segunda-feira, julho 11, 2022

José Bolieiro do DN-Lisboa: "Fazemos uma aposta estratégica na definição da marca Açores e na excelência do seu produto"

A caminho de cumprir já dois anos como presidente do governo regional, José Manuel Bolieiro falou com o DN à margem da GlexSummit, realizada em Ponta Delgada, de temas como evitar o turismo de massas, promover o desenvolvimento sustentável das ilhas, contrariar a quebra demográfica com criação de melhor emprego, mas também atraindo imigrantes, e ter mais contrapartidas pela Base das Lajes. Faz um balanço positivo da coligação regional de direita e diz-se entusiasmado com o PSD nacional liderado por Luís Montenegro.

Os Açores são pequenas ilhas, mas, de repente, sentem-se no centro do mundo, quando recebem uma conferência como, nesta semana, a GlexSummit, com tantos cientistas que elogiam a localização no meio do Atlântico, a beleza natural e arquitetónica , e o mar imenso em redor?

- Sem dúvida. Eu tenho valorizado a formação da opinião pública através da demonstração das oportunidades que os Açores têm para o seu próprio desenvolvimento no futuro, mas também das oportunidades que dão à projeção atlântica de Portugal enquanto país e enquanto estado-membro da União Europeia. É a compreensão integral do nosso território, não só dos Açores, mas do país, e muito por causa dos Açores. Porque se definirmos o país e a Região Autónoma dos Açores, na sua componente territorial reduzida, à questão terrestre, somos pequenos e periféricos, no caso do continente português, e pequenos e ultraperiféricos, no que diz respeito às ilhas dos Açores. Mas se acrescentarmos à nossa dimensão territorial as componentes marítima e espacial já os Açores dão a Portugal e Portugal dá à Europa uma dimensão planetária de relevância estratégica. Geoestratégica no que diz respeito ao seu posicionamento no mundo, na ligação sobretudo do Velho Mundo com o Novo Mundo, mas igualmente geoestratégico no que diz respeito à sustentabilidade planetária, numa cada vez mais excessiva economia carbonizada e onde os oceanos precisam de ser preservados, porque têm um papel fundamental na captura de carbono. Mas, sobretudo, também da relevância da biodiversidade e de manutenção das condições climáticas no planeta. E, por isso, temos de olhar o futuro como uma oportunidade e não como uma fatalidade, temos de valorizar a ciência e os talentos da investigação científica.

Quando olha para estes cientistas que estão a promover a imagem dos Açores, não está a pensar em que sejam embaixadores do turismo de massas, mas sim de um turismo de qualidade?

- É isso mesmo. No que diz respeito às oportunidades que, enquanto Centro de Congressos, os Açores também se podem constituir para a ciência, em que naturalmente se promove pela notabilidade, pela notoriedade dos eventos e também pela pedagogia de informação enquanto destino turístico. Mas não é para um turismo massificado. Tem de ser sobretudo seletivo, de valor acrescentado e preservando, no que diz respeito à nossa pegada ambiental e ecológica, os spots de natureza que são o nosso principal ativo. Daí que entenda que a nossa economia e o nosso desenvolvimento não deve desvanecer-se pela massificação. Pelo contrário, deve resistir à massificação. As nossas políticas públicas de desenvolvimento turístico vão potenciar exatamente esse caminho. Que, aliás, é respeitar o histórico. Nós nunca fomos um destino turístico de especial dimensão mundial. Também provavelmente nunca tivemos a vocação, enquanto alavanca do nosso desenvolvimento económico, de fazer do turismo o principal pilar. Mas agora, neste período, com a mobilidade cada vez mais facilitada, intercontinental, os Açores estão no centro do mundo e podem e devem sê-lo. Queremos promover isso como um elemento também da alavanca da economia turística. Mas com estas limitações, com esta estratégia. Fazer tudo de acordo com um desenvolvimento sustentável também na sua componente turística, respeitador da nossa natureza, da nossa biodiversidade.

Uma curiosidade pós-40º Congresso nacional do PSD


Nas eleições para o Conselho Nacional do PSD (70 mandatos eleitos fora inerências), no 40º Congresso Nacional recentemente realizado no Porto, concorreram 6 listas. Uma oficial (A), apadrinhada por Luís Montenegro, que obteve 404 votos, 91,2% e elegeu 42 mandatos, 60%. Uma outra (B) liderada pelo ex-secretário-geral de Passos Coelho, Matos Rosa, que obteve 101 votos e elegeu 10 conselheiros, 14%. Uma outra (C) atribuída a ex-deputados laranjas em São Bento que somou 63 votos e elegeu 6 conselheiros. A lista D de ex-elementos da distrital de Lisboa, ficou-se pelos 35 votos e 3 mandatos. A lista I rotulada de lista do "interior" não foi além de 15 votos e 1 mandato. Já a lista J liderada pelo líder da JSD de Aveiro totalizou 66 votos e 6 mandatos no Conselho Nacional. Finalmente a lista V, da estrutura social-democrata da Guarda, somou 25 votos e elegeu 2 mandatos. Em números absolutos, votaram para o Conselho Nacional 721 delegados, dos quais nove brancos e três nulos. Ou seja as listas ditas mais basistas num partido supostamente basista viram afinal o que vale o basismo (18 dos 70 mandatos eleitos). Porque o "elitismo" corporativista nos partidos, mais ou menos rafeiro, continua a ser muito forte, cada vez mais, esmagando se necessário quem não alinhar pelo mesmo dispasão (LFM)

Pandemia agravou risco de pobreza de famílias monoparentais de 25% para 30% num ano


No Dia Mundial da População, a Pordata divulga um conjunto de mais de 50 indicadores que permitem fazer uma "radiografia abrangente" do país nos últimos três anos. Pandemia prejudicou os rendimentos das famílias e trouxe mais dívida pública. A pandemia agravou o risco de pobreza a nível nacional e quem mais sofreu foram as famílias monoparentais, com pelo menos um dependente. A conclusão é da base de dados Pordata que detalha que, entre 2019 e 2020, houve um aumento de 4,7 pontos percentuais na taxa de risco de pobreza das famílias monoparentais, passando de 25,5% para 30,2%. No mesmo período, a taxa de risco de pobreza da população em geral também aumentou, em 2,2 pontos percentuais, passando de 16,2% para 18,4%.

São números preocupantes e que poderão agravar-se em 2022, tendo em conta a subida em flecha da inflação que afeta o custo de vida de famílias e empresas. Segundo a última atualização do Eurostat, a inflação estimada para Portugal (9%), em junho, estava acima da média da Zona Euro (8,1%). Mas a tendência de aumento da inflação já era visível no período estudado. De acordo com os dados da Pordata, a taxa de inflação estava nos 0,3% em 2019, o último ano pré-pandemia, tendo crescido para 1,3% em 2021, com a reabertura da economia a permitir o regresso do consumo.

Portugal: Primeiro impacto da guerra pode roubar 1,2 mil milhões de euros à produção nacional

O Governo publicou estudo sobre os impactos na atividade nacional, onde já identifica setores que podem ser mais afetados pela crise, como produção de máquinas, equipamentos e veículos automóveis. A economia portuguesa não é das mais expostas à situação crítica provocada pela guerra da Rússia contra a Ucrânia, mas já há efeitos negativos sobre as exportações portuguesas e a produção nacional que podem ser estimados. Segundo um estudo de um centro de investigação governamental, o choque nas exportações nacionais de bens já poderá ascender a quase 770 milhões de euros, menos 1,3% face ao nível pré-pandemia (2019). A produção nacional associada às exportações poderá ter sofrido um revés de 1,2 mil milhões de euros, menos 0,3% face ao nível pré-pandemia. Como referido, o governo publicou na semana passada um primeiro estudo mais detalhado sobre os impactos na atividade nacional, onde também já identifica alguns setores que podem estar a ser mais afetados pela crise bélica, como é o caso da produção de máquinas, equipamentos e veículos automóveis.

domingo, julho 10, 2022

Aeroporto: um verão de terror. TAP em colapso?

O aeroporto de Lisboa está o caos mas não é caso inédito na Europa e no mundo. Especialista explica ao Nascer do SOL as causas e consequências destes problemas e não tem dúvidas: ‘Houve e está a haver uma enorme negligência’. Caos. É esta a palavra que melhor descreve o aeroporto de Lisboa nas últimas semanas. Cancelamentos e atrasos são uma realidade e são centenas os passageiros com os nervos à flor da pele sem local onde ficar e sem saber o que fazer.  Quando o problema ficará resolvido não se sabe, mas a NAV anunciou esta sexta-feira uma nova Carta de Operações com a Força Aérea, para o verão, que vai permitir reduzir atrasos no aeroporto de Lisboa e maior otimização da capacidade da infraestrutura. «Esta nova carta de operações redesenha o espaço aéreo, com cedências de espaço em períodos temporais nas áreas militares de Monte Real e de Sintra, contribuindo positivamente para a redução de atrasos das aeronaves e na maior otimização da capacidade da área terminal e das aproximações ao aeroporto Humberto Delgado», lê-se num comunicado enviado pela prestadora de serviços de navegação aérea. Segundo a NAV, o novo acordo foi feito no âmbito do Órgão Permanente para a Coordenação da Gestão e Uso do Espaço Aéreo (OCEA), do qual fazem parte a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), a Autoridade Aeronáutica Nacional (AAN), a NAV Portugal e a Força Aérea Portuguesa.

Luís Araújo: "O turismo perdeu 50 mil trabalhadores desde 2019"

 

O presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, fala dos constrangimentos por que o setor está a passar e apresenta soluções. As receitas totais deverão atingir os 27 mil milhões em 2027, mas é preciso mais mão-de-obra e mais qualificada e o país tem de acelerar a transição digital e ambiental. A afirmação de que o Norte devia apostar na Ibéria e no aeroporto de Madrid enquanto ligação aérea escandalizou muita gente e levou partidos a exigirem explicações do presidente do Turismo de Portugal e a pedirem a sua presença no Parlamento. Luís Araújo lembra que Portugal depende em 70% do turismo internacional e que 90% desses turistas chegam por via aérea. "Por isso, não há dúvidas, o país precisa de conectividade. E isso consegue-se através dos cinco aeroportos nacionais e trabalhando com todas as companhias" de aviação, diz. Só este verão Portugal já tem a capacidade aérea que tinha em 2019, antes da pandemia, e com as novas rotas a serem criadas por diversas companhias aéreas, incluindo as low-cost, o inverno deverá ser ainda melhor do que há três anos.

Membro do BCE defende subida acentuada das taxas de juro para conter inflação

Além de uma subida inicial de 50 pontos base já em julho, Robert Holzmann, membro do BCE, considera que deve ser considerada uma subida ainda maior em setembro para conter a inflação. Robert Holzmann, membro do Conselho do Banco Central Europeu (BCE), voltou a insistir na necessidade de aumentar as taxas de juro diretoras até setembro, apontando para um aumento de 125 pontos base, caso a inflação não abrande, noticia a Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês). Além de uma subida inicial de 50 pontos base já em julho, o membro do BCE considera que deve ser considerada uma subida ainda maior em setembro, de forma a desviar a economia para águas mais calmas. “Quando a situação não melhora, um aumento de 0,75 pontos percentuais pode eventualmente ser necessário“, sinalizou Robert Holzmann, acrescentando que “chegou a hora de dar passos claros nas taxas, caso contrário, a inflação continuará a disparar”. Esta posição contrasta com a orientação dada pelo próprio banco central, que defende uma subida dos juros diretores de 25 pontos base já em julho, a que seguirá outro aumento em setembro. A presidente do BCE, Christine Lagarde, já adiantou que este segundo aumento dependerá da evolução da inflação e que pode ser maior do que o primeiro (ECO digital, texto da jornalista Joana Morais Fonseca)

Caos nas viagens aéreas veio para ficar. Saiba porquê e fique com alguns conselhos


“Agora é o verão do nosso descontentamento” não são as palavras exatas de Shakespeare em “Ricardo III”, mas para quem vai viajar de avião nos EUA e na Europa é exatamente nisso que este verão se está a transformar. Os voos estão a desaparecer dos horários - alguns à última da hora, porque as companhias aéreas não oferecem os serviços nos quais os passageiros gastaram quantias significativas de dinheiro, muitas vezes na esperança de aproveitar a primeira fuga em anos. Mais de 1500 voos foram cancelados, apenas nos EUA, no último sábado e domingo, e os EUA estão a entrar no movimentado fim de semana do 4 de julho. A Delta Air Lines reduziu cerca de 100 voos por dia da agenda de julho para “reduzir as perturbações” e emitiu uma declaração oficial para os passageiros do 4 de julho, com volumes de passageiros “não vistos desde antes da pandemia”. A Air Canada disse que cancelará até 10% dos voos em julho e agosto, cerca de 150 por dia. A maioria das principais companhias aéreas dos EUA está a passar por aumentos acentuados nos cancelamentos

Gráfico: Alteração na taxa de cancelamento em 2022 em comparação com a média de 2017-2019 No gráfico é possível perceber que todas, exceto duas, das 13 principais companhias aéreas dos EUA, têm taxas de cancelamento mais altas este ano em comparação com as médias pré-pandemia no mesmo período, entre 2017 e 2019.  O gráfico inclui voos com partida ou chegada aos EUA em companhias aéreas norte-americanas que tiveram mais de mil milhões de dólares em lucros no ano fiscal de 2020. Dados de 26 de junho de 2022.

Nota: não, o caminho não pode nem deve ser esse


Eis-nos perante ameaças (ou insinuações) de recurso a expulsões de militantes de um partido, que é o mesmo que dizer a falta de respeito pela liberdade diferenciada de opiniões e pensamentos. Um regresso a tempos recentes em que se passava rigorosamente o mesmo, em que pedidos de expulsão acabaram no fundo de gavetas, sem nunca se terem concretizado, o que provavelmente o que permitiu cenários posteriores.

Enquanto militante 101 do PSD-M, desde 1974 para ser mais concreto, sempre consegui manter a minha liberdade de pensamento e durante muitos anos o distanciamento que por razões profissionais me era exigido.

Porque não acredito, sempre o disse e mantenho reforçadamente essa opinião, em cinzentos e muito menos em "independentes", porque todos eles votam e fazem escolhas. Em política fazer uma escolha é tomar uma opção. Isto de quererem andar com um pé em cada margem do rio ou satisfazerem ao mesmo tempo Deus e o Diabo é coisa para patéticas histórias do imaginário protagonizadas por hipócritas doentios e vaidosos.

Mas quando toca a corneta dos tachos todos esses "atributos" de cinzentismo mentiroso e "independência" inventada e oportunista, caiem por terra. E nem se trata de manter uma postura de imposição de valores consensualizada. Nada disso. Servem o primeiro que lhes bate à porta.

Por isso são os piores, porque não podemos confiar em quem assim se comporta. Depois existem os bandalhos, o termo é esse já que falamos dos que vivem sob a capa de anonimato que alguns conhecem, indivíduos que jogam em vários tabuleiros, que se organizam em redes burlescas e sem grande impacto, vocacionadas para a invenção, para o insulto e o enxovalho público, usando as várias frentes das desreguladas redes sociais, para denegrirem quem pensa de forma diferente que eles, quem num partido pode ser considerado potencial adversário para estratégias individuais ou de grupos de interesses internos, tentando derrubar aqueles que aparentam ser obstáculos aos intentos que que esses mafiosos de pacotilha e saloios defendem sob a capa do anonimato.

Esses bandidos é que conspurcam os partidos, mas tanto são bandidos os que corporizam esses esquemas, assentes em estranhas cartilhas de autoria conhecida, como aqueles que lideram estes grupos de "anónimos", como aqueles que sabem o que se passa e toleram - com uma nuance, estes só se irritam quando os visados são eles próprios, a sua vida privada, os seus negócios falidos, as dívidas, as insinuações de comportamentos eticamente reprováveis e incompatíveis com a seriedade na política activa, etc. Desde que sejam os outros os alvos e as vítimas, está tudo bem.

Esses é que deviam ser expulsos, todos, de partidos políticos que são instituições públicas respeitadas e financiadas pelo erário público - e bem, contra isso nada tenho contra, até porque apesar dos avanços legais realizados nos últimos anos, continuo a ter, sempre tive, um enorme pavor dos efeitos do financiamento privado que nunca acontece por acaso... - mas que depois assumem posturas e comportamentos próprios de bandidagem sem escrúpulos, que acabam por transformar os partidos onde militam em meros sacos de bosta quando se trata de falar de valores, de éticas, de princípios, etc.

Por favor, não falemos mais de expulsões, por incapacidade de reunir consensos alargados e de mobilizar as pessoas pacificamente e torno de causas comuns.

E não, os partidos não ganham eleições apenas por estarem unidos internamente, algo que, sobretudo em períodos eleitorais, todos sabemos que nunca acontecerá. Normalmente é assim. Ajuda sim, mas essa unidade interna não resolve tudo, o essencial.

Os partidos não ganham eleições com chavões, com ilusões ou mitos. Eles ganham eleições de convencerem desde logo todos os seus militantes, mas sobretudo se convencerem a sociedade civil em geral, porque é lá que se ganham ou se perdem eleições. Não falemos em expulsões, muito menos nesta fase difícil da vida dos Madeirenses, e do agravamento do impacto desta crise económica, social, do aumento das taxas de juro, das rendas, das prestações bancárias, de tudo isso conjugado que vai afectar os rendimentos das pessoas e o seu poder de compra. Isso é que deve constituir a prioridade de quem governa, de perceber o que vai acontecendo a cada momento, de pensar medidas para as terem preparadas caso sejam necessárias, de deixar o espectáculo mediático, absurdo e patético, que alimenta tantos egos fracos que por aí andam, mas que infelizmente do qual muitos dependem, seja poder ou oposição. Deixemos de falar em expulsões, por que isso revela fragilidade, medo, autoritarismo, falta de respeito democrático pela liberdade do outro, mesmo sabendo-se que o PSD e o PS, de uma maneira geral, são os principais partidos a recorrerem a essa postura que em nada funciona a favor deles. Dúvidas? Vejam lá quantos votos têm hoje e quantos votos tinham no passado recente. Isso é o que conta num partido de poder. (LFM)

Nota: se eventualmente posso vir a ser um dos potenciais visados pela ameça, então peço a expulsão imediata - nem recorro - por que não quero prejudicar um partido ao qual aderi quando muito dos lá estão em lugares de liderança, nem nascidos eram! Serei sempre, nesse caso não um militante de base, mas um simpatizante, que preservará a sua identidade e a sua liberdade de pensar, diferente quando achar por bem fazê-lo e disso dar público testemunho. Hoje sou um militante que não quer nem nunca mais regressará a lugares, muito menos agora por que a vida nem sempre o permite quando nos deixa avisos. Um militante ou simpatizante que, repito, nunca abdicará do seu direito a pensar por si e, em coerência, defender o que entende ser , mesmo que seja o único a dizê-lo publicamente, o melhor para o partido ao qual aderi em 1974, o ano do 25 de Abril!

Por acaso o PSD-M ouviu o que Ventura disse na CNN-P sobre as regionais de 2023?

Mesmo ressalvando os habituais exageros e mentiras de André Ventura do Chega,  a minha dúvida é saber se a malta do PSD-M, que deve acompanhar estas coisas, por acaso foi informada ou ouviu as declarações do líder da extrema-direita na CNN-Portugal, que garantiu que na Madeira em 2023 o PSD-M só terá um governo se ele for apoiado pelo Chega, a exemplo dos Açores? Claro que estas declarações valem o que valem e que até Outubro de 2023 muita água vai correr debaixo das pontes. 

Sabendo que a prioridade são as potenciais ameaças decorrentes que factos que o poder não controla - caso de um potencial agravamento da crise económica e social dos masdeirenses,  devido ao adicionar de motivos novos, caso do agravamento das prestações bancárias, sobre-endividamento das famílias e dos rácios de pobreza forçada devido à queda de rendimentos e falta de trabalho, instabilidade nas empresas, aumento das taxas de juro defendido pelo BCE, continuação da inflação a valores intoleráveis, ausência de aumentos salariais que possam atenuar esse impacto social bastante negativo, etc - e não a apologia de expulsões que deixam no ar muitas interrogações e dúvidas sobre as causas destas motivações recentres e novas que apenas alimentarão estes projectos radicais que queremos à margem do poder... Entrevista de Ventura à CNN-Portugal aqui

terça-feira, julho 05, 2022

Em Portugal, os mais ricos ganham cinco vezes mais do que os mais pobres. Distribuição de rendimentos é das mais desiguais da UE

Os dados mais recentes do Eurostat, o instituto de estatística da União Europeia mostram que, a percentagem de 20% dos portugueses mais ricos têm rendimentos cinco vezes acima dos 20% mais pobres. Os dados analisados pelo ‘Negócios’ mostram que, desta forma, Portugal é um dos países com maior disparidade no bloco, sendo, em 2020, o quarto país da UE com a distribuição mais desigual. À nossa frente estava apenas a Bulgária, a Lituânia e a Letónia. Mais especificamente, os 20% mais ricos receberam uma percentagem de rendimento disponível de 39,6%, enquanto os 20% mais pobres ficaram com 7,9% desse rendimento disponível, o que representa uma diferença superior a cinco e coloca Portugal abaixo da média europeia, em que 8% do rendimento foi para a população mais pobre. A publicação dá ainda conta que, para os 20% mais ricos, o rendimento disponível da UE é de 38,1%, o que faz com que Portugal esteja acima desta média. Outro dos indicadores analisado foi a mediana do rendimento disponível equivalente em paridades do poder de compra, que em Portugal era de 12.333 em 2020, abaixo da média europeia de 17.871. No entanto, o Eurostat refere que o indicador não “captura a distribuição de rendimento entre a população”, sendo pouco explícito relativamente a desigualdades económicas (Executive Digest)

FMI quer mexer nas pensões e Governo mostra-se a favor

Fundo Monetário diz que Portugal precisa de racionalizar a despesa, num contexto de envelhecimento, e recomenda alterações. Executivo quer criar comissão para “para apresentar uma reflexão sobre a sustentabilidade e formas de diversificação de fontes de financiamento da Segurança Social" O Fundo Monetário Internacional quer mexer nas pensões e o Governo está favorável a que sejam tomadas medidas que reforcem a sustentabilidade do sistema de pensões, avança o Jornal de Negócios desta terça-feira. Segundo o jornal, no relatório do chamado Artigo IV, a instituição recomenda alterações à fórmula de cálculo ou uma progressiva subida da idade de acesso às reformas antecipadas, dizendo mesmo que é necessário racionalizar a despesa, num contexto de envelhecimento.

Luís Montenegro assume apoio às regiões autónomas

 

Luís Montenegro depois de ter sido consagrado líder nacional do PSD assumiu que apoia a luta das regiões autónomas. O presidente social-democrata destacou a governação na Madeira e nos Açores.


segunda-feira, julho 04, 2022

Um em quatro norte-americanos acredita que “em breve será preciso pegar em armas” para fazer frente ao governo, revela sondagem

A conclusão emerge de uma sondagem realizada pela Universidade de Chicago e revela um nível bastante alto de desconfiança da população nos Estados Unidos relativamente às autoridades governamentais no país. A análise, que abrangeu mil norte-americanos inscritos nos cadernos eleitorais, aponta que 28% da população acredita que “em breve, será necessário pegar em armas” para combater um governo que consideram que está contra elas. Essa percentagem sobre para mais de 33% quando se considera a amostra de respondentes que se identificam como republicanos. Por outro lado, 49% do total de pessoas que responderam ao inquérito admitem que se reveem cada vez menos no país. Os autores do trabalho apontam que os dados “revelam não apenas as crescentes divisões que temos testemunhado nos últimos anos, mas também fortes sentimentos de que os órgãos de comunicação social contribuem para estas divisões”, através do enviesamento intencional da opinião do público que alcançam.

Henry Kissinger e a guerra na Ucrânia


Açores: Governo quer evitar massificação do turismo


O executivo regional está a preparar um plano estratégico de desenvolvimento turístico para os Açores

Nota: ajudar a refescar certas mentes muito esquecidas em nome de uma informação séria


Presumo que o PSD-M não elegeu ninguém para a Comissão Política Nacional, nem para o Conselho de Jurisdiçao nacional nem para a chamada Comissão Nacional de Auditoria Financeira. Ficaram o Conselho Nacional e a Mesa do Congresso. Será que a eleição de Miguel Albuquerque para a liderança da Mesa do Congresso foi caso raro? Ou que Pedro Calado foi o primeiro vogal do PSD-Madeira eleito para o Conselho Nacional? Sejamos sérios. A começar pela forma como se dão as notícias. Será que antes do 40º Congresso nacional o PSD-Madeira não existia? E que ninguém da RAM foi eleito para os órgãos nacionais dos social-democratas antes do "extraordinário" ano de 2022? E que a Madeira nunca teve antes ninguém a presidir aos órgãos nacionais do PSD? Como há memórias turvas ou entupidas - ou quem sabe se haverá algum ridículo branqueamento da verdade e da história?! - eu recordo  alguns dados, até correndo o risco, e por isso pedindo desculpa, de ser injusto e de deixar de fora alguns nomes de militantes do PSD-Madeira eleitos em Congressos Nacionais.



VI Congresso PSD (1978)

Comissão Política Nacional

Alberto João Jardim (Vogal)

VII Congresso PSD (1979)

Mesa do Congresso

Alberto João Jardim (Vice-Presidente)

PSD: lembrando todas as directas realizadas até hoje

1ª Eleição Direta

05 maio 2006

Eleitores: 55.486 / Votantes: 20.713 (37,33%)

Marques Mendes: 18.832 (90,92%)

2ª Eleição Direta

28 set 2007

Eleitores: 63.042 / Votantes: 39.353 (62,42%)

Luís Filipe Menezes: 21.101 (53,62%)

Marques Mendes: 16.973 (43,13%)

3ª Eleição Direta

31 Mai 2008

Eleitores: 77.090 / Votantes: 45.592 (59,14%)

Manuela Ferreira Leite: 17.278 (37,90%)

Pedro Passos Coelho: 14.160 (31,06%)

Pedro Santana Lopes: 13.495 (29,60%)

Patinha Antão: 308 (0,68%)

4ª Eleição Direta

26 mar 2010

Eleitores: 78.094 / Votantes: 51.748 (66,26%)

Pedro Passos Coelho: 31.671 (61,20%)

Paulo Rangel: 17.821 (34,44%)

José Pedro Aguiar Branco: 1.769 (3,42%)

Castanheira Barros: 138 (0,27%)

5ª Eleição Direta

03 mar 2012

Eleitores: 53.270 / Votantes: 21.412 (40,20%)

Pedro Passos Coelho: 20.266 (94,65%)

6ª Eleição Direta

25 jan 2014

Eleitores: 46.430 / Votantes: 19.711 (42,45%)

Pedro Passos Coelho: 17.521 (88,89%)

7ª Eleição Direta

05 mar 2016

Eleitores: 50.518 / Votantes: 23.422

Pedro Passos Coelho: 22.276 (95,11%)

8ª Eleição Direta

13 jan 2018

Eleitores: 70.692 / Votantes: 42.655 (60,34%)

Rui Rio: 22.728 (54,15%)

Pedro Santana Lopes: 19.244 (45,85%)

9ª Eleição Direta – 1ª volta

11 jan 2020

Eleitores: 40.604 / Votantes: 32.082

Votos brancos: 224 / nulos: 145

Rui Rio: 15.546

Luís Montenegro: 13.137

Miguel Pinto Luz: 3.030

9ª Eleição Direta – 2ª volta

18 jan 2020

Eleitores: 40.628 / Votantes: 32.582

Votos brancos: 207 / nulos: 132

Rui Rio: 17.157

Luís Montenegro: 15.086

10ª Eleição Direta

27 nov 2021

Eleitores: 46.664 / Votantes: 36.476

Votos brancos: 329 / nulos: 189

Rui Rio: 18.852

Paulo Rangel: 17.106

40º Congresso do PSD: Resumo dia III


Bruxelas pede a Kiev para acelerar luta contra a corrupção


A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu à Ucrânia para acelerar a luta contra a corrupção, garantindo ainda o apoio da União Europeia no "longo caminho" para a adesão ao bloco. Numa intervenção no parlamento ucraniano por videoconferência, Von der Leyen saudou as reformas já adotadas para a criação de “uma impressionante máquina anticorrupção”, sublinhando que estas “precisam de meios de ação e de boas pessoas em postos de responsabilidade”. “Convém que o novo chefe da Procuradoria Anticorrupção e o novo diretor do serviço nacional anticorrupção da Ucrânia sejam nomeados o mais rapidamente possível”, salientou ainda, defendendo também um procedimento legislativo de seleção dos juízes do Tribunal Constitucional. A líder do executivo saudou ainda a adoção por Kiev de uma lei destinada a desfazer “a influência excessiva dos oligarcas na economia” e apelou à adoção de legislação sobre a independência dos media, em linha com as normas da UE. Os líderes dos 27 concederam à Ucrânia, em 23 de junho, o estatuto de país candidato à adesão à UE, um percurso que será longo, mas para o qual o país conta com o apoio de Bruxelas, garantiu Ursula von der Leyen  (Sapo)

domingo, julho 03, 2022

Nicola Sturgeon prepara-se para anunciar segundo referendo de independência da Escócia

 

O Reino Unido está a caminho de uma nova crise constitucional, numa altura em que a primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, se prepara para planear um segundo referendo sobre a independência escocesa – com ou sem o acordo de Boris Johnson, avança o ‘Politico’. Segundo o jornal, num discurso de 20 minutos para legisladores no parlamento escocês (Holyrood), esta terça-feira, Sturgeon irá estabelecer o seu tão esperado caminho para um segundo referendo, prometendo seguir em frente mesmo se – como esperado – o governo britânico de Johnson continuar a reter o consentimento. A primeira sondagem em 2014, na qual o lado pró-União triunfou por 55% a 45%, seguiu a decisão do então primeiro-ministro David Cameron de entregar temporariamente a Holyrood o poder de realizar um referendo. Desta vez, não haverá consentimento de Westminster.

Caso CGD: Ministério Público pede para Berardo estar sujeito a apresentações periódicas às autoridades


O Ministério Público (MP) propôs a alteração das medidas de coação de Joe Berardo no caso CGD, requerendo apresentações periódicas às autoridades pelo empresário e admitindo a extinção da maioria das medidas aplicadas há cerca de um ano. De acordo com a nota divulgada pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Joe Berardo mantém ainda a caução de cinco milhões de euros que lhe foi aplicada pelo juiz de instrução Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal (TCIC), e o Termo de Identidade e Residência (TIR). Já em relação ao advogado André Luiz Gomes, igualmente arguido neste processo, o MP revelou que foi proposto apenas TIR. A revisão das medidas de coação deve-se à iminência de caducarem as medidas que foram aplicadas há praticamente um ano, no dia 02 de julho de 2021. Então, Joe Berardo e André Luiz Gomes foram proibidos de manter contactos entre si e com outras pessoas identificadas nos autos e de frequentar instalações de determinadas entidades, além da prestação de cauções, no valor de cinco milhões de euros para o empresário e de um milhão para o advogado.

Sondagem mostra luta renhida entre o “sim” e o “não” à independência da Escócia

 

Uma sondagem revela que 46% dos escoceses estão contra a independência da Escócia face ao Reino Unido, com 44% a dizer que votariam favoravelmente e 10% de indecisos. As opiniões do povo escocês mantêm-se profundamente fraturadas. A análise foi conduzida e revelada esta quinta-feira pelo jornal ‘The Scotsman’, e mostra, no entanto, que excluírem aqueles que ainda não têm uma opinião formada, o “não” sobe para 51% contra 49% que apoiam a saída. Estes números são conhecidos apenas dois dias depois de a Primeira-ministra da Escócia, Nicola Sturgeon, ter anunciado que o referendo sobre a independência da Escócia, um dos principais “cavalos de batalha” do seu governo, seria marcado para dia 19 de outubro de 2023. Contudo, essa decisão ainda não está firmemente estabelecida, pois existem dúvidas sobre se o referendo poderá ser realizado sem o aval de Londres. Se essa autorização for necessária, o referendo tem já morte anunciada, pois Boris Jonhson tem já expressado, em várias ocasiões, a sua oposição determinada à saída da Escócia do Reino Unido. Recorde-se que já em 2014 tinha sido realizado um referendo sobre a saída da Escócia, com 55% dos escoceses a votar contra a independência e 45% a favor. Embora Johnson defenda que deve ser respeitada a opinião dada pelos escoceses há seis anos, Sturgeon diz que o Brexit gerou uma séria de novas circunstâncias, pelo que o povo da Escócia se deve pronunciar uma vez mais. É também importante lembrar que Sturgeon quer que a Escócia faça parte da União Europeia, depois de ter sido obrigada a sair do bloco europeu com o Brexit (Multinews, texto do jornalista Filipe Pimentel Rações)

O meu aplauso: Açores querem circulo próprio para o Parlamento Europeu

A comissão para o Aprofundamento da Autonomia do parlamento açoriano decidiu, por proposta dos grupos parlamentares do PSD, CDS-PP e PPM, que as cinco iniciativas legislativas consensuais sobre essa matéria devem ser debatidas "sem mais demora" em plenário. Em comunicado, o PSD esclarece que "uma das iniciativas que reúne consenso é a criação, em cada uma das regiões autónomas (Açores e Madeira), de um círculo eleitoral próprio e plurinominal para a eleição de deputados ao Parlamento Europeu". Para os grupos parlamentares dos partidos que suportam o Governo Regional dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), a proposta "é urgente", tendo em conta a realização de eleições para o Parlamento Europeu já em 2024. A iniciativa "deverá ser concretizada através da apresentação de uma anteproposta de lei", a ser enviada para a Assembleia da República depois de aprovada no parlamento regional.

Embaixador na Venezuela elogia papel de portugueses na construção do país

O embaixador de Portugal elogiou o papel "notável e exemplar" dos portugueses na construção da Venezuela e falou sobre o futuro do país de acolhimento, sublinhando que depois da tempestade chega a bonança. “O vosso papel na construção da Venezuela tem sido notável, tem sido exemplar e tem sido também decisivo para o bom nome de Portugal nesta terra”, disse João Pedro de Vasconcelos Fins do Lago. O embaixador falava no Centro Português Caracas, para várias centenas de portugueses, por ocasião das celebrações locais do Dia da Região Autónoma da Madeira (RAM), entre sexta e segunda-feira, em vários estados venezuelanos. O diplomata sublinhou ainda que a importância de Portugal na Venezuela advém da importância da comunidade portuguesa, destacando as dificuldades dos últimos anos, da crise económica à pandemia da covid-19.

Direções da RTP com corte de 5% no orçamento - Nicolau Santos


O presidente da RTP diz, em entrevista à Lusa, que foi pedido às direções um corte de 5% do seu orçamento, tendo em conta o aumento dos custos, sublinhando que a empresa "é sustentável" com resultados positivos há 12 anos. No início de junho, o presidente do Conselho de Administração da RTP, Nicolau Santos, que assumiu o cargo há cerca de um ano, afirmou que provavelmente a RTP vai ter prejuízos este ano, tendo em conta o aumento de custos, a guerra, a que se soma o encargo de 12 milhões de euros do Mundial de Futebol no Qatar, contrato em 2011, mas que só agora vai ser contabilizado. "Primeira questão, a RTP é uma empresa sustentável, há 12 anos que dá resultados positivos", começa por sublinhar Nicolau Santos, referindo que, "ao contrário do que se possa pensar e a ideia de que todas as empresas públicas dão prejuízo, não é verdade, a RTP há 12 anos que dá resultados positivos e é muito importante que isso seja claro para toda a gente". Ou seja, o que mudou este ano, em primeiro lugar, foi "um aumento brutal dos custos da energia", aponta.

40º Congresso do PSD: resumo dia II


O que é ser Social Democrata no Século XXI?


Luís Montenegro no Encerramento do 40º Congresso Nacional do PSD


Encerramento do 40º Congresso Nacional do PSD


PSD: Madeira, nem melhor nem pior

A Madeira não está hoje melhor representada só por que Pedro Calado está no Conselho Nacional integrando a lista de Montenegro e Miguel Albuquerque passa de Vice-Presidente a Presidente do Congresso. Nem está pior do que estava antes. Esta é a minha opinião.

Por acaso já tiveram a preocupação de ver a evolução da representação do PSD-M nos órgãos nacionais do partido ao longo dos anos? E por acaso conhecem as normas estatutárias que protegem as estruturas regionais insulares do PSD em termos da presença na Comissão Política Nacional, por inerências ("Os Presidentes das Comissões Políticas Regionais dos Açores e da Madeira ou um representante de cada uma delas, pelas mesmas designadas, caso os respetivos Presidentes façam parte, por outro título, da CPN") dos Presidentes das Comissões Políticas Regionais das duas Regiões Autónomas? Se eles são membros da CPN por inerência o que a realidade mostra é que raramente algum dirigente das ilhas teve lugar de destaque nas CPN, por que na realidade é este o órgão do partido que dá maior visibilidade a quem delas faz parte. No tempo de AJJ raras vezes ele foi a reuniões daquele órgão partidário - contam-se pelos dedos de uma mão, julgo eu. Era quase sempre substituído por um dos deputados do PSD-M na Assembleia da República e algumas vezes por outro dirigente regional que se deslocava de propósito a Lisboa. Então façam esse levantamento e depois digam alguma coisinha... E nem falo de outros dirigentes regionais do PSD-M que ao longo dos anos fora, eleitos para o Conselho Nacional em listas que nada tinham a ver com a lista do líder nacional. Quanto a representações, sem ser em lugares de grande relevo, estamos falados. Ninguém descobriu a pólvora ou a roda este ano, no 40º Congresso do PSD. Era o que faltava!

Acresce que não dou valor nenhum a isto dos lugares nos órgãos nacionais do PSD, por que é tudo um negócio, de influências e de amiguismo. Portanto o que vier será bom para alguns "egos" mais ou menos inchados, mas depois volta tudo ao mesmo. Porque a importância dessas coisas morre no dia em que os Congressos acabam, porque a realidade é uma e apenas uma: o poder está onde sempre está nestes casos, na CPN do PSD e em mais lado nenhum, mesmo que o Conselho Nacional seja um órgão importante estatutariamente.

Lembro que no penúltimo Congresso, o 39º realizado em Santa Maria da Feira, Paulo Mota Pinto foi eleito Presidente da Mesa do Congresso, tendo como Vice-Presidente José Manuel Bolieiro (Presidente do Governo Regional dos Açores) e Miguel Albuquerque (Presidente do Governo Regional da Madeira). Para o Conselho Nacional na lista de Rui Rio, se bem me recordo Pedro Calado era o 3º dessa lista.

Lembrando…

Já agora lembro que no XX Congresso do PSD - Tavira, Pavilhão Gimnodesportivo, abril de 1998, Alberto João Jardim foi eleito Presidente da Mesa do Congresso da qual tinha sido várias vezes seu Vice-Presidente. Neste Congresso, Mota Amaral foi eleito Presidente do Conselho de Jurisdição Nacional do PSD. Marcelo Rebelo de Sousa era o líder nacional do PSD. Já no XXVII Congresso do PSD - Pombal, Pavilhão Expo Centro, abril de 2005, Guilherme Silva foi eleito Presidente do Conselho de Jurisdição Nacional. Guilherme Silva voltou a manter-se no cargo no XXIX Congresso do PSD - Póvoa do Varzim, Pavilhão Municipal, maio de 2006 (LFM)

sábado, julho 02, 2022

Intervenção de Jorge Moreira da Silva no 40.º Congresso Nacional do PSD


Intervenção de Carlos Moedas no 40.º Congresso Nacional do PSD


40.º Congresso PSD: Luís Montenegro anuncia os novos nomes dos Órgãos Nacionais


 

Intervenção de Miguel Albuquerque no 40.º Congresso Nacional do PSD


Rui Rio na sessão de abertura do 40º Congresso Nacional do PSD


Intervenção de Bruno Melim no 40.º Congresso Nacional do PSD

1ª Intervenção de Luís Montenegro no 40.º Congresso Nacional do PSD


 

Primeiro dia do 40º Congresso do PSD


Segundo dia do 40º Congresso do PSD (manhã)


 

Intervenção de José Prada no 40.º Congresso Nacional do PSD


Europa: Inflação atingiu em junho o valor mais alto dos últimos 30 anos

A inflação em Portugal atingiu os 8,7% em junho. É o valor mais alto dos últimos 30 anos. Os produtos energéticos e os alimentos foram os que mais contribuíram para o aumento do custo de vida.

Antigo ministro da República para a Madeira defende extinção de cargo


No dia da Região, o antigo ministro da República para a Madeira vem defender a extinção do cargo, que ocupou cerca de duas décadas. O juiz-conselheiro Monteiro Diniz defende também mais poder legislativo para a Assembleia regional. Ideia deixada num debate especial promovido pela Antena 1 Madeira, sobre a autonomia.

Jornalistas dos Açores reúnem em congresso no próximo ano


A cidade de Ponta Delgada vai receber um congresso de jornalistas açorianos na primavera de 2023

Europa tem de reforçar a coesão, lembra Vasco Cordeiro

Vasco Cordeiro assumiu a presidência do Comité das Regiões.

Madeira: Próximo ano letivo inicia com cerca de seis mil professores

 

Este já terminou para muitos alunos ou está a terminar para outros tantos. O secretário da educação diz que o trabalho de preparação do próximo ano letivo começa agora. Jorge Carvalho marcou presença num colóquio sobre a escola tradicional versus a escola do presente.

Madeira e Açores com a menor taxa de desemprego entre regiões ultraperiféricas


Em 2021, a Madeira e Açores foram as duas regiões ultraperiféricas com a menor taxa de desemprego. Na Madeira, a taxa rondou os 8 por cento.

Reitora a Universidade dos Açores considera injusto que as Universidades da ilhas não possam aceder a fundos europeus


A nova reitora da Universidade dos Açores, Susana Leal, considera injusto que as universidades da Madeira e dos Açores estejam impedidas de aceder a fundos europeus , por estarem sedeadas em regiões autónomas. Na cerimonia de investidura, a reitora lembrou também que os compromissos de financiamento assumidos pelo Governo da República continuam por cumprir.

Miguel Albuquerque: "Marcelo nada fez pela Madeira"


O presidente do Governo Regional critica o Presidente da República por não dar atenção aos problemas da Madeira. Miguel Albuquerque acusa Marcelo Rebelo de Sousa de uma política populista e de esquecer a Região.

Madeira: Ryanair está a contribuir de forma significativa para o crescimento do turismo

A entrada da Ryanair na rota da Madeira está a contribuir de forma significativa para o crescimento do turismo na Região, este ano. Uma garantia do secretário do turismo, Eduardo Jesus, que participou numa videoconferência promovida pela consultora IPDT, sobre o futuro do turismo.

Madeira: dados oficiais do turismo regional no final do ano

Tomando como referência os indicadores oficiais da SRTC publicados no respectivo site institucional em Dezembro de cada dos anos escolhidos - 2018, 2019, 2020 e 2021 e ainda em Janeiro a Fevereiro de 2022 - eis a relação dos valores correspndentes aos principais indicadores turísticos na Madeira:

Total de HOSPEDES

2018

1 607 899 

2019

1 596 557

2020

569.394

2021

1.024.275

2022 (Jan-Fev)

177 432

Total de DORMIDAS

2018

8 360 844

2019

8 146 252 

2020

2 750 692

2021

4.985.183

2022 (Jan-Fev)

844.584

Taxas de Ocupação-Cama

Acumulado

2018

62,4%

2019

58,1%

2020

30,8

2021

44,4

2022 (Jan-Fev)

38,6%

HOTELARIA 

2018

67,0

2019

62,0

2020

32,7

2021

47,4%

2022 (Jan-Fev)

40,2%

ALOJAMENTO LOCAL (exceto AL com capacidade inferior a 10  camas)

2018

36,7%

2019

36,2

2020

20,5%

2021

28,4%

2022 (Jan-Fev)

28,3%

Proveitos Totais e Proveitos de Aposento no Alojamento Turístico

Proveitos totais

Acumulado

JAN > DEZ

2018

426.751.118 euros

2019

407.821.245 euros

2020

129.961.423 euros

2021

265.684.678 euros

2022 (Jan-Fev)

40.817.492 euros

Proveitos de Aposento

Acumulado

JAN > DEZ

2018

279.186.875 euros

2019

268.118.356 euros

2020

85.124.612 euros

2021

179.039.630 euros

2022 (Jan-Fev)

26.904.322 euros

RevPAR e ADR no Alojamento Turístico

RevPAR

Acumulado

JAN >DEZ

2018

47,45 euros

2019

44,33

2020

22,60

2021

38,75 euros

2022 (Jan-Fev)

29,96 euros

ADR

Acumulado

JAN >DEZ

2018

69,37

2019

68,98

2020

65,85

2021

78,33 euros

2022 (Jan-Fev)

68,30 euros

(Receita por quarto disponível (RevPAR) e diária média (ADR) em hospedagem turística)

Nota: eu não gosto de Montenegro, mas agora isso deixa de ser importante

Eu não gosto de Luis Montenegro.

Não gosto por causa das suas ligações a Passos Coelho e por ter sido um dos principais protagonistas do "passismo" o período mais negro do PSD e que viria a estar origem do actual estado de coisas, a desgraça à vista de todos por que os eleitores felizmente não têm memória curta.

Não gosto de Luis Montenegro também pela intransigência fundamentalista exibida na perseguição que fez aos deputados da Madeira por causa das votações do OE, tudo isto na altura em que era líder parlamentar, chegando mesmo a exigir que Guilherme Silva fosse afastado ou se afastasse da vice-presidência da Assembleia da República.

Não gosto e ponto final.

Por isso não votei nele nas "directas", nunca votaria nele. Mas aceito o veredicto dos militantes desesperados com o estado as que chegou o PSD nacional. Ou seja, para bem ou para mal, Montenegro é o novo lider do PSD e por isso tenho que aceitar que seja também o meu líder. Porque isto dos partidos, mesmo que por vezes pareça até pior, não é como os clubes de futebol onde até se muda de camisola por qualquer minudência.

Mas olhando para o estado em que se encontra o PSD - que precisa de urgente reforma interna e funcional, precisa de modernizar-se, precisa de ter uma outra forma de comunicar com o seu universo de militantes e simpatizantes e com os portugueses em geral, precisa de ser capaz de definir as suas prioridades e de marcar de forma inequívoca o seu espaço político próprio, que não se pode confundir com o que o PS de Costa ocupa - completamente vazio de ideias, sem dinâmica, sem confiança, sem unidade, sem esperança, tudo o que contribui para que eu não goste de Montenegro, passa para um plano secundário, em detrimento daquilo que são as prioridades óbvias do universo social-democratas.

E o PSD de Montenegro tem que estar preparado, empenhado, unido e confiante, por que mesmo com uma maioria absoluta parlamentar existem indicadores concretos de que esta Legislatura da Assembleia da República pode não chegar ao fim, o que faz com que Montenegro até corra o risco de ir a eleições e de as vencer, se for capaz de convencer os portugueses e se lhes mostrar que hoje nada tem a ver com essa página negro do "passismo" que quase afundou o PSD (LFM)