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quinta-feira, junho 11, 2020

Covid-19: Alemanha prolonga até ao final de agosto recomendação de não viajar

O Governo alemão decidiu prolongar até ao final de agosto a recomendação de não viajar para países terceiros, prevendo, no entanto, algumas exceções. A decisão do Governo da Alemanha exclui os parceiros comunitários, menos Espanha, os países associados ao espaço Schegen, menos a Noruega, e ainda o Reino Unido, país no qual o aviso será levantado no dia 15.
“Não temos, ao dia de hoje, dados fiáveis, critérios e processos de coordenação que nos permitam ter um turismo ilimitado sem riscos incalculáveis”, afirmou hoje o ministro dos Negócios Externos da Alemanha, Heiko Maas, citado pela agência EFE. O governante defendeu ainda que a Alemanha não pode nem quer correr o risco de que os seus cidadãos voltem a ficar retidos, este verão, em qualquer parte do mundo ou que importem o vírus quando estiverem a regressar ao país.
“Ao mesmo tempo, estamos cientes de que muitos cidadãos querem viajar novamente para fora da Europa o mais rápido possível”, nomeadamente, para países do norte de África, sudeste asiático, Estados Unidos e Turquia, acrescentou. No entanto, essa situação está dependente “da evolução da pandemia”, sublinhou Heiko Maas, assegurando que o Governo vai continuar a estudar as recomendações de viagens, tendo sempre como critério a segurança. A pandemia de covid-19 já provocou quase 408 mil mortos e infetou mais de 7,1 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP (ED)

terça-feira, abril 07, 2020

Covid-19: ‘Kurzarbeit’, a receita da Alemanha para evitar o desemprego

O emprego de centenas de milhares de alemães depende agora, no meio da crise do coronavírus, do ‘Kurzarbeit’, uma modalidade de curto período em que o Estado paga temporariamente até dois terços dos salários para impedir que a crise leve a demissões. Esta medida visa essencialmente que não haja demissões. A previsão para este ano, apresentada na semana passada pelo conselho consultivo do governo alemão, introduzindo o coronavírus nos cálculos, apenas elevou a taxa de desemprego dos atuais 5% para 5,3%. Grandes empresas como a Volkswagen, Bosch, Adidas, ThyssenKrupp Daimler, Tui e Lufthansa já aproveitaram essa opção, à qual podem vir a candidatar-se cerca de 470 mil  empresas, fruto da crise desencadeada pela pandemia do covid-19, de acordo com os dados mais recentes divulgados pela Agência Federal de Emprego (BA). 

quarta-feira, janeiro 30, 2019

O drama do desemprego na Alemanha

Um em cada três desempregados na Alemanha não consegue pagar com regularidade uma refeição adequada. Os dados foram apresentados pela Agência Federal de Estatística em resposta a um inquérito parlamentar do partido de esquerda Die Linke (A Esquerda). São cerca de cinco milhões de pessoas que se encontram nesta situação, o que representa 7,5% do total da população alemã. Por outro lado, cerca de um terço dos alemães com mais de 16 anos não consegue fazer face a despesas inesperadas como reparações automóveis, por exemplo. Os dados constam de um estudo de 2017 da União Europeia sobre rendimento, inclusão social e condições de vida. Em dezembro do ano passado, a taxa de desemprego na Alemanha ficou nos 4,9%. O número representa um agravamento de 0,1 pontos percentuais em relação a igual período do ano anterior.

sábado, outubro 29, 2016

Este gajo é um pesadelo: o que tem dito Schäuble sobre Portugal

O ministro das Finanças alemão não hesita em comentar e criticar as opções de Portugal. Ainda na quarta-feira, numa conferência em Bucareste, na Roménia, Wolfgang Schäuble disse que tudo corria bem até António Costa ter tomado posse. Contudo, são muitas as declarações do ministro que ficam para a historia e quase todas polémicas.

quarta-feira, agosto 17, 2016

Expresso: "O texto duro e obrigatório que temos de ler sobre a Alemanha e o dinheiro"

Pedimos a um especialista alemão que escrevesse sobre o futuro do Deutsche Bank a propósito da sombra que também sobre ele agora cai nesta Europa da crise monetária. Heiner Flassbeck, economista, ex-secretário de Estado das Finanças e ex-conselheiro de Oskar Lafontaine sobre a reforma do Sistema Monetário Europeu, respondeu-nos que o Deutsche Bank é um pormenor num contexto alargado. E contrapropôs este texto longo, técnico, duro e obrigatório que analisa em profundidade a origem da crise do euro e consequentemente da Europa. Flassbeck coloca a Alemanha no coração da origem da crise da moeda única, revela o segredo do crescimento alemão nos últimos 15 anos (“o país tem operado uma política de ‘pedinchar ao vizinho’, mas só de pois de ter ‘pedinchado ao seu próprio povo’ essencialmente através do congelamento dos salários - este é o segredo do sucesso alemão dos últimos 15 anos”) e diz que sem um ajustamento da maior economia europeia o fim da União ganha contornos de possibilidade real. A perspetiva de desintegração e o decorrente colapso da união já não podem ser ignorados, defende Flassbeck.

quarta-feira, abril 06, 2016

El nuevo salario mínimo en Alemania destruye 60.000 empleos en un año

La introducción en Alemania del salario mínimo interprofesional, fijado en 8,50 euros la hora, se ha cobrado en su primer año de vida 60.000 puestos de trabajo, según un estudio del Instituto del Mercado Laboral (IAB), el think tank de la Oficina Federal de Empleo.El dato, resultante de una muestra de 16.000 empresas, representa el 0,18% del total de empleados en Alemania, por lo que el director de IAB, Joachim Möller, considera que los resultados del estudio, que no incluyen los puestos de trabajo que no se han creado a causa del salario mínimo, "no deben ser magnificados".

quinta-feira, março 17, 2016

Os números da subida da extrema-direita (e não só) nas eleições regionais na Alemanha

As primeiras eleições na Alemanha após o país ter aberto as portas a mais de um milhão de refugiados resultaram num desastre para aquela que tem sido até agora uma inabalável constante da política germânica pelo menos desde a sua eleição em 2005. Trata-se, claro, de Angela Merkel e do seu partido, os conservadores da CDU. Quem ganha com isto? A resposta é fácil: acima de tudo, a AfD, o partido de extrema-direita fundado em 2013 (ano de eleições legislativas, onde teve 4,7%, à beira dos 5% necessários para entrar no Bundestag) e aquele que mais se tem oposto à entrada de refugiados no país. No entanto, a maioria dos votos continuaram a ser depositados em três partidos pró-refugiados (CDU, SPD e Verdes). Entre estes, os Verdes passaram para primeiro lugar em Baden-Württemberg — e a SPD continua como maior força política na região de Rheinland-Pfalz.

segunda-feira, março 14, 2016

Regionais na Alemanha: alemães castigam Merkel por causa da crise de migrantes

A CDU de Angela Merkel perdeu dois dos três Estados alemães que hoje foram às urnas. Estas eleições regionais eram encaradas como um teste à política da Chanceler alemã para os refugiados que tanta polémica tem causado no país.

sábado, julho 18, 2015

Schäuble admite a possibilidade de se demitir por divergências com Merkel

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, reconheceu que ele e a chanceler Ângela Merkel têm "distintas opiniões" sobre a Grécia e admitiu a possibilidade de vir a demitir-se. Numa entrevista hoje publicada pelo semanário "Der Spiegel", o governante admitiu que "faz parte da democracia ter, de vez em quando, opiniões diferentes" e lembrou que em política ninguém pode obrigar os outros a tomarem decisões que são da competência do cargo que exercem.
"Cada um tem o seu papel. Ângela Merkel é chanceler, eu sou ministro das Finanças. Os políticos têm a responsabilidade do seu cargo. Nada os pode forçar. Se alguém tentasse isso, eu poderia pensar em pedir a demissão", salientou. Schäuble assegura que a chanceler alemã "pode confiar" nele e que "não tem de se preocupar" pelo facto de a chefe do Governo alemão e ele terem algumas divergências. O ministro alemão destacou-se nas últimas semanas por representar a ala mais dura dos elementos da zona euro nas negociações com a Grécia, ao propor uma "saída temporária" do país do euro. Se entre os gregos o ministro é mal visto e responsabilizado pela situação a que chegou a Grécia, na Alemanha Schäuble disfruta de grande popularidade, que o coloca acima de Merkel. "Nunca dissemos que a Grécia deveria sair da zona euro. Só propusemos a possibilidade de que Atenas pudesse, ela mesma, optar por este caminho temporário". Schäublel referiu ainda que a "grande questão", neste momento, é saber se o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, realizará o programa de reformas e ajustamentos acordados em troca do terceiro programa de resgate de 86.000 milhões de euros. "Tsipras rejeitou anteriormente um programa similar e depois apostou no 'Não' no referendo e obteve uma grande maioria dos votos. Agora quer defender o contrário do que defendeu. Podemos ter dúvidas", salientou. Não obstante, Schäuble dá a Tsipras um voto de confiança: "Eu confio agora nas afirmações de Tsipras. É o que exige a justiça. Ele assegurou que vai por em prática o programa, apesar de dizer que não acredita nele. Vamos a ver". Schäuble disse também na entrevista que "tentou ajudar o país mais débil" ao longo das negociações (Expresso)


Família de jovem refugiada que questionou Merkel vai poder ficar na Alemanha

A coragem de Reem Sahwil parece ter valido a pena. A jovem refugiada palestiniana, de 14 anos, que questionou Merkel sobre a sua situação (e risco de ser deportada), durante um fórum de jovens organizado pelo Governo alemão em Rostock, irá poder permanecer no país, declararam esta sexta-feira as autoridades alemãs. "Não conheço a situação pessoal desta jovem, mas ela fala alemão fluentemente e viveu aqui durante muito tempo", disso o ministro para a Integração, Aydan Ozoguz à edição semanal do jornal "Spiegel". "Foi exatamente por essa razão que alterámos a ei, para que os jovens que estejam integrados na sociedade possam ter uma nova permissão de residência, ao abrigo da nova lei da imigração que entrou em vigor em Agosto". Também o porta-voz da câmara de Rostock afirmou não ter intenções de deportar Reem e a sua família. A jovem questionou, na passada quarta-feira, a chanceler alemã sobre a sua situação: vive há quatro anos com a família na Alemanha, após ter deixado um campo de refugiados no Líbano; mas a sua família apenas conseguiu um visto temporário, uma vez que o seu pai, um soldador, não fora autorizado a trabalhar no país. "Como não sei até quando posso ficar aqui, não sei o que o futuro me trará", explicou a jovem palestiniana durante o encontro que, para além de alemão, fala ainda árabe, inglês e sueco e revelou a sua vontade de aprender francês. A resposta de Merkel ("a política às vezes é dura" e "não podemos aceitar todos os refugiados") levou a rapariga a desfazer-se em lágrimas. Merkel tentou consolá-la, dando-lhe 'palmadinhas' de consolo e dizendo que a jovem se tinha saído bem na sua intervenção, o que gerou uma onda de críticas nas redes sociais. Foram criadas as hashtags #merkelstrokes e #empathy (na versão inglesa) para "gozar" com a chanceler, criticar a sua atitude e aquilo que muitos consideram uma falta de sensibilidade perante a situação de vida de Reem. O 'ruído' foi tanto, que parece ter surtido algum efeito. Recorde-se que a Alemanha recebeu 200 mil requerentes de asilo só no ano passado e espera pelo menos 450 mil este ano" (Expresso)

sexta-feira, julho 17, 2015

Resposta de Merkel a refugiada causa indignação nas redes sociais

Confrontada por uma refugiada com a iminência de deportação, Merkel explicou que nem todos podem ficar na Alemanha. Com a jovem em lágrimas, tentou confortá-la. Numa sessão pública na cidade de Rostock, Angela Merkel foi confrontada por uma jovem refugiada que, segundo o Guardian, entrou na Alemanha há quatro anos, vinda de um campo de refugiados no Líbano e corre o risco de deportação, juntamente com a sua família."Tenho objectivos na vida como qualquer outra pessoa. Quero ir para a universidade, é um objectivo que quero atingir", afirmou, em alemão e com um sorriso, explicando que vê os restantes atingirem-no, sem que ela o consiga alcançar. A chanceler explicou à palestiniana que não é possível acolher todos os que, em África, tentam chegar à Europa. "Compreendo o que está a dizer. No entanto, às vezes a política é dura". Nos campos de refugiados da Palestina no Líbano "há milhares e milhares [de pessoas] e se dissermos ‘podem vir todos de África'... não consigamos gerir isso", afirmou Merkel.À explicação, assente no racional da política de imigração, a jovem respondeu com lágrimas. Perante a reacção, Angela Merkel, visivelmente surpreendida, dirigiu-se à interlocutora, sentada entre uma assistência de cerca de 40 jovens, e explicou-lhe que tinha feito um excelente trabalho. O moderador do encontro - organizado pelo gabinete da chancelaria e designado "Boa vida na Alemanha" -, procurou então explicar à líder alemã a razão de ser do choro: "Não me parece que isto seja a propósito de ter feito bem senhora chanceler, mas sobre esta ser uma situação muito desgastante para ela". Merkel, virando-se para trás, afirmou "eu sei que é uma situação muito desgastante". Voltando a olhar a jovem, prosseguiu: "Eu só quero dar-lhe um abraço". E, enquanto a palestiniana baixava a cabeça tentando conter as lágrimas, a chanceler explicou que "não queremos colocar-te nesta situação, porque é difícil para ti e fizeste um bom trabalho a mostrar a muitos, muitos outros como uma pessoa se pode encontrar numa situação destas". À situação mereceu a criação de uma ‘hashtag' (modo de marcar um tema na rede social Twitter, de modo a permitir aos utilizadores encaminhar para uma mesma página todos os comentários relativos a determinado tema), #MerkelStreichelt, através do qual se multiplicam comentários à situação. As palavras da líder germânica espelham a situação que a Alemanha enfrenta com a vaga de refugiados. O ministro do Interior da Baviera - estado onde se verifica um acesso intenso -, citado pelo jornal britânico Guardian, afirmou que "só na semana que passou, tivemos mais de 5.000 pessoas a chegar de novo, muitas dos Balcãs e muitas destas deitadas na berma da estrada por traficantes. Temos de encontrar acomodação apropriada para todos eles". Já o presidente da Associação Germânica das Cidades afirmou: "atingimos os limites da nossa capacidade" (fonte: Económico)



Angela Merkel confrontada por jovem refugiada que vai ser expulsa da Alemanha

Raras vezes um chefe de governo terá sido confrontado publicamente com uma situação tão embaraçosa e dramática. Na quarta-feira, Angela Merkel participou num encontro intitulado "Vida Boa na Alemanha", durante o qual respondeu a questões de alunos com idades entre os 14 e os 17 anos de uma escola de Rostock, no norte do país. As perguntas de Reem, uma refugiada palestiniana que veio de um campo no Líbano há quatro anos, não podiam ser mais pertinentes e dramáticas: porque é que ela e a família vão ser deportados da Alemanha em breve? Porque é que ela vai ter de abdicar do seu sonho de ir para a universidade? Porque é que não vai poder gozar a vida, como os seus colegas de escola? Angela Merkel ficou aparentemente sensibilizada com a situação, mas explicou que "a política, às vezes, é dura", e que era impossível à Alemanha acolher as centenas de milhares de refugiados que querem entrar ou ficar no país. Só em 2015, o número de pedidos eleva-se já a 450 mil, mais do dobro daquele que foi registado em todo o ano de 2014. As explicações da chanceler nada resolvem para Reem e, talvez por isso, a certa altura a jovem não conseguiu conter as lágrimas. A Angela Merkel, restou tentar consolá-la (fonte: TVI24)


domingo, julho 05, 2015

Merkel expulsa do parlamento alemão por não se calar

O insólito aconteceu e ficou gravado. Em plena sessão do parlamento alemão, Angela Merkel conversava com o líder do grupo parlamentar social-democrata, Thomas Oppermann, quando foi chamada à atenção, mais do que uma vez, pelo presidente do Bundestag. "Peço-lhes um pouco de silêncio." "Silêncio, por favor, continuemos com a sessão", foram duas das chamadas de atenção de Norbert Lammert, segundo descreve o El Mundo. No entanto, a chanceler alemã continuou a conversa e nem terá baixado o tom de voz. Quando o deputado Hans Christian Ströbele iniciava a sua intervenção, Lammert não voltou a avisar: "Senhora chanceler, vá fazer isso noutro sítio." Nas imagens vê-se Merkel a afastar-se, sem no entanto abandonar por completo o parlamento. Alguns deputados não disfarçaram risos e até houve alguns aplausos discretos.

quarta-feira, fevereiro 18, 2015

Partido de Merkel sofre derrota pesada em Hamburgo



Diz o Observador que “os sociais-democratas alemães (SPD) deverão vencer hoje as eleições regionais no seu reduto de Hamburgo e os conservadores (CDU), de Angela Merkel, poderão ter a sua pior derrota nesta cidade-estado, segundo sondagens à boca das urnas. O SPD, do presidente da câmara Olaf Scholz, deverá vencer com 46,5% a 47% dos votos, segundo as primeiras previsões dos canais públicos ARD e ZDF. Se este resultado se verificar, o SPD será obrigado a governar com os Verdes (11,5%/12%), perdendo a sua maioria absoluta que tinha desde 2011 no parlamento da cidade portuária alemã, a segunda maior cidade com 1,8 milhões de habitantes. O CDU, com uma previsão de 16% dos votos (uma queda de seis pontos percentuais) sofreu uma pesada derrota, em grande parte por razões locais, apesar de o partido da chanceler Angela Merkel ainda estar no topo nas sondagens a nível nacional, com 40% das intenções de votos. O jovem partido anti-euro AfD, com pouco mais de 5% dos votos, tem uma boa oportunidade em Hamburgo de entrar pela primeira vez num parlamento regional do Estado Oeste da Alemanha, após a estreia, em 2014, em três parlamentos regionais no Leste (Brandeburgo, Turíngia e Saxónia). Após estes sucessos em regiões relativamente pobres e minadas pelo desemprego, uma representação no parlamento numa região próspera confirmaria que o partido ‘pegou de estaca’ no panorama político alemão, posicionado à direita da conservadora chanceler Angela Merkel. O AfD, criado há apenas dois anos, está a aproveitar o descontentamento dos contribuintes alemães que acreditam ser os grandes fornecedores de dinheiro da Europa, condenados a pagar as contas dos países em crise de desenvolvimento”

Eurocéticos ganham força em Hamburgo. E agora, Angela?



Num momento em que parece cada vez mais difícil desatar o nó entre gregos e os restantes parceiros europeus, chegam notícias importantes da Alemanha: em Hamburgo, nas eleições regionais alemãs, o partido liderado pela Chanceler (CDU) sofreu a maior derrota de sempre naquela cidade-estado. Em sentido inverso, o partido anti-euro Alternativa para Alemanha (AfD) – que defende a expulsão da União Europeia de economias em crise como a Grécia – conseguiu, pela primeira vez, eleger deputados num parlamento regional do Estado oeste da Alemanha. Aumenta a pressão interna sobre Angela Merkel? Criado apenas em 2013, o partido liderado por Bernd Lucke tem somado vitória atrás de vitória: em agosto de 2014, alcançou uma votação de 10% nas eleições regionais no estado da Saxónia, no leste da Alemanha; um mês depois, foi a vez de conseguir resultados históricos no Estado de Turíngia (10,6%) e em Brandemburgo (12,2%). Agora, com 6,1% dos votos e oito deputados eleitos em Hamburgo, os eurocéticos parecem estar a conseguir capitalizar o descontentamento de alguns alemães que acreditam estar condenados a pagar as contas dos países em crise de desenvolvimento e a serem o sustento da Europa. Mais: apesar de a AfD estar a conseguir roubar votos a todas as forças do espetro político alemão, as fileiras da CDU estão alimentar e muito o partido de centro-direita, como demonstram os dados da ARD/Infratest Dimap. 
Ao mesmo ritmo que os eurocéticos crescem, os partidos que formam a grande coligação que governa a Alemanha (CDU e CSU-SPD) são castigados nas urnas. Os sociais-democratas, que lideram Hamburgo desde o final da Segunda Guerra Mundial, perderam a maioria absoluta e sofreram uma queda de 2,7 pontos percentuais em relação a 2011. Já os democratas-cristãos de Angela Merkel batem recordes negativos desde 2011: há quatro anos alcançaram 20,5% dos votos, metade do que tinham somado em 2008 (42,6%). Na altura, foi o pior resultado de sempre daquele partido em Hamburgo, só ultrapassado agora, com 15,9% e apenas 20 deputados eleitos. Este gráfico ilustra a queda de 2,7 pontos percentuais no caso dos sociais-democratas e de seis pontos percentuais para os democratas-cristãos. 
Perante este cenário, a pergunta que se coloca neste momento é se Angela Merkel terá ou não a tentação de endurecer a posição alemã nas negociações com a Grécia, de forma a segurar o eleitorado insatisfeito. Se o fizer, poderá ganhar tempo para estancar as feridas internas, mas terá sempre de responder perante os parceiros europeus que pedem mais abertura e maior flexibilidade nas negociações. Por outro lado, a Alemanha não está sozinha na decisão de não satisfazer as pretensões dos gregos – Finlândia, Holanda, Eslováquia, mas também Espanha e Portugal, estão entre os países que exigem mão de ferro com a Grécia e que recusam a reestruturação da dívida pública grega, uma das bandeiras do Governo liderado por Tsipras. Ou seja, se a Chanceler, apoiada pelos outros parceiros europeus, decidir endurecer o discurso, os gregos poderão ficar mais isolados na mesa das negociações” (Observador)