segunda-feira, fevereiro 18, 2019

Deputados britânicos chamam "bandidos digitais" ao Facebook


Nota: avisem Rui Rio que ele é líder da oposição e que o PS e Costa são os adversários

Rio sobe duas ou três décimas em sondagens e faz uma festança. É o que eu penso. Rio tem que perceber que uma coisa é a amizade que tem com Costa - alegadamente construída quando eram os presidentes das duas principais câmaras municipais do pais -. outra coisa é o Rio líder de um partido como o PSD, que está na oposição que foi escorraçado do poder em 2015, apesar de ter integrado a coligação mais votada. Rio tem que entender que lidera um PSD que obviamente quer regressar ao poder e combate obrigatoriamente a geringonça, mas combate sobretudo o PS e o seu líder, António Costa, o tal que depois das europeias de 2014 não hesitou um milímetro que fosse para se mover nos bastidores do seu partido e afastar António José Seguro da liderança do PS apesar deste ter sido o mais votado nessas europeias.
O que é caricato é que Costa, apesar de tudo, apesar do discurso populista e demagógico a sua campanha, apesar do legado da bandalhice fundamentalista, protofascista e hiper-liberal do anterior governo, apesar de Passos e Portas terem retirados milhões às pessoas e enchido a pança da banca falida com milhares de milhões de euros, para safar a pele de corruptos de colarinho branco e tapar buracos pelos quais ainda hoje pagamos todos, apesar da austeridade selvagem e da troika, Costa não ganhou eleições, pelo contrário, ficou muito aquém da coligação PSD-CDS (PSD-CDS com 107 deputados contra apenas 86 do PS). E não fossem os votos do PCP e do Bloco (19 do Bloco - lembram-se até do milagre da eleição de um deputado até na Madeira?! - e 17 dos comunistas) e Costa talvez já não seria hoje líder do PS, já que quanto muito não passaria de um simples deputado na Assembleia da República.

Chefes da diplomacia da UE reunidos para debater Venezuela


Venezuela: Milícias armadas começam a contestar Governo de Maduro


Portugal participa em missão na Venezuela para verificar se há condições para eleições

Portugal vai fazer parte de uma missão diplomática na Venezuela para verificar que condições existem para a realização de eleições.

Fugiram da Venezuela para os Estados Unidos e acabaram em Arcos de Valdevez

Família portuguesa, também com nacionalidade venezuelana, preferiu ser deportada para o Minho, quando foi apanhada sem vistos válidos nos Estados Unidos

Venezuelanos querem ajuda humanitária

De Caracas a Cucuta. As assembleias de oposição venezuelanas tiveram início na primeira cidade colombiana logo após a fronteira. O objetivo é claro: garantir que os mantimentos enviados pelos Estados Unidos da América entrem na Venezuela, já no próximo sábado. A deputada, Gaby Arellano, organizou a oposição em Cucuta e acredita que os militares venezuelanos vão permitir a entrada da ajuda humanitária. "Creio que eles são os mais interessados na entrada dessa ajuda humanitária. Dentro do Exército é onde há mais ansiedade e mais desejo pela entrada da ajuda humanitária. Estou muito otimista com a ação e a decisão dos homens e mulheres das Forças Armadas. Já sentimos o espírito nos quartéis. E não é o de continuar a atropelar o povo venezuelano", afirma. São vários os voluntários que estão aqui e mostram-se determinados a acabar com a crise que devasta a Venezuela. Milhões de migrantes venezuelanos atravessaram a ponte fronteiriça, nos últimos anos. Muitos fogem da fome e da miséria, mas também da possibilidade de uma guerra civil. “Pensamos que a guerra não é a solução para a crise política e social da Venezuela. Nós pedimos conversações. Acreditamos na autodeterminação dos povos. Somos autónomos e entre nós não pode haver guerra”, afirmou Cristian Cabrera, do Coselho Nacional da Paz da Colômbia. O Governo de Nicolás Maduro continua a proibir a entrada da ajuda humanitária vinda dos Estados Unidos. O Executivo garante de os mantimentos enviados estão envenenados e devem ser vistos como "armas biológicas". “Reuniões como esta continuarão na próxima semana para divulgar o roteiro para o dia 23 de fevereiro. No dia anterior, será celebrado um concerto, com a presença de artistas internacionais. A oposição quer reunir pessoas aqui em Cucuta. Espera-se, também, que continue a chegada das provisões enviadas pelos países que reconhecem Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela", relata o jornalista da euronews Héctor Estepa.

Autoridades da Venezuela impedem entrada de eurodeputados

As autoridades venezuelanas impediram a entrada de um grupo de eurodeputados do Partido Popular Europeu. Os quatro eurodeputados ficaram retidos no aeroporto e, depois de apreendidos os passaportes, acabaram expulsos do país.

Venezuela: Cardeal Patriarca de Caracas diz que chegou o momento de dizer basta

Baltazar Porras acusa o governo de ter lançado uma campanha de terror no país e de reprimir e perseguir a população venezuelana. Em entrevista exclusiva ao enviados da RTP, Hélder Silva e David Araújo, afirma que Nicolás Maduro tem de sair do poder.

Sondagem: Apoio a António Costa desce para novo mínimo da legislatura

Sem esquecer que o PS continua a liderar confortavelmente as intenções de voto, é difícil imaginar uma sondagem mais desanimadora para as hostes socialistas. Já o líder da oposição, Rui Rio, tem finalmente razões para sorrir. À luz do último barómetro da Aximage, a decisão de António Costa de fazer nova remodelação no Governo, com tomada de posse prevista para hoje, ganha outro alcance. É que esta sondagem só traz más notícias para o primeiro-ministro: avaliação do líder mais baixa de sempre; queda nas intenções de voto no PS para níveis de há três anos; redução das expectativas sobre o Governo; e erosão da confiança no primeiro-ministro. Para piorar, o líder da oposição parece ter ganho um novo balanço após a crise interna no PSD. 

Sondagem: Popularidade de Marcelo cai para níveis inferiores aos de Cavaco Silva

Estalou a unanimidade em torno de Marcelo Rebelo de Sousa. Um quarto dos portugueses considera que tem actuado mal e a sua avaliação desceu em Fevereiro para níveis inferiores aos registados por Cavaco Silva em idêntico período do seu mandato. A quase unanimidade em torno Presidente da República parece ter chegado ao fim. De há um ano para cá, a nota de avaliação dada pelos inquiridos da Aximage tem vindo paulatinamente a baixar e a tendência agravou-se de forma expressiva nos dois últimos meses, descendo abaixo dos níveis registados por Cavaco Silva numa fase idêntica do seu mandato. 
Se Janeiro já fora mau para o Presidente, Fevereiro foi ainda pior. A avaliação de Marcelo Rebelo de Sousa caiu de 15,9 valores (em 20) para 14,5. Este não é só o valor mais baixo do seu mandato, é também a maior quebra mensal em quase três anos como Presidente: de 1,4 pontos. Há menos de um ano, até Maio de 2018, a sua classificação superava os 18 valores.
Com esta avaliação, Marcelo desce para níveis ligeiramente inferiores aos registados pelo seu antecessor, Aníbal Cavaco Silva. Comparando a avaliação entre os dois presidentes em idêntica fase do seu mandato (quase três anos), conclui-se que os 14,5 atribuídos a Marcelo em Fevereiro de 2019 ficam abaixo da classificação recebida por Cavaco Silva em Fevereiro de 2009. Durante mais de três anos, o ex-Presidente da República manteve níveis de aprovação sempre superiores àqueles em que se encontra agora Marcelo. Mais tarde, a popularidade de Cavaco começa a degradar-se, chegando na reta final a atingir patamares raros para um Presidente, abaixo de sete pontos. Segundo a Aximage, 67,1% dos portugueses consideram que o Presidente tem atuado "bem", contra 87,3% um ano antes. Nessa altura, apenas 5,5% achavam que atuava mal, percentagem que agora já chega aos 24,2% (Jornal de Negócios)

domingo, fevereiro 17, 2019

Banco russo congela contas da petrolífera estatal da Venezuela

O banco russo Gazprombank congelou as contas da petrolífera estatal da Venezuela. É a primeira instituição bancária da Rússia a avançar com sanções contra empresas venezuelanas. O Gazprombank suspendeu também todas as transações com a petrolífera e tomou a mesma decisão em relação à PetroZamora.A petrolífera estatal venezuelana foi afetada por sanções americanas que proíbem a empresa de fazer qualquer negócio com entidades e empresários dos Estados Unidos, o maior mercado de exportação de petróleo da Venezuela.

Presidente interino da Venezuela tenta convencer militares a deixarem passar ajuda humanitária


Venezuela: El senador republicano Marco Rubio visita Cúcuta, ciudad colombiana fronteriza con Venezuela


Venezuela: La presión internacional contribuye a la salida de Maduro o le da oxígeno?


Guaidó: Maduro está "cada vez mais isolado"

Nicolás Maduro está "desligado da realidade" e "cada vez mais isolado": declarações do presidente do parlamento da Venezuela e autoproclamado presidente interino do país, Juan Guaidó, à euronews, que o entrevistou em Caracas depois de mais um comício recheado de palavras de ordem contra o atual ocupante do palácio presidencial de Miraflores. Juan Guaidó: "Ele está completamente desligado da realidade e crescentemente isolado. Há deserções todos os dias. [...] O futuro da Venezuela está garantido, mas primeiro é preciso enfrentar este difícil presente, no qual as pessoas morrem de fome, onde se vive uma emergência humanitária sem precedentes. Mas a boa notícia é que o futuro está garantido para a Venezuela e que Maduro está cada vez mais isolado." Guaidó considera-se mais próximo do povo e consciente do difícil quotidiano dos venezuelanos. Anelise Borges, euronews: "Muitas pessoas aqui na Venezuela dizem que as autoridades não têm noção da realidade, por isso perguntei a Nicolás Maduro o que achava que se pode comprar com 2000 bolivares. Ele não foi capaz ou não quiz responder. Sabe o que podemos comprar atualmente com 2000 bolivares?" Juan Guaidó: "Pode comprar por exemplo um café com leite. Mas não um quilo de queijo, mesmo que o consiga encontrar, o que muitas vezes nem sequer é possível. Nem pode comprar uma caixa de antibióticos. Nem sequer pode comprar um dólar." Veja a entrevista na íntegra, a partir desta segunda-feira, em Global Conversation.

Nota: dados a não esquecer...

Considerando as regionais e o período 2004 a 2015, concluímos que:
a) O PSD perdeu mais de 17 mil votos (menos 33.700 votos comparativamente a 2007 que deram ao PSD a maior votação de sempre - crise da lei de finanças regionais e antecipação das eleições);
b) o CDS ganha pouco mais de 7.800 votos (o pico eleitoral regional foi em 2011 quando o CDS somou cerca de 26 mil votos);
c) o PSD e o CDS, juntos, perderam 9.500 votos e 2,8%;
d) o número e votantes reduziu cerca de 10.100 pessoas, mas a abstenção aumentou naquele período quase 39 mil eleitores.
Em função destes dados, o PSD alcançou em 2015 o pior resultado de sempre e os votantes e a abstenção registaram naquele ano os piores valores de sempre, estabelecendo recordes para estes dois itens.
***
Já no caso das legislativas nacionais, entre 1999 e 2015, conclui-se o seguinte:
a) o PSD perdeu pouco mais de 9 mil votos;
b) o CDS, no mesmo período, perdeu cerca de 5.300 votos;
c) PSD e CDS, juntos, perderam mais de 14 mil votos e 13,2%;
d) Entre 1999 e 2015 (embora o numero de votantes tenha sido o mais elevado em 2005) votaram menos 34.521 eleitores mas a abstenção aumentou quase 44 mil eleitores.
Neste período em análise, PSD e CDS somaram em 2015 o pior resultado de todos e a abstenção atingiu em 2015 um valor recorde nas legislativas nacionais (Assembleia da República) (LFM)

5 gráficos que mostram o que está a acontecer ao turismo







Na última semana ficou a saber-se os números de turistas que viajaram em Portugal em 2018. Foi um ano recorde. O Negócios analisou a evolução do turismo desde 2010 (Jornal de Negócios)

Nota: a crise política e de identidade no centro-direita poderá representar desafios novos também na Madeira?

Julgo que a direita portuguesa, melhor dizendo a área ideológica do centro-direita, atravessa um problema grave de identidade e de afirmação social e eleitoral. Quando assistimos a proliferação de novos partidos, ainda sem expressão eleitoral e pouco conhecidos, e por isso sem que possamos ter sobre eles qualquer opinião ou perspectiva do que possam valer, isso significa que há claramente uma crise de identidade e que há partidos que deixaram - ou correm esse risco - de ocupar um espaço social e eleitoral que aparentemente lhes pertencia.
Se em Portugal a confusão e a degradação de valores e princípios ideológicos no centro-direita começou com essa essa idiotice que meter no mesmo caso europeu (Partido Popular Europeu) dois partidos diferentes, e prosseguiu com essa patética coligação protofascista Passos-Portas que não apenas ridicularizou a política como ofendeu a nossa inteligência, na medida em que CDS e PSD - apesar de próximos espacialmente, porque situados no centro-direita onde para além deles não existia mais nada, e só por isso - têm programa, valores e princípios diferentes, incluindo um discurso político que até em termos do seu conteúdo não se pode confundir, ou melhor dizendo, não se podia confundir.
Esta progressiva perda da identidade do PSD - graças a uma corja de bandalhos que ofenderam e distorceram o legado dos fundadores do PSD e o transformaram num "albergue espanhol" (nota para evitar confusões: "Era frequente nos albergues espanhóis reinar grande confusão, portanto, havia muita falta de organização e uma grande barafunda. Ser um albergue espanhol onde impera a barafunda, a confusão...") onde toda a trampa e oportunismo saloio e hipócrita cabe - levou a que a área ideológica do centro-direita se fosse desfazendo aos poucos, atingindo de uma forma mais directa o PSD - muito menos o CDS - com o aparecimento de novos projectos de partidos cujo sucesso estará ainda por avaliar (e neste quadro lembro-se do ex-PRD associado a Ramalho Eanes, partido que acabou por ter uma existência efémera, sobretudo quando as pessoas perceberam que deixou de fazer sentido, se é que alguma vez fez sentido no espectro partidário nacional já que na realidade tratou-se de um projecto de poder pessoal sem bases seguras para existir).
A Aliança de Santana
A Aliança de Santana Lopes - figura emblemática do PSD, polémica e muito raramente levada a sério – pode constituir uma ameaça ao PSD e ao CDS, mas sobretudo porque podem entrar na imensa multidão de eleitores flutuantes, sem vínculo partidário certo, e que variam o seu sentido de voto em função da conjuntura e da conjugação de vários factores que mudam de eleição para eleição. A Aliança, dizem alguns especialistas no fenómeno eleitoral pode vir a revelar-se uma surpresa, também pelo espaço mediático que é garantido (estranhamente) por uma certa comunicação social que acha que Santana Lopes é uma referência da política nacional, quando não é nem nunca foi. Tal como Marcelo foi Presidente a reboque da comunicação social e do vergonhoso espaço de opinião onde apenas imperava a sua opinião, sem contraditório, e onde a invenção, a ficção (muitas vezes mentirosa e...) especulativa se cruzava com opiniões pessoais e alguns factos verídicos, também Santana aposta neste domínio, apesar do seu discurso redondo, sem conteúdo, vago, disperso e insonso, já que se trata do político que (por ser o vice de Barroso no PSD, quando este abandonou o governo para ir para Bruxelas) viria a estar na origem da ascensão do “socratismo” e com  este à falência do país e à troika. Dessas responsabilidades políticas ele não se livra (nem do fracasso de todas as tentativas de ser eleito para a liderança do PSD, no fundo o seu sonho político sempre adiado e derrotado) o que explica o recente ataque político feito no congresso da Aliança a Jorge Sampaio e à decisão de dissolução da Assembleia da República.
Ventura e o Chega
André Ventura, um desconhecido político que Passos desenterrou algures para se candidatar à Câmara de Loures – e que desde cedo se queimou com um discurso radical próximo da extrema-direita, racista e xenófobo, mudou de direcção e ao abandonar o PSD resolveu criar um partido novo, o Chega, com um discurso identificado com o pensamento daquele político ultra-conservador e que usa também o seu espaço mediático de comentador desportivo na CMTV, totalmente colado ao Benfica, como uma eventual mais-valia, passível de o beneficiar nas eleições (nas autárquicas de 2017 foi derrotado apesar de ter sido eleito vereador cargo que abandonou).
Ventura foi terceiro em 2017, encabeçando uma coligação PSD e PPM (o CDS recusou integrá-la devido ao radicalismo de Ventura) que teve quase 19 mil votos, 21,6%e 3 eleitos para a edilidade (em 2013 a coligação PSD, PPM e MTP tinha obtido 16%, pouco mais de 13 mil votos e 2 mandatos). Este resultado acabou por estimular Ventura para a aventura em que ser encontra agora envolvido, embora estejamos a falar de um universo eleitoral muito limitado (Loures e quase 87 mil eleitores inscritos, contra pouco mais de 82 mil em 2013, confirmando-se Loures como um dos "dormitórios" de Lisboa na  cintura da capital).
Este comentador-político desportivo poderá obter já nas europeias a resposta para esta sua aventura, seja para um lado, seja para o outro, ou seja, para a continuidade do projecto até as legislativas de Outubro, seja para a sua dissolução. Jogo claramente nesta segunda hipótese.
É neste contexto que me interrogo sobre qual o papel que estes partidos novos e pequenos podem desempenhar também na Madeira – sobretudo nas regionais de Setembro às quais a Aliança já anunciou que vai concorrer – quer cativando a seu favor eleitores que engrossaram a abstenção nos últimos anos, quer também eleitores que habitualmente votam nos partidos do centro-direita e que recusam qualquer voto útil a favor do PS ou de partidos mais à esquerda. Julgo que depois das europeias seremos todos obrigados, ou não, a fazer (novas) contas e partidos como o PSD e o CDS poderão ter que olhar para este fenómeno de outra forma, no fundo também os partidos da esquerda que podem ver goradas algumas expectativas que alimentam, incluindo as que não assumem para não serem depois apontados a dedo em caso de frustração política ou fracasso eleitoral. Por exemplo, uma Aliança com 4 a 5% dos votos e 3 mandatos no parlamento regional – para isso precisa de uma lista de pessoas conhecidas e que possam dar votos ao partido já que nomes desconhecidos comprovadamente (e o PSD-M que o diga depois do desastre eleitoral que aconteceu em 2015) não dão votos - poderá ser fundamental no pós-regionais de 2019. Isto promete (LFM - o quadro publicado refere nas eleições seleccionadas, o somatório dos votos PSD+CDS)

Venezuela: Guaidó diz que ajuda humanitária está nas mãos dos militares


Guaidó quer petróleo ao serviço dos venezuelanos

O autoproclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó quer que a riqueza do país seja usada como alavanca para a emancipação do país. O principal opositor de Nicolas Maduro proferiu a ideia durante um evento ligado à industria do petróleo. "O petróleo tem que ser usado com alavanca para a emancipação venezuelana, para o desenvolvimento, e oportunidades sociais. Esse é o verdadeiro desafio da produção petrolífera da Venezuela, transformar um recurso em riqueza, reconhecimento", declarou. A Venezuela foi outrora um dos cinco principais exportadores de petróleo, com uma capacidade de produção de 3,5 milhões de barris diários quando o Presidente Hugo Chavez foi eleito e lançou a chamada revolução bolivariana. Hoje a empresa petrolífera estatal PDVSA produz menos de um terço. Nicolas Maduro, o sucessor de Chavez, afirma que os Estados Unidos roubam milhares de milhões de dólares ao país e oferecem migalhas em ajuda humanitária.

Costa fala de "incapacidade" da administração da RTP em resolver os precários

O primeiro-ministro critica o Conselho de Administração da RTP por não resolver a situação de alguns trabalhadores precários da empresa. António Costa fala mesmo de "incapacidade". Um dos trabalhadores externos da RTP Porto entregou este sábado uma carta ao chefe do Governo.Nessa carta estão enunciados os problemas comuns a dezenas de trabalhadores do Centro de Produção do Norte que ainda esperam para serem integrados no quadros da empresa, no âmbito do Programa de Regularização Extraordinária dos Vínculos Precários na Administração Pública.O problema tem-se estendido no tempo e que já motivou manifestações recentes quer em Lisboa, quer no Porto.

Voluntários venezuelanos oferecem-se para recolher ajuda

Milhares de venezuelanos ofereceram-se como voluntários para ir buscar ajuda humanitária. Juan Guaidó anunciou que a ajuda enviada pelo Brasil, Estados Unidos e Colômbia atinge os 110 milhões de dólares.

Venezuela: Petare, a maior favela da América Latina

Os enviados especiais da RTP a Caracas foram visitar a maior favela da América Latina, onde vivem mais de um milhão de pessoas em condições de pobreza extrema. A fome grassa na Venezuela. O país tem as maiores reservas de petróleo do mundo, mas muitas crianças apenas tomam uma refeição por dia e outras nem sequer isso.

Mike Pence apela à UE para reconhecer Guaidó como Presidente da Venezuela


Guaidó já tem 600 mil voluntários para ir buscar ajuda humanitária à fronteira


Auditoria à Caixa não encontrou aval pessoal de Berardo

Seriam perto de 38 milhões de euros. Mas não restam vestígios. De acordo com o jornal Público, há mais de dez anos que a Caixa Geral de Depósitos sabia que Joe Berardo estava com dificuldades para liquidar as dívidas. Em 2008, já tinha imparidades de 200 milhões que só seriam registadas sete anos depois.A Caixa emprestou dinheiro ao comendador para comprar ações do BCP. Mas as ações caíram a pique e os responsáveis do banco público foram fechando os olhos.

Novos aviões da TAP com problemas....


Os novos aviões Airbus da TAP estão a apresentar problemas, obrigando mesmo, nos casos de voos de longo curso, a impedir a lotação esgotada e a aliviar a carga. O SOL confirmou que estes problemas têm afetado vários voos e têm causado apreensão. A transportadora decidiu avançar com a encomenda de vários novos aviões, nunca antes testados, de forma a poder crescer e avançar com novas rotas. Por exemplo, a aposta no inovador A330neo serve, de acordo com a companhia, o objetivo de poder ser rei no longo curso. A transportadora nacional quis ser a primeira em todo o mundo a receber este modelo, que conta com a última geração de motores Rolls-Royce Tret 7000. Esta aeronave foi entregue à TAP pela Airbus, numa cerimónia que teve lugar em França. No entanto, ser o primeiro nem sempre é bom. Com a Rolls-Royce a ser confrontada com vários problemas por causa dos motores em vários modelos, um pouco por todo mundo, a questão veio bater à porta da companhia aérea, já que os problemas se estendem ao novo modelo. De acordo com fonte ligada à aviação, «há limitações e problemas nos motores e estão a tentar resolver». Entre estas limitações está, por exemplo, o facto de existirem problemas de capacidade. O SOL sabe que já aconteceu ficar carga em terra, de forma a garantir o voo (Sol)

sábado, fevereiro 16, 2019

Anúncio do aeroporto do Montijo expandiu negócio imobiliário na zona

Desde o anúncio da localização para o novo aeroporto de Lisboa, o negócio imobiliário no Montijo entrou em franca expansão. Neste momento há cerca de 20 prédios em construção no Montijo. Os preços dispararam desde o primeiro anúncio feito em 2017. A titulo de exemplo, um T3 custava 200 mil euros. Agora pode custar entre 250 e 450 mil, preços que já começam a entrar em linha de conta com os praticados na cidade mais cara do país, Lisboa.

Escolas privadas continuam a dominar o ranking em Portugal

As dez melhores escolas secundárias e básicas do país são privadas. Os resultados fazem parte do ranking anual dos estabelecimentos de ensino. Apesar de não estarem no top dez, as escolas públicas melhoraram a classificação em relação ao ano passado. O ranking jornal Público-RTP é feito com base nas notas dos exames das oito disciplinas mais concorridas e com as escolas onde se realizaram mais de cinquenta provas.

Venezuela: Guaidó pede a militares que se coloquem do lado do povo e permitam entrada de ajuda

O presidente interino da Venezuela voltou a pedir aos militares que se coloquem do lado da população e permitam a entrada de ajuda humanitária no país. Juan Guaidó lembra o prazo de 23 de fevereiro para que esse apoio seja desbloqueado.

Ranking Escolas 2018: escola pública fica melhor na tabela quando se analisa o progresso

Quando se olha para além dos resultados dos exames e se analisa quais foram as escolas que fizeram os alunos progredir, há mais escolas públicas a ficarem melhor no ranking. Nesta tabela há estabelecimentos de ensino que, em contextos muito exigentes com percentagens altas de alunos com apoio social e mães com qualificações baixas, conseguem desenvolver um verdadeiro trabalho de superação.

Aeroporto no Montijo: não há estudos, nem sustentação técnica

Não há nenhuma sustentação técnica para avançar com o novo aeroporto de Lisboa no Montijo. O Sexta às 9 teve acesso ao resumo do estudo de impacto ambiental que foi apresentado pela ANA à comissão de avaliação em julho do ano passado. A comissão de avaliação apontou deficiências graves e ordenou a reformulação do estudo que é essencial para o avanço desta obra sucessivamente adiada nos últimos 50 anos. O estudo nem sequer avaliou devidamente o impacto do ruído que irá verificar-se sobre a mancha urbana que irá ser mais afetada e que conta com mais de 35 mil pessoas que vivem em casas de fraca construção. 

EUA vão enviar aviões militares com 250 toneladas de ajuda para a Venezuela


Há um novo sinal de trânsito nas estradas da Madeira

Nas estradas da Madeira está a ser instalado um novo sinal de trânsito. É específico para as vias rápidas e oferece duas possibilidades de velocidade ao condutor. Uma para piso molhado, outra para piso seco.

Uma em cada quatro farmácias em risco de fechar

Um número muito significativo de farmácias está em risco de fechar, por insolvência. O alerta é da Associação Nacional das Farmácias que lançou uma petição a pedir mais investimento público para salvar as farmácias, sobretudo no interior do país.

Venezuela: Origem dos colectivos de bairro que apoiam Nicolás Maduro

Os colectivos chavistas nasceram no bairro 23 de janeiro, de cujo Quartel da Montanha Hugo Chávez saiu em 1992 para um golpe de Estado contra o Governo de Carlos Andrés Pérez. Apesar do fracasso do golpe, Chávez foi lançado a partir daí para uma notoriedade política e para uma carreira política.

quinta-feira, fevereiro 14, 2019

Mais casamentos e menos divórcios


Segundo os dados do INE, disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index da Marktest, o número casamentos tem vindo a aumentar. Já os divórcios, mostram uma tendência decrescente. De acordo com os dados do INE, disponíveis no sistema de geomarketing Sales Index, em 2017 foram contabilizados 33 634 casamentos. Este valor está 27.4% abaixo do verificado em 2007, quando o número de casamentos ascendeu a 46 329. Neste período (2007-2017), observa-se uma quebra contínua no número de casamentos até 2014 (onde se regista o valor mínimo de 31 478).

Só visto! Jovens consideram normal a violência no namoro...

Mais de metade dos jovens já sofreram de violência no namoro e a maioria acha natural. Os resultados de um estudo nacional, feito pela União de Mulheres Alternativa e Resposta são preocupantes. 67 por cento dos jovens consideram normal e 58 por cento revelam que já foram vítimas.

Venezuela: "Coletivos" prometem combater até à morte

Os chamados "colectivos" estão dispostos a lutar até à morte contra qualquer intervenção militar estrangeira na Venezuela. Milícias armadas que operam à margem da lei e que são acusadas pela oposição de serem usadas por Nicolás Maduro para intimidar quem contesta o regime. O grupo mais violento vive no Bairro 23 de Janeiro, em Caracas. A reportagem é dos enviados especiais da RTP à Venezuela, Hélder Silva e David Araújo

Os milhões da ADSE

O braço-de-ferro entre a ADSE e os grupos privados dura há praticamente um ano. O subssistema de saúde do Estado quer criar uma tabela com preços máximos para cirurgias, medicamentos e próteses, para que os privados não faturem mais do que é suposto.A ADSE pediu mesmo o reembolso de 38 milhões de euros por faturação excessiva nos anos 2015 e 2016.

Quase 60% dos jovens já sofreram atos de violência no namoro

O dia dos namorados foi a data escolhida para lançar um novo alerta sobre o aumento da violência no namoro. Mais de 50% dos jovens portugueses confessam já ter sofrido pelo menos uma forma de violência por parte do companheiro ou companheira e consideram normais esses comportamentos. São dados preocupantes de um estudo apresentado pela UMAR, que destaca a violência nas redes sociais como fenómeno recente nas relações entre adolescentes.

Oposição venezuelana apela a pressões internacionais sobre ajuda humanitária


Abstenção nas europeias: apesar do recorde em 2014, Madeira entre os melhores

Refira-se que os Açores, exceptuando as europeias de 1994 - nas quais foram 11ª entre os abstencionistas - foi sempre o distrito/região que liderou as abstenções nos actos eleitorais para o Parlamento Europeu apesar de, segundo creio, ter tido sempre um eurodeputado eleito, pelo menos um! Ao invés, a Madeira foi sempre das regiões com menos abstenção, excepto em 1987, em 2009 quando foi superada por Braga e em 2014 onde foi a 11º entre as maiores abstencionistas nas europeias. Refira-se que exceptuando 1989 Braga esteve sempre entre as regiões com menos abstenção mas o  Porto é a única região/distrito que entre 1987 e 2014 esteve sempre entre os menos abstencionistas. Já entre os maiores abstencionistas Bragança é "freguês" quase total (menos em 1994) com Faro e Vila Real também em destaque neste "raking" onde a Madeira figura positivamente em posição de destaque apesar de ter batido em 2014 o recorde das abstenções e ter superado a abstenção nacional algo que não acontecia desde 1987! (LFM)

Venezuela: Maduro considera que chegou ao fim a tentativa para derrubar o seu governo

Nicolás Maduro considera que chegou ao fim a tentativa para derrubar o seu governo, critica a União Europeia por “seguir cegamente” a decisão de Donald Trump de apoiar um golpe militar e mostra abertura para dialogar com a oposição. “Fiz mais de quatrocentos pedidos à oposição para o diálogo. A oposição vai muito além da figura que eles colocaram como presumível presidente interino; muito além. Este senhor é circunstancial. Estou disposto e pronto para dialogar com a oposição, em conjunto ou em separado, em qualquer altura e lugar. Acredito verdadeiramente que o que pode ajudar a Venezuela este ano e nos próximos anos é um diálogo honesto, com uma agenda aberta, e acordos abrangentes pela prosperidade do país”. (...) "Se não entendesse a situação do meu país, não seria presidente eleito e reeleito. Entendo porque venho do povo. Deve saber que não fiz a minha educação em Harvard nem na Escola das Américas. Não tenho nome de família nem sangue azul. Sou um trabalhador, um homem do povo e todos os dias estou com o povo. Estou em contacto permanente e sei exatamente o que se está a passar.". Maduro insiste que a Venezuela não precisa de ajuda externa, mas a oposição sublinha a falta de comida, de medicamentos e a inflação descontrolada A crise provocou a maior onda de emigração dos últimos anos. As Nacões Unidas já deixaram o alerta: se as atuais taxas de emigração continuarem, 1 em cada 6 venezuelanos terá deixado o país até o final do ano.

ADSE despesas crescem a um ritmo superior ao das contribuições


Grupo de jornalistas franceses acusado de fazer cyberbullyin


TVI24: A realidade chocante do arrendamento de quartos a estudantes em Lisboa


Nicolás Maduro: "Governos da UE cometeram grande erro com a Venezuela"

No momento em que a Venezuela atravessa uma grave crise económica e social, com escassez generalizada, hiperinflação e um êxodo de quase quatro milhões de pessoas num país com cerca de 32 milhões de habitantes, o Presidente venezuelano Nicolaas Maduro deu uma entrevista à Euronews. Maduro acusa a União Europeia de parcialidade e de ceder a Donald Trump. Nicolás Maduro, Presidente da Venezuela: Acredito que Frederica Mogherini e os governos da UE cometeram um grande erro com a Venezuela. Eles ouviram apenas um lado, prestaram atenção apenas a um lado. Eles não ouviram o país inteiro que quer paz, diálogo, compreensão, respeito. E não nos ouviu, nós que temos uma voz de verdadeiro poder. Acredito que a Europa se associou cegamente às más políticas de Donald Trump - a política de Trump descartou a NATO, os governos da UE e a UE. Trump torceu o braço e impôs a sua política que prejudicou a Venezuela. Maduro acusa a oposição que está nas ruas de tentar levar a cabo um golpe de estado e diz que Juan Guaidó, líder da Assembleia Nacional e autoproclamado Presidente interino da Venezuela, é algo passageiro. Nicolás Maduro: Foi uma loucura. Eles queriam um golpe militar, mas falharam. Estavam a jogar a carta do golpe de Estado militar, mas acabou. Euronews, Anelise Borges: Acha que eles falharam? Nicolás Maduro: Tenho conhecimento, sei o que digo. Euronews: Mas eles ainda estão nas ruas ... Nicolás Maduro: Pois que continuem. Eles podem ficar nas ruas o tempo que quiserem. Não é a primeira vez. Entre 2002 e 2003, durante o golpe do Comandante Chávez, eles manifestaram-se três vezes por dia, durante mais de cem dias. Que continuem. Em 2018 estiveram nas ruas durantre 120 dias completos. Eles têm o direito de o fazer. Que protestem, que reclamem, mas sempre pacificamente. Faz parte do que eu chamo na Venezuela de democracia mobilizada. Eles mobilizam, nós mobilizamos e tudo bem se for pacificamente. Euronews: Então, não há negociações em curso com Guaidó? Nicolás Maduro: Ele não é a oposição. Nós temos de falar sobre a oposição como um todo. Ele (Guaidó) é algo temporário. A oposição, o que eles pensam, tem que ser tratada como um todo. Euronews: Estão a falar com a oposição? Nicolás Maduro: Sempre. Não foi tornado público mas temos canais de conversação e entendimento.

Guaidó anuncia entrada de ajuda na Venezuela que Maduro continua a travar

Autproclamado presidente interino diz que alimentos e medicamentos entrarão no país no próximo dia 23 de fevereiro

Venezuela: Novo prazo para resolução do impasse para ajuda humanitária

O auto-proclamado presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, deu 10 dias aos militares para definirem se estão do lado do Presidente Maduro ou da oposição. O enviado especial da RTP à Venezuela deu conta que, no próximo sábado, os voluntários vão receber instruções sobre como ir buscar ajuda humanitária. Na mais recente entrevista a uma televisão, o Presidente da Venezuela acusa aos líderes europeus e a chefe da diplomacia da União Europeia de terem cometido um grave erro ao terem apoiado Guaidó e dado ouvidos a Donald Trump. Nicolás Maduro considera que Juan Guaidó é apenas uma "circunstância que vai passar" e volta a acusar a oposição de tentar um golpe de Estado militar.

Vice-presidente da Venezuela diz que ajuda humanitária está envenenada e é cancerígena

Milhares de venezuelanos reuniram-se na Colômbia a pedir a entrada urgente da ajuda humanitária.

Venezuela: Papa Francisco respondeu à carta de Nicolás Maduro

Pelo que se sabe, o Papa acusa Maduro de faltar ao prometido. E há um detalhe, que está longe de ser um pormenor: Franciso não dirige a carta ao presidente da Venezuela, mas ao senhor Nicolás Maduro.

Guaidó: "23 de fevereiro será o dia em que a ajuda humanitária vai entrar na Venezuela"

O autoproclamado Presidente interino da Venezuela diz que foi criado um ponto de recolha de bens essenciais em Roraima, no Brasil, para entregar à população venezuelana.

Venezuela: Movimento estudantil realizou vigília de 12 horas

Um dos símbolos da oposição venezuelana acredita que o fim de Nicolás Maduro está próximo. Leopoldo Lopez está preso há cinco anos. A mulher, Lilian Tintori, participou numa vigília de 12 horas, marcada pelo movimento estudantil. A reportagem dos enviados da RTP a Caracas, Hélder Silva e David Araújo.

Venezuela: Maduro volta a acusar a oposições de tentativa de golpe de Estado

Nicolás Maduro acha que Juan Guaidó é apenas uma circunstância e volta a acusar a oposição de tentar um golpe de Estado. Na mais recente entrevista a uma televisão, o presidente da Venezuela acusa aos líderes europeus e a chefe da diplomacia da União Europeia de terem cometido um grave erro ao apoiarem Guaidó e dar ouvidos a Donald Trump.

Bruxelas "abandonou" os europeus que vivem na Venezuela


Um país à beira do colapso. A Venezuela atravessa um período conturbado em termos políticos, económicos e sociais. O caos tem saído às ruas com frequência e aquele que foi um dos países mais prósperos da América Latina está agora em queda livre. Para muitos, o problema está no topo. Nicolás Maduro chegou ao poder em 2013 para dar continuidade à revolução bolivariana de Hugo Chávez. A sua autoridade foi colocada em causa após as eleições do ano passado, que lhe garantiram um segundo mandato entre acusações de irregularidades e uma abstenção superior a 50%. Em janeiro, entrou em cena Juan Guaidó . O presidente da Assembleia Nacional socorreu-se da constituição para se autoproclamar presidente interino com a promessa de eleições livres. O apoio dos Estados Unidos foi imediato, o exemplo foi seguido por vários países da América Latina e da União Europeia. A euronews viajou até à Venezuela para tentar perceber o que vai acontecer. No Palácio de Miraflores entrevistou Nicolás Maduro que assumiu algumas culpas, mas também distribuiu mais pelos Estados Unidos e pela Europa. Euronews: Hoje, o seu país está numa encruzilhada, um país com dois presidentes. O que está exactamente a acontecer na Venezuela? Nicolás Maduro : Não é possível ter dois presidentes num país. Na Venezuela, há apenas um presidente constitucional, eleito pelo voto popular, de acordo com as instituições políticas da Venezuela. Esse presidente, é este humilde servo, Nicolás Maduro Moros. Há um golpe a decorrer; mas já falhou; nós neutralizamo-lo. Isto foi promovido pelo governo dos Estados Unidos dentro da Venezuela. Os Estados Unidos usaram todo o seu poder político, diplomático e económico para tentar instalar um governo fantoche na Venezuela. Algo sem precedentes na nossa história. Mas Estados Unidos, União Europeia e vários outros países reconheceram Juan Guaidó como o presidente interino... Violando todas as regras da Carta das Nações Unidas, que proíbem a ingerência nos assuntos internos, e violando até os preceitos da Constituição venezuelana, numa tentativa de dominar, conquistar e criar uma relação neocolonial com a Venezuela. De qualquer modo, quem decide a vida política de um país, quem elege os presidentes nos países do mundo é a soberania popular e na Venezuela não é exceção. Podem dizer o que quiserem - o governo de Donald Trump, a administração extremista da Casa Branca e seus governos satélites -, mas na Venezuela o povo é soberano e decide. Nenhum governo estrangeiro decide por nós. Mas também é um povo dividido. Quero centrar-me primeiro na pressão internacional. Está sob uma pressão internacional sem precedentes. Como resolve isto? Todos conhecemos seus inimigos, mas quem são seus amigos hoje? Penso que temos muitos amigos no mundo. De qualquer modo, esta é uma batalha global. Quem transformou a batalha pela Venezuela numa batalha global? Os interesses da elite extremista que governa os Estados Unidos. O interesse real da elite nos Estados Unidos não é a democracia, eles não estão interessados na democracia no mundo, só há interesse em saquear nossa riqueza. Esse é o interesse verdadeiro. Pediu uma reunião com Donald Trump. É para tentar resolver esta crise? Quando a pedi, a situação era diferente. Acredito sempre que se pode abrir caminhos de diálogo e através do diálogo é possível encontrar um entendimento de convivência, de coexistência pacífica, de respeito. Mas é impossível. Eles mataram qualquer possibilidade de diálogo, de reaproximação, mataram-na. A Casa Branca deu ordem de diálogo zero e isso é lamentável. Acredito no diálogo, acredito em palavras, acredito na diplomacia. Acredita que o diálogo aqui na Venezuela é possível? Está disponível para falar com o senhor Juan Guaidó por exemplo? Fiz mais de 400 pedidos à oposição para o diálogo. A oposição vai muito além da figura que eles colocaram como presumível presidente interino; muito além. Este senhor é circunstancial. Estou disposto e pronto para dialogar com a oposição em conjunto ou em separado, em qualquer altura e lugar. Acredito verdadeiramente, Anelise; estou convencido de que o que pode ajudar a Venezuela este ano e nos próximos anos é um diálogo honesto, com uma agenda aberta, e que façamos acordos abrangentes para o bem da Venezuela, pela prosperidade do país. Uma das principais condições deste diálogo poderia passar pela autorização da entrada de ajuda humanitária no país - algo que sempre disse que não faria, que não vai permitir a entrada desses produtos no país porque acredita que é uma intervenção estrangeira; um ataque à soberania. Apesar disso, é um mecanismo disponível e a Venezuela é um país que tem grandes necessidades neste momento. Não considera errado fazer política disso, dessa questão em particular? É errado usar o conceito de ajuda humanitária como uma questão política ideológica, como forma de humilhar um país. E esse é o erro cometido pela oposição venezuelana e também pela administração Trump: querer humilhar um país. Eles congelaram mais de 10 mil milhões de dólares no estrangeiro. Isso significa que nossas contas estão sob escrutínio externo. Quase nos impedem de importar medicamentos e comida, porque controlam o nosso dinheiro em contas estrangeiras em todos os cantos do mundo. Depois de nos congelarem 10 mil milhões de dólares ou mais, vêm dizer-nos que vão doar 20 milhões de dólares de uma comida contaminada, comida estragada. É uma contaminação. Porquê contaminada? Tem provas de que esses alimentos estão contaminados; de que essa ajuda está contaminada? Acredita nisso? Bem, a informação saiu da própria Colômbia. É comida que não tem sido...; que está cheia de elementos químicos cancerígenos; que não teve os testes necessários; que, mesmo na Colômbia, já causou vários casos de intoxicação alimentar. Agora, além disso, eles politizaram o conceito de ajuda humanitária. Se querem ajudar a Venezuela, digo a Donald Trump, digo a Mike Pompeo, digo aos governos que estão por detrás deste espetáculo: libertem as contas que nos congelaram; libertem o ouro que nos roubaram e a Venezuela tem recursos suficientes para importar tudo o que precisamos. Parem com este espectáculo macabro de sufocar a Venezuela e depois oferecer uma migalha. Nós não somos mendigos de ninguém. A situação é muito difícil na Venezuela hoje. Há falta de medicamentos. Visitei alguns hospitais e conversei com médicos que me disseram que não é fácil trabalhar e ajudar os venezuelanos. Reconhece pelo menos que o seu país tem um problema; um problema sério? Diga-me um país do mundo, ou do terceiro mundo que não tenha problemas. Diga-me um país que não tem dificuldades para ultrapassar a pobreza. Um país latino-americano. Dou o exemplo de nossos vizinhos na Colômbia. Mas você não vai para a Colômbia com uma lupa. 70% de pobreza na Colômbia, 30% de miséria. As pessoas saem da Colômbia há anos. Mais de 15 milhões de colombianos emigraram, mas ninguém dá destaque a isso. Por é que eles colocam os holofotes sobre os problemas da Venezuela? Para justificar uma história, uma narrativa que justifica a intervenção no nosso país, o controle do nosso país. Falou sobre a experiência das pessoas nos bairros, nas áreas mais modestas de Caracas e noutras partes do país. São pessoas que apoiaram a revolução, que apoiaram seu mentor Hugo Chávez, que o apoiaram a si. Muitos deles, no entanto, têm relatado circunstâncias extremamente difíceis. Várias pessoas com que falei - senhor Maduro - que nos últimos anos vieram à Venezuela, disseram-me que o apoiavam, mas que é cada vez mais difícil fazê-lo. Como é que isso o faz sentir? Se não existisse um povo consciente, se não tivéssemos um povo com valores, revolucionário, a revolução bolivariana teria desaparecido há algum tempo. O comandante Chávez também ouviu muitas vezes: você já perdeu a base de apoio; e ganhou uma, duas, três vezes. A mim, dizem-mo desde o primeiro dia em que o Comandante Chávez me deixou esta responsabilidade. Aqui temos um importante apoio maioritário, que é um apoio moral e espiritual. Que é um apoio político profundo. No mesmo local que em que dizes que há sofrimento, o povo tem consciência, sabe por que luta e sabe que única esperança de um país decente, em que se respeite que não nos tornemos uma colónia, é a revolução bolivariana. Acredite, se não tivéssemos vencido eleições consecutivas nos últimos 18 meses - ganhamos seis eleições consecutivas -, e se hoje existissem eleições - garanto-lhe Anelise - em eleições para a Assembleia Nacional que estão pendentes no Parlamento, as forças bolivarianas voltariam a ganhar. Estas últimas eleições foram impugnadas por vários países. Eu quero voltar a isso num minuto porque quero recuperar uma coisa: Disse - e disse repetidamente - que a Venezuela é a vítima de uma agressão dos Estados Unidos. Estão a travar uma guerra económica. Assume alguma responsabilidade pelo que está a acontecer no país? Considera que houve algum erro da sua administração em relação à situação em que a Venezuela se encontra? Claro que assumo responsabilidades, caso contrário não estaria governando. Caso contrário, não estaria presidindo ao país. Se não, não estaria liderando este poderoso movimento revolucionário que é o movimento bolivariano. Assumo todas as responsabilidades diárias económicas, políticas, sociais e da educação do povo. Todos os dias governo com o povo. O n O nosso é o método de um governo da rua, com os movimentos sociais, com todos os setores - mulheres, jovens, operários, profissionais. Por exemplo, eu venho para esta entrevista depois de um encontro com mais de 100 mil jovens, onde trabalhei questões da juventude. Assumo toda a responsabilidade. Erros? Diga-me quem não comete erros. O único erro que não cometi nem cometerei é trair a minha pátria, é dar o braço a torcer ou render-me e ficar de joelhos frente a Donald Trump. Eu nunca vou fazer isso. Nós não nos vamos render. Continuaremos a lutar com as dificuldades e a superar os erros... e temos convicção na garantia – Analise – de que a Venezuela seguirá em frente. Percebemos que somos mais livres e independentes do que pensávamos do império do norte, dos seus governos satélites na Europa e de alguns governos latino-americanos. Somos muito mais livres e independentes. Existe outro mundo. Nasceu um mundo multipolar e multicêntrico... Há novos centros de poder económico, social e militar no mundo. Acabou o mundo unipolar em que um único império ditava uma ordem para todos cumprirem. Não. Há outro mundo e a Venezuela dá conta da construção deste novo mundo e nele continuaremos a seguir em paz. O golpe que tentaram impor na Venezuela e o intervencionismo dos Estados Unidos vai fracassar. Eles serão derrotados e, mais cedo ou mais tarde, terão de se sentar numa mesa de diálogo, respeitar-nos e respeitar as regras do jogo do direito internacional. I magino que os seus aliados: Rússia, Turquia, China…sejam aliados muito importantes para a Venezuela hoje em dia. Até que ponto é importante para o país tê-los do seu lado? Tem uma grande importância não só para a Venezuela mas para o mundo. A República Popular da China é a grande potência económica do Século XXI, além de ser uma grande potência política. Já mostrou que pode ser uma grande potência sem ser um império, sem estabelecer relações de domínio, de chantagem, relações neocoloniais com outros países. Temos uma relação de cooperação extraordinária, uma associação estratégica com a China, uma relação de respeito, de benefício mútuo que trouxe grandes vantagens para o nosso desenvolvimento e a nossa economia nos últimos 15 anos. Com a Federação Russa também. A Rússia recuperou, é um grande protagonista internacional. É uma potência política, económica e militar de primeiro nível. Com o presidente Putin também temos relações estreitas de cooperação. Creio que estas duas potências, junto a potências médias como a Turquia, a Índia, o Irão, a África do Sul... vão determinar o futuro da humanidade. O futuro da humanidade não pode ser o mundo inteiro ajoelhado perante o império estado-unidense. Fala uma vez mais como se houvesse dois polos... soa a um conflito, uma batalha. Uma batalha por influência, pelo poder. Mas senhor presidente, mesmo que seja esse o caso, a sensação que dá é que os cidadãos da Venezuela são os grandes derrotados... Estou de acordo. Quem é que sai prejudicado com as sanções internacionais, com o bloqueio económico? Quem é que sai prejudicado com toda esta campanha mundial? O povo da Venezuela, que tem o direito a viver tranquilo, em paz. Penso que Federica Mogherini, a União Europeia e os principais governos da Europa cometeram um erro com a Venezuela. Ouviram apenas uma parte, agarraram-se a um dos lados. Não ouviram o país inteiro, que pede paz, diálogo, entendimento, respeito... e não nos ouviram a nós, que temos uma voz enquanto poder real, verdadeiro. Penso que a Europa se juntou de forma acrítica a uma política errada de Donald Trump. Donald Trump, que espezinhou a NATO, que espezinhou os governos da Europa, que espezinhou a União Europeia, simplesmente torceu-lhes o braço até os obrigar a seguir uma política que prejudica a Venezuela. Vive aqui quase um milhão de migrantes europeus, 300 mil italianos, 300 mil portugueses, 300 mil espanhóis... quase um milhão de europeus. A União Europeia abandonou-os aqui e abriu as portas a uma invasão militar dos Estados Unidos. Donald Trump anunciou há dias que a via militar era uma opção para a Venezuela. Penso que a União Europeia tem de escutar o país inteiro, aprender a ouvir todos de forma equilibrada e retificar a sua política sobre a Venezuela. Falou de migrantes, de pessoas que vieram para a Venezuela. Nós também vimos imagens de centenas de milhares – as Nações Unidas falam de 3 milhões – de venezuelanos a abandonar o país. Já falou sobre este tema e disse que era uma invenção, que isto não existia... viu as imagens? Como se sente ao ver essas pessoas atravessar as pontes e a voar para a Colômbia e outros países? Nunca disse que isto não acontecia, é uma realidade. Há um grupo de venezuelanos que durante os últimos dois ou três anos, por motivos económicos, por causa da guerra económica, decidiu procurar novas opções. Talvez entre 600 e 800 mil venezuelanos. Vários milhares estão de regresso porque encontraram nesses países xenofobia, esclavagismo laboral e condições que nunca pensaram encontrar e decidiram voltar ao seu país. O que também posso dizer é que essas imagens que disse que viu são a maior manipulação que já foi feita. Pode ir hoje à principal ponte que liga a Colômbia e a Venezuela, em Cúcuta e San Antonio del Táchira e ver. O que as equipas de jornalistas mostraram foram imagens de um grande fluxo de colombianos vindo para a Venezuela, de venezuelanos a caminho da Colômbia... de “vene-colombianos”, de “colom-venezuelanos”. São famílias que partem da Colômbia, que partem da Venezuela e que representam um fluxo de 30, 50 e às vezes 60 mil pessoas que atravessam a fronteira por razões comerciais, para desenvolver atividades económicas, por motivos familiares. Usaram essas imagens para dizer que se iam embora 3 ou 5 mil venezuelanos. De acordo com a ONU são mais os venezuelanos que se deixam ficar do outro lado da fronteira e não voltam. Disse que muitos tinham ido devido às dificuldades no seu país. Quero voltar às condições difíceis no país porque algumas pessoas dizem que talvez não tenha essa noção porque é presidente e pode ter perdido ligação com a dura realidade dos seus compatriotas. Se lhe perguntar o que pode comprar hoje em dia com 2 mil bolívares, sabe a resposta? Se não entendesse a situação do meu país, não seria presidente eleito e reeleito. Entendo porque venho do povo. Deve saber que não fiz a minha educação em Harvard nem na Escola das Américas. Não tenho nome de família nem sangue azul. Sou um trabalhador, um homem do povo e todos os dias estou com o povo. Estou em contacto permanente e sei exatamente o que se está a passar. Não temos aqui um povo órfão nem abandonado. Temos um povo agredido, isso sim. Diga-me que outro país aguentaria a agressão económica da nação mais poderosa do mundo. Quem seria capaz de aguentar? Ter os bens congelados, as contas perseguidas, a importação do que precisamos proibida... a Venezuela está a fazer um esforço heroico, verdadeiro, admirável. Admiro o heroísmo do povo venezuelano, a forma como enfrentou estas circunstâncias. Vamos seguramente seguir em frente. Como considera que vai passar à história? Não sei, mas estou seguro de que não me vão recordar como débil, cobarde nem traidor. O meu papel está claro e todos os dias me encho de coragem, de paixão pela minha pátria, do amor que me move. O que me move é o amor. Não me seduz o desejo de ser um magnata, de enriquecer pessoalmente nem de enriquecer grupos económicos. O que nos move é uma ideia de pátria, A pátria, a nossa história ao longo de 200 anos. Estou seguro que vai continuar a ser escrita por nós. Depois... o futuro? Bom, espero que me recordem objetivamente pelo que fui, pelo que sou. Mas pode ter a certeza que vamos seguir em frente com cabeça, com perseverança para defender os direitos do país perante a agressão que se esconde a ocidente. O ocidente esconde uma agressão. Pense, Analise. Por favor, pense como uma jornalista jovem. Não fez uma única pergunta sobre a agressão de Donald Trump, sobre as ameaças de invasão militar porque o estão a esconder. Seria uma tragédia, uma tragédia pior que a Líbia.” Tem medo que isso possa acontecer? Quando o presidente extremista de um país, como Donald Trump, ameaça constantemente uma invasão militar é preciso estar preocupado. Está a preparar-se? Ninguém no mundo está preparado. Preparamo-nos primeiro para derrotar as suas ameaças. Faço um apelo aos povos da Europa, um apelo a todas as pessoas sensíveis, faço-lhe um apelo a si para que reflita... este povo nobre da Venezuela tem o direito de ser respeitado, tem o direito à paz. Não escondam a agressão dos Estados Unidos por trás dos problemas que eles próprios criam. Criam um problema com agressão, com sanções, e depois aplicam-no ao modelo político, à Revolução Bolivariana. Somos alvo da agressão mais brutal. Os Estados Unidos estão concentrados apenas num objetivo no mundo: destruir a Venezuela, colonizar a Venezuela, destruir a Revolução. Não conseguiram e não conseguirão. Aqui vai prevalecer a paz, pode ter a certeza. Vamos ver-nos novamente nos próximos anos e poderá ver como floresce um novo tempo na Venezuela. Vamos tornar isso possível (aqui)

Nota: comunicação política é isto? Assim não

Há cinco horas (são 18.30 horas), os jornais madeirenses - edição digital - publicaram uma notícia intitulada "PS-M acusa Humberto Vasconcelos de mentir em relação ao transporte de carga aérea e chama-o à Assembleia". Não entendo como é que 5 horas depois não há nenhum comentário político - não me interessa para nada saber se vai ou não à Assembleia - à acusação feita pelos socialistas por parte do secretário regional da agricultura. Assim não vamos longe. Não mesmo. De facto há pessoas que se cagam para uma coisa cada vez mais importante que se chama comunicação política (mais importante do que a comunicação institucional, que vale pela informação mas não tem o impacto que a comunicação política tem e deve ter). Ou há rapidez para travar um processo de repetição da notícia nas redes sociais sem contraditório, ou foi feita resposta e não foi publicada - o que é grave, mas duvido - ou então o burro sou eu que não percebo nada desta merda. Eu até era capaz de dar a minha opinião para tentar explicar o que se passa, mas recuso ir por aí.... (LFM)

Nota: premiar nas listas os Açores que são a região mais abstencionista nas europeias?

Acho intolerável que na estruturação das listas de candidatos ao Parlamento Europeu a velha questão da Madeira versus Açores esteja sempre presente nas decisões dos partidos. Como é que se pode premiar uma região - os Açores - que em todas as eleições europeias, repito, em TODAS as eleições europeias realizadas em Portugal desde 1987, foi sempre a região que registou maior abstenção salvo em 1994 (superada por Leiria e Faro) - tendo batido o recorde em 2014 com quase 80% de abstenção! - facto que não impede que, depois os partidos, que não se preocupam em mobilizar as pessoas, se colocam em bicos-de-pés a reclamar lugares elegíveis nas respectivas listas nacionais? Como é isto possível? Não vai sendo tempo de se responsabilizar partidos  - estruturas regionais - que pelos vistos não se preocupam em alterar a falta de participação de cidadãos nas eleições europeias mas que depois, quando se trata de discutir tachos e lugares, fazem barulho que chega a irritar? Estou a fazer um trabalho de actualização dos dados que possuo para fazer o retrato da realidade nacional em termos de abstenção nas eleições europeias desde as primeiras em 1987. Publicarei aqui em breve os quadros que elaborei. (LFM)

Nota: porque não se explica logo?

Eu não sei se é comum - bem vistas as coisas até sou o otário nesta história - mas uma coisa é decidirem estas coisas, no quadro legal existente, outra coisa é, depois da pressão mediática em torno de um tema claramente tóxico e incómodo, ninguém dar explicações. Afinal estão à espera que cheguem as campanhas eleitorais para que as pessoas comecem a falar disto? Porque razão no momento próprio não se assumem as decisões e as explicamos quando é sabido que as resoluções terão que ser publicadas no Jornal Oficial? Há coisas que me fazem uma confusão na cabeça. Mas o burro devo ser eu. Eu sei que alguns partidos, graças a certas novas amizades e ligações, provavelmente tirarão o assunto da agenda. Mas duvidam que serão confrontados por outros sobre isto e que a opinião pública vai desconfiar e não vai aceitar que não lhe seja dada uma explicação? Porque não falar claro às pessoas, no tempo próprio? Caramba, custa muito?
Eu não alinho na histeria doentia contra o grupo privado em causa porque recuso engrossar a fileira da inveja ou da maledicência. Não tenho nada, mesmo nada, contra os empresários do grupo em causa. Estou a falar apenas numa lógica e numa perspectiva de comunicação, de pragmatismo político versus comunicação política, de acesso à informação, de transparência nas decisões tomadas aos olhos das pessoas que apenas querem entender as coisas. Falo de antecipação em vez de penosamente irem a depois a reboque dos acontecimentos. Será que falei chinês? Não acham que o próprio aspecto gráfico do título da notícia - legítimo porque os critérios editoriais dizem respeito apenas aos jornais quando confrontados com os factos - me dá razão? (LFM)

Qual a dúvida? Hospital Nélio Mendonça aperta segurança. Será mesmo isso?

Concordo e acho que há muito que deviam fazer alguma coisa. Eu tenho escrito que o que se assa no Hospital Nélio Mendonça é impensável em qualquer outro hospital  em termos de segurança. Desde logo há períodos do dia em que a porta de acesso às urgências não tem segurança no local nem há controlo nenhum. Por falta de dinheiro, nos horários das refeições - como são poucos os contratados para esse serviço há um rotatividade com a porta principal, de acesso ao hospital (Luís de Camões) pelo que as urgências ficam frequentemente "despidas". Pergunto: qual a segurança que é garantida para utentes e funcionários que ali trabalham. Em segundo lugar não é uma segurança tipo "faz de conta" de corpo pedente. Ou há segurança e controlo apertado no acesso aos serviços de urgência ou quando um dia acontecer uma desgraça qualquer alguém terá que responder criminalmente pelo que daí resultar.
Em segundo lugar acho lamentável que a zona de acesso às urgências do hospital seja uma "passeadeira" onde toda a gente passa - alegadamente para cortar caminho - já que todos o dias vemos mirones, incluindo muitos alunos da escola anexa, passarem pelo local onde circulam ambulâncias, doentes, macas, familiares aguardando doentes no atendimento das urgências, etc uma vergonha. Os doentes não têm a garantia do direito à privacidade. Aconteceu há dias uma situação perfeitamente dispensável em que uma senhora - não a conheço de lado nenhum nem isso interessa para o caso - fotografada quando entrava nas urgências, deitada numa maca, e cuja foto foi publicada. Julgo que qualquer pessoa tem o direito a uma privacidade que não pode ser posta em causa devido a qualquer omissão ou bandalheira. Só espero que a família não processe o Hospital por essa razão. Uma coisa é o acesso de automóveis que entram e rapidamente saem, para deixar ou recolher pessoas ou doentes, outra coisa são estas pessoas que por não terem pachorra de usar a estrada e o passeio existente no exterior do Hospital (lado norte) resolvem aproveitar a ausência de qualquer controlo no porta norte do Hospital e é o vê-se-te-avias. Que tal as escolas passarem também a abrir as portas para podermos cortar caminho pelo interior das mesmas, circulando tudo e todos, incluindo bandidos, ladrões, traficantes de droga e cabrões pedófilos, tudo por ali adentro enquanto os pais acham que os filhos estão em segurança e com a privacidade que lhes é devida? Claro que não, isso nunca pode acontecer. Então porque motivo no Hospital Nélio Mendonça não é feito o mesmo? (LFM)

quarta-feira, fevereiro 13, 2019

Bloco de Esquerda: 26 militantes abandonam o partido de uma só vez


Um assistente digital para quem procura trabalho

E se a primeira pessoa a quem tinha que se dirigir para conseguir emprego, fosse um programa de computador? Dois portugueses fizeram precisamente esse programa e está a ser um sucesso.

Madeira já recebeu quase sete mil venezuelanos que fugiram da violência

A crise na Venezuela está a levar muitos venezuelanos a escolher Portugal para recomeçar a vida. A Madeira já recebeu quase sete mil pessoas que fugiram da violência e insegurança no pais de Nicolás maduro.

Venezuelanos contra Maduro saíram à rua em Caracas

Milhares de pessoas responderam ao apelo de Juan Guaidó e manifestaram-se nas ruas de Caracas

BE pede demissão da Administração da RTP depois de terem sido dispensados trabalhadores

O Bloco de Esquerda defende que a Administração da RTP não tem condições para continuar e deve demitir-se. Em causa está o processo de regularização dos precários. O deputado José Soeiro diz que a administração da RTP tem conduzido o processo com má fé e desprezo pela lei.Apontou o caso de alguns trabalhadores precários da RTP Açores que estão a ser dispensados depois de o Tribunal ter considerado que tinham um contrato de trabalho com a empresa.O Conselho de Administração da RTP esclarece que se tratam de quatro trabalhadores que não se candidataram ao PREVPAP - o programa de regularização extraordinária dos vínculos precários.

terça-feira, fevereiro 12, 2019

Dezenas de milhares de venezuelanos exigem entrada de ajuda humanitária

O governo de Nicolás Maduro recusa abrir as fronteiras. Mas o líder da oposição, Juan Guaidó, garante que a ajuda estrangeira vai começar a ser distribuída em força a 23 de fevereiro

Venezuela: Governo português afasta possibilidade de participar em intervenção militar

A garantia foi dada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros no Parlamento. Augusto Santos Silva revelou que tem informações de que um lusovenezuelano foi detido depois de participar em protestos contra Nicolás Maduro, mas garante que não conhece atos de violência dirigidos especificamente contra portugueses

Bancos emprestaram quase 10 mil milhões de euros para a compra de casa

O equivalente a quase 27 milhões de euros por dia. Os dados são do Banco de Portugal e mostram que o crédito à habitação continua a subir e já está ao nível de 2010, antes do resgate da Troika