A Comissão Europeia prevê que em 2050 as pensões dos portugueses sejam muito mais baixas do que atualmente, valendo apenas 39% do último salário para alguém que se aposente daqui a 25 anos. É um corte de 33 pontos percentuais face ao que há um ano a Comissão Europeia projetava para 2025 (cerca de 72%) e parece não existir nenhuma solução óbvia, nem imediata. A sustentabilidade da Segurança Social será posta em causa ao longo das próximas décadas, à medida que se for assistindo a um envelhecimento cada vez maior da população portuguesa. Se em 2025 se estima que haja 195 contribuintes por cada 100 pensionistas, em 2050 haverá apenas 126. Ou seja, haverá cada vez menos contribuintes por cada idoso, colocando em causa o financiamento da Segurança Social e das pensões. Existem mecanismos como o fator da sustentabilidade social, que indexa a idade de reforma à esperança média de vida da população portuguesa, no entanto poderá revelar-se insuficiente para um envelhecimento tão acentuado da população. Em termos gerais, a combinação de fatores como o envelhecimento da população, a baixa taxa de natalidade e o aumento da esperança média de vida, representa um risco para o financiamento das pensões ou, se quisermos, para a sustentabilidade da Segurança Social. Será inevitável que as pensões sejam cada vez mais baixas, relativamente ao último salário do aposentado. Esta nova realidade poderá ter um impacto dramático nas condições de vida da população idosa (Mais Liberdade, + Factos)
quarta-feira, março 19, 2025
domingo, setembro 18, 2022
Pensões de reforma: Oposição acusa Governo de mentir aos pensionistas
Os partidos da oposição insistem que o Governo continua a faltar à verdade no que toca ao apoio extraordinário dos pensionistas. Acusações feitas na Assembleia da República, onde foi debatido o pacote de medidas anunciadas pelo executivo para combater o impacto da inflação. Fernando Medina, acusa a direita de "hipocrisia".
terça-feira, setembro 13, 2022
Pensões. Qual é o problema? Por que se debate a sustentabilidade da Segurança Social?
A Segurança Social não vai falir mas as suas contas vão derrapar durante vários anos, obrigando a acionar outros mecanismos para pagar as pensões de uma população cada vez mais envelhecida. A decisão do Governo de congelar as regras de atualização das pensões, dando aos reformados um “suplemento extraordinário” este ano e cerca de metade do aumento no próximo, voltou a colocar na berlinda o tema mais abrangente da sustentabilidade da Segurança Social. Mas, afinal, as contas da Segurança Social estão piores do que se vem dizendo? Por que fala o primeiro-ministro na necessidade de um “contrato entre gerações” e por que coloca a ministra do Trabalho tanto ênfase na sustentabilidade da Segurança Social? Analisamos o tema com oito gráficos para perceber porque é que isto é importante - e ter uma ideia do futuro que se avizinha.
terça-feira, julho 05, 2022
FMI quer mexer nas pensões e Governo mostra-se a favor
quinta-feira, junho 23, 2022
Pensões mais baixas podem ter um aumento de sete por cento
O aumento deve-se à atualização automática das pensões em função da inflação e do crescimento económico e implica que os gastos do estado com as reformas podem disparar cerca de mil e 500 milhões de euros.
Governo reitera promessa de indexar aumentos das pensões à inflação
As pensões mais baixas podem ter um aumento de 7 por cento no próximo ano. O aumento deve-se à atualização automática das pensões em função da inflação e do crescimento económico e implica que os gastos do Estado com as reformas podem disparar cerca de 1.500 milhões de euros.
segunda-feira, junho 20, 2022
Presidente e Governo prometem pensões a acompanhar inflacção, mas...
As pensões e reformas podem ter um aumento de 10% em 2023. É que a subida das pensões está indexada, por lei, à inflação e ao crescimento económico. É o presidente da República que faz as contas e põe em números o que se avizinha em 2023 um aumento de pensões que classifica como histórico. Fica assim traduzido e explicada em quantidade a qualidade do anúncio que o primeiro ministro tinha feito durante a manhã, usando, de resto, o mesmo adjetivo números altos no crescimento económico e na inflação levam a aumentos altos nas pensões é a lei. Mas há um princípio sobre o qual o governo não quer incertezas: contas certas são para manter, as regras europeias do défice para respeitar. O presidente concorda e deixa elogios a este e a anteriores governos. Elogio das contas sãs, o aniversário do Conselho das Finanças Públicas.







