terça-feira, agosto 07, 2012

Fundação do Magalhães recebeu quase metade do total dos apoios do Estado

Segundo o Publico, "a FCM recebeu 454,4 milhões de euros entre 2008 e 2010. Neste período, o montante global dos subsídios atribuídos foi de 1.034. Das 401 fundações analisadas no relatório encomendado pelo Governo, a Fundação para as Comunicações Móveis (FCM), que geria o programa de atribuição dos portáteis Magalhães, foi a que recebeu mais apoios públicos de 2008 a 2010: 454,4 milhões de euros, quase metade dos apoios totais concedidos a fundações naquele período. Segundo a avaliação feita pelo grupo de trabalho, ontem publicada no portal do Governo, naquele triénio foram concedidos apoios públicos no valor de 1034 milhões de euros. Deste montante, 217 milhões foram entregues a fundações IPSS (Instituições Particulares de Solidariedade Social) e 817 milhões de euros a não IPSS, categoria em que se inclui a FCM. Ou seja, mais de metade dos apoios dados a fundações não IPSS foram atribuídos à FCM, instituição que teve a seu cargo o programa e-escolas, e que beneficiou cerca de três milhões de pessoas. Esta instituição privada foi constituída a 11 de Setembro de 2008 pelos operadores de telecomunicações móveis Sonaecom (proprietária do PÚBLICO), TMN e Vodafone Portugal, com um valor patrimonial inicial de 24,9 milhões de euros. Na avaliação ontem divulgada pelo Governo, a FCM tem uma nota de 66,5 pontos, numa escala de 0 a 100, e é uma das fundações que o executivo já disse que iria propor o seu encerramento. Do bolo total de apoios concedidos pelo Estado entre 2008 e 2010, a Fundação Gulbenkian recebeu 13,5 milhões de euros, que representam 0,7% do total de proveitos da instituição. Ao PÚBLICO, fonte da Gulbenkian esclareceu que esta verba não se destinou a despesas de funcionamento da instituição, mas sim ao pagamento de bolsas de investigação. Em 2010, a fundação tinha um valor patrimonial de 3.003.629.000 euros, equivalente a cerca de 2% do PIB português em 2011. Os peritos do grupo de trabalho atribuíram 53,5 pontos em 100 à instituição, reconhecida como fundação em Julho de 1956.
Casa Mateus em altaNenhuma das fundações avaliadas pelo Governo teve nota máxima, mas a Casa de Mateus foi a que chegou mais perto: numa escala de 0 a 100, esta fundação com sede em Vila Real teve 78,1 pontos. Das 190 fundações IPSS avaliadas pelo Governo, numa escala de 0 a 100, 96 tiveram uma pontuação abaixo dos 50 pontos e as restantes 94 situaram-se acima desse valor, de acordo com o relatório divulgado nesta quinta-feira. Entretanto, os responsáveis da Fundação Amália Rodrigues e da Fundação Sousa Cintra, ambas privadas, reagiram com surpresa pelo facto de estas não terem sido avaliadas pelo grupo de trabalho que analisou o universo das fundações em Portugal. O vice-presidente da Fundação Amália Rodrigues, Rui Maurício, disse à Lusa que desconhece os motivos pelos quais a instituição ficou de fora na avaliação. "Nós entregámos atempadamente o inquérito e nunca fomos contactados por ninguém, pelo que esperamos pacientemente", disse. Na lista divulgada pelo Governo, a Fundação Amália Rodrigues, instituída por vontade testamentária da fadista falecida em 1999, é uma das 37 entidades que as Finanças consideram "não avaliáveis", por falta de informação. Também o empresário e antigo presidente do Sporting, José Sousa Cintra, ficou surpreendido com a exclusão da fundação com o seu nome da lista final do grupo de trabalho. Contactado pela Lusa, o empresário algarvio disse que a falta de avaliação só pode resultar de um "equívoco".

Alterações ao código de trabalho

A terceira alteração ao código do trabalho já foi anunciada em diário da república e as novas regras vão começar dia 1 de Agosto. O que vai mudar?


Horta Osório prevê que a economia só volte ao crescimento dentro de 5 anos...

António Horta Osório, o mais internacional dos banqueiros portugueses, considera que a compra do BPN foi “precipitada e pouco transparente”. Numa entrevista ao Diário de Notícias, o presidente do Lloyds, o maior banco britânico, defende que as instituições em dificuldades devem ir à falência. Horta Osório prevê que a economia só volte ao crescimento dentro de 3 a 5 anos.


Michael Phelps anuncia fim de carreira

Ao fim de 22 medalhas olímpicas no curriculum, incluindo 18 de ouro, o nadador norte-americano Michael Phelps anunciou o fim da carreira


Chegada da sonda robô Curiosity a Marte foi um sucesso

Foi um sucesso a chegada da sonda robô Curiosity a Marte. A manobra era considerada a mais arriscada da história da exploração espacial robótica. Durante dois anos, o engenho vai procurar vestígios de vida no Planeta Vermelho.


“Troika” regressa a Portugal para a quinta avaliação no final deste mês

No final de agosto a “troika” regressa a Portugal para a quinta avaliação com a meta do défice cada vez mais ameaçada. Portugal poderá, eventualmente, conseguir mais tempo para atingir os objetivos a que se propôs.


Saúde: Análise da Sustentabilidade Financeira do Serviço Nacional da Saúde

"O presente Relatório, elaborado pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) ao abrigo das suas competências e na sequência de solicitação de Sua Excelência o Ministro da Saúde, visa auxiliar no objetivo da Sustentabilidade Financeira do SNS. No mesmo são identificados temas e medidas concretas consideradas relevantes para a sustentabilidade financeira do SNS, tendentes ao equilíbrio das contas públicas no curto prazo, com reflexos numa alteração a nível estrutural que viabilize o equilíbrio de longo prazo. Atenta a exiguidade temporal na sua elaboração (60 dias), optou-se pela identificação de medidas concretas que devam ser adotadas na sequência do referido Memorando, apresentando-se, quando exequível, uma quantificação do impacto financeiro das mesmas. Daqui resulta, desde logo, uma necessidade de monitorização da implementação das referidas medidas, atenta a conjuntura económico-financeira atual, caracterizada por um ambiente adverso de constante alteração, e que pode inclusivamente justificar a necessidade de atualizações ou até de reflexões sobre outras possíveis medidas necessárias à alteração da atual situação financeira do SNS, o que só será alcançado com um permanente e rigoroso acompanhamento do impacto e dos resultados obtidos com tais medidas. Concretamente, são apresentadas desde o enquadramento constitucional e legal das taxas moderadoras, até à necessidade de alteração do sistema de convenções do SNS, passando por uma série de estimativas e avaliações, relativas a alterações das taxas moderadoras, dos benefícios fiscais para a saúde e do custo orçamental dos subsistemas de saúde públicos, para além de reflexões a respeito de uma reestruturação da rede hospitalar com financiamento público (e que será objeto de análise em estudo autónomo da ERS), da necessidade de uma combinação eficiente das profissões de saúde e da mobilidade dos recursos humanos na saúde nas diferentes formas de organização e gestão das unidades hospitalares”. Leia aqui o relatório na sua versão integral.

Saúde: ERS publica Estudo para a Carta Hospitalar

"O “Estudo para a Carta Hospitalar – Especialidades de Medicina Interna, Cirurgia Geral, Neurologia, Pediatria, Obstetrícia e Infeciologia” elaborado pela ERS dá cumprimento a uma solicitação do Senhor Ministro da Saúde. A metodologia adotada no Estudo incluiu o convite da ERS a médicos experientes nas especialidades em análise para colaborarem na definição dos pressupostos do Estudo, em especial a garantia da qualidade dos cuidados, as boas práticas, a efetividade dos cuidados e a sua adequação às necessidades em saúde da população. A ERS definiu no Estudo, em tabelas para cada uma das seis especialidades analisadas, quais as unidades hospitalares que deveriam ou não prestar a especialidade em causa, atentas as diferentes tipologias hospitalares”. Leia aqui a versão integral do Estudo

Saúde: Estudo de Avaliação dos Centros Hospitalares

"O presente estudo constitui uma avaliação dos Centros Hospitalares (CH), com base na realidade fáctica e legislativa tal como assumida no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e visa contribuir para a reflexão sobre o papel dos CH hoje existentes. Com efeito, identifica-se os potenciais impactos da sua implementação, o cumprimento dos objetivos tal como assumidos pelo legislador com a criação de cada um dos CH, bem como se avalia a sua eficiência. Concretamente, o objetivo do presente estudo consiste na aferição do cumprimento dos objetivos de melhoria de gestão que se pretendia obter, e de uma efetiva complementaridade na prestação de cuidados pelas diversas unidades integradas, com o potencial reflexo no acesso dos utentes residentes na área de influência de um CH, especialmente por comparação com os demais utentes do SNS". Leia aqui o relatório (versão integral) e aqui o sumário executivo

Saúde: Relatório Preliminar sobre a Rede Hospitalar com Financiamento Público

"Constituindo o sector da saúde um aspeto central nos desafios nacionais que se enfrentam na atualidade, a Entidade Reguladora da Saúde (ERS) tem vindo a assumir o seu dever de contribuir com a elaboração dos documentos técnicos que validamente auxiliem decisões de política de saúde a adotar num tal contexto.Conforme disposto no art. 33.º, al. b), do Decreto-Lei n.º 127/2009, de 27 de Maio, um dos objetivos da atividade da ERS consiste em assegurar o cumprimento dos critérios de acesso aos cuidados de saúde, nos termos da Constituição e da lei. Para esse efeito, incumbe à ERS, nos termos do art. 35.º do mesmo diploma, assegurar o direito de acesso universal e equitativo aos serviços públicos de saúde ou publicamente financiados. O presente relatório preliminar tem como objetivo apresentar uma análise do acesso dos utentes aos cuidados de saúde hospitalares com financiamento público em Portugal Continental, visando-se identificar situações de eventual desajustamento da oferta face à procura potencial, e assim se fornecendo evidência técnica para decisões políticas de reestruturação da rede hospitalar.O acesso dos utentes foi avaliado em duas dimensões: proximidade e capacidade. Na análise da proximidade evidencia-se a existência de desigualdades no acesso dos utentes e uma distribuição de hospitais eventualmente desajustada à distribuição da população residente. Identificam-se regiões nas quais as respetivas populações terão maiores dificuldades no acesso aos cuidados de saúde hospitalares, especialmente nas regiões do Alentejo e Algarve, e outras regiões em que haverá oferta de cuidados de saúde hospitalares potencialmente redundante, caracterizada, por exemplo, pela atuação coincidente de hospitais de mesmo nível.
No que concerne à análise da capacidade, destacam-se regiões associadas a rácios de oferta/procura potencial relativamente elevados, identificando-se igualmente os hospitais da rede hospitalar com financiamento público que contribuem para tais rácios.O presente relatório tem um carácter meramente preliminar, não podendo ser visto isoladamente e sem ser complementado por outras análises mais aprofundadas, incluindo, por exemplo, quanto a dimensões não espaciais do acesso, com a inclusão de variáveis sócio-económicas, demográficas e epidemiológicas no método de análise adotado. A ERS encontra-se presentemente a elaborar um estudo mais abrangente sobre a rede hospitalar com financiamento público, que permita o estabelecimento dos princípios fundamentais e orientadores de uma carta hospitalar, pelo que a sua análise encontra-se ainda em evolução e aprofundamento
". Leia
aqui o relatório na integra.

Pobreza nos Açores acima da média nacional

Escreve o Publico que "o desemprego está a empurrar as pessoas para o "clube dos pobres". Os Açores tinham em 2009 a mais elevada taxa de risco de pobreza de Portugal (17,9 %). Segundo o Instituto Nacional de Estatística, essa percentagem estava três pontos acima da média nacional. A esta situação de desigualdade há que acrescentar o facto de o Rendimento Social de Inserção (RSI) só abranger "os mais pobres de entre os pobres", refere Fernando Diogo, professor da Universidade dos Açores e estudioso dos fenómenos da pobreza e a exclusão social. Em Dezembro passado, a taxa de cobertura da população pobre era de 8,18%. É muito mais elevada do que a média do país (3,54%) porque há na região muito mais gente pobre. Um dos sinais distintivos da pobreza açoriana é não estar, tradicionalmente, associada ao desemprego. Fernando Diogo diz que ela decorre da existência de famílias numerosas, com um só salário, elevada precariedade e baixa taxa de actividade feminina. Outros aspectos importantes são os problemas causados por acidentes de trabalho e as doenças crónicas. "Nada disto é muito diferente do resto do país, mas a estrutura de emprego nos Açores potencia mais os níveis de pobreza", acrescenta o investigador. O que há de novo é o desemprego estar a "empurrar pessoas para o RSI e para o "clube dos pobres".

Sociedade açoriana empobrece apesar das medidas do Governo

"A difícil situação das empresas e o desemprego são o tema do primeiro de uma série de trabalhos que o PÚBLICO editará aos domingos para retratar a região em ano de eleições regionais. Angelina Cruz tem 44 anos e está desempregada desde Outubro de 2010. O seu último trabalho foi a fazer limpezas numa empresa de construção civil. "Não tive direito ao subsídio de desemprego e, por isso, meti os papéis do rendimento mínimo", conta ao PÚBLICO, com um sorriso conformado. Senta-se muito direita na ponta do sofá enquanto conta a sua história. Vive há 22 anos numa casa da Câmara de Lagoa, no Sul da ilha de S. Miguel e a pouca distância do mar, pela qual paga 50 euros de renda mensal. Está casada há 23 anos e tem três filhos, mas o marido não tem ocupação certa ("faz biscates e não consegue segurar um emprego, é um "descabeçado""). A casa está modestamente mobilizada, mas muito asseada. E há ainda uma enorme dignidade no modo como Angelina Cruz fala, sem se queixar de nada. Percebe-se que a sua vida não tem sido fácil, mas orgulha-se de viver com dignidade. "Paguei todas as minhas dívidas e o meu nome está limpo. Sei falar inglês, cozinhar e servir à mesa e faço o que posso para arranjar trabalho. Mas quando digo a minha idade..." Como Angelina, outros 10.232 açorianos estavam inscritos em Junho nos centros de emprego da região (o PSD-Açores fala de um desemprego real na casa das 20 mil pessoas). Comparando com o mesmo mês de 2011, a subida do desemprego foi de 43,9%, embora se tenha registado uma diminuição de 2% relativamente a Maio passado. Segundo números do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego no primeiro trimestre do ano era de 13,9%, mais 4,4% do que no anterior trimestre. O rápido agravamento da situação económica no último ano e a crise social decorrente concentram todas as atenções. "O desemprego baixou agora um pouco, mas isso não é motivo de contentamento", diz Graça Silva, coordenadora regional da CGTP-In. "O Governo avançou com medidas conjunturais, como o prolongamento dos estágios profissionais, mas não há medidas de fundo." Além do desemprego, também os baixos salários praticados na região concorrem para tornar a situação mais difícil. A economia açoriana recuou em 2011 para os níveis de 2002, sustenta Mário Fortuna, presidente da direcção da Câmara de Comércio e Indústria dos Açores (CCIA). Em rigor, não há nada de surpreendente na actual situação, acrescenta: "A nossa realidade é muito feita à imagem do país, não é uma bolha protegida dos efeitos nacionais e internacionais. Para mais, está fortemente condicionada por um sector público que se sobrepõe em grande parte ao sector privado, muito mais do que no resto do país."
Erros regionais
O contexto "não desculpa os erros regionais", diz Mário Fortuna, que fala de "caprichos" e "luxos", investimentos vultuosos em marinas, Scut e outras obras sem "efeito multiplicativo significativo". Por onde começar para sair da crise? "É preciso reformatar muita coisa, introduzir um novo paradigma baseado no sector privado", responde o presidente da CCIA. António Marinho, vice-presidente da bancada parlamentar do PSD, vai mais longe nas críticas à governação socialista: "O Governo dizia em Outubro de 2008 que os Açores estavam a passar ao lado da crise. A partir daí foram só más notícias." O diagnóstico é implacável: a agricultura não se expande por causa das quotas leiteiras; o turismo está em queda há muito tempo; as obras públicas estão a falhar (ver texto ao lado); e o comércio está numa situação catastrófica, com evolução negativa das vendas. Falta acrescentar a situação da dívida pública, que António Marinho diz ser de 3300 milhões de euros (86% do PIB) de "responsabilidades plurianuais", em consonância com o cálculo a que chegou o Tribunal de Contas. "É uma factura para quem governar a seguir", sublinha. Para convencer os açorianos e ganhar as eleições no Outono, o PSD defende um novo modelo de desenvolvimento, baseado no conceito de "região económica", que parte da realidade de cada uma das nove ilhas e as integra num espaço conjunto, uma "verdadeira região". "A ideia é criar um mercado interno forte e, em alguns casos, potenciar a exportação", diz António Marinho. "Não passa de um slogan", comenta Sérgio Ávila, vice-presidente do Governo regional dos Açores. "O PSD-Açores não conseguiu apresentar até hoje uma única proposta concreta e consistente de alternativa de actuação."O mesmo responsável rejeita os números da dívida pública açoriana avançados pelo PSD, que apelida de "exercício criativo": "De acordo com o INE, Banco de Portugal e Eurostat, é de 690 milhões de euros. Não existe qualquer dúvida que o nível de endividamento é substancialmente inferior ao do resto do país." A capacidade do Governo para manter o nível de investimento público e reforçar o apoio às famílias e empresas açorianas é realçada pelo socialista. "Os mecanismos de apoio permitiram minimizar os efeitos desta conjuntura adversa nos Açores", acrescenta. E a criação de emprego é a prioridade das prioridades "do Governo PS na próxima legislatura", diz Sérgio Ávila. A criação de uma Agenda para a Criação de Emprego, já apresentada publicamente, será o instrumento essencial para "reforçar as políticas activas de criação de emprego, assentes no apoio às empresas para reforçar a sua competitividade e à qualificação de emprego
" (texto do jornalista do Público, Carlos Pessoa, com a devida vénia)

Governo gastou 18 milhões em navios de combate à poluição que estão por construir!

Segundo o Publico, “os dois navios de combate à poluição (NCP) encomendados pelo Governo em 2004 aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo ainda não foram construídos. Isto apesar de já terem sido gastos 18 milhões de euros e de a Marinha os considerar “importantes” para a intervenção em casos de poluição no mar. A encomenda destes dois navios, adaptados da versão original do navio-patrulha oceânico também construído nos estaleiros de Viana, foi feita pelo então ministro da Defesa Nacional e actual ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, por mais de 100 milhões de euros. A construção foi decidida face à falta de meios em Portugal para intervir num desastre idêntico ao que ocorreu na Galiza, no Norte de Espanha, com o naufrágio do petroleiro Prestige, que provocou uma maré negra gigantesca na costa galega. Na altura, o Governo liderado por Durão Barroso na coligação PSD-CDS anunciou a construção como “prioritária para salvaguardar a costa” nacional. Mas oito anos depois o país continua sem aqueles meios. Fonte da empresa adiantou à Lusa que em 2005 ainda foram adquiridos materiais para estas duas encomendas, no valor de 18 milhões de euros. Porém, a construção foi entretanto suspensa e não tem, nesta altura, qualquer calendarização definida. Em Novembro de 2002, o naufrágio do Prestige ao largo da costa da Galiza e o consequente desastre ambiental – com o derrame no mar de cerca de 77 mil toneladas de fuelóleo – fez temer o pior. Um mês depois, duas manchas de combustível foram detectadas a 36 quilómetros da Zona Económica Exclusiva de Portugal e o país não tinha como actuar caso a ameaça se tornasse mais evidente. Contactada pela Lusa, fonte oficial da Marinha assume que “não existe nenhum país na União Europeia” com “capacidade total” para intervir num caso deste tipo “sem recorrer ao pedido de ajuda por intermédio da cooperação internacional”. Ainda assim, a construção dos NCP continua a ser uma prioridade. “São plataformas que se distinguem de outros navios pelas características para operar em alto mar e manobrar a muito baixa velocidade com os pesados e difíceis equipamentos de contenção e recolha mecânica de hidrocarbonetos à superfície da água”, explicou. Segundo a Marinha, o combate à poluição no mar prevê acções de contenção, normalmente com recurso a barreiras físicas, e de recolha de hidrocarbonetos, operações em que os navios assumiriam um “papel preponderante pela sua capacidade de manobrar e operar”. “A disponibilidade dos NCP constituiria, assim, um importante reforço da capacidade de combate à poluição da Marinha, em particular nas águas oceânicas”, reconhece. Além disso, pelas suas “capacidades muito robustas para navegar em alto mar”, os navios podem assegurar as habituais funções de vigilância, segurança e fiscalização marítima. Segundo a análise de acidentes anteriores, o combate ao derrame de hidrocarbonetos em alto mar, “mesmo em situações de vento e mar aceitáveis” resulta, normalmente, numa relação de recolha de 30% do produto. “A maior percentagem do produto derramado termina, invariavelmente na orla costeira”, explica a Marinha. Para operações no mar, a Marinha conta actualmente com a lancha de desembarque NRP Bacamarte, que pode operar equipamentos de recolha com braços acoplados ao navio. A sua utilização pode ser “complementada por meios mais pesados e com maior capacidade de recolha e armazenamento”, como os petroleiros fretados pela Agência Europeia para a Segurança Marítima. Para intervenção nas áreas costeiras funciona um dispositivo permanente com meios de intervenção distribuídos por cinco centros de apoio logístico, em Leixões, Lisboa, Portimão, Funchal e Ponta Delgada, além de um polo central de distribuição localizado na península de Tróia.
Quase 600 alertas de poluição no mar
Desde 2005, a Marinha recebeu 593 alertas de poluição em águas nacionais mas apenas foi necessário intervir em 60 destes casos, que demoraram, em média, “dois a três dias” para serem solucionados. Do total de situações reportadas, 319 foram detectadas via satélite em águas da Zona Económica Exclusiva (ZEE) nacional, entre Portugal continental e as ilhas, e 274 eram casos de poluição de “pequena dimensão” em zonas costeiras e áreas portuárias.O último grande acidente de poluição registado em Portugal aconteceu junto à costa da ilha do Faial, Açores, quando o navio “CP Valour”, que seguia para Espanha com cerca de 500 contentores a bordo, encalhou, a 9 de Dezembro de 2005. Segundo a Marinha, este foco demorou cerca de seis meses a ser combatido. “Os dados disponíveis demonstram ainda que a variação do número de acidentes de poluição se tem mantido constante, apesar de se verificar uma tendência crescente do tráfego marítimo na nossa zona costeira”, sublinha a mesma fonte”.

El PP exige 'explicaciones' a Rubalcaba ante un posible 'Watergate español'

Escreve o jornalista do El Mundo, Luis Ángel Sanz, que “el portavoz adjunto del Grupo Popular en el Congreso de los Diputados, Rafael Hernando, ha exigido "explicaciones" al líder del PSOE, Alfredo Pérez Rubalcaba, por la trama policial corrupta que, tal y como publica EL MUNDO, pudo espiar al Partido Popular. El líder socialista, que hoy está en Berlín visitando a dirigentes del Partido Socialdemócrata alemán (SPD) no ha querido referirse a esta cuestión. "No hay comentarios", ha dicho en respuesta a las preguntas sobre este asunto, informa Rosalía Sánchez. En una rueda de prensa ofrecida en la sede del partido, Hernando ha señalado que el asunto es "de una extraordinaria gravedad", "sin precedentes en la historia democrática", ha añadido, y ha confiado en que la Justicia actúe "rápidamente y lo más contundentemente posible porque afecta a la esencia de las libertades del sistema democrático". "Podríamos estar ante una trama policial corrupta que se organiza para crear un 'Watergate' español para espiar al principal partido de la oposición desde el Gobierno", ha asegurado el portavoz 'popular'. Hernando ha añadido que habría que remontarse "a los años 80", en referencia al saqueo de los fondos reservados y a los GAL, para encontrar hechos tan graves y de similar naturaleza. El diputado no ha confirmado si el PP se personará en la causa, ni si pedirá al fiscal general del Estado que investigue a fondo los hechos, pero ha insistido en que la Justicia tiene la obligación de "llegar al fondo del asunto de unos hechos gravísimos". Rafael Hernando, a preguntas de los periodistas, ha desvelado que en agosto de 2009, cuando la secretaria general del PP, María Dolores de Cospedal, denunció "escuchas telefónicas ilegales", ya tenían sospechas de que algo como lo desvelado hoy por EL MUNDO se estaba produciendo. Pero "eso es muy complejo y difícil de demostrar", ha añadido, con lo que ha vuelto a dirigirse a los jueces y a la Policía para que aclaren este asunto cuanto antes. Además, ha insistido varias veces en que Alfredo Pérez Rubalcaba, hoy de visita oficial en Berlín, debe "dar alguna explicación", ya que él era responsable del Ministerio del Interior cuando supuestamente se produjo aquel espionaje”.

A amnésia alemã: as contradições de Berlim na crise do euro

Li no Dinheiro Vivo que "nos últimos dois anos, a Alemanha tem sido a maior opositora aos programas de compra de dívida soberana por parte do Banco Central Europeu, argumentando que eles ameaçam a independência do BCE e arriscam uma subida descontrolada da inflação. Receios que denunciam alguma perda de memória. É que basta recuar 37 anos, para encontrar registos de compra de títulos de dívida pública pelo Bundesbank, o banco central alemão. O último sinal de oposição de Berlim foi revelado pelo presidente do BCE na quinta-feira passada, quando Mario Draghi - numa anormal quebra de protocolo - disse que a Alemanha foi o único país a mostrar-se contra a preparação de mais um programa de compra de obrigações, que seria desenhado com o objetivo de aliviar a pressão sobre as taxas de juro de Espanha e Itália. Mas nem sempre a posição alemã foi tão dogmática. Em 1975, a economia da República Federal da Alemanha enfrentava uma forte recessão, com uma contração de 3,4% do PIB e uma taxa inflação de 6%. Segundo um relatório do Deutsche Bank, citado pela Bloomberg, entre julho e outubro desse ano, o Bundesbank comprou 7,7 mil milhões de marcos de dívida pública alemã (3,9 mil milhões de euros). Porquê? Para evitar "um aumento provável e economicamente indesejável das taxas de juro efetivas". Faz-lhe lembrar alguma coisa? O argumento para intervir no mercado em 1975 parece muito semelhante ao que tem sido utilizado para defender a atual atuação do BCE. Com uma diferença: a inflação está muito longe dos níveis da década de 70. Os últimos dados apontam para uma taxa de 2,4% na zona euro e 2% na Alemanha. O que significa que os riscos de descontrolo dos preços são bastante mais moderados Ou seja, até numa conjuntura económica mais arriscada, o banco central alemão optou por comprar obrigações do tesouro, mesmo sob pena de provocar uma subida ainda maior da inflação. Este é o mesmo Bundesbank que tem feito de tudo para o BCE não atue no mercado de dívida europeu. O presidente, Jens Weidmann, está a seguir a mesma linha defendida pelo seu antecessor, Axel Weber, que se demitiu em protesto contra o programa de compra de dívida iniciado em maio de 2010. O economista-chefe do BCE, Juergen Stark, afastou-se pelas mesma razões. "Somos o maior e mais importante banco central do Eurosistema e temos uma maior influência que muitos outros bancos do Eurosistema", afirmou Weidmann, numa entrevista no início do mês, acrescentando que a independência do BCE "obriga-o a respeitar e não ultrapassar o seu próprio mandato". O braço de ferro entre Draghi e Weidmann deverá continuar nas próximas semanas, período em que o BCE irá desenhar um novo mecanismo de compra de dívida soberana”.

El PSOE niega que desde Interior se espiara al PP: 'No hay nada de nada'...

Escreve o El Mundo, num texto do jornalista Luis Ángel Sanz que “la portavoz del PSOE en el Congreso de los Diputados, Soraya Rodríguez, ha asegurado este martes que "no hay nada de nada" en relación a la presunta trama corrupta de altos cargos de Interior bajo la empresa Interligare durante el tiempo que el actual secretario general socialista, Alfredo Pérez Rubalcaba, era ministro de ese Departamento, y que ha publicado el diario EL MUNDO. Según Rodríguez, "hasta ahora lo que hemos escuchado son declaraciones de dirigentes del PP que piden explicaciones", pero en su opinión, "los primeros que saben que no hay absolutamente nada de nada" son los propios "dirigentes del PP". "Lo estoy diciendo de forma clara y taxativa: no hay absolutamente nada de nada", ha destacado en rueda de prensa la portavoz socialista, añadiendo que los 'populares' se centran en esto para no dar explicaciones sobre otras cuestiones a ciudadanos que viven "angustiados" en la actual situación de crisis.
Cuestiones que sí importan
A su juicio, la trama destapada por EL MUNDO es una cuestión que no le importa a los ciudadanos. Por el contrario, sí exige al Gobierno "explicaciones de las cosas que realmente importan a los ciudadanos" como son, ha dicho, "el nuevo recorte enviado a Bruselas" o la "desaparición de la ayuda de 400 euros" a los desempleados. Rodríguez ha insistido en que hay que ir al Congreso para explicar por qué el Ejecutivo está "todo el mes de agosto sin una sola actividad parlamentaria y que no se convoque un pleno para explicar la aprobación presupuestaria y el recorte de 31.000 millones en 2013 y 50.000 en 2014. Hay que pedir explicaciones de por qué ahora nos encontramos con la situación absurda de que el presidente del Gobierno,
Mariano Rajoy, se encuentre de vacaciones" en un momento difícil para el país, en el que en su opinión debería estar trabajando para evitar el "rescate". Respecto al silencio mostrado por Rubalcaba en relación a este asunto, desde el PSOE no han querido aclarar si el líder socialista hablará sobre este tema en los próximos días o si emprenderá acciones judiciales. Según fuentes del PSOE, cuando Rodríguez señala que "no hay nada de nada" se refiere al presunto espionaje de Interligare a la sede nacional del PP en la calle Génova. Añaden que quienes tienen toda la información sobre el caso son los responsables de Interior, ahora en manos del PP.
Gómez: Rubalcaba es 'impecable'
Por su parte, el líder de los socialistas madrileños, Tomás Gómez, ha exigido al PP que "deje de desprestigiar a alguien tan impecable" como Rubalcaba. En un acto en Torrejón de Ardoz, Gómez ha afirmado que "si quiere alguien saber qué es espionaje" que viaje a la Comunidad de Madrid y que "pregunte a la señora Aguirre, al señor Ignacio González y al señor Granado". "Vale ya de malas artes, de inventar y difamar", ha sentenciado. En este sentido, el socialista ha asegurado que "lo que duele al PP" es que Rubalcaba fue "el mejor ministro del Interior que acabó con ETA". Por ello, Gómez ha asegurado que los socialistas se sienten "orgullosos".

Finanças cortam verbas à Madeira e Açores para recuperar dívidas da saúde

Escreve o Económico, num texto da jornalista Catarina Duarte, que “o ministro da Saúde quer cobrar a dívida que os serviços de saúde da Madeira e dos Açores têm com o Continente. O ministro da Saúde quer cobrar a dívida que os serviços de saúde da Madeira e dos Açores têm para com o Continente. A proposta de Paulo Macedo para recuperar o dinheiro propõe uma retenção nas transferências do Orçamento do Estado para as regiões autónomas no montante da dívida. Em causa poderão estar cerca de 77 milhões de euros. O Serviço Regional de Saúde (SRS) dos Açores deve ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) 59 milhões de euros, avançava ontem o Diário de Notícias, ainda que o número não seja assumido pelo governo regional. No caso da Madeira, a dívida chega aos 18 milhões de euros, de acordo com o Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira. Sempre que um serviço de saúde dos Açores ou da Madeira não consegue tratar um doente, este é enviado para outra unidade do SNS no Continente. Este serviço é posteriormente cobrado ao hospital de origem nas regiões autónomas. Num ano em que os hospitais do SNS se debatem com um corte no financiamento na ordem dos 8% e têm de cumprir um plano de corte nos custos operacionais de 11%, a recuperação das dívidas das regiões autónomas poderiam dar um novo balão de oxigénio às instituições de saúde do Continente.O Diário Económico tentou apurar junto do Ministério das Finanças os valores das dívidas, bem como se tenciona reter os as transferências para as regiões autónomas, mas não obteve resposta até ao fecho da edição. Contudo, fonte governamental confirmou ao Diário Económico que esse vai ser o procedimento usado. Recorde-se que as transferências do Orçamento do Estado para as regiões autónomas processam-se em prestações trimestrais, nos cinco primeiros dias de cada trimestre, ou seja, a próxima transferência ocorrerá já em Setembro. O presidente do Governo Regional dos Açores não reconhece a dívida ao SNS e desafiou mesmo os partidos políticos na região a tomar uma posição sobre este assunto. "É importante perceber se os partidos acham que um doente açoriano que necessita de fazer um tratamento em Lisboa por ter cancro, quando chega a Lisboa deixa de ser português e fica lá como se fosse estrangeiro e, por isso, temos que pagar", afirmou Carlos César em Junho, em declarações aos jornalistas”.

Mais de 120 toneladas de palha doada por agricultores a caminho da Madeira

Já estão a caminho da Madeira as mais de 120 toneladas de palha oferecidas pelos agricultores do continente. A última parte foi colocada em contentores esta tarde e chega à ilha até ao final da semana. A palha vai ser distribuída pelos agricultores que perderam as pastagens nos incêndios do mês passado.


Crédito malparado atingiu valores recorde no final de junho

O crédito malparado voltou a crescer e segundo o Banco de Portugal atingiu um valor recorde. No final de junho, havia 709 mil portugueses com prestações em atraso, o que corresponde a 15,6 por cento dos devedores. É o valor mais alto desde que há dados. Também entre as empresas há um novo máximo: 8,7 por cento das firmas endividadas têm prestações em atraso. Das famílias que contraíram empréstimos, 3,5 por cento estão em incumprimento (veja aqui o vídeo da RTP sobre esta notícia)

Banca pagou 217 milhões de impostos aos Estado nos primeiros 6 meses do ano

O fisco arrecadou o dobro das receitas com impostos da banca na primeira metade do ano. Os cinco maiores bancos pagaram 217 milhões de euros em impostos, apesar da quebra nos lucros. O BPI foi o único que melhorou os resultados de um ano para o outro. Já o BCP e a Caixa Geral de Depósitos passaram mesmo de lucros para prejuízos, tendo o banco público sido o único a pagar menos impostos no primeiro semestre. O Diário Económico diz que o fator decisivo para este aumento de receitas foi a situação excepcional no BES, que disparou os impostos que o banco teve de pagar. Tadinhos! (veja aqui o vídeo da RTP sobre esta notícia)

Economia deve dar mais atenção à felicidade do povo

Li no DN de Lisboa que "o presidente da Reserva Federal afirmou que a economia enquanto disciplina deve passar a dar mais atenção ao bem-estar e à felicidade para medir a situação do país e ser tida em conta aquando das tomadas de decisão. "O derradeiro propósito da economia é, claro, compreender e promover o desenvolvimento do bem-estar. De acordo com isto, as medidas económicas devem incluir o bem-estar e as suas determinantes", afirmou o presidente da Fed, Ben Bernanke, num discurso gravado em vídeo e transmitido na 32.ª conferência da Associação Internacional de Investigação sobre Rendimento e Riqueza. Para Bernanke, que já antes se tinha referido ao tema noutras ocasiões, dar atenção exclusivamente a dados macroeconómicos pode dar origem a uma imagem "incompleta daquilo que muitos indivíduos estão a atravessar" na conjuntura atual."Um caso interessante e único é o do Reino do Butão, que abandonou o seguimento do Produto Nacional Bruto em 1972 para passar a acompanhar a Felicidade Nacional Bruta, a partir de um inquérito" que incorpora indicadores como bem-estar psicológico, nível educativo, saúde física, vitalidade comunitária e a força de laços familiares e sociais, exemplificou Bernanke. De acordo com o antigo professor universitário, que afirmou gostar de consumir literatura sobre o tema, "felicidade" é definida como um "estado de curto prazo de consciência que depende das perceções de uma pessoa da sua realidade imediata, bem como de circunstâncias externas imediatas e desfechos". Todos estes indicadores, disse o responsável pela Reserva Federal, podem ser "mais úteis na medida do progresso económico ou dos seus atrasos". Porém, as medidas do bem-estar, ainda que importantes, são "apenas uma de muitas novas direções para a medida económica" que estão a ser desenvolvidas no campo da disciplina, ressalvou”.

Desactivados dos artefactos explosivos en Vigo, que reivindica Resistencia Galega...

Escreve o El Pais que "la Policía ha desactivado este lunes dos artefactos explosivos que se encontraban colocados en el monte Sampaio, situado a las afueras de la ciudad de Vigo, en una zona cercana al monte de A Madroa. Según han informado a Europa Press fuentes de la Subdelegación del Gobierno en Pontevedra, el grupo Resistencia Galega ha reivindicado la colocación de dichos artefactos y ha alertado de su existencia mediante el envío de correos electrónicos a diversos medios de comunicación y a la Policía Local de Vigo. Según el aviso del grupo independentista, que se produjo a última hora de la tarde, los artefactos estaban situados al lado de unas antenas de emisión de radio y televisión ubicadas en lo alto del monte. Una vez conocida la amenaza, la Policía Local de Vigo alertó a la Policía Nacional y a los Bomberos de la ciudad, que acudieron ante la posibilidad de que se pudiera originar un incendio debido a una explosión en zona arbolada. Todos ellos se desplazaron al lugar para comprobar la veracidad de la amenaza y acordonaron la zona. Miembros de los Tedax se encargaron de las labores de desactivación de los artefactos y lograron controlar el peligro en pocas horas. A última hora de la noche se mantenía la restricción de acceso a la zona, ya que la Policía continuaba efectuando la inspección ocular del lugar. Además, según han informado a Europa Press fuentes de la investigación, la Policía investiga la existencia de un tercer artefacto, puesto que en las proximidades del lugar donde fueron hallados los dos desactivados, los agentes desplazados a la zona apreciaron lo que podrían ser restos de una explosión previa. Por el momento no han trascendido ni la potencia de los artefactos ni el material explosivo que podrían contener. La última acción conocida de Resistencia Galega ocurrió el pasado 8 de junio, cuando un artefacto explosivo "de poca potencia" estalló de madrugada junto a la sede del PP de Ribadumia (Pontevedra), lo que causó daños materiales, pero no hubo personas afectadas. En esa ocasión, el delegado del Gobierno en Galicia, Samuel Juárez, vinculó directamente la acción, perpetrada con un artefacto casero compuesto por tres bombonas pequeñas de camping gas y dos cartuchos de pirotecnia de 25 gramos, con este grupo independentista. Previamente, el 7 de mayo de este año, se halló junto a la sede del PP en la localidad pontevedresa de Meis un artefacto explosivo con temporizador que no había llegado a explotar a la hora programada, de forma que pudo ser desactivado por técnicos de la Guardia Civil, sin que se produjesen daños personales ni materiales. El artefacto, una olla que con entre dos o tres kilos de explosivos que estaba programado para las tres de la madrugada, también fue vinculado con el independentismo radical”.

Más de la mitad de los ayuntamientos catalanes, a favor de la independencia

Garante o ABC, num texto do jornalista m. j. cañizares, que “el independentismo catalán se mueve... Literalmente, hacia Estrasburgo, donde miembros de la plataforma "Marcha a Europa per la Independencia” pretenden entregar un documento en el Parlamento europeo en el que justifican su deseo de que Cataluña se separe de España. Los activistas fueron recibidos el domingo por la noche por el alcalde de Vic (Barcelona), Josep María Vila d'Abadal, presidente de la Asociación de Municipios por la Independencia. Vic es el punto de partida de esa marcha, que tiene lugar en un momento de máxima tensión entre CiU, federación a la que pertenece D'Abadal (UDC), y el Gobierno español, después de que uno de sus dirigentes, Josep Rull (CDC) haya proclamado que si el Ejecutivo popular no acepta el pacto fiscal que reclaman los nacionalistas, sólo cabe la independencia de Cataluña. Un total 510 ayuntamientos catalanes forman parte de la citada Asociación de Municipios por la Independencia, lo que representa más de la mitad de los 946 municipios existentes en la comunidad catalana. El objetivo de los participantes en la marcha es que la Cámara europea "dé apoyo de manera firme y sin condiciones a la voluntad del pueblo catalán cuando éste se proclame unilateralmente un país libre e independiente"

Siete Helicópteros y 3 hidroaviones operan este lunes en los incendios de Canarias

Li no Canárias-7 que "los incendios forestales que afectan desde el sábado a las islas de La Palma y La Gomera continúan activos y sobre ellos actuarán este lunes un total de siete helicópteros y tres hidroaviones, han informado a Efe fuentes del Gobierno de Canarias. Los tres hidroaviones que solicitó el Gobierno de Canarias al Ministerio de Agricultura y que llegaron ayer al Archipiélago, pudieron realizar a última hora algunas descargas sobre los incendios que afectan en La Gomera a unas 3.000 hectáreas y en La Palma a unas 850 hectáreas. Las fuentes han explicado que el incendio más complicado continúa siendo el de La Gomera, que ha obligado al desalojo de unas 600 personas pertenecientes a 23 caseríos ubicados en los municipios de Alajeró,Vallehermoso y San Sebastián de La Gomera. La mayoría de los desalojados han pernoctado en casas de familiares y amigos y unos 80 lo han hecho en el albergue de Alajeró y en la residencia escolar de San Sebastián. El fuego en esta isla tiene dos frentes activos y uno de ellos es el que afecta al Parque Nacional de Garajonay y el otro a la zona alta del barranco de La Laja. Las fuentes han comentado en esta isla ya han comenzado a trabajar dos hidroaviones, que se suman a los medios terrestres y a los cinco helicópteros que trabajan desde el sábado. En cuanto al incendio en el municipio de Mazo, en La Palma, las previsiones son más positivas ya que el fuego está perimetrado salvo en la cola oeste en un lugar llamado Pico Nambrote. El Gobierno ha informado de que este punto trabajan dos helicópteros y un hidroavión. En La Palma, todas las personas desalojadas, unas 100, han podido regresar ya a sus casas. Las previsiones meteorológicas son hoy más favorables dado que se espera un descenso de las temperaturas, lo que, según las fuentes, facilitaría las tareas de control y extinción del fuego”.

Polémica: Rivero reclama una base permanente de hidroaviones en Canarias

Li no Canárias-7 que "el presidente canario, Paulino Rivero, reclamó este lunes al Gobierno de España que establezca en las islas una base permanente de hidroaviones para combatir los incendios forestales, dada la tardanza con la que llegan esos refuerzos cuando hay alguna incidencia, no menos de 24 horas. Rivero, en declaraciones a la prensa, dijo que para combatir los incendios que desde el sábado afectan a La Palma y La Gomera, el Gobierno canario pidió ese día a última hora la presencia de hidroaviones, que no llegaron a las islas desde la península hasta las seis de la tarde del domingo. "El Gobierno de España responde con diligencia para poner a nuestra disposición los medios", afirmó Paulino Rivero, pero el problema es la distancia de 2.000 kilómetros que tienen que recorrer los aparatos desde la península. Las 24 horas que suelen tardar los refuerzos "son muchas horas" porque o los incendios se logran atajar en las primeras seis a ocho horas "o se convierten en un problema muy importante". Por eso, es imprescindible que se mantengan tres o cuatro hidroaviones en las islas en el verano que complementen a los medios con los que cuenta el Gobierno de Canarias y los cabildos, agregó, y subrayó que dado lo escarpado del terreno muchas veces el fuego sólo se puede combatir desde el aire. Explicó que el año pasado ya se hizo una petición formal en este sentido por parte del Gobierno de Canarias, y se volverá a realizar otra en cuanto se controlen los dos incendios actuales. Respecto a los dos incendios, Rivero señaló que el cambio de tiempo, con menos temperatura y más humedad es "un aliado muy importante" que ha ayudado a mantener el fuego dentro del perímetro en el que estaba ayer”.

Polémica: Soria critica que Canarias esperase «al último momento» para pedir los hidroaviones


Escreve o ABC que "el ministro de Industria, Energía y Turismo, José Manuel Soria, ha considerado que el Gobierno de Canarias debería haber solicitado con anterioridad la incorporación de los hidroaviones del Estado a las labores de extinción de los incendios de La Gomera y La Palma. «Teniendo en cuenta que los hidroaviones no están en Canarias y, por tanto, requieren un periodo de desplazamiento desde la Península, sería bueno que no se esperase al último momento para solicitar el apoyo de este tipo de aparatos», ha indicado José Manuel Soria, que ha visitado este lunes el centro de operaciones de la Unidad Militar de Emergencias (UME) que está establecido en San Sebastián de La Gomera. El ministro ha aclarado que el Ejecutivo canario solicitó los hidroaviones «en la madrugada del domingo (a la 1.20 horas) y ya ayer por la noche estaban actuando en el incendio de la isla de La Palma». En respuesta a las manifestaciones del presidente del Gobierno de Canarias, Paulino Rivero, que ha insistido en la necesidad de que el archipiélago cuente con una base permanente de recursos del Estado, el ministro ha querido dejar claro que la Unidad Militar de Emergencias (UME) ya tiene destacamentos permanentes en la Comunidad Autónoma, tanto en el aeropuerto de Los Rodeos (Tenerife) como en Gando (Gran Canaria). «Por eso el mismo sábado por la noche, cuando el Gobierno de Canarias solicitó su intervención, los efectivos de la UME ya estaban actuando en las labores de extinción de ambos incendios», ha apuntado Soria. En este sentido, ha detallado que tanto en la isla de La Gomera como en La Palma están actuando unas 125 personas de la UME, apoyados por tres hidroaviones del Ministerio de Agricultura, dos de los cuales no han podido actuar en la isla colombina por las condiciones del mar, que han impedido que pudiesen repostar. «Por tanto, todos los medios del Estado están actuando desde el sábado por la noche», insistió Soria. Por último, según la información que ha sido proporcionada por parte del teniente coronel de la UME, el ministro ha anunciado que hay una probabilidad de que a lo largo del día de hoy pueda estabilizarse el incendio de la isla de La Palma, aunque en el caso de La Gomera hay una mayor dificultad”.

Opinião: "No sin consenso"

"El presidente de la Xunta de Galicia, Alberto Núñez Feijóo, ha anunciado una reforma electoral para reducir en 14 escaños el Parlamento de su comunidad, pasando así de los 75 actuales a 61. El PP gallego defiende esta propuesta con argumentos como dedicar a guarderías el dinero que se ahorre (1,3 millones de euros al año) o reducir el número de políticos, ahora mal vistos por la ciudadanía. El mismo partido que esgrime razones de austeridad se niega a rebajar más el sueldo de los diputados gallegos, de forma que se consiga el ahorro pretendido con la disminución de escaños, y decenas de sus alcaldes se han subido las retribuciones.
Feijóo intenta convertir su propuesta en una batalla nacional para todo el Partido Popular y, a partir de la última reunión de responsables autonómicos con Rajoy, proliferan las sugerencias para desmochar las Cámaras autonómicas. Pero la confusión es grande porque Castilla-La Mancha, la comunidad presidida por María Dolores de Cospedal, secretaria general del PP, acaba de imponer el movimiento contrario: el número de diputados en esa comunidad aumenta de los 49 actuales a 53.
Lo que realmente pretende la maniobra de Feijóo es garantizarse la siguiente mayoría. La reforma pretendida dará algún escaño más al PP, en el supuesto de que el voto ciudadano en la próxima elección sea similar al de la anterior. El procedimiento técnico para lograrlo es simple: se atribuye un elevado número de escaños a cada provincia, nada menos que 10, tanto a las más pobladas como a las que menos, y los restantes se distribuyen según fracciones de población. El resultado es que sube el peso parlamentario de las provincias menos pobladas, pero tradicionalmente conservadoras, que son Lugo y Ourense —esta última ha vivido las prácticas de los Baltar—; y se disminuye el de las más pobladas, A Coruña y Pontevedra, donde los socialistas y el BNG cuentan con los principales graneros de votos. Todo ello a pocos meses de las elecciones gallegas, previstas para marzo —si el presidente de la Xunta no decide adelantarlas—.
Los propósitos de Feijóo recuerdan los que la dirección nacional del PP apuntó para el Congreso en vísperas de las últimas elecciones generales. Algunos dirigentes populares defendieron entonces la reducción a 300 del número de diputados, en vez de los 350 actuales, una idea que no ha reaparecido en los últimos meses, si bien el criterio de fondo es el mismo que el empleado ahora por el PP gallego. A priori no hay que descartar un debate serio sobre el tamaño de las instituciones representativas ni sobre su coste, pero en España rige el sistema de representación proporcional y no deben alterarse las reglas del juego para perjudicar a la oposición en beneficio de quien está en el poder. Todo se puede reformar, las leyes electorales también, siempre que exista un amplio acuerdo político y social. Cuando se imponen unilateralmente surgen las sospechas de prefabricar las mayorías y actuar con ventajismo
" (editorial do El Pais com a devida vénia)

Açores: Carlos César quinhentista!


O chefe do governo dos Açores, Carlos César e mulher, numa feira quinhentista que se realiza na ilha de São Miguel.

Crise não poupa o tabaco

El PP pierde ocho puntos con respecto al 20-N y el PSOE apenas crece



Segundo o El Mundo, "el PP cae cuatro puntos en estimación de voto (36,6%) y ve reducida su ventaja a 6,7 a pesar de que el PSOE sólo gana tres décimas desde mayo, hasta el 29,9%. Así, la distancia entre los dos principales partidos se recorta notablemente frente a los 11 puntos que los separaban en el último barómetro del Centro de Investigaciones Sociológicas (CIS). Es notable el incremento que experimenta el grupo de quienes manifiestan que no votarían, que representan un 22,3% frente al 17,2% del último sondeo. Esto supone una subida de 5,1 puntos, un registro al que ni se aproxima ninguno de los partidos con representación parlamentaria. Se confirma la tendencia que se observa desde las últimas elecciones generales, cuando el PP ganó por mayoría absoluta y el PSOE obtuvo el peor resultado de su historia. Desde el 20 de noviembre, el partido del presidente del Gobierno, Mariano Rajoy, ha perdido ocho puntos (del 44,6% al 36,6%), mientras que el partido liderado por Alfredo Pérez Rubalcaba apenas se ha beneficiado de su estrategia de oposición y ha ganado 1,2 puntos (del 28,7% al 29,9%). Izquierda Unida, la formación que registraba los mayores incrementos en los últimos meses, ve invariable su estimación en este sondeo, un 8,6%, lo que supone una subida de 1,7 puntos en comparación con el escrutinio del 20-N. UPyD obtiene la mejoría más sobresaliente de todos los partidos y cosecharía el 6,6% de los votos, dos puntos más que en las generales y 1,5 por encima del último sondeo del CIS.
Más voto nacionalista
CiU también supera los resultados de hace dos meses con el 4% de la estimación de voto (dos décimas más), aunque aún está una décima por debajo de los últimos comicios. En este sondeo, realizado del 2 al 10 del pasado mes de julio, antes de que se anunciaran los últimos recortes, se advierte una mejoría general de todas las formaciones nacionalistas. En comparación con el último sondeo, suben PNV (0,3, hasta el 1,5%), BNG (0,4, hasta el 0,7%) y Coalición Canaria (0,4, hasta el 0,7%). En cambio, pierden simpatías ERC, que pierde 4 décimas y obtendría el 1,3% de los sufragios, Geroa Bai (0,1%, dos décimas menos) y Amaiur, que pierde una décima, con una estimación de voto del 1,2%, y sería superada por los nacionalistas del PNV. Compromis-Equo y Foro Asturias igualan sus marcas del último barómetro: 0,8 y 0,4% respecttivamente. Es el tercer estudio del CIS que presenta datos de estimación de voto desde que Mariano Rajoy llegó al Palacio de la Moncloa tras su victoria en las elecciones del 20 de noviembre por mayoría absoluta. En enero, la ventaja del PP era de 14,7 puntos sobre el PSOE, y en mayo, la distancia se recortó a 11 puntos (40,6% frente a 29,6%)”.

Reforma tem os dias contados? Encontre alternativas

"Para os mais jovens, poupar um euro por dia até à idade da reforma permite ter um rendimento extra e, ao mesmo tempo, manter o mesmo nível de vida. Numa altura em que as contribuições dos trabalhadores e das empresas para a Segurança Social quase que chegam para pagar as pensões dos reformados – o aumento da taxa de desemprego e a redução dos salários dos trabalhadores levou a um desequilíbrio financeiro da Previdência – é a altura ideal para começar a pensar em alternativas de forma a conseguir manter o seu estilo de vida daqui a uns anos. A verdade é que o futuro não é animador: espera-lhe uma reforma cada vez mais reduzida, mesmo que trabalhe mais anos. O alerta já foi feito pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que estima que os futuros reformados venham a ter uma pensão de apenas 68% do último salário e pede um aumento da idade da reforma em Portugal que está actualmente nos 65 anos.
Por isso, ficar à espera da reforma da Segurança Social não é a melhor opção, pois pode trazer desagradáveis surpresas. O melhor é começar a pensar numa estratégia. A oferta é variada e há produtos para todos os gostos e perfis, o desafio é escolher o que mais se adequa às suas necessidades. Em contrapartida, esta estratégia de poupança nem sempre é fácil de concretizar tendo em conta que o orçamento familiar está cada vez mais asfixiado.
Não se esqueça que, antes de decidir, deve ter em conta alguns factores, nomeadamente a necessidade de diversificar os investimentos, o perfil de risco – conservador: principal objectivo é a preservação do valor investido, preferindo investimentos de baixo risco; moderado: está disposto a assumir um risco considerável nos investimentos de modo a potenciar um crescimento sustentado do capital a médio e a longo prazo e o dinâmico: que tem como objectivo potenciar um crescimento importante a médio e a longo prazo assumindo por isso um risco elevado nas subscrições que subscreve – e o espaço de tempo até à chegada da reforma.
Pequenos truques
Para alguns especialistas, a solução para ter uma reforma mais tranquila é simples: poupar no mínimo 10% dos rendimentos mensais para esse fim. Já no caso dos mais jovens, poupar um euro por dia até à idade da reforma permite ter um rendimento extra e manter o nível de vida. Por exemplo, se tiver 25 anos e nenhuma poupança, ao amealhar 30 euros por mês, ou seja, um euro por dia, terá à sua disposição um capital de 47 172 euros quando chegar ao termo da sua poupança reforma. Este montante pressupõe um investimento diversificado com o máximo de 50% de acções. Por isso mesmo, a Associação de Defesa do Consumidor (Deco), considera que esta decisão deve ser tomada o mais cedo possível. Um dos erros típicos é assumir que basta preocupar-nos com este assunto a cinco ou 10 anos da reforma. Uma visão que pode trazer desagradáveis surpresas, já que em cinco ou 10 anos dificilmente iremos poupar o suficiente para complementar a pensão de reforma.
Se poupar 50 euros por mês a partir dos 40 anos consegue juntar mais de 25 mil euros até aos 65 anos. Conclusão, “é preferível constituir uma poupança pouco a pouco do que adiar a decisão, já que consegue atingir uma poupança considerável a partir de quantias reduzidas”, admite a associação. Esta refere, no entanto, que o consumidor não deve aplicar todo o dinheiro em produtos a longo prazo, uma vez que pode vir a precisar dessa verba para responder a algum imprevisto. Além disso, é possível fazer pequenos cortes nos seus gastos diários e que podem fazer toda a diferença daqui a uns anos.
Alternativas
Plano Poupança Reforma (PPR)
É o produto mais popular, mas tem vindo a perder adeptos com a redução dos benefícios fiscais. Na prática, só quem tem um rendimento mensal próximo do salário mínimo nacional, não contratou seguros de vida, não fez donativos, nem investiu em energias renováveis conseguirá beneficiar da dedução intacta no IRS. A maioria dos PPR tem capital garantido, por isso o perfil de risco é moderado. Também é mais fácil movimentá-los. Transferir um produto que não tenha garantia de capital deixou de ter qualquer custo. Já no caso dos produtos com garantia de capital a comissão máxima prevista é de 0,5% do valor a resgatar. Para a Associação de Defesa do Consumidor (Deco), os fundos mistos e os Certificados do Tesouro são o melhor destino para as economias dos portugueses.
Certificados de Reforma
Também são conhecidos como os PPR do Estado. O produto foi lançado em Março de 2008 e, na altura, apresentou-se como uma alternativa para o complemento de reforma. É possível descontar todos os meses 2%, 4% ou 6% do salário, consoante a idade. Isso significa que, só atingirá o limite máximo do benefício se tiver um rendimento mensal superior a 3645 euros (se descontar 4%) ou superior a 7292 euros (desconto de 2%). Estes descontos vão para uma espécie de fundo que é gerido pelo Estado. O complemento de reforma será tanto mais elevado quanto mais cedo aderir ao regime e mais alta for a taxa de entregas. Para a Deco, esta pode não ser a melhor a opção, uma vez que o produto não tem liquidez, pois o investidor só tem acesso à poupança no momento da reforma.
Certificados do Tesouro
Captou a atenção dos investidores no momento em que foi lançado devido à elevada taxa de remuneração. Mas esta tem vindo a cair e, como tal, está a captar menos atenção. De acordo com as contas do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público (IGCP), o saldo das subscrições até Junho é positivo em 74 milhões de euros e, para um investimento a 10 anos, esta aplicação financeira está a render mais de 7%. O capital é garantido e permite o resgate antecipado, tanto total como parcial, após seis meses de aplicação. Os Certificados do Tesouro estão mais vocacionados para investimentos a médio e a longo prazo, pois quanto mais alargado for o horizonte de investimento mais rentável se torna. O montante mínimo de subscrição é de mil euros e o máximo é de um milhão.
Fundos de investimento
Constituídos por diversos investimentos individuais que, em conjunto, são aplicados em vários mercados e valores financeiros, como acções, imobiliário, etc. Ou seja, pequenos investidores entregam as suas poupanças a um gestor profissional. Sempre que o investidor pretenda, pode resgatar o respectivo investimento do fundo. Estes têm sempre a vantagem de contar com carteiras com alguma diversificação e onde é possível investir com pequenos montantes. Quem tem maior aversão ao risco pode apostar nos fundos imobiliários, os que procuram uma aplicação a médio e a longo prazo podem investir nos fundos de obrigações e os que querem fugir do risco podem apostar nos fundos de acções. A verdade é que quanto maior for o risco que assumir, maior será o retorno.
Fundos de pensões
Os fundos de pensões abertos são geridos por sociedades gestoras e têm como objectivo financiar planos de pensões a vários associados, no entanto, estes não necessitam de ter qualquer vínculo comum. As novas adesões estão sempre dependentes da aceitação por parte da entidade gestora. É preciso ter em consideração que estes fundos têm diferentes níveis de exposição a acções. Já os fundos de pensões fechados dizem respeito apenas a um associado ou, existindo mais do que um associado, quando se verifique um elo de natureza empresarial, associativo, profissional ou social entre eles, sendo necessário o consentimento destes para a adesão de novos associados ao fundo. Cabe ao supervisor emitir as normas regulamentares e proceder à fiscalização das mesmas
” (texto da jornalista do Jornal I, Sónia Peres Pinto, com a devida vénia)

Falências de empresas sobem 46,7% no primeiro semestre do ano

Sregundo o Jornal I, "o número de empresas que iniciou processos de falência aumentou 46,7 por cento até junho quando comparado com igual período de 2011, segundo o barómetro empresarial da Informa/D&B. Segundo a consultora, o número de falências atingiu 3.183 sociedades, a uma média superior a 500 por mês. As falências ou insolvências "mantêm a tendência de crescimento", adianta a consultora, sublinhando que esta é uma tendência que se tem vindo a acentuar desde o início de 2012, "ultrapassando os 500 processos de insolvência iniciados em cada um dos meses". Ainda segundo a empresa, das 3.183 insolvências registadas, 53,6 por cento foram apresentadas pelas próprias empresas e 46,4 por cento foram requeridas por terceiros. O barómetro da Informa/D&B indica que a maioria das falências do primeiro semestre do ano se concentrou nos setores da construção (22,6 por cento), indústrias transformadoras (21 por cento) e retalho (16,3 por cento) e que também é nestes setores onde se regista um maior crescimento. A base de dados da consultora adianta também que os processos de insolvência iniciados tiveram um aumento exponencial desde 2005, passando das 1.153 empresas nesse ano para as 5.402 sociedades em 2011. Em termos geográficos, as falências têm afetado mais a região Norte onde se concentram cerca de metade (45,8 por cento) das insolvências, logo seguido de Lisboa (21,1 por cento) e Centro (20,7 por cento). No entanto, fazendo uma análise evolutiva, os dados da Informa/D&B concluem que as regiões com falências galopantes foram a Madeira e o Alentejo. A região insular aumentou as insolvências em 98,1 por cento, passando das 56 empresas no primeiro semestre de 2011 para 111 em 2012, enquanto no Alentejo subiu 92,3 por cento ao registar 78 falências em 2011 contra 150 nos primeiros seis meses deste ano. O barómetro indica também que há menos empresas a serem constituídas em Portugal, baixando 15,2 por cento face ao primeiro semestre de 2011, com um total de 16.979 constituições face às 20.027 registadas no período homólogo. O documento refere que esta queda "justifica-se em parte pelo aumento de constituições ocorrido ao longo dos primeiros meses de 2011 como reflexo da implementação de medidas fiscais e da nova Lei do Capital Social". As medidas fiscais em 2011 fizeram surgir "um aumento de sociedades unipessoais pelo favorecimento do início de negócios nesta forma jurídica em detrimento do empresário em nome individual", adianta o estudo, acrescentando que no ano passado surgiu "a possibilidade de iniciar uma sociedade por quotas ou unipessoal com capital social a partir de um euro por sócio". O documento observa também que o número de dissoluções naturais de empresas "apresentou um aumento relevante face ao período de janeiro a junho de 2011" com mais 43,7 por cento”.

Parque Escolar: Derrapagem de 5 milhões nas obras de três escolas

Escreve a jornalista do DN de Lisboa, Patrícia Jesus, que “o Tribunal de Contas (TC) considerou ilegais as obras de modernização da Escola Básica e Secundária Rodrigues de Freitas, incluindo o Conservatório de Música do Porto, realizadas pela Parque Escolar (PE). O mesmo se passa com as obras da Escola Básica e Secundária do Cerco e da Sá de Miranda. Os relatórios do TC, resultantes das auditorias realizadas àquelas obras, incluídas no Programa de Modernização do Parque Escolar destinado ao Ensino Secundário, concluem que "nenhum dos contratos celebrados foi submetido" ao tribunal "para efeitos de fiscalização prévia". As obras de modernização da Escola Rodrigues de Freitas registaram uma derrapagem de 13,9%, mais 2,5 milhões de euros do que o previsto, para um custo total de 21,1 milhões. Na do Cerco a derrapagem foi de 14,1%, o que representa mais 1,3 milhões do que os 9,2 inicialmente indicados. A Sá de Miranda, em Braga, teve a menor derrapagem: as obras custaram mais 1,2 milhões, ou seja, mais 9,4% do que o previsto, atingindo um total de 14,4 milhões. No relatório, o TC acusa a Parque Escolar de ter procedido "de forma deliberada e intencional" à desagregação dos trabalhos de uma mesma intervenção, na Rodrigues de Freitas, com "o propósito de subtrair ao regime legal de unidade da despesa e de proibição do seu fracionamento, uma vez que atento ao seu valor global de 17 314 164 euros, era obrigatória a abertura de procedimento de concurso público ou limitado internacional, resultando em despesas e pagamentos ilegais naquele montante". O Tribunal de Contas recomenda aos ministros de Estado e das Finanças e da Educação e Ciência para que procedam a um efetivo acompanhamento e monitorização da atividade desenvolvida pela Parque Escolar”.

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Crédito: todos os dias há mais de 110 novas famílias que entram em incumprimento...

Escreve a jornalista do Jornal I, Sandra Almeida Simões: “708 514. Este é o número de famílias portuguesas que já não consegue pagar os seus créditos à banca. Trata-se do valor mais elevado de sempre. O agravamento da conjuntura económica arrastou, só no segundo trimestre deste ano, mais 10 093 lares para o incumprimento, de acordo com os dados da Central de Responsabilidades de Crédito, actualizados ontem pelo Banco de Portugal. Contas feitas, são 111 famílias que todos os dias passaram a ter prestações em atraso, o equivalente a uma média de cinco lares por hora. Em cada 100 famílias com empréstimos contraídos junto da banca, 15,6% tem prestações vencidas. Embora o incumprimento seja transversal a todo o tipo de créditos, é mais grave no consumo. A lista de devedores na habitação e dos empresários em nome individual também é cada vez mais extensa. As estatísticas ontem divulgadas mostram que o ritmo de famílias sem capacidade para honrar os seus compromissos financeiros abrandou no segundo trimestre face aos três primeiros meses do ano. Ainda assim, no total do semestre, regista-se um crescimento de 53% face ao mesmo período do ano anterior. Estes números explicam-se, sobretudo, com o máximo histórico da taxa de desemprego - que em Junho atingiu os 15,4% – e com a deterioração das condições de trabalho, num ano marcado por reduções salariais, supressão de horas extraordinárias e cortes nos salários da função pública. As situações de divórcio e ainda o agravamento fiscal contribuem para os números do incumprimento.
Consumo
No final de Junho, 649 335 famílias tinham prestações em atraso nos empréstimos ao consumo. Este é o primeiro pagamento (cartões de crédito, automóvel, ou por exemplo, electrodomésticos) que as famílias falham quando confrontadas com restrições de liquidez. Do total de portugueses com este tipo de empréstimo, 17,5% tinha prestações em atraso em Junho.
Habitação
O crédito da casa é, por norma, prioritário para os particulares, pelo que só deixa de ser pago em última instância. O Banco de Portugal reportou um total de 150 329 lares com crédito vencido no final de Junho, o que corresponde a 6,2% do universo total. No último trimestre, foram 1 612 as famílias que deixaram de pagar o empréstimo da casa, o que revela um abrandamento significativo face às 8 840 registadas nos primeiros três meses do ano. O alívio poderá ser explicado com a maior disponibilidade da banca para renegociar as condições contratuais dos créditos, através da reestruturação da dívida, e também com o facto de as taxas de juro interbancárias estarem ao nível mais baixo de sempre, o que tem arrastado as prestações para sucessivas descidas e, em alguns casos, para mínimos históricos.O peso do malparado no montante total dos empréstimos aumentou em todos os segmentos. O rácio de crédito vencido nas famílias atingiu os 4% em Junho, um novo recorde desde que há estatísticas. No consumo é de 11,5%, e na habitação já superou os 2%.
Empresas
A actual conjuntura económica está a agravar também as dificuldades das empresas. O número de empresários em nome individual classificados como devedores registou um crescimento de 28,5% no primeiro trimestre para 29,7% no final de Junho. No total, 128 061 empresários por conta própria estão em incumprimento. De acordo com as mesmas estatísticas, 27,4% das empresas com dívidas à banca tem mensalidades em atraso. O peso do crédito em cobrança duvidosa atingiu um novo recorde de 9,2% em Março, equivalente a quase 10,3 mil milhões de euros de créditos vencido. Em média, cada empresa deve quase 480 mil euros. O supervisor bancário e os presidentes dos maiores bancos portugueses já anteciparam que o número de famílias e de empresas em incumprimento vai continuar a subir, pelo menos, até ao final deste ano, fruto do ajustamento da economia e da diminuição do rendimento disponível das famílias”.

Governo custa quase 200 mil euros por ano em subsídios de alojamento...

Escreve o Jornal I num texto da jornalista Susete Francisco que “um ministro, nove secretários de Estado e seis chefes de gabinete recebem subsídio. No término da legislatura, factura passa os 750 mil euros. O Estado gasta mensalmente 15.800 euros com o subsídio de alojamento que é pago aos membros do governo (e chefes de gabinete) que têm a residência de origem a mais de 100 quilómetros de Lisboa. No total são quase 200 mil euros anuais – mais precisamente 189.600 euros. O que significa que, no fim da legislatura de quatro anos, mantendo os valores (e os ministros) actuais, o erário público terá despendido 758 mil euros com o alojamento dos membros do executivo. Actualmente, um ministro, nove secretários de Estado e seis chefes de gabinete recebem o subsídio. De acordo com os despachos até agora publicados em “Diário da República”, Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, é o único titular de uma pasta governamental a receber este apoio. Isto depois de o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e do ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco, terem abdicado do subsídio. O mesmo fez o secretário de Estado das Comunidades, José Cesário. O subsídio de alojamento é atribuído com base numa lei de 1980 – o diploma leva a assinatura do então primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, e do então ministro das Finanças, Aníbal Cavaco Silva. O decreto diz que o exercício de funções governativas implica a fixação em Lisboa. E acrescenta que “os encargos que deste facto resultam para os interessados, agravado pela rarefacção de habitações passíveis de arrendamento, justificam a concessão de habitação paga pelo Estado ou de uma compensação monetária” – a “exemplo do que está estabelecido para os governadores civis e para os deputados”. O cargo de governador civil já foi extinto, os deputados já perderam este benefício, mas o diploma que regula o subsídio de alojamento aos membros do executivo nunca sofreu alterações. Actualmente, ministros e secretários de Estado recebem 75% das ajudas de custo definidas para o escalão remuneratório máximo da função pública – que está ligeiramente acima dos 50 euros, depois de um corte de 10% feito em 2010 (o que significa que os governantes recebem quase 39 euros/dia). Os chefes de gabinete recebem 50% do mesmo valor (cerca de 25 euros/dia). O que se traduz por um subsídio mensal na ordem dos 1130 euros, para os primeiros, e de 750 euros para os membros dos gabinetes ministeriais. Entre os secretários de Estado, estão na lista Silva Peneda (Administração Interna), Paulo Júlio (Administração Local e reforma Administrativa), Cecília Meireles (Turismo), Daniel Campelo (Florestas e Desenvolvimento Rural), Marco António Costa (Solidariedade e Segurança Social), Vânia Barros (subsecretária de Estado adjunta do MNE), Paulo Braga Lino (Defesa Nacional), António Almeida Henriques (Economia e Desenvolvimento regional, Carlos Nuno Oliveira (Empreendedorismo). O subsídio de Miguel Macedo foi revogado por despacho publicado no DRE. O mesmo não sucedeu com Aguiar-Branco e Cesário. Segundo afirmou o gabinete do primeiro-ministro ao i, tal não é formalmente necessário, tendo os subsídios sido efectivamente revogados”.

Geocaching junta já mais de 30 mil praticantes em Portugal

Tem cada vez mais adeptos o geocaching, uma espécie de caça ao tesouro para todas as idades.


Hospital de S. José: como vão funcionar as faturas virtuais na saúde

Segundo o Dinheiro Vivo, "o Hospital de S. José começou a entregar aos utentes da urgência uma fatura virtual com informação dos custos dos cuidados de saúde prestados. Teresa Sustelo, presidente da administração do Centro Hospitalar de Lisboa Central, que integra o S. José, afirmou que se trata de uma experiência piloto e que serve essencialmente para esclarecer os utentes e alertar para o uso adequado do sistema de saúde."Vamos entregar de forma presencial a fatura virtual aos utentes da urgência no momento em que saem. A entrega será presencial para que possam esclarecer eventuais dúvidas", explicou. A fatura virtual tem caráter meramente informativo e terá os custos de todos os procedimentos, incluindo análises e exames, realizados em cada utente. Esta é uma das medidas que consta do programa do Governo e que terá agora uma experiência piloto nas urgências do Hospital de S. José. E a verdade é que muita gente não tem a menor ideia do custo que alguns cuidados de saúde têm para o Estado. Um parto, por exemplo, não custa um cêntimo ao utente, mas pode custar até 1848 euros ao SNS. Um ecocardiograma, pelo qual o utente paga entre 8 e 14 euros, pode chegar aos 3500 euros. Desta forma, a fatura virtual servirá para informar as pessoas dos custos reais do SNS, com o Governo a pretender que permita uma certa pedagogia para a correta utilização dos recursos disponíveis”.

Agricultores protestam na Ribeira Brava contra falta de água

Dezenas de agricultores da Ribeira Brava, na Madeira, manifestaram-se, ontem ao início da noite, contra a falta de água. Dizem que a situação se mantém há mais de três meses.


Fogos nas ilhas Canárias consumiram mais de 2600 hectares nos último...

Está agora mais calma a situação dos incêndios que preocupa Espanha. Mas durante o fim-de-semana, o combate às chamas nas ilhas Canárias foi intenso. Obrigou à retirada de mais de 700 pessoas e consumiu área protegida como parque natural. Numa visita a La Gomera, o ministro da Indústria criticou o governo regional por apenas ter demorado demasiado tempo a pedir ajuda a Madrid.


Judiciária investiga vestígios de fogo posto em S. Vicente

Escreve o DN do Funchal que "a Polícia Judiciária (PJ) está a investigar dois incêndios florestais que deflagraram na madrugada de sábado, na Boaventura e Ponta Delgada, no concelho de São Vicente, sobre os quais há fortes indícios da prática de fogo posto. Os Bombeiros Voluntários de São Vicente e Porto Moniz (BVSVPM) sinalizaram, no rescaldo dos incêndios, artefactos que teriam sido usados como fonte de ignição das chamas. Vestígios que sustentam a tese de mão criminosa e que foram reportados às autoridades, estando na posse da PJ. Segundo o que apurou o DIÁRIO, os bombeiros detectaram a presença de uma garrafa com forte odor a combustível e com um pano torcido na boca a servir de pavio. O artefacto foi descoberto durante o rescaldo. O fogo deflagrou desde as 2 horas da manhã de sábado. Ardeu uma área com cerca de 2 mil m2. Os bombeiros tiveram de utilizar material sapador para extinguir as chamas numa zona difícil e sem acessos.Pouco antes, na noite de sexta-feira para sábado, um fogo que lavrava no sítio das Pedras, na Ponta Delgada só não alastrou para as serras graças à intervenção de populares, entre os quais, o presidente da Junta de Freguesia, cuja "intervenção foi fundamental na acção de combate". Segundo o comandante Artur Fernandes, dos BVSVPM, ardeu uma área com cerca de 100 m2. As diligências no terreno viriam a identificar outro objecto suspeito no palco deste incêndio, que sustenta mais uma vez, a hipótese de haver mão criminosa: um tapete em retalhos embebido em combustível. Sábado foi um dia longo para os bombeiros do norte da ilha, que viram o concelho de São Vicente ser palco de outros dois incêndios, estes próximos de habitações. Às 2 horas, a sirene do quartel tocou para um fogo que lavrava na Santa (Porto Moniz) e destruiu mil m2. Nas Ginjas (São Vicente), o alerta foi às 21h15 e reduziu a cinzas uma área entre os 800 e os mil m2. Para o comandante Artur Fernandes, apesar de não terem sido detectados vestígios de fogo posto nestes dois incêndios, a origem não é natural. "Ainda não se registaram casos de negligência no concelho e até nas queimadas as pessoas têm agido de boa fé e é sempre pedido o apoio aos bombeiros", observa. "Isto é mão criminosa, não há qualquer dúvida", conclui Artur Fernandes. O responsável pela corporação dos BVSVPM apela à população para que colabore com as autoridades e informe sempre que detecte movimentos estranhos.

Tochas, garrafas, 'verylights' e velas

Ricardo Silva, coordenador do Departamento de Investigação Criminal da PJ do Funchal, confirmou que está a decorrer uma investigação de dois incêndios que deflagraram no fim-de-semana, na Ponta Delgada e em Boaventura, e nos quais foram recolhidos vestígios. Nada mais. Estes artefactos descobertos juntam-se a outros, sinalizados após o rescaldo dos fogos e reportados às autoridades. É disso exemplo uma tocha (na foto) em pau de madeira, recolhida num terreno junto às ruínas do antigo hotel na Camacha, a 21 de Julho, próximo do local dos incêndios que ameaçaram habitações nos Casais d 'Além. Outros engenhos rudimentares para atear fogo na serra - uma caneca de aguardente, com uma caixa de fósforos e um charuto; 'verylights', garrafas com aguardente e até velas - fazem parte do rol de artefactos que estão a ser avaliados pela investigação da PJ. Uns constituem provas materiais mais sólidas. Outros nem tanto”.