sexta-feira, setembro 25, 2026

56% querem oposição a viabilizar Orçamento: maioria rejeita eleições em caso de chumbo

A maioria dos inquiridos considera que PS e Chega devem permitir a aprovação do Orçamento do Estado para 2027, numa altura em que falta menos de um mês para a entrega da proposta do Governo. Se o documento for chumbado, a opção preferida passa por Luís Montenegro apresentar uma nova proposta, em vez de o país avançar para eleições antecipadas. Segundo o barómetro da Intercampus para CM, CMTV, NOW e ‘Negócios’, 56,3% dos participantes defendem que os partidos da oposição devem viabilizar o Orçamento do Estado para o próximo ano. O valor representa uma subida em relação aos 50,8% registados em julho.

Em sentido contrário, 18,7% consideram que a oposição deve chumbar o documento, abaixo dos 22% registados em julho. Outros 25% não assumem uma posição.

O trabalho de campo decorreu entre 7 e 14 de setembro, numa altura marcada pelo chumbo da moção de censura apresentada pelo Chega em torno da atuação do ministro da Administração Interna, Luís Neves, e pelo aumento das críticas do secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, à resposta do Governo à escalada dos combustíveis.

Apesar desse contexto político, os resultados mostram um reforço do apoio à aprovação do próximo Orçamento do Estado.

Maioria quer que PS viabilize Orçamento

Quando a pergunta é feita especificamente sobre o Partido Socialista, 54,8% dos inquiridos defendem que o PS deve viabilizar o OE 2027, enquanto 19% consideram que o partido deve votar contra. No caso do Chega, a diferença é menor. De acordo com o barómetro da Intercampus para CM, CMTV, NOW e ‘Negócios’, 49,1% defendem que o partido deve permitir a aprovação do Orçamento, enquanto 24% preferem um voto desfavorável.

Existe, assim, uma inclinação maior para que seja o PS a dar novamente aval a um Orçamento apresentado pelo Governo liderado por Luís Montenegro. José Luís Carneiro tem aumentado as críticas à resposta do Executivo perante a subida do custo dos combustíveis, mas, até ao momento, não recuou na posição de estabelecer quatro condições para admitir a viabilização do Orçamento, nenhuma delas diretamente relacionada com o aumento do custo de vida. Segundo a informação divulgada, o Governo já terá feito “meio caminho” relativamente a essas exigências.

Se Orçamento chumbar, maioria não quer eleições O barómetro avaliou também o que deveria acontecer caso a proposta para 2027 não seja aprovada. A realização de eleições antecipadas recolhe o apoio de 20,2% dos inquiridos, praticamente em linha com os resultados obtidos em julho.

A solução preferida é outra: 62,6% defendem que o Executivo de Luís Montenegro deve apresentar uma nova proposta de Orçamento do Estado. Em julho, esta opção reunia 65,1% das respostas.

A possibilidade de o Governo continuar a governar em regime de duodécimos, dentro dos limites do Orçamento aprovado para 2026, é a alternativa com menor apoio, reunindo 9,2%. Outros 8% não sabem qual deveria ser a solução.

O estudo da Intercampus para CM, CMTV, NOW e ‘Negócios’ foi realizado junto de 609 pessoas com 18 ou mais anos, eleitoralmente recenseadas e residentes em Portugal Continental. As entrevistas decorreram entre 7 e 14 de setembro de 2026. A margem máxima de erro é de 4%, para um intervalo de confiança de 95%, e a taxa de resposta foi de 51,5% (Executive Digest)

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