Do Editorial do "Diário Económico" da autoria do jornalista André Macedo: "Como toda a gente sabe, a cor que veste os partidos não é um pormenor irrelevante. É uma escolha simbólica, uma marca genética. Mudar de cor é um pouco como mudar de nome: à partida, não fica bem a ninguém, a não ser que se queira reconstruir a identidade ou que a mudança seja natural, porque necessária. Seja como for, quem a promove tem de ter autoridade. Sem ela, a mudança equivale a traição.Ora, Menezes não tem autoridade. E não tem autoridade porque é um corpo estranho no PSD. É provável que não seja sequer de centro-direita. Ele é um pouco de tudo – o que na prática significa que não é nada de nada. Daí a pulsão que o leva a queimar a casa e a erguer uma nova todos os dias. Não se trata só de uma questão de estilo. A ideia é mais ambiciosa. Menezes quer um partido novo. Não se trata, porém, de fazer uma actualização programática. A ideia é mais prosaica: ele só quer afastar os barões que o contestam e atacam. Se eles insistem em não gostar dele, o PSD muda de pele. Ou seja, à falta de talento, Menezes exclui para reinar".
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