Também conhecida como Tea Hipérionide, é uma das titânides da mitologia grega, filha de Urano (o Céu) e Gaia (a Terra). Representando a luz celestial e a clareza, ela simboliza a majestade do céu e sua capacidade de iluminar o mundo. Seu nome, que significa "Deusa", está relacionado à visão e ao esplendor, reforçando seu papel como fonte de claridade divina. Esposa de seu irmão Hipérion, o titã da observação e da luz, Tea gerou três filhos que personificam aspectos fundamentais da luz e do tempo: Hélios (o Sol), Selene (a Lua) e Eos (a Aurora). Por meio dessa descendência, ela deixou uma marca eterna no cosmos, garantindo que seu legado iluminasse tanto o dia quanto a noite. Além disso, alguns textos a mencionam como a responsável por conceder brilho aos metais e pedras preciosas, conectando-a à riqueza e à beleza. Durante o período helenístico, Tea passou a ser vista não apenas como uma figura mitológica, mas também como um símbolo cosmológico e filosófico. Os pensadores estoicos interpretaram sua luz celestial como uma manifestação do logos, a razão divina que governa o universo.
Como mãe de forças cósmicas como o Sol, a Lua e a Aurora, ela tornou-se um arquétipo da harmonia e regularidade dos ciclos naturais, representando o equilíbrio que sustenta o cosmos. Na arte helenística, era frequentemente retratada como uma figura radiante, cercada por raios dourados e símbolos de riqueza, como pedras preciosas. Essas representações reforçavam sua associação à beleza e ao esplendor, ampliando seu papel como deusa ligada à claridade e à riqueza. Além disso, cronistas como Diodoro da Sicília a destacaram como uma figura que reflete a relação dos gregos com os fenômenos naturais e a luz primordial. O sincretismo cultural do período helenístico também permitiu que Tea fosse identificada com outras divindades de tradições vizinhas, como Astarte e Hathor, que compartilham atributos relacionados à luz e à riqueza. Essa fusão de mitos fortaleceu sua relevância como símbolo universal de claridade, beleza e equilíbrio cósmico. Embora essa deusa não seja tão conhecida quanto outros titãs, sua influência é inegável. Por meio de sua descendência e de sua simbologia, ela contribuiu para moldar não apenas o ordenamento mitológico do cosmos, mas também a forma como os gregos e outras culturas interpretaram a luz, a beleza e o equilíbrio do universo (fonte: Facebook, Presente de Grego)

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