terça-feira, novembro 16, 2021

RAM: Novas medidas no final do mês



Miguel Albuquerque garante que a situação pandémica na Madeira não é grave e está controlada.

Covid-19. Vacinas de segunda geração devem chegar em 2022



Nos últimos dias, Portugal registou um aumento da incidência e transmissão do SARS-CoV-2. Esta é uma tendência que pode agravar a situação dos mais vulneráveis. A boa notícia é que as vacinas de segunda geração, que bloqueiam a transmissão do vírus e reforçam a imunidade, devem chegar no próximo ano (RTP)

"Cura esterilizadora". Cientistas descobrem mulher cujo corpo terá eliminado naturalmente o VIH

Neste momento, são cerca de 38 milhões as pessoas que vivem com VIH em todo o mundo. Uma equipa internacional de investigadores diz ter descoberto uma paciente cujo corpo conseguiu eliminar, autonomamente, o vírus da imunodeficiência humana (VIH), que causa a SIDA. A confirmar-se, este será o segundo caso em todo o mundo e traz renovadas esperanças de que seja possível, um dia, encontrar a cura para o vírus. A paciente em questão tem 30 anos e nasceu na cidade de Esperanza, na Argentina. Em amostras observadas em laboratório, pôde verificar-se que a mulher não possuía o vírus intacto em grande parte das suas células. Segundo o grupo de cientistas, que divulgou segunda-feira o caso na revista Annals of Internal Medicine, esses resultados sugerem que a paciente pode ter eliminado naturalmente o vírus, alcançando a chamada “cura esterilizadora” da infeção por HIV.

Esta cura terá acontecido sem que a mulher recebesse qualquer tratamento regular para a sua infeção, diagnosticada há oito anos. Esta é apenas a segunda vez que tal acontecimento é reportado em todo o mundo. Ao que tudo indica, a paciente passa, assim, a ser uma das raras pessoas que conseguiu “controlar” a VIH, deixando de revelar sinais de infeção ativa.

Poluição atmosférica em Portugal é causa de milhares de mortes



A Agência Europeia do Ambiente anunciou, esta segunda-feira, que a poluição atmosférica matou cerca de cinco mil pessoas em Portugal, só em 2019. Segundo a instituição, muitas destas mortes poderiam ter sido evitadas se os Estados-membros cumprissem as normas de qualidade do ar e os valores de referência da Organização Mundial de Saúde.

Covid-19. Especialistas vigiam nova variante encontrada em França

A nova variante terá tido origem em África, continente onde apenas seis por cento da população está vacinada. Uma nova variante até agora designada de B.1.X ou B.1.649 foi identificada em França, onde 24 pessoas tiveram esta estirpe. Apesar de o último caso ter sido registado a 26 de outubro, a nova variante chamou a atenção dos especialistas: a proteína que permite ao vírus agarrar-se à célula, e assim iniciar o processo de infeção, apresenta alterações inéditas. Também foram registados casos, mas em menor quantidade, no Reino Unido, Suíça, Escócia e Itália.

No mês passado, 24 pessoas de uma escola da região francesa da Bretanha ficaram contaminadas com coronavírus. Metade das turmas foram mandadas para casa. Quando a nova variante foi identificada, os alunos voltaram à escola. Contudo, os profissionais de saúde verificaram mutações sem precedentes na proteína da B.1.640. Os especialistas ainda não determinaram se a nova variante de SARS-CoV-2 é mais ou menos contagiosa do que a Delta, responsável por quase todos os novos casos de coronavírus a nível mundial.

Fundos Portugal 2030: País vai receber 23 mil milhões de euros em oito anos



Portugal vai receber, nos próximos oito anos, perto de 23 mil milhões de euros da Europa. As maiores fatias de dinheiro estão destinadas à competitividade, à transição digital e à transformação climática (RTP)

Morte de Frederik de Klerk. A conversão do último presidente branco da África do Sul



O homem que mandou libertar Nelson Mandela e assume ter sido por este convertido como ser humano vai ser sepultado no próximo dia 21 em cerimónia privada, após ter morrido vítima de cancro aos 85 anos. O último presidente branco da África do Sul, Frederik de Klerk, foi acusado de traição por grande parte da liderança e dos eleitores do partido então no poder (National Party, NP) e que criara o sistema do apartheid em 1948 e de toda a ala conservadora do parlamento sul-africano ao anunciar a libertação de Manderla quando este cumpria pena de prisão perpétua por ter lançado a luta armada contra o sistema de segregação racial na África do Sul. Em entrevista exclusiva ao jornalista da RTP António Mateus, que acompanhou durante dez anos no terreno todo o processo de erradicação do apartheid, de negociações do fim do aparheid, a eleição de Mandela como primeiro presidente não-branco da África do Sul e todo o mandato deste como chefe de Estado, Frederik de Klerk, expôs-se como ser humano, de uma forma rara num homem que sempre resguardou o seu lado privado (RTP)

Futuro da TAP: Governo diz que processo está na fase final por RTP



O ministro das Finanças acredita que o Plano de Reestruturação da TAP vai ser aprovado em breve por Bruxelas. Em causa está a ajuda financeira de três mil milhões de euros, com João Leão a garantir que não houve "cedências" à Comissão Europeia para conseguir a aprovação do documento (RTP)

Atividades ligadas ao mar representam 11% da economia da Madeira



As atividades ligadas ao mar representam 11% da economia da Madeira e geram 450 milhões de euros por ano, mas, no arquipélago, a grande fatia destas receitas vai para as empresas ligadas ao turismo. O mar é a paisagem que a Madeira oferece aos turistas, um cartão de visita que, nos últimos anos, ganhou espaço como lugar de lazer e experiências. E não há roteiro de férias sem um passeio de barco, seja para banhos ou para avistar golfinhos e baleias. O negócio tremeu durante a pandemia, mas ressurgiu e bateu recordes no verão de 2021. As perspetivas são de crescimento numa altura em que as atividades ligadas ao mar representam já 11% da economia regional. A grande fatia dos 450 milhões de euros é gerada pelo turismo costeiro, o que inclui desportos náuticos, mergulho, passeios e até hotéis. A Madeira é o quarto melhor lugar da Europa para avistar cetáceos, mas tem pela frente vários desafios já que as quatro marinas do arquipélago estão a ficar sem espaço para mais embarcações (SIC)

Segunda geração de vacinas da covid-19: o que são e que diferença fazem?



Vacinas desenvolvidas para atacar a transmissão do vírus deverá chegar no segundo semestre do próximo ano. A segunda geração de vacinas contra a covid-19 deverá chegar no segundo semestre de 2022. Poderá fazer a diferença pela forma de aplicar e por uma maior eficácia no bloqueio à transmissão do vírus. Para os especialistas, vacinar à moda antiga, com seringa e agulha, pode não ser o método mais eficaz. A segunda geração de vacinas é a aposta para diminuir a transmissão e aumentar a segurança. Mas ainda não chega a tempo deste inverno. A SIC falou com especialistas para perceber em que é que a segunda geração de vacinas pode fazer diferença (SIC)

Explorações agrícolas da líder do PAN causam polémica




A Confederação de Agricultores de Portugal pediu a demissão de Inês Sousa Real da liderança do PAN. Em causa está a ligação da deputada a duas empresas de produção de frutos vermelhos, que a CAP considera serem de agricultura intensiva, práticas que o partido condena. Inês Sousa Real admitiu estar ligada às duas empresas, mas desmentiu que pratiquem agricultura intensiva (RTP)

TAP acusou tripulantes de faltarem ao trabalho e de provocarem cancelamentos de voos



A administração da TAP considera que um aumento significativo de baixas e de ausências têm obrigado ao cancelamento de voos. O sindicato do pessoal de voo disse que a culpa é da TAP que tem os tripulantes a trabalhar a 85 por cento. O sindicato do pessoal de voo acusou a companhia aérea de ter feito reenquadramentos de pessoal de forma unilateral e sem aviso prévio (RTP) 

Autoridades cubanas impediram manifestações pró-democracia



As autoridades cubanas bloquearam a saída de ativistas pró-democracia que se queriam manifestar. Os dirigentes do protesto foram impedidos de abandonar as suas casas. A ditadura comunista impediu as manifestações, alegando que os protestos são organizados pelos Estados Unidos para derrubar o regime. Em julho passado, centenas de pessoas foram detidas pelas autoridades cubanas depois de se terem manifestado nas ruas das principais cidades do país (RTP)

Efeito da pandemia nas contas públicas foi de 5.120 milhões

O efeito direto da pandemia de covid-19 na conta das Administrações Públicas (AP) foi de 5.120 milhões de euros (ME) até setembro, de acordo com cálculos da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO). "Até ao final do terceiro trimestre de 2021 o efeito financeiro direto conhecido das medidas de política covid-19 na conta das Administrações Públicas (AP) portuguesas foi de 5.120 ME", pode ler-se no relatório que analisa a execução orçamental de janeiro a setembro, hoje divulgado.

Segundo os técnicos do parlamento, que dão apoio aos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças (COF), "este é o montante da redução no saldo causado diretamente por todas as operações económicas com registo conhecido". Essas operações são as que têm "reflexo no saldo global (4.612 ME), operações de despesa em ativos financeiros (93 ME), e operações extraorçamentais (despesa líquida de 415 ME)". A UTAO explica que "as medidas classificadas como extraorçamentais têm a sua despesa inteiramente financiada por fundos comunitários e os seus beneficiários são externos ao universo das AP".

"Existe um hiato entre o momento de pagamento da despesa e o da cobrança da receita. Neste período, representam um esforço financeiro para as AP, o que merece ser relevado", afirma a unidade coordenada por Rui Nuno Baleiras. Assim, "o programa Apoiar constitui a medida mais significativa desta categoria, com uma despesa bruta de 970 ME, mas que, líquida da receita cobrada, se reduz para 368 ME, re-presentando 7,2% do total das medidas covid-19".

segunda-feira, novembro 15, 2021

Nota: Sim, Fernando Santos tem renovado a selecção nacional AA


Dei-me ao trabalho - para não ser induzido em erro e porque tenho o "defeito profissional" idiota de apenas trabalhar com base em indicadores oficiais (site da FPF), não em especulação - de fazer uma busca aos últimos 23 jogadores que Fernando Santos levou à fase final do Eurpo-2016 e a lista de convocados para os dois últimos jogos dos AA no grupo de apuramento para a fase final do Mundial 2022. Trata-se de uma forma de ajudar as pessoas a ficarem mais habilitadas a abordar o tema da renovação da selecção. Basicamente entre 2016 e 2022 apenas 11 jogadores fizeram parte das duas listas. E enquanto em 2016 tínhamos na fase final 11 jogadores com 30 ou mais anos, em 2022 esse número foi de apenas 7. Ou seja, ao contrário do que eu próprio pensava a renovação da selecção AA tem sido feita, tímida e paulatinamente mas tem sido feita (LFM)

Quotas: Militantes na Madeira arriscam decidir duelo entre Rio e Rangel



Madeira, Açores, Porto, Braga, Área Metropolitana de Lisboa e Aveiro representam mais de 65% dos "militantes social-democratas ativos" [os que pagaram pelo menos uma quota nos últimos dois anos], mas na hora do voto para a escolha do líder do partido os dois arquipélagos perdem expressão eleitoral - mais os açorianos do que os madeirenses.

A quota de quase 13% de militantes ativos nos Açores cai para pouco mais de 1% com quotas pagas e, por isso, com direito a votar. Na Madeira o tombo é menor: de quase 11,7% para quase 5%. A diferença reflete-se no ranking das distritais com maior peso eleitoral. Os madeirenses assumem a 6.ª posição, enquanto os açorianos caem para o fim da tabela, na 18.ª posição. Traduzido em números, dos 10.792 militantes do PSD/Açores só cerca de 500 podem votar; dos 9754 do PSD/Madeira quase 1700 [há uma expectativa local de que se alcance os 2000] podem "influenciar a escolha nas eleições diretas" de 27 de novembro.

Explicação? "Sempre foi assim nos Açores, desde o tempo de Mota Amaral. Ao contrário do continente, aqui o militante não é suspenso por não pagar quotas, porque não existe essa obrigatoriedade. Nos órgãos regionais do partido, um militante pode eleger ou ser eleito sem precisar de ter quotas em dia. Em tese, o líder do partido poderia ser eleito sem nunca ter pago quotas", explica fonte social-democrata.

sábado, novembro 13, 2021

Mistério no Etna: Cadáver encontrado em gruta pode ser jornalista desaparecido há 50 anos

As autoridades sicilianas estão a investigar o caso e não excluem qualquer hipótes. As autoridades sicilianas, na Itália, encontraram o cadáver de um homem com cerca 50 anos. Os restos mortais estavam numa gruta de difícil acesso, localizada no Monte Etna – o maior vulcão ativo da Europa. A polícia está a investigar se o homem, que terá morrido entre a década de 1970 e 1990, é o jornalista Mauro De Mauro, desaparecido na década de 1970. Os restos mortais foram encontrados na passada terça-feira, durante um exercício de treino realizado pela polícia da Catânia, um município na zona sul do vulcão. Os cães polícias identificaram e seguiram o cheiro, levando os agentes até à gruta. “A área é muito isolada, nós vamos lá periodicamente para fazer os nossos treinos. Foi graças aos cães polícias que os restos mortais foram encontrados”, disse o tenente comandante Massimiliano Pacetto, citado pelo The Guardian. “.

Lufthansa já não deve nada ao Estado alemão

A transportadora aérea pagou esta sexta-feira a última tranche dos empréstimos que Berlim fez durante a crise pandémica. A Lufthansa anunciou esta sexta-feira que pagou a última tranche do empréstimo que o Estado alemão concedeu à companhia aérea em 2020. O governo alemão poderá assim vender a participação de 14% que assumiu na transportadora num prazo que não deverá ultrapassar outubro de 2023.

O pagamento foi feito "muito antes do previsto", assinala a Lufthansa em comunicado, graças à recuperação da atividade durante o ano de 2021 e ao sucesso do aumento de capital conduzido em setembro e outubro deste ano. A liquidação antecipada ao Fundo de Estabilização Económica da Alemanha - que pôs ao dispor da empresa 9 mil milhões de euros, tendo recorrido a 3,8 mil milhões de euros - deve-se "principalmente pelo aumento de procura de viagens aéreas, pela rapidez da reestruturação e transformação do grupo Lufthansa e pela confiança dos mercados de capital na empresa", lê-se no comunicado.

A Lufthansa pagou o empréstimo de mil milhões de euros ao fundo relativo à segunda participação passiva assumida pelo Estado alemão - em que este entrou no capital da empresa mas sem assumir responsabilidades perante outros credores - esta sexta-feira. Já em outubro a transportadora liquidara a primeira participação passiva, num montante de 1,5 mil milhões de euros. E em Fevereiro pagara o crédito de mil milhões de euros ao banco de fomento alemão KfW. "O que significa que todos os empréstimos do Estado alemão e participações passivas, incluindo juros, já foram todos pagos", segundo a empresa (Expresso, texto do jornalista Pedro Carreira Garcia)

Sondagem: PCP caiu, Chega subiu com chumbo do Orçamento



Inquérito mostra impacto imediato da crise. PS ganha e PSD desce — mas com efeitos menos certos do que no PCP e Chega. Avaliação de Costa no ponto mais baixo. A rejeição do Orçamento para 2022 provocou uma mudança clara nas intenções de voto em dois partidos, fazendo descer a CDU em três pontos e originando uma subida do Chega em quatro pontos. Mais ainda: há indicações de um potencial efeito positivo sobre as intenções de voto no PS e de um negativo sobre o PSD. Segundo mostra a sondagem Expresso-SIC, esse efeito poderia atingir os seis pontos a mais no caso do PS, e quatro a menos no do PSD, só que nestes casos as variações “não são suficientemente robustas” ou estatisticamente significativas para dar esse efeito como certo.

Pela primeira vez uma sondagem procurou medir o impacto imediato (ainda que possa ser conjuntural) de uma crise política, precisamente enquanto esta decorria. O inquérito feito pelo ISCTE/ICS propôs-se a isso mesmo: sabendo-se que o PCP anunciou o (decisivo) voto contra no Orçamento para 2022 no dia 25 de outubro, a equipa fez 315 entrevistas presenciais (voto em urna) de 21 a 25 de outubro; e depois 485 entrevistas nos dias 26 de outubro a 1 de novembro. As variáveis das duas subamostras foram controladas em termos de sexo, idade, instrução, rendimento, dimensão da localidade e região de residência dos inquiridos, de forma a que o antes e o depois fosse comparável.

Turismo longe da recuperação



Emprego em máximos e desemprego em mínimos. É este o quadro que os números do Instituto Nacional de Estatística (INE) traçam sobre o mercado de trabalho português no terceiro trimestre. A crise pandémica parece ter ficado para trás. Contudo, há sectores onde a realidade é bem diferente e contam com forte perda de emprego na comparação com 2019. O turismo é um caso emblemático. É o valor mais baixo desde o terceiro trimestre de 2003, excluindo o valor anómalo registado no segundo trimestre de 2020, quando o confinamento severo no país distorceu os dados. Entre julho e setembro deste ano, a taxa de desemprego em Portugal ficou pelos 6,1%, o que compara com 8% no mesmo período de 2020 e com 6,3% no trimestre homólogo de 2019, antes da crise pandémica. Também o número de desempregados — eram 318,7 mil pessoas no terceiro trimestre, segundo o INE — está em queda e ficou já abaixo do período pré-pandemia.

Impostos: Os 24 anos de um Código de (má) Conduta



O Grupo do Código de Conduta era largamente desconhecido do público até 2014, quando os LuxLeaks revelaram os acordos fiscais vantajosos do Luxemburgo com 343 empresas. “Estou farto, farto! 48 horas após a divulgação dos Pandora Papers, o Conselho [Europeu] deixa claro que não pretende alterar nada e apresenta uma lista de paraísos fiscais da qual as Ilhas Virgens não fazem parte. A existência de uma taxa [fiscal] zero é uma vergonha e o que está a acontecer com o Luxemburgo mostra até onde a Europa não quer ir. O Conselho está a fazer de todos nós tolos.” O presidente da Subcomissão dos Assuntos Fiscais do Parlamento Europeu (PE), o holandês Paul Tang, resumiu em apenas um minuto a ira e a impotência do PE face ao escândalo financeiro revelado por mais uma fuga de informação de milhares de documentos.

Tang foi enérgico e dinâmico no plenário do Parlamento, defendendo a necessidade de reformar o Grupo do Código de Conduta, proposta de resolução que foi posteriormente aprovada por larga maioria. O eurodeputado holandês afirmou que as alterações neste grupo fazem “parte da solução” para a resposta insatisfatória da União Europeia face às práticas fiscais que fazem com que os governos europeus percam anualmente entre €160 e €190 mil milhões, uma estimativa conservadora dos impostos que as empresas — sem contar com contribuintes com grandes propriedades — não pagam graças a um planeamento fiscal agressivo.

PS passou a votar mais com a direita. Viragem começou em 2018

Dados confirmam: o PS aproximou-se do PSD. Bloco central à vista? Esquerda tem narrativa montada. Foram mais de 10 mil as votações dos partidos na Assembleia da República (AR) ao longo de seis anos, desde as grandes questões estruturais, como privatizações ou o acesso ao subsídio de desemprego, às menores, da gestão corrente. Será que, como alegam os antigos parceiros de ‘geringonça’, nesta legislatura interrompida a meio, o voto do PS andou ao lado da direita?

Não foi para responder a essa pergunta que Frederico Muñoz usou a ciência de dados e funções matemáticas para esquematizar os votos dos partidos. “Comecei a fazer porque me interessa a data science, por um lado, e porque não sou politicamente indiferente, sigo a discussão. E houve uma discussão.” Na altura, era sobre a entrada de três novos partidos na AR (Chega, Iniciativa Liberal e Livre) e sobre onde se sentariam os respetivos deputados. Frederico Muñoz, que trabalhava na IBM Portugal e hoje está no SAS Institute, empresa de tratamento de dados e inteligência artificial, começou a agrupar os dados abertos, disponíveis no site do Parlamento, para “publicar uma coisa com o mínimo de utilidade”. Das várias formas de usar o tempo de férias, Muñoz escolheu esta.

Expresso: 5 gráficos para se perceber o estado da Educação



Mudanças estão previstas em caso de doença do próprio ou para apoio a familiares a cargo. Ano após ano, são cada vez mais os professores vinculados a uma escola ou a um quadro de zona pedagógica que pedem para mudar para outro estabelecimento de ensino, noutra região, por motivos de saúde, como uma doença incapacitante do próprio que requeira tratamento médico noutro local ou ainda para apoio a um familiar direto que tenham a cargo. Só nos últimos cinco anos, o número duplicou, passando de 4400 pedidos de mobilidade por doença aceites para quase 9000 no presente ano letivo.

O problema é que estes milhares de saídas anuais fazem-se sobretudo num sentido — de escolas de Grande Lisboa para todo a zona Norte do país — libertando assim horários por preencher numa região onde já existem as maiores dificuldades de substituição.

Número de reformas sempre a subir


Estimativas apontam para a aposentação até 2030 de mais de metade dos professores que estão hoje nos quadros. 
Desde 2016 que o número de professores que se reformam anualmente está a subir, tendo-se fixado este ano nas 2000 aposentações. E a estrutura etária da classe docente indica que assim vai continuar nos próximos anos.

O estudo mais recente data de 2019 e foi feito pelo Conselho Nacional de Educação. Nele se calculava que dos 90 mil professores nos quadros que a 1 de setembro de 2019 tinham 45 ou mais anos, 58% iriam reformar-se até 2030, ou seja, mais de 50 mil ao longo de apenas uma década. Neste momento, já é possível constatar que as projeções feitas então para 2020 e 2021 estavam acima da realidade. Mas mesmo que os números não se confirmem tal e qual, a saída do sistema de uma percentagem enorme de docentes é inevitável, obrigando a que se formem mais diplomados em ensino.

Banif: intervenção do Banco de Portugal validada por tribunal superior



Ainda há possibilidade de recurso, mas o caso pode ditar jurisprudência para outros processos envolvendo o Banif. A intervenção do Banco de Portugal no Banif, quando decidiu, em dezembro de 2015, aplicar uma medida de resolução com venda de ativos ao Santander, voltou a ser declarada legal e constitucional. Esta é uma decisão de segunda instância sobre processos colocados por lesados e no supervisor acredita-se que poderá servir de jurisprudência para casos idênticos e, assim, evitar eventuais pagamentos de indemnização.

A sentença foi do Tribunal Central Administrativo Sul, a 4 de novembro, ​​e rejeitou o recurso que tinha sido apresentado por um conjunto de sete clientes e investidores do Banif que perderam dinheiro com a resolução, indo no mesmo sentido da decisão de primeira instância, o Tribunal do Funchal, em janeiro passado. O objetivo destes processos — vários que foram agregados — era impugnar as deliberações do Banco de Portugal a declarar o fim do Banif.

Jornais e revistas “em risco” de subir preços por causa do custo do papel

Energia, logística e menor produção têm agravado os preços do papel na Europa. Empresas tentam gerir reservas, que duram apenas alguns meses. A Intergraf, federação das associações do sector da imprensa escrita e digital na Europa, alertou, no final de outubro, de que há fornecedores de papel a exigir o pagamento de uma sobretaxa devido ao aumento dos custos da energia, das matérias-primas e das cadeias de abastecimento. Muitas gráficas temem não conseguir absorver o aumento dos custos e no fim da cadeia está, entre outras atividades, a imprensa escrita, que poderá ter de aumentar preços se o custo do papel se mantiver elevado. Portugal vive uma “situação muito frágil, porque somos totalmente dependentes da importação de papel de jornal e revistas”, refere João Palmeiro, presidente da Associação Portuguesa de Imprensa.

Tal deve-se ao facto de não termos mercado para produção própria. Portugal consome entre 80 mil e 90 mil toneladas de papel de jornal por ano. Em Espanha, o consumo é de 250 mil toneladas anuais. E uma “máquina pequena” de produção de papel de jornal produz 300 mil toneladas, esclarece.

Além do encarecimento da energia e da logística, a decisão de algumas fábricas de deixarem de produzir papel de jornal e revista para produzir cartão — estimuladas pelo aumento do comércio eletrónico e do fim do uso do plástico — tem contribuído para esta situação. “Algumas publicações têm papel até março ou abril do ano que vem”, diz Palmeiro, o que pode limitar eventuais subidas. Mas acrescenta: “É um risco efetivo, depende da capacidade de cada editor de poder encontrar formas de encaixar novos custos.” O que poderia passar pela redução do número de páginas das publicações, “um risco para o pluralismo e diversidade”, e “uma menor capacidade de absorver publicidade” (Expresso, texto do jornalista PEDRO CARREIRA GARCIA)

Expresso: Como funciona o AUTOvoucher?

Os contribuintes registados no IVAucher já podem usufruir de €5 por mês de desconto em combustíveis com o AUTOvoucher

1 - O que é o AUTOvoucher?

É um programa de descontos criados pelo Governo para mitigar o atual contexto extraordinário de aumento do preço dos combustíveis. O contribuinte recebe um desconto de 10 cêntimos por litro, até um máximo de 50 litros por mês. O valor (€5) é recebido logo na primeira vez que abastecer o carro, independentemente dos litros que abastecer. No limite, pode nunca chegar a abastecer 50 litros por mês que receberá ainda assim os €5. Além da gasolina, também outros produtos, como tabaco, bebidas ou jornais (desde que comprados nos postos de combustível) estão abrangidos por este programa.

2 - Como aceder aos descontos?

É necessário aderir à plataforma IVAucher e fornecer o número de contribuinte (NIF), como um milhão de contribuintes já fizeram. Para beneficiar do reembolso é preciso pagar as despesas através de um cartão multibanco associado ao seu NIF (dinheiro ou cartão refeição não servem) e é necessário que o seu banco seja aderente, pois só assim receberá o valor do desconto na sua conta. Isto porque o desconto não é imediato, mas sim em formato de devolução. É também necessário que a bomba de gasolina seja aderente. Os bancos e postos de combustível aderentes podem ser consultados no site do IVAucher.

3 - Quando começa e acaba o AUTOvoucher?

O AUTOvoucher começou na quarta-feira, 10 de novembro, e termina em março de 2022. Ou seja, no total, os contribuintes vão receber €25 pelos cinco meses de duração do programa.

4 -Há mais algum apoio?

Os táxis e autocarros vão ser apoiados em 10 cêntimos por litro, o equivalente, no período de apoio (que dura cinco meses), a €190 por cada táxi licenciado (assumindo um consumo de 380 litros por mês) e em €1050 por cada veículo pesado de transporte público de passageiros (para consumos de 2100 litros de combustível por mês). A medida também estará em vigor até março do próximo ano. O Conselho de Ministros aprovou também uma proposta de lei que garante a redução em 50% do Imposto Único de Circulação para o transporte rodoviário de mercadorias por conta de outrem e a prorrogação da majoração em 20% dos custos com combustíveis em sede de Imposto de Rendimento das Pessoas Coletivas para a generalidade do sector dos transportes rodoviários. Porém, estas duas medidas ainda serão debatidas no Parlamento (Expresso, texto da jornalista RITA ROBALO ROSA)

Impostos: Assim fabrica a UE uma transparência à medida



A atividade do Grupo do Código de Conduta é confidencial e o acesso público aos documentos está bloqueado. Quando o eurodeputado alemão Sven Giegold obteve autorização para ler as atas das reuniões do Grupo do Código de Conduta, o órgão encarregado de impedir os governos de violarem a concorrência leal na União Europeia, aprovando regimes fiscais abusivos, foi colocado num gabinete blindado depois de lhe tirarem o seu telemóvel. E, quando saiu, apreenderam o caderno onde tinha tirado apontamentos. Os possíveis, uma vez que boa parte dos documentos colocados em cima da mesa estavam rasurados.

Não acontece apenas com este grupo, uma vez que o Conselho Europeu tem um protocolo de acesso a todas as informações classificadas como confidenciais que inclui as medidas aplicadas ao eurodeputado dos Verdes. Mas o zelo para com Giegold é paradoxalmente revelador da opacidade com que o Grupo do Código de Conduta tem trabalhado nos 24 anos de existência. A sua atividade é confidencial como parte da sua própria natureza: é um órgão diplomático, não executivo. Pelo menos, é essa a razão dada tanto pela Comissão Europeia, que realiza os trabalhos preparatórios e fornece os conselhos técnicos necessários, como pelo Conselho, que o criou em 1997, para manter os assuntos e decisões do grupo longe da opinião pública e até do Parlamento Europeu.

Impostos: Portugal, um peixe amedrontado pelos grandes tubarões europeus (onde se fala da Madeira)

Desde a criação do Código de Conduta, Portugal perdeu os serviços financeiros na Madeira e pouco mais, Portugal praticamente não aparece referenciado nos documentos internos produzidos ao longo dos anos pelo Grupo do Código de Conduta. E a ausência de informação não é surpreendente. Oriunda de um país pequeno, aspirante a boa aluna, a representação portuguesa tem sido discreta, quando não silenciosa, e maioritariamente conformada com a supremacia dos grandes tubarões. Tendo uma tradição mais alinhada com a harmonização das regras fiscais do que propriamente com a concorrência mais agressiva, também não esteve muitas vezes na berlinda. No espaço de duas décadas, só tivemos de recuar em dois regimes: os benefícios fiscais aos serviços financeiros na Zona Franca da Madeira e o chamado patent-box.

O Grupo do Código de Conduta foi criado no final da década de 1990 como um braço europeu para coordenar uma estratégia contra a concorrência prejudicial na área fiscal. Contudo, nasceu logo com algumas entorses. Desde logo, não tem força vinculativa — o que não quer dizer que não tenha poder. Depois, só se debruça sobre a tributação das empresas, deixando de fora impostos como o IRS ou o IVA, onde também há concorrência fiscal prejudicial. Depois ainda, dentro da tributação das empresas, só admite como prejudiciais as medidas que sejam concorrenciais dentro do próprio Estado-membro (deixando de fora concorrência desleal entre Estados).

sexta-feira, novembro 12, 2021

A realidade que alguns escondem por conveniência....




Este quadro é importante porque apesar das vitórias isoladas do PSD, sozinho ou coligado, nalgumas Câmaras Municipais urbanas, a vitória foi do PS na esmagadora maioria dos distritos e regiões autónomas. Ora os mandatos dos deputados são obtidos por círculos isolados e considerando o universo eleitoral dos partidos em cada distrito e região autónoma. Tomando como exemplo - indevidamente por que não podemos, se queremos ser sérios e não enganar as pessoas, comparar eleições diferentes, uma desonestidade lamentável que os políticos mais responsáveis nem se deviam atrever a fazer - o que se passou nas autárquicas de Setembro deste ano, o cenário foi este em termos de quem venceu cada um dos distritos e regiões autónomas. O PSD-CDS nem nos Açores venceram apesar de terem afastado o PS-A do governo. Sintomático! O quadro mostra que em 20 círculos eleitorais (excluindo os dois da emigração) o PS nas Autárquicas de 2022 venceu em 17, contra apenas 3 do PSD) e nas legislativas de 2019 foi o mais votado em 15 contra 5 do PSD. Outra curiosidade: em 2011 o PSD sozinho foi o mais votado em 17 círculos nacionais, incluindo nos Açores! Em 2015  coligação PSD-CDS foi mais votada em apenas 12 mais o PSD na Madeira. Alguns iluminados que por aí andam não se esqueçam disto... (LFM)

Legislativas na RAM: como foram eleitos os deputados em 2019 e projecções especulativas que alguns fazem

Legislativas: o que fizeram PSD e CDS em termos de coligações


Legislativas na Madeira: os resultados do PSD e do CDS sempre separados

Reparem que entre 2011 e 2019 enquanto o CDS perdeu mais de 11 mil votos na RAM, nas legislativas nacionais, o PSD-M perdeu mais de 20 mil votos. O problema - que escondem, é esse - não são coligações que lhes fazem falta, são votos, concretamente menos 31 mil votos em 8 anos...

Legislativas: quais foram os deputados eleitos pela RAM desde 1976

Comentários para quê? Acham que em 2022 alguma coisa vai mudar? Duvido. Um feito histórico: o único deputado que o Bloco elegeu na RAM foi em 2015 na ressaca de quatro anos de "passismo"-"portismo" de má memória. Como é que depois disto PSD e C DS achavam que tinham o direito de governar em minoria?! Era o que faltava. Cinco anos depois vingaram-se nos Açores e escorraçou o PS-A do poder apesar de ter ganho as eleições. PSD e CDS nunca mais abriram a fossa para falarem da geringonça liderada pelo PS, em 2015 em São Bento. Pudera, fizeram o mesmo, cada qual com o seu extremismo de estimação...

Legislativas: evolução eleitoral do PSD e do CDS a nivel nacional


Este quadro mostra a evolução do PSD e do CDS em termos nacionais, nas eleições para a Assembleia da República, sendo mais do que evidente que PSD e CDS estão a perder votos e o principal problema deles é esse. Aliás vejam bem o que sucedeu desde 2015, depois dos tempos do passismo de má memória... O problema do PSD e do CDS é que, juntos, perderam 1,2 milhões de votos entre 2011 e 2019 nas legislativas. Coligações?! Valem zero!

Nota: o medo que ignora a auto-flagelação eleitoral do PSD e do CDS...

Nestas legislativas nacionais, tanto o PSD-M como o CDS-M - e provavelmente os dois partidos nacionais - cometem um grave erro grave, ao formalizarem coligações pré-eleitorais, esvaziando o espaço dos eleitores que recusam votar nos dois partidos coligados.

Eu explico e julgo que as pessoas facilmente entendem o que quero dizer e dar-me-ão razão, até porque ninguém acredita que num país em crise social, política e económica como o nosso e onde os políticos nunca estiveram tão por baixo, o voto útil funcione a favor seja de quem for. Nem na esquerda, muito menos na direita.

Por que digo isto?

É sabido que uma importante mancha do chamado eleitorado flutuante - que vota sem compromissos decidindo em função de factos e de decisões tardias, muitas vezes tomadas à boca das urnas - acha que o PSD de Rio é algo "pró-socialista", ou seja, demasiado colado à esquerda, ao PS e a Costa.

Por isso não votam útil no PSD, antes faziam uma inflexão e acabavam por beneficiar o CDS que durante muito tempo, na RAM e no País, beneficiou desse voto útil em eleições legislativas nacionais. Sucede que com uma coligação à direita - que não existe à esquerda - quem não quer votar no PSD ou mesmo no CDS, fica com que alternativas? Votar no Chega ou na Iniciativa Liberal? E depois PSD e CDS lamentam-se que estes dois partidos lhes andam a "roubar" votos quando na realidade são eles que facilitam isso esvaziando a sua área eleitoral. Isto vem nos livros, não é uma coisa do outro mundo. É assim, uma realidade fatual.

O que ajuda o PSD e o CDS é que tanto o Chega como a IL em muitas regiões, incluindo na RAM, parecem ser partidos sem rua, porque vivem algo acomodados, dependentes da intriga nas redes sociais e do aproveitamento feito do espaço mediático quer lhes dão ou conquistam. Quando isso mudar pior será para PSD e CDS. Em Espanha o PP passou (passa) por isso e tem o extremista Vox a cerca de 3 ou 4% de distância! (LFM)

Legislativas: como foram eleitos os deputados em 2019

 

Este quadro mostra como foram eleitos os actuais 230 deputados ainda em funções na Assembleia da República. Não tenhamos ilusões: neste contexto da política nacional, os deputados da RAM nada significam, politicamente falando. 
A 30 de Janeiro vamos eleger uma AREP a pensar no quadro parlamentar pós-eleitoral e nos cenários subjacentes ao futuro governo de Portugal e não em deputados da Madeira ou de qualquer outra região.
Considero que as coligações pré-eleitorais para eleições legislativas nacionais, e que no caso da Madeira são uma novidade, uma desnecessidade, se quiserem um embuste que esconde o receio de obterem resultados negativos, sobretudo o CDS que em meu entender é o partido que corre mais riscos como o mostram as sondagens.
Repito, estou a falar de eleições legislativas nacionais, não de autárquicas porque nestas o perfil dos candidatos e o facto de estarem no poder são itens que funcionam como uma mais-valia em qualquer corrida eleitoral, propiciando uma ideia errada da realidade eleitoral numa freguesia ou num concelho. Sem cair no erro de generalizar e afirmar que esses itens, por si só sejam garantia de sucesso nas urnas (LFM)

quinta-feira, novembro 11, 2021

Legislativas: os resultados das únicas coligações nacionais com PSD e CDS


Este quadro mostra as únicas coligações pré-eleitorais envolvendo PSD e CDS. Para além da AD dos anos 79 e 80, protagonizada por políticos de uma dimensão que hoje já não existe, resta a de 2015 que apesar de ter sido mais votada foi escorraçada do poder pela geringonça de esquerda com maioria absoluta dos deputados eleitos. O problema como verificamos é que PSD e CDS, hoje cada vez mais enfraquecidos, estão cada vez mais a ter menos votos. E o que me espanta é este absurdo idiota de quererem pintar "quadros" idiotas e sonharem com coligações ou acordos políticos com os eleitos de partidos - casos da IL, do Chega ou da Aliança - todos eles saídos do PSD de Rio. Patético

Alberto João Jardim: Rangel é instável e apoia-se na maçonaria e nos "homens de Passos Coelho"



O histórico social-democrata e antigo líder madeirense lançou ontem à noite fortes críticas a Paulo Rangel, dizendo não compreender o porque de querer lançar o partido numa luta eleitoral em vésperas de legislativas antecipadas. "[Paulo Rangel] É um homem instável. Eu apoiei o Dr. Rangel quando ele era contra essa gente do Passos Coelho. Depois estive com Rangel no apoio ao Dr. Rui Rio, e agora vejo o Dr. Rangel com uma série de lobbies atrás dele, a começar pela maçonaria e com os homens do Dr. Passos Coelho, que foi aquele governo do genocídio social, que tinha a originalidade de querer endireitar as finanças através da derrocada da economia. Foi a primeira vez que eu vi uma coisa dessas", afirmou Jardim em entrevista à RTP3.

Nota: por mim, façam a trampa que entenderem

Quanto defendo que PSD e CDS devem concorrer sozinhos faço-o, para alem de questões ideológicas de princípio, por achar que em eleições de círculo único como são as legislativas (e deputados) ou as europeias (pior ainda) há que haver um leque variável de opções eleitorais. Uma advertência: as pessoas não devem confundir, eu não confundo, coligações pré-eleitorais que escondem tanta coisa (incluindo o medo do enxovalho de uma derrota)  com coligações pós-eleitorais quando está em causa o poder e apenas o poder. São cosias diferentes. E sobre isso, tal como valeu na geringonça em 2015 em Lisboa, também valeu na "salada russa" açoriana em 2020. Uma coisa é certa: tal como reconheço legitimidade aos eleitores do PSD e do CDS em não votarem numa coligação pré-eleitoral condenada ao fracasso (no caso das legislativas nacionais, é delas que falo por que das regionais nem quero ainda pensar nesse desastre), como lhes reconheço o direito a reclamarem a demissão dos líderes que envolveram os seus partidos numa negociata falhada apostada apenas no poder.

Uma nota final: por mim façam a trampa que entenderem. Não me aquece nem me arrefere. Já não, infelizmente. Eu sempre acreditei - mais recentemente deixei de acreditar - que uma pessoa tinha sempre um partido que que o seu, diferente dos demais, que lutava pelos seus meios, mostrando o que vale, um partido que nas urnas, ou se votava nele ou abstínhamo-nos de votar. Hoje as alternativas são muitas - lamentavelmente todas saídas do PSD e que na versão original foram todas lideradas por figuras ex-PSD... - e tenho para mim, cada vez mais, que a Iniciativa Liberal - que tanto incomoda as lideranças do PSD e do CDS, sobretudo deste - caso levasse a política a sério, no terreno, na estrutura interna, no funcionamento, na comunicação, na política levada para o terreno ao encontro das pessoas, abandonando a lógica comodista da política de sofá ou virada para o espaço mediático ou as redes sociais que náo dão votos (as autárquicas no Funchal e em Lisboa mostraram isso há pouco tempo) a coisa ficaria bem mais ameaçadora para PSD e CDS. Incluindo na Madeira. Portanto, sejam felizes, casem-se, descasem-se, vão para a cama, ponham os cornos uns aos outros, namorem à janela ou à luz da vela em locais elitistas ou "brasonados". Não me aquece nem me arrefece nada. Mas não sejam mentirosos, não enganem as pessoas, não distorçam, não manipulem, tenham um pingo de vergonha na cara, respeitem e dignifiquem a política e a inteligência e a liberdade das pessoas, dos eleitores, dos cidadãos em geral. E deixem de andar a vender notícias para a comunicação social (foram muitos anos de experiência no esgoto no passado recente, a denegrir pessoas, não foi?) a branquear intenções ou a vender teses falsificadas (LFM)

Nota: o embuste eleitoral a pensar em 2023

Pensemos bem, no seguinte: se aquela mancha de eleitores sem envolvimento partidário nem fidelidade de voto, que não vota em Rui Rio e no PSD, por estarem mais à sua direita, e que em situações normais acabam ou por votar no CDS ou aumentar a abstenção, o que é que farão se PSD e CDS se diluírem um no outro (não seria melhor se fundirem em vez de andarem a protagonizar uma triste palhaçada à moda do PCP e dos Verdes que nunca concorreram a uma eleição que fosse?)? Não lhes resta mais que votar ou no Iniciativa Liberal ou no Chega. Ou aumentarem a desprestigiante abstenção. E depois qual é a autoridade moral e política do PSD e CDS para se queixarem-se  ou se lamentarem? Que raio de hipocrisia é esta se são eles, por via de coligações pré-eleitorais espúrias e condenadas ao fracasso, que desviam eleitores do seu espaço político para o terreno daqueles dois pequenos partidos?! Acresce ainda os eleitores naturais do PSD ou do CDS - eu sou um deles - que recusam votar em coligações dessa natureza, pelo que há sempre uma perda de votos num eleitorado que tradicionalmente seria deles. E finalmente, é criminoso, desonesto, manipulador e revelador do caracter rafeiro dos políticos que a isso recorrem - e são eles que sugerem aos meios de comunicação uma abordagem com base na treta que eles defendem - confundir resultados eleitorais com eleições legislativas nacionais. Já agora nessas contas do "tudo ao monte" não se esqueçam na Madeira de meter nas matemáticas de primeira classe os independente da Ribeira Brava. É que com eles até podem eleger 7 ou 8 deputados numa região que apenas tem 6 mandatos em Belém... (LFM)

Nota: a desonestidade do vale tudo

Rui Rio - que nunca ganhou uma eleição nacional para o PSD (apenas viu o PSD aguentar-se em 2019 na Madeira sem maioria absoluta quando muitos até perspectivavam o descalabro de uma derrota) - acha que é desta que ganha. Bom proveito lhe faça. Rangel diz o mesmo apoiando-se na manipulação de uma na máquina passista que em 2010 garantiu o assalto ao poder no PSD para que uma corja de bandalhos oportunistas mais depressa chegasse ao poder em Portugal deixando o legado que em 2015 os portugueses enterraram de vez. O culpado da geringonça em Lisboa foi Passos Coelho (e Portas), não foi Costa e seus parceiros de "dança". Que isso fique claro.
Vem este apontamento a propósito do absurdo de Rio - mais um - de garantir que está disposto a negociar à direita ou à esquerda, num cenário de vitória social-democrata sem maioria, mas excluindo o Chega. Desde logo Rio não ganhou coisa nenhuma para andar a vender essas histórias tontas. Depois rejeitou um entendimento com o Chega que na óptica de Rio não se moderou - mas agora é o PSD quem dá ordens ao Chega?! - o mesmo Chega de Ventura que disse que só apoia um governo liderado pelo PSD se nele tiver vários ministros! O absurdo de Rio e esta desonestidade mentirosa e oportunista do líder do PSD resulta desta contradição, por um lado recusando, e bem, a extrema-direita num governo em Lisboa, mas por outro apadrinhando e apoiando, e mal, a solução parlamentar nos Açores que ditou uma geringonça de direita, numa miserável "salada russa" que apenas uniu vários partidos por causa do perfume do poder e dos lugares e que está longe de garantir a certeza do cumprimento de uma Legislatura regional. Ou seja, o Chega que Rio recusa para Lisboa porque não se moderou não é o mesmo Chega que apoia o governo liderado pelo PSD nos Açores? Mas querem enganar quem? (LFM)

quarta-feira, novembro 10, 2021

Financiamento da RTP sem solução à vista

Governo queria ter o contrato de concessão da estação televisiva assinado nesta altura. Chumbo do OE e divergências entre ministérios baralham os planos O ditado popular “o que nasce torto tarde ou nunca se endireita” poderá ajustar-se que nem uma luva ao financiamento do canal público de televisão. O chumbo do Orçamento do Estado para 2022 e a consequente queda do Governo deixam o problema sem solução à vista. Cai a proposta avançada pelo Governo no OE, que não será recuperada em outro modelo, e continua em aberto o reforço financeiro da RTP, porque o tema não é pacífico dentro do Governo.

A questão de fundo remonta à divergência original entre os Ministérios da Cultura e das Finanças quanto ao modelo de financiamento do canal público de televisão. Na Cultura defendia-se o reforço da Contribuição para o Audiovisual (CAV); nas Finanças optou-se pelo aumento da taxa paga pelos operadores de serviços de televisão por assinatura (Altice, Vodafone, NOS e Nowo), que contou com forte oposição destes.

Covid-19: Mais de metade das mortes acontecem em pessoas vacinadas

Os vacinados respondem por mais de metade das mortes por Covid-19, a conclusão é do último relatório das linhas vermelhas, divulgado pela Direção Geral da Saúde (DGS). Segundo o documento, em setembro, 58% das mortes por Covid-19 foram registadas em pessoas com as duas doses da vacina, totalizando cerca de 126. Seguem-se 30% em pessoas não imunizadas e 6% com vacinação incompleta.

Ainda assim, os especialistas que elaboram o documento sublinham que “o risco de morte, que é medido através da letalidade por estado vacinal, é duas a quatro vezes menor nas pessoas com vacinação completa do que nas pessoas não vacinadas, de acordo com os dados de agosto”. Para além disso, “entre as pessoas infetadas, 774 pessoas (1,8%) foram internadas com diagnóstico principal de COVID-19 e 215 pessoas foram internadas com diagnóstico secundário de COVID-19. Mais de metade (54%) das pessoas internadas com diagnóstico principal de COVID-19 tinham mais de 80 anos”. “Entre os 43 751 casos de infeção por SARS-CoV-2 em pessoas com esquema vacinal completo contra a COVID-19 há mais de 14 dias, registaram-se 467 óbitos por COVID-19 (1,1%), dos quais 345 óbitos (73,9%) em pessoas com mais de 80 anos”, lê-se (Multinews texto da jornalista Simone Silva)

ERSE: Portugal tem a 5.ª gasolina mais cara da UE. Impostos valem quase 60%



A ERSE-Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos publicou o Boletim Preços UE-27 dos Combustíveis relativo ao terceiro trimestre de 2021. No que diz respeito à gasolina 95 simples, o Preço Médio de Venda (PMV) sem impostos da nos 27 estados-membros da União Europeia aumentou 5,4 cêntimos por litro do segundo para o terceiro trimestre.

Portugal praticou um preço médio de venda sem impostos mais baixo do que em Espanha. “A carga fiscal aplicada em Portugal (59%) justificou a menor competitividade dos preços no contexto da Península Ibérica”, informa a entidade reguladora em comunicado. Os preços praticados no nosso país são mais elevados do que a média europeia, situando-se na 5.ª posição dos países com preços mais altos.

“Uma cacetada na imunidade de grupo”: estudo mostra que vacinados transmitem a covid-19 tanto como os não vacinados, mas por menos tempo

Novo estudo concluiu que carga viral é igual entre vacinados e não vacinados - quem recebeu a vacina fica é contagioso durante menos tempo. “Mantém-se necessidade de manter algum cuidado, mesmo com pessoas vacinadas”, alerta Paulo Paixão. O virologista prevê ainda um aumento de casos no inverno, mas com uma mortalidade muito inferior à do ano passado, e aborda outras questões em aberto relativamente ao SARS-COV-2 A vacinação não reduz o risco de transmissão da variante Delta da SARS-COV-2, a estirpe predominante do vírus responsável pela covid-19. Uma pessoa vacinada tem, no pico da infeção, uma carga viral semelhante ao de uma pessoa que não tenha recebido a vacina. Contudo, esta diminui mais rapidamente fazendo com que a pessoa seja contagiosa durante menos tempo. A conclusão é de um novo estudo divulgado no final da semana passada pela revista científica The Lancet". Durante um ano, os investigadores monitorizaram 621 pessoas no Reino Unido.

A investigação conclui que embora a probabilidade de os infetados transmitirem a doença a terceiros seja semelhante entre vacinados e não vacinados (25% e 23%, respetivamente), a inoculação tem um impacto significativo na probabilidade de contrair o vírus. Em contexto doméstico, apenas 25% dos contactos vacinados foram infetados face a 38% dos não vacinados.

Covid-19: Pacientes vacinados estão a morrer devido à redução da imunidade, alerta especialista

Os pacientes mais vulneráveis ​​e idosos, que já foram vacinados contra a Covid-19, estão a morrer da doença, devido à redução da imunidade e da consequente eficácia das vacinas. O alerta foi dado por um especialista britânico à ‘BBC’. Sabe-se que os efeitos das vacinas contra o coronavírus diminuem cerca de cinco ou seis meses após a segunda dose, conforme descoberto em vários estudos durante a pandemia. Embora a maioria das pessoas que morrem com Covid-19 não estejam vacinadas, relatórios sugerem especial preocupação com internamentos e mortes em pessoas duplamente vacinadas, que aumentaram devido ao declínio da imunidade. Susan Hopkins, principal consultora médica da ‘Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido’, disse que se verificam mortes nos idosos, porque cerca de 5% não foram vacinados.

“Ainda estamos a registar mortes principalmente na população não vacinada, mas cada vez mais, por causa dos efeitos de diminuição do sistema imunológico, há também mortes no grupo vacinado”, sublinhou. A responsável acrescentou que a maioria das mortes acontece nas faixas etárias mais velhas, particularmente na faixa etária acima dos 70 anos, e também entre os clinicamente/extremamente vulneráveis ​​e naqueles com condições médicas subjacentes.

TAP com paz social sob ameaça

 A tempestade na TAP está longe de estar ultrapassada — a companhia aguarda expectante a aprovação do plano de reestruturação por Bruxelas, ainda em fase de investigação aprofundada — numa altura em que a paz social na transportadora pode estar sob ameaça. Os sinais de agitação entre os trabalhadores vão crescendo, nomeadamente entre os pilotos e os tripulantes. Na próxima segunda-feira arranca uma concorrida eleição para o Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC). Há três listas a eleições: A, F e R. A primeira propõe para presidente da direção David Paes, um antigo presidente do sindicato. Na lista F a presidência será de Tiago Faria Lopes, candidato do Chega por Cascais nas eleições autárquicas. A R é uma lista de continuidade e propõe para presidente António Costa Ramalho, ex-presidente da mesa da Assembleia Geral da última direção.

A expectativa face ao resultado é grande, nomeadamente em relação ao perfil da próxima direção — se será mais apaziguador ou mais reivindicativo? Uma questão relevante, uma vez que se trata de uma classe conhecida pelo seu poder para parar a companhia, e onde há neste momento um grande descontentamento com o acordo de emergência assinado em 2020 e os cortes de 50% na remuneração — com uma parte dos pilotos a recusar-se fazer horas extraordinárias. Uma recusa que tem estado, aliás, a condicionar as ofertas de voos da TAP, especialmente para os destinos e nas datas em que há mais procura. A TAP não obstante nega quaisquer constrangimentos por falta de pilotos ou tripulantes. “Os horários são construídos com base na resposta às necessidades dos mercados e na utilização eficiente dos nossos bens. Não há problemas de mão de obra”, assegura fonte oficial.

Universidades: Covilhã é a cidade mais barata para estudar



Dos mais de 49 mil estudantes colocados na universidade na primeira fase de acesso ao ensino superior deste ano, mais de 22 mil entraram em Lisboa e no Porto. Estas cidades têm mais estudantes, mas serão mais acessíveis quando toca a pagar as contas? Lisboa é, de longe, a mais cara. Já o Porto batalha no segundo lugar com Faro. Por outro lado, a famosa ‘cidade dos estudantes’, Coimbra, é das mais baratas para se viver, de acordo com a análise feita pelo Expresso. Mas é na Covilhã que se verificam os custos mais baixos. Há nove cidades portuguesas que têm universidades públicas (excetuando o ensino politécnico): Faro, Évora, Lisboa, Coimbra, Aveiro, Covilhã, Porto, Braga e Vila Real. O Expresso analisou, em cada uma delas, diversas variáveis que compõem o custo de vida de um estudante, desde as propinas ao quarto, passando pelo passe nos transportes públicos e pelas refeições na cantina. Coimbra, conhecida por ser a ‘cidade dos estudantes’, com a sua universidade quase milenar, é uma das mais acessíveis à carteira de um estudante — ou dos seus pais.

DAS PROPINAS AOS TRANSPORTES, A FATURA AUMENTA

Nas propinas não há que enganar, pois o valor fixado pelo Governo é igual para todas as universidades públicas: €697 ao ano, o que dá €69,7 por mês (tendo em conta os 10 meses que compõem o ano letivo), caso seja esse o método de pagamento do aluno.

Portugal está a transformar-se num país de salários mínimos, segundo um estudo

A remuneração média nacional aumentará 10,1% entre 2015 e 2022, ao mesmo tempo que o salário mínimo subirá 39,6%, fazendo com que Portugal se transforme "num país de salários mínimos", conclui o economista Eugénio Rosa. Entre 2015 e 2022, segundo dados do Ministério do Trabalho citados no estudo do economista hoje divulgado, o salário médio aumentará 96 euros, para 1.048 euros, enquanto o salário mínimo nacional subirá 200 euros, para 705 euros (segundo a intenção manifestada pelo Governo). A “distorção salarial”, como lhe chama o economista, está a determinar que o salário mínimo nacional (atualmente de 665 euros) represente uma proporção cada vez maior do salário médio, tendo já atingido 67,3% da remuneração média.

“Este facto está a transformar Portugal num país de salários mínimos, pois um número cada vez maior de trabalhadores recebe apenas aquele salário”, afirma o economista consultor da CGTP. Segundo Eugénio Rosa, “tem-se assistido nos últimos anos a uma grande preocupação política em aumentar o salário mínimo nacional, descurando a atualização dos salários dos trabalhadores mais qualificados, o que está a provocar fortes distorções salariais no país e a transformar Portugal num país em que cada vez mais trabalhadores recebem apenas o salário mínimo ou uma remuneração muito próxima”.

domingo, novembro 07, 2021

Sondagem: Rio com vantagem sobre Rangel no braço de ferro pelo PSD




Presidente do partido fica à frente do incumbente em todos os parâmetros avaliados. Quando se isola, o resultado dos que votam nos sociais-democratas, a vitória é ainda mais robusta. Rui Rio é o candidato mais bem colocado nas eleições pela liderança do PSD, de acordo com uma sondagem da Aximage para o JN, DN e TSF. Num frente a frente com Paulo Rangel, vence em todos os capítulos. Quando se pergunta aos portugueses quem será o vencedor das diretas, que ontem estiveram em debate no Conselho Nacional (ler página 10), o líder atual deixa o incumbente a 11 pontos percentuais. Se a análise afunilar para os eleitores sociais-democratas, a vantagem alarga-se para os 23 pontos. A vitória é apenas virtual (a sondagem não antecipa como votarão os militantes). Mas não deixa de ser convincente. E demonstra, pelo menos, que, a cerca de um mês das diretas em que será eleito o líder do partido e candidato a primeiro-ministro, é Rio quem está em vantagem, seja entre a opinião pública nacional, seja entre os que admitem votar no PSD nas eleições de 30 de janeiro. Aliás, a vantagem de Rio sobre Rangel é bastante maior quando está apenas em causa o segmento de eleitores sociais-democratas. E é assim em todos os parâmetros avaliados nesta sondagem.

Um PSD cheio de truques mas a caminho da normalidade

I.

Estou absolutamente convencido que a proposta de Rio para alargar a participação nas directas a todos os militantes, mesmo os que há dois anos não pagam quotas, foi uma rasteira deliberada urdida por aquela corte de desconhecidos que rodeia Rio, influenciada pelo desespero, provavelmente com o propósito de aumentar a confusão interna. Ou seja, com esta proposta anti-estatutária - logo ele, que se agarra tanto aos estatutos por tudo e por nada... - Rio em caso de derrota ou de vitória, estaria a abrir porta a mais uma palhaçada no PSD - como se não bastassem todas as palhaçadas nos últimos dias - nomeadamente a apresentação de recursos para tribunais externos ao PSD, inclusivamente o Tribunal Constitucional em última instância com todas as repercussões dai resultantes para o processo eleitoral interno que irremediavelmente teria que atrasar-se ainda mais ou inclusivamente teria até de ser anulado (o Chega, por exemplo, foi obrigado a directas e a um segundo congresso num ano devido a uma questão processual suscitada por um tribunal).

Sá Carneiro:

A política não é um jogo de partidos nem uma questão que só a eles diga respeito. É um problema da nação que a todos os Portugueses afecta e na qual todos estão imersos, pois lhe suportam pelo menos as consequências (Assembleia da República, 1978)

II.

Francamente não vejo qual o mal em o PSD promover directas e realizar congresso antes do Natal. Se Rangel ganhar, será uma alternativa nova depois de 4 anos sem vitórias nenhumas e sem que o PSD se tivesse afirmado inequivocamente como uma alternativa política credível, mobilizadora e consistente ao PS e a Costa. Se Rio ganhar, isso significa que para as bases social-democratas, na sua livre escolha entre duas pessoas, terão preferido, por segurança (?) manter tudo como está e não arriscar mudanças com eleições à porta. Mas seja qual for a opção das bases, o líder do PSD que sair destas directas e deste Congresso, sairá mais legitimado e mais reforçado do que qualquer líder que usasse de expedientes e truques estatutários, conforme a conveniência ou se socorresse da argumentação idiota como Rio repetidamente tem feito - tudo por que Rio quer ser candidato a primeiro-ministro à força e sonha com esse tacho e sabe que provavelmente esta será a sua última oportunidade política para o tentar, caso seja candidato e seja derrotado.

Sá Carneiro:

A pessoa humana define-se pela liberdade. Ser homem é ser livre. Coartar a liberdade é despersonalizar; suprimi-la desumaniza. A liberdade de pensar é a liberdade de ser, pois implica a liberdade de exprimir o pensamento e a de realizar na acção (Imprensa, 1969)

Qual a dúvida? 5

 


Nota: LFM, resultados eleitorais entre 2015 e 2021

Qual a dúvida? 4


 Nota: LFM, deputados eleitos nos distritos e regiões autónomas entre 2011 e 2021

Qual a dúvida? 3

  



Nota: LFM, os partidos vencedores nos distritos e regiões autónomas entre 2011 e 2021

Qual a dúvida? 2

 


Nota: LFM, os votos dos partidos do centro e da direita entre 1999 e 2019

Qual a dúvida? 1

 


Nota: LFM, os votos dos partidos entre 1999 e 2019

sábado, novembro 06, 2021

Sondagem: Socialistas são agora os mais insatisfeitos com a Oposição



A opinião dos portugueses sobre a generalidade dos partidos de Oposição continua a ser muito negativa. De acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF, há agora 51% de avaliações negativas (mais um ponto do que em julho) contra 24% de notas positivas (mais três pontos), o que resulta num saldo negativo de 27 pontos. Mas há algumas diferenças ditadas pelo novo calendário político.

O chumbo do Orçamento do Estado, a dissolução da Assembleia da República e a antecipação das legislativas tribaliza os eleitores e isso é particularmente evidente entre os que se dispõem a votar no PS: em julho eram os menos descontentes com a Oposição (com um saldo negativo de 20 pontos) e neste momento são os mais cáusticos (saldo negativo de 56 pontos).

A exemplo do último barómetro há um único grupo de eleitores que faz uma avaliação positiva da Oposição: os que manifestam preferência pelo Bloco de Esquerda (há quatro meses os únicos que quebravam a unanimidade eram os eleitores comunistas). Fora dos segmentos de voto vale a pena destacar os portugueses com 65 ou mais anos, uma vez que são os maiores detratores da Oposição (57 pontos de saldo negativo).

Sondagem: Costa com saldo negativo pela primeira vez. Marcelo sem rival na popularidade



Depois do cartão amarelo, em julho, o cartão vermelho, em novembro. O primeiro-ministro fica pela, primeira vez, com saldo negativo na avaliação dos portugueses, de acordo com o barómetro da Aximage para o JN, DN e TSF. Ao contrário do que aconteceu no verão, a desilusão não se alarga ao presidente da República, que, se já era o mais popular, passa também a ser o único líder político com uma imagem positiva junto dos portugueses. Os sinais não são os melhores para António Costa, quando já estão marcadas as datas das eleições legislativas antecipadas (30 de janeiro). É certo que as intenções de voto no PS se mantêm altas (38,5%), mas a avaliação que os portugueses fazem do chefe de Governo sofreu novo abalo. Depois da quarta vaga da pandemia, a explicação para os estragos reside agora no chumbo ao Orçamento do Estado e na consequente crise política.

O primeiro-ministro gozava, há pouco mais de seis meses, de um saldo positivo de 40 pontos percentuais (diferença entre avaliações positivas e negativas). Em maio, essa vantagem desceu para 23 pontos. Em julho, reduziu-se para uns escassos seis pontos. E passa agora para um saldo negativo de dois pontos, com 39% dos inquiridos a darem nota negativa, contra 37% de avaliações positivas.

Sondagem: CDU e CDS nunca tiveram resultados tão baixos

Se no dia 30 de Janeiro se confirmar o retrato do momento que é reflectido na sondagem divulgada nesta sexta-feira pelo PÚBLICO, Antena 1 e RTP e feita pelo Cesop, a CDU e o CDS vão estar nos mais baixos níveis de sempre. Os comunistas ficam-se pelos 5% das intenções de voto e os centristas descem para 2%. A diferença em relação às últimas eleições é grande, mas é ainda maior quando se olha para o historial dos melhores resultados de ambos os partidos.

A primeira vez que a CDU foi a votos com essa designação foi em 1987 e foi então que teve a percentagem de votos mais elevada de sempre: 12,14%. Depois disso, nunca mais conseguiu ter tantos deputados como os que elegeu nesse ano: 31. Mas não foi o ponto alto dos comunistas. Antes de concorrerem como CDU, entre 1979 e 1987, a sigla usada pelos comunistas era APU (coligação que incluía ainda o Movimento Democrático Português / Comissão Democrática Eleitoral ou MDP/CDE) e com este “fato” chegaram a obter 18,8% dos votos, o que lhes permitiu terem uma bancada de 47 deputados.

Sondagem: Presidente devia ter permitido novo OE, mas “esteve bem” no processo orçamental



O Presidente da República devia ter criado condições para o Governo apresentar uma nova proposta de Orçamento do Estado, contudo Marcelo “esteve bem” durante a discussão do OE. Já a maior responsabilidade pela crise política é atribuída ao PS e ao primeiro-ministro António Costa, segundo a sondagem do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) da Universidade Católica para o PÚBLICO, RTP e Antena 1. O estudo de opinião mostra que os inquiridos preferiam (53%) que Marcelo Rebelo de Sousa tivesse possibilitado ao executivo a apresentação de um novo Orçamento em vez de avançar para a dissolução parlamentar e convocação de eleições antecipadas, cenário preferencial para 42% dos entrevistados pelo CESOP.

Mesmo assim, a actuação do Presidente ao longo do processo de discussão do Orçamento é vista como positiva pela maior parte dos inquiridos. Para 51% Marcelo “esteve bem”, 25% acham que “esteve mal”, 10% consideram que “esteve muito bem” e somente 7% respondem que “esteve muito mal”.