Estou a ver na RTP2 um excelente programa,mas ao mesmo tempo um programa dramático, emocionante e patético, sobre os jovens norte-americanos que regressam do Iraque mutilados, todos eles em atentados da guerrilha. O programa foi conduzido pelo actor principal cabeça de cartaz da série de televisão "Sopranos". Não imaginam o sofrimento daqueles jovens. O patético não é esse sofrimento, mas a convicção com que todos eles foram para o Iraque, alguns com 19 e 20 anos (!), a desilusão que depois de gravemente feridos sentem - e de terem visto muitos companheiros tombarem - no regresso a casa. Depoimentos impressionantes que tocam o mais fundo do coração de quem vê este programa. E depois aquelas cenas tontas da propaganda reles e medíocre da Casa Branca, das entregas de medalhas em nome do Presidente dos EUA, ausente, aos fuzileiros fulano e beltrano porque feridos em combate. É vê-los sem pernas, com graves lesões nos membros, no cérebro,com operações que nem se percebe bem como os deixaram vivos. E sempre acompanhadas em cada caso pelas imagens factuais dos atentados. Um programa impressionante, espectacular mas que mete nojo, pelo facto do Bush não ter tido a coragem de reconhecer o erro e a lama que anda atolado.
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