho que nunca imaginei que fosse confrontado com isto. E acredito que a esmagadora maioria das pessoas também. A verdade é que a pandemia deixou à vista de todos as nossas fragilidades colectivas e as insuficiências e limitações de uma sociedade que vai à Lua, manda sondas a Marte ou a Vénus, mas não estava preparada para responder ao covid19 e se proteger adequadamente (LFM)

Aviação: está difícil voltar a ligar todos os motores...

  


fonte: Sábado

Contole pouco eficaz...


  fonte: Sábado

Passeatas em tempo de pandemia

 


 fonte: Sábado

Marcelo apto...


 fonte: Sábado

sábado, novembro 21, 2020

Despedimentos coletivos chegam às grandes empresas

 


Em outubro, 63 empresas avançaram para despedimento coletivo, envolvendo um total de 995 trabalhadores. Os dados divulgados pela ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, na última reunião com os parceiros sociais sinalizam uma redução no número de empresas a despedir por esta via face a setembro, mas representam um aumento de 44% no universo de trabalhadores abrangidos, num mês que marca o fim das limitações ao despedimento impostas às empresas abrangidas pelo lay-off simplificado. Advogados admitem que a ligeira retoma da economia sentida em julho e agosto adiou o aumento massivo de despedimentos coletivos que se antecipava para outubro. Mas enfatizam: não há razões para respirar de alívio. Há dezenas de processos de despedimento e reestruturações em preparação nos escritórios de advogados, e, ao contrário do que aconteceu até aqui, são agora as grandes empresas a emagrecer as suas estruturas.

Pandemia e rendimentos

 fonte: Jornal de Negócios

Nota: O “calcanhar de Aquiles” de António Costa

António Costa continua muito longe, mesmo muito longe, de José Sócrates, quando se trata de comunicação directa com os cidadãos - ele próprio já reconheceu várias vezes essa sua falha clamorosa - e de utilização dos meios de comunicação para a propaganda governamental, sempre e quando se abrem as janelas de oportunidades - algo que nesta crise pandémica se tem  sucedido com assinalável frequência.

Não confundir essas insuficiências comunicacionais de Costa com a sua tarimba política, com a experiência, a matreirice e com a forma como gere politicamente a agenda, os factos e joga com a circulação das pessoas que chama para trabalharem com ele. Sócrates - que paradoxalmente acabou por cair em desgraça, apesar  do processo em que está envolvido não apontar nenhuma acusação em  concreto e devidamente fundamentada contra ele... - sabia comunicar, cuidava da sua imagem, treinava comportamentos per ante as câmaras (aliás, há vários apanhados quanto a isso), treinava cadências oratórias durante as suas comunicações, sabia onde "carregar" nos assuntos para chamar a atenção das pessoas, procurava dar o essencial e não se perder em longas conferências de imprensa que depois de banalizavam ao ponto de, espremidas, pouco ou nada propiciarem de útil, como ocorre frequentemente com Costa. Costa estava bem assessorado em termos de comunicação, tinha vários jornalistas a trabalhar com ele, tinha aprendido as técnicas essenciais da comunicação política, sabia apresentar as medidas que lhe interessavam, sabia mentir, era populista e demagogo - lembram-se daquele aumento dos salários da função público que passados 2 ou 3 meses revogou?! - e tinha a mania que o seu governo (e o PS) pr precisavam de controlar uma parte importante da comunicação social de primeira linha, nomeadamente a televisão (lembram-se dos vários casos em que houve denúncias e suspeitas de tentativa de assalto aos média, com particular destaque para  a TVI?)

Costa tem sido desastroso na comunicação aos portugueses - suspeito que desvalorizou esta frente importante - mostra que não

controla com segurança os dossiers, suspeito que tudo é feito em cima do joelho apressadamente, sem convicção, sem preparação competente e especializada, duvido que ele tenha paciência para ler aqueles dados e documentos oficias. incluindo os mais reservados, que o colocariam mais "dentro" da problemática pandémica.

Acresce - e duvido que Costa não saiba isso - que o líder socialista tem gente no seu governo que fala demais, que irrita as pessoas, que as saturam, que já têm a imagem desgastada -Marta Temido é uma delas e duvido que os ministros das Finanças e da Economia aguentem muito tempo, porque acabarão por ser a causa desse, desgaste do governo de Costa que costuma ser pouco tolerante politicamente com essas falhas ou deficiências fragilizantes (LFM)

Covid19: dados da DGS (1 a 20 de Novembro de 2020)

 




Covid19: dados da Madeira (1 a 20 de Novembro) - testes realizados

 



Covid19: dados da RAM (1 a 20 Novembro 2020) - casos positivos identificados aeroportos

 



sexta-feira, novembro 20, 2020

Covid19: situação na Madeira (15 a 19 de Novembro de 2020)






 fonte: IASAUDE

Covid19: Um país em vários tons de vermelho

 


O vírus está a crescer pelo país fora em velocidades distintas. Há concelhos do Norte onde o contágio explodiu no início de outubro e entretanto estabilizou num nível extremamente elevado de novas infeções. Mas metade dos 77 municípios que entraram esta semana para a lista de risco elevado são na região Centro, onde em duas semanas o número de novos casos por 100 mil habitantes subiu 60%. Concelhos como Manteigas (ver texto ao lado), Seia, Proença-a-Nova e Mealhada saltaram diretamente para um nível de incidência acima de 480 novos casos por 100 mil habitantes, o dobro do patamar de risco elevado.

segunda-feira, novembro 16, 2020

Novo Banco com prejuízo de 853 milhões. Anula lucros dos grandes bancos nacionais

 Seis anos após a resolução, créditos e ativos tóxicos ainda pesam nas contas do Novo Banco. Com imparidades de 833 milhões de euros, o banco avisa que o número vai continuar elevado. Instituição confirma, entretanto, que está mesmo a vender a sua sucursal em Espanha. O Novo Banco continua a ser uma pedra do sapato do sistema bancário nacional. O banco da Lone Star apresentou prejuízos de 853 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, o que representa um agravamento de 49% em relação aos 572 milhões alcançados no mesmo período de 2019, segundo revelou o banco esta sexta-feira, 13 de novembro

O resultado líquido negativo alcançado pela instituição financeira liderada por António Ramalho é suficiente para praticamente anular os lucros da restante grande banca nacional. A CGD, BCP, Santander e BPI tiveram lucros de 898 milhões de euros que, subtraídos aos prejuízos de 57 milhões do Banco Montepio, ficam em 841 milhões. Montante que se eclipsa com os prejuízos do Novo Banco na panorâmica geral do sistema bancário dos primeiros nove meses de 2020.

Um projeto entregou quase 5 mil euros a 50 pessoas sem-abrigo. Ao fim de um ano, os resultados foram impressionantes

As conclusões dos investigadores do Canadá contrariam vários “estereótipos negativos” - as pessoas sem-abrigo que receberam os 7500$ conseguiram arrendar uma casa própria e fazer uma boa gestão do dinheiro ao longo de um ano. O estudo apresenta pontos a favor do "Rendimento Básico Universal"

Em outubro, foram divulgados os resultados do New Leaf Project – o “primeiro programa de transferência direta de dinheiro para encorajar pessoas sem-abrigo a superarem as suas dificuldades.” O estudo foi organizado pela associação de caridade Foundations for Social Change, em parceria com a University of British Columbia.

O procedimento do projeto foi simples: a Fundação identificou 50 pessoas na área da cidade de Vancouver, no Canadá, que tinham ficado em situação de sem-abrigo nos passados dois anos. Na primavera de 2018, entregaram a cada pessoa 7500 dólares canadianos – cerca de 4850 euros – e disseram-lhes para fazerem o que quisessem com o dinheiro.

Resultados que contrariam “estereótipos negativos”

Ao longo do ano seguinte, os investigadores comunicaram regularmente com os cinquenta participantes para perguntar como é que eles estavam a usar o dinheiro e o que se estava a passar nas suas vidas.

Ao mesmo tempo, os investigadores também seguiram um grupo de 65 pessoas sem-abrigo que não receberam qualquer dinheiro, de forma a poder comparar o comportamento dos dois grupos. No entanto, a associação garantiu que tanto o grupo que recebeu dinheiro como o grupo que não recebeu tinham acesso a workshops de planeamento de vida e ajuda profissional.

No final, os resultados do estudo foram extremamente positivos: as pessoas que receberam os 7500$ conseguiram arrendar uma casa própria e, ao mesmo tempo, poupar dinheiro suficiente para ter estabilidade financeira. Por outro lado, os seus gastos em drogas, tabaco e álcool diminuiu em média 39%, com os seus gastos em comida, roupa e renda a subir exponencialmente.

De acordo com o estudo, a transferência de dinheiro para este grupo de pessoas também poupou dinheiro à sociedade em geral. Os centros de abrigo de Vancouver gastam 8100$ por ano para acolher uma só pessoa, o que se traduz em 405 mil dólares canadianos (cerca de 262 mil euros) por ano para albergar este grupo de 50 pessoas. Por sua vez, o projeto entregou 375 mil dólares canadianos aos 50 participantes – ou seja, o projeto gastou menos dinheiro do que o centro de abrigo teria gasto para acolher estas pessoas sem-abrigo.

Apesar de ser um estudo de pequena escala, os resultados refutam a ideia generalizada de que as pessoas ficam pobres porque não conseguem fazer escolhas racionais ou não têm autocontrolo sobre si mesmas – traduzindo-se na ideia de que dar dinheiro a pessoas sem-abrigo iria levá-las a gastá-lo em coisas frívolas e substâncias aditivas como drogas.

Neste sentido, Claire Williams, a CEO da Foundations for Social Change, disse à Vox que os resultados “contrariam estereótipos muito negativos, porque as pessoas fizeram escolhas financeiras inteligentes.”

Porquê entregar grandes somas de dinheiro de uma vez?

Através da análise de 19 estudos, o Banco Mundial concluiu que, em determinados contextos, as transferências de dinheiro para indivíduos podem ser benéficas para a educação, saúde e combate à pobreza – e têm um efeito negativo nos gastos em “bens de tentação”, como álcool e tabaco. No entanto, esta entrega de dinheiro pode ser feita de modos diferentes – como, por exemplo, uma transferência mensal ou uma grande soma de dinheiro entregue de uma só vez.

A equipa de investigadores do Canadá optou pela segunda opção, ao entregar os 7500$ a cada participante para se poderem sustentar durante um ano inteiro. De acordo com Claire Williams, “os estudos indicam que, ao transferirmos grandes somas de dinheiro a pessoas de uma só vez, isso vai promover o pensamento a longo prazo.”

Assim, a ideia é garantir que as pessoas podem fazer planos para o futuro, e não apenas pensar na sua sobrevivência no dia-a-dia: “uma pessoa não pode pensar em inscrever-se num curso para subir na vida se não tem dinheiro suficiente para comer no próprio dia. Dar uma grande soma de dinheiro de uma vez dá mais margem de manobra às pessoas”, disse a CEO da Foundations for Social Change.

A ideia do rendimento básico universal

Claire Williams contou à Vox que teve a ideia para este estudo quando o co-fundador do projeto lhe enviou um vídeo de uma “TED Talk” de 2014, com o historiador Rutger Bregman, intitulado “porque devemos dar a todos um rendimento básico.”

Bregman, o historiador holandês que escreveu o livro “Utopia para Realistas”, tem defendido ideias como o rendimento básico universal, fronteiras abertas e uma semana de trabalho de 15 horas. No seu pensamento “utópico, mas realista”, considera que a forma mais eficiente de ajudar as pessoas é entregar-lhes dinheiro, porque lhes garante autonomia e responsabilidade – como também sustenta o estudo em questão.

A ideia de um rendimento básico para toda a população, em que o Governo entrega a cada pessoa uma determinada quantia de dinheiro todos os meses sem pedir nada em volta, tem ganho adeptos ao longo dos últimos anos. Países como o Quénia, o Irão, ou o Estado do Alaska, nos EUA, têm testado programas de implementação de um rendimento básico – se forem bem-sucedidos, o modelo pode ser adotado por cada vez mais governos à escala mundial.

Por sua vez, os críticos do rendimento básico universal alertam para a falta de incentivo ao trabalho quando toda a gente recebe dinheiro sem nada em troca e que, por outro lado, os governos não têm forma de dar dinheiro a toda a gente. No entanto, os resultados da experiência do Alaska apontam no sentido contrário: a entrega de dinheiro não teve qualquer impacto negativo no trabalho, e até encorajou as famílias a terem mais filhos. Resta saber se, à escala mundial, o rendimento básico universal é praticável (Visão)

Crise da moeda venezuelana afeta comunidade imigrante portuguesa

Na segunda-feira, os venezuelanos precisavam de 535.719 bolívares (bs) e hoje precisam de 646.00 bs, num país que vive numa situação de hiperinflação desde 2018. Os preços são afixados em dólares norte-americanos e pagam-se à taxa de câmbio do momento da compra. A moeda venezuelana, o bolívar, perdeu na última semana 20,24% do seu valor perante o dólar norte-americano, fazendo disparar o preço dos produtos e reavivando as preocupações de comerciantes e clientes, em particular os portugueses e lusodescendentes. Na segunda-feira, os venezuelanos precisavam de 535.719 bolívares (bs) e hoje precisam de 646.00 bs, num país que vive numa situação de hiperinflação desde 2018. Os preços são afixados em dólares norte-americanos e pagam-se à taxa de câmbio do momento da compra.

“Estamos muito preocupados, tudo está ‘dolarizado’ [afixado em dólares] e os preços em bolívares sobem diariamente, nalguns casos até em dólares. Quem mais vende é quem mais perde, porque quando vai repor o ‘stock’ de produtos, o que cobrou já não dá para encomendar o mesmo e perde dinheiro ou tem que pedir menos quantidade”, explicou um comerciante luso-venezuelano à Agência Lusa

Portugal viveu quatro crises em W desde 1865

 


Em 160 anos, a economia portuguesa viveu quatro grandes crises com recaídas. A última foi entre 2009 e 2013. A sopa de letras tem dominado a discussão atual sobre o tipo de retoma económica que a economia portuguesa poderá ter. Começámos por um cenário mais otimista, que apontava para uma recuperação clássica em V, já no segundo semestre de 2020 e ao longo de 2021. Mas agora parece bastante improvável que tal aconteça e é de uma recuperação em W que se começa a falar: primeiro uma nova recaída e só mais tarde a recuperação. Algo que, aliás, a economia portuguesa já viveu no passado. Embora não seja o mais frequente.

Nos últimos 160 anos, desde que há uma série anual ininterrupta do Produto Interno Bruto (PIB) calculada pelo histo­riador económico Nuno Valério, houve 15 crises, e a esmagadora maioria (10 casos) teve retomas em V. Os mais recentes em V ocorreram depois das crises de 1975, 1984, 1993 e 2003 (ver gráfico). Na avaliação da recuperação seguiu-se o critério de Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart (do livro “This Time Is Different”): a retoma conclui-se quando o PIB regressa ao nível anterior ao da crise.

70% dos pacientes jovens que lutam contra o ‘long covid’ sofrem danos nos órgãos

Cerca de 70% pacientes mais jovens que lutam contra o chamado ‘Long Covid’, ou seja a doença a longo prazo, podem sofrer danos em vários órgãos quatro meses depois de vencer a infeção, de acordo com um novo estudo britânico, citado pelo ‘Daily Mail’.

As primeiras descobertas do estudo ‘COVERSCAN’ sublinham o impacto do vírus em pessoas consideradas de baixo risco. Os dados mostraram que quase 70% dos voluntários tiveram danos em um ou mais órgãos, incluindo o coração e os pulmões.

Amitava Banerjee, médico e um dos investigadores do University College London, responsável pelo estudo, revela que 25% dos pacientes reportaram danos em dois ou mais órgãos. Os médicos alegaram que órgãos foram feridos como resultado da infeção, com o sistema imunológico de algumas pessoas a entrar em ação para lutar contra o vírus.

Segundo os especialistas, «só o tempo dirá» se os problemas são ou não permanentes, ainda assim aconselham a que a população faça exercício físico e perca peso, porque descobriram que aqueles com um índice de massa corporal mais elevado corriam mais risco de danos nos órgãos.

Turismo com quebras de mais de 50%: Um quarto dos hotéis estava fechado em setembro

 O Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmou hoje a não recuperação da atividade turística em setembro, com os hóspedes a recuarem 52,7% e as dormidas a diminuírem 53,4% face ao mês homólogo do ano anterior. 

A quebra verificada de 52,7% em setembro no número de hóspedes, para 1,4 milhões, foi mais intensa do que o INE tinha previsto na estimativa rápida feita no início do mês (-52,2%), enquanto a redução de 53,4% das dormidas, para 3,6 milhões, coincide com o valor previsto.

Esta evolução representa uma nova aceleração das quebras homólogas da atividade turística, fortemente impactada pela pandemia de covid-19, depois da recuperação registada em agosto, em que as descidas ficaram aquém dos 50% (-43,6% e -47,1% nos hóspedes e nas dormidas, respetivamente).

De acordo com o INE, as dormidas de residentes diminuíram 8,5% (-1,5% em agosto) e as de não residentes recuaram 71,8% (-72,4% no mês anterior).

Os proveitos totais registaram uma queda de 59,2% (depois da descida de 48,7% em agosto), fixando-se em 204,8 milhões de euros.

Os proveitos de aposento, por sua vez, atingiram 155,0 milhões de euros, diminuindo 59,5% (-49,0% no mês anterior), segundo a informação atualizada de setembro hoje divulgada.

Num mês em que 24,0% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou sem movimento de hóspedes (22,8% em agosto), o mercado interno (com um peso de 57,2%) contribuiu com 2,0 milhões de dormidas, o que representou um decréscimo de 8,5% (-1,5% em agosto).

Com o país de volta ao teletrabalho como vai ser o futuro dos escritórios?


Milhões de metros quadrados desocupados de um dia para o outro estão a deixar muitas empresas à beira de um ataque de nervos. São custos com espaços cada vez com menos gente dentro e, por outro lado, o mercado dos escritórios já caiu 30% este ano. Há cada vez mais pessoas a optarem pelo trabalho remoto e a tendência veio para ficar. Jornalismo de dados, para explicar o mundo em 2:59 (Expresso)

Zona euro cresce 4,2% em 2021


Bruxelas estima que a economia da zona euro caia 7,8% este ano e a da União Europeia 7,4%. A contração continua a ser maior de sempre, mas é ligeiramente melhor do que os 8,7% e 8,3% previstos em julho (infografia de Mário Malhão, o Jornal Económico)

domingo, novembro 15, 2020

Os efeitos da pandemia

 


fonte: Jornal de Notícias

Retrato eleitoral das regionais 2020 nos Açores






Nota: só com os principais partidos e partidos com mandatos (LFM)

O que é a leggionella


 fonte: Correio da Manhã

O dilema dos médicos

  


fonte: Correio da Manhã

Aposentados no SNS


 fonte: Correio da Manhã

Falando de bancos...


 fonte: Expresso

Covid19: situação na Madeira (11 a 14 de Novembro de 2020)






fonte: IASAUDE