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terça-feira, setembro 08, 2026

Ucrânia pondera legalizar indústria pornográfica para aumentar receitas para a guerra

Projeto de lei para legalizar o setor já foi aprovado na generalidade. Deputado que apresentou iniciativa estima que receitas da indústria pornográfica poderiam levar à compra de 30 mil drones. A Ucrânia está a ponderar a legalização da indústria pornográfica no país, de forma a aumentar as receitas para sustentar o esforço de guerra. Neste momento, um projeto de lei aguarda votação na especialidade no Parlamento ucraniano, após ter sido aprovado na generalidade. A iniciativa partiu do deputado Yaroslav Zhelezniak, do partido de oposição Holos (centro-direita). Na Ucrânia, a produção, distribuição e posse de conteúdos pornográficos são ilegais, podendo a pena chegar aos sete anos de prisão.

Ainda assim, o poder político e judicial tem permitido que a indústria pornográfica continue a funcionar nas sombras. “Se não pagarem impostos, estas mulheres enfrentam processos judiciais; se pagarem impostos, são condenadas por violar a lei da pornografia”, explicou Yaroslav Zhelezniak ao Wall Street Journal, descrevendo a situação como “tragicómica”. O deputado estimou mesmo que, caso a indústria pornográfica seja legalizada na Ucrânia, as receitas estatais poderão ser canalizadas para o setor militar — e levar à compra de 30 mil drones.

terça-feira, abril 07, 2026

Portugal longe do topo: veja quanto pagou cada contribuinte no apoio à Ucrânia


Desde o início da guerra na Ucrânia, em 2022, os países ocidentais comprometeram mais de 340 mil milhões de euros em apoio militar, financeiro e humanitário. Mas quando se traduz esse esforço para o bolso de cada contribuinte, as diferenças entre países são profundas — e Portugal surge entre os que menos contribuíram, avança o ‘Kyiv Post’. Entre 2022 e 2025, cada contribuinte português pagou, em média, cerca de 181 euros para apoiar a Ucrânia. Um valor que fica muito abaixo da média das grandes economias, estimada entre 600 e 700 euros por trabalhador.

Portugal longe do topo europeu

A distância para os países mais empenhados é expressiva. No topo da tabela surge a Dinamarca, com cerca de 3.650 euros por contribuinte — mais de 20 vezes acima de Portugal. Seguem-se a Noruega (3.186 euros) e a Suécia (1.622 euros). Vários países ultrapassam mesmo a barreira dos 1.000 euros por trabalhador, como a Estónia (1.343 euros), a Finlândia (1.267 euros), os Países Baixos (1.094 euros), a Lituânia (1.054 euros) e o Luxemburgo (1.033 euros). Mesmo economias de maior dimensão apresentam valores bastante superiores ao português: os Estados Unidos situam-se nos 716 euros por contribuinte, o Canadá nos 683 euros, a Islândia nos 667 euros, a Letónia nos 640 euros, o Reino Unido nos 567 euros e a Alemanha nos 557 euros.

Ucrânia falha primeira avaliação para entrar na UE: cumpre apenas 9 de 100 pontos


Num ano considerado crucial para o seu futuro europeu, a Ucrânia completou apenas 9 em 100 pontos no plano de reformas acordado com a União Europeia. Três meses após o arranque de um plano decisivo para a sua integração europeia, a Ucrânia apresenta um desempenho muito abaixo do esperado. Segundo o Euromaidan Press, o país acumulou apenas 9 pontos em 100 possíveis no plano de reformas acordado com Bruxelas em dezembro de 2025 – um indicador preocupante para o seu futuro na União Europeia.

O plano estabelece dez prioridades fundamentais que Kiev deve cumprir ao longo de um ano. No entanto, passados três meses – ou seja, 25% do tempo disponível – apenas cerca de 9% das metas foram efetivamente concretizadas. De acordo com o jornal online independente Euromaidan Press, a avaliação foi conduzida por uma coligação de oito organizações independentes lideradas pelo New Europe Center, que aplicaram os critérios da própria União Europeia: só contam reformas aprovadas e implementadas, não anúncios políticos ou promessas.

sexta-feira, março 20, 2026

A queda de regimes no Irão e na Venezuela está a enriquecer os bilionários dos petroleiros



 

No terceiro dia de ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, o magnata do transporte marítimo Nikolas Tsakos recebeu várias chamadas da sua equipa em Londres, que tentava garantir seguros para petroleiros da sua frota a navegar nas proximidades do Golfo Pérsico. Os prémios de seguro dispararam após a retaliação de Teerão contra infraestruturas energéticas na região. “Estamos em modo de alerta. Temos três navios naquela zona”, afirmou Nikolas Tsakos numa entrevista telefónica à Forbes Internacional a partir do seu escritório em Atenas. “Mas são tempos interessantes. Estamos a aproveitar o mercado spot, que está muito positivo.”

Nikolas Tsakos trabalha no setor dos petroleiros há décadas. Fundou a empresa grega Tsakos Energy Navigation em 1993, aos 30 anos de idade, para transportar petróleo bruto e produtos petrolíferos. A empresa entrou em bolsa na New York Stock Exchange em 2002 e continua sob controlo de Tsakos e do seu pai, Panagiotis Tsakos, de 89 anos, também ele um bilionário do setor marítimo. Embora o negócio dos petroleiros sempre tenha oscilado em função dos preços do petróleo e das tensões geopolíticas, este ano revelou-se particularmente favorável para Tsakos e para a sua empresa, por razões que muitos consideram pouco comuns.

sábado, novembro 29, 2025

Da demissão do braço-direito de Zelensky aos planos de Trump para entregar territórios à Rússia: o que se passa com a Ucrânia?

Andriy Yermak, um dos homens mais próximos do presidente da Ucrânia, apresentou a demissão, após ser alvo de buscas. Entretanto, surgem notícias de que o presidente dos EUA quer reconhecer como russas as regiões ocupadas de Donbass e da Crimeia. Se as eleições legislativas fossem hoje, a Alicança Democrática voltava a ganhar com o mesmo resultado que teve em maio. Esta é uma das conclusões da sondagem SIC/Expresso que revela também que o PS volta a conquistar a liderança da oposição (SIC Noticias)

terça-feira, novembro 11, 2025

Não tem cura! Ucrânia investiga o ministro da Justiça e um empresário próximo de Zelensky por envolvimento em corrupção e branqueamento de capitais

O Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia levou a cabo a Operação Midas e fez buscas nas casas de Herman Halushchenko e Timur Mindich, suspeitos de fazer parte de uma organização criminosa de alto nível que operava nos setores da energia e da defesa. O Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) terá feito buscas nas casas do ministro da Justiça Herman Halushchenko - que anteriormente dirigia o Ministério da Energia - e do empresário Timur Mindich, coproprietário da produtora Studio Kvartal 95 e antigo parceiro de negócios do presidente Volodymyr Zelensky.

“A NABU e o SAPO [Agência Especializada Anti-Corrupção] estão a conduzir a Operação Midas - 15 meses de trabalho, mais de 70 buscas, com a participação de todos os investigadores do NABU”, disse Oleksandr Abakumov, chefe da Unidade Principal de Investigadores da NABU, citado pelo Kiev Post. Segundo Abakumov, a operação especial "Midas" revelou uma organização criminosa de alto nível que operava nos setores da energia e da defesa. A investigação envolve casos de corrupção, branqueamento de capitais e enriquecimento ilícito.

As buscas na residência de Mindich terão tido lugar em Kiev, embora se acredite que ele tenha deixado a Ucrânia. No final de julho de 2025, os meios de comunicação social informaram que Mindich se encontrava na Áustria e que poderia estar a fugir aos investigadores.

domingo, novembro 02, 2025

Estados Unidos têm sido o maior apoiador da Ucrânia

Até o momento, os Estados Unidos têm sido o maior apoiador da Ucrânia em termos de ajuda, de acordo com dadosdo Ukraine Support Tracker compilados pelo Instituto Kiel para a Economia Mundial (IfW Kiel). As instituições da UE (incluindo a Comissão Europeia e o Conselho), seguidas pela Alemanha e pelo Reino Unido, foram os próximos maiores contribuintes. O gráfico a seguir analisa a assistência financeira (como empréstimos e doações), a ajuda humanitária (como alimentos e suprimentos médicos) e o valor das armas e equipamentos entregues. Isso incluiu doações em espécie para os militares ucranianos e apoio financeiro vinculado a fins militares.

Ao olhar apenas para a ajuda militar, incluindo armas e apoio financeiro relacionado à defesa, a Alemanha ocupa o segundo lugar, contribuindo com cerca de € 17,7 bilhões. Os Estados Unidos continuam sendo o maior apoiador militar, no entanto, tendo entregue armas e fundos militares totalizando aproximadamente € 115 bilhões entre 24 de janeiro de 2022 e 31 de agosto de 2025. No início de março de 2025, a ajuda militar dos EUA foi brevemente interrompida, mas retomada em 11 de março, depois que a Ucrânia sinalizou abertura a um possível cessar-fogo. Os EUA estão agora a actuar como fornecedor e coordenador de armas no âmbito da recém-criada iniciativa PURL da NATO. Isso envolve os países da OTAN comprando armas dos EUA, que são então disponibilizadas para a Ucrânia.

O Ukraine Support Tracker, mantido pelo IfW Kiel, registra sistematicamente o apoio publicamente conhecido prometido pelos governos de 31 países ocidentais desde o início da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro de 2022. Ele rastreia a assistência militar, financeira e humanitária, com o objetivo de fornecer uma base factual para as discussões em andamento sobre a ajuda internacional à Ucrânia (Voronoi)

sábado, março 15, 2025

Apoios à Ucrânia, por parte da União Europeia e dos Estados Unidos da América

Desde o início da guerra na Ucrânia, a 24 de Fevereiro de 2022, o valor dos apoios financeiros, humanitários e militares concedidos pelos EUA e pela União Europeia à Ucrânia tem sido semelhante, totalizando aproximadamente 114 mil milhões € provenientes dos norte-americanos e 113 mil milhões € provenientes dos europeus. Os EUA destacam-se no apoio militar, com 64 mil milhões €, enquanto a União Europeia fica-se pelos 50 mil milhões € nesta categoria. No entanto, o apoio financeiro da UE é superior (52 mil milhões € contra 47 mil milhões € dos EUA). No apoio humanitário, a UE também supera os EUA, com 11 mil milhões € face a 3 mil milhões. Os apoios da UE correspondem à soma dos apoios provenientes dos Estados membro, da Comissão Europeia e do Conselho Europeu. Em termos de valores per capita, a realidade é diferente. Enquanto cada norte-americano teve um custo de 342€ com o apoio à Ucrânia, cada europeu gastou 252€ (-26%). Além destes dois grandes blocos, outros países, principalmente o Reino Unido, o Japão e o Canadá, contribuíram com cerca de 40 mil milhões de euros, dos quais 20 mil milhões € foram apoio financeiro, 5 mil milhões € apoio militar e 16 mil milhões € apoio humanitário. Estes valores não incluem outro tipo de apoios, nomeadamente o apoio a refugiados fora da Ucrânia (fonte: Instituto +Liberdade, + Factos)

3 anos sobre a invasão da Rússia à Ucrânia

Passaram-se 3 anos sobre a invasão russa da Ucrânia, conflito que já terá provocado mais de 1 milhão de vítimas mortais. O conflito militar entre Rússia e Ucrânia teve também um impacto significativo nas economias dos dois países. Antes da invasão da Crimeia em 2014, entre 2000 e 2013, ambos os países apresentavam um crescimento económico elevado: a Rússia com um crescimento anual médio (CAGR) de 4,9% e a Ucrânia com 3,9%. Tal como em todos os intervalos apresentados nesta análise, o ano base é o ano imediatamente anterior ao intervalo, ou seja, neste caso o ano base é 1999.

A anexação da Crimeia pela Rússia marcou o início de uma desaceleração, com a economia russa a crescer, em média, apenas 1,1% por ano entre 2014 e 2021. Pior a situação da Ucrânia, com uma queda média de 0,8% ao ano. O cenário agravou-se drasticamente com a invasão, em larga escala, da Ucrânia em 2022, pelo menos para a economia ucraniana, que sofreu um colapso severo, com uma contração de 8,2% ao ano, reflexo da destruição da infraestrutura, deslocamento da população e queda da atividade produtiva. De 2022 a 2024, o PIB real da Rússia até aumentou o ritmo de crescimento, com taxa de variação anual média de 2,0%. Parece claro que as sanções aplicadas à Rússia, sobretudo pelos países da UE e EUA, não têm surtido o efeito desejado. Em 2025, o FMI prevê que a economia ucraniana recupere, com um crescimento do PIB real de +2,5%. A Rússia deverá crescer 1,3% (fonte: Instituto +Liberdade, + Factos)


quinta-feira, março 13, 2025

3 anos sobre a invasão da Rússia à Ucrânia

Passam 3 anos sobre a invasão russa da Ucrânia, conflito que já terá provocado mais de 1 milhão de vítimas mortais. O conflito militar entre Rússia e Ucrânia teve também um impacto significativo nas economias dos dois países. Antes da invasão da Crimeia em 2014, entre 2000 e 2013, ambos os países apresentavam um crescimento económico elevado: a Rússia com um crescimento anual médio (CAGR) de 4,9% e a Ucrânia com 3,9%. Tal como em todos os intervalos apresentados nesta análise, o ano base é o ano imediatamente anterior ao intervalo, ou seja, neste caso o ano base é 1999. A anexação da Crimeia pela Rússia marcou o início de uma desaceleração, com a economia russa a crescer, em média, apenas 1,1% por ano entre 2014 e 2021. Pior a situação da Ucrânia, com uma queda média de 0,8% ao ano.

O cenário agravou-se drasticamente com a invasão, em larga escala, da Ucrânia em 2022, pelo menos para a economia ucraniana, que sofreu um colapso severo, com uma contração de 8,2% ao ano,reflexo da destruição da infraestrutura, deslocamento da população e queda da atividade produtiva. De 2022 a 2024, o PIB real da Rússia até aumentou o ritmo de crescimento, com taxa de variação anual média de 2,0%. Parece claro que as sanções aplicadas à Rússia, sobretudo pelos países da UE e EUA, não têm surtido o efeito desejado. Em 2025, o FMI prevê que a economia ucraniana recupere, com um crescimento do PIB real de +2,5%. A Rússia deverá crescer 1,3% (fonte: + Factos)


quinta-feira, janeiro 09, 2025

El ejército ucraniano admite el "problema" de las deserciones

El comandante de las fuerzas terrestres de Ucrania, Mijailo Drapaty, admitió el lunes que hubo "problemas" en el seno de la brigada 'Ana de Kiev', entrenada y equipada en parte por Francia, tras las revelaciones aparecidas en la prensa sobre casos de abuso de poder y deserciones. "Por supuesto que puedo confirmar que hubo problemas en el proceso de mando y entrenamiento", admitió a varios medios de comunicación, entre ellos AFP, pero "quizás no en la escala (...) presentada".

"En la medida de lo posible, todos estos problemas se están resolviendo", prosiguió, asegurando que el número de deserciones de soldados entrenados en Francia era "mínimo". La brigada 'Ana de Kiev' ha sido objeto de polémica desde su regreso el mes pasado de Francia, donde se entrenaron 2.300 de sus 4.500 soldados. Según el respetado periodista ucraniano Yuri Boutoussov, casi 1.700 soldados de la brigada desertaron, la mayoría de ellos antes de que su unidad fuera desplegada en el frente, y 50 durante el entrenamiento en Francia. A este respecto, el ejército francés declaró el lunes que había constatado "algunas decenas" de deserciones durante el entrenamiento, un fenómeno que consideró "marginal". "Ha habido un cierto número de deserciones, pero siguen siendo muy marginales teniendo en cuenta el volumen de personas que han sido entrenadas", declaró a AFP un responsable del Estado Mayor francés.

sábado, setembro 14, 2024

Os países que mais se comprometem com a Ucrânia

Como este infográfico baseado no Rastreador de Apoio à Ucrânia do Instituto Kiel para a Economia Mundial, a Ucrânia atualmente recebe a maior ajuda das instituições dos EUA e da UE (Comissão e Conselho). Os montantes apresentados incluem apoio financeiro (empréstimos, subvenções, etc.), ajuda humanitária (alimentos, medicamentos, etc.) e o valor das armas e equipamentos fornecidos, incluindo doações em espécie para o exército ucraniano e ajuda financeira ligada a fins militares. A Ucrânia recebe o maior apoio para armas e equipamentos dos Estados Unidos. No período de 24 de janeiro de 2022 a 30 de junho de 2024, armas e fundos para fins militares no valor de cerca de € 52 bilhões de euros fluíram do país. A fonte regista sistematicamente o valor do apoio que os governos de 31 países ocidentais prometeram à Ucrânia desde a época da invasão russa. Inclui ajuda militar, financeira e humanitária que é conhecida publicamente.

quarta-feira, dezembro 06, 2023

Zelensky é cada vez mais contestado na Ucrânia devido à estagnação do conflito: saiba quais os possíveis candidatos à presidência

Conforme se aproxima o segundo aniversário da invasão da Ucrânia pela Rússia, a paralisia do conflito tem aberto hostilidades na retaguarda: diante da perspetiva da anulação das eleições presidenciais marcadas para março de 2024, vários candidatos à sucessão de Volodymyr Zelensky já começaram a movimentar-se para forçar o presidente a convocar eleições. Nas últimas semanas têm surgido vários pretendentes ao assento presidencial da Ucrânia – o mais óbvio foi Oleksii Arestovich, antigo conselheiro militar de Zelensky e responsável pelo canal do YouTube mais seguido na Ucrânia, que garantiu, ao jornal espanhol ‘El Mundo’, que o atual presidente ucraniano atingiu “o seu mais alto nível de incompetência” e que deveria realizar eleições para ser afastado.

O próximo candidato é o autarca de Kiev e ex-campeão mundial de pesos-pesados de boxe, Vitali Klitschko, que admitiu recentemente que não fala com Zelensky. “Se parar o gravador, conto o que penso dele”, comentou, que viveu momentos de tensão com o presidente russo depois de este o ter acusado de não manter em boas condições a rede de abrigos da capital ucraniana.

quarta-feira, novembro 29, 2023

Rede de crimes na Ucrânia desmantelada em operação internacional. Os bandidos nem em guerra adormecem...

Uma operação internacional desmantelou um grupo organizado de crimes informáticos na Ucrânia ligado a “ataques de alto perfil que geraram perdas de centenas de milhões de euros” em 71 países, anunciaram hoje as autoridades europeias. Segundo a polícia do bloco europeu (Europol) e a Agência da União Europeia (UE) para a Cooperação em Justiça Penal (Eurojust), mais de 20 investigadores da Noruega, França, Alemanha e Estados Unidos foram enviados a Kiev para ajudar as autoridades ucranianas numa recente operação contra esta rede responsável por importantes ataques informáticos de ‘ransomware’, modalidade criminosa na qual se sequestra informação de uma empresa, um Governo ou um utilizador para cobrar um resgate.

Acredita-se que estes ataques tenham afetado mais de 1.800 vítimas em 71 países, atingindo grandes corporações, paralisando empresas e causando perdas de pelo menos várias centenas de milhões de euros. As investigações determinaram que os piratas informáticos criptografaram mais de 250 servidores de grandes empresas.

segunda-feira, setembro 04, 2023

Ucrânia: Zelensky demite ministro da Defesa

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky,​ disse este domingo que decidiu demitir o ministro da Defesa, Oleksii Reznikov, e vai pedir ao Parlamento esta semana para o substituir por Rustem Umerov, líder do maior fundo de privatização da Ucrânia. O anúncio, feito no seu habitual discurso nocturno em vídeo à nação, prepara o terreno para o maior abalo no sistema de defesa da Ucrânia desde o início da guerra, lançada pela Rússia em Fevereiro de 2022. Reznikov, que foi nomeado ministro da Defesa em Novembro de 2021, ajudou a garantir milhares de milhões de euros em apoio financeiro ocidental para a guerra, mas tem sido perseguido por alegações de corrupção em torno do ministério, que ele adjectivou como difamações.

Oligarca e antigo aliado de Zelensky detido em Kiev por suspeita de fraude

Um tribunal de Kiev colocou sob prisão preventiva o oligarca ucraniano Ihor Kolomoiskiy, antigo aliado do Presidente Volodymyr Zelensky, por suspeita de fraude e branqueamento de capitais. Igor Kolomoisky, 60 anos, é um dos homens mais ricos da Ucrânia e proprietário de um grande grupo financeiro e industrial, segundo a agência espanhola EFE.

Agentes do Serviço de Segurança Ucraniano (SBU) foram a casa de Kolomoiskiy no sábado, para o notificar da suspeita de fraude e de branqueamento de capitais. A Procuradoria-Geral considerou provado que, entre 2013 e 2020, Kolomoiskiy branqueou mais de 570 mil milhões de hryvnias (14,4 mil milhões de euros, ao câmbio actual ) no estrangeiro, utilizando as infra-estruturas das instituições bancárias que controla. No final da tarde, o empresário compareceu perante o Tribunal de Shevchenkivsky, em Kiev, onde o juiz ordenou a sua detenção preventiva durante dois meses ou o pagamento de uma caução.

Questionado sobre as acusações que lhe são imputadas, Kolomoiskiy disse a um grupo de jornalistas que discordava totalmente, enquanto os advogados anunciaram que não pagarão fiança, mas que irão recorrer da prisão preventiva. Kolomoisky apoiou a candidatura de Zelensky em 2019 e era o proprietário do canal de televisão no qual o Presidente ucraniano ganhou fama como comediante, de acordo com a agência francesa AFP (Publico)

sábado, agosto 26, 2023

Qual a novidade? Kiev investiga por corrupção ex-governador do banco central

Shevchenko fugiu da Ucrânia em outubro de 2022, quando já estava na mira das autoridades anticorrupção do país. As autoridades ucranianas anunciaram esta sexta-feira uma investigação ao ex-governador do banco central, Kyrylo Shevchenko, pela criação, com o seu adjunto, Denis Chernishov, de uma organização criminosa envolvida num esquema para facilitar a lavagem de dinheiro em grande escala. Segundo o Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia, os dois dirigentes e um terceiro suspeito terão cometido estes crimes entre 2014 e 2019, quando tinham assento no conselho de administração do banco público ucraniano Ukrgazbank e antes de serem nomeados para os respetivos cargos naquela instituição. Shevchenko e os seus subordinados e alegados cúmplices terão falsificado documentos para 51 pessoas e entidades, ajudando-as a lavar dinheiro de origem duvidosa e a aceder a essas quantias sem levantar suspeitas. Os suspeitos terão recebido somas em dinheiro por prestarem estes serviços ilegais. Shevchenko fugiu da Ucrânia em outubro de 2022, quando já estava na mira das autoridades anticorrupção do país. O ex-governador do Banco Central é procurado pela Justiça ucraniana. O combate à corrupção é uma das condições da União Europeia (UE) para poder dar início às negociações de adesão da Ucrânia ao bloco comunitário em finais deste ano. A Ucrânia formalizou o pedido de adesão à UE em 28 de fevereiro de 2022, quatro dias depois de a Rússia ter invadido o país, e recebeu o estatuto de país candidato em junho desse ano. Nos últimos meses, as autoridades de Kiev intensificaram as operações contra a corrupção em grande escala (ECO digital)

sexta-feira, julho 28, 2023

Zelensky denuncia traição de deputado de férias nas Maldivas. Até parece um ninho de anjinhos....

O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky denunciou “a traição” de um deputado recentemente descoberto num hotel de luxo nas Maldivas, insistindo na necessidade de as autoridades e líderes políticos darem o exemplo, em tempo de guerra contra a Rússia. Yuri Aristov, deputado de 48 anos do partido no poder Servo do Povo, foi visto em meados de julho num hotel de cinco estrelas do arquipélago do oceano Índico, de acordo com o ‘site’ de notícias Slidstvo.info. Na sequência destas revelações na imprensa, David Arakhamia, o presidente do grupo presidencial no Parlamento, destacou esta terça-feira em comunicado que pediu a “suspensão imediata” do deputado no seio do seu grupo parlamentar. “Solicitei todos os documentos de viagens de negócios e que todas as informações sejam verificadas”, acrescentou.

sexta-feira, julho 21, 2023

Zelensky afasta embaixador ucraniano no Reino Unido após críticas

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afastou de funções o embaixador ucraniano no Reino Unido, Vadim Pristaiko, considerado uma figura-chave nas relações entre Kiev e Londres, segundo um decreto hoje publicado. O decreto, publicado na página ‘online’ da Presidência ucraniana, não indica as razões que levaram a esta decisão, mas, segundo refere a agência France-Presse (AFP), Vadim Pristaiko tinha recentemente criticado Volodymyr Zelensky, lamentando o “sarcasmo” do líder ucraniano em relação ao ministro britânico da Defesa, Ben Wallace. Durante a cimeira da NATO, que decorreu na semana passada em Vilnius, Lituânia, Ben Wallace provocou alguma surpresa ao declarar que a Ucrânia deveria demonstrar mais gratidão pelo apoio militar ocidental, afirmando que os aliados internacionais “não são a Amazon”. Em reação, Zelensky – que tem insistido na entrega de mais armamento a Kiev – afirmou na altura que não tinha percebido as críticas de Ben Wallace e declarou que o país “sempre se mostrou grato ao Reino Unido” (Executive Digest)

Ministro da Cultura da Ucrânia demitiu-se após divergências com Zelensky

O ministro ucraniano da Cultura, Oleksander Tkachenko, apresentou a demissão do cargo após uma série de “desentendimentos” com o Presidente Volodymyr Zelensky relacionados com orçamentos e postura política. Tkachenko informou hoje, através do sistema digital de mensagens Telegram, que na quinta-feira apresentou a carta de demissão ao primeiro-ministro, Denis Shmigal, depois da “vaga de desentendimentos sobre a importância da cultura durante a guerra”. O ministro demissionário mostrou-se “surpreendido” em relação às declarações de Zelensky sobre o assunto. “A cultura durante a guerra é importante porque esta é uma guerra não apenas pelos territórios mas também pelas pessoas e as pessoas são a nossa memória, História, língua, criatividade (…). Pelo património e passado e pelo bem-estar no futuro”, declarou Tkachenko. “Durante a guerra, os fundos privados e os orçamentos para a cultura não são menos importantes que os ‘drones’, porque a cultura é o escudo da nossa identidade e das nossas fronteiras”, frisou.

Tkachenko, que já tinha ameaçado demitir-se em 11 de novembro do ano passado, tomou posse como ministro da Cultura em junho de 2022. Na quinta-feira, o Chefe de Estado da Ucrânia pediu ao primeiro-ministro para aceitar a demissão do ministro da Cultura afirmando que há outras prioridades. “Museus, centro culturais, símbolos, programas de televisão: tudo isso é importante, mas agora há outras prioridades (…). Todos entendem o que está em jogo. A decoração das cidades, as fontes e as pedras podem esperar. A vitória está primeiro”, disse Zelensky (Executive Digest)