Na última época,
Cristiano Ronaldo ganhou a Liga dos Campeões pelo Real Madrid e o Campeonato da
Europa como capitão de Portugal. Agora, é um dos candidatos a melhor jogador na
Europa. Um prémio que será dado ao vencedor esta quinta-feira, no Mónaco. Em
entrevista à UEFA, Ronaldo recordou a melhor temporada da carreira e defendeu
que Pepe foi o melhor jogador do Europeu em França.
segunda-feira, agosto 29, 2016
Venezuela: Maduro encomenda filme e série sobre Chávez
No meio da maior crise de que há memória no país, o
Governo venezuelano decidiu financiar um filme e série sobre a vida de Hugo
Chávez. O Presidente venezuelano Nicolás Maduro, anunciou, quarta-feira, 24 de
Agosto, que vai formar uma equipa de cineastas, escritores, historiadores e
guionistas para fazer um filme e uma série sobre a vida do ex-líder do país
Hugo Chávez. "Decidimos fazer um filme e uma série sobre a vida do
comandante Hugo Chávez, a partir da sua Venezuela original, da sua terra, do
seu espírito original", disse. O anúncio aconteceu durante o lançamento do
livro biográfico com o título "Hugo Chávez e o destino do povo", no
Teatro Teresa Carreño, em Caracas. Nicolás Maduro sublinhou que há uma empresa
norte-americana a realizar um projecto cinematográfico sobre a vida e obra do
"comandante", com o objectivo de o "desfigurar". "Não
virá nenhuma [empresa] transnacional desfigurar o nosso comandante (...) São
uns abusadores, porque sabem o impacto que tem
Chávez no século XXI, mas temos o nosso Chávez original, na sua
Venezuela", frisou.
Jornalismo: O jornal japonês que ainda escapa à crise da imprensa
Responsáveis do segundo diário mais vendido no Japão e
no mundo revelam ao DN que a circulação tem vindo a decrescer e que já apostam
num "jornalismo de solução". Se existe um país onde a crise do papel
parece ainda não afetar, pelo menos de forma galopante, os principais jornais
nacionais, esse país é o Japão. A ele pertence o top 3 dos títulos mais
vendidos em banca a nível mundial, o que significa que a transição para o
jornalismo digital tem sido mais demorada do que nas regiões ocidentais. Asahi
Shimbun, o segundo jornal diário mais vendido no Japão e no mundo, estreou-se
no universo online relativamente cedo, quando comparado com os seus
concorrentes. Em 2011 - no mesmo ano que o The New York Times, um dos pioneiros
- lançou o seu modelo de subscrição digital, aquilo a que os responsáveis
gostam de chamar "jornalismo de solução".
Jornalismo: Sport Tv +, um canal com desporto mas sem "discussões inócuas"
Em quatro meses, a Sport TV + passou da teoria à
concretização. "Se não for um recorde mundial, há-de estar muito perto
disso", conta Nuno Ferreira, diretor de programas daquele que é o primeiro
canal de notícias da Sport TV e cujas emissões arrancaram no início de agosto.
No total, foram 35 as novas contratações para fazer o canal de informação
desportiva, que tem conteúdos que vão desde os noticiários ao infotainment. Entre
as caras novas da Sport TV + estão alguns rostos bem conhecidos dos
telespectadores. Henrique Mateus deixou a TVI "pelo desafio do
projeto". "Eu não estava mal na TVI. Estava confortável mas achei que
era uma boa altura para um desafio novo, exigente", explica o jornalista,
que assume agora as funções de coordenador de redação do novo canal da Sport
TV.
quarta-feira, agosto 24, 2016
Notícia: União vai reclamar nos Tribunais milhões àFPF
O União - confirma-se a informação que já tinha dado neste blogue - vai reclamar junto dos Tribunais uma verba calculada entre os 17 e os 20 milhões de euros por perdas e danos desportivos e financeiros, causados pela recusa da FPF em aceitar o processo apresentado pelo clube madeirense contra o Vitórias de Setúbal com inscrição ilegal de jogadores devido a dívidas a terceiros. O União reuniu todos os documentos considerados necessários a sustentar os seus argumentos e as usas acusações e pretende recorrer aos Tribunais civis para ser ressarcido pela Federação Portuguesa de Futebol - curiosamente não a Liga - dos danos causados. O processo deverá ser formalmente apresentado em Setembro salvo se a situação conhecer entretanto alguma evolução. O União considera que o seu protesto deveria ter sido aceite pela FPF e que a equipa madeirense juntamente com o Gil Vicente deveriam estar a disputar por direito próprio, esta época, a I Liga de Futebol. O União considera que a participação do Setúbal - que curiosamente empatou na última jornada na Luz com o Benfica - é ilegal e vai despoletar no final do campeonato uma providência cautelar contra a oficialização da prova. O União admite ainda enviar uma cópia do processo à UEFA e à FIFA para conhecimento (LFM)
Militantes descontentes do PSD-Porto lançam movimento a pensar nas autárquicas
Está
na forja a criação de um movimento denominado Porto Mais, constituído por
militantes do PSD que consideram que está na altura de o partido fazer uma
“reflexão séria e profunda sobre o que quer para a cidade”. A um ano das
eleições locais, são muitas as críticas que se ouvem relativamente “à
estratégia ou falta dela, que tem sido seguida pelo líder da concelhia, Miguel
Seabra. Os militantes sentem-se excluídos do debate do partido e querem criar
um fórum onde possam ter voz activa e expressar as suas opiniões. O movimento deverá ser lançado em Setembro e a ideia é fazer dele um espaço de
discussão onde os militantes participem e discutam os temas que consideram
importantes para a cidade. “Existe um conjunto de militantes que tenta falar
para dentro do partido, ter um discurso crítico, mas não conseguem, porque o
partido tem uma agenda que não discute connosco e, por isso, está a surgir um
movimento que abarca não apenas militantes, mas também pessoas da sociedade
civil”, declarou ao PÚBLICO o cientista Luís Seco. “Os
militantes sociais-democratas querem um partido diferente, querem um partido
onde haja espaço para a militância, que esteja aberto a mais debate e que tenha
uma ligação com a cidade”, diz, por seu lado, Hugo Dias, membro da comissão
política concelhia. Este militante demitiu-se há uma semana do Conselho
Estratégico do PSD-Porto, coordenado por Álvaro Almeida, mas não foi o único (Público)
Notícia: Sectores social-democratas da Madeira ponderam candidaturas "independentes" nalguns concelhos e freguesias?
Embora sem confirmação junto de uma fonte que possa considerar credível, foi-me garantido esta semana, por mensagem de email e SMS, que alguns militantes social-democratas estarão em vias de iniciar o processo de preparação de uma eventual candidatura a alguns concelhos e freguesias da RAM, como "independentes", já nas eleições autárquicas de 2017.
Segundo me confidenciaram, tais militantes, que se queixam de terem sido marginalizados desde a saída de AJJ e de continuarem a ser olhados com "desconfiança" pela actual direcção regional dos social-democratas e pelas estruturas partidárias nas freguesias e concelhos, terão já seleccionado dois partidos políticos sem representação parlamentar regional com os quais pretenderão manter contactos discretos, depois das férias de Verão. Há mesmo quem pretenda alargar esse movimento a militantes do PS e do CDS que se considerem também desaproveitados e marginalizados, segundo eles.
terça-feira, agosto 23, 2016
Venezuela: encuesta revela 76% de escasez de medicinas en 196 hospitales del país
El presidente de la Subcomisión de Salud de la Asamblea Nacional, José Manuel Olivares, y el doctor Julio Castro, de la organización de Médicos por la Salud, presentaron la Encuesta Nacional de Hospitales 2016, en la que evaluaron el estado de los centros asistenciales y la escasez de insumos, medicinas y equipos medico quirúrgicos.
Venezuela, hambre y política
Esta semana, la encuestadora Venebarómetro publicó los resultados de un sondeo según el cual el 75,5 por ciento de los venezolanos describe la escasez de alimentos como su principal problema. Apenas el 38,8 por ciento dijo comer tres veces al día; un 44 por ciento admitió que lo hacía dos veces y un 17 por ciento, sólo una. Aunque el Parlamento ha catalogado la situación imperante –empeorada por la falta de medicamentos– como una “crisis humanitaria”, los emisarios del Gobierno la niegan cuando asisten a foros internacionales. Y no hay instancia extranjera que pueda obligar a Caracas a aceptar ayudas que no ha pedido formalmente. Bien puede ser esa una de las razones por las que la prensa mundial presta menos atención al progresivo agravamiento del desabastecimiento en Venezuela y más a los factores de los cuales parece depender la solución de ese estado de cosas: el avance o retroceso de las negociaciones previas al diálogo oficialismo-oposición que mediadores externos intentan propiciar y de los esfuerzos del antichavismo por revocar el mandato de Maduro, señalado como responsable de que la otrora potencia petrolera atraviese sus horas más bajas. El 88,4 por ciento de los consultados por Venebarómetro votaría a favor de interrumpir su gestión.
Venezuela: Nicolás Maduro premeia atletas venezuelanos com casas e dólares
Venezuelanos conquistaram uma medalha de prata, duas de bronze e 12 diplomas olímpicos durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, aprovou hoje um aumento de 50% dos subsídios dos atletas venezuelanos que participaram no Rio2016, que receberão também uma ajuda financeira em dólares e casas do programa governamental Grande Missão Habitação. "Isto deve estimular a massificação do desporto como um veículo de saúde, de valores, de solidariedade, mas também como o grande terreno sobre o qual semear os valores e os medalhistas de ouro", disse o chefe de Estado. Nicolás Maduro falava no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas, numa cerimónia em que recebeu os atletas venezuelanos e os homenageou com a Ordem José Félix Ribas.
Jornalismo: digam-me lá....
A minha dúvida é saber se aqueles que todos os dias, e bem, se revoltam contra a comunicação social alegadamente controlada, manipulada, condicionada, por partidos políticos ou pelo poder político em geral, aqueles que acham que os meios empresariais que usam os meios de comunicação social - como instrumentos ao serviço de causas específicas relacionadas com os negócios e com os interesses desses empresários investidores - são menos "perigosos" que os políticos, se eles acham que por exemplo - no caso de Espanha - este retrato já não merece qualquer discussão ou objecção? Já agora, digam também, e ao mesmo tempo, porque me interessa muito saber a solução, como é que nos dias que vivemos os meios de comunicação social sobrevivem sem estarem nas mãos de grupos económicos e financeiros como este caso que consta da imagem? Não me digam que a liberdade de imprensa, a credibilidade da informação, a fiabilidade do produto final aos olhos dos consumidores, depende apenas de estar ou não dependente ou deter ligações ao poder político?(LFM)
Madeira: Faz sentido, sim ou não, uma estrutura de bombeiros florestais na Região?
Acho muito sinceramente que a Madeira deveria proceder à reestruturação das corporações de bombeiros hoje existentes na Região e ponderar a criação de uma corporação de Bombeiros Florestais, exclusivamente vocacionada para a prevenção e combate dos incêndios florestais.
Ao longo dos últimos anos temos constatado que existe a necessidade de coragem para rever a estrutura de corporações de bombeiros, porventura aglutinando entidades já existentes por forma a que elas fiquem dotadas em termos humanos e de equipamentos, de todos os recursos necessários e os mais adequados à sua actividade.
sábado, agosto 20, 2016
Jornalismo: De periodista a mesonero, la historia de un inmigrante venezolano en Aruba
"Aruba es la tierra de los contrastes, de la ilusión que no es tan ilusión". Así define Jefferson David Ramírez, venezolano de 27 años de edad, a la isla donde emigró, la happy island (como la llaman coloquialmente), buscando escapar de la inestabilidad venezolana. David, como lo llaman los clientes y conocidos de la isla, es nativo de Maracay, donde estudió y se graduó de periodista en la Universidad Bicentenaria de Aragua, carrera con la cual podía ganarse la vida: "Tuve mi productora, programas de televisión y de radio (...) tenía para hacer mi vida: un buen salario, un jefe influyente como Esteban Trapiello, que confiaba en mí y quería echarle pichón".
Venezuela: Venta de petróleo a EE UU aumentó 30%
La venta del petróleo de Venezuela hacia Estados Unidos aumentó más de 30%. En mayo de 2016 la exportación de petróleo desde Venezuela hacia EE UU se ubicó en 20.763 barriles diarios. Mientras que en junio la cifra aumentó a 22.960, es decir se levó a 10,58 %, así lo reportó la oficina de censo de la nación americana. La información suministrada indica que entre mayo y junio de este año hubo un incremento de 30, 84% en las compras del crudo venezolano, el cual pasó de 674.871 dólares a 883.34 dólares, publicó Globovisón (El Nacional)
Venezuela: Ramos Allup - Gobierno no envió recursos a la AN para pagar a diputados
El gobierno no envió los recursos a la Asamblea Nacional para el pago de los diputados, denunció el presidente del Legislativo, Henry Ramos Allup. Indicó que luego de la solicitud escrita, de la Dirección de Personal del Parlamento, la Oficina Nacional de Presupuesto informó que solo remitirán el dinero para cancelar los salarios de los empleados, los obreros y el personal técnico. Ramos Allup explicó que todos los meses la AN hace petición del dozavo, pero “mandan los que les da la gana”. El diputado afirmó que “aunque el Ejecutivo cree que va a suprimir el funcionamiento de la Asamblea Nacional, no es así”. Señaló que la próxima semana informará el monto exacto de los recursos que el Ejecutivo debe entregarle al Parlamento.
Financial Times: “Los problemas de Venezuela ya no pueden ser ignorados”
El diario británico Financial Times escribió un artículo sobre la situación de Venezuela en el que afirma que cada día que pasa las múltiples crisis del país se están convirtiendo en problemas que también afectarán a la comunidad internacional. “Pocos problemas de la política exterior han desempeñado un papel en las elecciones presidenciales de Estados Unidos. Uno que puede definir estos comicios, no ha sido nombrado hasta los momentos: Venezuela”, dice el diario y añade que los vecinos del país ya no pueden ignorar lo que ocurre.
Opinião: mediatismo, comunicação social, eleições, protagonismos, disputas cegas, guerras surdas.....
Bem ou mal, provavelmente depois da situação ter ficado sob controlo, os ânimos desesperados terem acalmado, admito que as eleições autárquicas no que ao Funchal diz respeito, estiveram presentes, permanentemente presentes, em tudo o que foi feito, dito ou decidido no pós-sinistros. Não alargo esta minha percepção ao período mais complexo de tudo o que se passou.
Como não gosto de meias conversas e acho que as pessoas há muito que perceberam o que se passa, vamos a factos:
1 - OS CANDIDATOS - o PS regional ainda não tomou uma decisão oficial sobre o processo eleitoral no Funchal, julgo que continua a não ter a decisão tomada - o que é normal e igual a todos os demais partidos - embora Carlos Pereira, que me parece não ter boas relações com o edil funchalense, tenha ficado com um reduzido espaço de manobra. De facto, se oficiosamente era conhecido o interesse de Cafofo em continuar no Funchal e, por outro, era sabido também que Pereira alimentava uma dúvida, reflexo ainda do facto de ter estado localizado em determinados elementos da CMF a oposição interna mais visível (e perceptível) quando Pereira se candidatou à liderança socialista regional, depois dos incêndios e do mediatismo de Cafofo, dificilmente Pereira terá argumentos e outros candidatos para o Funchal. Acresce que o edil funchalense parece contar com uma importante almofada propiciada por alguns meios de comunicação social regionais, o que em nada favorece Pereira.
sexta-feira, agosto 19, 2016
Venezuela: Maduro quer cortar financiamento do parlamento
O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou que pediu ao Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para analisar a pertinência da suspensão das transferências de recursos económicos para a Assembleia Nacional, onde a oposição tem maioria. Maduro disse não poder "utilizar os recursos públicos em instituições que desacatam e apelam ao desacato das leis". O Presidente da Venezuela questionou a decisão da direção do parlamento de incorporar, na semana passada, três deputados da oposição que tinham sido suspensos pelo STJ por alegadas irregularidades no processo eleitoral. "Ramos Allup [presidente do parlamento] pôs-se à margem da lei e da Constituição (...).
Venezuela: Maduro avisa a oposição que se houver golpe de Estado reagirá com mais força que Erdogan
O chefe de Estado da Venezuela, Nicolás Maduro, avisou que se a oposição “passar a fronteira do golpismo” vai responder com força e que o Presidente da Turquia “vai parecer um menino” ao pé da sua reação. “Vocês viram o que se passou na Turquia? Erdogan vai parecer um menino ao pé do que vai fazer a revolução bolivariana se a direita passa a fronteira do golpismo”, disse Nicolás Maduro, durante um encontro com apoiantes.
Jornalismo: Michael Phelps 'despacha' jornalista na chegada aos Estados Unidos
Michael Phelps volta a ser notícia na imprensa internacional, mas não pelos motivos habituais. Na chegada aos Estados Unidos, esta semana, depois da participação nos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, o atleta foi intercetado por uma jornalista que tentou falar com o atleta. Quando questionado sobre a primeira coisa que ia fazer em casa, Phelps ‘despachou’ a jornalista referindo que precisava de privacidade e de “espaço” para poder descansar com a família.
É assim que Cristiano Ronaldo chega a casa. Em grande estilo...
Já se sabe que uma das grandes paixões de Cristiano Ronaldo são os automóveis topo de gama. O jogador já teve a oportunidade de exibir alguns deles nas redes sociais. O último foi um Bugatti. Na sua página de Instagram, Ronaldo partilhou um vídeo com a seguinte legenda: “De regresso a casa”. Claro que os seguidores do craque ficaram mais uma vez de ‘boca aberta’ e não é para menos. O carro vale mais de um milhão de euros.
Opinião: incêndios, rafeirices, "mistérios", fretes, etc
Eu não sei se as pessoas concordam ou não comigo, nem isso me interessa
muito, confesso. Porque a minha opinião é esta. Se a ideia é fazer com que as
pessoas rapidamente se esqueçam (relativamente, como é evidente) de tudo o que
se passou, do dramático que foram esses dias tenebrosos, do inferno causado
pelo fogo, da destruição e até mesmo da morte, então não entendo, muito
sinceramente, que alguns meios de comunicação social nacionais, à falta de
melhores temas, insistam em acampar no Funchal, parindo todos os dias reportagens
que visam manter vivos dias que pelo dramático que eles representaram deveriam ser
substituídos por uma outra mensagem. O erro de análise das coisas até pode ser
meu, porventura por não entender certas prioridades informativas ou critérios
editoriais subjacentes, principalmente no Verão, habitualmente parco de
notícias, quando há que manter níveis de audiências, de vendas, shares, etc.
Provavelmente é isso mesmo. O “pato” desta história sou eu”! Mas isso não me
impede de reafirmar que não concordo com esta estranha insistência de algumas
televisões nacionais, insistindo no escalpelizar diário de tudo o que se
passou, transformando o drama vivido e que todos desejamos seja remetido para o
arquivo da nossa memória colectiva, numa macabra telenovela, com algumas
intervenções patéticas de enviados-especiais de Verão à mistura. E que chegam a
ser confrangedoras.
quinta-feira, agosto 18, 2016
Venezuela: crise leva as mulheres a recorrem à esterilização
Procura de cirurgias para laqueação das trompas tem aumentado, face às dificuldades económicas das famílias venezuelanas. A escassez de víveres, a inflação e o colapso do setor médico na Venezuela tornaram-se uma tal fonte de angústia que um número cada vez maior de mulheres jovens opta relutantemente por recorrer à esterilização em vez de enfrentar todas as dificuldades da gravidez e da maternidade. Os contracetivos tradicionais, como os preservativos ou a pílula, desapareceram praticamente das prateleiras dos estabelecimentos, empurrando as mulheres para uma cirurgia quase irreversível.
A imagem que mostra o horror da guerra na Síria
Há um ano a imagem de uma criança de três anos afogada na praia tornou-se símbolo da crise dos refugiados depois de a foto ter sido divulgada e chocado todo o mundo. Agora, surge uma nova imagem, como se fosse necessário recordar os horrores da guerra. A diferença é que esta está viva, ferida, traumatizada, mas viva.
Venezuela: Maduro derrocha 355.000 euros en el 90 cumpleaños de Fidel Castro
Nicolás Maduro no pone límites a los gastos presidenciales, ni siquiera cuando los venezolanos sufren una severa crisis económica causada por su gestión. La pasada semana se gastó más de 400.000 dólares (355.000 euros) en Cuba, donde acudió con una comitiva de 80 personas para celebrar el 90 cumpleaños de Fidel Castro. El diputado de la Asamblea Nacional Carlos Berrizbeitia, que ha llevado la cuenta de los gastos en giras por el extranjero del difunto presidente Hugo Chávez y luego de Nicolás Maduro durante los 17 años de chavismo, ha divulgado el coste de la delegación venezolana para asistir a los fastos en homenaje del dictador cubano. La comitiva de Maduro, según el diputado opositor, estaba integrada por 80 invitados, entre altos cargos, familiares, amigos, artistas y músicos que festejaron por todo lo alto el cumpleaños del nonagenario líder del castrismo. El Gobierno venezolano pagó a los artistas que actuaron en la gala, celebrada en el teatro Karl Marx de La Habana, y su retransmisión en directo por satélite al país a través de la emisora estatal Venezolana de Televisión. Consideró «innecesario» el uso del avión presidencial, cuya hora de vuelo supera los 22.000 euros.
quarta-feira, agosto 17, 2016
Jornalismo: The New York Times, o "Milagre diário" do jornalismo
A publicação com maior número de subscritores digitais a nível mundial revela ao DN como contrabalançou o declínio de vendas da sua edição impressa. Sem despedimentos. Como combater o inevitável declínio dos jornais? Como crescer num mercado tão competitivo? Como manter o número de trabalhadores e a qualidade do jornalismo num período pouco lucrativo? O The New York Times não só foi um dos primeiros órgãos de comunicação social a encontrar respostas para estas questões, como é, até à data, o mais bem-sucedido a implementá-las. As contas do primeiro semestre de 2016 estão fechadas e os números são, como já é hábito, risonhos para a publicação norte-americana.
Expresso: "O texto duro e obrigatório que temos de ler sobre a Alemanha e o dinheiro"
Pedimos a um especialista alemão que escrevesse sobre o futuro do Deutsche Bank a propósito da sombra que também sobre ele agora cai nesta Europa da crise monetária. Heiner Flassbeck, economista, ex-secretário de Estado das Finanças e ex-conselheiro de Oskar Lafontaine sobre a reforma do Sistema Monetário Europeu, respondeu-nos que o Deutsche Bank é um pormenor num contexto alargado. E contrapropôs este texto longo, técnico, duro e obrigatório que analisa em profundidade a origem da crise do euro e consequentemente da Europa. Flassbeck coloca a Alemanha no coração da origem da crise da moeda única, revela o segredo do crescimento alemão nos últimos 15 anos (“o país tem operado uma política de ‘pedinchar ao vizinho’, mas só de pois de ter ‘pedinchado ao seu próprio povo’ essencialmente através do congelamento dos salários - este é o segredo do sucesso alemão dos últimos 15 anos”) e diz que sem um ajustamento da maior economia europeia o fim da União ganha contornos de possibilidade real. A perspetiva de desintegração e o decorrente colapso da união já não podem ser ignorados, defende Flassbeck.
O que fazem os jovens? Em Portugal, 17,5% nem estudam nem trabalham
Em 2015, 17,5% dos jovens portugueses entre os 20 e os 24 anos não estavam a trabalhar, nem a estudar, nem a receber formação. É uma percentagem que coloca Portugal entre os países da União Europeia (UE) onde esta percentagem mais cresceu: 4,9 pontos percentuais desde os 12,6% de 2006, informa esta quinta-feira o Eurostat. O trabalho sobre os NEET, a sigla usada precisamente para referir estes jovens sem educação, nem emprego nem formação, mostra que no conjunto da UE quase cinco milhões de jovens estão nesta situação, o que equivale a 17,3% da população nesta faixa etária.
Entre BPN e Banif, as perdas do Estado já somam 5828 milhões de euros. Até ver...
Todos os anos, a conta paga pelo Estado na sequência da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) vai subindo. Só no ano passado, de acordo com o relatório do Tribunal de Contas (TdC) ao acompanhamento da execução orçamental da administração central, a perda efectiva com a instituição intervencionada em 2008 foi de 590,8 milhões de euros. Juntando este valor ao dos anos anteriores (a conta começou a ter impactos em 2011), chega-se a um saldo negativo acumulado de 3237,5 milhões de euros. E a factura com a instituição, reprivatizada em 2012 (foi comprada pelo BIC Portugal), tende a continuar a subir. Somando ao BPN a perda de 2591 milhões de euros com o Banif, alvo de resolução em Dezembro do ano passado, o custo, até agora, do Estado com este dois bancos dispara para 5828 milhões de euros, dos quais 3182 milhões dizem respeito apenas a 2015. Nas contas que implicam o Banif estão os 1766 milhões injectados directamente na instituição financeira, imediatamente antes da venda ao Santander, e os 825 milhões que o Estado tinha aplicado no capital do banco em 2013.
Espanha: Cataluña, Valencia y Andalucía se comen el 70% del dinero prestado por Montoro
Cataluña, Valencia y Andalucía se han llevado 117.773,81 millones de euros entre 2012 y 2015, el 70,31% del dinero inyectado por el Estado a las comunidades autónomas a través de diferentes mecanismos de liquidez. El importe total asciende a 167.503,65 millones, casi el 17% del tamaño total (el PIB) de la economía española. Este dinero se ha destinado fundamentalmente a cubrir los gastos de sanidad, y en menor medida, los de educación y servicios sociales. Estos mecanismos, entre los que destacan el FLA (Fondo de Liquidez Autonómica), el Fondo de Financiación de las Comunidades Autónomas y el Plan de Pago a Proveedores, se pusieron en marcha en 2012 para que las autonomías pudieran obtener una liquidez que los mercados les negaban o para la que exigían intereses estratosféricos debido al alto riesgo de impago de algunas de ellas. De estos 167.500 millones, de momento las comunidades sólo han devuelto 9.848,77 millones, el 5,88% de la deuda total, entre principal e intereses.
Venezuela: filas de clientes à procura de produtos básicos aumentam
As tradicionais filas de clientes que procuram nos supermercados de Caracas produtos básicos, escassos no mercado local, aumentaram nos últimos dois dias, sendo ao mesmo tempo visível uma maior presença de militares e polícias junto daqueles estabelecimentos. Em Chacaíto (leste de Caracas), junto do supermercado Central Madeirense (propriedade de portuguesas), duas anciãs portuguesas esperavam, hoje, junto a centenas de pessoas, para comprar "pelo menos um ou dois produtos dos que fazem falta lá em casa". "Espero ter sorte e que me vendam, antes que termine, algo de 'harina pan' (farinha de milho moído), açúcar, margarina, óleo, massa e arroz", explicou uma delas à agência Lusa, queixando-se do "inclemente calor" e de que terá que acudir aos "bachaqueros" (vendedores informais) para comprar o que falta, dez vezes mais caro.
Fungo pode acabar com as bananas dentro de 5 anos
Um grupo de cientistas descobriu um fungo nas plantações de bananas que se está a desenvolver de forma tão rápida que poderia acabar com a banana dentro de cinco a 10 anos. Contudo, a sequência genética do fungo já é conhecida e há fortes hipóteses de se conseguir, em breve, encontrar a solução para salvar este fruto. Os cientistas da Universidade da Califórnia descobriram esta doença que é composta por três fungos diferentes. “Na realidade, a industria mundial da banana pode ficar devastada dentro de cinco a 10 anos pelos fungos”, afirmou o líder dos estudos feitos na Universidade da Califórnia. A doença em questão, chamada Sigatoka, é a junção de três fungos diferentes. Apareceu para grande surpresa dos especialistas e alastrou-se por África, Médio Oriente, Sul da Ásia e Austrália.
Opinião: "A Europa das Regiões"
Falta uma doutrina regionalista à União Europeia e é um “crime de lesa-europa” não aproveitar o potencial de “crescimento distribuído” que reside na Europa das Regiões e nas suas redes de cidades. Na agenda política europeia e nacional pode parecer paradoxal, na actual conjuntura, falar de Europa das Regiões e de doutrina regionalista da União Europeia. A opinião publicada de referência é dominada pela geopolítica dos grandes países, a macroeconomia da zona euro e a microeconomia do mercado único europeu. A mesopolítica e a mesoeconomia das euroregiões, das áreas metropolitanas, das redes de cidades e, de uma maneira geral, dos agrupamentos europeus de cooperação territorial (AECT) são observadas com alguma sobranceria a partir das capitais e consideradas como variáveis endógenas da política macroeconómica e financeira decidida em Bruxelas e Frankfurt. Acresce que, no quadro das políticas de ajustamento em vigor, as políticas regionais acabam por funcionar como instrumentos de gestão da procura agregada e, portanto, sujeitas ao “stop-go” dessas políticas e à sua “descontinuação” na transição entre quadros comunitários de apoio e períodos de programação plurianual.
Opinião: A Madeira também é minha
O poder tem a obrigação de se fazer presente quando o povo sofre e a terra arde. Mas sentiu-se o atabalhoamento da ignorância na matéria e percebeu-se o recurso à trivialidade dos lugares comuns.
1. Levei a vida a ouvir dizer que era curiosa. E a ver os outros atirarem-me com este adjectivo a toda a hora, “credo, tanta pergunta”. Quando fiz do jornalismo a minha vida, passou para: “ai tão curiosa, vê-se logo que é jornalista” Era o contrário: não faço perguntas por ser jornalista, sou jornalista também porque gosto de fazer perguntas. Aprendi com alguém melhor que eu que “o importante é não parar de perguntar” e a minha natureza fez o resto. E o resto foi, entre mil e mil exemplos – mas como fugir “deste” exemplo? – ter conhecido bem a Madeira. Vou lá há décadas, várias vezes ao ano, tenho poiso, amigos do peito, rotinas e de certa forma raízes. E graças ao Miguel Pita (mas se eu não fosse curiosa…) conheci mais: calcorreei paisagens, sítios, veredas, cachoeiras e levadas onde os turistas nunca foram.
terça-feira, agosto 16, 2016
Quién gana con los incendios en Portugal?
Los expertos calculan que cerca del 99% de los incendios en Portugal, como los que han arrasado Madeira en las últimas semanas, se deben a causas humanas, ya sea por descuidos, patologías o motivos delictivos, pero aún hay una gran incógnita sobre los intereses económicos que puede haber detrás de un gran fuego. Portugal ya acumula la mitad de las hectáreas calcinadas del área total que se ha quemado en la UE en lo que va de año, según datos del Sistema Europeo de Información sobre Incendios Forestales, y es el más afectado por los fuegos en el continente en los últimos años.
BES: Banco de Portugal gastou mais de 27 milhões em consultores
Desde a resolução do BES, o Banco de Portugal (BdP) já gastou mais de 27 milhões de euros em serviços de consultoria, assessoria financeira e jurídica e serviços de apoio jurídico, revelam os dados do Portal Base, que agrega os contratos feitos por entidades públicas. Nem todo aquele montante foi canalizado para os processos relacionados com a resolução e a venda do Novo Banco, mas o processo de alienação da instituição financeira consumiu grande parte da verba. Todos os contratos foram feitos por ajuste direto. A adjudicação de maior montante resulta da contratação do BNP Paribas como assessor financeiro que começou a trabalhar no caso BES dias antes de ser anunciada a aplicação da medida de resolução a 3 de agosto de 2014. O valor do contrato é de 15 milhões de euros e tinha como objetivo assessorar a primeira tentativa de venda do Novo Banco, que acabou por ser suspensa.
Futebol: União vai para os tribunais reclamar 20 milhões à FPF
O União da Madeira está a ultimar os mecanismos legais para proceder criminalmente contar a Federação Portuguesa de Futebol - não contra a Liga - devido aos prejuízos causados pela sua não inclusão está época na I Liga de futebol da qual tinha sido despromovido na temporada passada.
Segundo apurei, tudo indica que a iniciativa do clube madeirense, que pretende resolver nos tribunais o diferendo, refere que o União foi altamente prejudicado por uma estranha decisão da FPF que acabou por reconhecer razão aos dois clubes - União e Setúbal - reconhecendo deste modo, e implicitamente, que a equipa de Setúbal tinha uma situação financeira que impedia a inscrição de jogadores, o que foi concretizado.
Esta situação já tinha sido denunciada pelo Gil Vicente, há cerca de um ano, no final de uma assembleia geral eleitoral da Liga com troca de palavras azedas, filmadas pela televisão, entre dirigentes do Gil e do Setúbal.
A acção judicial que o clube madeirense vai apresentar provavelmente muito em breve poderá reclamar prejuízos desportivos, empresariais (SAD) e financeiros da ordem dos 15 a 20 milhões de euros (LFM)
Injeção de 4604 milhões para pensões do Estado
O Estado foi obrigado a injetar 4604 milhões de euros para financiar o buraco do sistema de pensões da Administração Pública. Os números são revelados no relatório de acompanhamento do Tribunal de Contas à execução orçamental da Segurança Social, que inclui também uma análise aprofundada aos números da Caixa Geral de Aposentações (CGA) em 2015. "As dotações do Orçamento do Estado apresentaram um aumento em 2015, face ao período homólogo anterior", sublinha o relatório, destacando que "este grupo de receitas constitui a mais relevante fonte de financiamento da CGA": 50% da receita efetiva.
Arrendar casas custa 101 milhões ao Estado
O Estado tem vindo a diminuir o número de imóveis arrendados a entidades privadas, mas ainda paga mais de 100 milhões de euros por ano, ou seja 8,3 milhões por mês. Segundo o relatório do Sistema de Informação de Imóveis do Estado (SIIE), da Direção-Geral do Tesouro, no primeiro trimestre deste ano, o Estado tinha arrendado a privados 1849 imóveis, que custavam ao erário público 113,8 milhões de euros por ano. No segundo trimestre (até junho), o número de arrendamentos baixou para 1837 (menos 12). O custo anual dos arrendamentos também baixou, de 113,8 milhões de euros (1º trimestre) para 101,3 milhões de euros (2º trimestre). Ou seja, uma poupança de 12,5 milhões de euros por ano. O Estado gasta milhões em arrendamentos, mas não é por falta de imóveis. Pois, segundo a mesma fonte, em junho deste ano estavam registados 23 781 imóveis, dos quais 18 026 edificados e 5755 terrenos. Em março, eram 23 870, dos quais 18 128 prédios e 5742 terrenos. Assim, em três meses, verificou-se um ligeiro decréscimo (menos 89 imóveis). Note-se que nem todos os imóveis propriedade do Estado estão disponíveis. Do total de 23 781 imóveis, só 11 485 prédios e 5035 terrenos estavam ocupados totalmente. Em junho 1325 prédios e 269 terrenos estavam devolutos (Correio da Manhã)
Cinco milhões pelo aluguer de 2 Canadair
Quase cinco milhões de euros pagos por 1350 horas de voo, divididas entre dois aviões. Este é o valor que o Estado entregou a uma empresa privada pelo aluguer de dois aviões anfíbios Canadair. De acordo com o contrato celebrado a 15 de maio de 2015, entre a Autoridade Nacional de Proteção Civil e a Agro-Montiar, Sociedade de Serviços Aéreos para Agricultura e Fogos Unipessoal Lda., e que é válido até 2017, cada hora de voo fica por 3703 euros. O valor inclui "tripulações, combustível e outros consumíveis, bem como serviços de manutenção e operação", lê-se no documento. Um relatório do Grupo de Trabalho para Meios Aéreos empregues em Missões de Interesse Público, divulgado em setembro de 2015, defendia que a aquisição de meios aéreos era mais vantajosa para o Estado.
"Indústria do fogo dá dinheiro a muita gente"
Aldeias evacuadas, estradas e caminhos de ferro cortados, casas destruídas pelas chamas, terra queimada a perder de vista, bombeiros exaustos e feridos, populações em pânico. "Há muito interesse por detrás disto tudo. A indústria do fogo dá dinheiro a muita gente", acusou ontem no Parlamento o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. E avisou: "A previsão [meteorológica] para os próximos dias é assustadora." As chamas continuam sem dar tréguas no Norte e Centro. No Minho, o Parque Nacional da Peneda Gerês voltou a ser ontem fustigado pelos fogos que não param desde domingo. A aldeia de Vilarinho das Quartas, no Soajo, teve de ser evacuada. Em Caminha e Vila Verde também houve casas ameaçadas.
Incêndios na Madeira: Bispo do Funchal pede coração e inteligência abertos
Em entrevista à Renascença, o Bispo do Funchal confessou que "foi difícil visitar tanta gente no mesmo lugar e na mesma situação". Neste momento, a principal preocupação de D. António Carrilho é "conhecer bem as necessidades das pessoas porque só se fazem projectos a partir do real e do concreto".
Fogo dá 48 milhões a privados...
"A indústria do fogo dá dinheiro a muita gente." A frase foi dita pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, na Assembleia da República, quando as chamas lavravam em força no Norte e Centro do País. O governante não entrou em pormenores, mas a informação disponível revela que só o maior "operador neste mercado" recebeu mais de 48 milhões de euros apenas em 2015. De acordo com o portal Base do Governo – onde estão publicados os contratos por ajuste direto feitos entre o Estado e entidades privadas, a empresa Everjets adquirida pelo dono da BragaParques, Domingos Névoa, em fevereiro do ano passado, já depois de o contrato estar assinado –, o valor do negócio ascende aos 48,127 milhões de euros para operar e manter os helicópteros pesados ao serviço da Autoridade Nacional de Proteção Civil durante quatro anos.
Fundos na CGA não dão para pagar reformas
Os fundos de pensões de empresas públicas e sociedades de capitais públicos integrados no sistema de pensões da Função Pública estão a penalizar as contas da Caixa Geral de Aposentações (CGA). Há quatro fundos que se esgotaram e outros nove sem receitas suficientes para suportar os encargos com reformas. O esforço financeiro da CGA nos últimos anos ascende quase a 865 milhões de euros. Os números são revelados no relatório de acompanhamento do Tribunal de Contas à execução orçamental da Segurança Social, em 2015, que também avalia as contas da CGA.
Estado já arrecadou 963,8 milhões no IMI
A Autoridade Tributária (AT) cobrou, até ao final de julho, 963,8 milhões de euros no Imposto Sobre Imóveis (IMI). Até ao final do ano, o Estado prevê arrecadar mais 550,3 milhões com esta prestação. No total, o Fisco emitiu 3,7 milhões de notas de liquidação, a maioria das quais para contribuintes que pagam o imposto numa só prestação. Os números do Ministério das Finanças, pedidos pelo CM, mostram que cerca de dois milhões de famílias liquidam o IMI de uma só vez por terem valores a pagar ao Fisco inferiores a 250 euros. Para este grupo de contribuintes, foi emitido um total de 2 067 344 notas de liquidação, no montante global de 240,3 milhões.
Factura do BPN já ultrapassa os três mil milhões de euros
Relatório do Tribunal de Contas mostra que, só no ano passado, o Estado teve de contabilizar mais 591 milhões de perdas efectivas, elevando a conta total para 3237 milhões. Todos os anos, a conta paga pelo Estado na sequência da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) vai subindo. Só em 2015, de acordo com o relatório do Tribunal de Contas (TdC) ao acompanhamento da execução orçamental da administração central, a despesa efectiva com a instituição intervencionada em 2008 foi de 590,8 milhões de euros. Somando este valor ao dos anos anteriores (a conta começou a ter impactos em 2011), chega-se a um saldo negativo acumulado de 3237,5 milhões de euros.
Banca: CGD com 1,1 milhões de prejuízos por dia...
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) fechou os primeiros seis meses do ano com prejuízos de 205,2 milhões de euros. Até junho, o banco público perdeu, a cada dia, o equivalente a 1,1 milhões de euros. E entre março e abril, altura em que foi tornado público que o Estado ia mudar a administração do banco e avançar com um processo de recapitalização avaliado em 5 mil milhões de euros, a instituição perdeu 1393 milhões de euros em depósitos. Os números da Caixa foram fortemente penalizados pela desvalorização da dívida pública portuguesa que o banco tem em carteira. Há um ano, no primeiro semestre, a instituição tinha feito um ganho extraordinário de 349,4 milhões com a negociação de obrigações, o que ajudou a compor os números e atirou o banco para um lucro de 47 milhões.
Sistema nacional contra incêndios não se aplica à Madeira
O sistema nacional contra incêndios, criado pelo Governo em 2006, nunca foi adaptado à região autónoma, como estava inicialmente previsto. Assim, ao contrário do que acontece no continente, a GNR está impedida de multar os proprietários que não limpam os terrenos perto das casas. Na Madeira, continua o sistema antigo em que as multas são aplicadas pelas autarquias, algo que no continente acabou em 2014 por se ter constatado que não funcionava. Numa mudança legislativa de 2009, a lei passou a dizer que este sistema nacional, que define a política de prevenção de incêndios, só se aplica ao "território continental".
Sondagem: maioria dos portugueses concorda com o fim dos cortes mas não com as 35 horas
A maioria dos portugueses mostra-se favorável à decisão de acabar com os cortes de salários na Função Pública e com a redução de cortes aos pensionistas. Já o regresso das 35 horas é considerado uma má decisão, de acordo com um inquérito da Aximage. A reversão de medidas de austeridade do anterior Governo está a ser bem aceite pelos portugueses. Segundo o barómetro da Aximage "Reversão de medidas governamentais", conduzido para o Negócios e o Correio da Manhã, 55,1% dos 606 inquiridos concorda, em geral, com a decisão do Executivo de António Costa de acabar com algumas das medidas do anterior Governo, liderado por Passos Coelho. Mas não com todas: o regresso às 35 horas é criticado.
Sondagem: Portugueses menos optimistas quanto à evolução da economia no médio prazo
As opiniões dos portugueses acentuam a divisão quanto ao estado da economia dentro de um ano. Já na perspectiva para os próximos três anos, os optimistas perdem vantagem. A percentagem de inquiridos que considera que a economia portuguesa vai estar melhor dentro de um ano melhorou ligeiramente em Julho face a Abril, mas as perspectivas para os próximos três anos levam os portugueses a refrearem o seu entusiasmo quanto à evolução económica do país no médio prazo. De acordo com uma sondagem "Percepção da evolução da economia Portuguesa", realizada entre os passados dias 15 e 17 de Julho pela Aximage para o Negócios e o Correio da Manhã, 31,1% dos 606 portugueses inquiridos consideram que a economia nacional estará pior daqui a um ano, contra 30,4% que acreditam que a situação melhorará. Mais de um terço – 34,5% - não vê alterações e espera assim que a situação fique igual.
A reter, reler e fazer contas: Marques Mendes e as denúncias feitas sobre os incêndios
1. Quatro pontos prévios:
a) Tivemos uma semana catastrófica. No Continente e em especial na Madeira.
b) Notável a acção dos Bombeiros – Estes, sim, bem merecem uma condecoração presidencial.
c) Nos políticos, oscilamos entre o Bom e o Péssimo – Bom o Presidente da República na ida à Madeira; Bom o primeiro-ministro; Desastre – MAI que demorou a perceber que um ministro deste sector não faz férias quando o País está a arder e quando os Bombeiros dão o corpo ao manifesto.
d) Quanto ao discurso é a lengalenga habitual, que já cansa – Falta prevenção, limpeza e ordenamento; basta; agora é que vai ser. Já não há paciência para uma lengalenga que tem mais de 20 anos.
BPN: Nacionalização já custou mais de 3 mil milhões
A fatura do Banco Português de Negócios (BPN) continua a aumentar. O relatório do Tribunal de Contas de 2015 mostra que, no ano passado, a despesa efetiva com a instituição bancária, intervencionada em 2008, foi de 590,8 milhões de euros, noticia esta terça-feira o Público. Se 590,8 milhões parece ser um valor exagerado, então somemos os valores todos. O BPN foi nacionalizado há 8 anos, mas a conta apenas começou a ter impacto em 2011. E desde esse período salta à vista um saldo negativo de 3237,5 milhões de euros. E não ficamos por aqui, a conta do banco comprado, em 2012, pelo BIC Portugal promete continuar a aumentar. O saldo de 2015 é o pior registado desde 2012, chegando aos 966 milhões. No ano passado as despesas desceram (diminuíram 2,9% para 678 milhões), mas não tanto quanto as receitas, que tiveram uma queda ainda mais pronunciada, devido sobretudo à menor venda de ativos. Se em 2014 as receitas foram de 222,4 milhões de euros (o que contribuiu para minimizar o impacto das despesas), em 2015 recuaram para 87,5 milhões de euros.
Opinião: Suspeitas sobre as contas públicas
As necessidades de financiamento do Estado foram 4,7% do PIB no 1.º semestre, a que se deve somar o esvaziamento dos “cofres cheios” do anterior governo, contra um défice “oficial” de apenas 1,6% do PIB, em que é muito difícil de acreditar. Em 2001 e em 2009 já houve problemas sérios com a fiabilidade das contas públicas portuguesas. No primeiro caso, o governo tentava convencer-nos de que o défice estava em 1% do PIB, apesar de as necessidades de financiamento superarem os 5%. No final, o défice veio a revelar-se muito superior e próximo (4,3% do PIB), como é natural, das necessidades de liquidez do Estado.
Opinião: Onde está o nosso dinheiro?
No 1º semestre desapareceram 3 mil milhões de euros dos depósitos das administrações públicas (excluindo a administração central) e não há explicações claras sobre isto, pelo que é legítimo perguntar onde está o nosso dinheiro?
No 1º semestre do ano, o défice público registado foi de 1,6% do PIB, o que nos colocaria a caminho de termos um défice excessivo de novo em 2016 se, na segunda metade do ano, as contas públicas se comportassem de forma semelhantes à verificada até agora. Infelizmente, há três grupos de razões que nos levam a pensar que no 2º semestre as coisas piorarão.
Em primeiro lugar, porque as contas divulgadas até agora envolvem atrasos nos pagamentos a fornecedores e transferências para a UE, que terão que ser revertidos em breve. Em segundo lugar, porque o governo resolveu criar três problemas para as contas públicas, com a reposição de salários da função pública, a diminuição do IVA na restauração e a semana das 35 horas. Finalmente, porque há fundadas suspeitas de que a contabilidade do 1º semestre está fortemente maquilhada e que há gastos escondidos e receitas empoladas, sobretudo no IRS, onde o governo nos quer fazer acreditar que os reembolsos estão a crescer 10%, contra todas as evidências.
Opinião: Galpgate e Kamovgate
O secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, que “não acautelou o interesse público” no caso dos helicópteros Kamov, fará o mesmo no diferendo fiscal com a Galp? A Galp ofereceu viagens para o Euro 2016 a vários membros do governo e autarcas, do PS e da CDU, provavelmente não com o objetivo de obter vantagens diretas e imediatas disso, mas para “olear” o caminho para necessidades futuras. Parece imprescindível que a Galp seja obrigada a divulgar a lista de todos os que aceitaram o convite, como castigo imediato à empresa e a todos os beneficiados, mas também como profilaxia de ofertas futuras, desta e de outras empresas. É possível que a ameaça da divulgação futura de uma lista negra seja o suficiente para colocar um mínimo de bom senso e pudor em algumas cabecinhas.
Más de 17.000 personas piden una base de hidroaviones permanente en Canarias
Esta petición en
change.org recalca que esas son aeronaves de rápido despliegue y que además
pueden cargar mayor cantidad de agua que los helicópteros. Más de 17.000
personas han firmado hasta el momento, a través de la plataforma de iniciativas
ciudadanas change.org, para que se establezca una base de hidroaviones
permanente en Canarias y así evitar más incendios devastadores.
Uma guerra tonta para continuar por quanto tempo? Presidente da Câmara do Funchal desmente Miguel Albuquerque
Está aberta a polémica na Madeira. Numa entrevista à SIC, o presidente da Câmara do Funchal diz que na passada terça-feira o incêndio nunca chegou a acalmar. A afirmação de Paulo Cafôfo desmente as garantias deixadas nesse dia pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.
Depois dos fogos, madeirenses mantêm tradições
No Funchal, menos de uma semana depois dos incêndios a população tenta manter as tradições como as festas no Monte. Esta freguesia foi uma das mais afectadas e a Câmara Municipal decidiu proibir o arraial mantendo-se apenas a procissão e a missa.
Jornalismo: Turquia, onde já só se pode ser jornalista com medo
Escrever “não é mesmo que usar armas contra as pessoas” mas às vezes
parece. Desde o golpe de Estado falhado de dia 15 de Julho, já foram emitidos
108 mandados de detenção contra jornalistas e encerrados dezenas de jornais,
canais de televisão e estações de rádio. Oya não vai a manifestações e não é
porque não esteja aliviada com o fracasso do golpe. “Tenho medo. Desde Gezi,
tenho medo”, diz, esclarecendo que nem se aproxima da Praça Taksim por estes
dias. A explicação impõe-se só por um motivo: segundo Oya, jornalista de 35
anos que há muito tempo desistiu de escrever sobre política neste país “de
doidos”, essa sua ausência tem sido “notada”, diz, à conversa numa movimentada
esplanada da gigantesca rua Bagdat, a terceira maior rua de compras do mundo,
no lado asiático de Istambul.
Professor reformado na Madeira deixa tudo o que tinha para salvar animais
Na Madeira, o incêndio na serra da Calheta já está em fase de rescaldo depois de quatro dias sem dar tréguas aos bombeiros. No concelho, pelo menos quatro casas foram consumidas pelas chamas, como a de Fernando Ascensão. O professor reformado, deixou tudo tinha para trás para salvar os animais do abrigo quem têm há vários anos.
Pastores da Calheta fazem contas aos estragos
Os estragos provocados pelo incêndio da última semana na Calheta, Madeira, já começaram a ser calculados. Há muitos agricultores que perderam palheiros e produções e há também pastores que temem não ter alimentação para os animais
É hora de começar a avaliar os estragos provocados pelas chamas na Madeira
A Junta de Freguesia do Monte, no Funchal, ainda não sabe a verba que será necessária para ajudar os proprietários das cerca de 60 casas ardidas. O tempo é agora de avaliar os estragos e auxiliar quem perdeu quase tudo. Muitos dos Moradores continuam em estado de choque depois dos fogos que atingiram a freguesia.
Sindicato do pessoal de voo da aviação civil recolhe bens para desalojados da Madeira
A onda de solidariedade para ajudar os bombeiros e as pessoas afetadas pelos incêndios continua. O sindicato do pessoal de voo da aviação civil está a recolher bens para fazer chegar aos desalojados e aos bombeiros que combatem as chamas na Madeira.
Governo quer que terrenos abandonados sejam geridos pelas autarquias
O Governo quer mudar a posse de terrenos abandonados para as autarquias. Os municípios ficariam responsáveis pela limpeza dos espaços. Não se trata de uma expropriação, porque os terrenos seriam devolvidos aos donos caso fossem encontrados. Miguel Albuquerque diz que o principio até pode ser bom, mas para que funcione as autarquias precisam de mais dinheiro.
domingo, agosto 14, 2016
Venezuela: Conselho Eleitoral atira referendo revogatório para 2017
Segundo o calendário apresentado pelo orgão eleitoral, a consulta deverá
acontecer em Janeiro ou Fevereiro. Em caso de afastamento de Maduro, o poder
passaria para o seu vice. Depois de dar luz verde ao avanço do projecto de referendo revogatório
do mandato do Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, a presidente do Conselho
Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, veio desferir um golpe nas expectativas da
oposição, ao fixar um calendário para as próximas etapas do processo
administrativo que praticamente inviabiliza a convocação dessa consulta popular
durante este ano. A data escolhida para a realização do referendo é vital para as
pretensões de mudança política na Venezuela alimentadas pela coligação Mesa da
Unidade Democrática (MUD), promotora do plesbicito: se forem cumpridos todos os
critérios legais e a votação for avante, e se o resultado for favorável ao
afastamento de Nicolás Maduro, só haverá lugar a novas eleições presidenciais
se lhe restarem mais do que dois anos de mandato. Essa data limite chega a 10
de Janeiro – depois disso, mesmo que os venezuelanos digam não ao actual Presidente,
o poder transita para o seu vice, Aristóbulo Istúriz.
Opinião: Passos, PIB, fogos. Quatro notas do meio de agosto
1. A conversa dos responsáveis políticos a seguir aos fogos é assustadoramente vã: todos eles, a começar por António Costa, que até já foi ministro da Administração Interna, tinham tido tempo para pôr em ação o que agora defendem. É normal que ninguém acredite. Pelo meio apareceram ideias peregrinas como pôr os incendiários a pagar os custos. Eureka. A coisa resolve-se.
2. Passos Coelho teve a sorte de ter uns números ínfimos de crescimento, nada animadores para o governo e a esquerda, na véspera do discurso do Pontal para sustentar as suas piores previsões. Mas mesmo assim, conseguiu não entusiasmar um cidadão: se o governo está esgotado, como é que vai durar quatro anos?
Sondagem: Costa tem o triplo da popularidade que Passos tinha em oito meses de governo
Em fevereiro de 2012, oito meses depois de ter tomado posse, Passos
tinha 9,6% de popularidade de saldo positivo. Costa tem 28% no mesmo período de
governação. Catarina e Assunção perdem pontos, Jerónimo sobe e a popularidade
de Marcelo não pára de aumentar Que Marcelo Rebelo de Sousa, nos curtos cinco
meses que leva em funções, é o mais popular dos Presidentes da República não
carece de evidência científica. Mas, ainda assim, o estudo de opinião de agosto
da Eurosondagem para o Expresso e a SIC aí está a demonstrá-lo: o Presidente da
República “só” cresceu 2 pontos em relação a julho mas mantém-se no primeiro
lugar do ranking da popularidade, com um estratosférico saldo positivo de 57,5%
(o mais elevado desde que tomou posse, em março). Só para ter um termo de
comparação, Cavaco Silva terminou os seus dez anos de mandato com um saldo
negativo de 14,1%. Mais surpreendentes são os índices de popularidade quer do
primeiro-ministro, quer do anterior.
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