sábado, outubro 16, 2021

OE-2022: transferências para as Regiões desde o ano da troika (2011)



Este quadro mostra os valores das transferências do OE para as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, entre 2011 (ano de chegada da troika a Portugal...) e o Orçamento deste ano, 2022, na rubrica "Transferências para as regiões autónomas". Deste quadro constam as verbas constantes do respectivo quadro anexo ao OE. Segundo os Censos-2021 da população, os Açores tinham 236.657 residentes enquanto na Madeira a população ascendia a 251.060 indivíduos

OE-2022: transferências do OE para os Municípios das Regiões Autónomas




Este quadro mostra os valores das transferências do OE para as freguesias das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, entre 2002 e 2022, na rubrica pomposamente designada de "Transferências para os Municípios - participação dos Municípios nos impostos do Estado". Dele constam apenas as verbas que figuram do respectivo quadro anexo ao OE.  Lembro que os Açores têm 19 Câmaras Municipais contra 11 na Madeira. Enquanto na Madeira existem 54 freguesias nos Açores elas ascendem a 156 entidades. Por outro, segundo os Censos-2021 da população, os Açores tinham 236.657 residentes enquanto na Madeira a população ascendia a 251.060 indivíduos

OE-2022: transferências do OE para as Juntas de Freguesia das Regiões Autónomas




Este quadro mostra os valores das transferências do OE para as freguesias das Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, entre 2002 e 2022, na rubrica pomposamente designada de "Transferências para as freguesias - participação das freguesias nos impostos do Estado". Dele constam apenas as verbas que figuram do respectivo quadro anexo ao OE.  Lembro que os Açores têm 19 Câmaras Municipais contra 11 na Madeira. Enquanto na Madeira existem 54 freguesias nos Açores elas ascendem a 156 entidades. Por outro, segundo os Censos-2021 da população, os Açores tinham 236.657 residentes enquanto na Madeira a população ascendia a 251.060 indivíduos

OE-2022: transferências do OE para as Regiões Autónomas



Este quadro mostra os valores das transferências do OE para as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores, entre 2004 e 2022, na rubrica "Transferências para as regiões autónomas". Dele constam as verbas constantes do respectivo quadro anexo ao OE

sexta-feira, outubro 15, 2021

O seu Wi-Fi revela por onde anda - e esses dados podem ser recolhidos sem você saber. Esta é a prova (e saiba como o evitar)



Não é uma vulnerabilidade, não é um ciberataque, mas pode ser uma lacuna técnica que permite que qualquer curioso, sem grande esforço, recolha dados sobre as conexões Wi-Fi que são feitas pelos telemóveis de desconhecidos. O que fazem as pessoas que caminham na rua com Wi-Fi ligado? E se for o sistema Bluetooth do carro? Dois especialistas da empresa CyberS3c aceitaram o repto e responderam literalmente às duas questões.

No primeiro caso, bastou uma mão cheia de segundos para os dois especialistas em cibersegurança recolherem dados apresentados pelos telemóveis de centenas de pessoas enquanto cruzavam um espaço público de Lisboa – e com isso ficaram em condições de recolher informação que indicia locais visitados e rotinas do dia.

Para obterem esta informação, os responsáveis da CyberS3c apenas necessitaram de comprar uma antena de Wi-Fi que funcionou como potencial recetor das comunicações de telemóveis que se encontram com Wi-Fi ligado nas imediações, e ainda um sistema operativo Linux no computador (mas também dar para fazer o mesmo com alguns sistemas operativos Windows).

O lapso da ligação entre os telemóveis de quem passa e o portátil com a antena comprada na Internet por 15 euros bastou para recolher listas de outros recetores a que os utilizadores em causa se conectaram no passado – e sem qualquer ilegalidade envolvida no processo.

Com esta informação, e eventualmente o cruzamento com mapas e pesquisas na Internet, seria possível conhecer os hábitos de uma ou mais pessoas, mas os investigadores lembram que esta divulgação de dados não se deve a uma vulnerabilidade ou ataque, mas à própria forma como opera o Wi-Fi, que revela automaticamente dados de outras conexões do passado sempre que estabelece uma ligação a um novo ponto de acesso.

Nos carros, a fuga de dados é similar, mas poderá ser igualmente incisiva. Além de permitir localizar um carro que, eventualmente, se pretenda seguir, a rede sem fios fornece dados que poderão ser igualmente reveladores de percursos dos automobilistas. Em qualquer dos casos, há apenas uma solução: desligar sempre o Bluetooth ou o Wi-Fi sempre que deixou de ser usado (Expresso, texto dos jornalistas Hugo Séneca e José Cedovim Pinto)

Os talibãs tomaram o poder no Afeganistão pela segunda vez em 25 anos. Como foi possível?



A geografia, os interesses geopolíticos e as características socioculturais fazem do Afeganistão um país único no mundo. O regresso dos talibãs ao poder deve ser interpretado à luz de todas essas especificidades. Análise a um dos grandes problemas do nosso tempo em 2 minutos e 59 segundos (Expresso)

Chamam-lhe “demónio”: a história de um mês contada em seis minutos - o Cumbre Vieja



Começou há quase um mês e não pára: a lava expelida pelo Cumbre Vieja, o vulcão da ilha de La Palma (Espanha), vai escorrendo lenta mas implacavelmente colina abaixo, criando novos fluxos e fajãs e engolindo tudo por onde passa. “Um demónio”, chamam-lhe as pessoas que tentam em desespero esvaziar as suas casas para que alguma coisa lhes reste. Este é o relato vídeo do que se passou e que vem com uma lição: “Contra a natureza nada se pode” (Expresso, texto do jornalista Rúben Tiago Pereira)

Suicídio tem vindo a diminuir mas taxa em Portugal ainda é das mais altas do sul da Europa



Em 2019, suicidaram-se em Portugal quase três pessoas por dia. Mas pensa-se que possam ter sido ainda mais, uma vez que os suicídios nem sempre são devidamente registados. E vários estudos indicam que o número de tentativas é cerca de 25 vezes superior ao número de suicídios. No mês da Prevenção do Suicídio, falamos dos números sobre esta realidade. Jornalismo. O tema do suicídio é delicado e os desafios e batalhas na vida de cada pessoa podem levar, em certos contextos, a momentos de profundo desespero e dor. Além do vídeo em que falamos sobre os números desta realidade, deixamos aqui alguns conselhos dados pela Ordem dos Psicólogos Portugueses.

Se suspeitar que alguém tem pensamentos suicidas:

Não ignore. O suicídio é evitável: esteja atento aos sinais de alerta. Leve-os a sério. Não assuma que os pensamentos e sentimentos suicidas são meras chamadas de atenção ou manifestações inconsequentes. Pensamentos e sentimentos suicidas são sinais de grande sofrimento emocional e de que a pessoa precisa de ajuda, preferencialmente profissional.

SINAIS DE ALERTA

Se a pessoa...

Ameaçar suicidar-se

Procurar formas de cometer suicídio

Procurar aceder a comprimidos, armas ou outros meios com o propósito de se suicidar

Visitar locais que não constituem ambientes seguros ou estão associados a comportamentos suicidários

Dar/distribuir os bens pessoais

Organizar papéis e tarefas pessoais (por exemplo, pagar créditos)

Despedir-se de familiares e amigos

Sentir desespero e falta de esperança

Sentir-se inútil e um fardo para os outros

SE TIVER PENSAMENTOS SUICIDAS

Peça ajuda. Partilhe com alguém o que está a sentir. Falar com um familiar ou amigo de confiança pode ajudar a sentir-se menos sozinho/a e a obter ajuda

Em caso de emergência ligue o 112 - (INEM)

Em situação de crise ligue 808 24 24 24 (Serviço de Aconselhamento Psicológico da Linha SNS24)

Saiba que não está sozinho/a e que tal como outros pensamentos e sentimentos, também estes não são para sempre e podem ser ultrapassados

Respire profundamente e deite ar fora durante mais tempo do que leva a inspirar. A respiração pode ajudar a sentir-se mais calmo/ (Expresso)

Nota: A ilusão manipuladora das coligações...



Nunca deixei de pensar que,  para além das matemáticas eleitorais que frequentemente não batem certo e de me limitar a pensar apenas em ganhos eleitorais ou mandatos, as coligações servem para conquistar o poder, manter-se no poder ou esconder fragilidades nomeadamente dos partidos mais pequenos e insignificantes que não querem, perder espaço e tudo fazem para fugir a humilhações eleitorais que os tornem dispensáveis. As coligações também servem aos grandes porque acabam por arranjar umas bengalas - e quanto a isso o PCP é mestre, porque há anos que se refugia numa coligação que todos sabemos ser uma ficção (os Verdes) - que lhes permitem sucessos eleitorais, "porque muitas vezes, "por um voto se ganha e por um voto se perde". Os mais pequenos, temendo serem "engolidos" pelos partidos maiores nas respectivas áreas políticas, ganham espaço, visibilidade e alguma capacidade de pressão e de manipulação que nunca teriam caso concorressem sozinhos e obtivessem a sua real dimensão eleitoral. Ou seja as coligações eleitorais (pré ou pós) serão sempre uma negociata quando em causa está apenas e só o poder.

Acresce que neste pequeno mundo das negociatas coligacionistas – que nem sempre correm bem por que uma coisa é o que as lideranças partidárias decidem outra coisa é o que o pensam e decidem os eleitores dos protagonistas dessas coligações, o que faz muitas vezes que o 2 + 2 inicialmente perspectivado nem sempre seja igual a 4… - um propósito não menos importante é o de esconder fragilidades eleitorais e impedir leituras mais agrestes dos resultados (há sempre espaço para evitar especificidades que ajudam a esconder uma fragilidade eleitoral óbvia).

Dúvidas?

Em 2011 nas legislativas, PSD e CDS, concorrendo separados, totalizaram 50,4%, cerca de 2,750 milhões de votos e 132 mandatos eleitos. Em 2015, coligados (uma opção patética e derrotada porque insuficiente) PSD e CDS totalizaram cerca de 2,1 milhões de votos, 38,4% e 107 eleitos, o que originou a geringonça conforme promessa da esquerda ainda na campanha eleitoral. Finalmente em 2019, PSD e CDS separados não foram alem dos cerca de 1,7 milhões de votos, 32% e 84 deputados eleitos.

O que se passa com a pretensa crise política - ou ameaça de crise - em torno do OE-2022, é que tanto PCP como o Bloco, apesar de não serem parceiros de uma coligação formal com o PS mas antes protagonistas e parceiros de um entendimento parlamentar à esquerda, nunca permitirão aventureirismos que os prejudiquem, até porque os últimos resultados eleitorais foram derrotas e deixaram avisos, se dúvidas existissem, de que ambos estão em certa medida reféns do PS. Neste caso a coligação existe, de forma envergonhada, porque na realidade a geringonça, apesar ao "descaramento" da sua primeira versão em 2015, pomposamente assumida a três,  foi perdendo gás  com os anos, nomeadamente quando PCP e Bloco perceberam, quer nas autárquicas de 2017 e de 2021 (que foram desastrosas para eles) quer nas legislativas de 2019, que elas beneficiaram sobretudo o PS e penalizaram uma colagem excessiva, Quanto às coligações acho que PSD e o CDS têm motivos para perceber que já não enganam as pessoas com "matemáticas" tendenciosas e manipuladas (olhem o quadro anexo que mostra que entre 2011 e 2019 o somatório do PSD e do CDS, para as legislativas nacionais, é sempre a descer, em votos, percentagem e mandatos.) (LFM)

Nota: um Rio que ainda não despediu as vestes de dirigente autárquico local



Pensava eu que o PSD tinha tido tempo suficiente para aprender a lição e combater os “milagreiros” idiotas que pensam nos seus interesses e nos lugares - bastou que se falasse em crise política e num potencial cenário de eleições antecipadas, e com ela nos 80 a 90 lugares a eleger em São Bento, para que todos percebessem o que querem certos “salvadores” de coisa nenhuma que conspurcam a política e ridicularizam os partidos.

Eu não sei se é desta que Rangel concretizará a sua ambição desde que Passos o humilhou em anteriores directas no PSD mas que valeram ao derrotado um tacho europeu. O que eu sei é que Rangel andou “pelas Europas” desde 2009 e que em 2019 protagonizou - com um PS em alta - um humilhante resultado eleitoral para o PSD, com menos de 750 mil votos e uns insignificantes 24%, 6 eleitos!

Não quero com isto dizer que defenda a continuidade "deste" Rio sem chama, sem perfil, sem capacidade de mobilizar o PSD e de ganhar o voto do eleitorado do centro que faz as suas descomprometidas opções eleitorais em função de factos e acontecimentos. da agenda política e mediática. Mas também não sei se entre Rio e Rangel - estranhamente muito apressado em chegar ao cadeirão da São Caetano antes de legislativas... - curiosamente ambos do Porto, haverá tanta diferença assim e para melhor. Duvido. Uma coisa eu sei, com Rangel o PSD virará à direita no discurso e na gestão das relações com o poder socialista, algo que eu acredito que nem o CDS nem o Chega apreciarão.

O que Rio ainda não percebeu, e daí a sua fragilidade e uma aparentemente confusão e dificuldade em lidar com a estratégia partidária do PSD face ao PS e a Costa, é que ele - que nunca foi ministro e construiu o seu mediatismo político na Câmara do Porto, ao contrário de Costa que tem outra tarimba curricular - deixou de ser um dirigente local, neste caso do Porto, e que a amizade que tem por Costa pelo simples facto de terem liderado as duas principais autarquias do país, em simultâneo não pode ser impeditiva de nada nem condicionar seja o que for, a começar pelo discurso político do PSD. Se ele entender isso, talvez consiga inverter a tendência de "despacho" que parece pender sobre a sua cabeça. Se persistir nesse erro, então não pode continuar a pensar que os méritos das autárquicas, imputáveis essencialmente aos candidatos locais, se ficam a dever ao líder do PSD. Puro engano



Neste momento Rui Rio dificilmente parece ter o ambiente político e o perfil necessários para levar o PSD a um resultado eleitoral nacional melhor do que as humilhações sofridas no pós-passismo - repito, as autárquicas resultaram sobretudo dos méritos dos candidatos locais e não propriamente do que Rio andou ou não a dizer na campanha eleitoral. Mas o que o PSD precisa interiorizar é a necessidade de saber, antes de qualquer aventureirismo, se consegue encontrar de um modo tão apressado uma alternativa mais consistente e mobilizadora que a actual liderança (fraca) de Rio e da sua equipa (de desconhecidos) (LFM)

Nota: as "maluquices" tontas do costume (no PSD)



O que faltava mesmo ao PSD - que reconhecidamente padece de uma liderança fraca e sem chama a par dos doentios efeitos perniciosos da "viuvez passista" de má memória que alimenta uma minoria dfe saudosistas - que, apesar de tudo se aguentou melhor do que todos vaticinavam nas autarquicas deste ano, é que se transformasse numa espécie de “gaiola das malucas” com todos à batatada por causa dos tachos. Independentemente das críticas, severas e fundadas, de ser uma oposição sem chama, de comunicar mal com os cidadãos, de ter um discurso muitas vezes frio e distante, sem uma evidente preocupação humanista, e de parecer temer ou até preferir depender das manhosices de António Costa e do PS, Rui Rio está longe de ser uma alternativa estimulante quando se trata de discutir a liderança do governo. E os sinais de que o PSD pode voltar ao "mais do mesmo" das escolhas de uns actores medíocres que nada dizem ao povo eleitor, parece estar a caminho... (LFM)

AL-2021: afinal o que mudou (mesmo) nos mandatos das Câmaras Municipais da RAM

 

O OE-22 e os municípios e freguesias da RAM



Em 2021 as transferências do OE para as Câmaras Municipais da Madeira ascenderam a 81.076,3 milhões de euros. No caso das freguesias as transferências do OE-2021 para as freguesias da RAM elas totalizaram 4.491,8 milhões de euros.

No caso da proposta - ainda não votada - de OE-2022 as transferências previstas para as Camaras Municipais da RAM totalizam 82.002,5 milhões de euros, enquanto que as verbas previstas para as freguesias da Madeira se situam nos 5.173,9 milhões de euros. Estamos a falar, entre 2021 e 2022, em ganhos de 926 mil euros no caso das Câmaras e de mais 682 mil euros no caso das freguesias madeirenses. Mesmo assim, 5 dos 11 municípios madeirenses vão receber em 2022 menos verbas do OE do que receberam em 2021, sendo Santana e São Vicente os mais penalizados.

quarta-feira, setembro 22, 2021

Notas autárquicas: antecipando resultados?

 


Acredito que na noite eleitoral de 26 de Setembro na Madeira, algumas surpresas – poucas - ocorrerão e que os resultados podem surpreender, nalguns casos, frustrar vitórias dadas como certas ou confirmar derrotas que nem todos assumem ser possíveis. Alguns partidos, no final do somatório dos votos, confrontar-se-ão com contradições e porventura com a necessidade urgente da sua própria sobrevivência. Veremos se tenho ou não razão. Os partidos sabem – e se não sabem deviam saber, o que significa que continuam atolados numa incompetência ainda mais confrangedora do que era suposto - que há freguesias que são referencias essenciais para uma antevisão de desfechos eleitorais, feita com antecipação e apenas com alguma segurança, dos resultados eleitorais finais. No Funchal por exemplo, dificilmente se pode antecipar eventuais vitórias ou de derrotas sem que cada partido, em função da sua realidade eleitoral nos 3 últimos actos eleitorais, tenha como referência uma grande, média e pequena freguesia. E em função da evolução eleitoral autárquica nos últimos 3 actos eleitorais é possível antecipar, repito, apenas especulativamente, qual, pode ser o desfecho este ano. O mesmo se aplica em concelhos como Machico, Câmara de Lobos, Santa Cruz ou Santana e Calheta.

Usando o Funchal como exemplo, vejamos este quadro – resultados de 2017 por freguesia para a Camara Municipal e para a Junta de Freguesia para que as pessoas possam melhor perceber do que falamos. Claro que é preciso ressalvar que no caso de algumas Juntas de Freguesia, os resultados foram “distorcidos” se compararmos com a votação para a Câmara, devido ao perfil do autarca na freguesia e aos apoios que facilmente conquista. Neste quadro constata-se que os casos de São Roque, Santa Luzia e mesmo do Monte são a prova disso (LFM)

Notas autárquicas: vamos ter algumas surpresas na RAM

 

Os partidos políticos têm-se adaptado ao longo do tempo, com maior dificuldade e assertividade, ao potencial que as redes sociais propiciam, na tentativa -. Desconheço se conseguida ou se falhada – de chegarem mais depressa a mais gente, levando as suas ideias, mensagem e protagonistas a um terreno, o da credibilização da política, que anda muito por baixo. Há partidos, sobretudo os mais pequenos, que planificam as suas campanhas usando apenas as redes sociais e o espaço mediático concedido pelos meios de comunicação tradicionais. Para além disso, zero!

Mas no caso de alguns, poucos, diga-se em abono da verdade que pelo menos conseguiram a eleição de alguns candidatos…

Outros partidos, de maior dimensão eleitoral e social e por isso com maiores responsabilidades políticas, devido aos sucessivos (e demagógicos) tiros-nos-pés, por exemplo em matéria de financiamento quando se tratam de instituições de interesse público, viram-se privados de condições para estarem mais activamente no terreno e no contacto com as pessoas, contrastando com as exigências que se colocam de forma acrescida aos partidos para que mostrem a sua utilidade numa sociedade que se distancia cada vez mais deles – e eles em vez de optarem por uma tendência contrária, também se distanciam das pessoas.

Outro erro nas campanhas eleitorais é o uso absurdo e massacrante das novas tecnologias, nomeadamente os SMS através dos quais os partidos enviam mensagens de apelo ao voto.

O problema é que os partidos enviam mensagens

(não falamos de convocações para actos públicos de campanha) para os seus próprios militantes, usando as suas bases de dados. Ora é de acreditar - e mal será que assim não seja - que os militantes do PSD-M ou do PS-M ou de outro partido qualquer sejam por natureza eleitores dos seus partidos. O que torna redundante o massacre diário com mensagens SMS que deveriam ser levados ao eleitorado em geral em vez de se limitarem a círculos restritos representados pelo pequeno universo dos seus militantes ou alguns simpatizantes (?).

Sem contacto de rua com as pessoas, sem que os candidatos se mostrem no dia-a-dia, no chamado porta-a-porta, ouvindo tudo mesmo o que não espera nem quer, nada feito, Eu lembro-me do stress que era uma campanha e pré-campanha de dois meses (ou mais) na rua, com reforço aos fins de semana e feriados, e lembro-me do que nos era dito sobretudo em zonas eleitoralmente mais adversas ou agrestes mas que antecipadamente identificávamos. Mas o pessoal estava lá e não me recordo de ter sido mal recebido seja onde for. Hoje a lógica da política aburguesou-se, há quem queira ser candidato - o mundo dá de facto muitas voltas... - mas não tem perfil para uma campanha eleitoral pura-e-dura. E há partidos e dirigentes políticos que cometem o erro de acharem que basta seleccionar uns tantos cromos para preencher a caderneta e que tudo se resolve. Vão sofrer contrariedades, porque tenho para mim, pelo menos é essa a minha convicção, que estas eleições autárquicas reservarão algumas surpresas também na Madeira. Que podem antecipar debates ou questionar estratégias e opções.... (LFM)

Notas autárquicas: Assembleias Municipais....



A Assembleia Municipal, no fundo o parlamento de um município, são uma espécie de parente pobre dos actos eleitorais, já que as atenções dos partidos se centram nas Câmaras Municipais e nas Juntas de Freguesia. Acho mesmo que as pessoas, de uma maneira geral, nem sabem para que servem as Assembleias Municipais, salvo sem estas se assumirem como forças de bloqueio da gestão autárquica ganhando por isso o direito a espaço mediático reforçado e que numa situação normal não teriam.

Mas em tempos de bipolarização inegável, valorizar excessivamente a Assembleia Municipal ou quem se candidata à sua presidência – que depende sempre de entendimentos partidários posteriores, aliás como o PSD-M sabe melhor do que ninguém depois do que aconteceu em 2017 no Funchal – introduzindo mais um protagonista numa luta que tem a ver apenas e só com a conquista da presidência da CMF, pode ser um sinal de dúvida ou de distorção deliberada do contexto eleitoral. E isso, a conquista da liderança de uma Câmara Municipal, não tem nada a ver nem com os resultados para as Juntas de Freguesia nem com a Assembleia Municipal. Tem a ver apenas com ter mais votos que os demais concorrentes.

Lembro o que aconteceu em 2017 quanto aos mandatos na Assembleia Municipal do Funchal, para a qual o PS-M foi o mais votado:

PSD – 15 eleitos + 5 inerências (Presidentes de Juntas) = 20 lugares

PS (coligação) – 12 eleitos + 5 inerências (Presidentes de Juntas) = 17

CDS – 3 eleitos

MPT – 1 eleito

PTP – 1 eleito

PCP – 1 eleito

Com base nestes resultados, a oposição elegeu 26 mandatos contra 17 da coligação liderada pelo PS (LFM)

Nota: estas minhas considerações são políticas e têm a ver com po estabelecimento de prioridades num combate eleitoral onde supostamente o que está em causa é a conquista da Câmara Municipal. Pelo menos supostamente será isso. Não tem nada a ver nem com pessoas que são candidatas, que respeito muito, nem com a importância dada, não vou discutir isso, desde 1976 às Assembleias Municipais contrastando com o peso que se atribui aos parlamentos, da República e Regional. Mas isso seria outra discussão...

terça-feira, setembro 21, 2021

CEO que estabeleceu salário mínimo de 70 mil dólares para todos os funcionários diz que empresa prosperou

 

A medida foi implementada em 2015 e desde então a empresa Gravity Payments tem crescido. Em 2015, o empresário Dan Price decidiu aumentar o salário dos funcionários para 70 mil dólares (cerca de 60 mil euros) depois de descobrir que um dos seus funcionários tinha dois empregos para conseguir sobreviver. Para que conseguisse aumentar o salário de todos, Price cortou o seu próprio vencimento, que era de cerca de 1,1 milhão por ano, e vendeu uma das suas casas. O CEO da Gravity Payments, com sede em Seattle, passou a ganhar o mesmo que os funcionários - 70 mil dólares ao ano.

Seis anos depois, o plano que muitos disseram que daria errado, não podia estar a correr melhor. Dan Price diz que a empresa continua a prosperar. Quando tomou a decisão, Price foi considerado um herói por muitos, mas também recebeu críticas e previsões de falência por outros. Alguns especialistas financeiros dizem que a decisão do empresário foi um grande risco.

Oito em cada dez empregos criados em Portugal são precários

Nunca houve tanta gente empregada em Portugal, porém, de acordo com os dados do INE, dos 384,9 mil vínculos assinados entre empregador e trabalhador até meio deste ano, mais de 293 mil foram contratos “com termo”. Nunca houve tanto emprego em Portugal. No entanto, até meio deste ano, oito em cada dez novos trabalhadores contratados são precários. Ou seja, dos 384,9 mil vínculos assinados entre empregador e trabalhador, neste período, mais de 293 mil são contratos “com termo” ou “contratos de prestação de serviço”, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados, esta segunda-feira, pela rádio “Renascença“.

Ainda segundo os mesmos dados, quase 200 mil destes empregos — mais de metade do total de contratados no primeiro semestre —  pagam menos de 900 euros líquidos mensais. Acresce que cerca de 10% destes trabalhadores vão auferir menos de 600 euros. Ou seja, vão ganhar abaixo do salário mínimo nacional. Estes números surgem numa altura em que há muito tempo não havia tanta gente empregada em Portugal. Em julho eram quase quatro milhões 843 mil pessoas. Já não se verificava um valor tão alto há 23 anos. No primeiro semestre de 2021, a economia gerou 423,6 mil novos empregos (destes quase 39 mil são por conta própria). A maioria dos novos contratos foi conseguida por trabalhadores até aos 34 anos, com a região Norte a comandar a criação de emprego (quase de 150 mil empregos neste período) (Jornal Economico)

Da Alitalia à ITA, a história que alguns querem ver repetida na TAP



A nova empresa que substitui a Alitalia será mais pequena que a TAP, mas fechar uma companhia aérea e abrir outra ao lado também tem custos elevados para o Estado e o resultado é incerto. No dia 10 de setembro, a Comissão Europeia emitiu um comunicado sobre a Alitalia que selou o já esperado destino da companhia aérea. “Na sequência da nossa investigação aprofundada, chegámos à conclusão que os dois financiamentos públicos no valor de 900 milhões de euros concedidos pela Itália à Alitalia deram à companhia uma vantagem indevida sobre os seus concorrentes, em violação das regras sobre ajudas de Estado da UE. Eles têm agora de ser devolvidos pela Alitalia para ajudar a repor um mercado justo na indústria de aviação europeia”. Substitua-se Itália por Portugal, Alitalia por TAP e 900 por 1.662 milhões e temos o texto que o Governo português, a companhia aérea e os seus sindicatos não querem ler quando sair a decisão final de Bruxelas sobre o plano de reestruturação.

Há, no entanto, quem defenda este desfecho. Nuno Botelho, presidente da Associação Comercial do Porto, enviou uma carta à Comissão Europeia a pedir uma solução “a la Alitalia”, com o fecho da TAP e a abertura de uma nova companhia aérea, que asseguraria a conectividade aérea e a proteção das atividades económicas através da afetação dos ativos da TAP em matéria de slots livre de passivo e interesses noutras empresas (como as participações no Brasil). Companhia essa que funcionaria como plataforma de voos transatlânticos.

sexta-feira, setembro 10, 2021

Presidentes das autarquias de Lisboa e Porto recebem quase mais 1.500 euros do que nos municípios pequenos

A diferença salarial entre os presidentes das câmaras municipais do país pode chegar aos 1.500 euros. É o que se passa com Medina e Moreira, em Lisboa e no Porto, em relação aos outros autarcas. Os presidentes das Câmaras Municipais de Lisboa e Porto recebem 5.224,60 euros por mês (antes de impostos): 3998,81 euros brutos do vencimento mais 1.225,74 euros em despesas de representação, segundo os dados da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) citados pelo Público.

Estes são os dois municípios onde os presidentes (e vereadores mais ganham) — 55% do vencimento do Presidente da República, depois da redução de 5% em vigor desde 2010 (as despesas de representação são somadas depois). Ou seja, a partir do valor de referência de 7.270,56 euros, é calculado o vencimento de todos os autarcas em função do tamanho do município. Os municípios com menos de 10 mil eleitores recebem 40% do valor de referência, o que dá um total de 3.799,67 euros (2.908,22 euros do vencimento mais 891,45 euros de despesas de representação).

Em todas as câmaras, os vereadores a tempo inteiro recebem 80% do vencimento do presidente e os que estão em meio tempo metade desse valor. Já os que estão em regime de não permanência, como o presidente e membros da Assembleia Municipal, recebem entre 2 e 3% do vencimento do presidente da câmara (Observador)

Quanto ganham os Presidentes das Camaras Municipais da Madeira

- Calheta, Camara de Lobos, Machico, Ribeira Brava e Santa Cruz nível remuneratório INTERMÉDIO a que corresponde um salário bruto de 3.271,75 euros, mais 1.002,85 euros de despesas de representação, totalizando 4.274,63 euros (5)

- Ponta do Sol, Porto Moniz, Porto Santo, Santana e São Vicente, nível remuneratório MAIS BAIXO a que corresponde um salário bruto de 2.908,22 euros, mais 891,45 euros de despesas de representação, totalizando 3.799,67 euros (5)

- Funchal, nível remuneratório MAIS ELEVADO a que corresponde um salário bruto de 3.635,28 euros, mais 1.111, 43 euros de despesas de representação, totalizando 4.749,58 euros (1)

Quanto ganham os vereadores a tempo inteiro nas Camaras Municipais da Madeira

- Calheta, Camara de Lobos, Machico, Ribeira Brava e Santa Cruz nível remuneratório INTERMÉDIO a que corresponde um salário bruto de 2.617,4 euros, mais 534,87 euros de despesas de representação, totalizando 3.152,27 euros (5)

- Ponta do Sol, Porto Moniz, Porto Santo, Santana e São Vicente, nível remuneratório MAIS BAIXO a que corresponde um salário bruto de 2.326,58 euros, mais 475,44 euros de despesas de representação, totalizando 2.802,02 euros (5)

- Funchal, nível remuneratório MAIS ELEVADO a que corresponde um salário bruto de 2.908,22 euros, mais 594,43 euros de despesas de representação, totalizando 3.502,52 euros (1)

Governo propos que todas as freguesias possam ter pelo menos um autarca a meio tempo

O Governo aprovou uma proposta para que todas as freguesias do país possam ter um autarca a meio tempo independentemente da sua dimensão, anunciou a ministra da Modernização do Estado, que tutela as autarquias. Caso seja aprovada, a proposta de lei, que tem de ser submetida e aprovada pela Assembleia da República, implica um custo de 29 milhões de euros, que será pago através do Orçamento do Estado (OE). Segundo a ministra, Alexandra Leitão, a proposta altera a lei de regime e funcionamento dos órgãos autárquicos no sentido “de permitir que em todas as freguesias exista um membro da junta de freguesia a exercer as suas funções em regime de meio tempo”.

Até agora, este regime de meio tempo estava apenas previsto para as freguesias de maior dimensão e agora, caso a proposta seja aprovada na AR, passará a acontecer em todas as freguesias independentemente da sua dimensão. A remuneração associada ao exercício da função em meio tempo em todas as freguesias é suportada pelo Orçamento do Estado, o que significa um encargo de 29 milhões de euros a transferir para as freguesias, acrescentou a governante.

Nota: Rangel, Mesquita Nunes, etc

Paulo Rangel assumiu (entrevista à SIC) a sua homossexualidade. Um forte aplauso pela coragem e pela dignidade de decidir dar uma dimensão pública a um assunto que apenas lhe diz respeito e que em circunstâncias algumas pode ser utilizado para o avaliar, sobretudo na política. Mas a revelação acaba por ser também uma tristeza a partir do momento em que se transforma num "acontecimento" mediatizado, algo que na sociedade dos nossos dias é encarado como uma normalidade. Estamos a falar de algo que está relacionado apenas com a pessoa em causa, seja ela quem for, que apenas diz respeito aos seus direitos, às suas opções, à sua vida e ao seu direito a viver com dignidade e encontrar a sua felicidade da forma que entender. Os tempos mudaram, eu próprio sinto isso, por que os nossos pensamentos, por muito agrestes e pouco tolerantes que tenham sido no passado, mudaram por completo. E qual o motivo? Pelo simples facto da afirmação e assimilação colectiva de uma nova consciencialização social, da convicção reforçada de que ninguém é dono da vida, do destino, da liberdade e da felicidade do outro, porque todos temos o dever e a obrigação cívica e moral e lutar para que o outro se sinta respeitado e integrado, que seja feliz da forma que entender, gozando da mesma liberdade que reclamamos para nós. E nunca será a orientação sexual a constituir um entrave para essa vivência com dignidade, com liberdade, sendo apenas mais um entre nós, apenas e só isso mais um que vive na nossa mesma sociedade e que tem direito aos direitos que reclamamos para nós. Parabéns Paulo Rangel, parabéns Mesquita Nunes, dois dos políticos portugueses a quem auguro maior futuro e maior sucesso na política nacional. Souberam quebrar tabus, souberem sobretudo mostrar que não somos donos de nada nem de ninguém e que não temos o direito de querermos ser melhores do que o outro que vive ao nosso lado, bem entre nós, e que tem os mesmos direitos e os mesmos sonhos que nós temos. Repito, mesmo que autocriticamente nem sempre todos tenhamos pensado dessa forma, mesmo que nem sempre nos tenhamos comportado de forma humana e solidária como hoje é absolutamente imperioso que aconteça. Em nome da nossa própria autorrealização enquanto Pessoas, em prol da nossa liberdade individual e colectiva e em defesa dos nossos direitos (LFM)

domingo, setembro 05, 2021

10 mudanças que a pandemia trouxe ao mundo do trabalho

 

Quando no início de 2020 os primeiros casos de contágio por covid-19 foram diagnosticados em Portugal, poucos arriscariam pensar a dimensão do impacto que a pandemia teria no mercado de trabalho. Quase um ano e meio depois os especialistas dizem que ainda é cedo para medir impactos definitivos. Mas já identificam algumas tendências de mudanças estruturais. Transformações que foram induzidas ou aceleradas pela pandemia e que vão perdurar no tempo, alterando irreversivelmente a forma como trabalhamos. O Expresso ouviu um conjunto de especialistas, da economia do trabalho ao recrutamento, que ajudam a sinalizar dez tendências e mudanças para o futuro que já se sentem.

1 - ESTAMOS MAIS REMOTOS E FLEXÍVEIS

O impacto mais visível da pandemia no mercado de trabalho foi, inquestionavelmente, a migração forçada do trabalho presencial para o remoto. Apesar de previsto no Código do Trabalho desde 2003, o teletrabalho teve sempre uma adesão residual no país, quer por parte das empresas quer dos trabalhadores. Até chegar a pandemia.

Durante o primeiro confinamento, em março de 2020, mais de um milhão de profissionais estiveram em teletrabalho e mesmo as empresas onde os processos de transformação digital estavam em fase embrionária migraram para o conceito. “Foram dados passos irreversíveis no aumento do teletrabalho. Até porque tecnologias de conexão remota, como o Zoom, permitem que certo tipo de trabalhos possam ser desempenhados em qualquer lugar”, sinaliza o economista Paulino Teixeira, professor da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra.

Uma migração que não foi imediata, nem simples, para todos os sectores. Em áreas mais tradicionais, “implicou um ajuste profundo nos meios utilizados, nos processos, mas sobretudo na forma de pensar o trabalho”, realça António Costa, diretor associado da empresa de recrutamento Michael Page, reforçando que “a conjuntura obrigou empresas e colaboradores a adaptarem-se a um cenário que estava em desenvolvimento”.

Novo Banco tem 36 grandes devedores que geram perda de quatro mil milhões

 

O banco de Portugal atualizou a lista de grandes devedores em incumprimento no Novo Banco. Eram 36 os grupos económicos em falta no final de 2020, mais um do que em 2019. O Novo Banco tinha 36 grandes devedores em situação de incumprimento em dezembro de 2020, mais um do que tinha no ano anterior. Ao todo, estes grupos económicos geravam uma perda de quase quatro mil milhões ao banco liderado por António Ramalho no final daquele ano.

Os dados constam do relatório com a informação agregada e anonimizada relativa a grandes posições financeiras do Novo Banco, divulgada esta sexta-feira pelo Banco de Portugal. Não são divulgados nomes dos devedores, embora muitos sejam já conhecidos publicamente. Este reporte decorre da Lei 15/2019, que determina que sejam conhecidas as grandes posições financeiras em situação de default num banco sempre que este recorra a fundos públicos. Como tem acontecido no Novo Banco, que em abril deste ano voltou a pedir dinheiro ao Fundo de Resolução.

Nem estudar nem trabalhar...



Alice soube que queria um futuro diferente no final do 10º ano: “Os meus amigos até iam inscrever-me no curso profissional de teatro sem eu saber, mas acabei por tomar a decisão primeiro. Fiquei contente quando soube desse plano, porque eles sabiam que eu não estava feliz no curso de ciências”, diz esta mulher natural do Porto, 24 anos, e que depois do curso profissional em teatro seguiu para Lisboa para fazer o Ensino Superior na mesma área. Nunca trabalhou durante o percurso escolar: fê-lo depois, pressionada pela pandemia: “Já era difícil entrar no mundo das artes, e a covid complicou tudo ainda mais. Arranjei trabalho num centro comercial e trabalhei lá sete meses.” Depois, despediu-se: “Já não aguentava mais. Não era o que queria fazer. Estava esgotada e sem tempo. Neste momento tenciono encontrar alguma coisa em part-time, para ter tempo para avançar com os meus projetos.”

Enquanto não “encontrar alguma coisa”, Alice faz parte dos cerca de 261,8 mil jovens portugueses entre os 16 e os 34 anos que não estudavam nem trabalhavam nos primeiros três meses de 2021, segundo números do Instituto Nacional de Estatística. Estes jovens “nem-nem” são cerca de 12,4% da população total compreendida entre estas idades. No quarto trimestre do ano passado, eram 10,9%.

Presidente dos Açores defende reforço da autonomia

 

O Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, defendeu a necessidade de reforço da autonomia açoriana na próxima revisão constitucional, nomeadamente a possibilidade de concorrência legislativa com a República e a admissão de partidos regionais. José Manuel Bolieiro discursou durante a sessão solene que assinalou o 45º aniversário da autonomia dos Açores, realizada na cidade da Horta, no Faial, na presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

O dirigente social-democrata, eleito em 2020, afirmou que, passados 45 anos, os Açores estão “prontos e determinados para um novo ciclo de desenvolvimento”, gerador “de melhor coesão territorial” e melhor solidariedade social, “que proteja os mais pobres e mais frágeis da sociedade e um novo nível de riqueza e de emprego, que estimule a iniciativa privada, a liberdade de investimento e liberte a sociedade da dependência do Estado”. Nesse sentido, na próxima revisão constitucional “deve refletir-se, desejavelmente”, um reforço da autonomia, com a definição de um Estado unitário e regional e um “aprofundamento das competências legislativas das regiões autónomas, num quadro de concorrência legislativa com a República, em que a Constituição apenas definirá as competências legislativas exclusivas dos órgãos de soberania”, considerou o dirigente.

Marcelo diz que autonomia dos Açores e da Madeira é "conquista" e não "benesse"

 

O Presidente da República admitiu que o processo autónomo pode ainda evoluir em ambas as regiões. Marcelo Rebelo de Sousa, disse que a autonomia dos Açores e da Madeira, foram uma "conquista" dos povos insulares e não uma "benesse" e admitiu que o processo autonómico pode ainda evoluir nas regiões autónomas.

"A autonomia foi uma conquista dos açorianos, tal como dos madeirenses, não foi uma condescendente benesse de ninguém", sublinhou o chefe de Estado, durante a sessão comemorativa dos 45 anos da autonomia regional, realizada este sábado na sede do parlamento, na cidade da Horta, nos Açores.

Num curto discurso, a encerrar a cerimónia, onde o tema "autonomia" foi o mais abordado, Marcelo Rebelo de Sousa lembrou que a unidade nacional "só é plena", porque os Açores e a Madeira são regiões autónomas, considerando que as autonomias não devem ser vistas com receios pelo resto do país.

"Unidade e autonomia são feitas e refeitas dia após dia, obra inacabada, sempre atenta a novos tempos e a novos desafios", frisou ainda o Presidente da República, referindo-se às ambições já manifestadas por vários partidos políticos na região, de se aprofundar o regime autonómico nos Açores. Além do chefe de Estado, intervieram nas comemorações dos 45 anos da autonomia deputados de oito forças políticas (PS, PSD, CDS, BE, PPM, Chega, IL e PAN), e ainda os presidentes do Governo Regional, José Manuel Bolieiro, e da Assembleia Legislativa Regional, Luís Garcia (Lusa)

quarta-feira, setembro 01, 2021

A nossa banca....



 fonte: Correio da Manhã

Ninguém acredita na bazuca milagrosa partida por Bruxelas?


 fonte: Correio da Manhã

Isto é mesmo o PS ou esta tudo manipulado e empolado?


fonte: Público

Qual o impacto disto no turismo da Madeira?


 fonte: Jornal de Negócios

Alemanha: que futuro?


 fonte: Público

Uma desgraça....


 fonte: Público

Tudo rapaziada fixe....


 fonte: Sábado

Nota: lembrando a realidade eleitoral do concelho do Funchal



Alguns indicadores recolhidos tendo por base os resultados eleitorais no Funchal:

a) Considerando as eleições desde 2013, constata-se que o PSD-Madeira obteve os melhores resultados absolutos na capital nas regionais de 2015, regionais de 2019 e legislativas nacionais de 2019. Ao invés, os piores resultados foram, sem surpresa, nas europeias de 2014, europeias de 2019 e autárquicas de 2013;

b) No caso do CDS-Madeira - que não concorreu no Funchal nas europeias de 2014 (lista com PSD e outros) - os piores resultados foram nas legislativas de 2015, legislativas de 2019 e europeias de 2019. Os melhores resultados foram conseguidos nas autárquicas de 2013, regionais de 2015 e autárquicas de 2017:

c) Quanto ao PS, concorrendo sozinho ou coligado (2013, 2015 e 2017), os melhores resultados foram conseguidos nas autárquicas de 2017, seguidas das regionais de 2019 e das autárquicas de 2013. Os piores resultados foram registados nas regionais de 2015, europeias de 2014 e europeias de 2019;



d) Entre 2013 e 2019, o PSD-Madeira foi o mais votado nas europeias de 2014, regionais de 2015, legislativas de 2015 e europeias de 2019. O PS-Madeira, sozinho ou coligado, foi o vencedor na capital madeirense nas autárquicas de 2013, autárquicas de 2017, regionais de 2019 e legislativas de 2019;

e) Considerando o período 2013 a 2019 a maior vitória do PSD-M em termos percentuais foi obtida no Funchal nas regionais de 2015, seguidas das regionais de 2019 e legislativas de 2019. Os piores resultados foram registados nas europeias de 2014 e autárquicas de 2017. O PS-M, sozinho ou coligado, obteve as melhores percentagens vitoriosas nas autárquicas de 2017 e nas autárquicas de 2013, contrastando com as piores, obtidas nas regionais de 2015 e europeias de 2014. Quanto ao CDS-M as melhores percentagens foram obtidas nas autárquicas de 2013 e nas regionais de 2015, enquanto as piores percentagens eleitorais na capital foram conseguidas nas legislativas de 2019 e de 2015;

f) O Funchal registou nas europeias de 2014, regionais de 2015, regionais de 2019 e europeias de 2019 as abstenções mais elevadas, entre 50 e 69,3%. Nas autárquicas de 2017 foi apurada a abstenção mais baixa, considerando as eleições realizadas entre 2013 e 2019.


Outras curiosidades:

a) No caso das autárquicas de 2013, o PSD-Madeira obteve em São Martinho e Santo António 44,77% do total da votação obtida na capital, contra 45,74% do total no caso do PS e 49,16% no caso do CDS. Ou seja, diga-se o que se disser, é essencialmente nestas duas freguesias, as mais populosas da cidade, que os resultados dos partidos maiores se definem, bem como o apuramento dos respectivos mandatos.

b) Em 2013, o PSD-M foi o mais votado - nas eleições para a CM - em apenas uma freguesia, São Roque, ganhando a coligação liderada pelo PS-M nas nove restantes freguesias da capital. O problema é que não se pode confundir esta votação nos partidos para a Câmara Municipal com as votações para as Assembleias de Freguesia, dado que se registam sempre resultados diferentes.

c) Já em 2017,comparando com 2013, o PSD aumentou a votação em 6 das 10 freguesias da capital, enquanto que a coligação liderada pelo PS-M apenas baixou a votação numa (Monte) das 10 freguesias do Funchal. O CDS-M, comparando 2017 com 2013, perdeu votos nas 10 freguesias da capital. Em 2017, Sé, São Roque e Monte foram as melhores freguesias para o PSD-M em termos percentuais, enquanto que para o PS-M o Imaculado Coração de Maria, São Gonçalo e Santa Maria Maior foram as três freguesias com maiores percentagens eleitorais. Para o CDS-M, apesar da perda de votos em todas as freguesias, Sé, Santa Maria Maior e Santa Luzia foram as que propiciaram melhores percentagens aos centristas (LFM)

segunda-feira, agosto 30, 2021

Sondagem: Medina é o mais influente, competente, solidário e honesto



Autarca socialista tem vantagem sobre o rival Carlos Moedas em todos os atributos. João Ferreira destaca-se entre os restantes candidatos. Fernando Medina é o candidato mais influente (63%), mais competente (40%), mais solidário e próximo das pessoas (24%) e mais honesto (15%) e, portanto, é também o melhor colocado (39%) quando se pergunta aos lisboetas quem daria um melhor presidente da Câmara de Lisboa, de acordo com a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. O atributo pessoal em que é maior a diferença entre o autarca socialista e o aspirante do centro-direita é o da influência (53 pontos). Uma diferença reconhecida até pelos que pretendem votar em Carlos Moedas (63%), apesar da sua passagem pela Comissão Europeia e pelo Governo de Passos Coelho.

Sondagem: Medina com 24 pontos de vantagem sobre Moedas em Lisboa



Fernando Medina está à beira de conquistar a maioria absoluta na Câmara de Lisboa. Quando faltam quatro semanas para as eleições, o autarca socialista chega aos 51%, quase o dobro da projeção do social-democrata Carlos Moedas (27%), de acordo com uma sondagem da Aximage para o JN, DN, e TSF. O comunista João Ferreira surge destacado no terceiro lugar (9%). Seguem-se Beatriz Gomes Dias, do BE (4%), Nuno Graciano, do Chega (2%), e Bruno Horta Leal, do Iniciativa Liberal (2%). Os restantes cinco candidatos não conseguem mais do que escassas décimas.

É grande o fosso, neste mês de agosto, entre primeiro e segundo classificados: 24 pontos percentuais. O atual presidente somaria mais nove pontos do que aquilo que obteve nas eleições de 2017; o antigo comissário europeu e líder da coligação de centro-direita na capital teria menos cinco pontos do que a soma das candidatas do CDS e do PSD há quatro anos. Acresce que os outros dois partidos à Direita (liberais e radicais) somam apenas quatro pontos, o que faz que com o conjunto da Direita esteja a valer apenas 31 pontos percentuais (os três partidos mais à Esquerda somam 64 pontos).

Sondagem: Medina leva vantagem sobre Moedas no potencial de voto



Autarca socialista soma 67% entre os lisboetas com a certeza na escolha e os que "poderiam" votar. Social-democrata fica-se pelos 47%. João Ferreira (CDU) em terceiro com 35%, seguido de Beatriz Gomes Dias (BE), com 28%. Fernando Medina está em vantagem na corrida à Câmara de Lisboa. Quando falta um mês para as eleições, tem um potencial de voto de 67% e está à frente de Carlos Moedas, que marca 47%, de acordo com uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. O socialista tem também vantagem sobre o social-democrata entre os que já têm a certeza do voto, bem como na taxa de rejeição. Mais atrás seguem João Ferreira, da CDU (35%), e Beatriz Gomes Dias, do BE (28%). Será possível perceber até que ponto o potencial se materializa em intenções de voto quando for publicada, na próxima segunda-feira, a segunda parte da sondagem.

Sondagem: Maioria (54%) diz que Lisboa está melhor que há cinco anos



Satisfação cai cinco pontos quando os lisboetas respondem sobre a situação no seu "bairro", de acordo com sondagem para o JN, DN e TSF. Menos de metade dos lisboetas (48%) estão satisfeitos com situação atual do concelho de Lisboa, mas o saldo é mesmo assim largamente positivo (apenas 22% consideram que a situação é má). Mais relevante para Fernando Medina será saber que 54% acham que a situação é melhor do que há cinco anos. Um pouco menos (49%) respondem o mesmo quando a pergunta incide sobre a realidade do seu "bairro". De acordo com a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF, o saldo positivo quanto à situação atual de Lisboa é comum aos residentes de quase todos os grupos de freguesias, e em particular entre os que vivem em Benfica/Carnide (59% de satisfação). A exceção à regra são os que habitam em Santa Maria Maior/Misericórdia/Santo António/S. Vicente: aqui o saldo é negativo (36% de descontentes, face a 32% que estão satisfeitos).

Sondagem: Rui Moreira, um presidente influente e competente, mas menos solidário



O atual presidente da Câmara do Porto tem clara vantagem sobre os outros cinco candidatos à autarquia em vários atributos pessoais. Maioria dos portuenses "foge" a escolher o mais honesto. Rui Moreira é o candidato mais influente (59%), mais competente (55%), mais solidário (38%) e mais honesto (23%). E daria, portanto, um melhor presidente de Câmara do Porto (54%), de acordo com a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. A exemplo do que acontece na projeção de resultados, o autarca independente vence por goleada, quando se coloca aos portuenses uma série de questões relativas a atributos pessoais. O melhor resultado do atual presidente é na influência (59%), mas essa é a característica que os cidadãos menos valorizam (só 3% dizem que é a mais importante).

Sondagem: Moreira tem mais do dobro do potencial de voto que rivais do PSD e PS



Candidato independente à Câmara do Porto soma 74% entre os portuenses com a certeza do voto e os que "poderiam" votar. Vladimiro Feliz (PSD), Tiago Barbosa Ribeiro (PS) e Ilda Figueiredo (CDU) estão praticamente empatados. Rui Moreira é o claro favorito a vencer as eleições para a Câmara do Porto, de acordo com uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. O seu potencial de voto (74%) mais do que duplica o trio de principais perseguidores: Vladimiro Feliz, do PSD (29%); Tiago Barbosa Ribeiro, do PS (27%); e Ilda Figueiredo, da CDU (27%). A um mês das autárquicas, o independente é também o candidato com a menor taxa de rejeição (22%). No próximo domingo, com a publicação da segunda parte da sondagem, ficará claro como é que este potencial se poderá materializar em intenções de voto.

O trabalho de campo da sondagem decorreu entre 12 e 19 de agosto e fica claro, nos resultados, que Moreira, que se recandidata a um terceiro mandato, está nesta altura num patamar superior ao dos adversários: 74% de potencial de voto correspondem à soma dos que têm a certeza e dos que admitem votar no autarca portuense. E estão em linha com as taxas de resposta a outras questões: 64% fazem uma avaliação positiva da sua presidência; 76% estão satisfeitos com a sua gestão da pandemia; e apenas 35% admite que o caso Selminho teve um impacto negativo na sua avaliação.

Homens são os principais transmissores do vírus da covid-19, indica estudo



Além da maior suscetibilidade a apresentar quadros graves de covid-19 e a morrer em decorrência da doença, os homens são mais primeiramente infectados e, consequentemente, podem ser os principais transmissores do SARS-CoV-2. É o que sugere um estudo feito por pesquisadores do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco (CEGH-CEL) – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepids) financiados pela Fapesp –, com base em um levantamento epidemiológico que envolveu 1.744 casais brasileiros. Os resultados do trabalho foram divulgados na plataforma medRxiv, em artigo ainda sem revisão por pares.

Sondagem: Presidentes de Junta de Lisboa mais populares que o da Câmara



Benfica e Carnide são as autarquias em que a avaliação dos cidadãos atinge os valores mais elevados. Autarcas do Parque das Nações e Olivais e da Penha de França e Arroios, são os que têm a pior avaliação. Os presidentes das juntas de freguesia de Lisboa estão melhor cotados entre a população do que o atual presidente de Câmara. Se Medina consegue 42% de avaliações positivas, os líderes das juntas acumulam, em média, 49%. E são apenas 21% os lisboetas que se mostram descontentes. Ainda assim, há 10% de fregueses que nem sequer se sente capaz de fazer uma avaliação, como mostra a sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. A avaliação aos presidentes de Junta não é igual em todas as zonas de Lisboa. Mas não é possível analisar o resultado em cada uma das 24 freguesias da cidade, uma vez que a sondagem as agrupou, de forma a assegurar maior dimensão à amostra de cada segmento.

OS MELHORES E OS PIORES

É possível, ainda assim, perceber que a maior satisfação com os presidentes de Junta está no duo de freguesias de Benfica (PS) e Carnide (CDU). É aqui que os autarcas conseguem a maior percentagem de avaliações positivas (66%), a menor quantidade de notas negativas (12%) e, em resultado disso, o saldo positivo mais expressivo (54 pontos). Os autarcas que mais se aproximam deste resultado são os da Estrela (PSD) e Campo de Ourique (PS), com 43 pontos de saldo positivo.

Onde os presidentes de Junta têm menor popularidade é nos grupos de freguesias do Parque das Nações/Olivais e da Penha de França/Arroios (todas socialistas). O saldo continua a ser positivo (14 e 15 pontos, respetivamente), mas é o mais baixo da cidade. É também nestes dois grupos que há mais gente a fazer uma avaliação negativa dos autarcas (28% e 27%) (Texto do jornalista Rafael Barbosa, Jornal de Notícias)