domingo, janeiro 12, 2020
Audiência de imprensa: classe alta com mais 40% que média geral
quarta-feira, janeiro 30, 2019
Correio da Manhã regista maior alcance
sábado, agosto 19, 2017
6,9 milhões contactam com imprensa em papel ou digital
quarta-feira, abril 11, 2012
segunda-feira, maio 23, 2011
segunda-feira, maio 31, 2010
quarta-feira, abril 15, 2009
Factos & alertas esquecidos... (IV)
Factos & alertas esquecidos... (III)
Análise económica e financeira do sector dos media em Portugal
IMPRENSA
Análise económica
Ao contrário dos outros sectores analisados neste estudo, o ramo Imprensa registou um crescimento dos activos no período analisado. A taxa de crescimento anual entre 2001 e 2004 foi em média de 14.6%. O Público foi a única empresa que registou uma quebra nos seus activos. Também as receitas de exploração registaram um crescimento significativo com uma taxa de crescimento anual entre 2001 e 2004 de 14%. Para 2005, só dispomos de informação para o Público e a Sojornal, que têm comportamentos completamente diferentes. O Público registou uma quebra acentuada na facturação, cerca de 20%, enquanto que a Sojornal aumentou a sua facturação em 25% face a 2004. A evolução dos EBIT foi todavia diferente. Só a Sojornal teve uma evolução sistematicamente positiva ao longo do período analisado. Ao contrário, a Edisport, a Global Notícias e o Público tiveram uma queda gradual nos resultados. A Presslivre aumentou ligeiramente os resultados entre 2001 e 2003 e em 2004 teve uma quebra. A Impala manteve os seus resultados operacionais relativamente constantes. A rendibilidade operacional confirma a anterior análise. A Sojornal recuperou após um ano difícil de 2002. Todas as outras empresas têm uma rendibilidade operacional positiva com excepção do Público. A Global Notícias viu deteriorada a sua rendibilidade operacional para valores próximos de 3% em 2003 e 2004. A Global Notícias apesar de ser a maior empresa em termos de activos e facturação, apresenta, comparativamente, valores baixos para os EBIT e rendibilidade operacional.
Solvabilidade Financeira
O nível de endividamento na imprensa tende a ser elevado. A evolução do rácio de endividamento foi um pouco díspar entre empresas. Certas empresas como a Edisport, a Impala e a Presslivre viram reduzido o seu nível de endividamento, enquanto que outras aumentaram o nível de endividamento, destacando-se o elevado nível de endividamento do Público e da Global Notícias. Os resultados financeiros são tendencialmente negativos devido ao endividamento, embora empresas como a Edisport e a Presslivre apresentem resultados financeiros positivos. As restantes empresas viram reduzidos os encargos financeiros devido à evolução favorável das taxas de juro e à redução do nível de endividamento.Na maior parte das empresas os resultados financeiros conseguem cobrir os encargos da dívida excepto no Público. Empresas como a Edisport, a Sojornal e a Presslivre apresentam inclusive uma situação bastante confortável no rácio de cobertura da dívida, com rácios bastante elevados.
Factos & alertas esquecidos... (II)
Quanto às receitas totais para o próximo ano, a esmagadora maioria acredita que aumentarão para o mercado de Internet (97,9%), de serviços móveis (89,7%) e de videojogos (81,4%). Pouco mais de metade acredita (55,7%) num aumento das receitas totais para o mercado televisivo. Quanto aos outros media, as expectativas vão no sentido contrário, uma vez que 51,5% perspectivam um decréscimo para o mercado das revistas, 53,7% para a rádio e 69,1% para os Jornais. Já quanto aos outdoors publicitários, para a maior parte dos inquiridos (48,5%) o investimento publicitário manter-se-á.
A maior parte dos indivíduos (51,5%) acredita que as empresas de media se encontram hoje mais dependentes de mediadoras publicitárias do que há 2 anos. Por sua vez, 49,5% acreditam que as empresas de media se encontram mais dependentes dos seus encargos financeiros junto da banca do que há 2 anos. Entre os inquiridos, a maioria não acredita que, durante o próximo ano, assistamos no mercado português à passagem de jornais pagos a gratuitos: jornais diários (69,1%); desportivos (78,4%); e semanários (89,7%).
Factos & alertas esquecidos... (I)

(Inquérito por questionário dirigido a uma amostra seleccionada de 244 dirigentes de empresas e grupos de Media, obtendo 97 respostas, que perfaz 39,8% de taxa de resposta. Aplicado entre 8 Janeiro e 7 de Março de 2008).



















