segunda-feira, maio 03, 2021

Moratórias abrangem quase 384 mil devedores

 

Após a declaração do estado de emergência, em 18 de Março de 2020, foi aprovado o regime de moratória pública, que entrou em vigor em 27 de Março de 2020. Além da moratória pública, foram também criadas moratórias privadas, no âmbito de protocolos dinamizados pela Associação Portuguesa de Bancos (APB) e pela Associação Portuguesa de Crédito Especializado (ASFAC). De acordo com o Banco de Portugal, no final de Março, contabilizavam-se 501,6 mil contratos a beneficiarem das moratórias, abrangendo 383,8 mil devedores e um montante global de crédito de 41,85 mil milhões de euros. Segundo dados apresentados hoje no “Relatório de Supervisão Comportamental“, os empréstimos em moratória totalizavam 13,6% do montante total de crédito concedido aos particulares e 32% no caso das empresas.

Segundo o Banco de Portugal, a maioria dos contratos que estavam abrangidos por moratórias de crédito beneficiava da moratória pública (81%), estando em causa sobretudo contratos de crédito para habitação própria permanente e outros créditos hipotecários (57%) e contratos de crédito a empresas (43%). Nas moratórias privadas, o banco central refere que os contratos de crédito aos consumidores correspondiam a 73% dos créditos abrangidos por estas moratórias – este tipo de crédito, com exceção do crédito pessoal com finalidade educação, não está abrangido pela moratória pública. No final de março de 2021, estavam também integrados, em moratórias privadas, contratos de crédito hipotecário, representando 27% do total de contratos abrangidos por este tipo de moratória.

Com a situação de pandemia de COVID-19, o risco de incumprimento dos contratos de crédito aumentou significativamente, em virtude da degradação das condições económico-financeiras das famílias. Para o Banco de Portugal, “o risco de incumprimento das famílias foi mitigado pela implementação das moratórias de crédito”, e revela-se “necessária uma rápida adoção de medidas para facilitar o reembolso dos créditos.” (Executive Digest)

Redução do transporte aéreo levou à perda de 7 milhões de empregos na UE


A redução do transporte aéreo, face ao impacto da pandemia de covid-19, levou a União Europeia (UE) a perder cerca de sete milhões de postos de trabalho diretos e indiretos, divulgou a Autoridade Nacional da aviação Civil (ANAC). “Na Europa, o impacto social da redução do transporte aéreo foi particularmente difícil, levando à perda de cerca de sete milhões de postos de trabalho diretos e indiretos”, afirmou o presidente da ANAC, Luís Miguel Ribeiro, que falava no ‘Aviation Day’, uma iniciativa organizada no âmbito da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia. Assim, segundo este responsável, a recuperação do setor vai ser “mais longa” do que o que se previa, sendo assim necessário dar “segurança” aos clientes, tendo por base um conjunto de normas e protocolos. No entanto, apesar das medidas implementadas, é necessário “continuar a preparar respostas coordenadas e consistentes”, tendo em conta a evolução epidemiológica, acrescentou, lembrando que para a presidência portuguesa a recuperação da confiança dos cidadãos é importante (Executive Digest)

Sondagem: Ventura bate recordes de rejeição no Porto e entre os mais velhos

 


António Costa é um fenómeno de popularidade (é o único com saldo positivo na avaliação dos portugueses). André Ventura é um fenómeno de rejeição (é o único em que aumenta a percentagem de avaliações negativas). Mas há outra novidade no barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF que faz a avaliação aos líderes partidários: Catarina Martins ultrapassou Rui Rio, ainda que ambos mantenham um saldo negativo. O líder do Chega destaca-se de todos os outros por causa dos 64% de avaliações negativas. A rejeição é muito elevada em todos os segmentos da amostra, em particular entre os residentes da Área Metropolitana do Porto, os que têm melhores rendimentos, e os cidadãos com mais de 65 anos.

Sondagem: PSD recupera e a soma da Direita volta a ser superior ao resultado dos socialistas


Bloco de Esquerda continua a subir e solidifica terceiro lugar, beneficiando também da queda do Chega. PAN ressente-se da saída do líder. CDS afunda-se na irrelevância. O PSD (26,1%) recuperou em abril quase todo o terreno perdido no mês anterior, contribuindo para que a soma da Direita volte a ser ligeiramente superior ao resultado do PS (38,2%). Os socialistas continuam ainda assim com uma confortável vantagem de 12 pontos sobre os sociais-democratas, de acordo com a mais recente sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. Destaque também para a contínua recuperação do Bloco de Esquerda (9,2%), que solidifica o terceiro lugar, beneficiando da quebra do Chega (7,2%). O CDS afunda-se de novo na irrelevância (0,4%).

Foi um mês de abril difícil para o PS. Começou com o confronto político e constitucional entre António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa, a propósito do alargamento dos apoios sociais relativos à pandemia. E prosseguiu com o despacho da Operação Marquês, em que o país ouviu um juiz a dizer, em direto, que o ex-socialista José Sócrates se deixou corromper enquanto exercia o cargo de primeiro-ministro. O impacto, até ver, foi limitado: os socialistas perderam um ponto e meio nas intenções de voto, mas continuam quase dois pontos acima do que conseguiram nas legislativas de 2019. A conjugação da quebra do PS com a subida do PSD - que volta ao patamar que lhe é mais habitual nesta série de barómetros -, trouxe de novo o conjunto da Direita para um patamar superior ao dos socialistas, ainda que por escassas décimas: vale agora quase 39 pontos percentuais.

Sondagem: Ventura volta a aproximar-se de Rio como líder da Oposição

 

Mudança coincide com avaliação cada vez mais negativa dos portugueses à ação da Oposição. Rui Rio manteve em abril o estatuto de líder da Oposição (34%), mas André Ventura voltou a ganhar terreno ao social-democrata (31%). De acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, a aproximação do líder do Chega coincide com uma queda abrupta na apreciação dos portugueses ao trabalho da Oposição: apenas 22% de avaliações positivas (menos 11 pontos do que no mês passado), face a 36% de avaliações negativas (menos um ponto). A diferença entre o social-democrata e o radical de Direita é agora de apenas três pontos percentuais, em vez dos 15 pontos que se registavam no mês passado. Em terceiro lugar surge a bloquista Catarina Martins (13%), em quarto o comunista Jerónimo de Sousa (4%) e em quinto o liberal João Cotrim de Figueiredo (2%).

Ventura no Centro e Sul

Quando se analisam os diferentes segmentos da amostra, Ventura até está à frente de Rio como líder da Oposição em vários casos: nas regiões mais a sul, incluindo o Centro e Lisboa; entre as mulheres; em três das quatro faixas etárias (só fica atrás entre os mais velhos); e nas classes médias. Se o ângulo de análise forem as preferências partidárias, Ventura só está à frente de Rio entre os que votam no Iniciativa Liberal e no Chega. Mas consegue essa distinção por parte de um terço dos eleitorados socialistas e social-democrata. Quanto a Rio, nem entre os seus correligionários consegue ultrapassar a barreira dos 50 pontos percentuais.

Grupos hoteleiros temem que a recuperação seja muito lenta


A escassez ou ausência de eventos internacionais e as limitações dos voos reduzem drasticamente as taxas de ocupação das unidades hoteleiras. A recuperação do sector hoteleiro será muito lenta, eis o principal receio dos grupos que operam no sector. Para compensarem as épocas altas muito fracas, os grupos hoteleiros preveem que não vão poder contar com os grandes eventos internacionais que davam ocupação às épocas baixas, nem com o habitual fluxo do turismo de negócios.

Sobretudo, porque o turismo profissional – os congressos, as palestras, as reuniões de especialistas, os grandes encontros internacionais de associações e clubes –, bem como o turismo de negócios, provavelmente não voltarão a retomar as rotinas que tiveram antes da pandemia de Covid-19.

Senão, vejamos: quatro em cada dez viajantes de negócios europeus admitem que vão viajar menos após as restrições de viagens da Covid-19 serem totalmente levantadas, de acordo com um inquérito divulgado pela Reuters.

Sondagem: Braço de ferro constitucional sem efeito na popularidade de Marcelo e Costa


Presidente (71%) e primeiro-ministro (59%) continuam a beneficiar da avaliação positiva dos portugueses. Mas, no que toca à confiança, o inquilino de Belém (57%) vale o triplo do de S. Bento (16%). Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa protagonizaram, em abril, um braço de ferro político e constitucional. O confronto não parece, no entanto, ter afetado a popularidade de nenhum deles. De acordo com os resultados do barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, conseguiram até aumentar o saldo positivo. O presidente mantém-se, como sempre, uns degraus acima do primeiro-ministro, com a diferença entre os dois a ser particularmente visível no que diz respeito à confiança: quando os portugueses são obrigados a escolher entre um e outro, Marcelo vale o triplo de Costa.

O inquilino de Belém até desceu um ponto na percentagem de avaliações positivas, entre março e abril (tem agora 71%). Sucede que também caíram significativamente as avaliações negativas, o que lhe permite ter agora um saldo positivo de 61 pontos percentuais (mais seis do que no mês passado).

O fenómeno repetiu-se com o inquilino de S. Bento: caiu dois pontos nas avaliações positivas (tem agora 59%), mas também são menos os que lhe dão nota negativa, o que resulta num saldo positivo de 40 pontos (melhor, só em julho do ano passado).

Em cada cinco portugueses, apenas um tem planos de vida para 2021, diz um estudo da Cetelem


De acordo com os responsáveis do estudo, “no âmbito desta frágil conjuntura económica, 42% revelam que têm sentido dificuldades no pagamento das despesas mensais fixas, valor também mais elevado desde o início da pandemia (eram 34% em junho de 2020)”. Apenas um em cada cinco portugueses têm planos de vida para 2021, conclui um estudo realizado pela Cetelem.

Segundo esta empresa do banco BNP Paribas, presente em Portugal desde 1993, a crise económica associada à pandemia obrigou os portugueses a repensarem os seus planos. Um em cada três portugueses não estão capazes de suportar despesas extras e 42% dos nossos compatriotas sentem dificuldades no pagamento de despesas fixas – são outras conclusões deste estudo.

“O contexto pandémico sem precedentes que Portugal atravessa já dura há mais de um ano e com ele trouxe uma grave crise económica que afetou a vida dos portugueses. Por conseguinte, mudaram-se hábitos de consumo e vários planos agendados para 2020 e 2021 têm estado adiados, à espera de um contexto mais favorável para a sua retoma”, resume um comunicado da Cetelem. O Observador Cetelem procurou inquirir os portugueses no sentido de compreender o impacto da pandemia na sua capacidade financeira e nos seus projetos de vida.

Taxa de desemprego aumentou na maioria das regiões da União Europeia em 2020

 

Em Portugal, as regiões com a taxa de desemprego mais alta são Algarve, Área Metropolitana de Lisboa e Madeira. Na generalidade do Velho Continente, as regiões turísticas foram muito afetadas. Num ano marcado pela pandemia de Covid-19, a taxa de desemprego das pessoas entre os 15 e os 74 anos aumentou face a 2019 na maioria das regiões NUTS II da União Europeia (UE), segundo dados divulgados esta quarta-feira pelo Eurostat. Em Portugal, as regiões com a taxa de desemprego mais alta são Algarve, Área Metropolitana de Lisboa (AML) e Madeira.

Depois do ano histórico de 2019 (taxa de desemprego a nível europeu atingiu os mínimos desde 2000), a Covid-19 veio abalar o mercado de trabalho e essa tendência inverteu-se. O aumento foi geral, mas, ainda assim, as taxas de desemprego continuam a ser bastante variáveis entre os Estados-membros.

Assim, as maiores taxas de desemprego foram registadas aqui ao lado, nas cidades autónomas espanholas de Ceuta (24,5%) e Melilha (23,7%). Outras duas regiões espanholas completam o quadro das piores regiões: Ilhas Canárias (22,6%) e Andaluzia (22,3%). Já a taxa de desemprego mais baixa foi registada na região polaca de Wielkopolskie (1,8%). Várias regiões checas estão também entre as taxas de desemprego mais baixas com percentagens entre os 1,9% e os 2,3%.

Sondagem: Maioria acredita que Governo dura até 2023 e consegue passar Orçamento

 

PS deve negociar à Esquerda (46%), com prioridade à inclusão de bloquistas e comunistas em simultâneo (30%). Um quinto dos socialistas prefere o PSD. A grande maioria dos portugueses está convencida que o Governo de António Costa vai durar até ao fim da legislatura (84%). Estão também em maioria, ainda que muito menos expressiva, os que acreditam na capacidade dos socialistas aprovarem o próximo Orçamento de Estado (52%). Conclusões de uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF, que também mediu o impacto do braço de ferro constitucional entre Belém e S. Bento, a propósito do alargamento dos apoios sociais em contexto de pandemia: a razão está do lado de Marcelo (50%).

O país é sacudido, de quando em vez, com o fantasma de uma crise política. Seja a ameaça real ou ilusória, o próprio presidente da República lhe acrescenta visibilidade. Como em fevereiro passado, quando o combate à pandemia dava sinais de descontrolo: "Não se conte comigo para dar o mínimo eco a cenários de crises políticas ou eleitorais", disse Marcelo. A julgar pelo barómetro de abril da Aximage, a opinião pública não acompanha as previsões da opinião publicada: quase nove em cada dez inquiridos apostam que a legislatura esgotará o seu tempo de vida (2023).

OCDE: Estado português fica em média com 27,4% do salário bruto

 

Portugal continua entre os países da OCDE que mais cobra em IRS e contribuições para a Segurança Social. Em média, o trabalhador português leva para casa 72,6% do salário bruto. Em 2020, o trabalhador português com um salário médio e sem filhos levou para casa 72,6% do seu salário bruto e o Estado ficou com 27,4% em IRS e Taxa Social Única (contribuição para a Segurança Social). Esta estatística da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico), divulgada esta quinta-feira no relatório “Taxing Wages 2020”, pretende calcular a carga fiscal que incide sobre o fator trabalho nas economias avançadas para diferentes perfis de rendimentos e de composição do agregado familiar.

Estes valores relativos ao ano passado representam um agravamento da carga fiscal sobre o fator trabalho em Portugal, em linha com o que aconteceu ao conceito mais abrangente de carga fiscal que atingiu um novo recorde. Em 2019, os trabalhadores portugueses entregavam, em média, 26,9% do seu rendimento bruto ao Estado, levando para casa os restantes 73,1%. Já nesse ano esta carga fiscal sobre o fator trabalho tinha aumentado.

É de realçar que este cálculo da OCDE tem em conta apenas as taxas de retenção na fonte aplicadas aos salários brutos dos trabalhadores portugueses, excluindo o acerto de IRS que é feito no ano seguinte e que, em alguns casos, traduz-se numa fatura fiscal mais baixa quando há lugar a um reembolso.

Sondagem: Dois terços dos portugueses não confiam nos tribunais e nos juízes


Sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF revela descrença generalizada no regime. Políticos não são devidamente fiscalizados (83%) e Justiça não tem capacidade para investigar se são corruptos (62%). Nem os políticos estão a ser devidamente fiscalizados (83%), nem a Justiça tem a capacidade de investigar os casos de corrupção na política (62%). Os resultados de uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF revelam um clima de descrença generalizada. Não pode ser pior? Talvez possa. Os "tribunais e juízes" são a instituição em que os portugueses menos confiam. Uma avaliação em que o Ministério Público e a Procuradoria-Geral da República também são bastante maltratados. Foi no passado dia 12 de abril que Rui Rio recorreu ao que parecia ser um tremendismo retórico. Poucos dias depois do despacho do juiz Ivo Rosa relativo à Operação Marquês - que fez cair, por causa das prescrições e da falta de provas, a maior parte das acusações sobre personagens como José Sócrates e Ricardo Salgado -, o líder do PSD denunciava uma Justiça que "o povo não entende" e que constitui "o pior exemplo da doença do regime".

A julgar pelos resultados do barómetro de abril da Aximage, o líder social-democrata está em sintonia com a grande maioria dos portugueses. Mas não ficou sozinho nesse palco por muito tempo. Na sessão comemorativa do 25 de Abril da Assembleia da República, o combate à corrupção, a criminalização do enriquecimento ilícito, a impunidade dos poderosos e, finalmente, a descrença na Justiça, dominaram os discursos, da Direita à Esquerda. A exceção foi o PS, que ontem mesmo aprovou, em Conselho de Ministros, a Estratégia Nacional contra a Corrupção.

Sondagem Expresso-SIC: Portugueses com medo de novo confinamento

 


Uma taxa de aprovação de 48% não envergonha nenhum político, mas também pode não ser suficiente para alimentar grandes euforias. À pergunta se está algo, pouco, muito ou nada confiante na resposta dada pelo primeiro-ministro à pandemia, 48% dos portugueses assumiram-se confiantes, outros 10% dizem-se mesmo muito confiantes em António Costa. Ainda assim, a taxa de aprovação ao Executivo fica curta quando comparada com os valores conseguidos por Marcelo Rebelo de Sousa — 50% algo confiantes e 25% muito confiantes — e mesmo comparada com a Direção-Geral da Saúde: o organismo liderado por Graça Freitas merece alguma confiança de 52% dos inquiridos e muita de outros 13%. A tendência, de resto, mantém-se entre os que não têm qualquer confiança na atuação de Marcelo (4%), DGS (5%) e primeiro-ministro (8%). Ainda assim, no cômputo geral, a confiança dos portugueses nas autoridades parece sólida e em recuperação. A aprovação geral de Costa sobe oito pontos, ainda que distante dos 74% de há um ano; a da DGS recupera 17 pontos, quase recuperando a quebra de confiança registada desde setembro. E a de Marcelo sobe 10 pontos, para 76%, superando o seu melhor registo

Entre os que estão muito e os que apenas se dizem algo confiantes na sua ação, Costa chega a meados de abril com 59% de aprovação. Um número longe dos melhores — registados logo em março do ano passado, 75% —, mas ainda assim melhor que o conseguido no passado mês de novembro, quando se ficava nos 51%. Marcelo nunca chegou tão alto — 74% nas sondagens de março e maio —, mas também nunca foi abaixo dos 61%.

Sondagem: Dois terços confiam na vacina e querem tomá-la logo que seja possível


Numa altura em que se assinalam as três milhões de doses de vacinas administradas, são já dois terços dos portugueses que dizem confiar na inoculação e que a pretendem tomar assim que seja possível. A subir, também, os que acreditam que o Governo executará o plano de vacinação dentro dos prazos estipulados. No que ao regresso à normalidade concerne, a larga maioria não acredita que tal ocorra antes de um ano.

De acordo com a mais recente sondagem da Aximage para o JN/DN/TSF, 21% e 45% dos inquiridos afirmam ter uma confiança na vacinação muito grande e grande, respetivamente. Valor que compara com os 16% e 42% apurados em fevereiro. Confiança essa maior na faixa etária acima dos 65 e menor na dos 18-34 anos. Sem grandes oscilações ao nível do sexo, os maiores graus de confiança encontram-se nos extremos das classes sociais.

Sendo também dois terços aqueles que querem ser inoculados mal seja possível. Com uma evolução assinalável face à sondagem de novembro, altura em que a União Europeia não tinha ainda nenhuma vacina autorizada para o seu mercado. Se àquela data apenas 25% admitiam a imunização mal fosse possível, a proporção chega agora aos 67%.

Sondagem: Mais de metade dos portugueses não tenciona fazer férias

 


Entre aqueles que afirmam o contrário, a maioria vai gozá-las em Portugal numa casa alugada, hotel ou segunda residência e prevê gastar tanto como no ano passado. Mais de 50% da população portuguesa não tenciona fazer férias este ano - é, sobretudo, no Norte e na Área Metropolitana do Porto (AMP) que essa tendência se verifica com valores acima da média nacional. A sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF revela também que, entre aqueles que planeiam fazer férias, a grande maioria vai gozá-las dentro das fronteiras nacionais (90%) e estima realizar os mesmos gastos do que no ano passado (64%). Num tempo em que a pandemia condiciona fortemente a mobilidade, não espanta que apenas 5% dos inquiridos pretendam viajar para o estrangeiro durante o descanso anual.

O mesmo princípio de prudência observa-se nas despesas previstas para o verão. Dos 48% que tencionam fazer férias, só 11% admitem gastar mais do que no ano passado, valor que sobe para 21% quando se consideram aqueles que admitem despender uma quantia menor. É no Centro, na Área Metropolitana de Lisboa (AML) e no Sul e ilhas que cerca de um quarto das pessoas pretende poupar face a 2020, enquanto no Norte 21% pensam gastar mais, quase o dobro ou mesmo o triplo em relação às outras regiões. O estudo conclui que, dos 43% que farão férias no país, a maior parte vai fazê-lo em casa alugada (24%), num hotel (23%) ou em segunda residência (19%). É interessante verificar que é sobretudo no Norte (43%) e na AMP (23%) que vive quem escolhe uma unidade hoteleira para o descanso.

Estudo: 1 em cada 3 portugueses não consegue suportar despesas extras


A pandemia trouxe consigo uma grave crise económica mundial, que acabou por alterar os hábitos de consumo e vários planos que estavam agendados para 2020 e 2021. Por cá, os portugueses fazem cada vez menos planos de vida, sentem dificuldade em pagar as suas despesas fixas e mal conseguem suportar despesas extra. As conclusões constam do mais recente estudo do Observador Cetelem, publicado esta quinta-feira, que adianta que em Portugal apenas uma em cada cinco pessoas tem planos de vida para este ano e uma em cada três não consegue suportar despesas extra. A pesquisa avança ainda que 42% dos portugueses sentem dificuldades no pagamento de despesas fixas.

Os resultados do inquérito, que pretendia compreender o impacto da pandemia na capacidade financeira dos portugueses e nos seus projetos de vida, permitem concluir que apenas 22% dos portugueses – e das classes mais altas – têm projetos de vida planeados para este ano. Entre eles, ter filhos (4%), mudar de casa (4%), sair de casa/juntar-se com o namorado/viver sozinho (4%), mudar de emprego (3%), casar (2%) ou investir num negócio próprio (2%).

Covid-19: Investigação aponta possível caminho do SARS-CoV-2 para o cérebro



Células que normalmente protegem e nutrem os neurónios podem ser o veículo usado pelo coronavírus SARS-CoV-2 para infetar o cérebro, de acordo com uma investigação em que participa um cientista português nos Estados Unidos. “Os astrócitos são células que normalmente protegem os neurónios, são uma espécie de sistema imunitário do cérebro e fornecem nutrientes e mecanismos de sinalização para os neurónios funcionarem normalmente”, disse à agência Lusa o investigador Ricardo Costa, a fazer um pós-doutoramento na Universidade Estadual do Louisiana. Ricardo Costa é o primeiro autor de um estudo que será apresentado no encontro deste ano da Sociedade Fisiológica norte-americana cujas conclusões apontam para os astrócitos como o caminho do SARS-CoV-2 para o cérebro em algumas formas da doença da covid-19.

Crise iminente em Itália pode ditar a saída do Euro, alertam economistas

 

Numa altura em que Itália ultima o seu plano de recuperação económica pós-Covid-19, com base nos 248 mil milhões de euros que a União Europeia vai disponibilizar como apoio, e que totalizam cerca de 12% do PIB, o país está a braços com aquela que pode ser a mais profunda reforma da economia italiana dos últimos anos: a saída da Zona Euro.

De acordo com o ‘The Daily Express’, a diferença entre a dívida pública e o PIB é demasiado alta (atualmente quase 160%), as taxas de desemprego continuam altas também, principalmente entre os jovens, há grandes disparidades regionais e uma baixa taxa de natalidade no país, o que Itália numa situação particularmente difícil, principalmente com uma nova crise financeira ainda a despoletar.

Os economistas Lucio Baccaro, Björn Bremer e Erik Neimanns estudaram a perceção dos italianos em relação a um resgate europeu e à saída da zona Euro e, no relatório, citado pelo jornal britânico, evidenciaram que a maioria das pessoas preferia sair caso o resgate dependesse de mais políticas de austeridade. O estudo adianta que, perante um cenário de crise, semelhante à que o país atravessa hoje, caso o governo levasse a referendo a permanência no euro dependendo das medidas de resgate, a resposta dos inquiridos não deixou margem para dúvidas. Os resultados sugerem, avança a pesquisa, que a opinião pública italiana é fortemente sensível aos custos de permanecer no euro.

O primeiro-ministro italiano já tinha dito, na segunda-feira, num discurso proferido na câmara baixa do parlamento italiano, que o “destino” e a “credibilidade” de Itália estão em jogo. Mario Draghi defendeu que será o sucesso, ou o fracasso, do amplo programa de reformas a ditar o papel do país na “comunidade internacional, a sua credibilidade e reputação enquanto membro fundador da União Europeia e protagonista do mundo ocidental” (Executive Digest, texto da jornalista Ana Sofia Ribeiro)

Medo, incerteza, frustração: Saiba como a pandemia mexeu profundamente com os sentimentos dos europeus em 2020


A União Europeia foi uma boa 'gestora de pandemia'? Em três inquéritos diferentes - um em fevereiro, outro em junho e outro em setembro de 2020 - o Parlamento Europeu auscultou os europeus para tentar entender como viveram a pandemia em várias frentes. Da incerteza à esperança, foram muitos os estados de espírito perante os desafios pandémicos. Saiba mais neste episódio de 2:59 - jornalismo de dados para explicar o mundo (Expresso)

Turismo: Número de hóspedes recua 59% e dormidas caem 66,5% em março

 

Os hóspedes em alojamento turístico terão recuado 59,0% e as dormidas terão diminuído 66,5% em março, uma variação homóloga “muito negativa, mas menos acentuada”, que compara com um mês de 2020 já afetado pela pandemia, divulgou o INE. Segundo as estatísticas rápidas do Instituto Nacional de Estatística (INE) para a atividade turística em março, nesse mês o setor do alojamento turístico (hotelaria, alojamento local com 10 ou mais camas e turismo no espaço rural/de habitação) registou 283,7 mil hóspedes e 636,1 mil dormidas, correspondendo a variações de -59,0% e -66,5%, respetivamente (-87,1% e -87,8% em fevereiro, pela mesma ordem). No mês em análise assistiu-se a uma recuperação das dormidas de residentes, com o mercado interno (peso de 71,1%) a contribuir com 452,1 mil dormidas, o que representou um decréscimo de 20,2% (-74,9% em fevereiro).

Já as dormidas dos mercados externos diminuíram 86,2% (-94,5% no mês anterior) e atingiram 184,0 mil. Os hóspedes residentes terão sido 233,8 mil, um decréscimo de 21,7% (-77,6% em fevereiro), e os hóspedes não residentes terão atingido um total de 49,9 mil, recuando 87,3% (-96,1% em fevereiro). O INE ressalva que “estas variações homólogas, em março, incidem sobre o primeiro mês de 2020 em que o impacto da pandemia covid-19 já foi sentido significativamente”. Em março, no contexto do estado de emergência, 58,5% dos estabelecimentos de alojamento turístico estiveram encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (63,9% em fevereiro) (Lusa)

Venezuela: A guerra na fronteira com a Colômbia onde cabem forças de segurança nacionais, ex-FARC, narcotráfico, tortura e locais em fuga


Relatório da Human Rights Watch denuncia "abusos aberrantes" por parte das forças de segurança da Venezuela contra a população em Apure, um dos estados mais pobres da Venezuela, uma região abandonada pelo regime onde grupos guerrilheiros penetraram e engordam a influência.

A guerra, que faz o que as guerras fazem, mudou-se para Apure, um dos estados mais pobres da Venezuela, há mais de um mês, alimentada pelo conflito e conivência com “grupos irregulares”, sobretudo forças dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). Há grupos armados colombianos e um venezuelano a operar por ali, junto à fronteira colombiana, sedentos de dominar as rotas e o chão a favor da circulação de droga e outras mercadorias ilícitas. A Human Rights Watch (HRW) denunciou, na segunda-feira, “abusos aberrantes” por parte do exército venezuelano naquela região. Pelo menos 6000 residentes já fugiram para o outro lado da linha que divide os dois países.

A ofensiva das forças venezuelanas contra os tais grupos irregulares começou a 21 de março. Testemunham-se aviões militares a sobrevoar a zona, outros veículos de guerra a calcar a terra e armas pesadas a levantar pó. Na quarta-feira, o Ministério da Defesa da Venezuela deu conta de várias baixas entre os militares, após “batalhas sangrentas”. Alguns vídeos nas redes sociais, cuja veracidade não foi verificada, mostram cadáveres de tropas venezuelanas espalhados numa área de vegetação. Terão havido também várias detenções, que supostamente estão a oferecer ao regime “informação valiosa”. O comunicado do Ministério da Defesa dizia ainda que os confrontos continuariam e que até se intensificariam, com o fim “neutralizar qualquer reduto destes deliquentes”, até ser garantida a sua “total expulsão e derrota definitiva”.

No documento da ONG Human Rights Watch podem ler-se menções a execuções extrajudiciais, detenções arbitrárias, torturas de distintas naturezas e ainda julgamentos de civis em tribunais militares. Segundo relatos recolhidos, as forças venezuelanas associadas aos “abusos aberrantes” são as Forças de Ações Especiais da Polícia Nacional Bolivariana, a Guarda Nacional Bolivariana e o Comando Nacional Anti-extorsão e Sequestro.

Sondagem (Vacinação Covid-19): Um em cada cinco portugueses continua por convencer. Mulheres são as mais céticas

 

Cerca de 21% dos portugueses ainda não está convencido relativamente à toma da vacina contra a Covid-19. A conclusão é de uma sondagem realizada pelo ISCTE e ICS para o ‘Expresso’ e a ‘SIC’, que revela que 6% dos inquiridos recusam-na, 8% hesitam, respondendo que “depende da vacina”, e 7% optam por não responder à pergunta. Entre aqueles que não têm confiança na vacina, 24% questionam a eficácia da mesma, 11% acreditam não precisar dela e 8% mostram ser contrários a qualquer tipo de vacina, mesmo uma que possa servir para travar a crise de saúde pública que Portugal enfrenta atualmente.

“A idade, a instrução ou o rendimento não estão relacionados com a vontade de ser vacinado/a. Contudo, há uma diferença significativa de nove pontos percentuais entre homens e mulheres, com as segundas a mostrarem menor vontade de serem vacinadas”, pode ler-se no relatório da sondagem. Para além disso, é ainda revelado que os inquiridos dos escalões etários que estão mais longe de serem vacinados, são aqueles que dizem estar menos satisfeitos com o processo de vacinação em Portugal: dos 25 aos 44 anos, mostra a sondagem.

A pesquisa revela também que cerca de 49% dos inquiridos considera que o processo de vacinação está a correr bem e 52% muito bem, contra 40% que dizem o contrário, com 34% a achar que a estratégia portuguesa está a correr mal e 6% muito mal.

Questionados sobre “quem tem maiores responsabilidades pela maneira como está a correr a vacinação em Portugal?”, o Governo lidera a lista seguido pela Indústria farmacêutica e depois pela Comissão Europeia. Adicionalmente, foi ainda possível observar que 79% dos portugueses diz já ter tomado ou estar disposto a tomar a vacina contra a covid-19, uma percentagem que permite ao país cumprir a meta da imunidade de grupo, prevista para o verão (Executive Digest)

Sindagem: Portugueses confiam mais nas autoridades que gerem a pandemia

 

Quebras no turismo: Portugueses viajaram menos 41% em 2020 

 

BES: Ricardo Salgado terá corrompido embaixador da Venezuela em Portugal


Zona euro entrou tecnicamente em recessão


Venezuelanos são força política em crescimento em Espanha

 

sábado, abril 24, 2021

Sondagem Expresso-SIC: PSD sobe, PS desce (e fica tudo na mesma)

 

Não sabemos se existirá para o Partido Socialista um tempo antes (a.S) e outro depois da pronúncia de José Sócrates (d.S.), mas sabemos que na primeira grande sondagem do ICS/ISCTE para o Expresso e a SIC, cujo trabalho de campo decorreu entre os dias 5 e 13 de abril e por isso apanha a sexta-feira em que o juiz Ivo Rosa falou de um ex-primeiro-ministro prescrito mas “corrupto”, o PS cai dois pontos percentuais e o PSD sobe quatro quando a pergunta é em quem votariam em legislativas.

Em comparação com o estudo anterior, de novembro de 2020, o Partido Socialista desceu de 39% para 37% e o Partido Social Democrata sobe de 25% para 29%. Mas talvez o efeito Sócrates, a existir, não esteja no pleno, já que a principal novidade desta sondagem é que, contas feitas, o ponteiro mal mexe e fica quase tudo na mesma.

Os dois maiores partidos têm agora intenções de voto semelhantes aos resultados eleitorais que alcançaram nas legislativas de 2019. E embora haja outras alterações expressivas – se mantivermos a comparação com as legislativas, o Chega sobe de 1,3% para 6% e o CDS cai de 4,2% para 1% – a verdade é que a esquerda continua largamente maioritária (acima dos 50%) face a uma direita que, toda junta, não chega aos 40%.

Porque acreditamos em teorias da conspiração ou em 'fake news'

 

A tendência para encontrar explicações que se encaixem naquilo que já pensamos sobre o mundo, mesmo contra a evidência factual, é um elemento essencial. Outro é a construção da identidade pessoal a partir de certas posições que tomamos As vacinas contra a covid-19 são uma forma de implementar chips minúsculos a partir das quais as pessoas passam a estar controladas à distância. Ou são uma forma de esterilizar negros (ou muçulmanos, nos países muçulmanos). Também poderão ser simplesmente uma forma de a indústria farmacêutica ganhar dinheiro, após ter inventado uma pandemia falsa que convenceu o mundo inteiro de que as vacinas eram necessárias, com a cumplicidade dos governos e de muitos cientistas que estão dentro do negócio

Esta breve amostra das teorias da conspiração antivacina não é novidade, e há outras atualmente a correr. Vem a propósito lembrar que esse tipo de pensamento, frequentemente associado a momentos de angústia coletiva, se insere numa tradição longa de séculos, que tem normalmente os seus momentos de apogeu em fases de angústia coletiva. Há vinte anos, as teorias eram sobre o 11 de Setembro (foi obra dos judeus ou nunca existiu, conforme as teorias. A primeira era provada pelo facto de nenhum judeu ter ido trabalhar para o World Trade Center naquele dia fatal; a segunda, pela óbvia implausibilidade de as torres caírem daquela maneira, ou de aviões abrirem buracos como aqueles que vimos na televisão...).

Sondagem: Portugueses satisfeitos com resposta da UE mas não do Governo

 


Dois terços dos portugueses (66%) estão satisfeitos com a resposta da UE à pandemia da covid-19, o terceiro valor mais elevado entre os 27, mas só 49% aplaudem o Governo, revela um inquérito hoje divulgado pela Comissão Europeia. O “Eurobarómetro de Inverno”, conduzido nos 27 Estados-membros entre fevereiro e março passado e cujos primeiros resultados foram hoje publicados em Bruxelas, revela que a maioria dos europeus estão insatisfeitos com a resposta da União Europeia à crise da covid-19, já que 49% consideram-na insatisfatória e 43% satisfatória.

Em Portugal, 66% dos inquiridos afirmam-se satisfeitos com as medidas adotadas ao nível europeu para lutar contra a pandemia, o terceiro valor mais alto da UE, apenas superado por Dinamarca (68%) e Lituânia (67%), enquanto, no extremo oposto da lista, os cidadãos mais críticos relativamente à resposta da UE são os gregos (apenas 31% de satisfação), franceses (32%) e alemães (33%).

Sondagem: Democracia, sim. Mas com defeito

 


A culpa não é da pandemia, que aparentemente nem melhorou nem piorou a avaliação que os portugueses fazem do estado da nossa democracia, mas para uma esmagadora maioria dos inquiridos de uma sondagem ISC/ISCTE para o Expresso e para a SIC nos 47 anos do 25 de Abril, a democracia portuguesa tem defeito. Não está em causa a natureza do regime — apenas 4% consideram que Portugal nem é um regime democrático. Mas está em causa a consistência e a plenitude da democraticidade vivida e só 10% sentem que a nossa democracia é “plena”.

O carácter mais ou menos defeituo­so do regime divide dois grupos e o balanço, do mal o menos, não cai para o pior prato da balança. Se 36% dos inquiridos dizem que Portugal é uma democracia “com muitos defeitos” (fazendo 40%, se juntarmos os que não a veem como tal), há 47% que apenas lhe apontam “pequenos defeitos”. A soma é que estraga tudo: se excluirmos o grau, 83% de portugueses acham a vida democrática à portuguesa defeituosa.

Não é difícil imaginar onde estão os mais queixosos. Encontram-se entre os eleitores que mais sentem na pele as desigualdades e que dizem ser “difícil” ou “muito difícil” viver com o seu rendimento. E também há quem se mobilize para esta avaliação menos positiva por razões políticas, como se vê se compararmos os 50% de eleitores que consideram a nossa democracia plena ou com pequenos defeitos e que assumem ser de direita ou simpatizantes do PSD, com os 71% que mostram simpatia pelo PS ou os 62% que dizem ser de esquerda e que congregam a maioria das opiniões mais favoráveis ao funcionamento do nosso regime democrático.

Sondagem: 60% dos portugueses já sabem em quem vão votar nas autárquicas - e na maior parte dos casos não é no partido habitual

Cerca de 55% dos inquiridos assumem que “não costumam votar no mesmo partido em que votam nas legislativas”. Mais de 60% dos portugueses (61%) já decidiram em quem vão votar nas eleições autárquicas, que se realizam daqui a cinco meses. Apenas 38% mostram-se indecisos. Os dados são revelados pela sondagem da Intercampus feita para o “Jornal de Negócios” e o “Correio da Manhã”/”Correio da Manhã TV”. Cerca de 55% dos inquiridos assumem que “não costumam votar no mesmo partido em que votam nas legislativas”, valor que contrasta com os 44% que dizem que mantêm o mesmo sentido de voto nestas eleições. Os resultados de eleições antigas mostram que PSD e CDU tendem a ter melhores resultados nas autárquicas em comparação com as legislativas. Já o BE costuma ter piores resultados nas autarquias. A sondagem contou com 609 entrevistas telefónicas, recolhidas entre 7 e 13 de abril, a cidadãos portugueses a residir no país, com mais de 18 anos, eleitoralmente recenseados. O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de ± 4,0% (Expresso)

Portugal com 6.º preço de gasolina mais caro da UE no 1.º trimestre

 


Portugal vendeu gasolina 95 simples ao preço médio de 1,50 euros/litro no primeiro trimestre, o sexto valor mais caro entre os Estados-membros da União Europeia (UE), divulgou hoje a Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).

“Portugal situa-se na sexta posição dos países que vendem gasolina 95 simples mais cara na UE-27, sendo que o preço praticado corresponde a uma diferença de 55 cêntimos/litro e 17 cêntimos/litro face ao país com os preços mais baratos e ao país com os preços mais caros, respetivamente”, refere o Boletim dos Preços UE-27 de Combustíveis referente ao primeiro trimestre de 2021, disponibilizado pela ERSE. De acordo com o documento, a carga fiscal aplicada em Portugal (63%) justificou integralmente a menor competitividade dos preços, tendo praticado um valor superior à média registada na UE (60%), em Espanha (55%), na Alemanha (61%) e na Bélgica (62%).

TAP: Pandemia leva a aumento de prejuízos em 12 vezes para 1.230 milhões em 2020


Os prejuízos da TAP SA ascenderam a 1.230,3 milhões de euros em 2020, ano marcado pela pandemia de covid-19, um agravamento superior em 12 vezes às perdas de 95,6 milhões de 2019. De acordo com um comunicado enviado hoje pela empresa à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), “o resultado líquido do ano foi negativo em EUR 1.230,3 milhões”, um agravamento dos prejuízos de quase 1.300% face aos 95,6 milhões de euros de 2019. A companhia aérea lembra que “tal como em todo o setor da aviação a operação e resultados de 2020 foram severamente impactados pela quebra de atividade em resultado da pandemia de covid-19” (Executive Digest)

TAP com prejuízo recorde de 1230,3 milhões em 2020

Em comunicado enviado à CMVM, empresa explica que "tal como em todo o setor da aviação a operação e resultados de 2020 foram severamente impactados pela quebra de atividade em resultado da pandemia de covid-19, apesar da rápida e eficiente reação da TAP”. A TAP fechou 2020 com um prejuízo de 1230,3 milhões de euros – um resultado negativo mais de 12 vezes superior aos prejuízos de 95,6 milhões registados em 2019.

Sindicato acusa TAP de criar “ansiedade” nos pilotos e pôr em causa segurança de voo

 


O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) repudiou o comportamento dos Recursos Humanos da TAP, por estarem a convocar “aos poucos” os pilotos para medidas de reestruturação, o que gera “ansiedade” e compromete a segurança de voo.

“O SPAC tomou conhecimento, no dia 19 deste mês, do início do envio de emails a convocar os pilotos da TAP SA para reuniões no departamento de Recursos Humanos (RH)”, começa por referir o sindicato num comunicado enviado aos órgãos de comunicação social e que se refere às convocatórias que estão a ser enviadas aos pilotos selecionados para lhes serem propostas medidas de reestruturação, como rescisões por mútuo acordo, ou pré-reformas. De acordo com o sindicato dos pilotos, desde então, os RH têm enviado convocatórias todos os dias.

Sondagem: PS desce e PSD sobe nas sondagens, mas Direita não chega aos 40%


Portugal com défice de 5,7% em 2020


Sondagem: Maioria dos portugueses faz retrato de uma democracia com defeitos


Novo recorde: Economia portuguesa está ainda mais endividada


As moratórias nos créditos vão acabar. Mas que bomba-relógio é esta?


A pandemia chegou e obrigou os países a reagir para apoiarem os cidadãos sem emprego e as empresas sem receitas. Congelar as prestações dos créditos foi uma das opções. Portugal aderiu a moratórias numa dimensão superior ao resto da Europa. Mas, com o passar dos meses de 2021, elas vão acabar. Veja alguns números que mostram como este instrumento está a ser utilizado. Jornalismo de dados em 2 minutos e 59 segundos (Expresso)

Em 2022: Salário mínimo deve aumentar 40 euros


terça-feira, abril 20, 2021

Sondagem: 77% dos portugueses querem voltar ao trabalho presencial. 59% dizem que terá mais oportunidades depois de receber a vacina

 

Maior vontade em regressar ao local de trabalho, confiança nas vacinas e um maior otimismo sobre novas oportunidades de trabalho no final do ano, estas são algumas das principais conclusões do primeiro Workmonitor 2021 da Randstad.

Segundo a pesquisa, 77% dos trabalhadores que estão a trabalhar remotamente em Portugal querem regressar ao local de trabalho. Uma tendência que se mantém no mundo (78%) e também na Europa (77%). Como principal motivo para o facto de ser difícil trabalhar a partir de casa, os portugueses apontam a saudade da interação com os colegas (61%). Também a dificuldade em manter o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e referida por 39% dos inquiridos, bem como o facto de se sentirem sozinhos ou isolados (29%). São ainda sugeridas como razões, o facto de as crianças estarem em casa e requerem atenção (24%) e a ligação à internet não ser estável (18%).

Transporte aéreo: Movimento nos aeroportos nacionais cai quase 93% em fevereiro


Em janeiro de 2021 registou-se, nos aeroportos nacionais, um movimento de 265,6 mil passageiros, representando um decréscimo homólogo de 92,9% (-79,3% face a janeiro). As conclusões são do relatório divulgado esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em fevereiro de 2021 aterraram nos aeroportos nacionais 3,4 mil aeronaves em voos comerciais, o que representa uma variação homóloga de -76,7% (-62,0% em janeiro e -57,3% em dezembro). Registou-se o movimento de 265,6 mil passageiros (embarques, desembarques e trânsitos diretos), representando uma variação homóloga de -92,9% (-79,3% em janeiro e -74,7% em dezembro). Segundo o organismo, o movimento de carga e correio totalizou 11,6 mil toneladas, correspondendo a uma diminuição de 33,5% (-30,2% em janeiro).

Reinfecção: Podemos mesmo apanhar Covid duas vezes?

 

A qualidade e a duração da proteção das pessoas ao vírus SARS-CoV2 afetará a transmissão do vírus e determinará o curso da pandemia. A par da vacinação mundial, já levada a cabo em tantos países, será que ter o vírus uma única vez é suficiente para estarmos imunes à doença? A verdade é que, embora rara, a reinfeção de Covid-19 pode mesmo acontecer, avança a Bloomberg. De acordo com pesquisas recentes, avançadas pela agência, embora seja muito pouco provável contrairmos a doença por uma segunda vez, especialmente entre adultos jovens, as variantes de rápida disseminação, relatadas pela primeira vez no Brasil e na África do Sul, parecem aumentar o risco de reinfeção.

Quantos casos de reinfecção foram confirmados?

Portugal teve o seu primeiro caso de reinfeção comprovado no final do mês de Dezembro, detetado numa profissional de saúde do norte do país. Dois meses separaram a primeira da segunda infeção. Ao todo, no mundo estão já confirmados 71 casos de pessoas reinfectadas, de acordo com a agência de notícias holandesa BNO News, que faz a contagem regular. Quando comparado com os mais de 135 milhões de casos confirmados de Covid-19, no total, pode parecer pouco, mas os números podem ser superiores, tendo em conta os casos assintomáticos. Estimam-se que, no total, possam ser mais de 30 mil as pessoas reinfectadas.

Portugal na “lista verde” do Reino Unido já em Maio, diz CEO da easyJet

Os destinos de férias mais populares na Europa, como Portugal, Espanha, Itália e Grécia devem entrar na “lista verde” de destinos para viajar já no próximo mês de Maio, de acordo com o CEO da easyJet. O presidente-executivo Johan Lundgren, citado num comunicado da low cost britânica, disse que “espera que quase todos os principais países europeus” sejam colocados na categoria de baixo risco assim que as férias no estrangeiro forem retomadas. Em conferência de imprensa, e citado pela imprensa britânica, Lundgren acrescentou que “é importante que o Governo britânico apresente esta lista o mais rápido possível, por ser uma das principais condições para os nossos clientes viajarem neste momento”. Segundo o novo sistema de ordem em vigor no Reino Unido, semelhante às cores dos semáforos, os visitantes que chegam dos países da “lista verde” não precisam de cumprir qualquer quarentena ou realizar teste à chegada, ao contrário dos destinos “amarelos”, que devem cumprir uma quarentena de 10 dias, e dos “vermelhos”, nos quais Portugal esteve de Janeiro até Março, que implica quarentena obrigatória num hotel. Todos os passageiros terão, no entanto, de realizar um teste PCR antes do embarque, mesmo se já estiverem vacinados. O ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps, em declarações à BBC, já tinha adiantado que seria possível aliviar as restrições de circulação pelo menos até 17 de Maio, permitindo viagens para o estrangeiro, em férias ou para visitar família e amigos, e não apenas por motivos de força maior, como acontece atualmente (Executive Digest)

Médicos lusodescendentes formados na Venezuela: Portugal não os quer, Itália e Espanha aproveitam

 

Impedidos de exercer medicina em Portugal, alguns lusovenezuelanos agarram as oportunidades que lhe oferecem outros países da União Europeia. Laura, que trabalhava num lar, foi para Itália tratar de doentes de covid-19 e acabou por exercer a sua especialidade. “Causa uma certa dor que no nosso país, para onde viemos a pensar em maiores oportunidades, o processo de reconhecimento dos nossos diplomas seja tão lento, demorado e até difícil”, lamenta. Christian, que em Portugal trabalha na construção civil, está a tratar da papelada para começar a trabalhar em Espanha.

A pandemia abriu a janela da esperança a dezenas de profissionais de saúde formados na Venezuela que desesperam por ver reconhecidas as suas valências académicas em Portugal. Mas essa expectativa não tem passado de ilusão. Alguns médicos — que ganham a vida a trabalhar na construção, em fábricas ou a fazer limpezas — têm-se virado para outros países europeus para exercerem a profissão que os apaixona e para a qual se sentem competentes.

É o caso de Laura Domínguez, médica neonatologista nascida na Venezuela há 52 anos, filha de pai português e a viver em Oiã, no distrito de Aveiro, desde outubro de 2019. Sem hipótese de exercer medicina em Portugal, está desde há semanas a trabalhar em Itália. “Cheguei a Itália para ajudar a lidar com a covid-19, mas quando viram que sou pediatra colocaram-me num serviço de neonatologia”, diz ao Expresso. “Estou muito grata porque, neste momento, estou a exercer a minha especialidade. Deram-me a oportunidade que Portugal não me deu.”

Daniel Sampaio ao Expresso: “Houve momentos em que achava que me devia deixar morrer”

 

Está bastante mais magro, perdeu dez quilos, sobretudo de massa muscular. A voz é de um homem mais velho do que os atuais 74 anos e parece que cada palavra sai num sopro cansado. Mas está lúcido, inteiro. Viu a morte de perto, passou por experiências emocionais únicas, descobriu em si mesmo um homem que não conhecia. Mais frágil, chegou a pensar desistir, mas também dono de uma resistência que nunca se sonhou capaz. Agarrou-se à família e agradece a quem por ele rezou a um Deus que ele, não crendo, respeita. A covid-19 modificou-o e apesar do embate conseguiu manter a integridade de ser quem era. Diz que esta é “uma doença do desamparo”, pede que se respeite a virulência do vírus e recomenda todos os cuidados que se conhecem há muito tempo. Partilha de forma tão espontânea e sincera a intensidade do que passou que o que estava previsto para ser uma entrevista transformou-se na recolha de um testemunho. A jornalista apagou-se para ouvir quem tem muito para contar.

“Tenho aqui neste caderno todas as datas anotadas para não me enganar. É interessante que cognitivamente estou muito bem, o que passei foi físico e psicológico, a memória e a inteligência estão preservadas. Em janeiro estava a fazer a minha vida normal, com atividade intensa no consultório e fazer a supervisão da formação em Terapia Familiar. Mas tenho de assumir que fui displicente. Estava muito preocupado com o que o isolamento faria à saúde mental das pessoas e pensei que a doença não era tão grave, que não me aconteceria nada. Descuidei-me, e é preciso dizê-lo porque é necessário respeitar as regras.

Mercado mundial de vacinas ainda em construção

 

Quando, em outubro de 2019, a biotecnológica alemã BioNTech captou 150 milhões de dólares com a dispersão de parte do seu capital no Nasdaq, os seus fundadores, que haviam criado a empresa em 2008, estariam longe de adivinhar que pouco mais de um ano depois a empresa estaria a valer em bolsa quase dez vezes o valor de entrada naquela praça norte-americana. E recentemente as contas de 2020 da BioNTech confirmaram que a pandemia deu à empresa um impulso ímpar. A faturação anual da biotecnológica com sede em Mainz mais do que quadruplicou. E das receitas comerciais, de €303 milhões, a “fatia de leão” veio das vacinas para a covid-19: €270 milhões.

Desses €270 milhões, menos de um décimo (precisamente €20,6 milhões) veio das vendas diretas de vacinas para a covid-19 no mercado doméstico alemão. A maior parte da faturação resultou da parceria firmada com a norte-americana Pfizer, uma das maiores companhias farmacêuticas do mundo, que aproveitou a especialização da BioNTech para dar resposta ao desafio global da vacinação.


Novo Banco avança com nova ação contra empresas de Berardo

 

A Metalgest e a Fundação José Berardo são as sociedades visadas na ação colocada esta semana pelo banco, com o objetivo de executar uma dívida superior a 3,5 milhões. O Novo Banco lançou novo ataque para recuperar as dívidas junto do empresário madeirense Joe Berardo. Desta feita, a empresa Metalgest e a Fundação José Berardo são as sociedades visadas na ação colocada pelo banco liderado por António Ramalho, com o objetivo de executar uma dívida pouco superior a 3,5 milhões de euros.

Os maiores bancos nacionais têm vindo a colocar vários processos em tribunal contra as sociedades associadas a Joe Berardo por conta de dívidas que ascendem a cerca de mil milhões de euros. Nessa medida, a ação de execução no valor de 3.548.584,66 euros, que deu entrada esta quinta-feira no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa, representa uma gota no oceano de dívidas bancárias das empresas do universo do comendador madeirense.

Uma das ações mais relevantes em curso será mesmo aquela que Caixa Geral de Depósitos (CGD), BCP e Novo Banco avançaram em outubro passado contra a Associação Coleção Berardo, a dona das obras de arte do empresário madeirense e cujos títulos de participação se encontram penhorados. Conforme avançou o ECO na altura, os três bancos querem confirmar em tribunal a penhora das obras de arte para efeitos de execução das dívidas, algo que até hoje não conseguiram tendo em conta a complexidade de todo o processo.

Covid-19: Coronavírus não infeta o cérebro embora cause danos

 

Um estudo norte-americano que analisou autópsias de vítimas covid-19, não encontrou sinais do vírus no interior das células cerebrais. A possibilidade de que o coronavírus SARS-Cov-2 infete diretamente o cérebro tem sido objeto de debate entre investigadores, mas um novo estudo assegura que tal não acontece, ainda que o vírus possa causar danos neurológicos significativos. Numa investigação, publicada na revista científica Brain e liderada pelo Centro Médico Irving da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, foram analisadas autópsias de vítimas de covid-19, não tendo sido encontrados sinais do vírus no interior das células cerebrais.

No entanto, os investigadores observaram "muitas alterações patológicas" nos cérebros, o que poderia explicar porque é que os doentes graves experienciam confusão, delírio e outros efeitos neurológicos, e porque é que os doentes ligeiros apresentam 'névoa cerebral' durante semanas e meses, de acordo com James Goldman, que liderou o estudo, citado pela agência EFE. A investigação sugere que as alterações neurológicas que ocorrem frequentemente nestes pacientes, podem dever-se à inflamação desencadeada pelo vírus noutras partes do corpo ou nos vasos sanguíneos do cérebro.

Os investigadores examinaram 41 cérebros de doentes que morreram durante a hospitalização, com idade entre os 38 e os 97 anos, dos quais aproximadamente metade tinham sido entubados e todos tinham danos pulmonares provocados pelo vírus.