sábado, dezembro 17, 2022

Sondagem: 25% dos utentes vão protestar se fecharem maternidades



Maioria dos inquiridos contra eventual encerramento de blocos de parto. 75% preferem ir ao centro de saúde se resposta for mais rápida. Mais de três quartos dos portugueses estão contra o eventual encerramento de maternidades públicas e um quarto admitem protestar ou participar em manifestações, caso essa venha a ser a decisão do Governo. Numa altura em que as urgências dos hospitais estão com elevada afluência, 75% dos cidadãos garantem que escolheriam o centro de saúde se ali conseguissem uma consulta mais rapidamente. É um aviso à navegação. O eventual encerramento de maternidades públicas, recomendado por um grupo de peritos para fazer face à falta de obstetras, não agrada à maioria e poderá trazer muita contestação. O tema está a ser analisado pelo novo diretor-executivo do SNS e pelo Ministério da Saúde e a decisão deverá ser tomada no início de 2023.

No terreno, a sondagem Aximage para o JN, DN e TSF foi medir o pulso à população: 78% dos portugueses discordam de eventuais fechos, 14% concordam e 8% não têm opinião. Diretamente penalizadas por eventuais encerramentos, 81% das mulheres discordam e 11% concordam com a opção. Entre os homens, 74% dizem não aos fechos e 19% respondem sim.

sexta-feira, dezembro 16, 2022

Sondagem: Portugueses tencionam manter ou diminuir gastos neste Natal

 

Sondagem revela que apenas 13% estimam gastar mais do que no ano passado. Maioria vai passar a quadra em casa e juntar a família à volta da mesa. A maioria dos portugueses não tenciona gastar mais dinheiro com esta quadra natalícia do que aquele que gastou no ano passado. Cerca de 46% estima gastar o mesmo que no Natal de 2021 e 37% tenciona diminuir. Apenas 13% admite gastos superiores, num ano em que a maioria pretende celebrar as festas em casa e reunir a família ao redor da mesa. O bacalhau e o bolo-rei são iguarias que não deverão faltar na consoada. O retrato é traçado na sondagem da Aximage feita para o JN, TSF e DN com base em 800 entrevistas realizadas a pessoas de todas as faixas etárias e residentes em todas as regiões do país. De acordo com os dados da sondagem, mais de metade dos inquiridos (54%) admite que a atual crise económica vai influenciar a globalidade dos seus gastos com o Natal, enquanto 33% acredita que o contexto atual terá "pouco" impacto no orçamento da quadra. O cenário é transversal a todas as regiões do país.

Retomar das tradições

A grande maioria dos portugueses (82%) não tem intenção de gastar mais do que no ano passado. Cerca de 46% estima igualar os gastos tidos com o Natal de 2021 (58% enquadram-se na classe social alta e média alta) e 37% diminuir (54% pertencem à classe social baixa). Apenas 13% admite vir a gastar mais.

54% dos inquiridos acredita que a atual crise económica vai influenciar "muito" os seus gastos com o Natal. No que toca a prendas, apenas 23% já prepararam uma lista com os presentes a oferecer, enquanto 36% ainda não fizeram esse planeamento. Um quarto dos inquiridos não faz listagens e cerca de 16% não oferece prendas.

Sondagem: Maioria dos portugueses de acordo com alterações na Constituição


Apoio a alterações é particularmente elevado entre os eleitores do PS e do PSD. Já o alargamento do voto aos 16 anos não convence os portugueses. Os portugueses estão disponíveis para permitir o acesso das polícias aos metadados em caso de crime grave e também a que possa haver pessoas confinadas sem ser necessário decretar o estado de emergência. Mas não estão interessados em alargar o voto para os 16 anos ou em alterar a duração do mandato do presidente da República. É o que se conclui dos resultados de uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF sobre o processo de revisão constitucional. Constituição. PS e PSD coincidem na possibilidade de isolar doentes e aceder a metadados

A iniciativa do processo de revisão da Constituição foi do Chega, mas a matemática parlamentar dita que mudanças serão apenas as que forem consensualizadas entre PS e PSD. Só com o envolvimento dos dois maiores partidos se chega à indispensável maioria de dois terços dos deputados. E isso significa que deverão passar as alterações que permitam o recurso aos metadados e os confinamentos, uma vez que socialistas e sociais-democratas incluíram essas matérias na sua lista de prioridades.

quinta-feira, dezembro 15, 2022

Opinião: DEIXEM O EUSÉBIO EM PAZ…



Tenho grande respeito pelo Ronaldo, pelo que fez pelo futebol e pela nossa seleção, e também por Portugal e pelos portugueses que muito fizeram por ele. Tenho respeito pelo Ronaldo quando esteve no auge da sua carreira, brilhante, premiada e espectacular, como tenho agora em que está claramente a caminho do ocaso futebolístico, num processo que é normal e natural para qualquer profissional, mas que para o efeito precisa apenas de estar preparado para esse tempo novo. Quanto a isso não me pronuncio porque cada um sabe de si.

O que sei é que devem deixar Eusébio em paz e não devem continuar a alimentar hipocrisias e manipulações em torno do pretenso "recorde" que está para ser derrubado. Não há recorde nenhum de Eusébio para ser batido, há sim um total de 9 golos que são, desde 1966, o maior número de tentos marcados por um jogador luso em fases finais dos Mundiais. Ponto!

Ronaldo já é o maior marcador ao serviço das seleções (julgo que 118 golos em 194 jogos), tendo derrubado o recorde que pertencia a um iraquiano - Ali Daei (109 golos em 148 jogos) – e deixando Messi (94 golos, 170 jogos) muito distante. Quanto a isso assunto arrumado. Mesmo que a melhor média dos jogadores com mais de trinta golos marcados pela sua seleção pertença ao dinamarquês Poul Nielsen com 52 golos em 38 jogos (média de 1,37 golos por jogo). Factualmente o jogador em atividade com mais golos pela sua seleção é Cristiano Ronaldo - que é também o jogador com mais internacionalizações pelas “Quinas” - com 118 golos, seguido de Messi com 94.

Portugal qualificou-se pela primeira vez para uma fase final de um Mundial em 1966, na Inglaterra. Da nossa selecção faziam parte jogadores que tinham ganho duas Taças dos Clubes Campeões Europeus pelo Benfica - casos de Eusébio, Simões, Coluna, José Augusto. A selecção era treinada pelo brasileiro Otto Glória. Na fase de grupos, Portugal venceu todos os jogos, derrotando o Brasil (campeão do mundo em título) e a Hungria (semifinalista do Europeu de 1964), ambos por 3-1, e ainda a Bulgária por 3-0. Nos quartos de final Portugal defrontou a Coreia do Norte ganhando por 5-3 (depois de ter estado a perder por 0-3), com Eusébio a marcar quatro golos! Recorde-se que depois de cada golo marcado, Eusébio nunca festejou, optando por ir buscar a bola ao fundo da baliza adversária para a repor no meio campo, gesto que acabaria por inspirar gerações futuras de jogadores.

Portugal foi derrotado nas meias-finais pela seleção anfitriã e futura campeã, a Inglaterra de Bobby Charlton autor dos dois golos. Eusébio reduziu, de penalty. No apuramento do 3º lugar, Portugal venceu a antiga União Soviética por 2-1, terminando em 3.º lugar. Esta continua a ser a melhor prestação de Portugal num campeonato mundial de futebol. Eusébio foi o melhor marcador da prova com nove golos. Um feito protagonizado pelos jogadores portugueses alcunhados de "magriços".

Portugal chegou à fase final de um Mundial de futebol, pela primeira vez, em 1966, tendo ficado em 3º lugar. Eusébio foi o melhor goleador com 9 golos e o 3º melhor jogador da prova. Portugal só voltou ao Mundial em 1986, mas não foi alem da fase de grupos. Regressou em 2002 e nunca mais deixou de estar presente. Em 2002 voltou a ficar pela fase de grupos tal como aconteceu no mundial de 2014. Em 2006 foi 4º. Em 2010 e 2018 chegou aos oitavos-de-final, exactamente onde se encontra no Mundial no Qatar.

Ronaldo, que esteve nas fases finais dos mundiais de 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 não conseguiu nessas cinco edições chegar aos 9 golos que Eusébio marcou numa única presença (1966), num tempo em que o futebol era diferente, tinha bolas diferentes, botas diferentes, modelo competitivo diferente, arbitragens diferentes, selecções diferentes, menos jogos porque havia menos países em competição - só a fragmentação da antiga URSS em 1991 deu origem a 21 novos países... Ronaldo tem neste momento 8 golos: 1 marcado em 2006, 1 em 2010, 1 em 2014, 4 em 2018 e 1 obtido em 2022. Portanto, não há recorde nenhum para bater porque não podemos comparar uma presença numa fase final com cinco presenças em fases finais! Há apenas um total de golos marcados pela selecção das quinas (9) que desde 1966 nunca foi ultrapassado. Resta saber quando o será e por quem.

Recordo, finalmente, que o melhor marcador nas fases finais do Mundial de futebol é o alemão Klose com 16 golos (4 fases finais), seguido do brasileiro Ronaldo, 15 golos em 4 fases finais, e do alemão Muller, 14 golos em 2 fases finais. O recorde de maior numero de golos numa só fase final pertence ao francês Fontaine e continua sem ser igualado desde 1958 (LFM, texto publicado no Tribuna da Madeira de 9.12.2022)

Desabafo diário: acabou-se!

No dia 24 de Setembro de 2014, Fernando Santos foi apresentado pela Federação Portuguesa de Futebol como treinador da seleção portuguesa, substituindo Paulo Bento que, curiosamente, veio a reencontrar na fase de grupos no Mundial do Qatar-2022, perdendo esse jogo.

Sem um currículo impressionantes pelos clubes onde andou - em Portugal a excepção foi o facto de ter conquistado em 1998/99,  o inédito penta-campeonato pelo Porto, ficando desde então conhecido entre os portistas, como o  "Engenheiro do Penta". Para além desse título nacional nada mais a registar, em Portugal ou na Grécia por onde andou.

Já ao serviço da selecção nacional conquistou o Campeonato Europeu de 2016 e a Liga das Nações da UEFA de 2018–19.

Eu sempre achei, e escrevi, que Fernando Santos não era um treinador brilhante, que jogava muito na cautela, mas achei que o Europeu podia  mudar isso. Nada disso.

Fernando Santos na selecção teve a sorte - que outros não tiveram - de ter tido ao seu dispor grandes jogadores, Ronaldo à cabeça, em grande forma e que foram as causas principais das vitórias obtidas. Desvalorizar o papel essencial de jogadores fantásticos que obrigatoriamente tinham que integrar a selecção e superar as insuficiências do treinador, seria uma desonestidade criminosa.

Portanto, para mim, e esta é a minha opinião pessoal, apenas e só isso, o que se passou no Qatar-2022 não deve espantar ninguém.  Portugal foi sempre uma selecção arrumadinha, a jogar com cautelas reforçadas - o que sempre aconteceu -  pelo que mais tarde ou mais cedo perceberíamos que o milagre do europeu de 2016, porque foi um milagre mesmo, não se repetiria.

Sobre o caso Ronaldo, e tudo o que à volta deste tema surgiu na comunicação o social, incluindo os envolvimentos exteriores lamentáveis e dispensáveis de pessoas que confundem, espaços públicos com espaços pessoas ou familiares reservados, não comento, porque não isento de forma desonesta apenas uns de responsabilidades, e não todos.

Após oito anos na selecção e sem alinhar com aqueles que acham que foi apenas a derrota com Marrocos nos quartos de final do Mundial do Catar a acelerar o afastamento de Fernando Santos (que tinha contrato até 2024), admito que o escândalo fiscal - porque é disso que se trata, de não pagar impostos num contrato de milhões de euros num  país com uma elevada carga fiscal e que não perdoa nada a ninguém (pelos vistos há quem se safe bem nisso...) tenha retirado a Fernando Santos as condições para continuar no cargo. A imagem do seleccionador junto da opinião pública portuguesa, ainda por cima em tempos de crise social e económica que se vai agravando todos os meses, degradou-se aceleradamente, sejam quais forem os acordos que a FPF e a empresa privada pessoal do ex-selecionador tenham assinado. Num processo - que não comento porque ninguém se pronunciou ainda, de forma clara e com autoridade para o fazer, sobre as notícias publicadas nem conhecemos por isso todos os favores, fretes ou eventuais ilegalidades associadas a este estranho contrato de milhões assinado pelo ex-seleccionador e pela FPF - de pagamento de milhões em impostos reclamados pela AT mas que Fernando Santos continua a contestar, e que está longe de estar concluído mas que num pais como Portugal não deixa de ser lamentável. Sobretudo pelos milhões de cidadãos que pagam impostos, incluindo alguns, não todos, para os quais a mer** da subida de um escalão salarial ou numa uma pensão, implica o risco de mudança de escalão do IRS e, portanto, mais impostos a pagar por parte de pessoas que contam os poucos tostões que todos os meses lhes restam disponíveis.

Fernando Santos saiu. Ponto final. Venha o próximo. Desejando e esperando que Ronaldo perceba os exageros cometidos, também do seu lado foram cometidos (dele e de pessoas próximas dele, que em nada o ajudaram), que não se podem repetir, porque a selecção não se pode confundir com nenhuma peixeirada. Estamos entendidos? (LFM,15.12.2022)

Desabafo diário: a Venezuela....

Desculpem os deputados do PSD-Madeira, mas depois da evolução e das consequências económicas da guerra na Ucrânia e das dificuldades do Ocidente, particularmente em matéria de compra alternativas de gás natural e de petróleo reunir com "representantes do

Governo Interino da Venezuela (uns tipos que parece que fazem parte do Gabinete de Juan Guaidó na Europa), em tempos de múltiplas negociações internas, entre oposição e o governo de Caracas e externas com a Venezuela, das negociações com o regime chavista" é o mesmo que ZERO. Aliás, sei que ainda recentemente, um político madeirense que esteve na Venezuela reconheceu, e numa comparação entre as duas realidades - a visita anterior e a seguinte - concordou que algo estava a mudar naquele país. E que as pessoas demonstravam hoje maior esperança e confiança no futuro que no passado. Eu não estou a inventar. Limito-me a referir um facto concreto. 

Portanto, acho que o que o PSD-M precisa não é de construir hostilidades seja contra quem for, multo menos no caso da Venezuela. O caminho é o de perceber, de forma isenta, o que realmente se passa naquele país, eventualmente antecipar acontecimentos a curto ou médio prazo que venham a acontecer, perceber qual a sensibilidade da comunidade internacional à eventualidade da Venezuela passar a ser uma alternativa para as necessidades europeias e ocidentais em geral, de gás natural e petróleo, dadas as rotas e os negócios que a guerra na Ucrânia bloqueou por causa do efeito das sanções aplicadas à Rússia.

Aliás eu lembraria aos mais desatentos que Hugo Chávez, líder da revolução venezuelana, visitou a Madeira em 2001, a convite de alguém... E que a Venezuela, antes da ditadura de esquerda que com a revolução tomou conta do poder, foi sempre um dos países mais corruptos da América Latina. Ou já se esqueceram disso? Os mais antigos lembram-se disso certamente... (LFM,15.12.2022)

Salário de jovens licenciados caiu quase 15% em nove anos

 

Os jovens com mestrado ganhavam, em média, mais 22% que os licenciados em 2019, um valor superior em 12 pontos percentuais face a 2010, segundo o Livro Branco "Mais e Melhores Empregos para os Jovens". O prémio salarial associado à educação tem vindo a diminuir nos últimos anos para quem tem licenciatura, mas no caso dos jovens com mestrado aumentou, segundo o documento elaborado pela Fundação José Neves, pelo Observatório do Emprego Jovem e pelo Escritório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) para Portugal. "O prémio salarial da educação continua a existir de forma clara, mas tem vindo a diminuir o que, por sua vez, pode reduzir os incentivos dos jovens ao prolongamento do seu percurso educativo e formativo", pode ler-se no Livro Branco.

Um em cada cinco jovens não consegue encontrar trabalho

Um em cada cinco jovens não consegue encontrar trabalho. Desde 2015, a taxa de desemprego dos jovens com menos de 25 anos é o dobro da taxa da população em geral e durante o período da pandemia chegou a ser três vezes mais alta. No final de 2020, cerca de 40% dos jovens, entre os 15 e os 29 anos, estavam desempregados. Já no ano passado, 25% entre os 20 e os 34 anos não conseguiram emprego depois de terminar o ensino secundário ou superior.

Eurobarómetro: Sete em cada dez cidadãos da UE apoia o euro como moeda única. 64% quer acabar com moedas de 1 e 2 cêntimos



O mais recente barómetro feito pela Comissão Europeia (Eurobarómetro), relativo à Zona Euro, revelou que quase 70% da população dos 27 Estados-membros considera que a moeda única é algo bom para União Europeia (UE). De acordo com as estatísticas, reveladas esta sexta-feira, 69% dos inquiridos, ou seja, mais de dois terços, considera que o euro é algo bom para o seu próprio país. Portugal, neste indicador, está 1% abaixo da média europeia: 68% dos portugueses inquiridos consideravam o euro bom para o nosso País. 13% dos europeus inquiridos consideravam que era “difícil” ou “muito difícil” lidar com todas a moedas de euro, com 27% a achar que existem demasiadas moedas.

Assim, segundo o Eurobarómetro, 64% dos inquiridos de países-membros da UE defende o fim das moedas de 1 e 2 cêntimos. Os dados revelam que 72% dos cidadãos da UE já não converte preços na moeda antiga quando estão a comprar produtos em euros. Mais de metade acha que a moeda única tornou mais fáceis e menos dispendiosas as viagens, contra 39% que considera que viajar está mais caro e mais difícil com o euro. Quatro em cada dez cidadãos da UE admitem que o euro reduziu as taxas bancárias quando se está em viagem, por exemplo a levantar dinheiro, em países da UE e 79% concorda que a moeda única veio tornar os negócios na UE mais fáceis.

Portugal perde 2,1% da população em 10 anos e inverte tendência de crescimento

O Instituto Nacional de Estatística divulgou os resultados definitivos dos censos de 2021. Portugal perdeu 2,1% da população entre 2011 e 2021, invertendo a tendência de crescimento registada nas últimas décadas, indicam os resultados definitivos dos censos de 2021. “Residiam em Portugal, à data do momento censitário, dia 19 de abril de 2021, 10.343.066 pessoas (4.920.220 homens e 5.422.846 mulheres), o que representa um decréscimo de 2,1% face a 2011”, adiantou o Instituto Nacional de Estatística (INE). De acordo com o INE, essa redução constitui uma inversão na tendência de crescimento da população que se verificou nas últimas décadas e representa a “segunda quebra populacional registada desde 1864, ano em que se realizou o I Recenseamento Geral da População”. Em termos de série censitária, Portugal apenas tinha registado uma redução do seu efetivo populacional nos censos de 1970, como resultado da elevada emigração verificada na década de 60, salientou o instituto.
Na última década, o Algarve (3,6%) e a Área Metropolitana de Lisboa (1,7%) registaram um crescimento populacional, enquanto nas restantes regiões decresceu o efetivo populacional, com o Alentejo (menos 7,0%) e a Região Autónoma da Madeira (menos 6,4%) a observarem as descidas mais significativas, indicou o INE (Multinews)

Censos2021: Nível de escolaridade da população aumentou na última década

O nível de escolaridade da população em Portugal cresceu de forma significativa na última década, destacando-se o aumento de pessoas com ensino superior, segundo os resultados definitivos dos Censos divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A percentagem da população residente com ensino superior era de 13,9% em 2011 e atingiu 19,8% entre as pessoas com 15 ou mais anos em 2021, representando um total de 1.782.888 indivíduos. A estes dados junta-se ainda o peso crescente de pessoas com o ensino secundário e pós-secundário, que evoluiu de 16,7% para 24,7% na última década.

Ao nível das áreas de estudo no ensino superior, as mais frequentes foram “Ciências empresariais, administração e direito”, com 21,8%, e “Saúde e proteção social”, com 15,2%. Em sentido inverso, a área “Agricultura, silvicultura, pescas e ciências veterinárias” representou somente 2% das pessoas com o ensino superior no ano passado. Ao nível da educação, os Censos2021 apontam ainda uma redução da taxa de analfabetismo da população para 3,1%, correspondendo a 292.809 indivíduos com pelo menos 10 anos sem saber ler nem escrever, quando em 2011 este indicador apresentava uma taxa de 5,2% da população acima dos 10 anos. A fase de recolha dos Censos 2021 decorreu entre 05 de abril e 31 de maio e os dados referem-se à data do momento censitário, dia 19 de abril de 2021 (Multinews)

Independência da Escócia: Supremo Tribunal britânico nega direito do parlamento escocês para legislar referendo

 

O Supremo Tribunal do Reino Unido decretou que o parlamento regional escocês não pode legislar a realização de um segundo referendo sobre a independência da província britânica a pedido do governo autónomo.  Numa sentença lida pelo presidente do tribunal de tribunal de última instância [equivalente ao Tribunal Constitucional em Portugal], Robert Reed, disse que “o parlamento escocês não tem o poder de legislar para um referendo sobre a independência da Escócia”. O coletivo de juízes confirmou por unanimidade que as questões de soberania estão reservadas ao parlamento de Westminster em Londres, de acordo com a Lei da autonomia da Escócia de 1998.

“A Lei da Escócia confere ao Parlamento escocês poderes limitados. Em particular, o Parlamento escocês não tem poderes para legislar em relação a assuntos que estão reservados ao Parlamento do Reino Unido em Westminster”, explicou. A Escócia e a Inglaterra estão politicamente unidas desde 1707, mas em 1999 a Escócia passou a ter em Edimburgo o seu próprio parlamento e governo, que são responsáveis por políticas de saúde pública, educação, agricultura, segurança e outros assuntos. O Governo do Reino Unido sediado em Londres controla matérias como a defesa, política externa, imigração e política fiscal.

Somos menos, mais velhos, mais qualificados e divorciamo-nos mais: Censos 2021 traça novo retrato de Portugal

 

Foram apresentadas as conclusões dos Censos 2021 pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), numa conferência de imprensa que contou com a presença de ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva. Conheça as principais conclusões:

Portugal registou um decréscimo populacional de 2,1%, e acentuaram-se os desequilíbrios na distribuição da população pelo território

Segundo os Resultados Defnitivos dos Censos 2021, residiam em Portugal à data do momento censitário, dia 19 de abril de 2021, 10 343 066 pessoas (4 920 220 homens e 5 422 846 mulheres), o que representa um decréscimo de 2,1% face a 2011. Este valor traduz uma inversão na tendência de crescimento da população a que se assistia nas últimas décadas e representa a segunda quebra populacional registada desde 1864, ano em que se realizou o I Recenseamento Geral da População.

Em termos de série censitária, Portugal apenas tinha registado uma redução do seu efetivo populacional nos Censos de 1970, como resultado da elevada emigração verificada na década de 60. Na última década, a região do Algarve (3,6%) e a Área Metropolitana de Lisboa (1,7%) registaram um crescimento populacional. Nas restantes regiões decresceu o efetivo populacional, com o Alentejo (-7,0%) e a Região Autónoma da Madeira (-6,4%) a observarem as descidas mais significativas.

O padrão de litoralização do país e de concentração da população junto da capital foram reforçados na última década. Cerca de 20% da população do país concentra-se nos 7 municípios mais populosos que abrange uma área de apenas 1,1% do território. No outro extremo, representando também cerca de 20% da população, temos os 208 municípios menos povoados e que ocupam 65,8% da área do país.

Censos2021: Mais de 1,6 milhões de portugueses estiveram emigrados e voltaram

Mais de 1,6 milhões de portugueses residentes em Portugal estiveram pelo menos durante um ano emigrados, sendo a França o principal país de proveniência destes cidadãos, de acordo com os dados definitivos dos Censos de 2021. Segundo os valores avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), em 2021 residiam em Portugal 1.608.094 portugueses que viveram num outro país por um período contínuo de pelo menos um ano. Estes antigos emigrantes portugueses voltaram maioritariamente para o interior das regiões norte e centro e na Região Autónoma da Madeira.

Trata-se de portugueses que regressaram ao país de origem após um período de emigração em França (23,2%), Angola (14,0%), Suíça (8,1%), Brasil (7,2%), Moçambique (6,5%) e Alemanha (6,3%). De acordo com o INE, Portugal perdeu 2,1% da população entre 2011 e 2021, invertendo a tendência de crescimento registada nas últimas décadas. “Residiam em Portugal, à data do momento censitário, dia 19 de abril de 2021, 10.343.066 pessoas (4.920.220 homens e 5.422.846 mulheres), o que representa um decréscimo de 2,1% face a 2011”, adiantou o Instituto Nacional de Estatística (Multinews)

Censos2021: Católicos diminuem, mas ainda são mais de 80% dos portugueses

O número de católicos em Portugal diminuiu 0,8% numa década, cifrando-se em 2021 em 7.043.016, o que corresponde a 80,2% da população maior de 15 anos que respondeu a esta questão no Censos de 2021. Em 2011, num total de 8.989.849 maiores de 15 anos em Portugal, 7.281.887 (81%) assumiam ser católicos, enquanto em 2021, num total de 8.781.900 pessoas, foram 7.043.016 (80,2%) os que se identificaram com a Igreja Católica. Ainda no que respeita às igrejas cristãs, o Censos de 2021 apurou que 186.832 se assumem como protestantes/evangélicos (75.571 em 2021) e 60.381 se apresentam como pertencentes à Igreja Ortodoxa (56.550 em 2011), enquanto outras confissões religiosas cristãs apresentam um número total de 90.948. As Testemunhas de Jeová, que aparecem pela primeira vez isolados, são 63.609. Entre as religiões não cristãs, os muçulmanos são 36.480, após registarem significativa subida em relação a 2011, quando eram 20.640.
Os hindus são 19.471, os budistas são 16.757 e a religião judaica é seguida por 2.910 pessoas (3.061 em 2011). Quanto a outras religiões não cristãs, no seu total, o Censos apresenta 24.366, enquanto em 2011 foram 28.596 os que se identificaram com estas confissões. No Censos de 2021 duplicou o número dos que assumem não ter religião, com 1.237.130, enquanto dez anos antes foram 615.332 os que declararam não professarem qualquer crença religiosa (Multinews)

O que dizem os Censos?

O Instituto Nacional de Estatística (INE) apresentou os resultados definitivos dos Censos 2021. No total, foram divulgados mais de 200 indicadores estatísticos que vão além de dados preliminares já conhecidos e que abrangem as áreas de demografia, migrações, educação, mercado de trabalho, movimentos pendulares, incapacidades, composição dos agregados domésticos e organização das estruturas familiares. E estas são algumas das conclusões:

População

Portugal perdeu 2,1% da população entre 2011 e 2021. “Residiam em Portugal, à data do momento censitário, dia 19 de abril de 2021, 10.343.066 pessoas (4.920.220 homens e 5.422.846 mulheres)”, adiantou o INE;

Esta redução constitui uma inversão na tendência de crescimento da população que se verificou nas últimas décadas e representa a “segunda quebra populacional registada desde 1864, ano em que se realizou o I Recenseamento Geral da População”.

Perguntas sobre o Banif que Marques Mendes diz que devem ser feitas agora... já foram colocadas em 2016

 

O conselheiro de Estado Luís Marques Mendes considera que há perguntas sobre o Banif que devem ser feitas, e que devem ser respondidas. Porém, embora as respostas que já existem não tenham agradado a todos os partidos, essas questões já foram colocadas. Em 2016, houve uma comissão de inquérito com o Banif no centro, e as dúvidas que agora surgem já na altura existiam. E o relatório final dessa comissão de inquérito está nas mãos da Procuradoria-Geral da República desde essa altura. No seu comentário televisivo habitual, no último domingo, dia 20 de novembro, Marques Mendes – que apresentou a publicação do livro “O Governador”, em que constam as memórias de Carlos Costa, – levantou uma série de perguntas. “São as questões que acho que é legítimo perguntar e que é um dever responder. Não são de esquerda nem de direita, são de transparência ou de falta dela”, disse, na SIC. As dúvidas surgem por conta do lançamento do livro escrito pelo jornalista Luís Rosa, e publicado na semana passada. Na apresentação do livro Marques Mendes sugeriu haver motivos para investigação criminal por parte da Procuradoria-Geral da República.

PSD aponta para “informação coincidente” entre carta de António Costa e notícia que levou a fuga de depósitos do Banif

 

O PSD aponta para a existência de “informação coincidente” entre a carta que António Costa enviou à Comissão Europeia e ao Banco Central Europeu em que mencionava uma situação de “pré-resolução do Banif”, quando estava em curso o seu processo de venda, e a notícia da TVI que precipitou uma fuga de depósitos que contribuiu para ditar efetivamente a sua resolução, em dezembro de 2015. Esse é o tema de uma das 12 perguntas que o maior partido da oposição deixa a António Costa e que deu entrada no Parlamento esta quarta-feira, 23 de novembro, e que resultam do livro “O Governador”, onde Carlos Costa deixou as suas memórias dos tempos de líder do Banco de Portugal, entre 2010 e 2020. “Como explica que a TVI tenha noticiado, pelas 22h00 da noite anterior ao envio da carta, informação coincidente com o que nela se incluiu como conteúdo e que era, presume-se, apenas do seu conhecimento e do seu Governo?”, questiona o líder parlamentar Joaquim Miranda Sarmento nas questões que foram colocadas, sobre os acontecimentos do dia 13 de dezembro de 2015, o mês que se seguiu à entrada em funções do Governo de António Costa.

Sem referendo, primeira-ministra da Escócia quer transformar as próximas eleições num plebiscito à independência


Nicola Sturgeon quer usar as próximas legislativas britânicas para contar espingardas independentistas. Se mais de 50% dos escoceses votarem em forças nacionalistas, afirma, Londres não poderá ignorá-los. Um seu companheiro de partido prefere fazê-lo em eleições regionais Horas depois de o Supremo Tribunal do Reino Unido ter decretado que a Escócia não pode convocar um referendo à independência sem autorização do Parlamento britânico, Nicola Sturgeon assegura ter um mandato democrático para organizar essa consulta popular. A independentista e chefe de governo escocês considera-o mesmo “inegável”. Frisando, em conferência de imprensa, que o tribunal não se pronunciou sobre esse mandato nem sobre a bondade ou não de a Escócia deixar de fazer parte do Reino Unido, Sturgeon reconhece que o acórdão anunciado esta quarta-feira a impede de organizar a votação. Em 2014 houve referendo porque o Governo britânico, então liderado por David Cameron, decidiu autorizá-lo. O independentismo perdeu por 55%-45%.

Crise: padarias alemães enfrentam “tsunami de custos” que pode ser fatal


O setor da panificação na Alemanha enfrenta um “tsunami de custos” que “dificilmente pode ser gerido sem ajuda estatal”, aponta associação do setor, que alerta que os encerramentos podem ser inevitáveis. O administrador da Associação Central do Comércio Alemão de Panificação, Daniel Schneider, sublinha, em declarações à agência lusa, que a situação nas padarias no país é “extremamente tensa”, acrescentando que “a pressão dos custos e a incerteza são enormes”. “As empresas têm de lidar com aumentos de custos gerais - os preços das matérias-primas, os aumentos de preços da eletricidade e do gás e o aumento dos custos de pessoal são imensos”, apontou, detalhando que algumas utilizam eletricidade nos seus fornos, mas 70% usam gás.

Marques Mendes pede que Ministério Público investigue resolução do Banif



Governo terá dito a Bruxelas que Banif ia ser alvo de resolução antes de BdP tomar decisão. A acusação é feita no livro “O Governador”, de Carlos Costa, apresentado por Marques Mendes. O Governo liderado por António Costa, então com Mário Centeno como ministro das Finanças, terá comunicado à Comissão Europeia que o Banif já estaria em processo de resolução, ainda antes de o Banco de Portugal (BdP) - a entidade responsável por decidir aplicar resoluções bancárias - ter tomado uma decisão relativamente a esse assunto. Esta é uma das revelações que constam do livro “O Governador”, sobre os dois mandatos de Carlos Costa à frente do BdP e escrito pelo jornalista Luís Rosa, que foi apresentado esta terça-feira, em Lisboa, por Luís Marques Mendes. Este foi, precisamente, um dos capítulos do livro destacado pelo comentador político, que apelida o processo de resolução e venda do Banif como “um caso típico de abuso de poder e de claro favorecimento a uma entidade”.

PS rejeita pressões de Costa ao Banco de Portugal e culpa Passos Coelho no Banif


O presidente do PS rejeitou pressões do primeiro-ministro ao Banco de Portugal, defendeu que foi António Costa quem “libertou” o BPI de Isabel dos Santos e culpou o executivo de Passos Coelho pelo processo no Banif. Estas posições foram transmitidas por Carlos César através de uma mensagem que publicou na sua conta na rede social Facebook, reagindo a acusações de que António Costa foi alvo por parte do ex-governador do Banco de Portugal (BdP) Carlos Costa – acusações essas que este reiterou. No texto, o antigo líder parlamentar do PS e atual membro do Conselho de Estado considera que o ex-governador do Banco de Portugal foi “desrespeitoso” e passou a ideia de que “há despeito a mais e sentido de Estado a menos” por ter saído do cargo “sem grandes elogios”.

Em relação à controvérsia em torno da presença em 2016 de Isabel dos Santos, filha do ex-presidente de Angola, no capital de instituições bancárias em Portugal, como o BPI e o BIC, Carlos César entende que se compreende o cuidado então que devia ser usado face à definição de prioridades, tendo em vista evitar precipitações. Ora, de acordo com o presidente do PS, a sugestão de tais cuidados por parte do primeiro-ministro, “se ocorreu, não seria, como é óbvio, nunca considerada como uma intromissão ou uma pressão ilegítima, mas, quando muito, a comunicação de uma perspetiva do Governo nos assuntos em causa”.

quarta-feira, dezembro 14, 2022

Crise: Há mais europeus com dificuldade em pagar as contas


Mais de uma em cada cinco pessoas na Bulgária, Eslováquia, Itália e França tiveram “dificuldades”, ou “grandes dificuldades”, em pagar as contas; população vulnerável aumentou no segundo trimestre. Com o aumento do custo de vida, os europeus têm cada vez mais dificuldade em pagar as suas contas, segundo o Eurostat. Mais de uma em cada cinco pessoas teve “dificuldade”, ou “grandes dificuldades”, em pagar as suas contas na Bulgária, Eslováquia, Itália e França. 

Os números dizem respeito ao segundo trimestre de 2022, e representam um aumento face ao trimestre anterior. Sob análise estiveram nove países: Bulgária, Eslováquia, Itália, França, Eslovénia, Bélgica, Áustria, Irlanda e Finlândia. Portugal não integra esta análise. A percentagem da população europeia a com “dificuldades”, ou “grandes dificuldades”, em pagar as contas aumentou no segundo trimestre de 2022 em todos os países em análise, com exceção da Eslovénia e Finlândia, onde este indicador recuou 0,1 e 0,5 pontos percentuais, respetivamente.

Portugal é o quinto país da UE onde as famílias menos poupam

As famílias portugueses poupam apenas 9,8% dos seus rendimentos. Segundo dados da Eurostat, a Irlanda ocupa o primeiro lugar da tabela Os agregados familiares portugueses são dos que menos poupam na União Europeia. Os dados, avançados pela Eurostat esta sexta-feira, revelam que em 2021, as famílias portuguesas pouparam apenas 9,8% dos seus rendimentos. A Irlanda ocupa o primeiro lugar da tabela. De entre os Estados-membros da UE que aderiram ao euro, oito países apresentaram taxas de poupança familiar superiores à média da UE (de 16,9%) em 2021. São eles Bélgica, Áustria, Luxemburgo, França, Eslovénia, Alemanha, Países Baixos e, em primeiro lugar, a Irlanda (onde se regista uma poupança de 24,3%). Dos países da UE que não aderiram ao euro, é a República Checa aquele onde os agregados familiares mais poupam, nomeadamente 19,4% dos seus rendimentos. O país assume, assim, o quarto lugar na tabela geral. Seguem-se a Suécia (18,1%) e a Hungria (17,4%).

Carga fiscal em Portugal foi das que mais subiu na OCDE entre 2010 e 2021

O rácio de impostos em relação ao PIB de Portugal continua acima da média da OCDE, que também subiu de 33,56% em 2020 para 34,1% em 2021 (mais 0,55 pontos percentuais). O rácio médio dos impostos da OCDE em relação ao PIB aumentou 0,6 pontos percentuais em 2021, para 34,1%, o segundo aumento anual mais forte desde 1990. Portugal está entre os países onde a carga fiscal mais aumentou: o rácio de impostos em relação ao PIB subiu de 35,25% em 2020 para 35,77% em 2021, ou seja um acréscimo de 0,52 pontos percentuais, segundo os dados da OCDE.

No Revenue Statistics 2022, divulgado esta quarta-feira e que apresenta dados de receitas fiscais para o segundo ano da pandemia da Covid-19, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico) afirma que “os rácios fiscais em relação ao PIB aumentaram em 24 dos 36 países da OCDE para os quais existiam dados disponíveis sobre receitas fiscais em 2021, diminuíram em 11 e permaneceram inalterados num só”. Assim, o rácio de impostos em relação ao PIB de Portugal manteve-se acima da média da OCDE, que também subiu de 33,56% em 2020 para 34,1% em 2021 (mais 0,55 pontos percentuais).

Venezuela tem quase 30 mil milhões de euros bloqueados fora do pais

 

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, assegurou que o país tem entre 24.000 e 30.000 milhões de dólares (cerca de 23.000 e 29.000 milhões de euros) bloqueados no estrangeiro, devido às sanções económicas internacionais. Este dinheiro encontra-se "congelado, bloqueado, sequestrado", realçou o chefe de Estado Venezuela numa conferência de imprensa com órgãos de comunicação nacionais e internacionais, que decorreu no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas. Nicolás Maduro adiantou que tem um plano “detalhado” para repatriar todo este dinheiro, que começou com o acordo assinado no sábado no México com a oposição para descongelar cerca de 3.000 milhões de dólares (cerca de 2.900 milhões de euros) destinados ao aumento no investimento social. “Estamos a recuperar 3.000 milhões de dólares de um valor superior a 24.000 milhões de dólares ou mais. Já fizemos o plano para os 24.000 milhões de dólares, este está elaborado detalhadamente para investi-lo nas necessidades do nosso povo", explicou o Presidente.

Venezuela: Maduro pede o fim das sanções internacionais para eleições livres no país

 

O presidente Nicolás Maduro congratulou-se com o acordo assinado entre o Governo e a oposição venezuelana, mas pediu que sejam desbloqueados mais de 3.000 milhões de dólares que estão “congelados” no estrangeiro e “eleições livres de sanções internacionais”. “Ou há eleições livres de sanções, ou há eleições livres de sanções. Esse é o dilema. Eleições livres, será que as querem? Justas e transparentes? Livres das sanções, livres das medidas coercivas unilaterais? Que todas (as sanções) sejam levantadas. Que as levem todas, para ir a eleições frescas, no momento em que a Constituição e o Conselho Nacional Eleitoral determinarem", disse.mNicolás Maduro falava em Caracas num encontro com jornalistas nacionais e internacionais, durante o qual explicou que o seu Governo vai reativar o diálogo com outros setores opositores, “para ir visualizando os cenários eleitorais futuros e ir avançando na ampliação das garantias para eleições (presidenciais) verdadeiramente livres e transparentes”.

quarta-feira, novembro 30, 2022

Regime fiscal mais competitivo para a Madeira

 

Um regime fiscal mais competitivo para a Madeira é o que defende Miranda Sarmento. O líder parlamentar do PSD foi o convidado da delegação regional da Associação Fiscal Portuguesa e defende uma revisão fiscal como forma de combater a falta de crescimento económico.

terça-feira, novembro 29, 2022

Marcelo diz que partidos estão "antiquados" e pede renovação de protagonistas políticos

 

Marcelo Rebelo de Sousa alerta para a falta de renovação dos protagonistas do sistema. O Presidente da República diz que os partidos políticos estão antiquados e ultrapassados.

Venezuela: Governo e oposição chegam a acordo parcial

 

O Governo da Venezuela e a oposição chegaram a um acordo parcial para ajuda humanitária ao país. Por enquanto ficam de fora as questões políticas. A fim de favorecer as negociações, os Estados Unidos começaram a aliviar sanções impostas ao país.

Revisão constitucional: Jorge Miranda considera inoportuno distrair do país

O constitucionalista Jorge Miranda diz que é lamentável avançar nesta altura com uma revisão da Constituição da República. Em entrevista ao Jornal de Notícias e à TSF, Jorge Miranda critica o facto de tal ser feito por iniciativa de um partido de extrema-direita.

Famílias e empresas pedem menos empréstimos

 

Os empréstimos para compra de casa abrandaram em outubro, pelo terceiro mês consecutivo, segundo os dados divulgados pelo Banco de Portugal. Também há cada vez menos recurso ao crédito ao consumo. Quanto às empresas, o cenário é idêntico com um abrandamento no pedido de empréstimos ao banco. A desaceleração foi sentida, sobretudo nas micro e pequenas empresas e nos setores do alojamento e restauração. Um efeito da subida das taxas de juro por parte do Banco Central Europeu que está a tornar mais caro o custo do crédito.

Riqueza por habitante: Roménia pode ultrapassar Portugal em 2024

A Roménia pode ultrapassar Portugal no ranking da Comissão Europeia. Em causa, a riqueza que cada país pode criar por habitante e nesta comparação Portugal está a perder pontos desde o ano 2000 e pode descer cinco lugares. O governo desvaloriza este indicador mas teme que o abrandamento da economia num cenário de inflação e guerra coloque em causa o alargamento da União Europeia.

Marcelo alerta para 2023 “cheio de incertezas” e “muito mais difícil” do que 2022

 

A guerra, a inflação e as taxas de juro - e a "incerteza quanto à duração desta situação" - significam "uma preocupação muito grande" com o próximo ano. O Presidente da República alertou para um 2023 “cheio de incertezas”, considerando que o próximo ano “vai ser muito mais difícil” do que 2022, devido à guerra na Ucrânia e ao aumento da inflação e das taxas de juro.

“O facto de a guerra continuar, o facto de a inflação continuar e haver uma certa incerteza quando à duração desta situação, que passa para o ano que vem, tudo isso aponta para um ano 2023 mais complicado do que o de 2022 e cheio de incertezas. E, no fundo, o que se passa, é que, quem tem de tomar decisões, como é o caso do Banco Central Europeu (BCE) e de outros bancos centrais, estar perante as incertezas, tomar as suas precauções”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa. O chefe de Estado respondia aos jornalistas, após discursar na abertura da 3.ª Unique Summit, que decorre em Braga, quando questionado sobre mais uma subida, esta segunda-feira, das taxas Euribor - a três, seis e 12 meses -, para novos máximos desde o início de 2009.

Lagarde: BCE está a fazer a sua parte, mas os governos não devem aumentar as pressões inflacionistas

 

A presidente do Banco Central Europeu reafirmou na audição na Comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu que o BCE vai prosseguir a subida de juros para combater a inflação. Mas insistiu que os governos devem fazer a sua parte: controlar os gastos e reduzir a dívida. “O Banco Central Europeu (BCE) está a fazer a sua parte” ao colocar em prática “um processo rápido e abrangente de normalização da política monetária”, disse Christine Lagarde esta segunda-feira na audição na Comissão de Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu.

A presidente do BCE, realizando um balanço dos últimos 12 meses junto dos deputados europeus, sublinhou os dois grandes objetivos prosseguidos este ano: descontinuação dos programas de aquisição de dívida pública e privada e início do ciclo de subida dos juros “no ritmo mais acelerado de sempre”. Mas advertiu os deputados de que para combater a inflação é preciso que os “outros” façam a sua parte. Nomeadamente os governos dos países do euro e a Comissão Europeia. Apesar de o BCE ser muito cioso da sua independência na definição da sua política monetária, Lagarde, e, na semana passada, Isabel Schnabel, da comissão executiva do banco central, não se coíbem de dar recomendações de política orçamental de um modo muito assertivo.

Lagarde avisa que inflação ainda não atingiu o pico na Zona Euro

 

Devido ao "reflexo dos custos elevados da energia ao nível do mercado grossista para o nível do retalho", a presidente do BCE considera que há o risco de a inflação subir ainda mais. A presidente do Banco Central Europeu (BCE) disse que a inflação na Zona Euro, que se fixou em 10,6% em outubro, ainda não atingiu o seu pico, o que indicia que a recente subida das taxas de juro não está perto do fim. O risco é que a inflação se torne ainda mais alta do que o esperado, adiantou Christine Lagarde.

“Gostaria de ver a inflação ter atingido o seu pico em outubro, mas receio não ir tão longe como isso”, afirmou, diante dos membros da Comissão dos Assuntos Económicos e Monetários do Parlamento Europeu. Naquele que foi o quarto e último diálogo monetário do ano da líder do BCE em Bruxelas, Lagarde sublinhou que “há demasiada incerteza, particularmente numa componente, que é o reflexo dos custos elevados da energia ao nível do mercado grossista para o nível do retalho, para assumir que a inflação atingiu realmente o seu pico“. “Ficaria surpreendida se assim fosse”, admitiu.

“Quando olhamos para os motores por detrás da inflação neste momento, quer se trate dos alimentos e mercadorias em geral ou da energia, não vemos os componentes ou a direção que me levaria a acreditar que atingimos o pico da inflação e que esta vai diminuir no curto prazo“, disse ainda a presidente do BCE. Acrescentando que quando questiona os economistas do banco central sobre o risco da inflação, a resposta que recebe, neste momento, é que “o risco é para o lado ascendente, sem qualificar a ascensão”, Lagarde garantiu, ainda assim, que a inflação irá baixar a longo prazo devido à política monetária do BCE e ao abrandamento dos estrangulamentos no abastecimento (Eco digital, texto da jornalista Joana Abrantes Gomes)

Portugueses não querem alteração da idade de voto

A partir de que idade devem os cidadãos ter direito ao voto? Há quase meio século, esta foi uma das questões com que se deparou a comissão responsável por elaborar a lei que viria a reger a eleição para a Assembleia Constituinte (1975), o primeiro acto eleitoral plenamente livre, inclusivo e competitivo da história política portuguesa. Optou-se então por atribuir o voto a todos os portugueses com pelo menos 18 anos, algo que muitos interpretarão hoje como uma escolha óbvia. No entanto, em várias democracias a possibilidade de votar permanecia então vedada às pessoas com 18 anos: em Itália só se votava aos 21 anos, na República Federal da Alemanha e na Irlanda aos 20 anos e na Áustria aos 19. Num contexto geográfica e temporalmente próximo do português, só os espanhóis com pelo menos 21 anos é que tiveram direito a votar nas eleições gerais de 1977. (1)

Desde a década de 1970 até hoje, a idade de voto convergiu nos 18 anos na generalidade das democracias, embora esta confluência tenha ocorrido a ritmos variáveis. No Japão, só desde 2017 é que as pessoas com 18 anos podem votar, e, ainda hoje, em Taiwan só se vota aos 20 anos. Por outro lado, várias democracias definiram limiares mais baixos para a idade de voto. Pode votar-se em eleições de âmbito nacional aos 16 anos no Brasil, na Argentina, na Áustria, em Malta e no Equador; e aos 17 anos na Grécia, na Indonésia e em Timor-Leste. Há ainda experiências de expansão do direito de voto a pessoas mais jovens em algumas eleições de âmbito subnacional na Noruega, na Alemanha e no Reino Unido, entre vários outros países. A literatura sobre as implicações da atribuição do direito de voto a menores de 18 anos é rica em elementos para reflexão. Genericamente, há indícios de que os jovens de 16 e 17 anos têm maior propensão a votar do que os cidadãos de 18 anos, mas subsistem ainda dúvidas sobre se isso se transformará num hábito em eleições futuras. (2)

Revisão constitucional: Jorge Miranda avisa que aumentar poderes do presidente é das propostas "mais perigosas"

 

O constitucionalista Jorge Miranda considera as proposta para aumentar o mandato e os poderes do Presidente da República das “mais perigosas” já apresentadas e associa-as a constituições ditatoriais. Confessa-se ainda “muito preocupado” com o crescimento da extrema-direita. As declarações foram feitas numa entrevista conjunta à TSF e ao “Jornal de Notícias”, em que Jorge Miranda começou por classificar de “lamentável” a decisão de iniciar agora um processo de revisão constitucional, “quando são tantos os problemas que o país enfrenta”.

Relativamente às propostas apresentadas, o constitucionalista referiu-se especificamente à do PSD, que prevê aumentar para sete anos o mandato do Presidente da República (PR), manifestando-se “totalmente em desacordo”. Para Jorge Miranda, essa possibilidade, a par com um aumento do poder do PR, “pode significar pôr em causa o sistema semipresidencial ou de parlamentarismo racionalizado, que foi consagrado na revisão constitucional de 1982”. “Um mandato muito longo do PR era o que havia na Constituição de 1933 e só em constituições num sentido ditatorial é que os mandatos do PR são muito longos”, explicou.

Portugal: Bruxelas volta a atacar "pressões persistentes" na despesa com função pública e pensões

"Portugal é um caso borderline" porque a proposta do OE2023 pode descarrilar caso seja necessário prolongar no ano que vem medidas de apoio contra a crise energética e inflacionista, diz a Comissão Europeia. Foi uma crítica repetida várias vezes e durante muitos anos, tendo baixado de tom nestes primeiros dois anos da pandemia covid, mas agora voltou em força. A Comissão Europeia (CE) volta a por na mira a despesa com salários da função pública e com pensões. Diz que são o canal principal que alimenta de forma "persistente" o crescimento da despesa pública corrente, já sem contar com os juros. A crítica surge no novo ciclo de avaliação orçamental e macroeconómica da CE aos vários países, o chamado Semestre Europeu (ciclo referente a 2023), ontem divulgado.

Na avaliação (e opinião) sobre o plano orçamental português -- que, basicamente, é o resumo especial que o governo faz da sua proposta de Orçamento do Estado (OE2023) e que envia para a CE no mesmo dia em que entrega a dita proposta no Parlamento -- Bruxelas recupera muitas críticas antigas às opções de política pública em Portugal. Os principais alvos parecem voltar a ser os funcionários públicos e os pensionistas: salários e pensões, que são das maiores rubricas da despesa e cujo crescimento preocupa a Comissão.

Assaltante recebe 40 mil euros de indemnização por ter sido atropelado pelo dono da casa?

O QUE ESTÁ EM CAUSA?

De acordo com uma publicação de 8 de novembro no Facebook, um "assaltante vai receber indemnização de 40 mil euros por ter sido atropelado pelo dono de uma residência que assaltara, em 2019, em Guimarães. O ladrão processou a vítima pelos danos que sofreu. (...) Pelo assalto, o ladrão tinha sido condenado a pena suspensa de pouco mais de um ano". Esta história é verdadeira?

Assaltante vai receber indemnização de 40 mil euros por ter sido atropelado pelo dono de uma residência que assaltara, em 2019, em Guimarães. O ladrão processou a vítima pelos danos que sofreu, exigindo 80 mil euros de indemnização. Pelo assalto, o ladrão tinha sido condenado a pena suspensa de pouco mais de um ano", descreve-se numa publicação de 8 de novembro no Facebook, remetida ao Polígrafo para verificação de factos.

"Em síntese, o Tribunal da Relação de Guimarães voltou a dar razão ao ladrão e condenou inicialmente a seguradora do condutor a pagar 32.352 euros. Portanto, a indemnização decidida na primeira instância foi agora aumentada pelo tribunal de segunda instância, que entendeu ainda que na detenção do responsável pelo crime tinham sido usados meios excessivos/desproporcionados", sublinha-se.

domingo, novembro 20, 2022

EUA. Portugal lança campanha de turismo em Nova Iorque

 

O Turismo de Portugal lançou a nova campanha para o mundo a partir de Times Square, em Nova Iorque. Close to US - perto de nós - é o novo slogan de promoção também junto do mercado norte-americano, que continua a bater recordes de turistas em Portugal. Num evento associado foi inaugurada no Museu Madam Tussauds a figura de cera de Cristiano Ronaldo. Reportagem do correspondente da RTP nos Estados Unidos, João Ricardo de Vasconcelos.

Mundial do Catar. Presidente da FIFA fala em hipocrisia europeia

 

O presidente da FIFA acusa de hipocrisia aqueles que falam dos migrantes que trabalharam na construção dos estádios. Gianni Infantino realçou que o Catar fez muitos progresso reconhecidos internacionalmente. Na véspera da abertura do Mundial, garantiu que todos são bem vindos ao Catar, independentemente da orientação sexual ou religião. Gianni Infantino disse hoje sentir-se "árabe", "gay" e "trabalhador migrante", criticando fortemente as "lições morais" dos críticos do Qatar, que classificou de "hipocrisia". "Hoje sinto-me qatari, sinto-me árabe, hoje sinto-me africano, hoje sinto-me gay, hoje sinto-me incapacitado, hoje sinto-me como um trabalhador migrante", afirmou num longo e teatral monólogo em conferência de imprensa, citado pela agência France Presse (AFP), na véspera de arrancar o Mundial2022 de futebol no Qatar. "Traz-me de volta à minha história pessoal, porque sou filho de trabalhadores migrantes", disse Gianni Infantino, acrescentando saber o que significa ser discriminado, ser assediado, como estrangeiro. "Em criança, fui discriminado (na Suíça) porque era ruivo e tinha sardas, era italiano, falava mal alemão", acrescentou. Confrontado com as muitas críticas de que a FIFA tem sido alvo devido às condições de trabalho dos trabalhadores nos locais do Campeonato do Mundo, Gianni Infantino disse que a federação internacional foi uma das poucas a preocupar-se com o seu destino. "O que está a acontecer neste momento é profundamente, profundamente injusto", declarou aos jornalistas, na conferência de imprensa. No seu entender, "as críticas ao Mundial são hipócritas".  "Pelo que nós, europeus, fizemos nos últimos 3.000 anos, devemo-nos desculpar pelos próximos 3.000 anos antes de dar lições morais aos outros. Estas lições morais são apenas hipocrisia", vincou o presidente da FIFA.

Lagarde: "É improvável que a recessão reduza a inflação"

 

A presidente do Banco Central Europeu assume um cenário de recessão na Zona Euro e admite que, apesar disso, a inflação poderá não baixar. Christine Lagarde avisa que os juros vão continuar a subir, para travar o aumento dos preços.

TAP permite alteração de voos comprados para os dias de greve

 

A TAP vai permitir a alteração de voos comprados para os dias de greve dos tripulantes de cabina sem qualquer penalização. O Sindicato do Pessoal de Voo convocou greve para os dias 8 e 9 de dezembro. A companhia aérea esclarece que quem quiser pode remarcar os voos entre 28 de novembro e 19 de dezembro. Numa mensagem na rede social Twitter, a TAP diz ainda que está em negociações com o sindicato dos tripulantes de cabine no sentido de chegar a um acordo e evitar a greve.

Imagem inédita. Filha de Kim Jong-un apareceu em público

 

Pela primeira vez, a filha de Kim Jong-un apareceu em público. Estas fotografias foram divulgadas pela Coreia do Norte. São de ontem, no local de lançamento do míssil intercontinental. A agência noticiosa estatal informou que o líder norte coreano "supervisionou pessoalmente" o lançamento na companhia da filha e da primeira dama Ri Sol-ju. Raramente há notícias sobre familiares próximos da dinastia Kim, que tem governado o país desde 1940. Fala-se que Kim Jong-un tem três filhos, mas a informação nunca foi confirmada.

Isabel dos Santos procurada pela Interpol a pedido da justiça angolana

 

Há um mandado de captura internacional para a empresária Isabel dos Santos, a pedido da justiça angolana. A filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos é suspeita de peculato, fraude e associação criminosa. Isabel dos Santos diz que não tem conhecimento do mandado e acrescenta que as autoridades sabem a sua morada.

Carlos Costa. Telefonema do primeiro-ministro foi "muito curto, irritado e agreste"

 

O ex-governador do Banco de Portugal insiste que o primeiro-ministro lhe telefonou por causa de Isabel dos Santos. Numa entrevista à CNN, Carlos Costa classificou ontem esse telefonema como muito curto, irritado e agreste. António Costa desmentiu esse contacto e revelou que vai processar Carlos Costa por difamação.

Costa: executivo vai taxar lucros excessivos dos supermercados

 

A taxa sobre lucros excessivos nos supermercados vai ser de 33 por cento, idêntica à que vai ser aplicada no setor da energia. A proposta de lei do Governo já seguiu para a Assembleia da República e vai incidir sobre as empresas que neste e no próximo ano tenham lucros pelo menos 20 por cento acima dos registados nos últimos quatro anos.

Há uma sangria de médicos no SNS

Até setembro deste ano, meteram os papéis para a reforma mais de 600 médicos do Serviço Nacional de Saúde. Segundo o Diário de Noticias, serão mais de 1000 na mesma situação até dezembro. A Associação Portuguesa de Medicina Geral afirma para haver uma solução "não basta atirar dinheiro para cima das carreiras".

PRR: Há "risco" na atribuição de casas na Madeira que pode comprometer novo desembolso

 

O alerta é dado pelo presidente da Comissão de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos, em entrevista ao Negócios e à Antena 1. Constrangimentos na construção, devido à inflação e escassez de matérias-primas, podem atrasar entrega de 190 habitações sociais apoiadas na Madeira. O presidente da Comissão de Acompanhamento do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), Pedro Dominguinhos, considera que a atribuição de habitações na região autónoma da Madeira pode derrapar, devido às dificuldades existentes na construção, com a subida da inflação. O alerta foi dado numa entrevista ao Negócios e à Antena 1.

"Há aqui, diria, um risco adicional porque temos algumas metas, até final do ano, como é o caso da entrega de habitações na Madeira, que podem naturalmente colocar em causa [um novo pedido de desembolso do PRR]", referiu Pedro Dominguinhos. O gestor e "monitor" do PRR referiu que as dificuldades que a indústria da construção está a sentir são conhecidas e verificam-se por via "quer pelo aumento dos preços e, sobretudo, pela escassez de matérias-primas".

O acordo estabelecido com Bruxelas prevê que, até ao final deste ano, sejam 190 habitações sociais apoiadas a famílias que vivam em condições indignas e que não dispõem de capacidade financeira para suportar o custo do acesso de uma habitação adequada. Essas habitações têm de ter "necessidades energéticas primárias, pelo menos, 20% inferiores aos requisitos dos edifícios com necessidades quase nulas de energia" e, pelo menos, "90 metros quadrados".

Pedro Dominguinhos sublinhou, no entanto, que "há um conjunto de metas que até agora foram cumpridas e a perspetiva de serem cumpridas no próximo pedido de reembolso também são elevadas", colocando Portugal mais perto de apresentar um novo pedido de desembolso de mais verbas do PRR no primeiro trimestre do próximo ano (Jornal de Negócios, texto da jornalista Joana Almeida)