quarta-feira, setembro 23, 2026

Curiosidades: Vesna Vulović nem deveria estar naquele voo...

Vesna Vulović nem deveria estar naquele voo. Segundo ela contou anos depois, uma confusão da companhia aérea com outra comissária que também se chamava Vesna fez com que fosse escalada para trabalhar no voo 367 da JAT Yugoslav Airlines. Em 26 de janeiro de 1972, ela embarcou em Copenhague sem imaginar que entraria para a história. Menos de uma hora depois da decolagem, enquanto o avião sobrevoava a então Tchecoslováquia, uma explosão destruiu o DC-9 em pleno ar. A aeronave se partiu em três pedaços a uma altitude de aproximadamente 10.160 metros, mais alta que o topo do Monte Everest. Das 28 pessoas a bordo, 27 morreram. Vesna foi a única sobrevivente.

De acordo com a investigação oficial, uma bomba escondida na bagagem provocou a explosão. Com a despressurização, passageiros e tripulantes foram lançados para fora da aeronave, mas Vesna permaneceu presa dentro de uma parte da fuselagem, aparentemente imobilizada por um carrinho de serviço. A seção onde ela estava despencou em direção a uma região montanhosa e coberta de neve perto do vilarejo de Srbská Kamenice. A combinação de árvores, neve e o ângulo em que aquela parte do avião atingiu o terreno pode ter ajudado a absorver parte da energia do impacto. Quando um morador chamado Bruno Honke chegou aos destroços, encontrou Vesna ainda viva. Ele havia servido como médico durante a Segunda Guerra Mundial e prestou os primeiros socorros até a chegada das equipes de resgate.

Sobreviver foi apenas o começo.

Vesna sofreu fratura no crânio, quebrou as duas pernas, três vértebras, a pelve e várias costelas. Ficou temporariamente paralisada da cintura para baixo e passou 27 dias em coma. No total, permaneceu hospitalizada por cerca de 16 meses. Ela não se lembrava do acidente. Sua última memória era de passageiros embarcando em Copenhague. Mesmo assim, depois de meses de tratamento e cirurgias, conseguiu voltar a andar. Cerca de dez meses depois já caminhava novamente, embora tenha ficado com uma sequela permanente na coluna. A história transformou Vesna em uma celebridade na antiga Iugoslávia. Em 1985, ela recebeu pessoalmente de Paul McCartney um certificado do Guinness reconhecendo um recorde que permanece associado ao seu nome até hoje: a maior queda sobrevivida sem paraquedas, 10.160 metros. Anos depois surgiram teorias questionando a versão oficial e alegando que o avião poderia ter caído de uma altitude muito menor. As alegações nunca apresentaram evidências suficientes para derrubar a investigação oficial, e o Guinness continua reconhecendo os 10.160 metros como recorde.

Talvez o detalhe mais surpreendente seja que Vesna não desenvolveu medo de voar. Depois de se recuperar, quis voltar a trabalhar como comissária. A companhia preferiu colocá-la em funções administrativas, onde permaneceu durante anos. Vesna morreu em 2016, aos 66 anos, mais de quatro décadas depois daquele dia. Em 1972, um avião se desintegrou no céu e 27 pessoas perderam a vida. No meio dos destroços, uma jovem comissária foi encontrada respirando. Ela havia caído mais de 10 quilômetros sem paraquedas. E sobreviveu (fonte: Facebook, Enfim, História)

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